O Boeing 777 do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, foi pilotado como um avião de caça. Para não ser detectado pelos radares, subiu até perto de 14 mil metros de altitude e depois voou em alta velocidade a apenas 1,5 mil metros do solo, informaram investigadores malasianos citados anonimamente pelo jornal inglês The Sunday Times.
A alegação alimenta a hipótese de que o avião tenha sido desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim por alguém da tripulação, com capacidade técnica para controlar a aeronave, informou o jornal International Business Times.
Como o jornal local New Straits Times noticiou que o copiloto, Farik Abdul Hamid, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing foi desviado da rota. Uma das possibilidades é que o piloto Zaharie Ahmad Shah tenha se trancado na cabine depois de uma saída do copiloto, que então teria tentado avisar as autoridades.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 13 de abril de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
Investigador atribui sumiço do avião ao piloto
O piloto Zaharie Ahmad Shah está sendo considerado o único responsável pelo desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo há 20 dias, afirmou um investigador não identificado citado pelo jornal USA Today. Ele seria a única pessoas a bordo com conhecimento e experiência para deliberadamente desviar o Boeing 777 da rota Kuala Lumpur-Beijim.
No momento, os investigadores estão se concentrando na sua ex-mulher, Faizah Khan, parentes e amigos. Querem descobrir se ele enfrentava algum problema financeiro ou psicológico sério capaz de justificar um ato tresloucado.
A suspeita é que Shah tenha ligação com grupos extremistas. O copiloto Farik Abdul Hamid não teria experiência suficiente para desviar a aeronave.
Shah está sendo descrito como um "partidário fanático" do Partido Justiça Popular, liderado pelo ex-primeiro-ministro Anwar Ibrahim, o maior da oposição à Organização Nacional Malaia Unida (UMNO, do inglês), que governa a Malásia há 56 anos. O voo partiu no dia em que Ibrahim foi condenado a mais cinco anos de prisão por homossexualismo, acusações que seus seguidores denunciam como fraudulentas.
Ibrahim não é um extremista muçulmano. De 1993 a 1998, era o vice e considerado o provável sucessor do primeiro-ministro Mahathir Mohamed, o grande líder autoritário do desenvolvimento e modernização da Malásia.
Hoje cinco dos dez aviões que sobrevoaram a nova área de buscas, mil quilômetros ao norte de onde se procuravam destroços no Sul do Oceano Índico, observaram objetos coloridos. Nenhum foi recolhido do mar até agora.
No momento, os investigadores estão se concentrando na sua ex-mulher, Faizah Khan, parentes e amigos. Querem descobrir se ele enfrentava algum problema financeiro ou psicológico sério capaz de justificar um ato tresloucado.
A suspeita é que Shah tenha ligação com grupos extremistas. O copiloto Farik Abdul Hamid não teria experiência suficiente para desviar a aeronave.
Shah está sendo descrito como um "partidário fanático" do Partido Justiça Popular, liderado pelo ex-primeiro-ministro Anwar Ibrahim, o maior da oposição à Organização Nacional Malaia Unida (UMNO, do inglês), que governa a Malásia há 56 anos. O voo partiu no dia em que Ibrahim foi condenado a mais cinco anos de prisão por homossexualismo, acusações que seus seguidores denunciam como fraudulentas.
Ibrahim não é um extremista muçulmano. De 1993 a 1998, era o vice e considerado o provável sucessor do primeiro-ministro Mahathir Mohamed, o grande líder autoritário do desenvolvimento e modernização da Malásia.
Hoje cinco dos dez aviões que sobrevoaram a nova área de buscas, mil quilômetros ao norte de onde se procuravam destroços no Sul do Oceano Índico, observaram objetos coloridos. Nenhum foi recolhido do mar até agora.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Dados do simulador do piloto foram apagados
Alguns dados do simulador de voo do piloto do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desaparecido há 12 dias foram apagados no início de fevereiro, revelaram hoje investigadores da Malásia. O ministro dos Transportes malasiano, Hishammuddin Hussein, disse que os peritos estão tentando recuperá-los.
Diante do mistério do voo MH370, que sumiu sem deixar rastro com 239 pessoas a bordo e voou sete a oito horas depois de desligar todos os equipamentos de comunicação de bordo, o inquérito se concentra nos tripulantes, no resto do pessoal da Malaysia Airlines e em passageiros com capacidade técnica para reprogramar o sistema de voo e alterar a rota do avião. As autoridades malasianas estão convencidas de que o Boeing caiu no Oceano Índico.
Os dados foram removidos do simulador do piloto Zaharie Ahmad Shah em 3 de fevereiro. É comum que pilotos tenham simuladores de voo nos seus computadores pessoais em casa. Além de diversão, eles servem por exemplo para treinar a aterrissagem num aeroporto onde nunca estiveram. Mas a sofisticação do equipamento intrigou os investigadores.
Nos últimos dias, as maiores suspeitas recaíram sobre o copiloto, Farik Abdul Hamid, de 26 anos. Ele deu boa noite como se não houvesse nada de errado 12 minutos depois da reprogramação do voo e dos equipamentos de bordo serem desligados.
Outro detalhe intrigante é por que nenhum dos passageiros usou o telefone celular para entrar em contato com parentes e amigos ao suspeitar de algo errado. Há uma hipótese de que o responsável pelo desvio teria levado a aeronave a uma altitude de 14.750 metros, o que seria perigoso. Isso teria feito todas as pessoas dormirem a bordo, não percebendo a manobra.
Em seguida, o Boeing 777 teria descido para uma altitude igualmente perigosa por ser baixa demais, a cerca de 1.500 metros do solo, até desaparecer, provavelmente no Oceano Índico.
Autoridades da Malásia e dos serviços secretos de vários examinaram a lista de passageiros e tripulantes sem encontrar ninguém suspeito. Até o momento, todos são considerados inocentes. Não há provas conclusivas contra ninguém. Primeiro, é preciso encontrar o avião ou que resta dele e das 239 vidas que transportava.
Diante do mistério do voo MH370, que sumiu sem deixar rastro com 239 pessoas a bordo e voou sete a oito horas depois de desligar todos os equipamentos de comunicação de bordo, o inquérito se concentra nos tripulantes, no resto do pessoal da Malaysia Airlines e em passageiros com capacidade técnica para reprogramar o sistema de voo e alterar a rota do avião. As autoridades malasianas estão convencidas de que o Boeing caiu no Oceano Índico.
Os dados foram removidos do simulador do piloto Zaharie Ahmad Shah em 3 de fevereiro. É comum que pilotos tenham simuladores de voo nos seus computadores pessoais em casa. Além de diversão, eles servem por exemplo para treinar a aterrissagem num aeroporto onde nunca estiveram. Mas a sofisticação do equipamento intrigou os investigadores.
Nos últimos dias, as maiores suspeitas recaíram sobre o copiloto, Farik Abdul Hamid, de 26 anos. Ele deu boa noite como se não houvesse nada de errado 12 minutos depois da reprogramação do voo e dos equipamentos de bordo serem desligados.
Outro detalhe intrigante é por que nenhum dos passageiros usou o telefone celular para entrar em contato com parentes e amigos ao suspeitar de algo errado. Há uma hipótese de que o responsável pelo desvio teria levado a aeronave a uma altitude de 14.750 metros, o que seria perigoso. Isso teria feito todas as pessoas dormirem a bordo, não percebendo a manobra.
Em seguida, o Boeing 777 teria descido para uma altitude igualmente perigosa por ser baixa demais, a cerca de 1.500 metros do solo, até desaparecer, provavelmente no Oceano Índico.
Autoridades da Malásia e dos serviços secretos de vários examinaram a lista de passageiros e tripulantes sem encontrar ninguém suspeito. Até o momento, todos são considerados inocentes. Não há provas conclusivas contra ninguém. Primeiro, é preciso encontrar o avião ou que resta dele e das 239 vidas que transportava.
sábado, 15 de março de 2014
Amigo não crê que piloto tenha desviado avião
Um amigo pessoal do comandante do voo MH370, desaparecido há uma semana, não acredita que o capitão Zaharie Ahmad Shah tenha algo a ver com o desvio do Boeing 777-200 da companhia aérea Malaysia Airlines.
Peter Chong deu entrevista à rádio e televisão pública britânica BBC depois que a polícia da Malásia abriu um inquérito criminal e revistou a casa do piloto.
"Conheço Zaharie há mais de dois anos. Era uma pessoa agradável, de bom convívio social, que gostava de crianças. Era um piloto experiente, com mais de 10 mil horas de voo. Se eu pudesse escolher o piloto do meu avião escolheria o comandante Zaharie", declarou Chong. "Até prova em contrário, não posso acreditar que ele tenha qualquer participação no desaparecimento do avião."
Chong também descarta a possibilidade de que o piloto estivesse deprimido e pudesse se suicidar, como aconteceu anos atrás com um voo da Egypt Air: "Falei com ele pela última vez há uma semana rapidamente. Ele estava de bom humor como sempre, não tinha problemas financeiros e o amor e a compaixão com que se relacionava com os outros se multiplicava em relação à sua família. É difícil para mim como amigo imaginar que ele possa estar envolvido."
Peter Chong deu entrevista à rádio e televisão pública britânica BBC depois que a polícia da Malásia abriu um inquérito criminal e revistou a casa do piloto.
"Conheço Zaharie há mais de dois anos. Era uma pessoa agradável, de bom convívio social, que gostava de crianças. Era um piloto experiente, com mais de 10 mil horas de voo. Se eu pudesse escolher o piloto do meu avião escolheria o comandante Zaharie", declarou Chong. "Até prova em contrário, não posso acreditar que ele tenha qualquer participação no desaparecimento do avião."
Chong também descarta a possibilidade de que o piloto estivesse deprimido e pudesse se suicidar, como aconteceu anos atrás com um voo da Egypt Air: "Falei com ele pela última vez há uma semana rapidamente. Ele estava de bom humor como sempre, não tinha problemas financeiros e o amor e a compaixão com que se relacionava com os outros se multiplicava em relação à sua família. É difícil para mim como amigo imaginar que ele possa estar envolvido."
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