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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Duas explosões matam 178 pessoas e ferem 6 mil em Beirute

Uma pequena explosão seguida de outra muito maior na área portuária abalou hoje a capital do Líbano com a força de um terremoto. Pelo menos 178 pessoas morreram e mais de 6 mil saíram feridas, anunciou o Ministério da Saúde. Cerca de 300 mil pessoas ficaram desabrigadas. É a maior tragédia desde a Guerra Civil (1975-90) num país marcado pela tragédia.

No local da explosão, havia um depósito de 2.750 toneladas do explosivo nitrato de amônia confiscado pelo Exército estocado há mais de seis anos numa área central da cidade. É um fertilizante que explode com o calor. Um incêndio numa área próxima do porto teria causado a detonação. O choque foi sentido a 240 quilômetros de distância na ilha de Chipre.

O primeiro-ministro Hassan Diab, um muçulmano sunita, prometeu punir os responsáveis "sejam quem forem". Israel, que considera a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) um de seus maiores inimigos, negou qualquer participação nas explosões e ofereceu ajuda humanitária. Não há indícios de ação terrorista.

O presidente cristão Michel Aoun decretou estado de emergência por duas semanas. A Arábia Saudita observa os acontecimentos com "grande preocupação". A França, antiga potência colonial, enviou ajuda de emergência, anunciou o presidente Emmanuel Macron.

A nova tragédia acontece num momento em que o país está falido, com dívida pública de 150% do produto interno bruto, que elevou o desemprego para 25% e jogou um terço da população na miséria, deflagrando uma onda de manifestações desde outubro do ano passado contra a corrupção generalizada e a incompetência política.

Esta crise econômica tem origem na Guerra Civil. Nos anos 1960, o Líbano era chamado de Suíça do Oriente Médio e suas praias no Leste do Mediterrâneo uma atração turística anunciada nas agências de viagem do Brasil.

Depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel ocupou a Cisjordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém, e a Faixa de Gaza, houve uma grande fuga de refugiados palestinos para os países vizinhos, entre eles a Jordânia e o Líbano.

Com a grande repressão do Setembro Negro na Jordânia, uma tentativa da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de tomar o poder no país em 1970, quando morreram 3,4 mil palestinos e 537 soldados do Exército jordaniano, mais palestinos fugiram para o Líbano.

A diáspora palestina rompeu o frágil equilíbrio entre cristãos e muçulmanos no Líbano, provocando a Guerra Civil, na qual a Síria interveio em 1976. A Guerra Fria também pesou, com os cristãos se aliando ao Ocidente e os muçulmanos a países árabes aliados da União Soviética. Cerca de 120 mil pessoas foram mortas no conflito.

Vários líderes foram assassinados durante o conflito, como o presidente cristão Bachir Gemayel, em 1982, e o primeiro-ministro muçulmano sunita Rachid Karame, em 1987. Por um acordo quando o país se tornou independente da França, em 1943, o poder é dividido entre os grupos religiosos. O presidente é cristão maronita, o primeiro-ministro é muçulmano sunita e o presidente do Parlamento, muçulmano xiita.

Tal divisão do poder é outro motivo para a crise política permanente que assola o país. Em 1982, Israel invadiu o Líbano sob o pretexto de acabar com os ataques terroristas lançados pela OLP a partir do território libanês. Em 18 de setembro de 1982, falangistas cristãos apoiados por Israel invadiram os acampamentos de refugiados de Sabra e Chatila, em Beirute, matando pelo menos 1,2 mil palestinos.

Os Estados Unidos e a França intervieram no Líbano para tentar acabar com a Guerra Civil. Em 18 de abril de 1983, um atentado à embaixada americana em Beirute causou mais de 60 mortes. Em 23 de outubro do mesmo ano, duas explosões de caminhões-bomba destruíram os quartéis-generais das potências ocidentais, matando 307 soldados, inclusive 241 fuzileiros navais americanos.

Esses atentados foram atribuídos ao Hesbolá, criado em 1982 no Vale do Becá, um reduto xiita, sob a orientação do Irã e da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1979, principalmente para combater a invasão israelense. As forças dos dois países ocidentais deixaram o Líbano.

Israel se retirou em 1985 para uma "faixa de segurança" no Sul do Líbano, de onde saiu em 24 de maio de 2000.

Depois da Guerra Civil, o governo tentou reconstruir o país com dinheiro dos libaneses residentes no exterior, na base de juros altos e câmbio fixo, com a lira libanesa atrelada ao dólar. Quando a dolarização entrou em colapso, a exemplo do aconteceu com a Argentina em 2001, a economia libanesa afundou numa crise não superada até hoje.

A destruição do porto de Beirute, por onde entravam 80% das importações do Líbano, agrava ainda mais a situação. O país importa 40% dos alimentos que consome e a desvalorização da lira libanesa tornou a comida cara demais para muita gente.

O Exército da Síria deixou o país em 2005, depois do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, o homem mais rico do Líbano, num atentado a bomba com uma tonelada de explosivos em que 22 pessoas morreram ao todo.

A milícia do Hesbolá foi acusada pela morte de Hariri. O Tribunal Especial para o Líbano anunciaria a sentença do julgamento na próxima sexta-feira. Adiou para 18 de agosto. O nitrato de amônia é um explosivo usado nos atentados do grupo terrorista. Foi confiscado de navios e estava armazenado no porto de Beirute.

Em 12 de junho de 2006, depois de sequestro de soldados israelenses ao longo da fronteira e de um ataque de foguetes do Hesbolá a posições militares israelenses, Israel iniciou uma guerra que durou até 14 de agosto daquele ano e destruiu mais uma vez a infraestrutura do Líbano. Cerca de 1,2 mil civis libaneses, dois quais pelo menos 250 eram milicianos do Hesbolá, 121 militares israelenses e 43 soldados do Exército do Líbano foram mortos.

Durante a Guerra Civil Síria, deflagrada pela ditadura de Bachar Assad em resposta às manifestações de protesto da chamada Primavera Árabe, em março de 2011, o Hesbolá, financiado, treinado e armado pelo Irã, foi a principal força terrestre aliada do Exército sírio. Pelo menos 400 mil pessoas morreram no conflito, que ainda não acabou. O Líbano, um país de 6,85 milhões de habitantes, recebeu 1,1 milhão de refugiados sírios, mais do que a Alemanha.

Um aspecto importante da tragédia libanesa é o envolvimento do país nas disputas de poder entre grandes potências e as potências regionais. Em dezembro de 2017, durante visita à Arábia Saudita, o então primeiro-ministro Saad Hariri, filho de Rafik Hariri, foi obrigado pelo príncipe Mohamed ben Salman, o homem-forte da monarquia absolutista saudita, a fazer uma declaração de renúncia na televisão responsabilizando o Irã.

Desde o início da guerra síria, Israel bombardeou a Síria mais de 100 vezes para atacar posições do Hesbolá e do Irã, carregamentos de armas e arsenais da milícia libanesa. Em 27 de julho deste ano, na semana passada, o governo israelense anunciou ter impedido uma tentativa de infiltração de militantes do Hesbolá em seu território.

sábado, 17 de setembro de 2016

Explosão em Nova York deixa 29 feridos

Uma forte explosão atingiu hoje o bairro de Chelsea, na ilha de Manhattan, em Nova York, ferindo 29 pessoas. A unidade antiterrorismo está investigando o caso. A polícia trata como "explosão intencional". Suspeita de uma bomba deixada numa lata de lixo.

A explosão ocorreu às 20h30 na costa leste dos Estados Unidos (21h30 em Brasília) na Rua 23 entre a 6ª e a 7ª Avenidas, numa região cheia de bares e restaurantes, muito movimentada no sábado à noite. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Nova York, há um ferido em estado grave.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Explosão em depósito de armas mata dezenas de pessoas na Líbia

Um arsenal explodiu hoje na cidade de Garabule, na Líbia. Pelo menos 29 pessoas morreram e dezenas saíram feridas, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A explosão aconteceu depois que homens armados chegaram ao depósito, que pertenceria à milícia da cidade de Missurata, que apoia o governo do acordo nacional, uma tentativa de estabilizar o país.

A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011. Durante muito tempo, milícias rivais disputaram o poder. O país está cheio de armas e grupos armados irregulares, além de haver uma infiltração do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Sirte, a terra natal de Kadafi.

O governo de união nacional tenta assumir o controle sobre todo o território líbio.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Reino Unido suspeita de bomba e suspende voos do Sinai

Por suspeitar que uma bomba derrubou um avião de passageiros da Rússia no fim de semana no Egito, o governo do Reino Unido suspendeu todos os voos de companhias aéreas britânicas com origem ou destino na cidade de Charm el-Cheikh, na Península do Sinai.

Em nota, o escritório do primeiro-ministro David Cameron declarou que com as investigações em andamento ainda não é possível afirmar com certeza qual a causa da tragédia que matou todas as 224 pessoas a bordo. "Mas enquanto mais informações vêm à luz, ficamos preocupados que o avião possa ter sido derrubado por um aparato explosivo."

Hoje, foi revelado que a cauda do avião caiu no deserto e cinco quilômetros de distância do resto do aparelho. Isso indica que o Airbus 321 se partiu no ar. Ontem, analistas de inteligência e segurança aérea dos Estados Unidos anunciaram que houve uma onda de calor junto ao avião, mas descartaram a possibilidade de um ataque de míssil porque não havia um rastro de calor saindo do solo.

Desde o primeiro momento, o braço egípcio da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Província do Sinai do Estado Islâmico, reivindicou a responsabilidade pela queda do avião da companhia aérea Metrojet. O voo ia de Charm el-Cheikh, no Egito, para São Petersburgo na Rússia. Hoje a milícia voltou a assumir a autoria de um possível ataque na Internet, acrescentando que não vai contar como fez.

O atentado seria uma retaliação pela intervenção militar russa na guerra civil da Síria com o objetivo declarado de combater o Estado Islâmico, embora só 22% dos mortos nos bombardeios russos fossem do grupo.

Tanto o Egito quanto a Rússia rejeitam a hipótese de terrorismo. No Egito, o ditador Abdel Fattah al-Sissi derrubou em 3 de junho de 2013 o único presidente eleito democraticamente da história do país, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, declarada terrorista.

A repressão governamental matou mais de mil partidários da Irmandade, além de perseguir e condenar toda a cúpula dirigente do mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, que abandonara o terrorismo nos anos 1960s. Não faltam extremistas muçulmanos em busca de vingança.

Para o protoditador russo, Vladimir Putin, seria um duro golpe na sua política intervencionista na Síria, um país relativamente distante dos interesses da maioria dos russos. Enquanto dá uma demonstração de força, o nacionalismo russo aumenta seu prestígio. Quando russos começam a morrer, a opinião pública pode virar contra Putin.

Como esses dois países controlam o inquérito, podem abafar a hipótese de terrorismo. Em entrevista à BBC, Al-Sissi insistiu que o governo controla o Egito, mas mais de 100 soldados e policiais foram mortos neste ano no Sinai.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Explosão a bordo e não míssil derrubou avião russo, afirmam EUA

Uma onda de calor detectada por satélites americanos sensíveis aos raios infravermelhos indica que a explosão do Airbus 321 da companhia russa Metrojet na Península do Sinai, no Egito, há três dias não foi causada por um míssil, noticiou a rede de televisão americana NBC citando como fontes analistas de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.

Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.

O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.

Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.

De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Explosão mata 22 pessoas no centro de Bangkok

Uma bomba explodiu no início da noite de hoje (pela hora local) numa área comercial do centro de Bangkok, informou a polícia da Tailândia. Pelo menos 22 pessoas morreram e 117 saíram feridas.

O bomba com sete quilos de explosivos teve como alvo o Santuário de Erawan, em homenagem ao deus hindu Rama, também frequentado por budistas. Há turistas chineses e tailandeses entre os mortos. Ninguém reivindicou a autoria do atentado. Algumas testemunhas disseram ter visto uma mulher deixar um pacote no santuário.

A Tailândia vive sob instabilidade política desde a queda do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado de corrupção e derrubado por um golpe militar em 2006. Muito popular no interior do país, seu grupo enfrenta a rejeição dos militares e da elite de Bangkok.

Nos últimos anos, o centro da capital tailandesa foi ocupado várias vezes pelo movimento de camisas amarelas, que se opõe aos camisas vermelhas, partidários de Shinawatra. Ambos sempre respeitaram o santuário.

Diante da onda de protestos, houve novas eleições, vencidas por Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin, alvo de novo golpe mililtar em 2014. Desde 1º de abril de 2015, o país vive sob lei marcial, uma das possíveis causas da ação terrorista.

Na lista de suspeitos, também estão rebeldes muçulmanos do Sul da Tailândia. O alvo foi o setor de turismo, importante para a economia do país.

Há duas regras básicas na política tailandesa: não atacar a monarquia nem os templos e santuários do país. As duas correntes políticas que disputam o poder na Tailândia dificilmente atacaria um símbolo religioso e cultural.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Explosão mata mais de 50 pessoas em porto da China

Uma série de explosões violentas e ruidosas sentidas a quilômetros de distância provocou ontem um grande incêndio que destruiu vários depósitos onde havia produtos perigosos e muitos outros produtos a espera de serem embarcados no porto de Tianjin, situado na China a 140 quilômetros a sudeste da capital, Beijim. Mais de 50 pessoas morreram e 700 saíram feridas.

Na manhã desta quinta-feira, o número de desaparecidos  ainda era incerto e 32 feridos estavam em estado grave, inclusive seis bombeiros, declarou a política de Tianjin, uma grande cidade industrial de 15 milhões de habitantes. A expectiva é de aumento do número de mortos, previu o jornal The New York Times.

A primeira explosão aconteceu às 23h30 de quarta-feira pela hora de Beijim, 11 horas à frente do horário de Brasília. Meia hora depois, houve a explosão mais forte, equivalente a 21 toneladas de trinitrotolueno (TNT), informou a agência oficial Nova China. Todas as vidraças de um prédio residencial próximos foram quebradas.

O primeiro armazém que explodiu era da empresa privada Rui Hai Logística Internacional, que tem autorização para transportar cargas perigosas.

sábado, 2 de agosto de 2014

Explosão em fábrica deixa 68 mortos na China

O presidente da China, Xi Jinping, pediu hoje a abertura de inquérito sobre a explosão de uma fábrica na província de Jiangsu, que matou 68 trabalhadores e feriu outros 150, informou a agência oficial de notícias de Nova China.

Dois diretores da Kunshan Zhongron Produtos de Metal foram presos. O primeiro-ministro Li Keqiang pediu a adoção de novas medidas de segurança para evitar acidentes deste tipo.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Explosão mata pelo menos 21 em Abuja

Uma explosão num centro comercial de Abuja, a capital da Nigéria, matou pelo menos 21 pessoas e feriu outras 17 durante o jogo da seleção nacional contra a Argentina pela Copa do Mundo. Há suspeita de terrorismo.

A milícia terrorista Boko Haram já atacou anteriormente concentrações de pessoas reunidas para assistir jogos de futebol. O presidente Goodluck Jonathan visitou o local e lamentou que a Nigéria viva o "período mais sombrio de sua história".

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Explosão em mina mata 274 na Turquia

Um acidente causado pela explosão em uma mina de carvão na cidade de Soma, no Oeste da Turquia, no início da tarde de ontem matou pelo menos 274 mineiros, a maioria sufocada pelo gás carbônico.

Pelo menos 120 mineiros continuam presos no interior da mina, admitiu o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, a mais de 2 mil metros de profundidade. O governo está injetando oxigênio para que eles consigam respirar.

A explosão destruiu o sistema elétrico, paralisando os elevadores. Parentes dos mineiros passaram a noite ao redor da mina à espera do resgate, mas foram dispersados pela polícia hoje de manhã sob a alegação de que os protestos dificultam a operação.

Dos 787 mineiros que estavam no local na hora do acidente, 363 foram salvos, informou o ministro das Minas e Energia, Taner Yildiz.

Como os donos da mina são ligados ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento, o acidente atinge a popularidade de Erdogan, que pretende lançar nas próximas semanas sua candidatura à Presidência de Turquia na eleição de agosto.

Erdogan enfrentou uma grande onda de protestos contra a destruição de uma área verde no Parque Guézi, em Istambul, a maior cidade turca, iniciada em maio de 2013. A ampla vitória de seu partido, islamita moderado, nas eleições municipais de março de 2014, consolidou sua liderança, com a forte votação no interior neutralizando a rejeição da classe média urbana secularista.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Grande explosão destrói hotel em Alepo

Uma grande explosão em Alepo, a maior cidade da Síria, destruiu o Hotel Carlton Citadel, onde estavam acantonadas forças da ditadura de Bachar Assad. Pelo menos 14 soldados foram mortos.

Com a retirada dos rebeldes de Homs, a terceira maior cidade síria, Alepo passa a ser o principal campo de batalha. Os rebeldes têm sido duramente bombardeados desde dezembro, mas ainda tentam penetrar em áreas dominadas pelo governo.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Explosão derruba prédios e mata três em Nova York

Uma explosão, aparentemente de gás, derrubou dois edifícios e matou pelo menos três pessoas no bairro do Harlem do Leste, em Nova York. Dez pessoas ainda estão desaparecidas e outras 63 saíram feridas. Os bombeiros ainda lutam contra o fogo.

Quando o incêndio estiver controlado, as equipes de resgate tentarão encontrar sobreviventes e confirmar as causas da "explosão trágica", nas palavras do prefeito Bill de Blasio.

NOTA: no dia seguinte, o total de mortes subiu para sete.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Carro explode na Praça da Paz Celestial em Beijim

Pelo menos três pessoas morreram quando um carro avançou sobre a multidão na Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim, e explodiu em chamas nesta segunda-feira. Os três ocupantes do veículos, uma turista filipina e um chinês de Cantão foram mortos, e 38 pessoas saíram feridas.

Fotos da explosão divulgadas nas mídias sociais da censurada Internet chinesa foram rapidamente removidas, a área da explosão foi fechada e limpa pela polícia em cerca de meia hora. Dois repórteres da agência de notícias France Presse que investigavam o caso foram detidos.

Ainda não está claro o que aconteceu, mas parece evidentemente se tratar de uma ação deliberada. As maiores suspeitas recaem sobre os rebeldes muçulmanos uigures da província de Xinjiang, no Noroeste da China, que lutam pela independência do Turquestão Oriental, onde houve conflitos mortais recentemente.

Com uma sessão plenária do Comitê Central do Partido Comunista marcada para novembro, crescem as suspeitas de que tenha sido um ato de terrorismo político.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Explosão de gás mata 12 e deixa 15 desaparecidos em Rosário

Um vazamento de gás no térreo de um edifício causou uma violenta explosão que deixou 12 mortos e 15 desaparecidos hoje de manhã em Rosário, a terceira maior cidade da Argentina, informa o jornal Clarín. O fogo foi controlado, mas seis equipes de bombeiros trabalham na busca de possíveis soterrados.

A onda de choque se propagou por cem metros. Vários prédios foram destruídos. Pelo menos três estariam arrasados. Dez ambulâncias socorreram os feridos. A prefeita de Rosário pediu à população que evite ir ao centro da cidade.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Explosão em fábrica deixa 15 mortos ou feridos no Texas

Pelo menos 15 pessoas morreram ou estão desaparecidas e outras 160 saíram feridas, inclusive funcionários dos serviços de emergência, depois da explosão e do incêndio de uma fábrica de fertilizantes na cidade de West, no Texas, nos Estados Unidos. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser maior.

"Ainda estamos procurando sobreviventes", declarou hoje de manhã o sargento William Patrick Swanton, da polícia da cidade de Wako, que acrescentou não ter encontrado nada até agora que indique algo mais do que um acidente industrial, reportou o jornal The Wall St. Journal.

Eram seis horas da tarde pela hora local, 20h em Brasília, quando o fogo começou na empresa West Fertilizers, que fica na pequena West, uma cidade de 2,8 mil habitantes situada a cerca de 130 quilômetros do sul de Dallas, a metrópole texana.

Duas horas depois, houve uma explosão tão violenta que causou um tremor de terra de 2,1 graus na escala aberta de Richter, que mede a intensidade dos terremotos. Uma coluna de fumaça tóxica se ergueu por uma altura de centenas de metros. Mais de 50 casas foram danificadas num raio de cinco quadras.

A fábrica armazenava e processava amônia, vendida como fertilizante para os produtores rurais.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Explosões matam dois na chegada da Maratona de Boston

Pelo menos duas pessoas morreram e outras 28 saíram feridas há pouco, algumas com gravidade, por duas grandes explosões na Praça Copley, perto do local da chegada da Maratona de Boston, nos Estados Unidos. Os atletas de elite tinham terminado a prova duas horas antes.

Hoje é Dia dos Patriotas nos EUA, que comemora as vitórias nas batalhas de Lexington e Concord, perto de Boston, em 1775, durante a guerra contra o Império Britânico pela independência do país.

A polícia isolou a área por suspeita de terrorismo por se tratarem de explosões num local de grande concentração de pessoas num feriado. Mas não está descartada a possibilidade de uma explosão acidental, de tubulações de gás ou geradores de energia elétrica.

Todas as pontes sobre o Rio Charles foram fechadas e o centro da capital do estado de Massachusetts está sendo evacuado por medo de terrorismo.

Em Nova York, a polícia antiterrorismo está tomando posição nos principais pontos turísticos e de concentração de pessoas. O mesmo acontece em Washington, a capital dos EUA, e São Francisco, na Califórnia.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Explosão mata 32 na estatal de petróleo do México

Pelo menos 32 pessoas morreram e outras cem saíram feridas de uma explosão na sede da companhia estatal de petróleo Petróleos Mexicanos (Pemex) ontem à noite. O novo presidente do México, Enrique Peña Nieto, lamentou as mortes.

As causas da explosão estão sendo investigadas, informou o secretário de Governo, Miguel Ángel Osorio. A principal suspeita é que tenha havido uma explosão de gás, mas a polícia fez uma operação de busca de explosivos. Um porta-voz da Defesa Civil disse que havia "acúmulo de gás" numa subestação de energia no térreo do edifício.

domingo, 4 de março de 2012

Explosões matam 200 na República do Congo

Pelo menos 200 pessoas morreram e outras 1,5 mil foram feridas numa série de cinco explosões num depósito de munição em Brazzaville, a capital da República do Congo, o antigo Congo Francês, no Oeste da África.

As cinco explosões aconteceram entre 8h e 10h45 da manhã deste domingo. Foram tão fortes que chegaram a ser ouvidas do outro lado do Rio Congo, em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, o antigo Congo Belga. Até as 13h, houve explosões secundárias em consequência das primeira. O tráfego entre as duas cidades foi interrompido.

Vídeos amadores apresentados no sítio do jornal francês Le Monde mostram uma grande nuvem de fumaça se erguendo sobre Brazzaville. Um diplomara europeu descartou totalmente a possibilidade de uma rebelião militar, observando que o presidente Sassou Nguesso está reunido com seu Estado-Maior para enfrentar a situação.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Comandante iraniano morreu em explosão

Uma explosão numa base de mísseis balísticos da Guarda Revolucionária do Irã matou 17 pessoas no sábado, inclusive um alto comandante do programa, o general Hassan Moghaddam.

A Guarda declarou oficialmente que a explosão foi acidental, quando soldados transportavam munição, mas o grupo rebelde Mujahedin Khalq (Guerrilheiros do Povo), braço armado do Partido Comunista Iraniano, reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

Sob o comando de Moghaddam, o Irã testou o míssil Shahab-3, com alcance de 2 mil quilômetros, capaz de atingir Israel, informa o jornal The New York Times.

Nas últimas semanas, a mídia israelense discutiu a possibilidade de um bombardeio para tentar neutralizar o programa nuclear do Irã, acusado em 8 de novembro de 2001 pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de estar desenvolvendo a bomba atômica.