A França tem 20 mil pessoas consideradas suspeitas pelos serviços secretos, entre as quais 10,5 mil muçulmanos, admitiu hoje o primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, em entrevista a um telejornal do Canal+ da televisão francesa.
"Todos os outros podem estar ligados a movimentos considerados terroristas: o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), a liga dos movimentos tamis, o braço armado do Hesbolá e militantes violentos ligados à extrema esquerda ou à extrema direita", revelou o primeiro-ministro francês.
Cada suspeito exige pelo menos dez agentes para controlá-lo, o que está muito além da capacidade dos serviços de segurança. Vários terroristas responsáveis pelos atentados e tentativas de atentados na França estiveram sob vigilância e saíram da lista dos mais perigosos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 24 de novembro de 2015
França tem 10,5 mil islamitas radicais
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sábado, 7 de março de 2015
Rússia anuncia prisão de suspeitos pela morte do líder oposicionista
O Serviço Federal de Segurança da Rússia prendeu hoje dois suspeitos de matar o ex-vice-primeiro-ministro Boris Nemtsov, um dos líderes da oposição ao presidente Vladimir Putin, informaram as agências Tass e Associated Press (AP). Eles foram identificados como Anzor Gubachev e Zaur Dadaiev. Seriam da região do Norte do Cáucaso, onde ficam as repúblicas da Chechênia e do Daguestão, de maioria muçulmana.
Nenhuma acusação formal foi feita contra os dois. Não foi dito se algum deles é suspeito de ter disparado os tiros fatais.
Nemtson foi morto na noite de 27 de fevereiro de 2015 com quatro tiros quando caminhava por uma ponte a cerca de 50 metros das muralhas do Kremlin, dois dias antes de uma grande manifestação onde denunciaria a responsabilidade de Putin pela guerra na Ucrânia e pela crise econômica russa.
Foi o mais importante assassinato político, entre muitos, na Rússia de Putin. No enterro, os manifestantes gritavam: "Rússia sem Putin!"
As maiores suspeitas recaem sobre o próprio Kremlin. Seus porta-vozes falaram inicialmente numa "provocação", como se fosse uma morte por encomenda para acusar o governo.
A polícia diz seguir várias linhas de investigação, de comunistas e nacionalistas russos a favor da intervenção militar na ex-república soviética da Ucrânia a muçulmanos descontentes pelo fato de Nemtsov ser judeu e ter apoiado os cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo, massacrados por terroristas em 7 de janeiro de 2015.
Nenhuma acusação formal foi feita contra os dois. Não foi dito se algum deles é suspeito de ter disparado os tiros fatais.
Nemtson foi morto na noite de 27 de fevereiro de 2015 com quatro tiros quando caminhava por uma ponte a cerca de 50 metros das muralhas do Kremlin, dois dias antes de uma grande manifestação onde denunciaria a responsabilidade de Putin pela guerra na Ucrânia e pela crise econômica russa.
Foi o mais importante assassinato político, entre muitos, na Rússia de Putin. No enterro, os manifestantes gritavam: "Rússia sem Putin!"
As maiores suspeitas recaem sobre o próprio Kremlin. Seus porta-vozes falaram inicialmente numa "provocação", como se fosse uma morte por encomenda para acusar o governo.
A polícia diz seguir várias linhas de investigação, de comunistas e nacionalistas russos a favor da intervenção militar na ex-república soviética da Ucrânia a muçulmanos descontentes pelo fato de Nemtsov ser judeu e ter apoiado os cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo, massacrados por terroristas em 7 de janeiro de 2015.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Polícia prende mais três suspeitos do ataque a Boston
Dois estudantes do Casaquistão e um americano que eram colegas de Djokhar Tsarnaev na Universidade de Massachusetts em Darmouth foram presos hoje como implicados no atentado à Maratona de Boston. Eles são acusados de mentir para as autoridades e de obstrução de Justiça.
Depois do ataque em 15 de abril, quando três pessoas foram mortas e mais de 260 feridas, os três suspeitos teriam destruídos provas, jogando fora objetos que pudessem comprometer Djokhar. Eles não são suspeitos de participar do atentado, mas de tentar encobrir o crime.
Os dois casaques estiveram com Djokhar no ano passado na Times Square, a famosa praça do centro de Nova York que também pretendiam atacar.
Depois do ataque em 15 de abril, quando três pessoas foram mortas e mais de 260 feridas, os três suspeitos teriam destruídos provas, jogando fora objetos que pudessem comprometer Djokhar. Eles não são suspeitos de participar do atentado, mas de tentar encobrir o crime.
Os dois casaques estiveram com Djokhar no ano passado na Times Square, a famosa praça do centro de Nova York que também pretendiam atacar.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Polícia mata um suspeito mas outro foge nos EUA
A polícia dos Estados Unidos conseguiu cercar os suspeitos do ataque contra a Maratona de Boston em 15 de abril de 2013, dois irmãos muçulmanos com origem na república russa da Chechênia.
Antes da meia-noite, houve um tiroteio e Sean Collier, um policial que estava no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das mais importantes instituições universitárias do mundo, na vizinha cidade de Cambridge, foi morto.
A polícia cercou área ao redor do MIT, mas os suspeitos roubaram um carro e conseguiram escapar. Encurralados na cidade de Watertown, na Grande Boston, depois de uma perseguição policial, eles reagiram com tiros e bombas.
Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi baleado e morto. Seu irmão Djokhar Tsarnaev, de 19 anos, fugiu de novo. Eles eram muçulmanos russos da república da Chechênia, na região do Cáucaso. A polícia está revistando casa por casa em Watertown e pediu às pessoas que evitem sair de casa.
Um tio dos jovens deu entrevista no estado de Maryland e fez um apelo a Djokhar para que se entregue à polícia e peça perdão pelos crimes cometidos. Tamerlan era boxer profissional. Djokhar estudava medicina.
A Chechênia foi arrasada em duas guerras civis pela independência do país da Federação Russa. A primeira, travada de dezembro de 1994 a agosto de 1996, foi vencida pelos chechenos, uma humilhação para o Exército. Cerca de 14 mil soldados russos e até 200 mil civis foram mortos.
A Segunda Guerra da Chechênia foi iniciada em agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin, que se preparava para substituir o enformo presidente Boris Yeltsin, depois de uma série de atentados em Moscou atribuídos a terroristas chechenos e ataques nas repúblicas do Daguestão e da Inguchétia, vizinhas da Chechênia no Norte do Cáucaso.
Putin impôs uma política de terra arrasada para dar uma demonstração de força. Em maio de 2000, a Rússia reimpôs sua administração direta sobre a república rebelde. O total de mortos no segundo conflito é estimado entre 25 mil e 30 mil.
Antes da meia-noite, houve um tiroteio e Sean Collier, um policial que estava no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das mais importantes instituições universitárias do mundo, na vizinha cidade de Cambridge, foi morto.
A polícia cercou área ao redor do MIT, mas os suspeitos roubaram um carro e conseguiram escapar. Encurralados na cidade de Watertown, na Grande Boston, depois de uma perseguição policial, eles reagiram com tiros e bombas.
Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi baleado e morto. Seu irmão Djokhar Tsarnaev, de 19 anos, fugiu de novo. Eles eram muçulmanos russos da república da Chechênia, na região do Cáucaso. A polícia está revistando casa por casa em Watertown e pediu às pessoas que evitem sair de casa.
Um tio dos jovens deu entrevista no estado de Maryland e fez um apelo a Djokhar para que se entregue à polícia e peça perdão pelos crimes cometidos. Tamerlan era boxer profissional. Djokhar estudava medicina.
A Chechênia foi arrasada em duas guerras civis pela independência do país da Federação Russa. A primeira, travada de dezembro de 1994 a agosto de 1996, foi vencida pelos chechenos, uma humilhação para o Exército. Cerca de 14 mil soldados russos e até 200 mil civis foram mortos.
A Segunda Guerra da Chechênia foi iniciada em agosto de 1999 pelo então primeiro-ministro Vladimir Putin, que se preparava para substituir o enformo presidente Boris Yeltsin, depois de uma série de atentados em Moscou atribuídos a terroristas chechenos e ataques nas repúblicas do Daguestão e da Inguchétia, vizinhas da Chechênia no Norte do Cáucaso.
Putin impôs uma política de terra arrasada para dar uma demonstração de força. Em maio de 2000, a Rússia reimpôs sua administração direta sobre a república rebelde. O total de mortos no segundo conflito é estimado entre 25 mil e 30 mil.
FBI divulga imagens do suspeitos do ataque a Boston
Na esperança de encontrar os responsáveis pelo ataque à Maratona de Boston, o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos divulgou ontem as imagens de dois possíveis suspeitos e pediu a ajuda da população para identificá-los e localizá-los, informa a rede de televisão pública britânica BBC.
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