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quarta-feira, 9 de março de 2022

Conservador vence na Coreia do Sul com discurso contra China e Coreia do Norte

 O ex-procurador-geral Yoon Suk Yeol ganhou hoje a mais disputada eleição presidente da história democrática da Coreia do Sul com uma campanha crítica à China e à Coreia do Norte, o que tende a aumentar ainda mais o risco geopolítico neste momento de guerra da Rússia contra a Ucrânia. Ele também prometeu combater a corrupção e a desigualdade social.

Yoon, de 61 anos, do Partido do Poder Popular, conservador, obteve 48,6% dos votos contra 47,8% do ex-governador provincial Lee Jay Myung, de 57 anos, do Partido Democrata, que governou o país nos últimos cinco anos. 

A participação foi de 77,1%, quase igualando o recorde de 2017 (77,2%), quando os sul-coreanos escolhiam o substituto da presidente Park Geun Hye, afastada num processo de impeachment em que o novo presidente foi o principal acusador.

O atual presidente, Moon Jae In, foi o grande responsável pela retomada do diálogo com a Coreia do Norte e dos três encontros de cúpula entre o ditador Kim Jong Un e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas as negociações para desnuclearizar a Península Coreana não avançaram. A Coreia do Norte teria hoje entre 30 e 40 ogivas nucleares.

A ditadura stalinista de Pyongyang fez seis testes nucleares a partir de 9 de outubro 2006 e acelerou seu programa de armas atômicas desde que Kim Jong Un chegou ao poder, em dezembro de 2011, como sucessor do pai e do avô, num comunismo dinástico. O país mais fechado do mundo está sob sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e tem mais de 90% de seu comércio exterior com a China.

Entre as iniciativas para pacificar a península, Moon resolver não instalar no país sistemas de defesa antimísseis dos EUA, que mantêm forças militares na Coreia do Sul desde a Guerra da Coreia (1950-53). 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ex-presidente da Coreia do Sul pega 24 anos de cadeia por corrupção

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun Hye, afastada há um ano num processo de impeachment, foi condenada hoje a 24 anos de prisão e multa equivalente a R$ 57 milhões por coação, abuso de poder e corrupção. 

Junto com a amiga e confidente Choi Soon Il, ela conspirou para cobrar propina de grandes empresas sul-coreanas, inclusive da Samsung, a maior de todas, num total de US$ 40 milhões, cerca de R$ 135 milhões.

O Ministério Público denunciou Park por 31 crimes e pediu 30 anos de prisão e multa de US$ 120 milhões. Choi foi sentenciada a 20 anos de cadeia em fevereiro de 2018. Park, presa desde março de 2017, depois de uma série de manifestações de rua na Revolução à Luz de Velas, nega todas as acusações contra ela.

Filha do ditador Park Chung Hee (1961-79), Park Geun Hye foi a primeira mulher eleita presidente da Coreia do Sul e a primeira chefe de Estado a ser impedida num julgamento político. Pela lei sul-coreana, o impeachment precisa ser aprovado por dois terços da Assembleia Nacional e confirmado por dois terços da Suprema Corte.

Seu antecessor, Lee Myung Bak, está sendo processado por abuso de poder, aceitar propina, desfalque e evasão fiscal. Dois líderes anteriores foram condenados por traição e corrupção. Um pegou pena de morte, mas no fim ambos foram perdoados.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Herdeiro da Samsung pega cinco anos de cadeia por corrupção

O herdeiro, vice-presidente e ex-diretor-executivo da Samsung, a maior fabricante mundial de produtos eletroeletrônicos, Lee Jae Yong, foi condenado hoje a cinco anos de prisão no escândalo de corrupção que causou o impeachment da presidente Park Geun Hye, em março de 2017.

No processo, que durou seis meses, Lee foi acusado de pagar milhões de dólares em suborno, entre outros motivos, para obter aprovação das autoridades regulatórias para aquisições feitas pelo megaconglomerado, desvio de dinheiro, esconder bens no exterior, mentir sob juramento e obstrução de justiça.

O modelo capitalista sul-coreano criou megaempresas familiares, conhecidas como chaebol, que têm forte poder de pressão sobre o governo. A Samsung é uma empresa de US$ 300 bilhões.

Além de eletroeletrônicos, construção civil, estaleiros e indústria pesada, a Samsung tem hospitais, universidades e até parques de diversões na Coreia do Sul. É uma companhia intimamente ligada ao processo de desenvolvimento do país, um dos pouquíssimos a conseguir superar o subdesenvolvimento no século 20.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Defensor do diálogo com o Norte é eleito presidente da Coreia do Sul

Com mais de 41% dos votos de acordo com as pesquisas de boca de urna, o advogado liberal Moon Jae In foi eleito hoje presidente da Coreia do Sul, dois meses depois do impeachment da presidente Park Geun Hye, acusada de corrupção. Defensor do diálogo com a Coreia do Norte, ele está na contramão das políticas do governo Donald Trump, que advertiu que a "paciência estratégica" dos Estados Unidos acabou.

Moon, de 64 anos, é filho de refugiados da Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-53). Nasceu em janeiro de 1953, quando seus pais já estavam no Sul. Por isso, é a favor do diálogo e contra a instalação do Terminal de Defesa Aérea a Alta Altitude (THAAD), um projeto dos EUA.

Trata-se de um sistema de defesa antimísseis inicialmente orientado para a Coreia do Norte que a China considera capaz de alterar o equilíbrio de forças com os EUA num possível conflito futuro entre as superpotências. Desde o ano passado, o regime comunista chinês hostiliza a Coreia do Sul, principalmente em questões econômicas, prejudicando a atuação de empresas sul-coreanas no país.

O novo presidente deve tentar resgatar a "política do brilho do sol", iniciativa dos presidentes sul-coreanos liberais Kim Dae Jung (1998-2003) e Roh Moo Hyun (2003-8) para abrir um diálogo direto com a ditadura stalinista norte-coreana.

"A vitória esmagadora de hoje é o resultado do desejo desesperado do nosso povo por uma mudança de regime", declarou Moon ao festejar o resultado. "Vou realizar as duas principais tarefas desejadas pelo povo: reforma e unidade nacional.""

Além da estagnação econômica e da corrupção endêmica, Moon terá de enfrentar o desafio da Coreia do Norte, onde o jovem ditador Kim Jong Un acelerou os programas de desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis. Seu objetivo é produzir mísseis nucleares capazes de atingir o território americano.

Durante a transição, o presidente Barack Obama advertiu Trump de que a Coreia do Norte é hoje a maior ameaça à segurança nacional dos EUA. Com seu estilo agressivo, o novo presidente americano deixou claro que está pronto a fazer um ataque preventivo para destruir as instalações nucleares norte-coreanas.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, avisou que a "paciência estratégica" dos EUA acabou e o próprio Trump, em entrevista para marcar os cem primeiros dias de governo, alertou para o risco de um "grande conflito com a Coreia do Norte".

A maior retaliação do Norte seria contra a Coreia do Sul e possivelmente contra o Japão, os dois maiores aliados dos EUA no Leste da Ásia. Sua artilharia convencional é capaz de arrasar Seul, onde vive metade da população sul-coreana, estimada em 50 milhões de pessoas.

Sob pressão de inimigos e aliados, Moon já pediu aos EUA e à China maior participação nas ações diplomáticas para desarmar a crise na última fronteira da Guerra Fria. Entende que a Coreia do Sul estava marginalizada pelo vácuo de poder criado em Seul pelo impeachment da presidente Park Geun Hye.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Coreia do Sul elege presidente dois meses após impeachment

A Coreia do Sul vota nesta terça-feira para escolher um novo presidente dois meses depois do impeachment de Park Geun Hye, a primeira mulher a ocupar o cargo no país. 

O favorito é o liberal Moon Jae In, um advogado defensor dos direitos humanos derrotado por Park na eleição presidencial de 19 de dezembro de 2012 por 52% a 48%. Ele é a favor do diálogo com a Coreia do Norte.

Park é filha do general Park Chung Hee, o ditador que governou a Coreia do Sul de 1961 a 1979, quando foi assassinado. Foi o período em que o país se reergueu depois da devastadora Guerra da Coreia (1950-53) e educou sua população para se tornar uma das poucas nações a vencer o subdesenvolvimento no século 20.

Desde 1960, a renda média por habitante aumentou 20 vezes para cerca de US$ 40 mil por ano pelo critério de paridade do poder de compra, o que deixa a Coreia do Sul em 30º lugar no mundo. O Brasil é o 80º na lista do FMI, com US$ 15.242 por pessoa.

Um novo golpe de Estado, em dezembro de 1979, levou ao poder outro general Chun Doo Hwan, que caiu com a democratização da Coreia do Sul, depois de uma grande onda de protestos liderados por estudantes, em 1987. Na época, as forças de segurança sul-coreanas usavam trajes inspirados pelo sinistro personagem Darth Vader, da série Guerra nas Estrelas.

Com a divisão das oposições, a primeira eleição presidencial democrática da história da Coreia do Sul, em 1987, foi vencida pelo general Roh Tae Woo, aliado de Chun no golpe de dezembro de 1979.

Trinta anos depois da democratização, um milhão de sul-coreanos voltaram a sair às ruas em massa para exigir a destituição da presidente Park Geun Hye, denunciada por corrupção e abuso de poder. Ela teria passado segredos de Estado a uma amiga a confidente, Choi Soon Sil, que subornou e extorquiu os grandes conglomerados industriais do país. Vai acompanhar a eleição do sucessor na cadeia.

Por 234 a 56, a Assembleia Nacional aprovou o impeachment da primeira mulher a presidir a Coreia do Sul, num caso comparado ao da presidente Dilma Roussef no Brasil. O vice-presidente, herdeiro e diretor executivo da Samsung, hoje a maior empresa de eletroeletrônicos do mundo, Lee Jae Yong, está preso. É o equivalente a Marcelo Odebrecht na Coreia do Sul, mas relativamente muito mais poderoso.

Há uma diferença importante. A Constituição da Coreia do Sul exige a ratificação do processo de impeachment pelo Supremo Tribunal. Os oito juízes foram unânimes em referendar o julgamento político da Assembleia Nacional.

O escândalo revelou os problemas da democracia do país, a corrupção endêmica, a sensação de que as elites se beneficiam da máquina do Estado. A Coreia do Sul tem um dos melhores níveis educacionais do mundo, 99% completaram o segundo grau, mas há 3,5 milhões de graduados em cursos superiores desempregados.

Enquanto o índice de desemprego geral da economia estava em 3,1% em março, entre os jovens subia para 11,3%.

Em uma pesquisa realizada em 44 países do Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos, a Coreia do Sul foi o único onde a maioria respondeu que subir na vida depende de conhecer as pessoas certas, em vez dos próprios méritos.

A ansiedade é maior entre os jovens. Só 20% estão satisfeitos com os rumos do país, em contraste com 40% entre quem tem mais de 50 anos, sem falar na ameaça existencial da Coreia do Norte na era de Donald Trump na Casa Branca.

Por causa da instalação do Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude, um sistema antimísseis desenvolvido pelos EUA para controlar a Coreia do Norte que pode ser usado contra a China, a China está hostilizando a Coreia do Sul em várias frentes, especialmente econômicas.

Os EUA, que mantêm uma presença militar no país desde a Guerra da Coreia, hoje de 28 mil soldados, ainda são a garantia de segurança para os sul-coreanos. Trump quer cobrar por isso.

Moon, do Partido Democrático, tem 40% das preferências nas pesquisas numa eleição em turno único, seguido por Ahn Cheol Soo, do Partido Popular, que fez fortuna como empresário de software, e Hong Jun Pyo, do Partido Liberal (conservador), ambos em torno de 20%.

O novo presidente chegará à Casa Azul em meio à estagnação econômica da Coreia do Sul, à aceleração do programa nuclear da Coreia do Norte na era Trump, que promete agir, e à crescente hostilidade da China.

Se as urnas confirmarem a previsão das pesquisas, Moon promete criar 810 mil empregos no setor públicos e em serviços sociais e 500 mil no setor privado com um "ecossistema econômico inovador". Vai aumentar o salário mínimo para 10 mil wons por hora, cerca de R$ 28. É a favor do diálogo com a Coreia do Norte, o que pode entrar em choque com a política de confrontação do governo Trump.

Ahn também quer reformar as megaempresas familias conhecidas como chaebóis. Promete investir 19 bilhões de wons (R$ 52 bilhões) para formar 100 mil jovens empresários no setor de alta tecnologia.

Hong falou em crescimento de 3% ao ano (no primeiro trimestre, ficou em 2,7% ao ano) e em 1,1 milhão de empregos, dos quais 50 mil em pequenas e médias empresas de alta tecnologia. Não mexeria na estrutura empresarial do país.

Depois de uma década de governos conservadores, Moon promete uma "mudança de regime", a começar pelo combate à corrupção das elites, a reforma dos chaebóis e o fim da "presidência imperial". Mas foi vago sobre a redução dos poderes do próximo imperador, que deve ser ele mesmo.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Supremo confirma impeachment da presidente da Coreia do Sul

Em decisão unânime, o Supremo Tribunal de Justiça da Coreia do Sul confirmou há pouco o impeachment da presidente Park Geun Hye, afastada em dezembro de 2016 pela Assembleia Nacional por abuso de poder e corrupção. Uma nova eleição presidencial será realizada em 60 dias.

Na sentença, o Supremo considerou o escândalo de corrupção "um grave atentado contra o espírito da democracia e o Estado de Direito".

A primeira mulher a presidir a Coreia do Sul foi condenada por extorsão, suborno e abuso de poder. Uma amiga e confidente da agora ex-presidente se valeu da amizada com Park para extorquir grandes empresas, inclusive a Samsung, cujo presidente está preso.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Supremo da Coreia do Sul decide amanhã impeachment da presidente

O Supremo Tribunal de Justiça da Coreia do Sul vai anunciar amanhã se aprova o impeachment da presidente Park Geun Hye, afastada desde dezembro pela Assembleia Nacional sob as acusações de abuso de poder, corrupção e tráfico de influência.

Se Park for afastada definitivamente, uma nova eleição presidencial será realizada em 60 dias. O país está sob forte pressão da China, que não aceita a instalação de um sofisticado sistema americano de mísseis antimísseis em território sul-coreano.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Justiça da Coreia do Sul nega prisão de herdeiro da Samsung

Um tribunal distrital do centro de Seul rejeitou hoje um pedido do Ministério Público da Coreia do Sul, para prender Lee Jae Yong, herdeiro e principal executivo da empresa de eletroeletrônicos Samsung, acusado de pagar propina, mentir sob juramento e apropriação indébita.

Em sua decisão, o juiz disse ter dificuldade em "ver a razão, a necessidade e a adequação de uma prisão nesta etapa". Assim, Lee vai continuar solto durante a investigação.

A Samsung é acusada de pagar 43 bilhões de wons, a moeda sul-coreana, cerca de US$ 36 milhões, dentro do escândalo de corrupção que levou ao pedido de impeachment da presidente Park Geun Hye. Sua amiga e confidente usou a intimidade com a presidente para extorquir dinheiro das grandes empresas sul-coreanas.

Depois da aprovação do impeachment na Assembleia Nacional, no mês passado, o Supremo Tribunal da Coreia do Sul tem seis meses para confirmar ou não o afastamento da presidente.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Parlamento da Coreia do Sul aprova impeachment da presidente

Por 234 a 56 votos, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou hoje o impeachment da presidente Park Geun Hye, acusada de corrupção e tráfico de influência por causa de negócios escusos de uma amiga e confidente.

O afastamento definitivo da presidente precisa referendado nos próximos seis meses por dois terços ou seis dos nove ministros do Supremo Tribunal da Coreia do Sul.

Choi Soon Sil, amiga de Park, usou a intimidade com a presidente para obter dinheiro junto a grandes empresas sul-coreanas, inclusive a Samsung e a Hyundai. O escândalo, conhecido como Choisoonsilgate, levou milhões de sul-coreanos às ruas nas maiores manifestações de protesto desde a democratização do país, em 1988.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Presidente da Coreia do Sul admite renunciar

Em meio a um escândalo de corrupção e tráfico de influência, com milhões protestando há um mês e meio nas ruas das grandes cidades da Coreia do Sul, a presidente Park Geun Hye admitiu hoje deixar o poder e pediu à Assembleia Nacional que encontre uma solução constitucional para a mudança de governo.

Num pronunciamento surpreendente em rede nacional de televisão, Park pediu desculpas, mas não renunciou, numa manobra para ganhar tempo, na opinião de seus acusadores. Mas deixou claro que não tem mais condições de governar o país.

"Vou entregar meu futuro ao Parlamento, inclusive uma redução do meu mandato",  declarou a presidente sul-coreana. "Se os partidos do governo e da oposição fizerem um plano para minimizar a confusão na administração pública e transferência segura do poder, vou deixar a Presidência, de acordo com os devidos procedimentos legais."

Seu discurso desestabilizou momentaneamente a oposição, que pretende iniciar um processo de impeachment na Assembleia Nacional. O julgamento político pode durar meses. Para destituir a presidente, são necessários 200 votos, dois terços do parlamento sul-coreano.

Park é acusada de favorecer uma amiga e confidente que usou a intimidade com a presidente para pedir dinheiro de grandes empresas sul-coreanas como a Samsung para seus projetos pessoais.

Se a presidente for impedida, o primeiro-ministro assume interinamente até a eleição de um novo presidente, em 60 dias.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Coreia do Sul revista sede da Samsung em investigação de corrupção

Em meio a um escândalo de corrupção capaz de levar ao impeachment da presidente Park Geun Hye, procuradores da Coreia do Sul revistaram hoje as sedes da empresa eletroeletrônica Samsung e do fundo de pensão estatal do país, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A suspeita é que a Presidência pressionou o fundo a apoiar um plano de fusão da companhia em 2015 em troca de favores concedidos a Choi Soon Sil, uma amiga pessoal da presidente denunciada no fim de semana passado por corrupção ao usar sua relação com Park para obter dinheiro de empresas para seus projetos.

O Ministério Público da Coreia do Sul está interrogando vários altos executivos da Samsung, inclusive o vice-presidente, Lee Jae Yong, que deve ser promovido a diretor-presidente.

Ao mesmo tempo, o governo sul-coreano aprovou uma proposta aceitando que os partidos de oposição apontem uma comissão independente para investigar o escândalo envolvendo a presidente. A oposição decidiu iniciar um processo de impeachment para afastar Park, que tem hoje apenas 5% de aprovação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Oposição vai pedir impeachment da presidente da Coreia do Sul

Os três partidos de oposição com deputados na Assembleia Nacional da Coreia do Sul decidiram hoje iniciar um processo de impeachment contra a presidente conservadora Park Geun Hye, acusada de corrupção, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O Partido Democrático, o maior da oposição, criou uma comissão de alto nível para lutar pelo afastamento da presidente, enquanto os dois menores, o Partido da \justiça e o Partido Popular aderiram formalmente ao movimento pelo impeachment.

Pela Constituição de Coreia do Sul, a presidente só pode ser processada pelo Supremo Tribunal por traição. A abertura de um julgamento político da presidente exige a maioria absoluta da Assembleia Nacional, de 300 deputados. Para o afastamento definitivo, são necessários dois terços ou 200 votos.

O escândalo de tráfico de influência envolve a líder xamânica Choi Soon Sil, filha de Choi Tae Min, o suposto mentor da presidente Park. Choi Soon Sil teria usado sua proximidade com a presidente para pressionar empresas sul-coreanas a financiar fundações e instituições supostamente não lucrativas.

Quando a relação suspeita foi revelada, começou uma onda de manifestações que chegou a levar 1 milhão de pessoas às ruas de Seul, a capital da Coreia do Sul, nos maiores protestos da história do país. A popularidade da presidente caiu a 5% e a praticamente zero entre os jovens.

Depois de três décadas de democracia e de ter se tornado um país desenvolvido, a Coreia do Sul é o país com a Internet mais rápida do mundo e tem o maior número de telefones inteligente por habitante do planeta. Mas ainda sofre com o nepotismo e a burocracia no setor público, as relações promíscuas entre os políticos e os grandes conglomerados econômicos, e com uma cultura que preza laços familiares e regionais. Tudo isso contribui para a corrupção institucionalizada.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Coreia do Norte testa mísseis balísticos

Em mais um desafio ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Coreia do Norte testou hoje dois mísseis balísticos. Horas depois de um primeiro lançamento fracassado, o regime comunista de Pionguiangue disparou um segundo míssil, afirmou o ministro da Defesa do Japão, Gen Nakatani, citado pela agência Reuters.

De acordo com militares do Japão e da Coreia do Sul, o foguete teleguiado norte-coreano percorreu uma distância de 400 quilômetros e atingiu uma altitude de mil km. Esses números indicam progresso no programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte. O objetivo é desenvolver um míssil nuclear, capaz de transportar uma bomba atômica.

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, o ministro da Defesa do Japão e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, denunciaram o teste como mais uma provocação do regime stalinista de Kim Jong Un, que persegue ativamente um míssil com capacidade nuclear.

Um diplomata do Ministério do Exterior da China, maior aliada da Coreia do Norte, declarou que Pionguiangue deve evitar fazer qualquer coisa que aumente a tensão na Península Coreana.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Coreia do Norte prende estudante dos EUA

Sob a acusação de cometer um "ato hostil" com a intenção de "destruir a unidade nacional", o regime comunista da Coreia do Norte prendeu no início do ano um estudante universitário dos Estados Unidos, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC citando a agência oficial norte-coreana.

O estudante Otto Frederick Warmbier, de 21 anos, da Universidade da Virgínia, é o terceiro cidadão ocidental detido atualmente pela ditadura stalinista norte-coreana. Foi preso em 2 de janeiro no aeroporto de Pionguiangue quando se preparava para embarcar para a China.

Hoje a presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, pediu o reinício das negociações de paz na região. Convocou EUA, China, Japão e Rússia, mas excluiu a Coreia do Norte.

domingo, 27 de abril de 2014

Primeiro-ministro da Coreia do Sul pede demissão

Diante da trágica morte de mais de 300 pessoas no naufrágio do ferryboat Sewol, em 16 de abril de 2014, o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Hong Won, pediu demissão hoje. A presidente Park Geun Hye aceitou o pedido.

Na semana passada, a presidente considerou criminosa a conduta do capitão e dos demais tripulantes. Eles não deram ordem para evacuar o navio. Mandaram os passageiros, na maioria estudantes secundaristas que participavam de uma excursão à ilha de Jeju, ficar onde estavam. Os mergulhadores encontraram vários corpos com sinais de que lutaram desesperadamente para fugir no último momento.

O capitão e os tripulantes também estiveram entre os primeiros a deixar o navio, que estaria sendo pilotado por um terceiro sem experiência de navegação em mar agitado. Só três barcos salva-vidas funcionaram.

Uma inspeção feita hoje em outro ferryboat da mesma empresa constatou problemas para prender os veículos transportados, falta de coletes salva-vidas e barcos salva-vidas defeituosos, uma negligência que pode ter sido a causa do acidente.

A Coreia do Sul talvez tenha sido o único país que venceu o subdesenvolvimento no século 20. A China estava a caminho, mas ainda tem grandes populações pobres. Mas a segurança do transporte naval na Coreia do Sul não mostra o mesmo nível de desenvolvimento da economia sul-coreana, competitiva em setores de ponta como automóveis e eletroeletrônica.

domingo, 20 de abril de 2014

Presidente sul-coreana acusa tripulação de assassinato

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, considerou assassinato a ação do comandante e da tripulação no naufrágio de um navio carregado de estudantes secundaristas, informou hoje a rede de televisão americana CNN. Quatro pessoas foram presas.

Com mais corpos resgatados do casco do ferryboat naufragado na semana passada quando ia do porto de Inchon para a ilha de Jeju, sobe para 64 o total de mortos no acidente; 238 pessoas ainda estão desaparecidas. A esperança de encontrar mais gente viva é mínima.

A gravação dos momentos que antecederam o naufrágio revela caos e confusão na cabine de comando. No primeiro momento, os passageiros foram aconselhados a ficar onde estavam. Só meia hora depois o capitão ordenou a evacuação do ferryboat. Como o barco virou rapidamente, a recomendação acabou aumentando o número de mortos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Naufrágio deixa 300 desaparecidos na Coreia do Sul

Mais de 300 pessoas, a maioria estudantes do ensino médio que iam para uma colônia de férias, estão desaparecidas desde o naufrágio de um ferryboat que ia do porto de Inchon para a ilha de Jeju, no Sudoeste da Coreia do Sul com 447 pessoas a bordo. Pelo menos 164 náufragos foram resgatados do mar gelado. Seis mortes foram confirmadas.

Hoje à tarde, pelo horário brasileiro, uma mãe contou ter recebido um pedido de ajuda do filho por mensagem de texto de telefone. Várias pessoas estariam presas com vida no casco semissubmerso.

Cerca de 160 mergulhadores da Marinha e da Guarda Costeira da Coreia do Sul participam da operação de resgate, mas o mau tempo e as fortes correntes marinhas prejudicam o trabalho.

"Não podemos esmorecer", declarou a presidente Park Geun Hye. "Temos de fazer o melhor para resgatar cada dos passageiros e estudantes que não conseguiram sair do navio."

terça-feira, 8 de abril de 2014

Austrália e Coreia do Sul fazem acordo de livre comércio

No fim de uma visita de dois dias a Seul, o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, assinaram hoje um acordo de livre comércio, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

É o décimo-primeiro acordo de livre comércio firmado pela Coreia do Sul.

Com produto interno bruto de US$ 1,542 trilhão, a Austrália é a 12ª maior economia do mundo. A Coreia do Sul é a 15ª, com PIB de US$ 1,15 trilhão.