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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Terroristas tomam hotel no Mali e fazem 170 reféns

Pelo menos três pessoas morreram hoje num ataque de extremistas muçulmanos ao Hotel Radisson Blu em Bamako, a capital do Mali, na África Ocidental. Cerca de 170 pessoas foram tomadas como reféns. Uma parte foi libertada numa operação militar e policial em andamento, mas 124 hóspedes e 13 funcionários ainda estariam sob o controle dos terroristas.

Os rebeldes invadiram o hotel por volta das sete da manhã pela hora local (5h em Brasília) usando um carro com placas diplomáticas. Às 9h30 (7h30 em Brasília), o prédio foi cercado pelas forças de segurança. O grupo jihadista Al-Mourabitoun (As Sentinelas), ligado à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a responsabilidade pelo ataque em mensagem no Twitter.

Al-Mourabitoun é uma milícia extremista muçulmana constituída principal por árabes e tuaregues das regiões de Gao, Kidal e Timbuktu, no Norte do Mali. Foi formado pela fusão do Movimento pela Unidade e Jihad no Norte da África e a Brigada dos Homens Mascarados, liderada pelo argeliano Mokhtar Belmokhtar.

A França interveio militarmente no Mali em janeiro de 2013, depois de um golpe militar, em 21 de março de 2012, de oficiais revoltados com a falta de apoio governamental à guerra civil no Norte do país. A partir de abril de 2012, uma aliança de grupos rebeldes tomou as principais cidades do norte do Mali. Quando eles marcharam rumo ao Sul, Paris interveio.

Assim, o ataque terrorista pode ser mais uma resposta violenta a uma ação militar francesa no exterior. Uma força de elite de 50 homens partiu da França para apoiar as autoridades malinesas.

Sétimo maior país da África em território, o Mali fica na África Ocidental ao sul da Argélia e não tem saída para o mar. Cerca de metade dos 12,3 milhões de habitantes vive na miséria.

No passado, o atual território do Mali fez parte de três grandes impérios da África Ocidental: o Império de Gana, que floresceu entre os séculos 8 e 11; o Império do Mali, que atingiu o auge no século em meados do século 14, quanto Timbuktu tinha uma das principais bibliotecas do mundo; e o Império Songai.

O Mali passou ao controle do Império da França no século 19 como parte do Sudão Francês. Conquistou a independência em 1960, depois da formar brevemente uma federação com o Senegal.

Com a guerra civil que derrubou o ditador Muamar Kadafi na Líbia em 2011, um grande número de armas entrou em circulação no Norte da África alimentando os grupos guerrilheiros locais. Do Marrocos à Somália, há uma intensa atividade jihadista na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara. É um celeiro de terroristas e mais uma preocupação para a Europa.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Líbia anuncia morte de líder terrorista argeliano

O comandante jihadista argeliano Mokhtar Belmokhtar, ligado à rede terrorista Al Caeda e responsável pela tomada de 800 reféns no campo de exploração de gás na Argélia, em 2013, foi morto por um bombardeio aéreo dos Estados Unidos, anunciou ontem o governo da Líbia reconhecido internacionalmente, informou o jornal inglês The Guardian.

O Departamento da Defesa dos EUA não confirmou a morte: "Estamos avaliando os resultados da operações e daremos informações adicionais no momento adequado", declarou em Washington o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren. Ele admitiu que Belmokhtar era o alvo do ataque.

Belmokhtar era conhecido como o terrorista "incapturável", observou a televisão pública britânica BBC. Ele fez parte do contingente de guerrilheiros árabes que lutaram conta a invasão soviética ao Afeganistão nos anos 1980s. Foi um dos líderes da rede terrorista Al Caeda no Magreb até criar seu grupo, Al Murabiton, que atacou forças internacionais no Mali.

Em 2013, seu grupo tomou 800 reféns no campo de gás de In Amenas. Pelo menos 40 pessoas foram mortas quando as forças de segurança retomaram o campo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

EUA oferecem US$ 23 milhões por terroristas africanos

O Departamento de Estado americano está oferecendo US$ 23 milhões por informações que levem à captura ou morte de cinco líderes terroristas da África, inclusive Abubakar Shekau, do grupo extremista muçulmano Boko Haram (Não à educação ocidental), e Mokhtar Belmokhtar, o dissidente da rede terrorista Al Caeda no Magreb responsável pelo ataque a um centro de exploração de gás na Argélia.

A maior recompensa, de até US$ 7 milhões, foi oferecida por Shekau. O grupo Boko Haram teria sido responsável por 2,8 mil mortes nos últimos quatro anos.

Desde 1984, o governo dos Estados Unidos pagou mais de US$ 125 milhões a mais de 80 pessoas por informações que levassem a captura ou morte de terroristas, ou evitassem ataques terroristas. No início deste ano, o presidente Barack Obama ampliou o programa para incluir outros crimes de repercussão internacional, reporta a televisão americana CNN.