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domingo, 9 de novembro de 2014

Mexicanos tocam fogo no Palácio Nacional

Cerca de 10 mil manifestantes protestaram contra o desaparecimento de 43 estudantes no México  ontem à noite o Palácio Nacional. Um pequeno grupo mais radical tentou invadir o prédio e tocou fogo num portão. O presidente Enrique Peña Nieto não mora no palácio e não estava lá.

Também houve protestos em Chilpancingo diante da sede do governo do estado de Guerrero, onde os estudantes foram sequestrados por policiais e mortos por traficantes de drogas, que queimaram os corpos e jogaram os restos num rio.

Os protestos aumentaram depois de comentários do procurador-geral mexicano interpretados como uma minimização da importância da tragédia.

sábado, 8 de novembro de 2014

Estudantes sequestrados foram mortos e queimados no México

Os 43 estudantes normalistas sequestrados em 26 de setembro de 2014 pela polícia de Iguala, no estado de Guerrero, foram entregues a gangues de traficantes de drogas que os mataram e queimaram os corpos, revelou ontem o procurador-geral da República, Jesus Murillo Karam.

As vítimas eram estudantes de um escola normal em Ayotzinapa, um tipo de escola do tempo da Revolução Mexicana que ensinava ideias marxistas e revolucionária. Insatisfeitos com a falta de financiamento, eles iam para uma manifestação de protesto na vizinha cidade de Iguala quando foram sequestrados.

Três pistoleiros detidos pela polícia confessaram ter assassinado um grande número de pessoas. O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, foram presos no início da semana na Cidade do México sob suspeita de serem os mandantes da chacina.

Os restos mortais ficaram tão irreconhecíveis que terão de ser enviados para exames de DNA no exterior. Só assim poderão ser identificados.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ex-prefeito é preso no México por desaparecimento de estudantes

O ex-prefeito de Iguala José Luis Abarca e sua mulher, conhecidos como o casal real, foram presos ontem de manhã na Cidade do México depois de fugir desde setembro, informou hoje a agência de notícias Associated Press citando como fontes funcionários dos serviços de segurança mexicanos.

Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.

Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.

A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.

sábado, 11 de outubro de 2014

Onde está Kim Jong Un?

O mistério sobre o desaparecimento do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, se tornou mais intrigante ontem, quando o dirigente máximo do regime mais fechado do mundo não apareceu numa cerimônia em homenagem a seu pai e seu avô numa data nacional importante. Há suspeitas de golpe de Estado.

Kim não é visto em público desde 3 de setembro de 2014. Seu nome não estava na lista dos convidados do Palácio do Sol Kamsusuan para a festa dos 69 anos do Partido dos Trabalhadores da República Popular Democrática da Coreia do Norte, o nome oficial do partido comunista norte-coreano.

É sua maior ausência desde que apareceu em público pela primeira vez em 2010. Houve boatos de que teria machucada o tornozelo e não gostaria de ser visto com uma tala de gesso para não manchar a aura de invencibilidade alimentada pelo culto da personalidade de caráter stalinista. Mas muitas vezes os regimes comunistas usaram no passado supostos problemas de saúde para justificar a queda de dirigentes que caíram em desgraça.

Kim Jong Un é líder supremo da Coreia do Norte desde dezembro de 2011, quando morreu seu pai, Kim Jong Il.

domingo, 13 de abril de 2014

Boeing da Malásia foi pilotado como avião caça

O Boeing 777 do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, foi pilotado como um avião de caça. Para não ser detectado pelos radares, subiu até perto de 14 mil metros de altitude e depois voou em alta velocidade a apenas 1,5 mil metros do solo, informaram investigadores malasianos citados anonimamente pelo jornal inglês The Sunday Times.

A alegação alimenta a hipótese de que o avião tenha sido desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim por alguém da tripulação, com capacidade técnica para controlar a aeronave, informou o jornal International Business Times.

Como o jornal local New Straits Times noticiou que o copiloto, Farik Abdul Hamid, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing foi desviado da rota. Uma das possibilidades é que o piloto Zaharie Ahmad Shah tenha se trancado na cabine depois de uma saída do copiloto, que então teria tentado avisar as autoridades.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Avião chinês observa objeto suspeito no Oceano Índico

Uma tripulação da Força Aérea da China enxergou "objetos suspeitos" no Oceano Índico que podem ser destroços do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines desaparecido há 15 dias, quando ia da capital da Malásia, Kuala Lumpur, para a da China, Beijim, com 239 pessoas a bordo, informou a agência oficial de notícias Nova China.

É a primeira vez que algum objeto é visto a olho nu na busca pelo avião. A conferir, se é mesmo do Boeing.

Mais cedo, a França revelara que um de seus satélites também detectou imagens que podem ser do avião sumido.

O desaparecimento do voo MH370 é um desses mistérios que parecem impossíveis na era da informação. Alguém mudou a rota e desligou todos os equipamentos de comunicação de bordo do avião, não se sabe por quê.

A última especulação é que o avião poderia ter descido para baixa altitude, como indicam alguns radares, talvez por causa de um acidente capaz de prejudicar a pressurização da cabine e o fornecimento de oxigênio. Com todos os passageiros e tripulantes dormindo, em estado letárgico, o Boeing teria seguido em voo cego até acabar o combustível e mergulhar no Oceano Índico.

Se for confirmado que o Boeing desapareceu onde está sendo procurado, no Sul do Oceano Índico, seguia em direção à Antártida, onde não teria a menor condição de pousar.