Mostrando postagens com marcador Tragédia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tragédia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mais de cem imigrantes morrem na pior tragédia do ano no Mediterrâneo

Um navio com cerca de 300 refugiados e imigrantes clandestinos naufragou hoje a nove quilômetros da costa da Líbia quando tentava cruzar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. Cerca de 150 pessoas estão desaparecidas, provavelmente mortas. Foi a pior tragédia do ano no Mediterrâneo, declarou o alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, o diplomata italiano Filippo Grandi.

Outros 137 imigrantes foram resgatados pela Marinha da Líbia e colocados em centros de detenção na cidade de Khoms, situada a 120 quilômetros a leste da capital líbia, Trípoli. Esses centros de detenção são considerados degradantes por organizações não governamentais que tentam ajudar os imigrantes. 

A maior parte dos náufragos resgatados era da Eritreia, mas também havia palestinos e sudaneses a bordo, informou o almirante Ayub Kacem, porta-voz da Marinha líbia. A equipe da organização não governamental Médicos sem Fronteiras na Líbia estima que houvesse 400 pessoas a bordo.

No Twitter, o alto comissário da ONU pediu a reinício das patrulhas de salvamento no Mediterrâneo, o fechamento dos centros de detenção de refugiados e imigrantes na Líbia e a abertura de canais para que eles deixem a Líbia com segurança. Meu comentário:
NOTA: os dados sobre número de viajantes, mortos e resgatados com vida foram atualizados no texto, mas não vi necessidade de refazer a gravação.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Aligátor mata criança de dois anos na Disney

Um aligátor americano, o maior dos crocodilos, matou uma criança de dois anos ontem à noite num hotel do complexo turístico Disney World, em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. O menino brincava na beira de um lago artificial quando foi atacado e arrastado para dentro d'água. O pai entrou no lago e brigou com o animal, sem conseguir evitar a morte do filho.

A Disney fechou todas as praias do lago. Mais de 50 homens, inclusive mergulhadores, participam da operação de busca. Depois de tantas horas, não há mais esperança de encontrar a criança viva, admitiu o chefe da polícia local, Jerry Demings.

Cerca de 1,5 milhão de aligatores vivem na Flórida. Zoólogos observaram que eles não costumam atacar seres humanos, mas uma criança de dois anos pode ser confundida com um pequeno mamífero como um coelho. A família, de cinco pessoas, do estado de Nebraska, passava as férias na Disney.

Em 45 anos de operação da Disney na região, onde mantém o maior parque de diversões do mundo, foi o primeiro ataque de aligator. Na África, são frequentes os ataques de crocodilos a seres humanos.

À 1h45 pela hora local (2h45 em Brasília), o corpo do menino, identificado como Lane Graves, foi encontrado pelos mergulhadores.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Crise dos refugiados tende a se agravar

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está concentrando esforços para assumir o controle de uma estrada estratégica da Síria. A manobra pode deflagrar a fuga de milhões de refugiados de áreas controladas pela ditadura de Bachar Assad.

Os jihadistas do Estado Islâmico estão a cerca de 35 da rodovia M5, descrita pelo jornal britânico The Independent on Sunday como a "espinha dorsal do regime de Assad". Se as forças do EI tiverem sucesso, milhões de pessoas podem querem fugir do país, engrossando a massa de refugiados em busca de asilo político na União Europeia.

Depois de quatro anos e meio de guerra, a situação da ditadura de Bachar Assad é cada vez mais instável. Em março, a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e outros grupos extremistas muçulmanos conquistaram Idlibe, no Noroeste da Síria.

O Estado Islâmico tomou em maio a cidade histórica de Palmira, onde destruiu vários templos. Em 6 de agosto, tomou a cidade majoritariamente cristã de Kariatain. Desde então, o EI tomou duas cidades próximas da M5, enquanto fracassaram os esforços do Exército para retomar Kariatain.

Mais da metade dos 17 milhões de sírios está em fuga dentro e fora do país, reportou Patrick Cockburn, autor de A Origem do Estado Islâmico - o fracasso da guerra ao terror e a ascensão jihadista.

Com o avanço do EU, aumenta o risco para os 2,6 milhões de alauítas, a seita heterodoxa xiita que domina a política da Síria desde os anos 1960s, os 2,2 milhões de curdos, os 2 milhões de cristãos e cerca de 650 mil drusos, além dos árabes sunitas aliados do Egito.

Se estas minorias fugirem em massa, o número de refugiados no exterior, hoje de cerca de 4,5 milhões, pode dobrar rapidamente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados declarou que a Síria "se tornou a maior fonte de refugiados do mundo, posição ocupada pelo Afeganistão durante três décadas."

A atual crise migratória é a chegada da guerra civil da Síria à Europa, observa a Rede Integrada de Informações Regionais, um serviço de notícias do Gabinete da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.

Como a Rússia tem na Síria sua única base naval no Mar Mediterrâneo, se nega a aceitar a exigência da Europa e dos Estados Unidos de que Assad seja afastado do poder. O atual regime faria parte da solução, mas não o ditador, responsável maior pela guerra civil.

O governo Vladimir Putin está enviado mais armas e equipamentos, e não descarta o envio de soldados à Síria. A República Islâmica do Irã também sustenta Assad com armas e milícias xiitas, especialmente o grupo radical libanês Hesbolá (Partido de Deus).

Nos últimos dias, chocado com a chegada do cadáver do menino Aylan al-Kurdi numa praia do Mar Egeu, na Grécia, o mundo se perguntou quem o matou. Os responsáveis são a guerra civil na Síria, o ditador Bachar Assad e a omissão da sociedade internacional, incapaz de conter a maior tragédia humanitária em andamento.

Enquanto não acabar a guerra civil na Síria, os refugiados vão chegar a Europa. Vivos ou mortos.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Tragédia no Nepal matou mais de 3,2 mil

Dois dias depois do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que arrasou a capital, Catmandu, e a região central do Nepal, as autoridades anunciaram na manhã desta segunda-feira que o número de mortos passa de 3,2 mil. Outras 6 mil pessoas estão feridas. A dimensão total da tragédia ainda está longe de ser conhecida, observa o jornal The New York Times.

Cerca de 40% do país foram atingidos, avaliaram as Nações Unidas. Além das equipes de resgate para tentar salvar soterrados, as prioridades são água potável, alimentos, medicamentos, roupas, agasalhos e barracas para os desabrigados.

Com a destruição de templos e prédios públicos, os sobreviventes têm dificuldade para encontrar abrigo na capital. Todas as construções foram abaladas. Podem desabar num tremor secundário mais forte. No Monte Everest, o mais alto do mundo, os abalos ameaçam provocar novas avalanches como as que mataram pelo menos 17 montanhistas.

No interior do Nepal, especialmente na área mais próxima do epicentro, a 80 km a noroeste de Catmandu, o acesso é muito difícil. A pobreza e a deficiência do país o tornam totalmente dependente neste momento da ajuda externa de grandes potências como os Estados Unidos, a China e a Índia.

Em Catmandu, uma área usada para paradas e cerimônias militares se transformou num enorme acampamento onde os flagelados chegam com travesseiros, colchões e alguns pertences que conseguiram salvar. Muitos se concentram ao redor da Torre Dharahara, um dos pricipais símbolos da cidade, que desabou.

"Não temos para onde ir", desabafou Mohamed Khalil, que tentava se esquentar ao redor de uma fogueira com um grupo de uns dez homens ao lado das ruínas da torre. "Não temos roupa, não temos comida, não temos remédios e não sabemos se poderemos voltar para nossas casas."

Situado sobre uma falha geológica onde a placa tectônica da Índia se chocou com a da Eurásia formando a Cordilheira do Himalaia há 55 milhões de anos, o Nepal é sacudido com frequência por terremotos. Este foi o maior dos últimos 80 anos.

Centenas de estrangeiros tentam deixar o país, mas o aeroporto de Catmandu dá prioridade aos aviões que levam ajuda de emergência. Até agora, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não soube de nenhum brasileiro morto ou ferido no terremoto.

domingo, 15 de março de 2015

Guerra civil síria faz quatro anos sem expectativa de paz

Faz quatro anos hoje que a violenta repressão da ditadura de Bachar Assad às manifestações da Primavera Árabe deflagrou a mais sangrenta guerra civil em andamento hoje no mundo. Desde 15 de março de 2011, mais de 220 mil pessoas foram mortas e mais de 11 milhões - mais da metade da população - fugiram de suas casas no país antes conhecido como Síria.

Cerca de 3,9 milhões de sírios se refugiaram no exterior, principalmente no Líbano, na Turquia e na Jordânia. Mais de 12 milhões de sírios precisam de ajuda de emergência. É a maior tragédia humanitária no mundo.

A ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante levou a guerra civil síria para o Iraque no ano passado. Quase todos os grupos em luta na Síria são acusados de crimes de guerra, mas as maiores atrocidades estão sendo cometidas pelo Estado Islâmico, que ameaça erradicar os cristãos e outros grupos étnicos e religiosos que não compactuem com sua versão extremista do islamista.

Com suas execuções espetaculares e por recrutar e média mil voluntários ocidentais por mês, o Estado Islâmico passou a ser vista como uma ameaça maior ao Ocidente, embora seja responsável por cerca de 3% do total de mortos no conflito sírio.

Ao bombardear sua própria população em áreas dominadas por rebeldes, o governo Assad mata muito mais e cometeu vários crimes de guerra contra populações civis desarmadas, inclusive ataques com armas químicas. Como passou a ser visto como mal menor, os Estados Unidos e a Europa, que acusavam o ditador de ter perdido a legimitidade para governar o Iraque, já admitem negociar com ele.

Nesses quatro anos, por quatro vezes o veto da China e da Rússia, a pretexto de evitar uma intervenção militar como a que derrubou Muamar Kadafi na Líbia, paralisou a ação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. As duas grandes potências autoritárias se negaram a condenar a Síria. Afinal, dão-se o direito de se massacrar os seus próprios povos.

Até mesmo a ajuda humanitária internacional só chegou a zonas rebeladas recentemente por causa do desacerto no Conselho de Segurança da ONU. Essa inação agravou o conflito, radicalizando a ponto da rebeldes lutarem entre si. O governo Assad perdeu o controle sobre o país e só a partir de setembro, com os bombardeios dos EUA contra o Estado Islâmico, retomou a iniciativa militar no Norte do país.

domingo, 29 de março de 2009

Ruptura de barragem mata ao menos 91 na Indonésia

Subiu para 91 hoje o total de mortos pela explosão de uma barragem na sexta-feira perto de Jacarta, a capital da Indonésia. Mais de cem pessoas continuam desaparecidas e presumivelmente estão mortas.

A barragem se rompeu depois de chuvas torrenciais, provocando uma verdadeira tsuname que arrastou casas, causou uma inundação-relâmpago, e abriu uma cratera profunda e longa no meio de uma das regiões de maior densidade populacional do mundo.

Embora as cheias sejam comuns nesta época do ano que é a estação chuvosa na Indonésia, o colapso da barragem indica negligência, falta da manutenção e incompetência administrativa. Junto com a corrupção, elas compõem o quadro político que leva a uma tragédia desta magnitude.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tumulto em templo mata 168 na Índia

Um boato sobre queda de um muro provocou tumulto e correria durante uma festa religiosa hindu num templo de difícil acesso, situado dentro de um forte perto da cidade de Jodpur, no estado do Rajastão, no Noroeste da Índia. Pelo menos 168 pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas.

Mais de 25 mil devotos tentatam chegar ao templo Chamunda Devi, do século 15, que fica no Forte Mehrangarh, no alto de uma montanha, quando a tragédia ocorreu. Houve um barulho, empurra-empurra, pânico e correria. A polícia só chegou depois para socorrer os feridos.

Os mortos e feridos foram levados para um hospital em Jodpur.

Era o primeiro dia da Navaratri (literalmente, Nove Noites, em sânscrito), uma festa religiosa hindu de nove dias.