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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Caminhão-bomba mata 10 pessoas no Norte do Egito

Um caminhão-bomba foi jogado hoje contra uma barreira num posto de controle militar na cidade de Aricha, na Península do Sinai, no Norte do Egito. Pelo menos dez pessoas foram mortas e outras 20 saíram feridas, noticiou a agência Associated Press (AP).

Mais uma vez, a arma foi um caminhão. Desta vez, era um caminhão de lixo carregado de explosivos. Logo depois da explosão do caminhão-bomba, atiradores dispararam granadas de morteiro contra uma delegacia de polícia atingindo os três andares do prédio.

Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. Há uma rebelião jihadista no Egito desde o golpe de Estado de 3 de julho de 2013 contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, com a participação inclusive da Província do Sinai do Estado Islâmico, ligada à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Eleito democraticamente, ele governou autoritariamente e foi deposto pelo marechal e atual ditador Abdel Fattah al-Sissi numa segunda onda de manifestações de massa. A primeira derrubou o ditador Hosni Mubarak (1981-2011) na chamada Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Rússia também cancela voos de Charm el-Cheikh

Depois de criticar a medida tomada pelo Reino Unido, a Rússia anunciou hoje a suspensão de todos os voos com origem ou destino na cidade turística de Charm el-Cheikh, no Egito, de onde saiu o Airbus 321 da companhia aérea russa Metrojet que caiu na Península do Sinai em 1º de novembro, matando todas as 224 pessoas a bordo.

Para justificar a decisão, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que uma bomba colocada a bordo por terrorista era a causa mais provável da tragédia do voo 9268, que ia para São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.

A principal suspeita no momento é que alguém com acesso à área interna do aeroporto tenha colocado uma bomba no compartimento de bagagens do avião. O explosivo não estaria nas malas dos passageiros.

Até agora, a Rússia e o Egito rejeitam a hipótese de terrorismo, apesar das repetidas reivindicações de autoria feitas na Internet pelo grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço egípcio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, alvo de bombardeios aéreos russos na guerra civil da Síria.

Ontem, o Ministério do Exterior russo protestou contra a versão de terrorismo difundida por potênciais ocidentais, alegando que os serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido deveriam ter compartilhado as informações nesse sentido. Prometia esperar o resultado do inquérito.

Mas a espionagem eletrônica feita por satélites americanos teria ouvido telefonemas de membros da Província do Sinai do Estado Islâmico depois da queda do avião confirmando a autoria do atentado.

Hoje, numa mudança total de posição, o Kremlin cancelou imediatamente todos os voos e deixou claro que a suspensão será mantida até a conclusão das investigações e a melhoria da segurança no aeroporto de Charm el-Cheikh.

Os russos e britânicos são os maiores frequentadores estrangeiros da estação turística situada na margem do Mar Vermelho. Milhares de pessoas ficaram presas na cidade. O Reino Unido vai enviar aviões, mas os passageiros não poderão levar a bagagem despachada, que seguirá em outros voos por medida de segurança.

É mais um duro golpe no setor de turismo, até 2010 responsável por 12% da economia egípcia. Naquele ano, antes da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, cerca de 15 milhões de turistas visitaram o Egito. Esse número caiu para 9 milhões por ano.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Estado Islâmico ataca navio do Egito com foguete

A autoproclamada Província do Sinai do Estado Islâmico reivindicou hoje a autoria de um ataque de foguetes contra um navio da guarda costeira do Egito, noticiou o sítio de notícias turco World Bulletin.

Um porta-voz das Forças Armadas confirmou o ataque, declarando que ninguém saiu ferido.

Em 1º de julho, a Província do Sinai fez ações coordenadas contra o Exército do Egito na Península do Sinai. Pelo menos cem militantes e 17 militares foram mortos.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Egito prende mais 63 ativistas da Irmandade Muçulmana

As forças de segurança do Egito prenderam mais 63 ativistas da Irmandade Muçulmana sob a acusação de incitar à violência e cometer atos violentos, noticiou hoje o Middle East Monitor, citando como fonte o Ministério do Interior egípcio.

Mais antigo movimento fundamentalista islâmico do mundo, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar os muçulmanos, a Irmandade era o único grupo político organizado no Egito quando a revolução da Primavera Árabe derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.

Mesmo sem ter liderado a revolução, a Irmandade Muçulmana conquistou maioria no Parlamento e a Presidência do Egito com a eleição direta Mohamed Mursi em junho de 2012. Pouco mais de um ano depois, em 3 de julho de 2013, Mursi foi deposto num golpe militar liderado pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi, e a Irmandade foi declarada um grupo terrorista.

Desde então, mais de mil ativistas e 600 soldados e policiais foram mortos numa guerra civil latente. Mursi e outros membros da cúpula do movimento foram condenados à morte e aguardam recurso. Na semana passada, um grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico lançou um grande ataque contra postos e bases militares no Norte da Península do Sinai.