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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Comparar guerra em Gaza com Holocausto é absurdo

Em mais uma declaração desastrada de política externa, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva acusou Israel no domingo de cometer genocídio contra o povo palestino e comparou a guerra assimétrica e desigual na Faixa de Gaza ao Holocausto cometido pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A fala de Lula ao participar de reunião de cúpula da União Africana em Adis Abeba, na Etiópia, provocou uma tempestade diplomática. Israel declarou Lula persona non grata e convocou o embaixador brasileiro para um encontro humilhanate no Memorial do Holocausto. O Itamaraty chamou o embaixador para consultas.

O Brasil defende soluções pacíficas para os conflitos internacionais e costuma manter equidistância das partes para poder atuar como mediador. Neste caso, ao tomar partido e adotar uma posição que contraria a verdade histórica, Lula se desqualificou totalmente. Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Cai o pior chanceler da história do Itamaraty

 Sob pressão do Congresso, de empresários, diplomatas e militares, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ligado ao setor mais extremista do bolsonarismo, pediu demissão hoje depois de uma passagem desastrosa pelo Itamaraty. Deve ficar no cargo até o presidente Jair Bolsonaro anunciar um substituto.

Forte candidato a pior chanceler da história, Araújo hostilizou a China, maior parceira comercial do Brasil, os Estados Unidos de Joe Biden, países europeus, organizações internacionais, colegas e ex-ministros do Itamaraty. Chegou a orgulhar de transformar o Brasil num pária internacional. 

O país nunca esteve tão isolado internacionalmente. Isto dificultou até mesmo a compra de vacinas para combater a pandemia do coronavírus de 2019, selando seu destino depois de embates com o Congresso.

Ontem, Araújo acusou a senadora Katia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores, de lhe pedir para dar um aceno à companhia de telecomunicações chinesa Huawei, interessada em participar do leilão para a implantação no país da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G). Ex-presidente da Federação Nacional de Agricultura, a senadora se preocupa com a deterioração das relações com a China, principal importadora de produtos agrícolas brasileiros.

Foi a gota d'água. No dia 22 de março, os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, se reuniram em São Paulo com empresários que fizeram duras críticas ao chanceler. Havia no Congresso articulações para iniciar um processo de impeachment do ministro ou de bloquear nomeações de embaixadores para forçar sua queda.

Ernesto Henrique Fraga Araújo era um diplomata obscuro recém-nomeado embaixador quando foi promovido a ministro por elogiar o pensamento extremista do astrólogo Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo, com o apoio do assessor internacional do Palácio do Planalto, Filipe Martins, que era um obscuro professor e parecia mandar mais do que o chanceler, e do deputado Eduardo Bolsonaro, terceiro filho do presidente. O comentário nos corredores do Itamaraty era que o país tinha três chanceleres: Ernesto, Filipe e Eduardo.

Como em ocasiões anteriores, as relações exteriores foram usadas para afirmar as posições ideológicas do governo. Apesar de ter elogiado o governo Dilma Rousseff no passado, Araújo adotou o discurso antiglobalista, contra as organizações internacional e o sistema multilateral, parte da ordem internacional liberal criada pelos EUA depois da Segunda Guerra Mundial.

No discurso de posse, fez citações em tupi-guarani, grego e da Bíblia, e disse que era hora de ler mais José de Alencar e Gonçalves e menos publicações internacionais como o jornal The New York Times e a revista Foreign Affairs, "escutar menos a CNN e mais Raul Seixas".

ISOLAMENTO INTERNACIONAL

Desde o início da gestão, Araújo hostilizou a China. Ao falar para jovens diplomatas em março de 2019, declarou que a política externa não poderia se subordinar a questões comerciais: "Queremos vender soja e minério de ferro, mas não nossa alma", argumentando que o Brasil precisa se proteger da crescente influência internacional do regime comunista chinês.

Diante do seu próprio fracasso no combate à covid-19, o governo Bolsonaro se alinhou ao então presidente americano Donald Trump, responsabilizando a China pela pandemia causada pelo "vírus chinês". Quando o deputado Bolsonaro discutiu no Twitter com o embaixador chinês, defendeu o filho do presidente e chegou a pedir o mudança do representante chinês no Brasil. Foi ignorado.

A ruptura do diálogo com a missão chinesa dificultou a importação da vacina chinesa CoronaVac e dos insumos necessários à fabricação de vacinas no Brasil. De acordo com o jornal The New York Times, um emissário brasileiro fez um apelo à Huawei para romper o impasse.

Ao adotar uma política de alinhamento automático com o governo Trump, o Itamaraty de Araújo fez várias concessões aos EUA, como renunciar ao status de país em desenvolvimento, sem qualquer contrapartida. Também levantou dúvidas sobre a vitória de Joe Biden, citando as falsas denúncias de fraude de Trump e manifestou simpatia com os extremistas de direita que atacaram o Capitólio, sede do Congresso dos EUA, para tentar impedir a certificação do resultado da eleição presidencial de novembro do ano passado.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Robert Menendez, reagiu com dureza, exigindo que Bolsonaro e Araújo condenassem energicamente a insurreição de 6 de janeiro.

Nas Nações Unidas, o Brasil mudou posições históricas. Apoiou Israel no conflito com os palestinos e o embargo dos EUA a Cuba. Alinhou-se a governos de extrema direita como os da Hungria e da Polônia, e a países muçulmanos para condenar o aborto e a homossexualidade.

Os três nomes mais cotados para ministro das Relações Exteriores são o embaixador na França, Luís Fernando Serra, um bolsonarista radical que escreve cartas à imprensa francesa reclamando do noticiário sobre o governo Bolsonaro, que cortou vários programas culturais; a consulesa-geral do Brasil em Nova York, Maria Farani Azevêdo, prejudicada por ter sido chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim no governo Lula; e o secretário de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, que abriria a vaga para acomodar o general Eduardo Pazuello, demitido do Ministério da Saúde.

A queda do chanceler mostra um governo acuado. Como observa Igor Gielow na Folha de São Paulo, é o maior golpe no bolsonarismo de raiz desde a demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação no ano passado. O próximo alvo é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

MINISTRO DA DEFESA TAMBÉM SAI

Mais um ministro caiu hoje, complicando ainda mais o xadrez político em Brasília. O general Fernando Azevedo e Silva não é mais o ministro da Defesa. De acordo com o cientista político Pablo Ortellado, a hipótese otimista é que "Azevedo saiu para acomodar o Centrão". A hipótese "muito pessimista" é que "a tragédia do 'herói soteropolitano' foi a senha para o golpismo que Azevedo não quis aceitar."

O "herói soteropolitano" é um policial militar da Bahia morto ontem por colegas durante um surto psicótico em que disparou vários tiros no Farol da Barra, em Salvador. Nas redes bolsonaristas, foi apresentado como alguém que resistiu às medidas de confinamento impostas pelo governador petista Rui Costa. A patética deputada Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, incitou a PM baiana a entrar em greve contra o governador.

No Globo, a colunista Bela Megale anunciou que os militares apostam que o comandante do Exército, general Edson Pujol, também sairá. Também no Globo, Malu Gaspar escreveu que Azevedo e Silva saiu para não repetir o que viveu no ano passado, quando o presidente e aliados fizeram manifestações inclusive diante do quartel-general do Exército, em Brasília.

Bolsonaro declarou na época que não iria "admitir mais interferência", que "não tem mais conversa" com o Supremo Tribunal Federal (STF) e que "as Forças Armadas estão do nosso lado". O ministro da Defesa divulgou nota afirmando que "Marinha, Exército e Aeronáutica são organismos de Estado que consideram a indepenência e a harmonia entre os poderes imprescindíveis para a governabilidade do país."

Agora, na carta de demissão, o general Azevedo e Silva repetiu o recado: "Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado."

As polícias militares são consideradas aliadas-chaves do presidente numa possível tentativa de golpe de Estado. O Alto Comando do Exército vai se reunir hoje para avaliar a situação.

Em meio a uma tragédia com mais de 300 mil mortes e uma crise econômica brutal, o país enfrenta uma crise política sem precedentes na história recente. O Brasil está pegando fogo às vésperas de 31 de março aniversário do golpe militar de 1964, que Bolsonaro insiste em festejar.

P.S.: Pouco depois da publicação deste texto, o governo anunciou uma reforma ministerial com seis mudanças. O próximo ministro das Relações Exteriores será o embaixador Carlos Alberto Franco França, ex-chefe do cerimonial de Bolsonaro. É próximo dos filhos do presidente e agrada aos parlamentares. Seria capaz de melhorar as relações com o Congresso.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Brasil apoia candidato de Trump no BID sem ganhar nada em troca

Banco sempre foi presidido por latino-americanos

Em mais um gesto de subserviência em relação aos Estados Unidos, o governo Jair Bolsonaro votou no candidato do presidente Donald Trump à Presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Por um acordo tácito, desde a fundação do banco, em 1959, o presidente era sempre latino-americano. Não mais.

Mauricio Claver Carone é diretor sênior para o Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. Toma posse em 1º de outubro para um mandato de cinco anos. Foi representante americano junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e assessor sênior da Subsecretaria de Assuntos Internacionais do Departamento do Tesouro. Substitui o colombiano Luis Alberto Moreno.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Trump quer regredir à Era dos Impérios

Com seus ataques ao sistema internacional criado sob a inspiração do presidente americano Franklin Delano Roosevelt, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revela uma visão de um mundo dominado por grande potências militares e dividido em áreas de influências. Seria uma volta à Era dos Impérios, ao mundo pré-1914, que levou a duas guerras mundiais, observou hoje o embaixador Rubens Ricupero.

Em lançamento de livros no Palácio do Itamarary, no Rio de Janeiro, Ricupero apresentou mais uma vez A Diplomacia na Construção do Brasil: 1750-2016, enquando o embaixador Affonso José Santos  falou sobre Barão do Rio Branco: Caderno de Notas (Maio de 1895-Abril de 1901), com foco central no conflito com a França para definir os limites da fronteira com a Guiana Francesa.

O evento foi organizado pela Fundação Alexandre Gusmão (Funag), o Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais (IPRI) e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

“Trump quer voltar a 1920, à era pós-Woodrow Wilson quando os EUA voltaram a se fechar, depois da Primeira Guerra Mundial”, comentou o embaixador Ricupero, acrescentando que a política de Trump deixaria as grandes decisões nas mãos de um pequeno número de grandes potências militares.

Ricupero se preocupa com o que possa acontecer com o sistema Nações Unidas se o atual presidente americano for reeleito. Ele citou o professor e ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que em depoimento recente na Comissão das Forças Armadas do Senado dos EUA denunciou “uma erosão gradual e sistemática do sistema internacional.”

O risco é de um mundo onde prevalece o poder da força. Seria o fim do sistema ONU, que, “apesar dos defeitos, evitou uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear, acomodou a ascensão da China e a desintegração da União Soviética.”

Em sua obra, Ricupero destaca os principais momentos e desafios da política externa brasileira dese o Tratado de Madri, de 1750, que delineou mais ou menos o mapa que o Brasil tem hoje, com a exceção do Acre, que não pertencia ao Brasil, e do Rio Grande do Sul, cujas fro nteiras mudaram, passando por momentos como a abertura dos portos, o conflito com o Império Britânico sobre o tráfico de escravos, as guerras do Prata e do Paraguai, entre outros.

“Para o Brasil, a diplomacia foi a base da formação do país, fruto da expansão europeia. É o único Sanpaís do mundo que tem o nome de uma commodity, observou Ricupero. O Brasil já nasceu globalizado. O fator limitante do desenvolvimento não era a terra, era a mão de obra, que sempre foi estrangeira, da escravidão à imigração.

Como os EUA, o Brasil nasceu como uma faixa estreita junto ao Oceano Atlântico, mas a semelhança acabou aí, notou Ricupero. “A grande expansão do Brasil foi no período colonial. O território hoje é menor do que na independência. Perdeu a Província Cisplatina com a independência do Uruguai, em 1928. As fronteiras foram consolidadas juridicamente. É um país satisfeito com seu status territorial, sem problemas com os vizinhos.”

“Nos EUA, a expansão aconteceu depois da independência, através de guerras e compras. Os EUA compraram a Flórida da Espanha e a Louisiana da França, mas foram compras no estilo ‘se não vender, a viúva vende’,” ironizou Ricupero.

Em 2020, serão completados 150 anos sem guerras com os países vizinhos. O Brasil tem 10 países vizinhos. Já teve 11, inclusive um tratado de fronteiras com o Equador, em território depois tomado pelo Peru.

“Com a exceção do Acre, a fronteira mais difícil de definir foi a da Guiana Francesa”, afirmou Ricupero. “A França era uma grande potência. Tinha meios militares. A arbitragem foi muito difícil

Depois de um longo trabalho de pesquisa no Itamaraty e em mais de 4 mil documentos franceses, o embaixador Affonso José Santos acredita que “talvez tenha sido o problema mais difícil do Brasil com uma grande potência”.

A França tinha a segunda maior marinha de guerra do mundo, depois do Império Britânico, e “Rio Branco de uma comissão francesa. Os franceses não aceitavam a fronteira no Rio Oiapoque. Queriam chegar ao Amazonas ou ao menos ao Araguari”, concluiu Santos.

“Havia todo um plano de invasão”, contou Santos. “O governador do Pará, Paes de Carvalho, teve três encontros com o ministro do Exterior francʼesque fez a ameaça de invadir. ‘Se a França vier, não nos encontrará sós’. A França deve ter termido a intervenção dos EUA.”

1898 é o ano em que os EUA se tornam uma potência imperial com a vitória sobre a decadente Espanha na Guerra Hispano-Americana, que levou à independência de Cuba, sob a tutela dos EUA, à ocupação de Porto Rico e à colonização das Filipinas.

Isso justificaria a decisão do Barão do Rio Branco de mudar o eixo da diplomacia brasileira de Londres para Washington, com a instalação da primeira embaixada brasileira no exterior, nos EUA, em 1905.

“Há um desconforto na diplomacia brasileira com Rio Branco e Joaquim Nabuco por causa das relações com os EUA”, comentou Ricupero. “O historiador francês Fustel de Coulanges dizia que o maior erro histórico é julgar o passado com os valores de hoje. O Brasil tinha fronteiras [nas Guianas] com três potências europeias e não tinha problemas com os EUA. A ameaça vinha de britânicos e franceses.”

No fim do século 19, nos primeiros anos da Repúbica, o Brasil era um país frágil, recém-pacificado depois das revoltas contra a abolição da monarquia, com sérios problemas financeiros, que seriam resolvidos no governo Campos Sales (1898-1902). Não tinha condições de enfrentar a França, que conquistara Indochina e grande parte do Norte da África.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Brasil precisa negociar com mundo inteiro sem discriminação

A proposta do novo ministro das Relações Exteriores, senador José Serra, de dar mais destaque ao Itamaraty e usar a política externa para ampliar as relações econômicas do país foi tema de matéria do jornal  O Globo de 22 de maio de 2016 em que fui citado. Abaixo, outras considerações além do que foi publicado.

Em princípio, é uma boa ideia um ministro do Exterior que não seja diplomata de carreira por causa do corporativismo do Itamaraty, mas Serra não é lá muito diplomático.

Foi correta a resposta pronta aos governos latino-americanos que denunciam golpe no Brasil, mas conceder passaporte diplomático a um pastor evangélico num Estado laico é um erro. Sou a favor de taxar as religiões e não de fazer concessões eleitoreiras.

É importante retomar as relações com as grandes potências democráticas, falo de EUA, Europa, Canadá, Japão e Austrália. Temos em comum a defesa da democracia liberal e dos direitos humanos. Devemos rejeitar atitudes colonialistas, mas não hostilizar EUA e Europa como potências imperiais como fazia o PT.

A Guerra Fria acabou. No mundo globalizado, é preciso negociar soberanamente com o mundo todo.

O grupo BRICS me parece mais um instrumento de política externa da China, com quem precisamos manter boas relações por causa da importância econômica, mas China e Rússia são defensoras de um autoritarismo que não interessa a países verdadeiramente democráticos. De acordo com a Constituição, os direitos humanos são um pilar importante da política externa brasileira.

A cooperação econômica é importante, mas a aliança política com qualquer potência não pode ser automática. Não pode haver alinhamento automático nem com China nem com EUA e o maior desafio será sempre negociar com as superpotências.

Precisamos de uma política externa independente, soberana e flexível. O Brasil é um ator global e precisa continuar sendo.

Serra sempre foi contra o Mercosul, o que me parece um equívoco. Sob a orientação do embaixador Rubens Ricupero, reconhece a importância do bloco na arquitetura da política externa brasileira, que desde a redemocratização reconhece a importância da região, especialmente da América do Sul.

Seria importante resgatar a proposta original do bloco, o regionalismo aberto, onde um grupo de países que se une para ter voz mais forte e maior poder de barganha em negociações e foros internacionais. A Venezuela de Maduro atrapalha, mas de que servem Mercosul, Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), se não forem capazes de negociar uma transição pacífica na Venezuela?

É o problema mais urgente no nosso entorno. Do jeito que vai, o derramento de sangue parece inevitável. O governo Dilma Rousseff estava muito mais qualificado para fazer isso por causa da identidade ideológica. Perdeu a oportunidade pelo desinteresse de Dilma com a política externa.

A política externa é uma política de Estado, que requer continuidade. Dilma esvaziou o Itamaraty, que hoje tem excesso de terceiros-secretários porque sob Lula o Rio Branco admitia cem pessoas por ano e Dilma teria reduzido para 20. Dilma desmontou o árduo trabalho de Celso Amorim para aumentar a internacionalização do Brasil.

Em seu estilo pouco diplomático, Serra mandou fazer logo uma análise de custos com o objetivo evidente de fechar embaixadas. Todo orçamento tem limite, mas fechar as portas é dar um tapa na cara de países com que o Brasil tentou reforçar os laços.

Imagino que o continente mais afetado seja a África, onde Lula estabeleceu “amizades” com ditadores sanguinários como Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, e Denis Sassou-Nguesso, do Congo (ex-Francês). Não dá para ignorar graves violações dos direitos humanos enquanto se faz negócios, mas se pode usar a influência para tentar melhorar a situação ao contrário do que faz a China, que ignora tudo em nome da soberania nacional.

A África é o próximo continente que pode sofrer um crescimento acelerado, até mesmo por partir de um nível muito baixo. O Brasil, como segundo maior país africano do mundo em população, deve participar deste processo.

Se olharmos um mapa da África à noite, veremos uma escuridão quase total. O ex-ministro francês Jean-Louis Borloo lançou a proposta de um Plano Marshall para a eletrificação do continente, Energias para a África. Com energia e mão de obra barata, pode ser um salto no desenvolvimento africano. O Brasil deveria se associar a este projeto. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Itamaraty recomenda levar dinheiro em espécie para a Grécia

Diante do feriado bancário de uma semana decretado ontem pelo governo da Grécia para evitar o colapso do sistema financeiro do país, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recomendou aos brasileiros que levem dinheiro em espécie. 

Os saques em caixas eletrônicos estão limitados a 60 euros por dia para os gregos. Estrangeiros podem sacar além deste limite, mas os caixas podem ficar sem dinheiro.

Os cartões de crédito e débito são aceitos normalmente. A Grécia não pode parar, assim os comerciantes estão aceitando diferentes formas de pagamento.

Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, recomendou aos turistas que forem à Grécia neste verão que levem em mãos todo o dinheiro necessário para as férias.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Tragédia no Nepal matou mais de 3,2 mil

Dois dias depois do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que arrasou a capital, Catmandu, e a região central do Nepal, as autoridades anunciaram na manhã desta segunda-feira que o número de mortos passa de 3,2 mil. Outras 6 mil pessoas estão feridas. A dimensão total da tragédia ainda está longe de ser conhecida, observa o jornal The New York Times.

Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.

Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.

No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.

Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.

"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."

Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.

Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.

sábado, 26 de julho de 2014

Chanceler Figueiredo explica posição do Brasil

Esta foi a carta de resposta do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, às críticas do embaixador Israel Klabin à posição do Itamaraty em relação à atual guerra entre o Estado de Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas):

Meu querido Israel,

Muito agradeço sua mensagem, pois me permite dar explicações ao amigo de tantos anos, a quem sempre respeitei e respeitarei. Sinto muito ter causado ofensa, pois isto jamais foi minha intenção. Peço sua paciência para arrolar algumas considerações:

- Em nota do dia 17 deste mes o Itamaraty condenou tanto os ataques de foguetes pelo Hamas contra Israel, quanto o ataque desproporcional israelense a Gaza, mantendo nossa postura de equilíbrio e reclamando o cessar fogo imediato e a solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo em paz e segurança;

- a nova nota, datada de ontem, se prende à tragédia humanitária da morte de crianças, mulheres e idosos, em grande número, como consequência da luta;

- hoje dei várias declarações à imprensa, em que ressalto e reitero nossa condenação aos ataques do Hamas e defendi o direito de auto-defesa de Israel. Esclareci que nossa nota se prende à proporcionalidade da resposta israelense, diante da elevada perda de vidas na população civil. Morreram cerca de 200 crianças palestinas. Sejam palestinas, sejam israelenses, são 200 crianças.

- apesar de declarações destemperadas de um porta-voz israelense, optei por não polemizar, dizendo que povos e países amigos podem discordar eventualmente, e que isso deve ser feito sempre de maneira respeitosa;

- ressaltei que a amizade e as relações com Israel devem ser preservadas.

Você me conhece e sabe que não sou dado a radicalismos. Nem teria por que fazê-lo com relação a Israel. O Brasil é um belo exemplo de como as comunidades de origem judaica e árabe convivem em paz e harmonia. Acho apenas que criticar as ações de um governo não quer dizer criticar um país ou um povo. Não aceito que essas coisas se confundam. Tenho muitos amigos de origem judaica que são críticos do atual governo israelense, e em termos muito duros. Nem por isso suas críticas são consideradas ofensas.

Eu agradeço muito sua franqueza e respeito suas colocações. Peço ao amigo que também aceite as explicações que dou. Muito longe de mim ofender amigos tão queridos como meus amigos judeus. Muito menos, ofender uma pessoa como você. Mas quero ter o direito de discordar respeitosamente do governo israelense, quando for o caso, sem que isso seja lido como uma ofensa a todo um povo. A morte de um número elevado de mulheres, crianças e idosos é uma perda para todos, pouco importa sua origem.

Um abraço muito afetuoso,

Luiz Figueiredo

Embaixador Israel Klabin critica o Itamaraty

Em meio ao bate-boca antidiplomático entre o Brasil e Israel, o embaixador brasileiro aposentado Israel Klabin enviou carta de protesto ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo:

Carta endereçada ao Ministro das Relações Exteriores, Sua Exª. Luiz Alberto Figueiredo
Por: Sr. Israel Sérgio Klabin
Assunto: Ofensa feita ao Estado de Israel e a todos nós judeus, pelo Itamaraty.
Conflito em Gaza

Meu caro Figueiredo,

Aproveito-me da nossa velha amizade e associação permanente no trato da política brasileira de meio ambiente para pedir-lhe que passe ao atual Ministro das Relações Exteriores, Sua Exª. Luiz Alberto Figueiredo Machado, as minhas observações abaixo:

Ao Excelentíssimo Senhor
Ministro das Relações Exteriores
Luiz Alberto Figueiredo Machado
 
Sempre tive, bem como a minha família, íntima relação com o Itamaraty através de dois chanceleres: Horácio Lafer e Celso Lafer, ambos judeus, que honraram não apenas o nome da família, mas o Brasil e sua política externa. Não preciso lembrá-lo também da importância de Oswaldo Aranha, quando Embaixador junto a ONU, na criação do Estado de Israel, trazendo com isso o agradecimento de todos os judeus do mundo.

É, portanto, com estranheza que acabei de ler a séria ofensa feita ao Estado de Israel e a todos nós judeus, pelo Itamaraty, quando “chamou o Embaixador para consulta”.

Tanto meus pais quanto eu, fazemos parte das gerações que atravessaram o holocausto e herdaram a missão de prestar serviços à humanidade e aos países que agasalharam os judeus na fuga milenar das perseguições oriundas de preconceitos, de ódios raciais e religiosos.

A nota do Itamaraty demonstra claramente um retrocesso da política fracassada de levar o Brasil para um envolvimento errado e desnecessário, antagônico ao princípio de não intervenção, o que tem sido um dos pilares da política externa brasileira através dos tempos.

A análise preconceituosa do que realmente está acontecendo no conflito em Gaza, seguramente levou o Itamaraty a conclusões apressadas e equivocadas.

Israel se defende de ataques de grupos terroristas, do Hamas associado ao Hezbollah, ao Irã e de tudo aquilo que é mais odiento na evolução política do Oriente Médio. Estranho o Brasil omitir-se em relação a esses grupos que tentam, pelo terror, “jogar os judeus ao mar”. Isto seguramente não acontecerá.

Ninguém mais do que o próprio Estado de Israel e as comunidades judaicas do mundo lamentam a perda inútil de vidas humanas provocadas pelo uso suicida das populações civis de Gaza, pelos terroristas de Hamas. Por outro lado, choramos também pelos soldados israelenses que tombaram lutando pela segurança do Estado e de suas famílias.

Pela admiração que tenho por V. Exª., gostaria que fosse levado em conta não apenas pressões políticas imediatistas, internas ou externas ao Itamaraty, mas também os grandes serviços que a comunidade judaica brasileira vem prestando ao nosso país no passado, no presente, bem como nosso compromisso com o futuro do Brasil, nosso país, e de Israel como centro da nossa cultura.

Respeitosos cumprimentos,

Israel Sergio Klabin

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dilma não mostra interesse em política externa

Sem ter mostrado até agora maior interesse na política externa, a presidente Dilma Rousseff autorizou o Ministério das Relações Exteriores a produzir um Livro Branco com as diretrizes para a diplomacia brasileira baseado numa série de debates com representantes da sociedade civil a serem realizados em Brasília de 28 de fevereiro a 2 de abril de 2014.

Em matéria publicada ontem nO Globo para a qual dei entrevista, critiquei a pouca importância que a presidente dá a questões externas, desperdiçando o capital político acumulado com o ativismo da política externa de Lula e Celso Amorim.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Itamaraty divulga agenda externa para setembro

30/AGO a 1º/SET – Alemanha, Bélgica e Holanda. Visita da Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann à Alemanha, Bélgica e Holanda.

1º a 14/SET – Milão. Missão Empresarial da  FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). Visita à Feira Milano Moda Única (tecidos). Encontro no SECOM e visita às lojas de moda.

2 a 8/SET - Pequim e Xangai. Missão de Nanotecnologia à China.

3 e 4/SET – Rabat. Seminário Brasil-Marrocos sobre Políticas Públicas Contra a Exclusão Social.

3 e 4/SET - Quito. 2ª Reunião da Comista Brasil-Equador de C,T&I.

3 a 6/SET – Porto Alegre. 22ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul (RAADH).

3 a 7/SET  Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO).Consulta científica sobre parasitas de origem alimentar.

3 a 7/SET  México. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 17ª Sessão do Comitê do CODEX sobre Frutas Frescas e Vegetais.

3 a 8/SET – Moscou. Visita da Secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil, Célia Corrêa – Seminário de Administração Financeira.

3 a 8/SET – China. Missão empresarial DPR/APEX. China Import Conference.

4/SET – São Paulo. Abertura para convidados da 30ª Bienal de SP (7/9 a 9/12).

7/SET - Brasília. Abertura do Ano de Portugal no Brasil.

4 a 6/SET – Brasília e São Paulo. Visita do Conselho Coordenador de Investimentos da Indonésia, para estudos sobre políticas do agronegócio.

5/SET – São Tomé e Príncipe. 10º Encontro dos Procuradores-Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

5 e 6/SET - Lima. Reunião da Subcomissão Brasil-Peru de C,T&I.

5 e 6/SET – Ottawa. Mesa redonda sobre Segurança Cibernética - CICTE.

5 a 7/SET - Cidade do México. Reunião do processo consultivo sobre opções de financiamento para o gerenciamento internacional de químicos e resíduos.

5 a 16/SET – Montevidéu. Expo Prado – Exposição Int. de Gado e Agroindustrial.

6 e 7/SET – Tíflis, Geórgia. Conferência Intergovernamental Tíflis+35: Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável.

6 a 9/SET – Istambul. Feira Internacional de Alimentos.

6 a 13/SET – Madri, Cingapura e Abu Dhabi. Visita do Governador da Bahia, Jaques Wagner.

6 a 20/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO). Reunião conjunta FAO/OMS sobre Resíduos de Pesticidas.

7/SET – Praga. Abertura da exposição "O Invisível Aparente", da artista plástica Amalia Giacomini, na Galeria Nacional (Palácio Veletrzní). Exposição até 28/OUT.

7/SET – Moscou. Concerto Bossa Nova da Banda Esh na Embaixada do Brasil.

8 a 11/SET – Xiamen. CIFIT – China International Fair of Investment and Trade.

8 a 16/SET – Salônica. TIF – Feira Internacional de Salônica.

9/SET – Londres. Cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos Londres 2012, com ato de passagem do ciclo paralímpico do Reino Unido e de Londres para o Brasil e para o Rio de Janeiro.

9 a 20/SET – Sidney, Camberra, Melbourne e Brisbane. Missão técnica da Companhia Energética de Minas Gerais à Austrália.

10/SET – Rabat. Concerto do violinista Erzhan Kulibaev e da pianista Hanna Holeksa em comemoração ao 7 de Setembro.

10/SET – Nova York. Diálogo sobre Desenvolvimento: Políticas Macroeconômicas para o Futuro que Queremos: Desenvolvimento Sustentável e a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Evento promovido pelo Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

10 e 11/SET - Praga. Encontro do Bureau do Comitê Intergovernamental de negociações para a elaboração de um  instrumento juridicamente vinculante sobre o mercúrio (INC).

10 e 11/SET - Países Baixos. Missão aos Países Baixos do Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPED-MCTI).

10 a 12/SET – Taiwan. Missão empresarial DPR/APEX.

10 a 12/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Consulta técnica sobre Agricultura Familiar para o Desenvolvimento Sustentável da Segurança Alimentar, Agricultura e Desenvolvimento Agrário.

10 a 14/SET – Washington. XX Sessão Plenária do Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção Interamericana contra a Corrupção.

10 a 15/SET – Brasília e Rio de Janeiro. Visita de trabalho da Associação dos Agricultores do Vietnã.

10 a 28/SET – Genebra. 21ª Sessão Regular do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

11/SET – Quito. 54ª Reunião da Comissão da OMT para as Américas, organizado pela OMT.

11, 12 e 13/SET – Seul. Seminário do FOCALAL sobre Parques de Ciência e Tecnologia.

11 a 13/SET – Longyearbyen, Noruega. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO). 1ª Sessão do Grupo Técnico de Trabalho Ad-Hoc sobre Acesso e Repartição dos Benefícios dos Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura.

11 a 13/SET – Quito. 20º Congresso Interamericano de Ministros e Altas Autoridades de Turismo (organizado pela OEA).

11 a 14/SET – Cidade do Cabo. Reunião do GT de Administração Tributária e de Chefes das Receitas dos países do IBAS.

11 a 16/SET – Santiago. Expo Cibao.

12/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Apresentação dos novos relatórios do Painel de Alto Nível de Especialistas em Segurança Alimentar e Nutrição (HLPE) e das decisões das mesas redondas  para a Plenária do CSA.

12/SET – Quito. 2º Congresso Internacional de Ética e Turismo, organizado pela Organização Mundial do Turismo. 

12/SET – Brasília. Painel sobre o legado da Conferência Rio+20 durante a 107ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

12 e 13/SET - Brasília. Seminário promovido pelo Ministério do Esporte e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): “Grandes Eventos Esportivos e Planejamento de Desenvolvimento Urbano: Intercâmbio de Melhores Práticas".

12 e 13/SET – Camberra. Seminário "Regional Reactions to the Rise of Brazil: Latin America and the Shifting Sands of Global Power, 2012", realizado pelo Centro Nacional Australiano para Estudos sobre a América Latina na Universidade Nacional Australiana.

14/SET  Bangalore. 8ª Reunião do Conselho Científico Brasil-Índia.

15 a 20/SET – Milão. Missão Empresarial do SEBRAE/RS. Visita à Feira Micam (calçados) e encontros com entidade locais, como Instituto Europeu de Design e Associação dos Produtores de Calçados Italianos.

17/SET  São Paulo. VIII Reunião do Conselho Deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital.

17 e 18/SET – Genebra. Diálogo Informal sobre a Estratégia da Convenção sobre Diversidade Biológica para Mobilização de Recursos.

17 a 19/SET – Da Nang, Vietnã. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO). 4ª Reunião do Fórum de Consulta Regional da Comissão de Pesca do Pacífico.

17 a 20/SET – Moscou. Worldfood Moscow 2012. Feira de Alimentos da Rússia.

17 a 21/SET – Londres. Reunião. 17ª Sessão do Subcomitê DSC da Organização Marítima Internacional (IMO)".

17 a 21/SET – Rio de Janeiro. 23ª RAPAL - Reunião de Administradores de Programas Antárticos Latino-Americanos.

17 a 21/SET  Nairóbi. Terceira sessão da Conferência Internacional sobre o Manejo de Substâncias Químicas.

17 a 25/SET – Nova Déli e Colombo. Visita à Índia e ao Sri Lanka do Chefe de Estado-Maior do Exército, General Joaquim Silva e Luna.

18/SET – São Paulo. Missão empresarial argentina. FIESP.

18/SET - Nova York. Abertura da 67ª Sessão da Assembleia Geral da ONU.

18 e 19/SET - Pequim. Mesa redonda dos BRICS sobre Governança da Internet.

18 a 21/SET – Buenos Aires. Tecnofidta – Exp. Int. de Tecnologia Alimentar.

18 a 23/SET - Tianjin, China. Assembleia Geral da Academia de Ciência para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS).

19/SET – Milão. Pré-estreia italiana do documentário “Tropicália”, de Marcelo Machado, por ocasião do “Milano Film Festival” (Festival de Cinema que será realizado de 12 a 23 de setembro, em Milão).

19 e 20/SET - Brasília. Encontro de especialistas do grupo BASIC.

19 a 21/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO). Parceria Colaborativa de Florestas.

19 a 21/SET – Lima. Expoalimentaria Peru.

19 a 21/SET – Roma. Reunião sobre Financiamento Florestal da Parceria Colaborativa sobre Florestas (CPF) em apoio à UNFF.

19 a 22/SET – Moscou. Visita do Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura do Brasil, Célio Brovino Porto.

19 a 22/SET – Moscou. 18ª Feira Internacional de Turismo Leisure 2012.

20 e 21/SET - Brasília. Décima segunda reunião ministerial do grupo BASIC.

20 e 21/SET – Roma. Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). 106ª Sessão da Junta Executiva.

20/SET a 2/OUT – Miami , Washington e Nova York . Visita do Governador de Goiás, Marconi Perillo, a Miami, Washington e Nova York.

21/SET - Lisboa. Abertura do Ano do Brasil em Portugal.

21 a 30/SET – Belém. Centro de Convenções Hangar. 15ª Feira Pan-Amazônica do Livro. (Fonte: FUNAG)

23 e 24/SET - Quito. 4ª Reunião de Especialistas do Programa Regional da América Latina da UNIDO.

24/SET – Nova York. Reunião Ministerial Especial do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc): Sistema multilateral inclusivo, fortalecido e efetivo para a consecução do desenvolvimento sustentável – Quais passos são necessários?

24 a 26/SET - Bogotá. Reunião Regional Preparatória para o 7º Internet Governance Forum (IGF).

24 a 28/SET – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura  (FAO). 21ª Sessão do Comitê de Florestas (COFO).

24 a 28/SET – Roma. XXI Sessão do Comitê de Florestas da FAO (COFO).

24/SET a 5/OUT – Rio de Janeiro, Palácio Itamaraty. 3º Curso para Diplomatas Africanos.

25/SET - Nova York. Abertura do Debate Geral da 67ª Sessão da Assembleia Geral da ONU.

25 a 28/SET - Genebra. Oitava sessão do Grupo de Trabalho Aberto da Convenção de Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito.

26 a 29/SET – Verona. Missão do Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande. Visita à Feira Marmomacc (mármores e granitos).

27/SET – Melekeok.  Entrega de credenciais do Embaixador George Ney de Souza Fernandes junto à República de Palau. 

27 e 28/SET – São José. Costa Rica, 87ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Instituto Interamericano da Criança e do Adolescente (IIN).

28/SET – Nova York. Reunião de chanceleres da ASPA à margem da 67ª AGNU.

28/SET - São Paulo. Reunião do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).