Mostrando postagens com marcador conflito étnico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conflito étnico. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de outubro de 2015

Mianmar acusa China de sabotar negociações de paz

O principal negociador do governo de Mianmar, a antiga Birmânia, acusou a China de boicotar uma tentativa de acertar um cessar-fogo nacional com dois grupos étnicos rebeldes, noticiou hoje o jornal The Irrawaddy, citado pela agência Reuters.

Min Zaw Oo afirmou que um diplomata chinês  pressionou o Exército do Estado Unido de Wa e a Organização Independente Kachin e não assinar o acordo de paz. De 15 grupos étnicos rebeldes, que incluem até a etnia hã, majoritária na China, só nove aderiram ao acordo até agora ou devem fazer isso até o prazo, 15 de outubro.

A China nega qualquer interferência e alega defender o diálogo entre as partes para chegar à paz.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Duas pessoas morrem na eleição presidencial do Burúndi

Um policial e um civil foram mortos hoje pouco antes da abertura das seções de votação na eleição presidencial do Burúndi, adiada depois de uma onda de protestos e uma tentativa frustrada de golpe de Estado para impedir o presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato.

A insistência de Nkurunziza provocou uma onda de violência. O presidente foi acusado de violar o acordo de paz de 2005, que acabou com uma guerra civil iniciada em 1992 entre a maioria hutu e a minoria tútsi, que historicamente controlava o Exército.

É o mesmo conflito étnico que causou em 1994 o genocídio de Ruanda, um país vizinho de características semelhantes ao Burúndi.

domingo, 17 de maio de 2015

Dezenas de milhares exigem queda do governo da Macedônia

Cerca de 20 mil pessoas tomaram as ruas de Skopje hoje para exigir a queda do primeiro-ministro macedônio, Nikola Gruevski, informou a televisão pública britânica BBC. Numa demonstração de unidade, os manifestantes levaram bandeiras da Macedônia e da Albânia.

O protesto foi deflagrado pela revelação de que ministros espionaram figuras proeminentes da sociedade macedônia. Acontece uma semana depois de um confronto violento na cidade de Kunamovo em que morreram 14 rebeldes albaneses e oito policiais.

A tensão entre eslavos e albaneses na ex-república iugoslava da Macedônia é resultado da Guerra do Kossovo (1999), quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, bombardeou a Sérvia durante 78 dias para expulsar da província do Kossovo as forças do ditador Slobodan Milosevic, que estava massacrando a maioria albanesa.

Cerca de 70% dos 2 milhões de macedônios são eslavos e 30% de origem albanesa.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Bulgária envia tropas para a fronteira da Macedônia

O primeiro-ministro Boiko Borissov comunicou ao Parlamento da Bulgária ontem o envio de tropas à fronteira com a ex-república iugoslava da Macedônia para impedir a entrada em massa de refugiados, noticiou o jornal digital EU Observer.

A tensão aumentou na Macedônia depois de um confronto da polícia com militantes da minoria albanesa que terminou com 22 mortes, de 14 albaneses e oito policiais, em 10 de maio de 2015. É mais um conflito étnico na região dos Bálcãs decorrente das guerras que destruíram a Iugoslávia no fim do século 20.

Borissov declarou que a Macedônia está pronta a receber cerca de 90 mil macedônios com passaportes búlgaros, mas está preocupado com os riscos de agitação social, violência e terrorismo. Teme uma crise humanitária no país vizinho. Um terço dos 2 milhões de macedônios é de origem albanesa.

Sob pressão, o primeiro-ministro macedônio, Nikola Gruevski, denunciou a infiltração de terroristas vindos de um país vizinho para desestabilizar a Macedônia. Ontem, a ministra do Interior, Gordana Jankulova, e o chefe do serviço secreto, Sasso Mijalkovski, pediram demissão sob acusações de escuta telefônica ilegal e intimidação de jornalistas.

A Macedônia sofreu um forte impacto com a Guerra do Kossovo, em 1999, quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) bombardeou a Sérvia durante 78 dias para obrigar as forças do ditador Slobodan Milosevic a se retirar da província do Kossovo, onde estavam massacrando a maioria albanesa.

O conflito entre eslavos e albaneses se alastrou para a Macedônia. Em 2001, houve um acordo entre a maioria eslava e guerrilheiros albaneses. Ex-combatentes do Exército de Libertação do Kossovo faziam parte do grupo que entrou em conflito com a polícia macedônia no domingo passado.

A Bulgária considera a Macedônia um país irmão. Ambos usam o alfabeto cirílico e conseguem se entender. Os búlgaros consideram o macedônio uma variação de sua língua, mas as relações entre os dois países se agravaram nos últimos meses.

O governo búlgaro quer assinar um tratado bilateral para resolver questões potencialmente litigiosas, como a exigência de que reconheça a existência de uma "minoria macedônia" na Bulgária e os direitos dos búlgaros na Macedônia.

Sem um tratado, a Bulgária vai vetar a abertura de negociações para a entrada da Macedônia na União Europeia, bloqueadas pela Grécia há cinco anos. A Grécia exige a mudança do nome do país para que a Macedônia não reivindique a soberania sobre a província grega chamada Macedônia.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Macedônia acusa kossovares por ataque que deixou 22 mortos

O governo da ex-república iugoslava da Macedônia culpou hoje seis ex-guerrilheiros do Exército de Libertação do Kossovo de liderar um ataque que deixou oito policiais e 14 pistoleiros mortos ontem na cidade de de Kumanovo, no Norte do país, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Mais de 30 macedônios e um albanês participaram do ataque em que 37 policiais saíram feridos. "A destruição é total", contou um macedônio que esteve nem Kumanovo.

No mês passado, cerca de 40 albaneses da antiga província sérvia do Kossovo atacaram uma delegacia de polícia para exigir a criação de um Estado albanês dentro da Macedônia. As tensões são grandes desde a guerra que libertou a província da ditadura de Slobodan Milosevic na Sérvia, em 1999.

Até hoje, o Kossovo não foi reconhecido como um país independente pelas Nações Unidas por causa do veto da Rússia, aliada da Sérvia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conflito étnico deixa 20 mortos no Oeste da China

Pelo menos 20 pessoas morreram na terça-feira à noite na região autônoma de Xinjiang, no extremo oeste da China, em conflitos entre o grupo étnico uigur, majoritário na província, e os chineses do grupo han. Eles formam 94% da população do país e são usados pelo regime comunista em migrações para alterar a mistura populacional em regiões consideradas problemáticas como o Tibete e Xinjiang.

Os uigures são um povo muçulmano sunita de origem turca. São acusados pela ditadura chinesa de tentar dividir o país para criar o Turquestão Oriental.

Na versão do governo de Xinjiang, nove rebeldes armados com facas atacaram e mataram 13 pessoas na cidade de Yechang. As forças de segurança teriam matado sete atacantes e prendido os outros dois.

Já o jornal oficial chinês Global Times acusa os rebeldes de matar 10 pessoas. Cita a agência estatal de notícias Nova China para dizer que a polícia matou pelo menos dois rebeldes, informa o jornal The New York Times.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Distúrbios deixam três mortos em Birmingham

Três muçulmanos foram atropelados e mortos ontem à noite em Birmingham, a segunda maior cidade do Reino Unido. Eles faziam parte de um grupo que tentava defender suas propriedades de jovens arruaceiros que estão depredando e saqueando lojas e casas numa onda de violência que começou em Londres e se espalhou por várias cidades da Inglaterra.

Um jovem de 32 anos deve ser acusado de homicídio: “Ele foi preso por assassinato porque temos a informação de que o carro foi jogado intencionalmente contra o grupo”, declarou o chefe de polícia da região Centro-Oeste da Inglaterra, Chris Sims.

Testemunhas citadas pelo jornal The Guardian denunciam que  carros dirigidos por suspeitos passaram quatro vezes pelo local, como se estivessem preparando um ataque.

As mortes aumentam o risco de um conflito étnico entre os afrocaribenhos (negros), que são a maioria dos saqueadores, e a comunidade muçulmana de origem indo-paquistanesa, adverte o jornal espanhol El País.

Depois da quarta noite de distúrbios, o primeiro-ministro David Cameron declarou hoje que “o país não será intimidado pela cultura da violência”. Em Londres, a noite de ontem foi relativamente tranquila, com 16 mil policiais patrulhando as ruas, cinco vezes mais do que o normal.

A onda de violência começou no sábado em Tottenham, um bairro do Norte de Londres onde a polícia tinha matado na quinta-feira Mark Duggan, um negro de 29 anos, em circunstâncias não esclarecidas. Desde então, quatro pessoas foram mortas, mais de 1,1 mil foram presas e mais de 200 policiais saíram feridos. Os prejuízos passam de R$ 300 milhões.