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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Governo Ortega matou 11 manifestantes no fim de semana

Forças leais ao governo Daniel Ortega atacaram manifestantes na capital e em duas províncias da Nicarágua no fim de semana, matando pelo menos 11 pessoas, o que eleva para 25 o total de mortos desde terça-feira passada. Treze países da América Latina, inclusive o Brasil, pediram a desmobilização dos grupos paramilitares que apoiam o regime.

Em Manágua, paramilitares atacaram no sábado estudantes entrincheirados na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (UNAN) e os perseguiram até dentro da Igreja da Divina Misericórdia. Três estudantes foram mortos.

No domingo, a polícia investiu contra estudantes que armaram barricadas da Resistência Cívica de Masaya, a Cidade das Flores, berço da Revolução Sandinista, e também nas cidades de Diriá, Niquinohomo e Catarina, denunciaram o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manágua, Silvio José Báez, e grupos de defesa dos direitos humanos.

Embora o Exército da Nicarágua afirme que seu armamento está sob controle, no fim de semana, tanto a polícia quanto os paramilitares usaram armas de guerra como fuzis de assalto, lançadores de granadas e lançadores de foguetes de uso exclusivo das Forças Armadas, noticiou o jornal La Prensa.

“É uma carnificina”, desabafou Álvaro Leiva, porta-voz da Associação de Direitos Humanos da Nicarágua. “Para todos os que estão nestas cidades, en vos imploro que fujam, se protejam e salvem suas vidas”, pediu o bispo auxiliar de Manágua, fazendo um apelo: “Vamos evitar mais mortes.”

Ortega era um dos nove comandantes da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que derrubou a ditadura de Anastasio Somoza Debayle em 19 de julho de 1979. Foi chefe do governo revolucionário e, em 1984, eleito presidente. Em 1990, perdeu a reeleição para Violeta Chamorro.

Ele voltou ao poder em 2007 em aliança com o ex-presidente corrupto Arnoldo Alemán, que chegou a ser preso, um indigno representante da oligarquia somozista contra a qual lutara como guerrilheiro na juventude. Hoje, Ortega é comparado a Somoza.

Para se eternizar no poder, Ortega mudou a composição da Corte Suprema e alterou a Constituição para permitir a reeleição sem limites. Com a ajuda dos petrodólares do regime chavista da Venezuela, conseguia realizar programas sociais. A crise econômica venezuelana secou a fonte.

A revolta começou em 19 de abril, com protestos de rua contra uma reforma da Previdência Social que aumentava as contribuições e diminuía as aposentadorias e pensões. Diante da brutalidade da repressão, agora o Movimento 19 de Abril exige a saída imediata de Daniel Ortega e da vice-presidente Rosaria Murillo, sua mulher, a antecipação das eleições de 2021 e uma investigação internacional para apurar as responsabilidades por cerca de 370 mortes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Prefeitura de Paris abre espaço na Internet para homenagear vítimas

A Prefeitura de Paris abriu seu sítio na Internet para mensagens, fotos e vídeos em homenagem às vítimas dos atentados terroristas da sexta-feira, 13 de novembro, que devem enviadas com a hashtag #noussommesunies para o endereço eletrônico noussommes@paris.fr

O Clémi (Centro de Ligação do Ensino e das Mídias de Informação), um órgão ministerial, publicou na Internet a produção de alunos de 150 escolas sobre a onda de terror na capital da França. São desenhos, poemas, artigos, fotos e vídeos.

"Hoje, não se compreende mais nada. Ou se dorme mal ou não se dorme. Choramos todas as vítimas", escreveram Alice, Andjelina, Artur e seus colegas, concluindo: "Cresceremos e resistiremos."

O total de mortos em Paris subiu hoje para 130.

domingo, 9 de novembro de 2014

Mexicanos tocam fogo no Palácio Nacional

Cerca de 10 mil manifestantes protestaram contra o desaparecimento de 43 estudantes no México  ontem à noite o Palácio Nacional. Um pequeno grupo mais radical tentou invadir o prédio e tocou fogo num portão. O presidente Enrique Peña Nieto não mora no palácio e não estava lá.

Também houve protestos em Chilpancingo diante da sede do governo do estado de Guerrero, onde os estudantes foram sequestrados por policiais e mortos por traficantes de drogas, que queimaram os corpos e jogaram os restos num rio.

Os protestos aumentaram depois de comentários do procurador-geral mexicano interpretados como uma minimização da importância da tragédia.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ex-prefeito é preso no México por desaparecimento de estudantes

O ex-prefeito de Iguala José Luis Abarca e sua mulher, conhecidos como o casal real, foram presos ontem de manhã na Cidade do México depois de fugir desde setembro, informou hoje a agência de notícias Associated Press citando como fontes funcionários dos serviços de segurança mexicanos.

Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.

Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.

A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Ataque a ônibus lança dúvida sobre trégua do Boko Haram

Uma bomba explodiu ontem numa estação rodoviária na cidade de Azare, no estado de Bauchi. Além de matar cinco pessoas e feriu outras 12, suscitou dúvidas sobre o acordo de cessar-fogo anunciado pelo governo da Nigéria com a promessa de que 219 adolescentes sequestradas há seis meses seriam libertadas.

O ataque foi atribuído à milícia terrorista muçulmana Boko Haram (Não à educação ocidental), responsável pelo sequestro das meninas, que luta para criar um califado na Nigéria.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Governador de Hong Kong denuncia interferência estrangeira

Sem acusar nenhum país diretamente, o governador regional de Hong Kong, Leung Chung-ying, denunciou hoje a participação de "forças externas" na onda de manifestões pela democracia no território. Desde 28 de setembro de 2014, um movimento estudantil defende a realização de eleições diretas para governador em 2017.

"Não vou entrar em detalhes, mas não é um movimento totalmente interno", alegou Leung, seguindo a orientação do regime comunista da China, que se nega a fazer qualquer concessão democrática para evitar reivindicações em outras regiões do país, e insinua que os Estados Unidos e a Europa fomentam os protestos.

O líder do movimento estudantil, Joshua Wong, de apenas 17 anos, reagiu com ironia: "Minhas ligações com o exterior se limitam a um telefone celular sul-coreano, um computador americano e meu Gundam japonês", referindo-se a uma série de desenhos animados. "Com certeza, é tudo fabricado na China."

Já o presidente da Federação dos Estudantes de Hong Kong, Alex Chow, cobrou do governador a apresentação de provas para embasar a acusação. Uma nova reunião de diálogo está marcada para terça-feira. Mais uma vez, parece uma jogada do governador para ganhar tempo, apostando no esvaziamento das manifestações.

No fim de semana, houve confrontos entre manifestantes e a polícia. Mais de 20 pessoas saíram feridas e pelo menos quatro foram presas.

Hong Kong era uma colônia britânica estabelecida com base no Tratado de Nanquim, de 1842, que pôs fim à Primeira Guerra do Ópio (1839-42). Quando foi devolvida, em 1997, a República Popular da China, comunista, se comprometeu a manter o regime capitalista e as liberdades democráticas durante pelo menos 50 anos, com a fórmula "um país, dois sistemas", formulada pelo falecido líder Deng Xiaoping tendo em vista a reintegração de Taiwan.

Pela Lei Básica, uma espécie de Constituição de Hong Kong, o próximo governador deve ser eleito diretamente pelo povo. Quando o regime comunista chinês indicou a determinação de vetar candidatos, os protestos populares começaram.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Hong Kong suspende diálogo com estudantes

O vice-governadora da região autônoma de Hong Kong, na China, Carrie Lam, suspendeu hoje o diálogo com os estudantes que exigem eleição direta para governador em 2017, previsto para começar amanhã, sob a alegação de que eles não desobstruíram as ruas da ex-colônia britânica que ocupam há duas semanas.

"As bases para um diálogo construtivo foram minadas", alegou a vice-governadora. "É impossível uma reunião construtiva amanhã." Diante da ruptura, as organizações estudantis convocaram a população a sair às ruas e se juntar às manifestações de protestos.

Diante da determinação do regime comunista chinês de não fazer qualquer concessão à democracia, o governo de Hong Kong tenta ganhar tempo, apostando no esvaziamento dos protestos, informa o jornal local South China Morning Post.

domingo, 5 de outubro de 2014

Governador de Hong Kong exige fim dos protestos

Depois de pequenos conflitos entre manifestantes e a polícia, o governador de Hong Kong, Leung, Chun-ying, ordenou aos manifestantes que exigem autonomia na província autônoma da China que desmanchem seus acampamentos e saiam das ruas até segunda-feira.

Apesar dos apelos para evitar a violência, houve conflitos e provocações de agentes chineses num distrito onde moram muitos chineses de outras regiões.

O movimento liderado por estudantes protesta contra a decisão do governo central de Beijim de vetar candidatos a governador de Hong Kong nas primeiras eleições diretas na "região administrativa especial", previstas para 2017. Eles prometem desbloquear as ruas, mas pretendem continuar com as manifestações.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Naufrágio deixa 300 desaparecidos na Coreia do Sul

Mais de 300 pessoas, a maioria estudantes do ensino médio que iam para uma colônia de férias, estão desaparecidas desde o naufrágio de um ferryboat que ia do porto de Inchon para a ilha de Jeju, no Sudoeste da Coreia do Sul com 447 pessoas a bordo. Pelo menos 164 náufragos foram resgatados do mar gelado. Seis mortes foram confirmadas.

Hoje à tarde, pelo horário brasileiro, uma mãe contou ter recebido um pedido de ajuda do filho por mensagem de texto de telefone. Várias pessoas estariam presas com vida no casco semissubmerso.

Cerca de 160 mergulhadores da Marinha e da Guarda Costeira da Coreia do Sul participam da operação de resgate, mas o mau tempo e as fortes correntes marinhas prejudicam o trabalho.

"Não podemos esmorecer", declarou a presidente Park Geun Hye. "Temos de fazer o melhor para resgatar cada dos passageiros e estudantes que não conseguiram sair do navio."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Universitários protestam em Caracas contra morte de estudante

Universitários de duas instituições de ensino superior da Venezuela protestam em vários pontos de Caracas contra a morte de um estudante na manifestação de ontem contra o governo Nicolás Maduro. Ao todo, três pessoas morreram.

O governo reagiu denunciando uma ameaça de golpe. Maduro aumentou a repressão, proibiu manifestações não autorizadas e decretou a prisão do líder oposicionista Leopoldo López.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cem mil lutam por educação pública no Chile

Cerca de 100 mil pessoas saíram hoje às ruas de Santiago para lutar por uma educação pública de qualidade, numa das maiores manifestações de protestos dos últimos anos no Chile. Houve confrontos com a polícia. Mais de 270 pessoas foram presas.

Há dois meses, os estudantes chilenos realizam passeatas para exigir mais dinheiro público para a educação. A marcha começou pacificamente, mas, no fim da manifestação, jovens encapuzados armaram barricadas nas ruas e enfrentaram a polícia como nos tempos da ditadura do general Augusto Pinochet.

Um ano depois do acidente que acabou com o resgate espetacular de 33 mineiros, a popularidade do presidente conservador Sebastián Piñera caiu a seu menor nível. Ele foi o primeiro chefe de Estado de direita eleito no Chile desde 1958 e o primeiro direitista a dirigir o país desde a queda da ditadura do general Pinochet, em 1990.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Polícia ataca manifestantes em Barcelona

A polícia de Barcelona atacou hoje manifestantes que ocupavam há duas semanas a Praça da Catalunha para protestar contra a crise política, o desemprego e os partidos políticos da Espanha. Pelo menos 121 pessoas saíram feridas, sendo 37 policiais.

O país tem a maior taxa de desemprego da União Europeia, de 21%, que chega a 40% entre os jovens. Eles se sentem impotentes e questionam até que ponto é o mercado e não a democracia que governa o país.

A desculpa oficial é que a praça precisa ser esvaziada para a possível festa da vitória do Barcelona amanhã, na final da Liga dos Campeões da Europa.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Manifestantes enfrentam polícia na Grécia

Pelo terceiro dia seguido, milhares de jovens enfrentaram a polícia da Grécia, acusada pela morte, no sábado, de um adolescente de 15 anos.

A violência foi maior em Atenas, onde centenas de estudantes atacaram a polícia, carros e prédios com bombas incendiárias. Também houve confronto em Tessalônica, a segunda maior cidade grega, no porto de Pireu e nas ilhas de Creta e Corfu, num total de 11 cidades.

Em Atenas, até a árvore de Natal de praça central da cidade foi queimada.

O governo direitista do partido Nova Democracia, do primeiro-ministro Kostas Karamanlis, tem maioria de apenas um voto no parlamento e está sob forte pressão da esquerda para renunciar.

Para quarta-feira, há uma greve geral de 24 horas convocada pelos sindicatos e o Partido Comunista em protesto contra a reforma da Previdência