Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Comparar guerra em Gaza com Holocausto é absurdo
segunda-feira, 29 de março de 2021
Cai o pior chanceler da história do Itamaraty
Sob pressão do Congresso, de empresários, diplomatas e militares, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ligado ao setor mais extremista do bolsonarismo, pediu demissão hoje depois de uma passagem desastrosa pelo Itamaraty. Deve ficar no cargo até o presidente Jair Bolsonaro anunciar um substituto.
Forte candidato a pior chanceler da história, Araújo hostilizou a China, maior parceira comercial do Brasil, os Estados Unidos de Joe Biden, países europeus, organizações internacionais, colegas e ex-ministros do Itamaraty. Chegou a orgulhar de transformar o Brasil num pária internacional.
O país nunca esteve tão isolado internacionalmente. Isto dificultou até mesmo a compra de vacinas para combater a pandemia do coronavírus de 2019, selando seu destino depois de embates com o Congresso.
Ontem, Araújo acusou a senadora Katia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores, de lhe pedir para dar um aceno à companhia de telecomunicações chinesa Huawei, interessada em participar do leilão para a implantação no país da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G). Ex-presidente da Federação Nacional de Agricultura, a senadora se preocupa com a deterioração das relações com a China, principal importadora de produtos agrícolas brasileiros.
Foi a gota d'água. No dia 22 de março, os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, se reuniram em São Paulo com empresários que fizeram duras críticas ao chanceler. Havia no Congresso articulações para iniciar um processo de impeachment do ministro ou de bloquear nomeações de embaixadores para forçar sua queda.
Ernesto Henrique Fraga Araújo era um diplomata obscuro recém-nomeado embaixador quando foi promovido a ministro por elogiar o pensamento extremista do astrólogo Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo, com o apoio do assessor internacional do Palácio do Planalto, Filipe Martins, que era um obscuro professor e parecia mandar mais do que o chanceler, e do deputado Eduardo Bolsonaro, terceiro filho do presidente. O comentário nos corredores do Itamaraty era que o país tinha três chanceleres: Ernesto, Filipe e Eduardo.
Como em ocasiões anteriores, as relações exteriores foram usadas para afirmar as posições ideológicas do governo. Apesar de ter elogiado o governo Dilma Rousseff no passado, Araújo adotou o discurso antiglobalista, contra as organizações internacional e o sistema multilateral, parte da ordem internacional liberal criada pelos EUA depois da Segunda Guerra Mundial.
No discurso de posse, fez citações em tupi-guarani, grego e da Bíblia, e disse que era hora de ler mais José de Alencar e Gonçalves e menos publicações internacionais como o jornal The New York Times e a revista Foreign Affairs, "escutar menos a CNN e mais Raul Seixas".
ISOLAMENTO INTERNACIONAL
Desde o início da gestão, Araújo hostilizou a China. Ao falar para jovens diplomatas em março de 2019, declarou que a política externa não poderia se subordinar a questões comerciais: "Queremos vender soja e minério de ferro, mas não nossa alma", argumentando que o Brasil precisa se proteger da crescente influência internacional do regime comunista chinês.
Diante do seu próprio fracasso no combate à covid-19, o governo Bolsonaro se alinhou ao então presidente americano Donald Trump, responsabilizando a China pela pandemia causada pelo "vírus chinês". Quando o deputado Bolsonaro discutiu no Twitter com o embaixador chinês, defendeu o filho do presidente e chegou a pedir o mudança do representante chinês no Brasil. Foi ignorado.
A ruptura do diálogo com a missão chinesa dificultou a importação da vacina chinesa CoronaVac e dos insumos necessários à fabricação de vacinas no Brasil. De acordo com o jornal The New York Times, um emissário brasileiro fez um apelo à Huawei para romper o impasse.
Ao adotar uma política de alinhamento automático com o governo Trump, o Itamaraty de Araújo fez várias concessões aos EUA, como renunciar ao status de país em desenvolvimento, sem qualquer contrapartida. Também levantou dúvidas sobre a vitória de Joe Biden, citando as falsas denúncias de fraude de Trump e manifestou simpatia com os extremistas de direita que atacaram o Capitólio, sede do Congresso dos EUA, para tentar impedir a certificação do resultado da eleição presidencial de novembro do ano passado.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Robert Menendez, reagiu com dureza, exigindo que Bolsonaro e Araújo condenassem energicamente a insurreição de 6 de janeiro.
Nas Nações Unidas, o Brasil mudou posições históricas. Apoiou Israel no conflito com os palestinos e o embargo dos EUA a Cuba. Alinhou-se a governos de extrema direita como os da Hungria e da Polônia, e a países muçulmanos para condenar o aborto e a homossexualidade.
Os três nomes mais cotados para ministro das Relações Exteriores são o embaixador na França, Luís Fernando Serra, um bolsonarista radical que escreve cartas à imprensa francesa reclamando do noticiário sobre o governo Bolsonaro, que cortou vários programas culturais; a consulesa-geral do Brasil em Nova York, Maria Farani Azevêdo, prejudicada por ter sido chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim no governo Lula; e o secretário de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, que abriria a vaga para acomodar o general Eduardo Pazuello, demitido do Ministério da Saúde.
A queda do chanceler mostra um governo acuado. Como observa Igor Gielow na Folha de São Paulo, é o maior golpe no bolsonarismo de raiz desde a demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação no ano passado. O próximo alvo é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
MINISTRO DA DEFESA TAMBÉM SAI
Mais um ministro caiu hoje, complicando ainda mais o xadrez político em Brasília. O general Fernando Azevedo e Silva não é mais o ministro da Defesa. De acordo com o cientista político Pablo Ortellado, a hipótese otimista é que "Azevedo saiu para acomodar o Centrão". A hipótese "muito pessimista" é que "a tragédia do 'herói soteropolitano' foi a senha para o golpismo que Azevedo não quis aceitar."
O "herói soteropolitano" é um policial militar da Bahia morto ontem por colegas durante um surto psicótico em que disparou vários tiros no Farol da Barra, em Salvador. Nas redes bolsonaristas, foi apresentado como alguém que resistiu às medidas de confinamento impostas pelo governador petista Rui Costa. A patética deputada Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, incitou a PM baiana a entrar em greve contra o governador.
No Globo, a colunista Bela Megale anunciou que os militares apostam que o comandante do Exército, general Edson Pujol, também sairá. Também no Globo, Malu Gaspar escreveu que Azevedo e Silva saiu para não repetir o que viveu no ano passado, quando o presidente e aliados fizeram manifestações inclusive diante do quartel-general do Exército, em Brasília.
Bolsonaro declarou na época que não iria "admitir mais interferência", que "não tem mais conversa" com o Supremo Tribunal Federal (STF) e que "as Forças Armadas estão do nosso lado". O ministro da Defesa divulgou nota afirmando que "Marinha, Exército e Aeronáutica são organismos de Estado que consideram a indepenência e a harmonia entre os poderes imprescindíveis para a governabilidade do país."
Agora, na carta de demissão, o general Azevedo e Silva repetiu o recado: "Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado."
As polícias militares são consideradas aliadas-chaves do presidente numa possível tentativa de golpe de Estado. O Alto Comando do Exército vai se reunir hoje para avaliar a situação.
Em meio a uma tragédia com mais de 300 mil mortes e uma crise econômica brutal, o país enfrenta uma crise política sem precedentes na história recente. O Brasil está pegando fogo às vésperas de 31 de março aniversário do golpe militar de 1964, que Bolsonaro insiste em festejar.
P.S.: Pouco depois da publicação deste texto, o governo anunciou uma reforma ministerial com seis mudanças. O próximo ministro das Relações Exteriores será o embaixador Carlos Alberto Franco França, ex-chefe do cerimonial de Bolsonaro. É próximo dos filhos do presidente e agrada aos parlamentares. Seria capaz de melhorar as relações com o Congresso.
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Brasil apoia candidato de Trump no BID sem ganhar nada em troca
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Trump quer regredir à Era dos Impérios
Em lançamento de livros no Palácio do Itamarary, no Rio de Janeiro, Ricupero apresentou mais uma vez A Diplomacia na Construção do Brasil: 1750-2016, enquando o embaixador Affonso José Santos falou sobre Barão do Rio Branco: Caderno de Notas (Maio de 1895-Abril de 1901), com foco central no conflito com a França para definir os limites da fronteira com a Guiana Francesa.
O evento foi organizado pela Fundação Alexandre Gusmão (Funag), o Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais (IPRI) e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).
“Trump quer voltar a 1920, à era pós-Woodrow Wilson quando os EUA voltaram a se fechar, depois da Primeira Guerra Mundial”, comentou o embaixador Ricupero, acrescentando que a política de Trump deixaria as grandes decisões nas mãos de um pequeno número de grandes potências militares.
Ricupero se preocupa com o que possa acontecer com o sistema Nações Unidas se o atual presidente americano for reeleito. Ele citou o professor e ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que em depoimento recente na Comissão das Forças Armadas do Senado dos EUA denunciou “uma erosão gradual e sistemática do sistema internacional.”
O risco é de um mundo onde prevalece o poder da força. Seria o fim do sistema ONU, que, “apesar dos defeitos, evitou uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear, acomodou a ascensão da China e a desintegração da União Soviética.”
Em sua obra, Ricupero destaca os principais momentos e desafios da política externa brasileira dese o Tratado de Madri, de 1750, que delineou mais ou menos o mapa que o Brasil tem hoje, com a exceção do Acre, que não pertencia ao Brasil, e do Rio Grande do Sul, cujas fro nteiras mudaram, passando por momentos como a abertura dos portos, o conflito com o Império Britânico sobre o tráfico de escravos, as guerras do Prata e do Paraguai, entre outros.
“Para o Brasil, a diplomacia foi a base da formação do país, fruto da expansão europeia. É o único Sanpaís do mundo que tem o nome de uma commodity, observou Ricupero. O Brasil já nasceu globalizado. O fator limitante do desenvolvimento não era a terra, era a mão de obra, que sempre foi estrangeira, da escravidão à imigração.
Como os EUA, o Brasil nasceu como uma faixa estreita junto ao Oceano Atlântico, mas a semelhança acabou aí, notou Ricupero. “A grande expansão do Brasil foi no período colonial. O território hoje é menor do que na independência. Perdeu a Província Cisplatina com a independência do Uruguai, em 1928. As fronteiras foram consolidadas juridicamente. É um país satisfeito com seu status territorial, sem problemas com os vizinhos.”
“Nos EUA, a expansão aconteceu depois da independência, através de guerras e compras. Os EUA compraram a Flórida da Espanha e a Louisiana da França, mas foram compras no estilo ‘se não vender, a viúva vende’,” ironizou Ricupero.
Em 2020, serão completados 150 anos sem guerras com os países vizinhos. O Brasil tem 10 países vizinhos. Já teve 11, inclusive um tratado de fronteiras com o Equador, em território depois tomado pelo Peru.
“Com a exceção do Acre, a fronteira mais difícil de definir foi a da Guiana Francesa”, afirmou Ricupero. “A França era uma grande potência. Tinha meios militares. A arbitragem foi muito difícil
Depois de um longo trabalho de pesquisa no Itamaraty e em mais de 4 mil documentos franceses, o embaixador Affonso José Santos acredita que “talvez tenha sido o problema mais difícil do Brasil com uma grande potência”.
A França tinha a segunda maior marinha de guerra do mundo, depois do Império Britânico, e “Rio Branco de uma comissão francesa. Os franceses não aceitavam a fronteira no Rio Oiapoque. Queriam chegar ao Amazonas ou ao menos ao Araguari”, concluiu Santos.
“Havia todo um plano de invasão”, contou Santos. “O governador do Pará, Paes de Carvalho, teve três encontros com o ministro do Exterior francʼesque fez a ameaça de invadir. ‘Se a França vier, não nos encontrará sós’. A França deve ter termido a intervenção dos EUA.”
1898 é o ano em que os EUA se tornam uma potência imperial com a vitória sobre a decadente Espanha na Guerra Hispano-Americana, que levou à independência de Cuba, sob a tutela dos EUA, à ocupação de Porto Rico e à colonização das Filipinas.
Isso justificaria a decisão do Barão do Rio Branco de mudar o eixo da diplomacia brasileira de Londres para Washington, com a instalação da primeira embaixada brasileira no exterior, nos EUA, em 1905.
“Há um desconforto na diplomacia brasileira com Rio Branco e Joaquim Nabuco por causa das relações com os EUA”, comentou Ricupero. “O historiador francês Fustel de Coulanges dizia que o maior erro histórico é julgar o passado com os valores de hoje. O Brasil tinha fronteiras [nas Guianas] com três potências europeias e não tinha problemas com os EUA. A ameaça vinha de britânicos e franceses.”
No fim do século 19, nos primeiros anos da Repúbica, o Brasil era um país frágil, recém-pacificado depois das revoltas contra a abolição da monarquia, com sérios problemas financeiros, que seriam resolvidos no governo Campos Sales (1898-1902). Não tinha condições de enfrentar a França, que conquistara Indochina e grande parte do Norte da África.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Brasil precisa negociar com mundo inteiro sem discriminação
Seria importante resgatar a proposta original do bloco, o regionalismo aberto, onde um grupo de países que se une para ter voz mais forte e maior poder de barganha em negociações e foros internacionais. A Venezuela de Maduro atrapalha, mas de que servem Mercosul, Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), se não forem capazes de negociar uma transição pacífica na Venezuela?
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Itamaraty recomenda levar dinheiro em espécie para a Grécia
Os saques em caixas eletrônicos estão limitados a 60 euros por dia para os gregos. Estrangeiros podem sacar além deste limite, mas os caixas podem ficar sem dinheiro.
Os cartões de crédito e débito são aceitos normalmente. A Grécia não pode parar, assim os comerciantes estão aceitando diferentes formas de pagamento.
Em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, recomendou aos turistas que forem à Grécia neste verão que levem em mãos todo o dinheiro necessário para as férias.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Tragédia no Nepal matou mais de 3,2 mil
Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.
Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.
No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.
Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.
"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."
Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.
Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.
sábado, 26 de julho de 2014
Chanceler Figueiredo explica posição do Brasil
Muito agradeço sua mensagem, pois me permite dar explicações ao amigo de tantos anos, a quem sempre respeitei e respeitarei. Sinto muito ter causado ofensa, pois isto jamais foi minha intenção. Peço sua paciência para arrolar algumas considerações:
- Em nota do dia 17 deste mes o Itamaraty condenou tanto os ataques de foguetes pelo Hamas contra Israel, quanto o ataque desproporcional israelense a Gaza, mantendo nossa postura de equilíbrio e reclamando o cessar fogo imediato e a solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo em paz e segurança;
Você me conhece e sabe que não sou dado a radicalismos. Nem teria por que fazê-lo com relação a Israel. O Brasil é um belo exemplo de como as comunidades de origem judaica e árabe convivem em paz e harmonia. Acho apenas que criticar as ações de um governo não quer dizer criticar um país ou um povo. Não aceito que essas coisas se confundam. Tenho muitos amigos de origem judaica que são críticos do atual governo israelense, e em termos muito duros. Nem por isso suas críticas são consideradas ofensas.
Eu agradeço muito sua franqueza e respeito suas colocações. Peço ao amigo que também aceite as explicações que dou. Muito longe de mim ofender amigos tão queridos como meus amigos judeus. Muito menos, ofender uma pessoa como você. Mas quero ter o direito de discordar respeitosamente do governo israelense, quando for o caso, sem que isso seja lido como uma ofensa a todo um povo. A morte de um número elevado de mulheres, crianças e idosos é uma perda para todos, pouco importa sua origem.
Um abraço muito afetuoso,
Luiz Figueiredo
Embaixador Israel Klabin critica o Itamaraty
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Dilma não mostra interesse em política externa
Em matéria publicada ontem nO Globo para a qual dei entrevista, critiquei a pouca importância que a presidente dá a questões externas, desperdiçando o capital político acumulado com o ativismo da política externa de Lula e Celso Amorim.
