Um caminhão-bomba foi jogado hoje contra uma barreira num posto de controle militar na cidade de Aricha, na Península do Sinai, no Norte do Egito. Pelo menos dez pessoas foram mortas e outras 20 saíram feridas, noticiou a agência Associated Press (AP).
Mais uma vez, a arma foi um caminhão. Desta vez, era um caminhão de lixo carregado de explosivos. Logo depois da explosão do caminhão-bomba, atiradores dispararam granadas de morteiro contra uma delegacia de polícia atingindo os três andares do prédio.
Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. Há uma rebelião jihadista no Egito desde o golpe de Estado de 3 de julho de 2013 contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, com a participação inclusive da Província do Sinai do Estado Islâmico, ligada à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Eleito democraticamente, ele governou autoritariamente e foi deposto pelo marechal e atual ditador Abdel Fattah al-Sissi numa segunda onda de manifestações de massa. A primeira derrubou o ditador Hosni Mubarak (1981-2011) na chamada Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Província do Sinai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Província do Sinai. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Rússia também cancela voos de Charm el-Cheikh
Depois de criticar a medida tomada pelo Reino Unido, a Rússia anunciou hoje a suspensão de todos os voos com origem ou destino na cidade turística de Charm el-Cheikh, no Egito, de onde saiu o Airbus 321 da companhia aérea russa Metrojet que caiu na Península do Sinai em 1º de novembro, matando todas as 224 pessoas a bordo.
Para justificar a decisão, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que uma bomba colocada a bordo por terrorista era a causa mais provável da tragédia do voo 9268, que ia para São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.
A principal suspeita no momento é que alguém com acesso à área interna do aeroporto tenha colocado uma bomba no compartimento de bagagens do avião. O explosivo não estaria nas malas dos passageiros.
Até agora, a Rússia e o Egito rejeitam a hipótese de terrorismo, apesar das repetidas reivindicações de autoria feitas na Internet pelo grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço egípcio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, alvo de bombardeios aéreos russos na guerra civil da Síria.
Ontem, o Ministério do Exterior russo protestou contra a versão de terrorismo difundida por potênciais ocidentais, alegando que os serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido deveriam ter compartilhado as informações nesse sentido. Prometia esperar o resultado do inquérito.
Mas a espionagem eletrônica feita por satélites americanos teria ouvido telefonemas de membros da Província do Sinai do Estado Islâmico depois da queda do avião confirmando a autoria do atentado.
Hoje, numa mudança total de posição, o Kremlin cancelou imediatamente todos os voos e deixou claro que a suspensão será mantida até a conclusão das investigações e a melhoria da segurança no aeroporto de Charm el-Cheikh.
Os russos e britânicos são os maiores frequentadores estrangeiros da estação turística situada na margem do Mar Vermelho. Milhares de pessoas ficaram presas na cidade. O Reino Unido vai enviar aviões, mas os passageiros não poderão levar a bagagem despachada, que seguirá em outros voos por medida de segurança.
É mais um duro golpe no setor de turismo, até 2010 responsável por 12% da economia egípcia. Naquele ano, antes da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, cerca de 15 milhões de turistas visitaram o Egito. Esse número caiu para 9 milhões por ano.
Para justificar a decisão, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou ontem que uma bomba colocada a bordo por terrorista era a causa mais provável da tragédia do voo 9268, que ia para São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.
A principal suspeita no momento é que alguém com acesso à área interna do aeroporto tenha colocado uma bomba no compartimento de bagagens do avião. O explosivo não estaria nas malas dos passageiros.
Até agora, a Rússia e o Egito rejeitam a hipótese de terrorismo, apesar das repetidas reivindicações de autoria feitas na Internet pelo grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico, o braço egípcio do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, alvo de bombardeios aéreos russos na guerra civil da Síria.
Ontem, o Ministério do Exterior russo protestou contra a versão de terrorismo difundida por potênciais ocidentais, alegando que os serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido deveriam ter compartilhado as informações nesse sentido. Prometia esperar o resultado do inquérito.
Mas a espionagem eletrônica feita por satélites americanos teria ouvido telefonemas de membros da Província do Sinai do Estado Islâmico depois da queda do avião confirmando a autoria do atentado.
Hoje, numa mudança total de posição, o Kremlin cancelou imediatamente todos os voos e deixou claro que a suspensão será mantida até a conclusão das investigações e a melhoria da segurança no aeroporto de Charm el-Cheikh.
Os russos e britânicos são os maiores frequentadores estrangeiros da estação turística situada na margem do Mar Vermelho. Milhares de pessoas ficaram presas na cidade. O Reino Unido vai enviar aviões, mas os passageiros não poderão levar a bagagem despachada, que seguirá em outros voos por medida de segurança.
É mais um duro golpe no setor de turismo, até 2010 responsável por 12% da economia egípcia. Naquele ano, antes da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011, cerca de 15 milhões de turistas visitaram o Egito. Esse número caiu para 9 milhões por ano.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Estado Islâmico ataca navio do Egito com foguete
A autoproclamada Província do Sinai do Estado Islâmico reivindicou hoje a autoria de um ataque de foguetes contra um navio da guarda costeira do Egito, noticiou o sítio de notícias turco World Bulletin.
Um porta-voz das Forças Armadas confirmou o ataque, declarando que ninguém saiu ferido.
Em 1º de julho, a Província do Sinai fez ações coordenadas contra o Exército do Egito na Península do Sinai. Pelo menos cem militantes e 17 militares foram mortos.
Um porta-voz das Forças Armadas confirmou o ataque, declarando que ninguém saiu ferido.
Em 1º de julho, a Província do Sinai fez ações coordenadas contra o Exército do Egito na Península do Sinai. Pelo menos cem militantes e 17 militares foram mortos.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Egito prende mais 63 ativistas da Irmandade Muçulmana
As forças de segurança do Egito prenderam mais 63 ativistas da Irmandade Muçulmana sob a acusação de incitar à violência e cometer atos violentos, noticiou hoje o Middle East Monitor, citando como fonte o Ministério do Interior egípcio.
Mais antigo movimento fundamentalista islâmico do mundo, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar os muçulmanos, a Irmandade era o único grupo político organizado no Egito quando a revolução da Primavera Árabe derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.
Mesmo sem ter liderado a revolução, a Irmandade Muçulmana conquistou maioria no Parlamento e a Presidência do Egito com a eleição direta Mohamed Mursi em junho de 2012. Pouco mais de um ano depois, em 3 de julho de 2013, Mursi foi deposto num golpe militar liderado pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi, e a Irmandade foi declarada um grupo terrorista.
Desde então, mais de mil ativistas e 600 soldados e policiais foram mortos numa guerra civil latente. Mursi e outros membros da cúpula do movimento foram condenados à morte e aguardam recurso. Na semana passada, um grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico lançou um grande ataque contra postos e bases militares no Norte da Península do Sinai.
Mais antigo movimento fundamentalista islâmico do mundo, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar os muçulmanos, a Irmandade era o único grupo político organizado no Egito quando a revolução da Primavera Árabe derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.
Mesmo sem ter liderado a revolução, a Irmandade Muçulmana conquistou maioria no Parlamento e a Presidência do Egito com a eleição direta Mohamed Mursi em junho de 2012. Pouco mais de um ano depois, em 3 de julho de 2013, Mursi foi deposto num golpe militar liderado pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi, e a Irmandade foi declarada um grupo terrorista.
Desde então, mais de mil ativistas e 600 soldados e policiais foram mortos numa guerra civil latente. Mursi e outros membros da cúpula do movimento foram condenados à morte e aguardam recurso. Na semana passada, um grupo que se apresenta como a Província do Sinai do Estado Islâmico lançou um grande ataque contra postos e bases militares no Norte da Península do Sinai.
Assinar:
Postagens (Atom)