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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Conferência do Clima acontece em mundo mais conturbado

Mais de cem líderes nacionais e 197 países devem participar da 27ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-27), realizada de 6 a 18 de novembro de 2022 em Charm el-Cheikh, no Egito. 
A CoP-27 acontece sob o impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia, que aumentou a tensão geopolítica, tornou a segurança energética uma prioridade máxima, acima do controle das emissões de gases carbônicos, da pandemia, da inflação, do risco de recessão e de uma crise mundial de alimentos.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Rússia também cancela voos de Charm el-Cheikh

Depois de criticar a medida tomada pelo Reino Unido, a Rússia anunciou hoje a suspensão de todos os voos com origem ou destino na cidade turística de Charm el-Cheikh, no Egito, de onde saiu o Airbus 321 da companhia aérea russa Metrojet que caiu na Península do Sinai em 1º de novembro, matando todas as 224 pessoas a bordo.

Para justificar a decisão, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que uma bomba colocada a bordo por terrorista era a causa mais provável da tragédia do voo 9268, que ia para São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.

A principal suspeita no momento é que alguém com acesso à área interna do aeroporto tenha colocado uma bomba no compartimento de bagagens do avião. O explosivo não estaria nas malas dos passageiros.

Até agora, a Rússia e o Egito rejeitam a hipótese de terrorismo, apesar das repetidas reivindicações de autoria feitas na Internet pelo grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço egípcio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, alvo de bombardeios aéreos russos na guerra civil da Síria.

Ontem, o Ministério do Exterior russo protestou contra a versão de terrorismo difundida por potênciais ocidentais, alegando que os serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido deveriam ter compartilhado as informações nesse sentido. Prometia esperar o resultado do inquérito.

Mas a espionagem eletrônica feita por satélites americanos teria ouvido telefonemas de membros da Província do Sinai do Estado Islâmico depois da queda do avião confirmando a autoria do atentado.

Hoje, numa mudança total de posição, o Kremlin cancelou imediatamente todos os voos e deixou claro que a suspensão será mantida até a conclusão das investigações e a melhoria da segurança no aeroporto de Charm el-Cheikh.

Os russos e britânicos são os maiores frequentadores estrangeiros da estação turística situada na margem do Mar Vermelho. Milhares de pessoas ficaram presas na cidade. O Reino Unido vai enviar aviões, mas os passageiros não poderão levar a bagagem despachada, que seguirá em outros voos por medida de segurança.

É mais um duro golpe no setor de turismo, até 2010 responsável por 12% da economia egípcia. Naquele ano, antes da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, cerca de 15 milhões de turistas visitaram o Egito. Esse número caiu para 9 milhões por ano.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Reino Unido suspeita de bomba e suspende voos do Sinai

Por suspeitar que uma bomba derrubou um avião de passageiros da Rússia no fim de semana no Egito, o governo do Reino Unido suspendeu todos os voos de companhias aéreas britânicas com origem ou destino na cidade de Charm el-Cheikh, na Península do Sinai.

Em nota, o escritório do primeiro-ministro David Cameron declarou que com as investigações em andamento ainda não é possível afirmar com certeza qual a causa da tragédia que matou todas as 224 pessoas a bordo. "Mas enquanto mais informações vêm à luz, ficamos preocupados que o avião possa ter sido derrubado por um aparato explosivo."

Hoje, foi revelado que a cauda do avião caiu no deserto e cinco quilômetros de distância do resto do aparelho. Isso indica que o Airbus 321 se partiu no ar. Ontem, analistas de inteligência e segurança aérea dos Estados Unidos anunciaram que houve uma onda de calor junto ao avião, mas descartaram a possibilidade de um ataque de míssil porque não havia um rastro de calor saindo do solo.

Desde o primeiro momento, o braço egípcio da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Província do Sinai do Estado Islâmico, reivindicou a responsabilidade pela queda do avião da companhia aérea Metrojet. O voo ia de Charm el-Cheikh, no Egito, para São Petersburgo na Rússia. Hoje a milícia voltou a assumir a autoria de um possível ataque na Internet, acrescentando que não vai contar como fez.

O atentado seria uma retaliação pela intervenção militar russa na guerra civil da Síria com o objetivo declarado de combater o Estado Islâmico, embora só 22% dos mortos nos bombardeios russos fossem do grupo.

Tanto o Egito quanto a Rússia rejeitam a hipótese de terrorismo. No Egito, o ditador Abdel Fattah al-Sissi derrubou em 3 de junho de 2013 o único presidente eleito democraticamente da história do país, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, declarada terrorista.

A repressão governamental matou mais de mil partidários da Irmandade, além de perseguir e condenar toda a cúpula dirigente do mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, que abandonara o terrorismo nos anos 1960s. Não faltam extremistas muçulmanos em busca de vingança.

Para o protoditador russo, Vladimir Putin, seria um duro golpe na sua política intervencionista na Síria, um país relativamente distante dos interesses da maioria dos russos. Enquanto dá uma demonstração de força, o nacionalismo russo aumenta seu prestígio. Quando russos começam a morrer, a opinião pública pode virar contra Putin.

Como esses dois países controlam o inquérito, podem abafar a hipótese de terrorismo. Em entrevista à BBC, Al-Sissi insistiu que o governo controla o Egito, mas mais de 100 soldados e policiais foram mortos neste ano no Sinai.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Explosão a bordo e não míssil derrubou avião russo, afirmam EUA

Uma onda de calor detectada por satélites americanos sensíveis aos raios infravermelhos indica que a explosão do Airbus 321 da companhia russa Metrojet na Península do Sinai, no Egito, há três dias não foi causada por um míssil, noticiou a rede de televisão americana NBC citando como fontes analistas de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Todas as 224 pessoas a bordo morreram.

O calor indica que houve algum tipo de explosão a grande altitude. Pode ter sido uma bomba colocada no compartimento de bagagens ou a explosão de uma turbina, mas não houve um raio de calor deixado por um míssil antiaéreo disparado da terra, como alegaram extremistas muçulmanos da Província do Sinai do Estado Islâmico.

Jihadistas em ação no Norte do Sinai já usaram mísseis terra-ar portáteis para derrubar um helicóptero do Egito e atacar aviões de Israel. Mas o voo 9268, que ia da cidade turística de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho, para São Petersburgo, na Rússia, estava a uma altitude onde só seria atingido por sistemas de defesa antiaérea sofisticados que os terroristas aparentemente não têm.

O ditador egípcio, marechal Abdel Fattah al-Sissi, desconsiderou como propaganda a reivindicação de autoria do Estado Islâmico e observou que a verdadeira causa da tragédia talvez só seja conhecida daqui a meses.

Desde 30 de setembro, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria para sustentar a ditadura de Bachar Assad . O Kremlin aponta a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante como principal alvo, mas matou pelo menos duas vezes mais militantes de outros grupos armados rebeldes.

De qualquer jeito, alvos russos estão na mira do Estado Islâmico.