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quarta-feira, 29 de julho de 2020

China retalia com moderação na Guerra dos Consulados

Consulado dos EUA em Chengdu será fechado como o chinês em Houston

Em represália pelo encerramento das atividades do consulado chinês em Houston, no Texas, a China mandou fechar na sexta-feira, 24 de julho, o consulado dos Estados Unidos em Chengdu, capital da província de Sichuã. Foi uma retaliação moderada no momento em que o país mais poderoso do mundo e a superpotência em ascensão estão à beira de uma nova guerra fria.

Leia mais em QuarentenaNews.

domingo, 13 de setembro de 2015

Tailândia decreta prisão de uigur suspeito de atentado em Bangkok

O governo da Tailândia emitiu ontem uma ordem de prisão contra Abudussataer Abudureheman, chinês da etnia uigur suspeito da organizar o atentado a bomba de 17 de agosto de 2015 no centro de Bangkok, noticiou a televisão americana ABC News.

A polícia da Tailândia pediu ajuda às autoridades chinesas. Acredita que ele tenha fugido do país para a China através de Bangladesh e da Índia. Abudureheman é o 17º suspeito de pertencer a uma organização de contrabandistas uigures apontada como principal responsável pelo atentado.

Na província de Xinjiang, no Noroeste da China, o regime comunista chinês enfrenta uma revolta da minoria uigur. Há um grupo armado antointulado Movimento de Libertação do Turquestão Oriental.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Província chinesa aprova 18 leis para combater o jihadismo

A província de Xinjiang, no Oeste da China, aprovou 18 novas leis para combater o extremismo religioso da minoria étnica uigur, majoritariamente muçulmana, e o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, anunciou ontem Sputnik News, a nova agência de notícias do governo da Rússia.

É ilegal a partir de agora usar a Internet ou a telefonia celular para fazer propaganda pela independência ou promover o jihadismo. A prática da religião foi limitada a templos legalmente registrados.

Cerca de 3 mil ex-soldados serão contratados como guardas municipais para fortalecer a segurança pública.

terça-feira, 30 de abril de 2013

China prende 19 uigures em Xinjiang

A China prendeu 19 pessoas e aprendeu armas e bombas numa região da província de Xinjiang de maioria étnica uigur depois de um confronto entre moradores e a polícia que deixou 21 mortos na semana passada, informa a agência de notícias Reuters.

O governo chinês descreveu o pior episódio de violência na região do Noroeste da China como um "ataque terrorista". O Congresso Mundial Uigur no exílio desmente a versão oficial do regime comunista chinês, que adota políticas de infiltração e assimilação cultural em áreas onde o grupo étnico dominante han não é maioria.

As autoridades chinesas acusam os muçulmanos de Xinjiang de tentar ligações com extremistas da Ásia Central e do Paquistão que sonham com a independência do Turquestão Oriental.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Conflito no Oeste da China deixa 21 mortos

Pelo menos 21 pessoas foram mortas ontem em conflitos entre a polícia e rebeldes que o governo regional da província de Xinjiang, no Oeste da China, descreveu como "gângsteres". Foi o pior incidente de violência na região em meses.

Na versão oficial do regime comunista chinês, seis mortos eram "gângteres". Os outros 15 mortos eram policiais, trabalhadores comunitários e voluntários, que teriam sido presos numa casa que logo em seguida foi incendiada com eles dentro, lembra o jornal The New York Times.

A origem da violência em Xinjiang é o conflito étnico e cultural entre o povo uigur, muçulmano, que fala uma língua de origem turca, e os chineses da etnia hã, que são 94% da população da China.

O regime comunista chinês adota políticas de assimilação de províncias rebeldes que possam sonhar com a independência como o Tibete ou Xinjiang, onde há um movimento de libertação do Turquestão Oriental. Isso inclui a migração forçada de chineses do povo hã, que logo ocupam os melhores empregos e cargos públicos, e agora que a China virou capitalista, fazem os melhores negócios, revoltando ainda mais as populações locais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conflito étnico deixa 20 mortos no Oeste da China

Pelo menos 20 pessoas morreram na terça-feira à noite na região autônoma de Xinjiang, no extremo oeste da China, em conflitos entre o grupo étnico uigur, majoritário na província, e os chineses do grupo han. Eles formam 94% da população do país e são usados pelo regime comunista em migrações para alterar a mistura populacional em regiões consideradas problemáticas como o Tibete e Xinjiang.

Os uigures são um povo muçulmano sunita de origem turca. São acusados pela ditadura chinesa de tentar dividir o país para criar o Turquestão Oriental.

Na versão do governo de Xinjiang, nove rebeldes armados com facas atacaram e mataram 13 pessoas na cidade de Yechang. As forças de segurança teriam matado sete atacantes e prendido os outros dois.

Já o jornal oficial chinês Global Times acusa os rebeldes de matar 10 pessoas. Cita a agência estatal de notícias Nova China para dizer que a polícia matou pelo menos dois rebeldes, informa o jornal The New York Times.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

China denuncia 200 por conflitos em Xinjiang

Mais de 200 pessoas serão denunciadas criminalmente por delitos ligados aos conflitos étnicos entre a minoria uigir e chineses do grupo hã ocorridos em julho na província de Xinjiang, no extremo leste da China, informou hoje o jornal oficial Diário da China.

Os processos devem começar nesta semana em Urumqi, principal foco da revolta dos uigures contra a absolvição de chineses hãs acusados de matar uigures suspeitos de cometer um crime do outro lado do país, onde viviam como trabalhadores migrantes, o que é muito comum hoje em dia na China.

Cerca de 1,5 mil pessoas foram presas na época. O jornal não diz quantos réus são uigures nem quantos são hãs. A única indicação é o número de advogados de ofício designados para defender os acusados: 170 uigures e 20 hãs.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Hu volta por causa do conflito em Xinjiang

O presidente Hu Jintao, abandonou a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), onde participa como convidado, ao lado do presidente Lula e de outros líderes de países emergentes.

Hu voltou para a China para enfrentar o violento conflito étnico que explodiu no Extremo Oeste do país, onde a maioria da população é muçulmana de origem turca. Pelo menos 156 pessoas foram mortas, outras mil feridas e 1,4 mil presas.

Antes da Olimpíada de Beijim, no ano passado, houve supostos atentados terroristas atribuídos a um Movimento de Libertação do Turquestão Oriental. A tensão é grande, especialmente em Urumqi, a capital da província de Xinjiang.

Com uma política de migrações forçadas, o regime comunista chinês infiltra as províncias que possam lutar pela independência com chineses da etnia hã, que são 93% dos 1,3 bilhão de chineses. Faz isso no Tibete e em Xinjiang, uma província enorme rica em gás e petróleo que cobre quase um terço dos 9,6 milhões de quilômetros quadrados da China, terceiro maior país do mundo em área e primeiro em população.

A etnia uigur é maioria em Xinjiang, mas os hãs são maioria em Urumqi. O estopim da violência foi o linchamento de dois uigures acusados de estuprar uma chinesa do grupo hã na cidade onde trabalhavam, a mais de 3 mil km da cidade.

Os uigures, que se sentem cidadãos de segunda classe na sua própria terra, se rebelaram e passaram a atacar símbolos do poder dos hãs, como aconteceu em março de 2008 no Tibete.

Com a volta de Hu Jintao a Beijim, a expectativa é de endurecimento da posição do governo chinês, que não costuma tolerar o dissenso.

Mais de 40 caminhões cheios de soldados do Exército Popular de Libertação estariam chegando a Urumqi para se juntar às forças de segurança que já combatem a revolta dos uigures.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Conflito étnico deixa 140 mortos no Oeste da China

Pelo menos 156 pessoas foram mortas e outras 800 feridas num confronto da manifestantes da etnia uigur que protestavam contra discriminação na província de Xinjiang, no Oeste da China, onde há um movimento separatista que defende a criação do Turquestão Oriental.

Os uigures, que se consideram cidadãos de segunda classe, se reuniram em Urumqi, a capital da província de Xinjiang, para protestar contra o tratamento dispensado a dois uigures condenados no Leste do país por supostamente terem estuprado uma menina do povo hã, que é maioria de 93% entre os 1,3 bilhão de chineses.

Diante da repressão policial, os uigures se rebelaram, atacando lojas e carros estacionados na rua. O governo chinês acusou uma empresária uigur que vive nos Estados Unidos de ser responsável pelos protestos.

Foi o pior caso de violência política na China desde o massacre na Praça de Paz Celestial, em 4 de junho de 1989, e o pior caso de violência étnica desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

domingo, 9 de março de 2008

China diz ter evitado atentados terroristas

A polícia da China anuncia ter matado supostos terroristas que estariam planejando ataques contra a Olimpíada de Beijim. Em outro episódio, a tripulação de um vôo teria impedido um atentado com um avião de passageiros na semana passada.

Nos dois casos, o governo comunista chinês responsabilizou extremistas muçulmanos da região autônoma uigur da província de Xinjiang, no Oeste do país.

Confira no site da rede de televisão americana CNN.