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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

América Latina terá pior recessão do pós-guerra, prevê banco Goldman Sachs

Por causa da pandemia, a América Latina terá sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A previsão é do banco de desenvolvimento Goldman Sachs. Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional, a economia da região deve encolher 9,4% em 2020. 

Os países mais atingidos pela doença do coronavírus de 2019, Brasil, México, Peru, Colômbia e Chile, sofrerão as maiores perdas na economia. A Argentina, o México e o Peru terão quedas de mais de dez por cento no produto interno bruto. 

Faz sete anos que a economia latino-americana não cresce mais de 2 por cento ao ano. Para 2021, a expectativa do FMI é de um crescimento de 3,7 por cento. A América Latina e o Caribe somam quase 4,86 milhões de casos confirmados e 228 mil mortes.

No Brasil, houve mais 1.164 mortes e 58 mil casos novos nesta quarta-feira. O total subiu para 104.203 óbitos e 3,17 milhões de casos confirmados. No mundo inteiro, são quase 20,5 milhões de casos confirmados, quase 750 mil mortes e mais de 13,5 milhões de pacientes curados. 

O governador de São Paulo, João Dória, testou positivo e está em isolamento em casa. É o décimo-primeiro governador a pegar o vírus

O México está perto de 500 mil casos e 55 mil mortes. No Peru, são quase 500 mil casos confirmados e mais de 21,7 mil mortes. Na Colômbia, houve 422,5 mil casos confirmados e pouco mais de 13,8 mil mortes. O Chile tem 378 mil casos confirmados e pouco mais de 10 mil mortes.

A Maratona de Paris, adiada de 5 de abril para 15 de novembro, foi definitivamente cancelada. O mesmo aconteceu com as maratonas de Berlim, Boston, Chicago e Nova York. A Maratona de Londres será realizada em 4 de outubro. Só vão participar atletas de elite.

O déficit público dos Estados Unidos subiu para US$ 2,81 trilhões, mais de R$ 15,3 trilhões, nos 10 primeiros meses do ano fiscal que termina em 30 de setembro. 

Por fim, a pandemia provocou um aumento da violência doméstica no mundo inteiro. As Nações Unidas estimam que 243 milhões de mulheres de 15 a 49 anos foram vítimas da violência física ou sexual de seus parceiros nos últimos 12 meses. Pelo menos 87 mil foram assassinadas. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Terrorista da maratona de Boston é condenado nos EUA

O único acusado pelo atentado que matou três pessoas e feriu outras 264 na chegada da Maratona de Boston, em 15 de abril de 2013, e ainda matou um policial na fuga, foi condenado hoje por todas as 30 acusações da denúncia por um júri popular nos Estados Unidos. 

Djokhar Tsarnaev, de 21 anos, um americano de origem chechena, cometeu os crimes junto com seu irmão mais velho e mentor, Tamerlan Tsarnaev, que morreu dias depois em confronto com a polícia. Ele pode pegar a pena de morte.

Durante a leitura do veredito, o terrorista permaneceu calado, sem expressar qualquer emoção. A estratégia do advogado foi admitir a culpa e tentar transferir a maior responsabilidade para o irmão, que o teria convertido ao extremismo islâmico, para escapar da pena de morte. Djokhar pegaria prisão perpétua.

Os jurados responderam a mais de mil questões durante 11 horas para chegar às decisões sobre as 30 acusações, 17 das quais podem ser punidas com a morte, inclusive homicídio, tentativa de homicídio, conspiração para matar, uso ilegal de arma e uso de arma de destruição em massa. Ele foi condenado em todas.

Quando cometeu o atentado, Djokhar tinha 19 anos e estava entrando na universidade. Na escola onde fez o segundo grau, era mais conhecido por fumar maconha e gostar de artes marciais.

Cabe ao mesmo júri decidir se ele será executado ou vai para prisão perpétua. A sentença será objeto de uma futura sessão. O estado de Massachusetts não aplica a pena de morte, mas Tsarnaev foi julgado por leis federais como terrorista. O arcebispo de Boston, cardeal Sean O'Mailley, fez um apelo público contra a pena de morte.

segunda-feira, 23 de março de 2015

62% querem prisão perpétua e não morte para terrorista de Boston

Apesar do trauma causado pelo atentado terrorista contra a Maratona de Boston em 2013, em que três pessoas morreram e outras 260 saíram feridas, 62% dos moradores preferem a prisão perpétua à pena de morte para Djokhar Tsarnaev. Outros 27% querem a pena capital, indica uma pesquisa divulgada hoje.

Djokhar, um imigrante muçulmano de origem russa, teria sido aliciado pelo irmão mais velho, Tamerlan Tsarnaev, que morreu em confronto com a polícia dois dias depois do ataque.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Correr maratona pode fazer mal ao coração

Exercícios puxados e extenuantes como correr maratonas podem causar danos ao músculo cardíaco, especialmente em amadores que podem estar fora de forma ou não se preparar corretamente para uma prova de longa distância. A conclusão, de pesquisadores do Instituto Universitário de Cardiologia e Pneumologia de Quebec, foi publicada na edição de outubro da revista acadêmica Canadian Journal of Cardiology.

Uma das constatações do estudo financiado pela Fundação Instituto do Coração de Quebec e a Fundação do Coração do Canadá é que "as alterações no músculo cardíaco são maiores nos corredores fora de forma e menos preparados", revelou o professor Eric Larosa, que assina o artigo. Foram examinados 20 corredores de 18 a 60 anos que participaram da Maratona de Quebec.

"Embora tenhamos observados danos transitórios e não permanentes, as descobertas sugerem que há um nível mínimo de condicionamento físico para que o coração volte logo ao normal depois de treinamentos e corridas extenuantes", acrescentou o médico, destacando a necessidade de uma preparação adequada para correr uma prova de 42,195 km como a maratona.

sábado, 20 de abril de 2013

EUA e Rússia decidem cooperar na luta contra terror

Em conversa telefônica depois da descoberta de que dois terroristas de origem chechena atacaram a Maratona de Boston, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, decidiram aumentar a cooperação entre os dois países no combate ao terrorismo, anunciou a Casa Branca neste sábado.

Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi morto em combate com a polícia na madrugada de sexta-feira e seu irmão Djokhar Tsarnaev, de 19 anos, foi preso à noite depois de uma caçada humana de 24 horas.

O estado de saúde de Djokhar é grave, mas os médicos acreditam que sua vida não corre perigo. As autoridades querem interrogá-lo para descobrir os motivos do ataque. Os jornalistas estão proibidos de entrar no hospital.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Polícia dos EUA anuncia captura do segundo suspeito

Depois de uma caçada humana de quase 24 horas, a polícia dos Estados Unidos anunciou há pouco a prisão de Djokhar Tsarnaev, de 19 anos, o segundo suspeito do ataque contra a Maratona de Boston na segunda-feira, 15 de abril de 2013. O atentado terrorista deixou três mortos e mais de 183 feridos; 58 ainda estão hospitalizados, três em estado grave.

Djokhar estava ferido e coberto de sangue. Ele foi levado para um hospital, onde está em estado grave. Seu irmão Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi morto na madrugada de hoje em confronto com a polícia.

A promotora encarregada do caso disse que a decisão de pedir a pena de morte cabe ao secretário da Justiça dos EUA, Eric Holder, que acumula a função da procurador-geral da República.

O presidente Barack Obama elogiou há pouco o sucesso da investigação, agradecendo à polícia e a todo o povo americano: "Eles fracassaram porque nós nos recusamos a ser aterrorizados".

Quando a polícia, que tinha pedido para todos ficarem em casa, liberou, uma multidão saiu às ruas para festejar a prisão do suspeito de atacar uma instituição como a Maratona de Boston.

FBI divulga imagens do suspeitos do ataque a Boston

Na esperança de encontrar os responsáveis pelo ataque à Maratona de Boston, o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos divulgou ontem as imagens de dois possíveis suspeitos e pediu a ajuda da população para identificá-los e localizá-los, informa a rede de televisão pública britânica BBC.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Departamento da Justiça desmente prisão de suspeito

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos desmentiu a prisão do principal suspeito até agora do atentado contra a Maratona de Boston, informou agora a rede de televisão americana CNN.

Um homem visto em fotos e vídeos carregando um pacote ou mochila suspeito de levar a segunda bomba teria sido identificado, mas ainda não teria sido preso.

As autoridades responsáveis pela investigação darão entrevista às 18 horas pelo horário de Brasília.

Suspeito do atentado em Boston é preso

Depois de ser identificado com base em fotos e vídeos como o homem que deixou a segunda bomba na reta final da Maratona de Boston, a polícia dos Estados Unidos prendeu o primeiro suspeito do atentado que matou três pessoas e deixou outras 176 feridas, noticia a rede de televisão americana CNN com base em informações da polícia.

A polícia não revelou as características nem a nacionalidade do suspeito nem esclareceu se acredita que ele agiu sozinho ou faz parte de um grupo terrorista.

terça-feira, 16 de abril de 2013

EUA acreditam que ataque partiu de pequeno grupo

O governo dos Estados Unidos acredita que o atentado terrorista contra a Maratona de Boston, que deixou três mortos e 176 feridos foi obra de um pequeno grupo extremista e não de uma conspiração internacional, declarou a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano.

As duas bombas eram rudimentares. Estavam em panelas de pressão cheias de pregos e peças de metal para aumentar os danos escondidas em mochilas. Podem ter sido acionadas por controle remoto. Hoje a polícia disse que os explosivos estavam dentro de sacos de nylon ou mochilas escuras.

A rede de televisão americana CNN mostrou duas fotos enviadas por um telespectador com imagens de antes e depois do atentado. Antes, há uma imagem de um pacote claro ao lado de uma lata de lixo junto as grades metálicas instaladas para separar a torcida dos corredores. Na segunda foto, o pacote desapareceu.

Um homem com mais de uma mochila escura foi visto tentando entrar numa área restrita. A polícia tenta identificá-lo, mas é comum em maratonas que amigos fiquem com roupas e objetos dos corredores durante a prova.

Até agora, ninguém reivindicou a autoria do atentado, o pior em território americano desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

A segunda vítima foi identificada como Krystle Campbell, uma americana de 29 anos que fazia um curso de graduação na Universidade de Boston. A terceira era uma estudante chinesa cuja identidade não foi revelada porque seus parentes ainda não foram avisados pelas autoridades americanas.

Obama confirma "ato de terror" em Boston

O presidente Barack Obama confirmou hoje que o ataque contra a Maratona de Boston foi um "ato de terror" e admitiu que o governo dos Estados Unidos ainda não tem pistas concretas, mas não vai descansar até esclarecer quem foram responsáveis e quais seus motivos.

Pelo fato das duas explosões terem sido coordenadas, as maiores suspeitas recaem sobre grupos extremistas muçulmanos ligados ideologicamente à rede terrorista Al Caeda que poderiam ou não ser americanos. A pior hipótese seria uma conspiração interna realizada pela Caeda sem que nenhum serviço secreto tenha conseguido detectá-la.

Não está afastada a possibilidade de que seja um ataque ligados a questões internas dos EUA, embora seja mais provável que esse tipo de terrorista ataque prédios do governo federal como aconteceu em Oklahoma em 19 de abril de 1995.

Naquela época, as autoridades chegaram a apontar extremistas muçulmanos como responsáveis para descobrir depois que o culpado era o extremista de direita Timothy McVeigh. Como desta vez o alvo foi a multidão que acompanhava a maratona mais tradicional do mundo, as suspeitas se voltam mais para grupos com uma ligação ou ao menos inspiração externa.

A polícia de Boston ofereceu há pouco uma recompensa de US$ 50 mil para pistas que levem à solução do caso. Os explosivos estariam dentro de panelas de pressão escondidas em mochilas abandonadas em meio à torcida que acompanhava a prova.

Essa técnica é usada com frequência pela Al Caeda e pela milícia fundamentalista dos Talebã no Afeganistão, mas a polícia ainda não detectou nenhuma conexão externa nem manifestações de júbilo d'al Caeda.

Apesar das especulações e até mesmo da confirmação de que uma terceira bomba teria sido encontrada na Biblioteca Presidencial Presidente Kennedy, a informação oficial no momento é que não foram encontrados mais explosivos.

O total de mortos permanece três, inclusive um menino de oito anos, Martin Richard, que participou recentemente de uma passeata pela paz em Boston. Os feridos são mais de 170.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Total de mortos em Boston chega a 3; feridos são 144

Pelo menos três pessoas morreram e outras 144 foram feridas por duas bombas que explodiram hoje perto do local da chegada da Maratona de Boston, nos Estados Unidos. Dezessete estão em situação crítica. Pelo menos dez pessoas tiveram membros amputados. Ao atualizar os números, o chefe de polícia da cidade disse que só terá números finais amanhã.

Foi o pior ataque contra um evento esportivo da História dos EUA. É um ataque contra os EUA, mas mostra que pode acontecer em qualquer lugar.

A polícia está tratando o caso como terrorismo e interrogando os feridos, mas não considera nenhum deles suspeitos. Os jornais The New York Times e The Wall St. Journal disseram que pelo menos três bombas não detonadas foram encontradas. As autoridades não confirmam porque seriam peças decisivas na investigação.

Os peritos procuram impressões digitais nos artefatos que não explodiram, examinam como as bombas foram fabricadas para ver se têm alguma marca característica de determinado grupo.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados. Uma testemunha disse que um homem negro com sotaque estrangeiro que estava de moto tentou entrar numa área restrita. Sem conseguir, baixou a viseira do capacete e seguiu em frente.

Com milhares de pessoas concentradas para ver a maratona, a polícia suspeita que as bombas possam ter sido carregadas em mochilas.

Veja o momento da explosão e as últimas notícias no jornal The Boston Globe.

Explosões matam dois na chegada da Maratona de Boston

Pelo menos duas pessoas morreram e outras 28 saíram feridas há pouco, algumas com gravidade, por duas grandes explosões na Praça Copley, perto do local da chegada da Maratona de Boston, nos Estados Unidos. Os atletas de elite tinham terminado a prova duas horas antes.

Hoje é Dia dos Patriotas nos EUA, que comemora as vitórias nas batalhas de Lexington e Concord, perto de Boston, em 1775, durante a guerra contra o Império Britânico pela independência do país.

A polícia isolou a área por suspeita de terrorismo por se tratarem de explosões num local de grande concentração de pessoas num feriado. Mas não está descartada a possibilidade de uma explosão acidental, de tubulações de gás ou geradores de energia elétrica.

Todas as pontes sobre o Rio Charles foram fechadas e o centro da capital do estado de Massachusetts está sendo evacuado por medo de terrorismo.

Em Nova York, a polícia antiterrorismo está tomando posição nos principais pontos turísticos e de concentração de pessoas. O mesmo acontece em Washington, a capital dos EUA, e São Francisco, na Califórnia.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nova York suspende sua maratona

Diante da pressão de políticos e dos moradores de áreas atingidas, a Prefeitura de Nova York, nos Estados Unidos, anunciou hoje a suspensão da maratona da cidade, uma das corridas de rua mais importantes do mundo, que neste ano estava marcada para domingo.

A decisão é histórica. A Maratona de Nova York é disputada anualmente desde 1970. Em 2001, foi realizada dois meses depois dos atentados de 11 de setembro. Pelo menos 40 mil dos 47,5 mil corredores inscritos já estão na cidade.

Os críticos alegaram que seria uma insensibilidade realizar uma corrida que exige uma grande organização através de cinco bairros duramente atingidos pela supertempestade Sandy, reportou o jornal The New York Times.

Nos últimos, só o prefeito Michael Bloomberg e a diretora da prova, Mary Wittemberg, defenderam a realização da prova, alegando que levantaria o moral e estimularia a economia de Nova York.