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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

ROOSEVELT CONQUISTA QUARTO MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, limitou a reeleição a apenas uma vez.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, lidera o país durante duas das maiores crises da história do país e fabricou a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro é Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substituiu o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução depois da Guerra da Secessão (1861-65), durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, é o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos jogadores mais criativos da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

domingo, 7 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

 FDR CONQUISTA 4º MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, limitou a reeleição a apenas uma vez.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, liderou o país durante duas das maiores crises da história do país e fabricou a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro foi Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substituiu o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução, durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, será o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos jogadores mais criativos da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Número oficial de russos com HIV passa de mil

A epidemia da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) se alastra na Rússia. O número oficial de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) chegou a 1 milhão, revelou em Moscou o diretor do Centro Federal de Combate à Aids, Vadim Pokrovski, citado pela agência de notícias Interfax.

Só no ano passado, foram registrados 93 mil novos casos. Por causa da subnotificação, os especialistas em saúde pública estimam que o total esteja perto de 1,4 milhão, quase 1% da população da Rússia, estimada em 143 milhões de habitantes. Cerca de 70% dos casos ocorrem na faixa de 20 a 39 anos, idade mais produtiva para a maioria dos trabalhadores.

As tradições culturais, o machismo arraigado, a homofobia, o abuso de drogas e fraqueza da economia russa, agravada pela crise do petróleo e as sanções impostas pelo Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia, dificultam o combate à aids.

Há dez anos, havia 170 mil casos registrados. Até o ano 2000, 87% dos casos atingiam usuários de drogas injetáveis. Hoje, 53% das infecções pelo HIV são atribuídas a seringas e agulhas contaminadas e 42% a relações sexuais. O sexo antes do casamento se tornou mais aceitável e a inflação aumentou o preço das camisinhas.

Em sua campanha contra o Ocidente e o homossexualismo, o governo e a mídia oficial acusam os homossexuais e estilos de vida alternativos pela propagação do HIV, mas, de acordo com o centro de combate só 1,5% dos casos são atribuídos a relações homossexuais.

A incidência da doença em mulheres aumentou de 10% em 2005 para 37% em 2015, corroborando a hipótese de que a maior parte das infecções pelo sexo acontecem em relações heterossexuais.

Com o estigma associado à aids como uma doença de homossexuais, o preconceito é grande na Rússia. Cerca de 25% dos HIV positivos tiveram tratamento negado e 11% perderam o emprego. Por medo da discriminação, muita gente em situação de risco não faz o exame.

Os setores mais conservadores do governo e a Igreja Ortodoxa Russa pressionam o Kremlin a proibir a educação sexual e programas de prevenção da aids em escolas e universidades. O Ministério da Saúde chegou a alegar que a educação sexual causaria um aumento da atividade sexual e da transmissão da doença.

Pela cartilha da Igreja, "castidade, fé e patriotismo" são as soluções para combater a aids, em linha com a promoção dos valores tradicionais da família pelo Kremlin.

A onda de manifestações contra o governo, no fim de 2011, suscitou temores no Kremlin de que uma revolta inspirada pelo Ocidente no estilo da Primavera Árabe visava a derrubar o homem-forte do país, o atual presidente Vladimir Putin.

Em resposta, o Parlamento aprovou em 2012 a Lei contra Agentes Estrangeiros para dificultar a atuação de organizações não governamentais que recebem financiamento do exterior, acabando com vários programas de ajuda.

O Fundo Global de Combate à Aids distribuía medicamentos retrovirais para 66 mil pacientes em 2009; no ano passado, foram apenas 4,3 mil. Moscou também vetou o Programa de Agulhas Limpas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que distribui seringas a usuários de drogas injetáveis.

A Rússia importa 90% dos medicamentos que consome e a produção doméstica depende de importações em 99% dos casos. Em 2014, diante das sanções da Europa e dos Estados Unidos contra a intervenção na Ucrânia, o Kremlin resolveu apostar no fortalecimento da indústria local do setor, que cresceu 27% naquele ano e 7,5% no ano passado. Mas as restrições a investimentos e a obrigação de companhias estrangeiras de fazer parcerias com universidades russas fez com que 77% das empresas farmacêuticas estrangeiras estejam com problemas financeiros.

Juntos, esses fatores limitam a 3% o total da população com HIV que toma medicamentos antirretrovirais.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vírus da aids se originou no Congo Belga

O vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), foi transmitido de um chimpanzé para o homem numa única contaminação em 1920 em Léopoldville, hoje Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, concluiu uma pesquisa das universidades de Oxford, na Inglaterra, e de Louvain, na Bélgica, publicada na revista Science, da Associação Americana para o Progresso da Ciência.

A pesquisa fez uma análise estatística de todos os dados genéticos disponíveis sobre a pandemia que atraiu a atenção internacional em 1980, quando foram registrados muitos casos entre homens gays nos Estados Unidos. Até hoje, cerca de 75 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV, que mudou o comportamento sexual no mundo, tornando obrigatório o uso da camisinha por quem tem mais de um parceiro ou parceira.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que a doença tinha sido transmitida ao homem por chimpanzés do Sul de Camarões. Os pesquisadores mudaram de ideia comparando as variações genéticas entre os vírus. No início do século passado, quando os belgas colonizaram o Congo, havia um grande fluxo de mercadorias, especialmente borracha, madeira e marfim, entre o Congo e Camarões.

Nas décadas seguintes, Kinshasa, que no período colonial se chamava Léopoldville, se tornou uma das cidades mais importantes do Centro da África. Mais de um milhão de pessoas passavam por ano pela cidade no fim dos anos 1940s. A aids logo se espalhou pelo Congo, impulsionada pela prostituição e pela má esterilização de agulhas usadas em serviços de saúde pública.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Anticoncepcional aumenta risco de aids na África

O anticoncepcional mais usado no Leste e no Sul da África duplica o risco de pegar e transmitir o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), revela um estudo divulgado ontem, informa hoje o jornal The New York Times.

A pesquisa descobriu que um hormônio injetável usado como anticoncepcional tornam as mulheres e os homens que mantenham relações sexuais com elas mais vulneráveis ao vírus da aids.

É uma situação especialmente grave. Cerca de 12 milhões de africanas de 15 a 49 anos, cerca de 6% de todas as mulheres da África subsaariana nesta faixa de idade, usam este método anticoncepcional que tem uma vantagem sobre a tradicional pílula. Não precisa ser tomado todos os dias.

Como muitas africanas sofrem com sangramentos, infecções e morte no parto em consequência de gravidezes indesejadas, o uso de anticoncepcionais é um cuidado básico de saúde importante.

"Se ficar provado que esses contraceptivos estão ajudando a propagar a aids, teremos um grande problema de saúde pública", adverte a diretora do programa de mulher e política externa do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Isobel Coleman.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

África do Sul usa circuncisão contra aids

O rei zulu, Goodwill Zwelithini, reintroduziu a circuncisão para seus guerreiros dentro de uma campanha para combater a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) na África do Sul, onde a doença é endêmica.

A circuncisão estava proibida há 180 anos por ordem do rei Shaka. Ele achava que seus guerreiros perdiam muito tempo com a cirurgia.

Agora, médicos e enfermeiros sul-africanos estão sendo treinados por especialistas de Israel e do Senegal, dois países onde a circuncisão é um procedimento normal.

O chefe da delegação israelense, Dr. Inon Schenker, explicou que as pesquisas científicas dos últimos mostram que a circuncisão masculina reduz em até 65% o risco de pegar o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da aids.

Schenker elogiou o exemplo do rei zulu, por entender que hoje os guerreiros da tribo precisam ser circuncisados.

Mais de 1,5 mil homens foram operados nos últimos quatro meses. A meta é circuncisar mil por mês.

As Nações Unidas estimam que 18% dos sul-africanos de 15 a 49 anos tenham o vírus da aids.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Médicos alemães anunciam caso de cura da aids

Médicos do Hospital Charite, em Berlim, que trataram um paciente de leucemia portador do HIV com transplante de medula em 2007 declararam que ele está curado.

O doador teria uma mutação genética que lhe daria imunidade para o vírus da imunodeficiência humana, causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

É a primeira vez que a palavra cura é usada em relação à aids.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vaticano esclarece que camisinha é para todos

No lançamento hoje de um livro com entrevista do papa Bento XVI, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, esclareceu que a declaração do papa sobre o uso da camisinha como uma forma de humanizar a sexualidade em alguns casos não se refere apenas a garotos de programa ou prostitutas, mas a todos, heterossexuais, homossexuais e transexuais.

A tradução de um trecho da entrevista apareceu nos jornais italianos como se o papa aceitasse que prostitutas se protejam com camisinha para evitar a aids. No resto da Europa, a tradução foi para "garotos de programa".

É um avanço significativo, já que a Igreja Católica rejeitava totalmente o uso da camisinha, o instrumento mais eficiente para evitar a contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) através das relações sexuais.

sábado, 20 de novembro de 2010

Papa admite uso de camisinha

Pela primeira vez, um papa admite o uso da camisinha "em certos casos" para "reduzir os ricos de contaminação" pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Em entrevista a um jornalista alemão, o papa Bento XVI falou que "pode mesmo ser um primeiro passo para abrir um novo caminho rumo a uma sexualidade mais humana".

Bento XVI usou como exemplo uma "pessoa prostituída": "Pode haver casos individuais, como quando uma pessoa prostituída usa um preservativo, isso pode ser um primeiro passo rumo a uma moralização, um começo de responsabilidade que permita criar uma nova consciência de que nem tudo é permitido e que uma pessoa não pode fazer tudo o que quer."

O papa ressalvou que "essa não é a maneira adequada de combater a infecção pelo HIV", mas pode ajudar a "humanizar a sexualidade".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Suu Kyi pede ajuda contra aids em Mianmar

Onde Aung San Suu Kyi vai, arrasta multidões. Hoje a recém-libertada líder da oposição em Mianmar visitou um sanatório para pacientes da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) mantido por seu partido, a Liga Nacional da Democracia, em Yangoon, a antiga capital do país.

Eram tantos fotógrafos e cinegrafistas que ela pediu uma ajuda em dinheiro em troca de cada foto. Alguns jovens subiram nas árvores para ver a mulher pequena e frágil que desafia uma das ditaduras mais fechadas do mundo.

Suu Kyi recebeu muitas flores, deu carinho e pediu ajuda para comprar medicamentos antiretrovirais contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a aids, para comprar comida e um prédio maior para obrigar pobres que contraíram a doença. Ela disse que é preciso força mental para enfrentar o vírus da aids.

A maioria dos 70 pessoas abrigados no sanatório depende de organizações não governamentais para obter medicamentos.

Num breve discurso, Suu Kyi declarou que "às vezes só vontade política não basta. É preciso unir conhecimento e poder popular".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pastor: "Jesus era HIV positivo"

Em sua pregação num país assolado pela aids, o pastor sul-africano Xola Skosana declarou aos fiéis num culto dominical na Cidade do Cabo, na África do Sul: "Jesus era HIV positivo".

Diante de controvérsia gerada pela declaração, Skosona se justificou, alegando que em muitos trechos da Bíblia Jesus se coloca ao lado dos destituídos, dos doentes e dos marginalizados: "Sempre que abrimos páginas da Bíblia encontramos Jesus se colocando no lugar dos que sofrem. O profeta Isaías, por exemplo, descreve claramente uma imagem de Jesus que toma para si as enfermidades e fraquezas da humanidade."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Popstar é sentenciada por transmitir aids

popstar alemã Nadja Benaissa, do grupo No Angels, que contaminou parceiros sexuais sabendo que tinha o HIV, é condenada a dois anos de prisão, mas tem direito a sursis (suspensão da pena).

Nadja foi viciada em crack e pegou o vírus que causa a aids aos 17 anos. O juiz levou em conta sua vida problemática, e a acusação e a defesa chegaram a um acordo para ela não ir para a cadeia.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Gel reduz à metade infecções pelo HIV

Um gel para as mulheres usaram antes e depois de manter relações sexuais reduziu pela metade o número de infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

A pesquisa chamada Caprisa foi realizada pela Universidade de KwaZulu-Natal em Durban, na África do Sul, com 900 mulheres.

Suas conclusões podem levar anos até serem transformadas num tratamento eficaz contra a pandemia. Mas é a primeira vez que medicamentos retrovirais usados para combater a doença são utilizados para preveni-la.

O gel usa um fármaco chamado tenofovir, desenvolvido pela empresa Gilead Sciencies, que o usa como retroviral para mulheres.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Anticorpo neutraliza 91% dos vírus da aids

Num passo importante no desenvolvimento de uma vacina contra a aids, três anticorpos poderosos se mostraram capazes de neutralizar o vírus da imunodefiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids, da sigla em inglês).

Um anticorpo chamado VRC01 conseguiu 91% das diferentes cepas do HIV, revela a edição de 9 de julho da revista de divulgação científica Science, da Associação Americana para o Avanço do Ciência. Na imagem acima, o anticoporco ataca o vírus.

Cientistas do Centro de Pesquisa de Vacina do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infectocontagiosas dos Estados Unidos examinaram 25 milhões de células de um homossexual negro americano de 60 anos portador do HIV para encontrar 12 que produziram anticorpos.

Os três anticorpos se conectam a uma parte do vírus que não varia, apesar de sua grande mutabilidade. Isso explica por que são capazes de combater uma grande variedade de HIVs.

Agora, o desafio é entender o mecanismo de ação dos anticorpos VRC01 e VRC02 para desenvolver vacinas e medicamentos capazes de fazer com que qualquer pessoa produza esses anticorpos.

Mais de 33,4 milhões de pessoas tinham o HIV em 2008, a última estatística disponível. Cerca de 2,7 milhões pegaram a doença naquele ano. Em 30 anos de pandemia, a aids matou mais de 25 milhões de pessoas no mundo inteiro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ritmo de transmissão da aids diminui

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) ainda infecta 7,4 mil pessoas por dia, sendo 1,2 mil crianças, mas o número de novas contaminações caiu 17% nos últimos oito anos, informaram a UNAIDS, agência de combate à aids das Nações Unidas, e a Organização Mundial da Saúde.

O total de casos novos caiu 25% no Leste da Ásia, 15% na África subsaariana e 10% no Sul e no Sudeste da Ásia, mas aumentou 13% na América Latina.

Em 2007, havia 33 milhões de infectados pelo HIV; hoje, são 33,4 milhões. As mortes também diminuíram por causa do sucesso de tratamentos com um coquetel de medicamentos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Obama acaba com veto a portadores do HIV

O presidente Barack Obama revogou ontem a proibição de entrada nos Estados Unidos de portadores do vírus da deficiência imunulógica humana (HIV, do inglês), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na justificativa, Obama alegou que a medida em vigor há 22 anos tinha "raízes no medo" e não na realidade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Transplante de medula óssea cura aidético

Um paciente de aids que recebeu um transplante de medula óssea de um doador com uma resistência natural ao vírus da imunodeficiência humana (HIV, do inglês) não teve nenhum sintoma da doença nos últimos dois anos, revelaram hoje dois médicos do hospital Charite, em Berlim.

Os doutores Gero Hutter e Thomas Schneider escolheram um doador com a resistência genética. Ele tem um gene que sofreu uma mutação que afeta um receptor - o CCR5 - usado pelo vírus da aids para infectar as células.

Ao relatar o caso, Hutter observou que, embora não tenha sido achado nenhum traço do vírus no paciente, de 42 anos, isso não significa que o HIV não esteja lá.

Hutter comentou ainda que o transplante de medula jamais vai se tornar o procedimento padrão para tratar a aids porque o paciente precisa ter sua medula completamente destruída antes de receber o transplante. No caso, o doente tinha também leucemia. Por isso, fez transplante de medula óssea.

A aids não tem cura. É tratada hoje com um coquetel de drogas anti-retrovirais capazes de controlar a doença, reduzindo a carga viral, às vezes para níveis não-detectáveis. Mas o vírus continua lá e pode voltar, se o tratamento for suspenso.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Submissão da mulher dificulta combate à aids

A negação, os mitos, a complacência, a falta de vontade política e a submissão da mulher são obstáculos importantes no combate à síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) e ao vírus da imunodefiência humana (HIV, do inglês), que a causa, adverte o professor Lars Kallings, enviado especial das Nações Unidas para o combate à doença, presidente, fundador e ex-secretário-geral da Sociedade Internacional da Aids.

Como não há cura nem perspectiva de desenvolver uma vacina para um vírus de alta mutabilidade, o combate à aids se faz pela prevenção e os fatores acima mencionados dificultam esse trabalho.

"A confiança na ciência moderna é tão grande que as pessoas não querem pensar que talvez não seja possível encontrar uma solução médica simples para erradicar o vírus", adverte o professor Kallings na edição de março do Journal of Internal Medicine.

"Em conseqüência, não tem sido dada atenção suficiente aos aspectos econômicos e sociais da aids e do HIV, à luta contra a discriminação - fatores vitais para responder a esta epidemia."

O professor entende que "o dinheiro não é o maior problema porque o custo do tratamento caiu drasticamente nos últimos anos. No entanto, em 2010, serão necessários US$ 42 bilhões para oferecer acesso universal à prevenção, ao tratamento e ao fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.

"Mas mesmo que esta quantia esteja disponível, os recursos nem sempre atingem quem precisa porque os governantes de muitos países estão mais interessados em fortalecer seu próprio poder e acumular fortunas do que no bem-estar de seus povos."