Sob pressão do Ocidente por violar os direitos humanos, o presidente John Magufuli elogiou a china como um país amigo por fazer investimentos e conceder empréstimos sem impor condições nem interferir nas questões políticas internas da Tanzânia, noticiou hoje a agência Bloomberg.
Depois que vários países suspenderam a ajuda à Tanzânia por causa da sua guinada autoritária, Magufuli declarou que não depende mais da Europa. A localização estratégica no Leste da África, com litoral no Oceano Índico, torna o país mais atraente e mais suscetível à influência chinesa.
A Dinamarca cortou a ajuda por causa de comentários homofóbicos de um alto funcionário. A União Europeia está reexaminando as relações com o país e o Banco Mundial congelou um empréstimo educacional de US$ 300 milhões depois que meninas grávidas foram proibidas de frequentar a escola. Mas o regime comunista da China vê na Tanzânia um parceiro e ajuda no desenvolvimento do porto de Bagamoyo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Governo ganha eleição presidencial na Tanzânia
Com 58% dos votos, o candidato do Partido da Revolução, no poder desde 1962, John Magufuli, ganhou a eleição presidencial do domingo passado na Tanzânia, um país da África Oriental, informou hoje a agência Reuters.
Depois de dois mandatos, o presidente Jakaya Kikwete não poderia concorrer a uma segunda reeleição. O partido oposicionista Chadema, de centro-direita, protestou contra o resultado oficial.
A incerteza no período pré-eleitoral retardou investimentos no crescente setor de hidrocarbonetos.
Depois de dois mandatos, o presidente Jakaya Kikwete não poderia concorrer a uma segunda reeleição. O partido oposicionista Chadema, de centro-direita, protestou contra o resultado oficial.
A incerteza no período pré-eleitoral retardou investimentos no crescente setor de hidrocarbonetos.
domingo, 25 de outubro de 2015
Tanzânia vota na eleição mais disputada da história do país
A Tanzânia, país mais populoso do Leste da África, vota hoje na eleição presidencial mais disputada de sua história. Há um pequeno favoritismo para John Magufuli, do Chama Cha Mapinduzi (Partido da Revolução), o partido que está há mais tempo no poder na África, desde a independência de Tanganica, em 1962, passando pela fusão com Zanzibar, em 1977.
Mesmo com a introdução da democracia, em 1992, o CCM ganhou todas as eleições presidenciais e parlamentares. Agora, está sendo ameaçado por um de seus antigos líderes, o ex-primeiro-ministro Edward Lowassa, informa o boletim de notícias sul-africana News24.
"Quero levar o país ao desenvolvimento e bem-estar social", prometeu Magufuli, de 55 anos, num de seus últimos comícios. "Todos merecem uma vida melhor, independentemente de inclinações políticas."
Lowassa, de 62 anos, chefe de governo de 2005 a 2008, quando caiu diante de denúncias de corrupção, foi no início do ano para o Chadema (Chama cha Demokrasia na Maendeleo, Partido da Democracia e do Congresso). Aposta no desgaste do partido governista: "Vamos tirar o CCM do governo, um regime que faliu a nação nos 54 anos em que está no poder."
Chefe da missão de observadores da Comunidade (ex-Britânica) das Nações, o ex-presidente da Nigéria Goodluck Jonathan, deu um recado claro aos dois candidatos: "Se perder, aceite a derrota."
Os resultados saem durante a semana. Zanzibar deve encerrar a apuração amanhã.
Mesmo com a introdução da democracia, em 1992, o CCM ganhou todas as eleições presidenciais e parlamentares. Agora, está sendo ameaçado por um de seus antigos líderes, o ex-primeiro-ministro Edward Lowassa, informa o boletim de notícias sul-africana News24.
"Quero levar o país ao desenvolvimento e bem-estar social", prometeu Magufuli, de 55 anos, num de seus últimos comícios. "Todos merecem uma vida melhor, independentemente de inclinações políticas."
Lowassa, de 62 anos, chefe de governo de 2005 a 2008, quando caiu diante de denúncias de corrupção, foi no início do ano para o Chadema (Chama cha Demokrasia na Maendeleo, Partido da Democracia e do Congresso). Aposta no desgaste do partido governista: "Vamos tirar o CCM do governo, um regime que faliu a nação nos 54 anos em que está no poder."
Chefe da missão de observadores da Comunidade (ex-Britânica) das Nações, o ex-presidente da Nigéria Goodluck Jonathan, deu um recado claro aos dois candidatos: "Se perder, aceite a derrota."
Os resultados saem durante a semana. Zanzibar deve encerrar a apuração amanhã.
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