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sábado, 15 de abril de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Abril

 NAUFRÁGIO DO TITANIC

    Em 1912, às 2h20, duas horas e meia depois de bater num iceberg, o navio transatlântico Titanic afunda no Norte do Oceano Atlântico a cerca de 640 quilômetros da Terra Nova, no Canadá, no naufrágio mais famoso da história. 

O Titanic, um dos maiores e mais luxuosos navios de passageiros da história, é um projeto do construtor de navios William Pirrie fabricado em Belfast, hoje capital da Irlanda do Norte, com 270 metros de comprimento.

O caso é dividido em 16 compartimentos estanques. Como quatro destes compartimentos poderiam se encher d'água sem desestabilizar o navio, o Titanic é considerado insubmersível.

Ao sair do porto de Southampton, na Inglaterra, em 10 de abril, na sua primeira viagem transatlântica, o Titanic passa perto do navio New York, dando um susto nos passageiros que estavam no convés.

Depois de escalas em Cherbourg, na França, e em Queenstown, na Irlanda, com 2,2 mil passageiros e tripulantes a bordo, segue a todo o vapor rumo a Nova York. Pouco antes da meia-noite de 11 de abril, o Titanic bate num iceberg que rompe cinco compartimentos do casco, que se enchem d'água e desestabilizam o navio.

Como os compartimentos não são fechados em cima, os outros compartimentos se enchem d'água. A proa afunda e ergue a popa até uma posição quase vertical. O Titanic se parte ao meio e afunda às 2h20. Cerca de 1,5 mil pessoas afundam junto ou morrem de frio nas águas geladas do Atlântico Norte.

Uma hora e 20 minutos depois, o navio Carpathia resgate os sobreviventes que estão em botes salva-vidas. Outro navio, o Californian, está a cerca de 30 km do Titanic na hora do acidente, mas não ouve os pedidos de socorro porque o operador do rádio não está trabalhando.

Em reação ao naufrágio, em 2013, é realizada a primeira Convenção Internacional para Segurança da Vida no Mar. As novas regras exigem que todo navio tenha botes salva-vidas para todas as pessoas a bordo e faça rádio-escuta 24 horas por dia. Uma Patrulha Internacional do Gelo passa a monitorar os icebergs no Atlântico Norte.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 21 de Novembro

 EDISON LANÇA O FONÓGRAFO

    Em 1877, Thomas Alva Edison, um dos maiores inventores de todos os tempos, com mais de mil patentes, anuncia a invenção do fonógrafo, o primeiro aparelho para gravar e reproduzir o som.

Edison desenvolve uma de suas principais invenções ao tentar criar uma forma de gravar ligações telefônicas de seu laboratório no Parque Menlo, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

A invenção do fonógrafo deu fama mundial a Edison, o Gênio do Parque Menlo. Ele morre aos 84 anos, em 1931, depois de registrar 1.093 patentes.

NAVIO-IRMÃO DO TITANIC AFUNDA

    Em 1916, irmão do Titanic, naufraga no Mar Egeu e causa a morte de 30 pessoas. Mais de mil pessoas são salvas.

Depois da tragédia do Titanic, em 14 de abril de 1912, a empresa White Star Line faz mudanças na fabricação de um navio-irmão. Primeiro, muda o nome de Gigantic para Britannic. O casco muda para ser menos vulnerável a icebergs. Passa a ser obrigatório ter botes salva-vidas suficientes para todos, o que não havia no Titanic.

O navio de luxo, com 50 mil toneladas, o maior do mundo, lançado em 1914, é requisitado pelo governo britânico para servir como navio-hospital durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando faz cinco viagens levando feridos para o Reino Unido.

Em mais uma dessas viagens, uma violenta explosão atinge o Britannic perto do Golfo de Atenas às 8h12. Menos de meia hora depois, o capitão Charlie Bartlett manda evacuar o navio, que afunda às 9h07. Cerca de 1,1 mil passageiros e tripulantes se salvam. 

ELLA FITZGERALD GANHA NOITE DOS AMADORES

    Em 1934, aos 17 anos, a jovem Ella Fitzgerald sobe ao palco do Teatro Apolo, no bairro negro do Harlem, em Nova York, por sorte, depois de ter o nome sorteado num chapéu, e ganha a Noite dos Amadores.

O sonho era ser bailarina. Ao decidir cantar naquele dia, em vez de dançar, inicia uma carreira que a torna uma lenda da música popular norte-americana.

Ella nasce em Newport, na Virgínia, em 25 de abril de 1917 e fica órfã aos 15 anos. É humilhada, espancada e estuprada pelo padrasto. Deprimida, abandona a escola no ensino médio e vive sob a tutela do estado de Nova York quando vai ao teatro com duas amigas.

"Botamos nossos nomes. Nunca imaginamos que seria sorteada", conta mais tarde à Rádio Pública Nacional.

Com medo de não estar à altura das bailarinas da apresentação anterior, Ella fica petrificada. Então, decide cantar The Object of My Affection. Na segunda tentativa, com o apoio do apresentador Ralph Cooper, o teatro vem abaixo. Nasce uma estrela.

Seu primeiro grande sucesso é A-Tisket A-Tasket, de 1938. Nos anos 1940 e 1950, ela se torna uma lenda do jazz.

Ao longo de 69 anos de carreira, Ella Fitzgerald ganha 14 prêmios Grammy e a Medalha Nacional das Artes.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 15 de Abril

NAUFRÁGIO DO TITANIC

    Em 1912, às 2h20, duas horas e meia depois de bater num iceberg, o navio transatlântico Titanic afunda no Norte do Oceano Atlântico a cerca de 640 quilômetros da Terra Nova, no Canadá, no naufrágio mais famoso da história. 

O Titanic, um dos maiores e mais luxuosos navios de passageiros da história, é um projeto do construtor de navios William Pirrie fabricado em Belfast, hoje capital da Irlanda do Norte, com 270 metros de comprimento.

O caso é dividido em 16 compartimentos estanques. Como quatro destes compartimentos poderiam se encher d'água sem desestabilizar o navio, o Titanic é considerado insubmersível.

Ao sair do porto de Southampton, na Inglaterra, em 10 de abril, na sua primeira viagem transatlântica, o Titanic passa perto do navio New York, dando um susto nos passageiros que estavam no convés.

Depois de escalas em Cherbourg, na França, e em Queenstown, na Irlanda, com 2,2 mil passageiros e tripulantes a bordo, segue a todo o vapor rumo a Nova York. Pouco antes da meia-noite de 11 de abril, o Titanic bate num iceberg que rompe cinco compartimentos do casco, que se enchem d'água e desestabilizam o navio.

Como os compartimentos não são fechados em cima, os outros compartimentos se enchem d'água. A proa afunda e ergue a popa até uma posição quase vertical. O Titanic se parte ao meio e afunda às 2h20. Cerca de 1,5 mil pessoas afundam junto ou morrem de frio nas águas geladas do Atlântico Norte.

Uma hora e 20 minutos depois, o navio Carpathia resgate os sobreviventes que estão em botes salva-vidas. Outro navio, o Californian, está a cerca de 30 km do Titanic na hora do acidente, mas não ouve os pedidos de socorro porque o operador do rádio não está trabalhando.

Em reação ao naufrágio, em 2013, é realizada a primeira Convenção Internacional para Segurança da Vida no Mar. As novas regras exigem que todo navio tenha botes salva-vidas para todas as pessoas a bordo e faça rádio-escuta 24 horas por dia. Uma Patrulha Internacional do Gelo passa a monitorar os icebergs no Atlântico Norte.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mais de cem imigrantes morrem na pior tragédia do ano no Mediterrâneo

Um navio com cerca de 300 refugiados e imigrantes clandestinos naufragou hoje a nove quilômetros da costa da Líbia quando tentava cruzar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. Cerca de 150 pessoas estão desaparecidas, provavelmente mortas. Foi a pior tragédia do ano no Mediterrâneo, declarou o alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, o diplomata italiano Filippo Grandi.

Outros 137 imigrantes foram resgatados pela Marinha da Líbia e colocados em centros de detenção na cidade de Khoms, situada a 120 quilômetros a leste da capital líbia, Trípoli. Esses centros de detenção são considerados degradantes por organizações não governamentais que tentam ajudar os imigrantes. 

A maior parte dos náufragos resgatados era da Eritreia, mas também havia palestinos e sudaneses a bordo, informou o almirante Ayub Kacem, porta-voz da Marinha líbia. A equipe da organização não governamental Médicos sem Fronteiras na Líbia estima que houvesse 400 pessoas a bordo.

No Twitter, o alto comissário da ONU pediu a reinício das patrulhas de salvamento no Mediterrâneo, o fechamento dos centros de detenção de refugiados e imigrantes na Líbia e a abertura de canais para que eles deixem a Líbia com segurança. Meu comentário:
NOTA: os dados sobre número de viajantes, mortos e resgatados com vida foram atualizados no texto, mas não vi necessidade de refazer a gravação.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Restos do Titanic chileno são encontrados 95 anos após naufrágio

Exploradores submarinos encontraram o casco do navio a vapor Itata, conhecido como o Titanic chileno, que naufragou há 95 anos no litoral norte do Chile com 400 pessoas a bordo. Foi o pior acidente marítimo da história chilena, com 374 mortos.

A descoberta do Itata é resultado de anos de trabalho, explicou um dos líderes do projeto, o biólogo e documentarista Carlos Cortés. O local do naufrágio,  ocorrido em 28 de agosto de 1922, foi identificado semanas atrás por uma equipe da Universidade Católica do Norte (UCN) e por Matthias Gorny, especialista em veículos operados remotamente.

No primeiro momento, nada foi encontrado. "A história mudou dias depois, quando imagens enviadas por um robô submarino de uma profundidade de 200 metros confirmou que a expedição estava sobre os restos do navio", contou Cortés, citado pelo jornal chileno La Tercera.

O diretor de pesquisas da Faculdade de Ciências Marinhas da UCN espera que a descoberta do Titanic chileno ajude a incentivar estudos de arqueologia submarina, história, antropologia, química e biologia marinha.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Quase 5 mil migrantes morreram no Mediterrâneo em 2016

A crise dos migrantes e refugiados das guerras no Oriente Médio saiu das manchetes, mas continua matando. Desde o início do ano, o total de mortos em naufrágios no Mar Mediterrâneo chegou a 4.752, enquanto 175 mil conseguiram realizar a travessia.

O problema foi discutido mais uma vez hoje em Bruxelas pelos líderes da União Europeia, sem que tenha sido encontrada uma solução. Na discussão sobre de quem é a culpa pela tragédia humanitária, a agência europeia de patrulhamento de fronteiras Frontex acusou organizações não governamentais como Save the Children (Salve as Crianças) e Médicos sem Fronteiras (MsF) de estimular o tráfico humano por atuarem muito perto da costa da Líbia.

Em muitos casos, os traficantes embarcam os refugiados e migrantes em embarcações precárias, avisam as guardas costeiras europeias e as ONGs e abandonam seus passageiros em pleno mar.

Desde a morte de mais de mil pessoas numa semana, a UE mudou de atitude e passou a tentar resgatar ativamente as embarcações à deriva e os náufragos. Neste ano, o total de mortos aumentou 25%, mas não sensibilizou os europeus. Há uma rejeição generalizada a imigrantes e refugiados, especialmente muçulmanos, vistos como terroristas em potencial.

Na Alemanha, que recebeu quase 1 milhão de refugiados, a medida abalou a popularidade da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel e provocou a criação de um novo partido de ultradireita, Alternativa para a Alemanha, contrário à política de migração e à união monetária europeia. Outros governos, sob a pressão de populistas de extrema direita, se recusam a aceitar uma cota de refugiados proporcional à população.

Mais de 5 milhões de pessoas fugiram da Síria por causa da guerra civil deflagrada pelo regime terrorista de Bachar Assad contra seu próprio povo. A vitória na Batalha de Alepo, com o apoio da Rússia, do Irã e de milícias xiitas iranianas, iraquianas e libanesas, pode ser o inicio do fim da guerra. Como o ditador foi o principal responsável pela matança e a maioria da população síria é sunita, justamente o alvo das forças governistas, o fim da fuga para a Europa é improvável.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Total de migrantes mortos no Mediterrâneo no ano chega a 3,8 mil

É um triste recorde. O total de migrantes e refugiados mortos em naufrágios no Mar Mediterrâneo tentando chegar à Europa desde o início do ano chegou a 3,8 mil, anunciaram hoje as Nações Unidas. Pouco mais de dois meses antes do fim do ano, o total supera as 3.771 mortes registradas em 2015.

Ao apresentar os números, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados observou que o número de mortes aumentar, apesar da redução do número de refugiados e migrantes que tentam fazer a travessia rumo à Europa.

No ano passado, mais de um milhão tentaram entrar ilegalmente na União Europeia, enquanto neste ano foram cerca de 330 mil até agora. Em 2016, houve uma morte para cada 88 pessoas que conseguiram chegar no continente europeu.

"Na rota central do Mediterrâneo, entre a Líbia e a Itália, a taxa de mortalidade é ainda mais elevada, de uma morte para cada 47 que chegam à Europa", declarou o porta-voz do ACNUR, William Spindler. É a rota mais perigosa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Centenas de migrantes morrem em naufrágio na costa do Egito

Um barco sobrecarregado com 450 a 600 migrantes afundou ontem no Mar Mediterrâneo a 12 quilômetros do litoral do Egito. Centenas de pessoas morreram afogadas. A Guarda Costeira salvou 163 pessoas e recolheu 51 corpos. Quatro tripulantes foram presos sob a acusação de tráfico de seres humanos, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Os imigrantes vinham da Síria, do Egito e de outros países africanos. Com o acordo entre a União Europeia e a Turquia para contar a onda de migrantes e refugiados que tentam entrar na Europa, a principal rota terrestre está bloqueada.

Assim, o Mediterrâneo voltou a ser principal toda da onda migratória. A Organização Internacional para Migrações estima que mais de 200 mil migrantes tentaram chegar à Europa pelo mar. Cerca de 3 mil morreram afogadas no primeiro semestre de 2016.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mais de 3 mil migrantes morreram neste ano no Mar Meditarrâneo

Mais de 3 mil migrantes morreram em 2016 até 24 de julho na tentativa de atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa, anunciou ontem a Organização Internacional para as Migrações (OIM). No mesmo período no ano passado, foram registradas 1.917 mortes.

O total de migrantes e refugiados que entraram no continente foi de 249.854 e deveria passar de 250 mil em horas, com a chegada à Itália de mais náufragos resgatados no Mediterrâneo. O aumento do número de mortes é atribuído ao maior fluxo de migrantes e alguns dias em maio em que mil pessoas morreram afogadas.

Em maio, houve naufrágios de dois grandes barcos, um dos 500 mortes e outro com 250. Assim o total superou 3 mil mortes mais cedo. Pelo terceiro ano seguido, mais de 3 mil migrantes e refugiados morreram em tragédias no mar.

"Apesar do patrulhamento constante e crescente do Mediterrâneo, tem sido extremamente difícil reduzir o número de vítimas. Às vezes, alguns poucos naufrágios causam centenas de mortes", lamentou o porta voz da OIM em Roma, Flavio di Giacomo.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mais de 10 mil migrantes morreram no Mediterrâneo desde 2014

Desde 2014, mais de 10 mil migrantes morreram em naufrágios no Mar Mediterrâneo quando tentavam chegar à União Europeia, declarou ontem em Genebra, na Suíça, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Foram 3,5 mil mortes em 2014, 3.771 em 2015 e 2.814 desde o início de 2016, revelou o porta-voz da ONU, classificando esses números como "horríveis". Desde sábado, não foi registrado nenhum naufrágio.

Mais de 200 mil migrantes e refugiados chegaram à Europa neste ano pelo mar, na Grécia, Chipre ou Espanha. A maioria dos refugiados vem das guerras civis na Síria, no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Prefeita de Paris anuncia criação de campo de refugiados

Quem visitou Paris recentemente notou o grande número de refugiados pedindo ajuda e dormindo nas ruas da capital da França. Hoje a prefeita socialista Anne Hidalgo anunciou a criação de um centro para acolher refugiados "dentro de um mês a um mês e meio".

O campo de refugiados, explicou a prefeita, vai "abrigar pessoas que chegam sem recursos". A Prefeitura está "examinando diferentes locais para que, sem maior atraso, o mais rapidamente possível, possamos colocá-los à disposição".

Pelo menos 880 migrantes morreram afogados no mar Mediterrâneo na semana passada, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

880 migrantes morreram na semana passada no Mediterrâneo

Pelo menos 880 migrantes morreram afogados na semana passada no Mar Mediterrâneo, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. O governo da Itália afirmou ter salvo ao menos 14 mil migrantes.

A agência da ONU chegou a este número depois de interrogar sobreviventes que saíram da Líbia tentando chegar à Itália, noticiou a televisão francesa.

"Os traficantes estão enchendo barcos que ma; têm condições de enfrentar o mar e em muitos casos não servem para enfrentar a travessia. Tão logo saem do porto, chamam os navios de resgate para resgatá-los", informou o porta-voz do ACNUR, Wiliam Spindler.

A maioria dos que saem da Líbia são migrantes econômicos da África e não refugiados das guerras no Oriente Médio, declarou o ministro do Exterior da Itália em entrevista à televisão americana CNN.

O total de mortos aumentou em 2016. Desde 1º de janeiro deste ano, houve pelo menos 2.510 mortes, superando os 1.855 do mesmo período no ano passado

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Centenas de migrantes naufragam no Mar Mediterrâneo

Cerca de 400 migrantes, a maioria da Somália, estão desaparecidos depois que quatro barcos naufragaram ao tentar fazer a travessia do Egito para a Europa, revelou hoje o presidente da Itália, Sergio Mattarella, citado pela agência Euronews.

Mais de 100 náufragos foram resgatados, declarou o embaixador somaliano no Cairo.

Com a chegada da primavera, aumentou o número de embarcações com refugiados e imigrantes no Mediterrâneo. O pico deve ser entre junho e agosto, obrigando as guardas costeiras europeias a uma vigilância permanente, apesar da decisão da União Europeia de não recebê-los se não fizerem os procedimentos legais de pedido de asilo no exterior.

No ano passado, quase 4 mil pessoas morreram na tentativa desesperada da chegar à Europa. A Somália vive em estado de anarquia e guerra civil desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Jogador de handebol do Afeganistão e família morrem no Mediterrâneo

Mais uma tragédia com nome e sobrenome em meio a tantos náufragos anônimos no Mar Mediterrâneo. Zubair Aziz, jogador da seleção de handebol do Afeganistão, a mulher e o filho de um ano morreram afogados quando tentavam ir da Turquia para a Grécia como tantos outros refugiados.

Zubair Aziz com o filho
Aziz tinha 27 anos e jogava na seleção afegão de handebol há dez anos. Ele deixou Cabul no sábado, 17 de janeiro de 2015. Três dias depois, o barco onde ele e a família estavam afundou no Mar Mediterrâneo, revelou o presidente da Federação de Handebol do Afeganistão, Mohammad Youssaf Niazi, citado pela agência de notícias afegã Pajhwok.

Pelo menos 45 pessoas, sendo 17 crianças, morreram em naufrágios perto de duas ilhas da Grécia no leste do Mar Egeu nos últimos dias, tornando janeiro o mês com maior número de mortes de migrantes e refugiados no Mediterrâneo.

Um barco a vela de madeira afundou perto da ilha de Kalolymnos; 34 pessoas morreram, 26 foram salvas e há um número incerto de desaparecidos.

Outro barco de madeira, com 49 pessoas a bordo, naufragou depois de bater num rochedo perto da ilha de Farmakonisi; 41 pessoas se salvaram, mas seis crianças e duas mulheres morreram.

Em 2014, cerca de 160 mil afegãos pediram asilo na Europa. É o segundo país em número de refugiados, atrás apenas da Síria.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Mais de 400 pessoas desaparecem em naufrágio na China

Um barco atingido por um ciclone naufragou ontem no rio Yangtzé, no centro da China, com 458 pessoas a bordo. Pelo menos 18 pessoas foram salvas e cinco corpos foram resgatados. Mais de 400 pessoas estão desaparecidas. O capitão e o engenheiro da embarcação foram presos.

Como o navio emborcou, há esperança de que haja sobreviventes em bolsões de ar. A maioria dos passageiros era de turistas de 50 a 80 anos. Um sobrevivente contou que o barco perdeu a estabilidade depois que a água começou a entrar nos camarotes, revelou o jornal inglês The Guardian.

A embarcação Estrela do Oriente saiu da cidade de Nanquim, uma antiga capital do país, para Xunquim, e afundou na província de Hubei. De acordo com a agência oficial de notícias chinesa Nova China, o barco não estava superlotado e tinha coletes salva-vidas para todos os passageiros e tripulantes, mas uma senhora de 65 anos que foi resgatada estava sem foguete.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Capitão de ferryboat pega prisão perpétua na Coreia do Sul

O Tribunal de Justiça de Gwanju, na Coreia do Sul, sentenciou hoje à prisão perpétua por múltiplos homicídios o capitão Lee Joon Seok, responsável pelo naufrágio do ferryboat Sewol em 16 de abril de 2004, quando 304 pessoas morreram, na maioria estudantes de segundo grau, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A embarcação ia do porto de Incheon para a ilha turística de Jeju quando aconteceu o acidente. Lee, de 70 anos, mandou os passageiros ficarem onde estavam e foi um dos primeiros a serem resgatados, em vez de comandar a evacuação do navio.

"O capitão acabou prematuramente com as vidas dos estudantes e marcou as vidas dos pais para sempre", declarou o desembargador Seo Kyeong Hwan, que chorou ao ler a sentença. "Suas ações mancharam a imagem da Coreia do Sul e não podem ser justificadas sob quaisquer ciscunstâncias."

Um engenheiro foi absolvido em segunda instância da acusação de homicídio e teve a pena reduzida de 30 para 10 anos. As penas de outros 13 tripulantes foram reduzidas para um mínimo de um ano e meio e um máximo de 12 anos de cadeia.

Para um pai que perdeu o único filho, as penas para a tripulação foram suaves demais: "Todos foram responsáveis por abandonar as crianças, por isso mereciam sentenças mais pesadas." No julgamento em primeira instância, o capitão havia sido condenado a 36 anos de prisão.

O governo da Coreia do Sul pretende içar os restos do navio. A operação começa em setembro de 2015.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Europa vai repatriar maioria dos imigrantes ilegais

Sob pressão dos partidos de extrema direita, antiliberais e anti-imigrantes, a União Europeia vai oferecer asilo para apenas 5 mil refugiados. Deve repatriar a grande maioria dos imigrantes ilegais que se aventuram pelo Mar Mediterrâneo para chegar à Itália, Grécia ou Malta, 150 mil só em 2014 e mais de 36 mil até agora em 2015, quando pelo menos 1.750 morreram na travessia, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian.

Uma reunião de cúpula da emergência da UE discute hoje em Bruxelas um plano de dez pontos para enfrentar a crise, inclusive um reforço do patrulhamento naval e combate às máfias do tráfico humano, que terá o orçamento triplicado, informou a televisão pública britânica BBC. Mas a Europa não está disposta a aceitar este novo êxodo de miseráveis.

Entre as propostas, com o apoio da França, a Itália defende "esforços sistemáticos para identificar, capturar e destruir os barcos antes que sejam usados por traficantes". Os pescadores da Líbia, de onde sai a maior parte dos navios negreiros do século 21, podem ser prejudicados.

Pela lei europeia, refugiados de guerra têm direito a asilo político. Muitos fogem das guerras civis no Iraque e na Líbia, outros de países onde houve o colapso do Estado, como a Somália. Os outros devem ser considerados imigrantes econômicos, que não têm o direito de permanecer na Europa.

O problema ficou mais evidente com o fim do inverno no Hemisfério Norte, que encorajou traficantes humanos e suas vítimas a lotar barcos pesqueiros frágeis na esperança de atingir o eldorado europeu. No fim de semana passado, 800 pessoas morreram num único naufrágio.

Em 2014, a Operação Mare Nostrum (Nosso Mar), da Marinha da Itália, salvou cerca de 10 mil pessoas por mês a um custo de US$ 10 milhões mensais. Neste ano, cortou o orçamento dentro do programa de ajuste das contas públicas. Agora, espera ajuda de seus aliados da UE.

"Espero que nos próximos dias tenhamos um roteiro, um grande acordo sobre o que fazer", declarou ao chegar a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. "É uma questão dos valores europeus, de suprema importância."

Para o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, "as propostas são uma reciclagem do que ouvimos antes. A diferença agora é maior vontade política", sob impacto da tragédia. Nem tanto.

A duas semanas das eleições gerais, sob pressão do Partido da Independência do Reino Unido, o primeiro-ministro conservador britânico David Cameron, ofereceu dois barcos-patrulha e três helicópteros para socorrer os refugiados e imigrantes desde que sejam enviados a outro país. O oportunismo e a miopia política de olho no poder comprometem uma resposta conjunta europeia.

domingo, 19 de abril de 2015

Naufrágio no Mar Mediterrâneo deixa 700 desaparecidos

Cerca de 700 refugiados podem ter morrido afogados no naufrágio de um barco pesqueiro no Mar Mediterrâneo a 100 quilômetros da costa da Líbia, informou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Se a tragédia for confirmada, o total mortos nos últimos dez dias vai passar de mil.

De acordo com relatos dos 28 sobreviventes, o barco de 20 metros estava superlotado e enviou um pedido de socorro na noite de sábado para domingo. A Guarda Costeira da Itália mandou um navio mercante português para o local. Quando o navio se aproximou, os migrantes correram todos para o mesmo lado do pesqueiro e viraram o barco.

Dezessete embarcações foram para o local para tentar salvar os náufragos, inclusive navios de Malta, pesqueiros italianos e embarcações privadas. Conseguiram resgatar 28 sobreviventes.

"Eles são homens e mulheres como nós, nossos irmãos buscando uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas da guerra", lamentou o papa Francisco no sermão deste domingo no Vaticano. O papa pediu à sociedade internacional "uma reação rápida e decidida para que estas tragédias não se repitam".

Desde o início do ano, se as mortes foram confirmadas, o total vai chegar a 1,6 mil, o dobro do total de 2014, quando se estima que 280 mil migrantes entraram ilegalmente na União Europeia, sendo 170 mil pelo mar através da Itália.

O presidente da França, François Hollande, considerou o naufrágio "a pior catástrofe dos últimos anos no Mediterrâneo".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Capitão do navio Costa Concordia pega 16 anos de prisão

A Justiça da Toscana, na Itália, condenou há pouco o comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, a 16 anos de cadeia por provocar um acidente no mar que matou 32 pessoas, abandonar o navio e dar informações erradas sobre o que estava acontecendo, em janeiro de 2012.

Na ocasião, o capitão abandonou o navio durante a operação de salvamento do naufrágio e foi obrigado a voltar a bordo pela Guarda Costeira.

"Vá para bordo, capitão!", berrou um chefe da Guarda Costeira em gravação amplamente divulgada na época.

"Está muito escuro. Não dá para ver nada", respondeu Schettino.

"Vá para bordo, capitão. Quer ir para casa?"

domingo, 27 de abril de 2014

Primeiro-ministro da Coreia do Sul pede demissão

Diante da trágica morte de mais de 300 pessoas no naufrágio do ferryboat Sewol, em 16 de abril de 2014, o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Hong Won, pediu demissão hoje. A presidente Park Geun Hye aceitou o pedido.

Na semana passada, a presidente considerou criminosa a conduta do capitão e dos demais tripulantes. Eles não deram ordem para evacuar o navio. Mandaram os passageiros, na maioria estudantes secundaristas que participavam de uma excursão à ilha de Jeju, ficar onde estavam. Os mergulhadores encontraram vários corpos com sinais de que lutaram desesperadamente para fugir no último momento.

O capitão e os tripulantes também estiveram entre os primeiros a deixar o navio, que estaria sendo pilotado por um terceiro sem experiência de navegação em mar agitado. Só três barcos salva-vidas funcionaram.

Uma inspeção feita hoje em outro ferryboat da mesma empresa constatou problemas para prender os veículos transportados, falta de coletes salva-vidas e barcos salva-vidas defeituosos, uma negligência que pode ter sido a causa do acidente.

A Coreia do Sul talvez tenha sido o único país que venceu o subdesenvolvimento no século 20. A China estava a caminho, mas ainda tem grandes populações pobres. Mas a segurança do transporte naval na Coreia do Sul não mostra o mesmo nível de desenvolvimento da economia sul-coreana, competitiva em setores de ponta como automóveis e eletroeletrônica.