Com a suposta confissão de um suspeito preso no mês passado, a polícia da Tailândia anunciou hoje o fim da caçada aos terroristas responsáveis pelo atentado contra um santuário situado no centro da capital, noticiou a televisão Channel News Asia.
O suspeito foi identificado como Bilal Muhammad, também chamado de Bilal Turk e Adem Karadag, um estrangeiro. Ele teria admitido na semana passada ser o homem que aparece numa gravação de câmeras de segurança colocando a bomba no Santuário de Erawan.
No fim de semana, ele e outro suspeito da etnia uigur de nacionalidade chinesa acusado de disparar a bomba participaram de uma reconstituição do crime feita no local do atentado.
Ambos seriam membros de uma gangue de tráfico de pessoas que teria organizado o ataque como retaliação pela repressão das autoridades tailandesas. A polícia tailandesa promete continuar a investigação até desmantelar a máfia de trafico humano.
Na China, o regime comunista acusa extremistas muçulmanos da minoria étnica uigur de realizar uma campanha terrorista a partir da província de Xinjiang. Suas ações incluiriam um ataque terrorista na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em que cinco pessoas morreram, três no carro participante do atentado, descrito pelas autoridades chinesas como terrorismo suicida.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Tailândia acusa uigures por atentado em Bangkok
O atentado a bomba que matou 20 pessoas em 17 de agosto de 2015 no centro de Bangkok foi uma vingança pela deportação de 109 migrantes uigures para a China e a repressão a gangues de tráfico de pessoas, afirmou hoje o chefe da Polícia Nacional da Tailândia, Somyot Poompanmoung.
Foi a primeira vez que as autoridades tailandesas apontam os principais suspeitos do ataque contra um santuário situado numa área de comércio do centro da capital do país. Até agora, apesar da prisão de vários suspeitos do povo uigur originários da província de Xinjiang, no Noroeste da China, a junta militar que governa a Tailândia proibia a polícia de falar em terrorismo e culpar diretamente os uigures.
De acordo com o chefe da polícia, a máfia do tráfico humano responsável pela migração ilegal de uigures foi desbaratada. Somyot acrescentou não ter indícios de ligação entre o grupo e um ataque a um consulado tailandês na Turquia.
Os uigures, majoritariamente muçulmanos, têm origem turca e lutam contra a crescente dominação econômica e cultural dos chineses do povo hã. Um grupo radical, o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, é acusado pelo regime comunista da China de iniciar uma luta armada contra o governo central.
Se a responsabilidade dos uigures for confirmada, vai levar a um envolvimento maior da China nas questões de segurança no Sudeste Asiático, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos.
Foi a primeira vez que as autoridades tailandesas apontam os principais suspeitos do ataque contra um santuário situado numa área de comércio do centro da capital do país. Até agora, apesar da prisão de vários suspeitos do povo uigur originários da província de Xinjiang, no Noroeste da China, a junta militar que governa a Tailândia proibia a polícia de falar em terrorismo e culpar diretamente os uigures.
De acordo com o chefe da polícia, a máfia do tráfico humano responsável pela migração ilegal de uigures foi desbaratada. Somyot acrescentou não ter indícios de ligação entre o grupo e um ataque a um consulado tailandês na Turquia.
Os uigures, majoritariamente muçulmanos, têm origem turca e lutam contra a crescente dominação econômica e cultural dos chineses do povo hã. Um grupo radical, o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, é acusado pelo regime comunista da China de iniciar uma luta armada contra o governo central.
Se a responsabilidade dos uigures for confirmada, vai levar a um envolvimento maior da China nas questões de segurança no Sudeste Asiático, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos.
domingo, 13 de setembro de 2015
Tailândia decreta prisão de uigur suspeito de atentado em Bangkok
O governo da Tailândia emitiu ontem uma ordem de prisão contra Abudussataer Abudureheman, chinês da etnia uigur suspeito da organizar o atentado a bomba de 17 de agosto de 2015 no centro de Bangkok, noticiou a televisão americana ABC News.
A polícia da Tailândia pediu ajuda às autoridades chinesas. Acredita que ele tenha fugido do país para a China através de Bangladesh e da Índia. Abudureheman é o 17º suspeito de pertencer a uma organização de contrabandistas uigures apontada como principal responsável pelo atentado.
Na província de Xinjiang, no Noroeste da China, o regime comunista chinês enfrenta uma revolta da minoria uigur. Há um grupo armado antointulado Movimento de Libertação do Turquestão Oriental.
A polícia da Tailândia pediu ajuda às autoridades chinesas. Acredita que ele tenha fugido do país para a China através de Bangladesh e da Índia. Abudureheman é o 17º suspeito de pertencer a uma organização de contrabandistas uigures apontada como principal responsável pelo atentado.
Na província de Xinjiang, no Noroeste da China, o regime comunista chinês enfrenta uma revolta da minoria uigur. Há um grupo armado antointulado Movimento de Libertação do Turquestão Oriental.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Explosão mata 22 pessoas no centro de Bangkok
Uma bomba explodiu no início da noite de hoje (pela hora local) numa área comercial do centro de Bangkok, informou a polícia da Tailândia. Pelo menos 22 pessoas morreram e 117 saíram feridas.
O bomba com sete quilos de explosivos teve como alvo o Santuário de Erawan, em homenagem ao deus hindu Rama, também frequentado por budistas. Há turistas chineses e tailandeses entre os mortos. Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Algumas testemunhas disseram ter visto uma mulher deixar um pacote no santuário.
A Tailândia vive sob instabilidade política desde a queda do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e derrubado por um golpe militar em 2006. Muito popular no interior do país, seu grupo enfrenta a rejeição dos militares e da elite de Bangkok.
Nos últimos anos, o centro da capital tailandesa foi ocupado várias vezes pelo movimento de camisas amarelas, que se opõe aos camisas vermelhas, partidários de Shinawatra. Ambos sempre respeitaram o santuário.
Diante da onda de protestos, houve novas eleições, vencidas por Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, alvo de novo golpe mililtar em 2014. Desde 1º de abril de 2015, o país vive sob lei marcial, uma das possíveis causas da ação terrorista.
Na lista de suspeitos, também estão rebeldes muçulmanos do Sul da Tailândia. O alvo foi o setor de turismo, importante para a economia do país.
Há duas regras básicas na política tailandesa: não atacar a monarquia nem os templos e santuários do país. As duas correntes políticas que disputam o poder na Tailândia dificilmente atacaria um símbolo religioso e cultural.
O bomba com sete quilos de explosivos teve como alvo o Santuário de Erawan, em homenagem ao deus hindu Rama, também frequentado por budistas. Há turistas chineses e tailandeses entre os mortos. Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Algumas testemunhas disseram ter visto uma mulher deixar um pacote no santuário.
A Tailândia vive sob instabilidade política desde a queda do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e derrubado por um golpe militar em 2006. Muito popular no interior do país, seu grupo enfrenta a rejeição dos militares e da elite de Bangkok.
Nos últimos anos, o centro da capital tailandesa foi ocupado várias vezes pelo movimento de camisas amarelas, que se opõe aos camisas vermelhas, partidários de Shinawatra. Ambos sempre respeitaram o santuário.
Diante da onda de protestos, houve novas eleições, vencidas por Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, alvo de novo golpe mililtar em 2014. Desde 1º de abril de 2015, o país vive sob lei marcial, uma das possíveis causas da ação terrorista.
Na lista de suspeitos, também estão rebeldes muçulmanos do Sul da Tailândia. O alvo foi o setor de turismo, importante para a economia do país.
Há duas regras básicas na política tailandesa: não atacar a monarquia nem os templos e santuários do país. As duas correntes políticas que disputam o poder na Tailândia dificilmente atacaria um símbolo religioso e cultural.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Líder da revolta na Tailândia é baleado
Com o fim do prazo do ultimato dado pelo governo da Tailândia para a retirada dos manifestantes oposicionistas do centro de Bangkok, o governo usou tanques e tropas para tentar desalojá-los.
O general rebelde Khattiya Sawatdiphol, principal estrategista militar do movimento Camisas Vermelhas foi baleado. Pelo menos um rebelde morreu.
Por trás da rebeldia, está o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e exilado por corrupção, que tem grande apoio popular, especialmente nas região mais pobres do Norte da Tailândia.
Nos grandes centros urbanos como Bangkok, as elites apoiam o atual governo, que nasceu do golpe contra Thaksin em 2006 e de eleições em que seus partidários foram vetados.
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