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domingo, 8 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 8 de Março

FIM DA DINASTIA STUART

    Em 1702, a rainha Ana (1702-14) se torna a última monarca da Dinastia Stuart na Inglaterra, depois de consentir que a sucessão leve ao trono a Dinastia de Hanôver, por descendência de Jaime I.

Ana é filha de Jaime II, um rei católico. Em 1688, o Parlamento Britânico, de maioria protestante, convida o príncipe holandês Guilherme de Orange a invadir o país e ocupar o trono na Revolução Gloriosa (1688-89).

Para pacificar o país, Guilherme III se casa com Maria, a irmã mais velha de Ana. Os dois reinam conjuntamente até a morte de Maria, em 28 de dezembro de 1694. Ana ascende ao trono com a morte do cunhado, em 8 de março de 1702. Com a pouca saúde e as limitações intelectuais da rainha, os ministros governam na prática durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-14).

Ana é a rainha quando a Inglaterra e a Escócia assinam o Ato de União, em 1707, criando o Reino Unido da Grã-Bretanha.

MORTE DE BERLIOZ

    Em 1869, morre em Paris aos 65 anos o compositor, crítico e maestro francês Hector Berlioz, conhecido pela Sinfonia Fantástica (1830), o coral sinfônico Romeu e Julieta (1839) e peça dramática A Maldição de Fausto (1846).

Berlioz nasce em 11 de dezembro de 1803 em Côte-Saint-André, uma vila a 56 quilômetros a noroeste de Grenoble, na França. Como o país está na era das guerras napoleônicas, as escolas não funcionam normalmente. Ele é educado em casa pelo pai, um médico culto e intelectualizado que lhe dá as primeiras aulas da música e de latim.

Aos 12 anos, Berlioz começa a compor para grupos locais de música de câmera. Com lições de outros músicos, aprende a tocar flauta e violão. Em 1821, o pai o manda estudar medicina em Paris. Por um ano, ele segue o curso com dedicação e ganha um diploma em ciências. Mas não perde a oportunidade de ir à Opéra da Paris.

Contra a vontade dos pais, Berlioz vai estudar composição com o professor François Lesueur no Conservatório de Paris. Em 1830, ele ganha o Prêmio de Roma e lança a Sinfonia Fantástica, uma declaração de amor à atriz Harriet Smithson, uma atriz shakesperiana irlandesa que faz sucesso em Paris. É um amor não correspondido. Por causa do prêmio, precisa passar três anos no exterior, dois deles na Itália.

No seu longo aprendizado em Paris, Berlioz tem contato com a música de grandes gênios como Ludwig van Beethoven e Carl Maria von Weber, e com a arte de poetas como William Shakespeare e Wolfgang von Goethe.

Em suas Memórias (1870), ele admite quão improdutivos foram seus anos pós-Paris, depois de compor um oratório, numerosas cantatas, duas dezenas de músicas, uma missa, parte de uma ópera, duas aberturas, uma fantasia da Tempestade de Shakespeare e oito cenas do Fausto de Goethe.

Sob influência do período na Itália, Berlioz compõe Os Troianos e Beatriz e Benedito, que estreia em 1862. Diante da estagnação de um amor e a insatisfação com a vida em Roma, ele abre mão de parte do prêmio e volta à França após um ano e meio no exterior. 

REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO

    Em 1917, uma onda de greves e protestos contra a escassez de comida e a fome irrompe em Petrogrado, hoje São Petersburgo, na época a capital da Rússia, e uma semana depois o czar Nicolau II, o Sanguinário, abdica, pondo fim a séculos de império czarista e a mais de 300 anos da Dinastia Romanov. É a chamada Revolução de Fevereiro porque na época o país adotava o calendário juliano, que marcava 23 de fevereiro. Por causa desta marcha, é o Dia Internacional da Mulher.

Com sol, céu aberto e cinco graus abaixo de zero, dezenas de milhares de trabalhadoras, quase todas mulheres (os homens estão na guerra), tomam as ruas de Petrogrado numa marcha iniciada pelas operárias da indústria têxtil para exigir "pão e paz". Por isso, 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Alguns grupos cantam a Marselhesa, o Hino da Revolução Francesa.

As greves se alastram. Cerca de 200 mil trabalhadores param de trabalhar e começam a se confraternizar com soldados do Exército da Rússia, humilhado pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Um protesto reúne 200 mil pessoas.

Nicolau II manda a polícia atirar. Cerca de 200 pessoas morrem. Três regimentos de elite se amotinam, atacam o arsenal, pegam 40 mil fuzis e marcham até a cadeia, onde libertam os presos políticos. Em meio à rebelião, o chefe de polícia é morto.

Quando os quartéis se amotinam, em 12 de março (27 de fevereiro pelo calendário juliano), o czar nem responde. A czarina Alexandra visita o túmulo do mago sinistro que era uma eminência parda na corte russa, o Rasputim, assassinado em dezembro de 1916. 

Rasputim previa que, se morresse, Nicolau II cairia em seis meses. Bastaram dois meses. Os ministros são presos numa fortaleza. O czar abdica na noite de 15 de março.

O primeiro líder comunista a chegar a Petrogrado, em março, é Josef Stalin, que está preso na Sibéria quando a revolução começa. Vladimir Lenin passa a guerra exilado na Suíça. Para chegar à capital russa, em abril, recebe um salvo-conduto da Alemanha, o que leva a acusações de que seria um "agente alemão". Leon Trotsky está em Nova York. Volta em maio.

Em 25 e 26 de outubro (7 e 8 de novembro pelo calendário atual), os bolcheviques dão um golpe, derrubam o governo provisório do primeiro-ministro Alexander Kerensky, deflagram a Revolução de Outubro, Revolução Bolchevique ou Revolução Comunista – e tomam o poder na Rússia.

Para tirar o país da guerra, em 3 de março de 1918, os bolcheviques assinam o Tratado de Paz de Brest-Litovsk com a Alemanha e o Império Austro-Húngaro, praticamente uma rendição.

Na noite de 16 para 17 de julho de 1918, os comunistas matam o czar, a czarina, os filhos e servidores da família real em Ecaterimburgo.

QUEDA DE RANGUM

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Império do Japão toma Rangum, a capital da Birmânia (hoje Mianmar), então parte do Império Britânico. No mesmo dia, as Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia) se rendem.

O Japão toma a região chinesa da Manchúria em 1931 e invade o resto da China em 1937, dando início à Guerra do Pacífico antes do início da guerra na Europa. O Japão ocupa a Indochina Francesa (hoje Laos, Camboja e Vietnã) em 1940. 

Em 7 de dezembro de 1941, o Japão bombardeia a Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, e os EUA entram na guerra. No dia seguinte, o Japão ataca a Malaia (hoje parte da Malásia). Em 10 de janeiro de 1942, o Japão invade as Índias Orientais Holandes (hoje Indonésia). .

O principal objetivo do Japão ao tomar o Sudeste Asiático é conseguir as matérias-primas que não tem, especialmente petróleo. Mas invade a Indochina Francesa para cortar o suprimento de ajuda militar à resistência chinesa. Faz o mesmo na Birmânia para cortar a ligação ferroviária entre o porto de Rangum e a província de Yunnan, na China.

BOEING DESAPARECE NO ÍNDICO

    Em 2014, o voo 370 da Malaysia Airlines sai da rota Kuala Lumpur-Beijim e desaparece misteriosamente no Oceano Índico. Uma grande operação de busca é suspensa em 2017.

O voo, com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo, em vez de seguir rumo à capital da China, dá meia volta quando sobrevoa o Golfo da Tailândia e segue rumo ao Oceano Índico. Em 24 de março, o governo da Malásia anuncia que o Boeing 777 caiu no mar.

De acordo com imagens de satélites, com todos os sistemas de comunicação desligados, o avião sobrevoa o Índico até ficar sem combustível e cair no mar. O avião tinha 53.464 horas de voo e havia passado por manutenção preventiva 10 dias antes, quando não foi encontrado nenhum problema.

Meses depois, alguns destroços são encontrados na ilha de Madagascar, para onde foram levados por correntes marinhas.

Vários hipóteses são suscitadas. O piloto seria um extremista muçulmano que resolve se suicidar e leva todo o avião junto. Um sequestro sem reivindicação nem pedido de resgate. A família dele rejeita esta hipótese. Ele precisaria da ajuda do copiloto. As baterias de lítio podem superaquecer e causar um incêndio. Uma falta de oxigênio a bordo causa uma letargia coletiva e todos morrem dormindo.

Só a primeira hipótese, de suicídio do piloto, ou um sequestro explica o desvio da rota em 180 graus para sair do Golfo da Tailândia e do Mar do Sul da China para a imensidão do Índico, o maior espaço vazio de seres humanos da Terra. 

sábado, 8 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 8 de Março

FIM DA DINASTIA STUART

    Em 1702, a rainha Ana (1702-14) se torna a última monarca da Dinastia Stuart na Inglaterra, depois de consentir que a sucessão leve ao trono a Dinastia de Hannover, por descendência de Jaime I.

Ana é filha de Jaime II, um rei católico. Em 1688, o Parlamento Britânico, de maioria protestante, convida o príncipe holandês Guilherme de Orange a invadir o país e ocupar o trono na Revolução Gloriosa (1688-89).

Para pacificar o país, Guilherme III se casa com Maria, a irmã mais velha de Ana. Os dois reinam conjuntamente até a morte de Maria, em 28 de dezembro de 1694. Ana ascende ao trono com a morte do cunhado, em 8 de março de 1702. Com a pouca saúde e as limitações intelectuais da rainha, os ministros governam na prática durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-14).

Ana é a rainha quando a Inglaterra e a Escócia assinam o Ato de União, em 1707, criando o Reino Unido da Grã-Bretanha.

MORTE DE BERLIOZ

    Em 1869, morre em Paris aos 65 anos o compositor, crítico e maestro francês Hector Berlioz, conhecido pela Sinfonia Fantástica (1830), o coral sinfônico Romeu e Julieta (1839) e peça dramática A Maldição de Fausto (1846).

Berlioz nasce em 11 de dezembro de 1803 em Côte-Saint-André, uma vila a 56 quilômetros a noroeste de Grenoble, na França. Como o país está na era das guerras napoleônicas, as escolas não funcionam normalmente. Ele é educado em casa pelo pai, um médico culto e intelectualizado que lhe dá as primeiras aulas da música e de latim.

Aos 12 anos, Berlioz começa a compor para grupos locais de música de câmera. Com lições de outros músicos, aprende a tocar flauta e violão. Em 1821, o pai o manda estudar medicina em Paris. Por um ano, ele segue o curso com dedição e ganha um diploma em ciências. Mas não perde a oportunidade de ir à Opéra da Paris.

Contra a vontade dos pais, Berlioz vai estudar composição com o professor François Lesueur no Conservatório de Paris. Em 1830, ele ganha o Prêmio de Roma e lança a Sinfonia Fantástica, uma declaração de amor à atriz Harriet Smithson, uma atriz shakesperiana irlandesa que faz sucesso em Paris. É um amor não correspondido. Por causa do prêmio, precisa passar três anos, dois deles na Itália.

No seu longo aprendizado em Paris, Berlioz tem contato com a música de grandes gênios como Ludwig van Beethoven e Carl Maria von Weber, e com a arte de poetas como William Shakespeare e Wolfgang von Goethe.

Em suas Memórias (1870), ele admite quão improdutivos foram seus anos pós-Paris, depois de compor um oratório, numerosas cantatas, duas dezenas de músicas, uma missa, parte de uma ópera, duas aberturas, uma fantasia da Tempestade de Shakespeare e oito cenas do Fausto de Goethe.

Sob influência do período na Itália, Berlioz compõe Os Troianos e Beatriz e Benedito, que estreia em 1862. A estagnação de um amor e a insatisfação cmo a vida em Roma, ele abre mão de parte do prêmio e volta à França após um ano e meio no exterior. 

REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO

    Em 1917, uma onda de greves e protestos contra a escassez de comida e a fome irrompe em Petrogrado, hoje São Petersburgo, na época a capital da Rússia, e uma semana depois o czar Nicolau II, o Sanguinário, abdica, pondo fim a séculos de império czarista e a mais de 300 anos da Dinastia Romanov, no que se conhece como Revolução de Fevereiro porque na época o país adotava o calendário juliano, que marcava 23 de fevereiro. Por causa desta marcha, é o Dia Internacional da Mulher.

Com sol, céu aberto e cinco graus abaixo de zero, dezenas de milhares de trabalhadoras, quase todas mulheres (os homens estão na guerra), tomam as ruas de Petrogrado numa marcha iniciada pelas operárias da indústria têxtil para exigir "pão e paz". Por isso, 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Alguns grupos cantam a Marselhesa, o Hino da Revolução Francesa.

As graves se alastram. Cerca de 200 mil trabalhadores param de trabalhar e começam a se confraternizar com soldados do Exército da Rússia, humilhado pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Um protesto reúne 200 mil pessoas.

Nicolau II manda a polícia atirar. Cerca de 200 pessoas morrem. Três regimentos de elite se amotinam, atacam o arsenal, pegam 40 mil fuzis e marcham até a cadeia, onde libertam os presos políticos. Em meio à rebelião, o chefe de polícia é morto.

Quando os quartéis se amotinam, em 12 de março (27 de fevereiro pelo calendário juliano), o czar nem responde. A czarina Alexandra visita o túmulo do mago sinistro que era uma eminência parda na corte russa, o Rasputim, assassinado em dezembro de 1916. 

Rasputim previa que, se morresse, Nicolau II cairia em seis meses. Bastaram dois meses. Os ministros são presos numa fortaleza. O czar abdica na noite de 15 de março.

O primeiro líder comunista a chegar a Petrogrado, em março, é Josef Stalin, que está preso na Sibéria quando a revolução começa. Vladimir Lenin passa a guerra exilado na Suíça. Para chegar à capital russa, em abril, recebe um salvo-conduto da Alemanha, o que leva a acusações de que seria um "agente alemão". Leon Trotsky está em Nova York. Volta em maio.

Em 25 e 26 de outubro (7 e 8 de novembro pelo calendário atual), os bolcheviques dão um golpe, derrubam o governo provisório do primeiro-ministro Alexander Kerensky, deflagram a Revolução de Outubro, Revolução Bolchevique ou Revolução Comunista – e tomam o poder na Rússia.

Para tirar o país da guerra, em 3 de março de 1918, os bolcheviques assinam o Tratado de Paz de Brest-Litovsk com a Alemanha e o Império Austro-Húngaro, praticamente uma rendição.

Na noite de 16 para 17 de julho de 1918, os comunistas matam o czar, a czarina, os filhos e servidores da família real em Ecaterimburgo.

QUEDA DE RANGUM

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Império do Japão toma Rangum, a capital da Birmânia (hoje Mianmar), então parte do Império Britânico. No mesmo dia, as Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia) se rendem.

O Japão toma a região chinesa da Manchúria em 1931 e invade o resto da China em 1937, dando início à Guerra do Pacífico antes do início da guerra na Europa. O Japão ocupa a Indochina Francesa (hoje Laos, Camboja e Vietnã) em 1940. 

Em 7 de dezembro de 1941, o Japão bombardeia a Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, e os EUA entram na guerra. No dia seguinte, o Japão ataca a Malaia (hoje parte da Malásia). Em 10 de janeiro de 1942, o Japão invade as Índias Orientais Holandes (hoje Indonésia). .

O principal objetivo do Japão ao tomar o Sudeste Asiático é conseguir as matérias-primas que não tem, especialmente petróleo, mas invade a Indochina Francesa para cortar o suprimento de ajuda militar à resistência chinesa. Faz o mesmo na Birmânia para cortar a ligação ferroviária entre o porto de Rangum e a província de Yunnan, na China.

BOEING DESAPARECE NO ÍNDICO

    Em 2014, o voo 370 da Malaysia Airlines sai da rota Kuala Lumpur-Beijim e desaparece misteriosamente no Oceano Índico. Uma grande operação de busca é suspensa em 2017.

O voo, com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo, em vez de seguir rumo à capital da China, dá meia volta quando sobrevoa o Golfo da Tailândia e segue rumo ao Oceano Índico. Em 24 de março, o governo da Malásia anuncia que o Boeing 777 caiu no mar.

De acordo com imagens de satélites, com todos os sistemas de comunicação desligados, o avião sobrevoa o Índico até ficar sem combustível e cair no mar. O avião tinha 53.464 horas de voo e havia passado por manutenção preventiva 10 dias antes, quando não foi encontrado nenhum problema.

Meses depois, alguns destroços são encontrados na ilha de Madagascar, para onde foram levados por correntes marinhas.

Vários hipóteses são suscitadas. O piloto seria um extremista muçulmano que resolve se suicidar e leva todo o avião junto. Um sequestro sem reivindicação nem pedido de resgate. A família dele rejeita esta hipótese. Ele precisaria da ajuda do copiloto. As baterias de lítio podem superaquecer e causar um incêndio. Uma falta de oxigênio a bordo causa uma letargia coletiva e todos morrem dormindo.

Só a primeira hipótese, de suicídio do piloto, ou um sequestro explica o desvio da rota em 180 graus para sair do Golfo da Tailândia e do Mar do Sul da China para a imensidão do Índico, o maior espaço vazio da Terra..  

sexta-feira, 8 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 8 de Março

FIM DA DINASTIA STUART

    Em 1702, a rainha Ana se torna a última monarca da Dinastia Stuart na Inglaterra, depois de consentir que a sucessão leve ao trono a Dinastia de Hannover, por descendência de Jaime I.

Ana é filha de Jaime II, um rei católico. Em 1688, o Parlamento Britânico, de maioria protestante, convida o príncipe holandês a invadir o país e ocupar o trono na Revolução Gloriosa (1688-89).

Para pacificar o país, Guilherme III se casa com Maria, a irmã mais velha de Ana. Os dois reinam conjuntamente até a morte de Maria. Ana ascende ao trono com a morte do cunhado. Com a pouca saúde e as limitações intelectuais da rainha, os ministros governam na prática durante a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-14).

Ana é a rainha quando a Inglaterra e a Escócia assinam o Ato de União, em 1707, criando o Reino Unido da Grã-Bretanha.

REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO

    Em 1917, uma onda de greves e protestos contra a escassez de comida e a fome irrompe em Petrogrado, hoje São Petersburgo, na época a capital da Rússia, e uma semana depois o czar Nicolau II, o Sanguinário, abdica, pondo fim a séculos do império czarista e a mais de 300 anos da Dinastia Romanov, no que se conhece como Revolução de Fevereiro porque na época o país adotava o calendário juliano, que marcava 23 de fevereiro.

Com sol, céu aberto e cinco graus abaixo de zero, dezenas de milhares de trabalhadores, na maioria mulheres, tomam as ruas de Petrogrado numa marcha iniciada pelas operárias da indústria têxtil para exigir "pão e paz". Por isso, 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Alguns grupos cantam a Marselhesa, o Hino da Revolução Francesa.

As graves se alastram. Cerca de 200 mil trabalhadores param de trabalhar e começam a confraternizar com soldados do Exército da Rússia, humilhado pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18). Um protesto reúne 200 mil pessoas.

Nicolau II manda a polícia atirar. Cerca de 200 pessoas morrem. Três regimentos de elite se amotinam, atacam o arsenal, pegam 40 mil fuzis e marcham até a cadeia, onde libertam os presos políticos. Em meio à rebelião, o chefe de polícia é morto.

Quando os quartéis se amotinam, em 12 de março (27 de fevereiro pelo calendário juliano), o czar nem responde. A czarina Alexandra visita o túmulo do mago sinistro que era uma eminência parda na corte russa, o Rasputim, assassinado em dezembro. 

Rasputim previa que, se morresse, Nicolau II cairia em seis meses. Bastaram dois meses. Os ministros são presos numa fortaleza. O czar abdica na noite de 15 de março.

O primeiro líder comunista a chegar a Petrogrado, em março, é Josef Stalin, que está preso na Sibéria quando a revolução começa. Vladimir Lenin pass a guerra exilado na Suíça. Para chegar à capital russa, em abril, recebe um salvo-conduto da Alemanha, o que leva a acusações de que seria um "agente alemão". Leon Trotsky está em Nova York. Volta em maio.

Em 25 e 26 de outubro (7 e 8 de novembro pelo calendário atual), os bolcheviques dão um golpe, derrubam o governo provisório do primeiro-ministro Alexander Kerensky, deflagram a Revolução de Outubro, Revolução Bolchevique ou Revolução Comunista – e tomam o poder na Rússia.

Para tirar o país da guerra, em 3 de março de 1918, os bolcheviques assinam o Tratado de Paz de Brest-Litovsk com a Alemanha e o Império Austro-Húngaro.

Na noite de 16 para 17 de julho de 1918, os comunistas matam o czar, a czarina, os filhos e servidores da família em Ecaterimburgo.

QUEDA DE RANGUM

    Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Império do Japão toma Rangum, a capital da Birmânia (hoje Mianmar), então parte do Império Britânico. No mesmo dia, as Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia) se rendem.

O Japão toma a região chinesa da Manchúria em 1931 e invade o resto da China em 1937, dando início à Guerra do Pacífico antes do início da guerra na Europa. O Japão toma a Indochina Francesa (hoje Laos, Camboja e Vietnã) em 1940. 

Em 7 de dezembro de 1941, bombardeia a Frota do Pacífico dos Estados Unidos em Pearl Harbor, no Havaí, e os EUA entram na guerra. No dia seguinte, ataca a Malaia (hoje parte da Malásia). O Japão invade as Índias Orientais Holandes (hoje Indonésia) em 10 de janeiro de 1942.

O principal objetivo do Japão ao tomar o Sudeste Asiático é conseguir as matérias-primas que não tem, mas invade a Indochina Francesa para cortar o suprimento de ajuda militar à resistência chinesa e faz o mesmo na Birmânia para cortar a ligação ferroviária entre o porto de Rangum e a província de Yunnan, na China.

BOEING DESAPARECE NO ÍNDICO

    Em 2014, o voo 370 da Malaysia Airlines sai da rota Kuala Lumper-Beijim e desaparece misteriosamente no Oceano Índico. Uma grande operação de busca é suspensa em 2017.

O voo, com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo, em vez de seguir rumo à capital da China, dá meia volta quando sobrevoa o Golfo da Tailândia e segue rumo ao Oceano Índico. Em 24 de março, o governo da Malásia anuncia que o Boeing 777 caiu no mar.

De acordo com imagens de satélites, com todos os sistemas de comunicação desligados, o avião sobrevoa o Índico até ficar sem combustível e cair no mar. O avião tinha 53.464 horas de voo e havia passado por manutenção preventiva 10 dias antes, quando não foi encontrado nenhum problema.

Meses depois, alguns destroços são encontrados na ilha de Madagascar, para onde foram levados por correntes marinhas.

Vários hipóteses são suscitadas. O piloto seria um extremista muçulmano que resolve se suicidar e leva todo o avião junto. Um sequestro sem reivindicação nem pedido de resgate. A família dele rejeita esta hipótese. Ele precisaria da ajuda do copiloto. As baterias de lítio podem superaquecer e causar um incêndio. Uma falta de oxigênio a bordo causa uma letargia coletiva e todos morrem dormindo.

Só a primeira hipótese, de suicídio do piloto, ou um sequestro explica o desvio da rota em 180 graus para sair do Golfo da Tailândia e do Mar do Sul da China para a imensidão vazia do Índico. 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Míssil que derrubou Boeing na Ucrânia em 2014 era de unidade militar da Rússia

O míssil que abateu o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines em 17 de julho de 2014 na Ucrânia era de uma unidade militar da Rússia, a 53ª Brigada Antiaérea, com sede em Kursk, revelaram ontem investigadores internacionais.

A equipe de investigação, liderada pela Holanda porque o voo saiu de lá, concluiu que a causa da tragédia que matou as 298 pessoas a bordo foi um míssil russo Buk disparado do território sob controle dos rebeldes que iniciaram uma guerra civil no Leste da Ucrânia com o apoio da Rússia em abril de 2014.

"Todos os veículos do comboio que carregava o míssil eram das Forças Armadas da Rússia", afirmou em Haia Wilbert Paulissen, chefe do esquadrão de combate ao crime da Polícia Nacional da Holanda.

Em contatos de militares russos com rebeldes pirateados na época pelos serviços secretos ocidentais, rebeldes que inspecionaram o local da queda do Boeing 777 ficaram surpresos ao constatar que tinham derrubado um avião de passageiros e furiosos com a presença de aviões civis no meio de uma guerra. Ao que tudo indica, o voo MH17 foi confundido com um avião inimigo.

Como os rebeldes por não tinham força aérea, uma aeronave naquela região só poderia ser inimiga, do governo da Ucrânia, capaz de atacar os rebeldes no solo.

Os investigadores não acusaram os militares russos de disparar o míssil, mas de fornecê-lo aos rebeldes. É o suficiente para a abertura de um processo criminal e para que as vítimas recorram à Justiça. Como a Rússia vetou nas Nações Unidas a criação de um tribunal internacional, os casos serão julgados pela Justiça da Holanda.

A Rússia nega qualquer envolvimento. O Ministério da Defesa negou ontem em Moscou que um sistema de mísseis antiaéreos russo tenha cruzado a fronteira para lançar ataques de território ucraniano.

O inquérito ainda tenta descobrir quem disparou o míssil. O procurador encarregado de chefiar a investigação, Fred Westerbeke, espera denunciar os operadores em breve.

Em Kiev, o presidente Petro Porochenko manifestou o interesse de que também sejam processados na Ucrânia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Míssil da Rússia derrubou avião da Malásia na Ucrânia em 2014

Um inquérito internacional concluiu que um míssil da Rússia derrubou o voo MH17 da companhia aérea Malaysia Airlines em território da Ucrânia em julho de 2014, anunciaram os investigadores hoje na Holanda. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

O sistema de lançamento de mísseis BUK foi levado da Rússia para o Leste da Ucrânia e devolvido à Rússia pouco depois da tragédia. Cem suspeitos foram identificados. A Rússia reagiu denunciando a politização do inquérito.

As companhias europeias haviam suspendido seus voos no espaço aéreo ucraniano depois da intervenção militar da Rússia para anexar a península da Crimeia e fomentar uma rebelião de russos étnicos no Leste da Ucrânia.

Quando o avião caiu, foi gravado um diálogo entre rebeldes que foram examinar os destroços e um oficial russo que os orientava. Para sua decepção, não era um avião militar. O chão estava cheio de malas e restos humanos de crianças e civis que voavam de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, a capital da Malásia.

"O que um avião comercial estava fazendo numa zona de guerra?", protestou o oficial russo.

Três horas antes da tragédia, jornalistas da agência de notícias Associated Press (AP) viram um lançador de mísseis BUK M1 na cidade de Snijne com quatro mísseis de 5,5 metros de comprimento.

Na época, o Kremlin alegou que o avião fora abatido pela Força Aérea da Ucrânia ou por mísseis antiaéreos do Exército ucraniano. Como os rebeldes não têm Força Aérea, os mísseis antiaéreos iraquianos só poderiam derrubar aviões russos, o que daria uma chance para a Rússia entrar diretamente na guerra e acabar com a independência da Ucrânia.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Míssil fabricado na Rússia derrubou voo MH17 na Ucrânia

Um míssil terra-ar BUK fabricado na Rússia derrubou o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines numa área controlada por rebeldes apoiados por Moscou no Leste da Ucrânia em julho de 2014, concluiu uma investigação do Conselho de Segurança Aérea da Holanda divulgada hoje.

O relatório não acusa ninguém diretamente pela tragédia, mas critica as autoridades ucranianas por não fechar o espaço aéreo a voos civis. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

A ex-república soviética da Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam os rebeldes pela queda do Boeing 777. Gravações de conversas entre rebeldes e oficiais russos indicam que o avião foi abatido por engano, ao ser tomado por um avião de guerra da Ucrânia.

Depois de alegar que o voo foi derrubado por um míssil disparado por um avião de caça ucraniano, a Rússia afirma agora que o míssil partiu de território controlado pelo governo de Kiev. A empresa fabricante do míssil chegou a dizer que se trata de um modelo antigo que não estaria mais em uso pelas Forças Armadas da Rússia, mas é comum dar armas mais antigas a rebeldes apoiados pelo Kremlin.

A guerra do protoditador russo, Vladimir Putin, contra a aspiração da ex-república soviética de se aproximar da União Europeia causou a tragédia.

O míssil atingiu a parte frontal esquerda do Boeing causando um tipo de impacto que afasta outras possibilidades como choque de meteoro, míssil ar-ar ou explosão interna, sustenta o relatório. Depois desse anúncio, o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak, prometeu levar os responsáveis à Justiça, enquanto o vice-ministro da Rússia, Serguei Riabkov, acusou a investigação de ser "parcial" e de ignorar as informações prestadas por Moscou.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Partes de míssil russo estavam no local de queda de avião na Ucrânia

Alguns fragmentos recolhidos no local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines em julho de 2014 no Leste da Ucrânia podem ser de um míssil fabricado na Rússia, revelaram hoje os procuradores holandeses que presidem a investigação internacional sobre a tragédia em que todas as 298 pessoas a bordo morreram.

O avião foi abatido em território sob o controle dos rebeldes treinados, armados e financiados pelo Kremlin. A maioria dos mortos era da Holanda.

"A equipe de investigação conjunta examinou diversas partes, possivelmente originárias de um sistema de mísseis terra-ar Buk", os procuradores declararam em nota citada pela televisão americana CNBC.

Os Estados Unidos, a Europa e vários especialistas internacionais acusam os rebeldes de abater o avião malasiano por engano pensando se tratar de um avião de combate da Ucrânia. Há gravações obtidas por serviços secretos ocidentais do momento em que os rebeldes constatam que era um avião de passageiros e se irritam por estar passando por uma zona de guerra.

Na versão russa, um avião de caça ucraniana derrubou o voo MH17, que ia de Amsterdã, a capital da Holanda, a Kuala Lumpur, na Malásia.

sábado, 15 de novembro de 2014

Putin sai às pressas da reunião do G-20

Sob pressão de manifestações de protesto, o presidente Vladimir Putin deve deixar a reunião do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo mais a União Europeia) em Brisbane, na Austrália, antes do previstos, informou o jornal francês Le Monde, citando como fontes diplomatas da delegação da Rússia.

O homem-forte do Kremlin é alvo de protestos por causa da derrubada de um avião de passageiros da Malaysia Airlines supostamente abatido por rebeldes separatistas do Leste da Ucrânia apoiados por Moscou. Havia vários australianos a bordo.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, ameaçou peitar Putin pessoalmente.

Neste momento, diante da invasão da região ocupada pelos rebeldes da Ucrânia por tanques e tropas russas, há o temor para que o conflito de baixa intensidade se transforme numa guerra em grande escala.

Mais tarde, a delegação russa negou que Putin vá embora mais cedo.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Avião da Malaysia Airlines foi abatido na Ucrânia

O Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que caiu na Ucrânia em 17 de julho de 2014 foi atingido por "um grande número de projéteis em alta velocidade", afirmou hoje um relatório preliminar divulgado pelo Escritório de Investigação de Segurança Aérea da Holanda. Isso é consistente com a hipótese de que o avião foi atingido por um míssil.

Todas as 298 pessoas a bordo do voo MH 17 morreram. A maioria era holandesa. Alguns corpos não foram resgatados até agora.

As maiores suspeitas recaem sobre rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia que lutam para anexar partes do Leste da Ucrânia à Federação Russa.

sábado, 26 de julho de 2014

Putin quer manter a influência sobre toda a Ucrânia

Bom tático, mas mau estrategista, o presidente Vladimir Putin conseguiu pequenas vitórias como a anexação da Ucrânia. Mas qual é sua visão estratégica? Qualquer que seja, a queda do avião da Malaysia Airlines e a morte das 298 pessoas a bordo desnuda a insensatez da intervenção militar do homem-forte da Rússia no Leste da Ucrânia.

Nesta semana, dei entrevista ao programa Sem Fronteiras, da Globo News, sobre a crise ucraniana e a queda do Boeing 777 que fazia ia da capital da Holanda, Amsterdã, para a da Malásia, Kuala Lumpur.

Putin vê o fim da União Soviética, em 1991, como "a maior catástrofe geopolítica do século 20", lamenta que 25 milhões de russos vivam em outras ex-repúblicas soviéticas e considera seu dever protegê-las. Quando era vice-prefeito de São Petersburgo, numa conferência internacional, o professor Timothy Garton Ash, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, observou que sob esta lógica seu país poderia recriar o Império Britânico.

Ex-diretor do serviço secreto russo formado nas entranhas do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a antiga polícia política soviética, Putin sonha em restaurar pelo menos parte do poder imperial soviético. A Ucrânia é uma peça fundamental desse quebra-cabeça.

No discurso de anexação da Crimeia no Parlamento da Rússia, em 17 de março de 2014, o homem-forte do Kremlin chamou a capital da Ucrânia, Kiev, de "mãe de todas as cidades russas". A Rússia nasceu em Kiev. Uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, de 988, adotando o cristianismo como religião oficial do principado, é considerada o primeiro documento da história da Rússia.

Por isso, o projeto de Putin é manter a influência da Rússia sobre toda a Ucrânia. Aparentemente, não lhe interessa tomar mais um naco do país, a região Leste, o vale do Rio Don, onde a maioria é étnica e linguisticamente russa, mas sim desestabilizar a Ucrânia inteira para enfraquecer o governo de Kiev. Já conseguiu.

Mas, ao intervir militarmente na Ucrânia, Putin alienou a maior parte da população ucraniana, que se voltou contra a Rússia, enquanto o governo ucraniano também faz inimigos ao bombardear seu próprio país. Como a Ucrânia vai se associar à União Eurasiana, a mini-União Soviética de Putin, depois de um conflito que a Rússia contina a fomentar, enviando armas para os rebeldes mesmo depois da queda do avião malasiano?

Se a guerra, na definição do estrategista alemão Carl von Clausewitz, é a continuação da política por outros meios, a vitória na guerra exige que o resultado final seja uma reorientação da política de acordo com as aspirações do vencedor. Neste sentido, Putin sofre uma derrota.

A crise atual começou em novembro de 2013, quando o então presidente Viktor Yanukovich rompeu, sob pressão do Kremlin, negociações para associar a Ucrânia à União Europeia. Nenhuma ex-república soviética se livrou do domínio de Moscou, com a exceção dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), que entraram para a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Na Revolução Laranja, contra uma fraude eleitoral para beneficiar Yanukovich, em 2004, a maioria dos ucranianos manifestara o interesse de se aproximar da Europa moderna, liberal e democrática, de um grupo de países que decidiram superar os nacionalismos responsáveis por duas guerras mundiais, construir uma comunidade supranacional e resolver seus conflitos pacificamente.

É com esta promessa da UE de um futuro próspero e democrático para a Ucrânia, e o exemplo da Polônia mora ao lado, que a Rússia de Putin não tem como competir.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Rebeldes entregam caixas-pretas à Malásia

Os rebeldes apoiados pela Rússia suspeitos de abater por engano um Boeing 777 no Leste da Ucrânia matando todas as 298 pessoas a bordo entregaram hoje a autoridades da Malásia as caixas-pretas com a gravação das comunicações de bordo, uma peça fundamental na investigação.

Em Nova York, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas determinou que as equipes de investigação tenham acesso amplo, sem quaisquer restrições, à área de cerca de 20 quilômetros quadrados por onde estão espalhados os destroços do avião.

O voo MH17 fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur quando foi atingido por um míssil ao passar sobre uma região controlada pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Rebeldes russos impedem investigação sobre Boeing

Uma equipe de observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que esteve hoje no local do Leste da Ucrânia onde caiu ontem um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines lamentou que o trabalho tenha sido prejudicado. Os separatistas pró-Rússia que dominam a área e são os maiores suspeitos deram tiros para o alto e intimidaram os observadores.

A missão da OSCE não conseguiu nem identificar o comandante militar da área, dominada pelos rebeldes que lutam para anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa. Os destroços dos 298 passageiros e tripulantes continuam jogados pela relva. A grande operação para resgatar restos mortais e investigar o acidente nem começou. Não há pessoal qualificado na região para fazer o trabalho.

O Boeing 777 fazia o voo M17, na rota Amsterdã-Kuala Lumpur, quando foi atingido por um míssil terra-ar quando atravessava o espaço aéreo ucraniano, a 50 km da fronteira da Rússia.

Obama pede investigação internacional sobre avião

O presidente Barack Obama defendeu hoje uma "investigação internacional com credibilidade" para esclarecer a queda de um avião da companhia Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo, abatido ontem no Leste da Ucrânia por um míssil terra-ar provavelmente disparado por rebeldes apoiados pela Rússia.

Obama chamou a tragédia de “ultraje de proporções indescritíveis”. Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar quem disparou o míssil, mas sabem que partiu de território dominado pelos rebeldes separatistas.

Por outro lado, o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo ucraniano pela situação de conflito no país, mas não pelo ataque ao Boeing 777. Ele pediu a realização de negociações de paz entre o governo de Kiev e os aliados da Rússia.

Gravação incrimina rebeldes, diz Ucrânia

Com base em gravações supostamente interceptadas pelos seus serviços secretos, a Ucrânia acusa um grupo rebelde que luta para anexar o Leste do país à Federação Russa baseado na vila de Chernukhino, na província de Luhansk, de disparar o míssil terra-ar que derrubou um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo.

Chernukhino fica a menos de 20 quilômetros do local da tragédia, em território controlado pelos rebeldes, que anunciaram ter recolhido a caixa-preta com o registro das comunicações de bordo, prometendo enviá-la a Moscou para análise.

O telefonema foi dado por alguém identificado pela espionagem ucraniana como Igor Bezler, oficial de inteligência da Rússia e um dos principais comandantes da autoproclamada República Popular de Donetsk. Às 16h40 pela hora local, 20 minutos depois da queda do avião, na versão ucraniana, ele ligou para um homem identificado como Vassili Geranin, coronel do serviço de inteligência das Forças Armadas da Rússia, e disse: "Acabamos de derrubar um avião."

Quarenta minutos mais tarde, num segundo telefonema, depois de inspecionar o local, um homem que se apresenta como o Major diz o seguinte: "Aqui são os caras de Chernukhino que derrubaram o avião. Aqueles cossacos baseados em Chernukhino." Em seguida, afirma estar "100% certo de que era um avião de passageiros".

O interlocutor ainda pergunta se não havia armas ou equipamentos militares espalhados pelo são. Não havia. Ao contrário, havia roupas e guias de viagem de quem sai em férias, "medicamentos, toalhas e lenços de papel".

No Brasil, onde participa da reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo da Ucrânia pelo incidente, alegando que é o responsável pela guerra civil no Leste do país.

Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar com precisão de onde saiu o míssil para saber se foi de território sob o controle do governo ou dos rebeldes.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Governo da Ucrânia diz que Boeing foi abatido

Um assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, Anton Herachenko, afirmou que o Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que desapareceu hoje perto da fronteira com a Rússia "foi abatido" pelos rebeldes apoiados pelo Kremlin.

O avião teria sido atingido por um míssil terra-ar Buk 9K37, parte de um sofisticado sistema de defesa antiaéreo cedido aos rebeldes pela Rússia, acrescentou o assessor ministerial, enquanto o líder rebelde Alexander Borodai acusava o governo ucraniano.

A aeronave caiu numa região dominada pelos rebeldes, que recuperaram a caixa-preta com as gravações de bordo e prometeram entregá-la ao governo da Rússia para análise.

Na Malásia, o primeiro-ministro Najib Razak declarou estar "em choque com a notícia". O voo MH17, Amsterdã-Kuala Lumpur, levava 283 passageiros e 15 tripulantes quando caiu em Chakhtiansk, na Ucrânia, a 50 km da fronteira com a Rússia. A maioria (189) era de holandeses.

Horas antes, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia acusou hoje a Rússia de derrubar um avião militar ucraniano Sukhoi-25. Os rebeldes advertiram aviões comerciais e não cruzar o espaço aéreo da região conflagrada.

Em 1º de setembro de 1983, no auge da chamada Segunda Guerra Fria, quando os Estados Unidos estavam prestes a instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances na Europa, a União Soviética abateu um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air supostamente confundido com um avião-espião. Todas as 269 pessoas a bordo morreram, inclusive um deputado federal americano.

Em 3 de julho de 1988, um mês antes do fim da guerra entre Irã e Iraque, navios de guerra dos EUA estacionados no Golfo Pérsico derrubaram um Airbus 300 da companhia aérea Iran Air matando todas as 290 pessoas a bordo. O atentado contra o Jumbo da empresa PanAm que matou 270 pessoas em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro daquele ano, teria sido uma retaliação iraniana.

Há quatro meses, em 8 de março de 2014, um Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu quando fazia a rota Kuala Lumpur-Beijim sem deixar sinal. Até hoje, não foi encontrado. Suspeita-se que tenha sido desviado por alguém da tripulação para o Oceano Índico, onde teria afundado em local indeterminado.

Boeing da Malásia cai na fronteira Rússia-Ucrânia

Um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, a capital da Malásia, com 298 pessoas a bordo desapareceu dos radares hoje quando sobrevoava a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia.

As causas da tragédia ainda não foram apontadas. Como há uma guerra civil entre rebeldes apoiados pelo Kremlin e o governo central de Kiev, há suspeitas de que o avião possa ter sido abatido por engano. O presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, não descarta essa possibilidade.

Nas últimas semanas, o governo ucraniano denunciou que os rebeldes têm armas sofisticadas cedidas pela Rússia, inclusive mísseis antiaéreos. Se o avião tiver caído por falha mecânica, os destroços devem estar espalhados por uma área relativamente restrita. Se foi atingido por um míssil em pleno ar, os restos estarão dispersos numa área muito maior.

Ontem, o presidente Barack Obama anunciou a ampliação das sanções contra a Rússia com foco específico em empresas dos setores de energia e defesa. Entre elas, estão quatro das mais importantes empresas do país: Gazprombank, o banco da maior empresa de gás do mundo; Rosneft, do setor de petróleo; Novatek; e o banco estatal Vnesheconombank.

domingo, 4 de maio de 2014

Malásia prende suspeitos de terrorismo por voo MH370

Onze suspeitos de pertencer a um novo grupo extremista muçulmano ligado à rede terrorista Al Caeda foram presos na semana passada em Kuala Lumpur e no estado de Kedá, na Malásia, foram interrogados sobre o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, em 8 de março de 2014, com 239 pessoas a bordo. Nenhum sinal do avião foi encontrado até agora.

Os presos têm entre 22 e 55 anos. Incluem estudantes, trabalhadores sem vínculos empregatício, uma jovem viúva e profissionais universitários. Fazem parte de um novo grupo considerado extremamente violento, noticiou o jornal International Business Times.

"A possibilidade de que o avião tenha sido desviado por militantes está no topo da lista" de hipóteses sobre o desaparecimento, "e os investigadores internacionais pediram um amplo relatório sobre este novo grupo terrorista", disse um oficial da Divisão Antiterrorismo das Forças Especiais da Malásia.

Quando o Boeing 777 sumiu, ia de Kuala Lumpur para Beijim, na China. As primeiras buscas foram realizadas no Golfo da Tailândia e no Mar da China Meridional. Depois, os investigadores concluíram que o avião teria saído da rota.

Um jornal russo chegou a noticiar que tinha sido sequestrado e desviado para o Afeganistão, mas seria difícil fazer isso sem ser detectado por radares militares mesmo com os equipamentos de comunicação de bordo desligados.

A procura passou então para o Sul do Oceano Índico, a oeste da costa da Austrália. No momento, só estão sendo feitas buscas com equipamentos submarinos. A expectativa é de algum resultado dentro de 12 meses.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Famílias do voo MH370 rejeitam certidões de óbito

Os parentes dos passageiros do Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido desde 8 de março de 2014 repudiaram hoje a iniciativa do governo da Malásia de emitir certidões de óbito e pagar indenizações como se todos os 227 passageiros e os 12 tripulantes estejam mortos, como acreditam todos os especialistas.

"Nós, as famílias do voo MH370, entendemos que, enquanto não houver provas conclusivas de que o avião caiu e não há sobreviventes, eles não têm o direito de tentar resolver o caso emitindo certidões de óbito e pagando indenizações", declarou em nota o grupo das Famílias Unidas do Voo MH370. A maioria das vítimas (154) era da China.

Depois de captar sinais que seriam da caixa-preta com as gravações de bordo, nos últimos dias nada foi ouvido pelos sistemas de rastreamento. Há o temor de que as baterias já estejam descarregadas. As operações de busca, realizadas no Oceano Índico a mais de mil quilômetros a oeste da Austrália, foram suspensas hoje por causa de um ciclone subtropical.

domingo, 13 de abril de 2014

Boeing da Malásia foi pilotado como avião caça

O Boeing 777 do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, foi pilotado como um avião de caça. Para não ser detectado pelos radares, subiu até perto de 14 mil metros de altitude e depois voou em alta velocidade a apenas 1,5 mil metros do solo, informaram investigadores malasianos citados anonimamente pelo jornal inglês The Sunday Times.

A alegação alimenta a hipótese de que o avião tenha sido desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim por alguém da tripulação, com capacidade técnica para controlar a aeronave, informou o jornal International Business Times.

Como o jornal local New Straits Times noticiou que o copiloto, Farik Abdul Hamid, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing foi desviado da rota. Uma das possibilidades é que o piloto Zaharie Ahmad Shah tenha se trancado na cabine depois de uma saída do copiloto, que então teria tentado avisar as autoridades.

sábado, 12 de abril de 2014

Copiloto do voo MH370 teria tentado usar celular a bordo

O copiloto do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de um mês com 329 pessoas a bordo, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing 777 foi desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim, suspeitam investigadores citados pelo jornal malasiano New Straits Times, informa a agência de notícias Reuters.

Uma torre de telefonia celular detectou uma tentativa de uso do celular de Farik Abdul Hamid quando o avião estava a cerca de 370 quilômetros a noroeste da costa oeste do estado de Penang, na Malásia. Por volta do mesmo horário, 2h15 de 8 de março de 2014, um radar militar malasiano captou o último sinal do Boeing no ar.

A confiabilidade da informação foi questionada pelo ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein: "Se isto aconteceu, deveríamos ter ficado sabendo antes."

Depois de escrutinar a vida dos 227 passageiros, os investidores acreditam que alguém da tripulação desviou o Boeing, que teria voado mais oito horas até mergulhar no Oceano Índico a cerca de mil km a oeste da costa oeste da Austrália.