Um inquérito internacional concluiu que um míssil da Rússia derrubou o voo MH17 da companhia aérea Malaysia Airlines em território da Ucrânia em julho de 2014, anunciaram os investigadores hoje na Holanda. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.
O sistema de lançamento de mísseis BUK foi levado da Rússia para o Leste da Ucrânia e devolvido à Rússia pouco depois da tragédia. Cem suspeitos foram identificados. A Rússia reagiu denunciando a politização do inquérito.
As companhias europeias haviam suspendido seus voos no espaço aéreo ucraniano depois da intervenção militar da Rússia para anexar a península da Crimeia e fomentar uma rebelião de russos étnicos no Leste da Ucrânia.
Quando o avião caiu, foi gravado um diálogo entre rebeldes que foram examinar os destroços e um oficial russo que os orientava. Para sua decepção, não era um avião militar. O chão estava cheio de malas e restos humanos de crianças e civis que voavam de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, a capital da Malásia.
"O que um avião comercial estava fazendo numa zona de guerra?", protestou o oficial russo.
Três horas antes da tragédia, jornalistas da agência de notícias Associated Press (AP) viram um lançador de mísseis BUK M1 na cidade de Snijne com quatro mísseis de 5,5 metros de comprimento.
Na época, o Kremlin alegou que o avião fora abatido pela Força Aérea da Ucrânia ou por mísseis antiaéreos do Exército ucraniano. Como os rebeldes não têm Força Aérea, os mísseis antiaéreos iraquianos só poderiam derrubar aviões russos, o que daria uma chance para a Rússia entrar diretamente na guerra e acabar com a independência da Ucrânia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Polícia da França é recebida a tiros em Saint-Denis
Dois a três suspeitos estão entrincheirados num apartamento em Saint-Denis, na Grande Paris, e trocaram tiros com a polícia, que realizava uma busca atrás dos responsáveis pela onda de terror que deixou 129 mortos na sexta-feira, 13 de novembro, na capital da França.
Dois policiais estariam feridos. Há pouco houve uma pausa nos tiros. Um helicóptero está sobrevoando a área. O prefeito da cidade aconselhou a população a não sair de casa.
Uma fonte policial disse à Agência France Presse (AFP) citada pelo jornal Libération, que os alvos da operação seriam, o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o idealizador e mandante dos atentados em Paris, e o francês Salah Abdeslam, considerado o chefe da operação. Outro terrorista não identificado que também participou dos atentados seria a terceira pessoa no apartamento.
O tiroteio recomeçou pouco depois das cinco da manhã (2h em Brasília). No final duas pessoas morreram, inclusive uma terrorista suicida que se autodetonou. Como ela estava com um colete-bomba, levantou a suspeita de que se preparava para mais um atentado iminente. Três policiais saíram feridos. Sete suspeitos foram presos. Até agora, não se sabe de Abaaoud e Adeslam estão entre eles.
Horas antes dois aviões da companhia aérea Air France que iam dos Estados Unidos para a França fizeram escalas inesperadas por suspeita de bomba a bordo.
O voo 55 (Los Angeles-Paris), com 298 a bordo de um Boeing 777 foi desviado para Salt Lake City, e o voo 65 (Washington-Paris), com 497 passageiros num Airbus A380, parou em Halifax, na província da Nova Escócia, no Canadá. Nada foi encontrado e os aviões seguiram em suas viagens.
Dois policiais estariam feridos. Há pouco houve uma pausa nos tiros. Um helicóptero está sobrevoando a área. O prefeito da cidade aconselhou a população a não sair de casa.
Uma fonte policial disse à Agência France Presse (AFP) citada pelo jornal Libération, que os alvos da operação seriam, o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o idealizador e mandante dos atentados em Paris, e o francês Salah Abdeslam, considerado o chefe da operação. Outro terrorista não identificado que também participou dos atentados seria a terceira pessoa no apartamento.
O tiroteio recomeçou pouco depois das cinco da manhã (2h em Brasília). No final duas pessoas morreram, inclusive uma terrorista suicida que se autodetonou. Como ela estava com um colete-bomba, levantou a suspeita de que se preparava para mais um atentado iminente. Três policiais saíram feridos. Sete suspeitos foram presos. Até agora, não se sabe de Abaaoud e Adeslam estão entre eles.
Horas antes dois aviões da companhia aérea Air France que iam dos Estados Unidos para a França fizeram escalas inesperadas por suspeita de bomba a bordo.
O voo 55 (Los Angeles-Paris), com 298 a bordo de um Boeing 777 foi desviado para Salt Lake City, e o voo 65 (Washington-Paris), com 497 passageiros num Airbus A380, parou em Halifax, na província da Nova Escócia, no Canadá. Nada foi encontrado e os aviões seguiram em suas viagens.
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terça-feira, 13 de outubro de 2015
Míssil fabricado na Rússia derrubou voo MH17 na Ucrânia
Um míssil terra-ar BUK fabricado na Rússia derrubou o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines numa área controlada por rebeldes apoiados por Moscou no Leste da Ucrânia em julho de 2014, concluiu uma investigação do Conselho de Segurança Aérea da Holanda divulgada hoje.
O relatório não acusa ninguém diretamente pela tragédia, mas critica as autoridades ucranianas por não fechar o espaço aéreo a voos civis. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.
A ex-república soviética da Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam os rebeldes pela queda do Boeing 777. Gravações de conversas entre rebeldes e oficiais russos indicam que o avião foi abatido por engano, ao ser tomado por um avião de guerra da Ucrânia.
Depois de alegar que o voo foi derrubado por um míssil disparado por um avião de caça ucraniano, a Rússia afirma agora que o míssil partiu de território controlado pelo governo de Kiev. A empresa fabricante do míssil chegou a dizer que se trata de um modelo antigo que não estaria mais em uso pelas Forças Armadas da Rússia, mas é comum dar armas mais antigas a rebeldes apoiados pelo Kremlin.
A guerra do protoditador russo, Vladimir Putin, contra a aspiração da ex-república soviética de se aproximar da União Europeia causou a tragédia.
O míssil atingiu a parte frontal esquerda do Boeing causando um tipo de impacto que afasta outras possibilidades como choque de meteoro, míssil ar-ar ou explosão interna, sustenta o relatório. Depois desse anúncio, o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak, prometeu levar os responsáveis à Justiça, enquanto o vice-ministro da Rússia, Serguei Riabkov, acusou a investigação de ser "parcial" e de ignorar as informações prestadas por Moscou.
O relatório não acusa ninguém diretamente pela tragédia, mas critica as autoridades ucranianas por não fechar o espaço aéreo a voos civis. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.
A ex-república soviética da Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam os rebeldes pela queda do Boeing 777. Gravações de conversas entre rebeldes e oficiais russos indicam que o avião foi abatido por engano, ao ser tomado por um avião de guerra da Ucrânia.
Depois de alegar que o voo foi derrubado por um míssil disparado por um avião de caça ucraniano, a Rússia afirma agora que o míssil partiu de território controlado pelo governo de Kiev. A empresa fabricante do míssil chegou a dizer que se trata de um modelo antigo que não estaria mais em uso pelas Forças Armadas da Rússia, mas é comum dar armas mais antigas a rebeldes apoiados pelo Kremlin.
A guerra do protoditador russo, Vladimir Putin, contra a aspiração da ex-república soviética de se aproximar da União Europeia causou a tragédia.
O míssil atingiu a parte frontal esquerda do Boeing causando um tipo de impacto que afasta outras possibilidades como choque de meteoro, míssil ar-ar ou explosão interna, sustenta o relatório. Depois desse anúncio, o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak, prometeu levar os responsáveis à Justiça, enquanto o vice-ministro da Rússia, Serguei Riabkov, acusou a investigação de ser "parcial" e de ignorar as informações prestadas por Moscou.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Malásia confirma que parte de avião era do voo desaparecido
O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, acaba de confirmar que os destroços de um avião encontrados na Ilha da Reunião, uma colônia francesa no Oceano Índico, era parte do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014 quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.
Todas as 239 pessoas a bordo morreram. O avião sumiu quando deveria entrar no espaço aéreo do Vietnã, no Mar da China Meridicional. Deu meia-volta e seguiu em direção ao Oceano Índico, onde se supõe que tenha voado até mergulhar no mar a leste da costa da Austrália.
A maior suspeita é de uma ação deliberada do piloto, talvez movido por fundamentalismo religioso.
"Agora, temos prova de que o voo MH370 terminou tragicamente no Oceano Índico", declarou o primeiro-ministro.
Todas as 239 pessoas a bordo morreram. O avião sumiu quando deveria entrar no espaço aéreo do Vietnã, no Mar da China Meridicional. Deu meia-volta e seguiu em direção ao Oceano Índico, onde se supõe que tenha voado até mergulhar no mar a leste da costa da Austrália.
A maior suspeita é de uma ação deliberada do piloto, talvez movido por fundamentalismo religioso.
"Agora, temos prova de que o voo MH370 terminou tragicamente no Oceano Índico", declarou o primeiro-ministro.
sábado, 26 de julho de 2014
Putin quer manter a influência sobre toda a Ucrânia
Bom tático, mas mau estrategista, o presidente Vladimir Putin conseguiu pequenas vitórias como a anexação da Ucrânia. Mas qual é sua visão estratégica? Qualquer que seja, a queda do avião da Malaysia Airlines e a morte das 298 pessoas a bordo desnuda a insensatez da intervenção militar do homem-forte da Rússia no Leste da Ucrânia.
Nesta semana, dei entrevista ao programa Sem Fronteiras, da Globo News, sobre a crise ucraniana e a queda do Boeing 777 que fazia ia da capital da Holanda, Amsterdã, para a da Malásia, Kuala Lumpur.
Putin vê o fim da União Soviética, em 1991, como "a maior catástrofe geopolítica do século 20", lamenta que 25 milhões de russos vivam em outras ex-repúblicas soviéticas e considera seu dever protegê-las. Quando era vice-prefeito de São Petersburgo, numa conferência internacional, o professor Timothy Garton Ash, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, observou que sob esta lógica seu país poderia recriar o Império Britânico.
Ex-diretor do serviço secreto russo formado nas entranhas do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a antiga polícia política soviética, Putin sonha em restaurar pelo menos parte do poder imperial soviético. A Ucrânia é uma peça fundamental desse quebra-cabeça.
No discurso de anexação da Crimeia no Parlamento da Rússia, em 17 de março de 2014, o homem-forte do Kremlin chamou a capital da Ucrânia, Kiev, de "mãe de todas as cidades russas". A Rússia nasceu em Kiev. Uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, de 988, adotando o cristianismo como religião oficial do principado, é considerada o primeiro documento da história da Rússia.
Por isso, o projeto de Putin é manter a influência da Rússia sobre toda a Ucrânia. Aparentemente, não lhe interessa tomar mais um naco do país, a região Leste, o vale do Rio Don, onde a maioria é étnica e linguisticamente russa, mas sim desestabilizar a Ucrânia inteira para enfraquecer o governo de Kiev. Já conseguiu.
Mas, ao intervir militarmente na Ucrânia, Putin alienou a maior parte da população ucraniana, que se voltou contra a Rússia, enquanto o governo ucraniano também faz inimigos ao bombardear seu próprio país. Como a Ucrânia vai se associar à União Eurasiana, a mini-União Soviética de Putin, depois de um conflito que a Rússia contina a fomentar, enviando armas para os rebeldes mesmo depois da queda do avião malasiano?
Se a guerra, na definição do estrategista alemão Carl von Clausewitz, é a continuação da política por outros meios, a vitória na guerra exige que o resultado final seja uma reorientação da política de acordo com as aspirações do vencedor. Neste sentido, Putin sofre uma derrota.
A crise atual começou em novembro de 2013, quando o então presidente Viktor Yanukovich rompeu, sob pressão do Kremlin, negociações para associar a Ucrânia à União Europeia. Nenhuma ex-república soviética se livrou do domínio de Moscou, com a exceção dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), que entraram para a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Na Revolução Laranja, contra uma fraude eleitoral para beneficiar Yanukovich, em 2004, a maioria dos ucranianos manifestara o interesse de se aproximar da Europa moderna, liberal e democrática, de um grupo de países que decidiram superar os nacionalismos responsáveis por duas guerras mundiais, construir uma comunidade supranacional e resolver seus conflitos pacificamente.
É com esta promessa da UE de um futuro próspero e democrático para a Ucrânia, e o exemplo da Polônia mora ao lado, que a Rússia de Putin não tem como competir.
Nesta semana, dei entrevista ao programa Sem Fronteiras, da Globo News, sobre a crise ucraniana e a queda do Boeing 777 que fazia ia da capital da Holanda, Amsterdã, para a da Malásia, Kuala Lumpur.
Putin vê o fim da União Soviética, em 1991, como "a maior catástrofe geopolítica do século 20", lamenta que 25 milhões de russos vivam em outras ex-repúblicas soviéticas e considera seu dever protegê-las. Quando era vice-prefeito de São Petersburgo, numa conferência internacional, o professor Timothy Garton Ash, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, observou que sob esta lógica seu país poderia recriar o Império Britânico.
Ex-diretor do serviço secreto russo formado nas entranhas do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a antiga polícia política soviética, Putin sonha em restaurar pelo menos parte do poder imperial soviético. A Ucrânia é uma peça fundamental desse quebra-cabeça.
No discurso de anexação da Crimeia no Parlamento da Rússia, em 17 de março de 2014, o homem-forte do Kremlin chamou a capital da Ucrânia, Kiev, de "mãe de todas as cidades russas". A Rússia nasceu em Kiev. Uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, de 988, adotando o cristianismo como religião oficial do principado, é considerada o primeiro documento da história da Rússia.
Por isso, o projeto de Putin é manter a influência da Rússia sobre toda a Ucrânia. Aparentemente, não lhe interessa tomar mais um naco do país, a região Leste, o vale do Rio Don, onde a maioria é étnica e linguisticamente russa, mas sim desestabilizar a Ucrânia inteira para enfraquecer o governo de Kiev. Já conseguiu.
Mas, ao intervir militarmente na Ucrânia, Putin alienou a maior parte da população ucraniana, que se voltou contra a Rússia, enquanto o governo ucraniano também faz inimigos ao bombardear seu próprio país. Como a Ucrânia vai se associar à União Eurasiana, a mini-União Soviética de Putin, depois de um conflito que a Rússia contina a fomentar, enviando armas para os rebeldes mesmo depois da queda do avião malasiano?
Se a guerra, na definição do estrategista alemão Carl von Clausewitz, é a continuação da política por outros meios, a vitória na guerra exige que o resultado final seja uma reorientação da política de acordo com as aspirações do vencedor. Neste sentido, Putin sofre uma derrota.
A crise atual começou em novembro de 2013, quando o então presidente Viktor Yanukovich rompeu, sob pressão do Kremlin, negociações para associar a Ucrânia à União Europeia. Nenhuma ex-república soviética se livrou do domínio de Moscou, com a exceção dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), que entraram para a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Na Revolução Laranja, contra uma fraude eleitoral para beneficiar Yanukovich, em 2004, a maioria dos ucranianos manifestara o interesse de se aproximar da Europa moderna, liberal e democrática, de um grupo de países que decidiram superar os nacionalismos responsáveis por duas guerras mundiais, construir uma comunidade supranacional e resolver seus conflitos pacificamente.
É com esta promessa da UE de um futuro próspero e democrático para a Ucrânia, e o exemplo da Polônia mora ao lado, que a Rússia de Putin não tem como competir.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Rebeldes entregam caixas-pretas à Malásia
Os rebeldes apoiados pela Rússia suspeitos de abater por engano um Boeing 777 no Leste da Ucrânia matando todas as 298 pessoas a bordo entregaram hoje a autoridades da Malásia as caixas-pretas com a gravação das comunicações de bordo, uma peça fundamental na investigação.
Em Nova York, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas determinou que as equipes de investigação tenham acesso amplo, sem quaisquer restrições, à área de cerca de 20 quilômetros quadrados por onde estão espalhados os destroços do avião.
O voo MH17 fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur quando foi atingido por um míssil ao passar sobre uma região controlada pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.
Em Nova York, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas determinou que as equipes de investigação tenham acesso amplo, sem quaisquer restrições, à área de cerca de 20 quilômetros quadrados por onde estão espalhados os destroços do avião.
O voo MH17 fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur quando foi atingido por um míssil ao passar sobre uma região controlada pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Rebeldes russos impedem investigação sobre Boeing
Uma equipe de observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que
esteve hoje no local do Leste da Ucrânia onde caiu ontem um Boeing 777 da companhia
aérea Malaysia Airlines lamentou que o trabalho tenha sido prejudicado. Os separatistas
pró-Rússia que dominam a área e são os maiores suspeitos deram tiros para o alto e intimidaram os
observadores.
A missão da OSCE não conseguiu nem identificar o comandante militar da área, dominada pelos rebeldes que lutam para anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa. Os destroços dos 298 passageiros e tripulantes continuam jogados pela relva. A grande operação para resgatar restos mortais e investigar o acidente nem começou. Não há pessoal qualificado na região para fazer o trabalho.
A missão da OSCE não conseguiu nem identificar o comandante militar da área, dominada pelos rebeldes que lutam para anexar o Leste da Ucrânia à Federação Russa. Os destroços dos 298 passageiros e tripulantes continuam jogados pela relva. A grande operação para resgatar restos mortais e investigar o acidente nem começou. Não há pessoal qualificado na região para fazer o trabalho.
O Boeing 777 fazia o voo M17, na rota Amsterdã-Kuala Lumpur, quando foi atingido por um míssil terra-ar quando atravessava o espaço aéreo ucraniano, a 50 km da fronteira da Rússia.
Obama pede investigação internacional sobre avião
O presidente Barack Obama defendeu hoje uma "investigação internacional com credibilidade" para esclarecer a queda de um avião da companhia Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo, abatido ontem no Leste da Ucrânia por um míssil terra-ar provavelmente disparado por rebeldes apoiados pela Rússia.
Obama chamou a tragédia de “ultraje de proporções indescritíveis”. Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar quem disparou o míssil, mas sabem que partiu de território dominado pelos rebeldes separatistas.
Por outro lado, o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo ucraniano pela situação de conflito no país, mas não pelo ataque ao Boeing 777. Ele pediu a realização de negociações de paz entre o governo de Kiev e os aliados da Rússia.
Obama chamou a tragédia de “ultraje de proporções indescritíveis”. Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar quem disparou o míssil, mas sabem que partiu de território dominado pelos rebeldes separatistas.
Por outro lado, o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo ucraniano pela situação de conflito no país, mas não pelo ataque ao Boeing 777. Ele pediu a realização de negociações de paz entre o governo de Kiev e os aliados da Rússia.
Gravação incrimina rebeldes, diz Ucrânia
Com base em gravações supostamente interceptadas pelos seus serviços secretos, a Ucrânia acusa um grupo rebelde que luta para anexar o Leste do país à Federação Russa baseado na vila de Chernukhino, na província de Luhansk, de disparar o míssil terra-ar que derrubou um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo.
Chernukhino fica a menos de 20 quilômetros do local da tragédia, em território controlado pelos rebeldes, que anunciaram ter recolhido a caixa-preta com o registro das comunicações de bordo, prometendo enviá-la a Moscou para análise.
O telefonema foi dado por alguém identificado pela espionagem ucraniana como Igor Bezler, oficial de inteligência da Rússia e um dos principais comandantes da autoproclamada República Popular de Donetsk. Às 16h40 pela hora local, 20 minutos depois da queda do avião, na versão ucraniana, ele ligou para um homem identificado como Vassili Geranin, coronel do serviço de inteligência das Forças Armadas da Rússia, e disse: "Acabamos de derrubar um avião."
Quarenta minutos mais tarde, num segundo telefonema, depois de inspecionar o local, um homem que se apresenta como o Major diz o seguinte: "Aqui são os caras de Chernukhino que derrubaram o avião. Aqueles cossacos baseados em Chernukhino." Em seguida, afirma estar "100% certo de que era um avião de passageiros".
O interlocutor ainda pergunta se não havia armas ou equipamentos militares espalhados pelo são. Não havia. Ao contrário, havia roupas e guias de viagem de quem sai em férias, "medicamentos, toalhas e lenços de papel".
No Brasil, onde participa da reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo da Ucrânia pelo incidente, alegando que é o responsável pela guerra civil no Leste do país.
Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar com precisão de onde saiu o míssil para saber se foi de território sob o controle do governo ou dos rebeldes.
Chernukhino fica a menos de 20 quilômetros do local da tragédia, em território controlado pelos rebeldes, que anunciaram ter recolhido a caixa-preta com o registro das comunicações de bordo, prometendo enviá-la a Moscou para análise.
O telefonema foi dado por alguém identificado pela espionagem ucraniana como Igor Bezler, oficial de inteligência da Rússia e um dos principais comandantes da autoproclamada República Popular de Donetsk. Às 16h40 pela hora local, 20 minutos depois da queda do avião, na versão ucraniana, ele ligou para um homem identificado como Vassili Geranin, coronel do serviço de inteligência das Forças Armadas da Rússia, e disse: "Acabamos de derrubar um avião."
Quarenta minutos mais tarde, num segundo telefonema, depois de inspecionar o local, um homem que se apresenta como o Major diz o seguinte: "Aqui são os caras de Chernukhino que derrubaram o avião. Aqueles cossacos baseados em Chernukhino." Em seguida, afirma estar "100% certo de que era um avião de passageiros".
O interlocutor ainda pergunta se não havia armas ou equipamentos militares espalhados pelo são. Não havia. Ao contrário, havia roupas e guias de viagem de quem sai em férias, "medicamentos, toalhas e lenços de papel".
No Brasil, onde participa da reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente russo, Vladimir Putin, culpou o governo da Ucrânia pelo incidente, alegando que é o responsável pela guerra civil no Leste do país.
Os Estados Unidos ainda não conseguiram determinar com precisão de onde saiu o míssil para saber se foi de território sob o controle do governo ou dos rebeldes.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Governo da Ucrânia diz que Boeing foi abatido
Um assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, Anton Herachenko, afirmou que o Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que desapareceu hoje perto da fronteira com a Rússia "foi abatido" pelos rebeldes apoiados pelo Kremlin.
O avião teria sido atingido por um míssil terra-ar Buk 9K37, parte de um sofisticado sistema de defesa antiaéreo cedido aos rebeldes pela Rússia, acrescentou o assessor ministerial, enquanto o líder rebelde Alexander Borodai acusava o governo ucraniano.
A aeronave caiu numa região dominada pelos rebeldes, que recuperaram a caixa-preta com as gravações de bordo e prometeram entregá-la ao governo da Rússia para análise.
Na Malásia, o primeiro-ministro Najib Razak declarou estar "em choque com a notícia". O voo MH17, Amsterdã-Kuala Lumpur, levava 283 passageiros e 15 tripulantes quando caiu em Chakhtiansk, na Ucrânia, a 50 km da fronteira com a Rússia. A maioria (189) era de holandeses.
Horas antes, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia acusou hoje a Rússia de derrubar um avião militar ucraniano Sukhoi-25. Os rebeldes advertiram aviões comerciais e não cruzar o espaço aéreo da região conflagrada.
Em 1º de setembro de 1983, no auge da chamada Segunda Guerra Fria, quando os Estados Unidos estavam prestes a instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances na Europa, a União Soviética abateu um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air supostamente confundido com um avião-espião. Todas as 269 pessoas a bordo morreram, inclusive um deputado federal americano.
Em 3 de julho de 1988, um mês antes do fim da guerra entre Irã e Iraque, navios de guerra dos EUA estacionados no Golfo Pérsico derrubaram um Airbus 300 da companhia aérea Iran Air matando todas as 290 pessoas a bordo. O atentado contra o Jumbo da empresa PanAm que matou 270 pessoas em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro daquele ano, teria sido uma retaliação iraniana.
Há quatro meses, em 8 de março de 2014, um Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu quando fazia a rota Kuala Lumpur-Beijim sem deixar sinal. Até hoje, não foi encontrado. Suspeita-se que tenha sido desviado por alguém da tripulação para o Oceano Índico, onde teria afundado em local indeterminado.
O avião teria sido atingido por um míssil terra-ar Buk 9K37, parte de um sofisticado sistema de defesa antiaéreo cedido aos rebeldes pela Rússia, acrescentou o assessor ministerial, enquanto o líder rebelde Alexander Borodai acusava o governo ucraniano.
A aeronave caiu numa região dominada pelos rebeldes, que recuperaram a caixa-preta com as gravações de bordo e prometeram entregá-la ao governo da Rússia para análise.
Na Malásia, o primeiro-ministro Najib Razak declarou estar "em choque com a notícia". O voo MH17, Amsterdã-Kuala Lumpur, levava 283 passageiros e 15 tripulantes quando caiu em Chakhtiansk, na Ucrânia, a 50 km da fronteira com a Rússia. A maioria (189) era de holandeses.
Horas antes, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia acusou hoje a Rússia de derrubar um avião militar ucraniano Sukhoi-25. Os rebeldes advertiram aviões comerciais e não cruzar o espaço aéreo da região conflagrada.
Em 1º de setembro de 1983, no auge da chamada Segunda Guerra Fria, quando os Estados Unidos estavam prestes a instalar mísseis nucleares de curto e médio alcances na Europa, a União Soviética abateu um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air supostamente confundido com um avião-espião. Todas as 269 pessoas a bordo morreram, inclusive um deputado federal americano.
Em 3 de julho de 1988, um mês antes do fim da guerra entre Irã e Iraque, navios de guerra dos EUA estacionados no Golfo Pérsico derrubaram um Airbus 300 da companhia aérea Iran Air matando todas as 290 pessoas a bordo. O atentado contra o Jumbo da empresa PanAm que matou 270 pessoas em Lockerbie, na Escócia, em 21 de dezembro daquele ano, teria sido uma retaliação iraniana.
Há quatro meses, em 8 de março de 2014, um Boeing 777 com 239 pessoas a bordo desapareceu quando fazia a rota Kuala Lumpur-Beijim sem deixar sinal. Até hoje, não foi encontrado. Suspeita-se que tenha sido desviado por alguém da tripulação para o Oceano Índico, onde teria afundado em local indeterminado.
Boeing da Malásia cai na fronteira Rússia-Ucrânia
Um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines que ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, a capital da Malásia, com 298 pessoas a bordo desapareceu dos radares hoje quando sobrevoava a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia.
As causas da tragédia ainda não foram apontadas. Como há uma guerra civil entre rebeldes apoiados pelo Kremlin e o governo central de Kiev, há suspeitas de que o avião possa ter sido abatido por engano. O presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, não descarta essa possibilidade.
Nas últimas semanas, o governo ucraniano denunciou que os rebeldes têm armas sofisticadas cedidas pela Rússia, inclusive mísseis antiaéreos. Se o avião tiver caído por falha mecânica, os destroços devem estar espalhados por uma área relativamente restrita. Se foi atingido por um míssil em pleno ar, os restos estarão dispersos numa área muito maior.
Ontem, o presidente Barack Obama anunciou a ampliação das sanções contra a Rússia com foco específico em empresas dos setores de energia e defesa. Entre elas, estão quatro das mais importantes empresas do país: Gazprombank, o banco da maior empresa de gás do mundo; Rosneft, do setor de petróleo; Novatek; e o banco estatal Vnesheconombank.
As causas da tragédia ainda não foram apontadas. Como há uma guerra civil entre rebeldes apoiados pelo Kremlin e o governo central de Kiev, há suspeitas de que o avião possa ter sido abatido por engano. O presidente da Ucrânia, Petro Porochenko, não descarta essa possibilidade.
Nas últimas semanas, o governo ucraniano denunciou que os rebeldes têm armas sofisticadas cedidas pela Rússia, inclusive mísseis antiaéreos. Se o avião tiver caído por falha mecânica, os destroços devem estar espalhados por uma área relativamente restrita. Se foi atingido por um míssil em pleno ar, os restos estarão dispersos numa área muito maior.
Ontem, o presidente Barack Obama anunciou a ampliação das sanções contra a Rússia com foco específico em empresas dos setores de energia e defesa. Entre elas, estão quatro das mais importantes empresas do país: Gazprombank, o banco da maior empresa de gás do mundo; Rosneft, do setor de petróleo; Novatek; e o banco estatal Vnesheconombank.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Famílias do voo MH370 rejeitam certidões de óbito
Os parentes dos passageiros do Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido desde 8 de março de 2014 repudiaram hoje a iniciativa do governo da Malásia de emitir certidões de óbito e pagar indenizações como se todos os 227 passageiros e os 12 tripulantes estejam mortos, como acreditam todos os especialistas.
"Nós, as famílias do voo MH370, entendemos que, enquanto não houver provas conclusivas de que o avião caiu e não há sobreviventes, eles não têm o direito de tentar resolver o caso emitindo certidões de óbito e pagando indenizações", declarou em nota o grupo das Famílias Unidas do Voo MH370. A maioria das vítimas (154) era da China.
Depois de captar sinais que seriam da caixa-preta com as gravações de bordo, nos últimos dias nada foi ouvido pelos sistemas de rastreamento. Há o temor de que as baterias já estejam descarregadas. As operações de busca, realizadas no Oceano Índico a mais de mil quilômetros a oeste da Austrália, foram suspensas hoje por causa de um ciclone subtropical.
"Nós, as famílias do voo MH370, entendemos que, enquanto não houver provas conclusivas de que o avião caiu e não há sobreviventes, eles não têm o direito de tentar resolver o caso emitindo certidões de óbito e pagando indenizações", declarou em nota o grupo das Famílias Unidas do Voo MH370. A maioria das vítimas (154) era da China.
Depois de captar sinais que seriam da caixa-preta com as gravações de bordo, nos últimos dias nada foi ouvido pelos sistemas de rastreamento. Há o temor de que as baterias já estejam descarregadas. As operações de busca, realizadas no Oceano Índico a mais de mil quilômetros a oeste da Austrália, foram suspensas hoje por causa de um ciclone subtropical.
domingo, 13 de abril de 2014
Boeing da Malásia foi pilotado como avião caça
O Boeing 777 do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, foi pilotado como um avião de caça. Para não ser detectado pelos radares, subiu até perto de 14 mil metros de altitude e depois voou em alta velocidade a apenas 1,5 mil metros do solo, informaram investigadores malasianos citados anonimamente pelo jornal inglês The Sunday Times.
A alegação alimenta a hipótese de que o avião tenha sido desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim por alguém da tripulação, com capacidade técnica para controlar a aeronave, informou o jornal International Business Times.
Como o jornal local New Straits Times noticiou que o copiloto, Farik Abdul Hamid, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing foi desviado da rota. Uma das possibilidades é que o piloto Zaharie Ahmad Shah tenha se trancado na cabine depois de uma saída do copiloto, que então teria tentado avisar as autoridades.
A alegação alimenta a hipótese de que o avião tenha sido desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim por alguém da tripulação, com capacidade técnica para controlar a aeronave, informou o jornal International Business Times.
Como o jornal local New Straits Times noticiou que o copiloto, Farik Abdul Hamid, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing foi desviado da rota. Uma das possibilidades é que o piloto Zaharie Ahmad Shah tenha se trancado na cabine depois de uma saída do copiloto, que então teria tentado avisar as autoridades.
sábado, 12 de abril de 2014
Copiloto do voo MH370 teria tentado usar celular a bordo
O copiloto do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de um mês com 329 pessoas a bordo, tentou usar o telefone celular depois que o Boeing 777 foi desviado da rota Kuala Lumpur-Beijim, suspeitam investigadores citados pelo jornal malasiano New Straits Times, informa a agência de notícias Reuters.
Uma torre de telefonia celular detectou uma tentativa de uso do celular de Farik Abdul Hamid quando o avião estava a cerca de 370 quilômetros a noroeste da costa oeste do estado de Penang, na Malásia. Por volta do mesmo horário, 2h15 de 8 de março de 2014, um radar militar malasiano captou o último sinal do Boeing no ar.
A confiabilidade da informação foi questionada pelo ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein: "Se isto aconteceu, deveríamos ter ficado sabendo antes."
Depois de escrutinar a vida dos 227 passageiros, os investidores acreditam que alguém da tripulação desviou o Boeing, que teria voado mais oito horas até mergulhar no Oceano Índico a cerca de mil km a oeste da costa oeste da Austrália.
Uma torre de telefonia celular detectou uma tentativa de uso do celular de Farik Abdul Hamid quando o avião estava a cerca de 370 quilômetros a noroeste da costa oeste do estado de Penang, na Malásia. Por volta do mesmo horário, 2h15 de 8 de março de 2014, um radar militar malasiano captou o último sinal do Boeing no ar.
A confiabilidade da informação foi questionada pelo ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein: "Se isto aconteceu, deveríamos ter ficado sabendo antes."
Depois de escrutinar a vida dos 227 passageiros, os investidores acreditam que alguém da tripulação desviou o Boeing, que teria voado mais oito horas até mergulhar no Oceano Índico a cerca de mil km a oeste da costa oeste da Austrália.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Investigador atribui sumiço do avião ao piloto
O piloto Zaharie Ahmad Shah está sendo considerado o único responsável pelo desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo há 20 dias, afirmou um investigador não identificado citado pelo jornal USA Today. Ele seria a única pessoas a bordo com conhecimento e experiência para deliberadamente desviar o Boeing 777 da rota Kuala Lumpur-Beijim.
No momento, os investigadores estão se concentrando na sua ex-mulher, Faizah Khan, parentes e amigos. Querem descobrir se ele enfrentava algum problema financeiro ou psicológico sério capaz de justificar um ato tresloucado.
A suspeita é que Shah tenha ligação com grupos extremistas. O copiloto Farik Abdul Hamid não teria experiência suficiente para desviar a aeronave.
Shah está sendo descrito como um "partidário fanático" do Partido Justiça Popular, liderado pelo ex-primeiro-ministro Anwar Ibrahim, o maior da oposição à Organização Nacional Malaia Unida (UMNO, do inglês), que governa a Malásia há 56 anos. O voo partiu no dia em que Ibrahim foi condenado a mais cinco anos de prisão por homossexualismo, acusações que seus seguidores denunciam como fraudulentas.
Ibrahim não é um extremista muçulmano. De 1993 a 1998, era o vice e considerado o provável sucessor do primeiro-ministro Mahathir Mohamed, o grande líder autoritário do desenvolvimento e modernização da Malásia.
Hoje cinco dos dez aviões que sobrevoaram a nova área de buscas, mil quilômetros ao norte de onde se procuravam destroços no Sul do Oceano Índico, observaram objetos coloridos. Nenhum foi recolhido do mar até agora.
No momento, os investigadores estão se concentrando na sua ex-mulher, Faizah Khan, parentes e amigos. Querem descobrir se ele enfrentava algum problema financeiro ou psicológico sério capaz de justificar um ato tresloucado.
A suspeita é que Shah tenha ligação com grupos extremistas. O copiloto Farik Abdul Hamid não teria experiência suficiente para desviar a aeronave.
Shah está sendo descrito como um "partidário fanático" do Partido Justiça Popular, liderado pelo ex-primeiro-ministro Anwar Ibrahim, o maior da oposição à Organização Nacional Malaia Unida (UMNO, do inglês), que governa a Malásia há 56 anos. O voo partiu no dia em que Ibrahim foi condenado a mais cinco anos de prisão por homossexualismo, acusações que seus seguidores denunciam como fraudulentas.
Ibrahim não é um extremista muçulmano. De 1993 a 1998, era o vice e considerado o provável sucessor do primeiro-ministro Mahathir Mohamed, o grande líder autoritário do desenvolvimento e modernização da Malásia.
Hoje cinco dos dez aviões que sobrevoaram a nova área de buscas, mil quilômetros ao norte de onde se procuravam destroços no Sul do Oceano Índico, observaram objetos coloridos. Nenhum foi recolhido do mar até agora.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Satélite tailandês avista 300 objetos no Oceano Índico
Um satélite da Tailândia localizou 300 objetos boiando no Oceano Índico a 2,7 mil quilômetros a leste da cidade de Perth, na Austrália. Podem ser restos do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desaparecido há 19 dias, quando ia de Kuala Lumpur, na Malásia, para Beijim, na China, com 239 pessoas a bordo.
Os objetos têm até 15 metros de comprimento. "Não vamos nos atrever a afirmar que são destroços do avião", declarou um porta-voz tailandês.
Até agora, nenhum destroço do avião foi recolhido. O mau tempo obrigou a suspender as buscas nesta quinta-feira. A área de busca foi passou a ser algumas centenas de quilômetros ao norte.
A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) não encontrou no simulador de voo recolhido na casa do piloto nenhum indício comprometedor.
Os objetos têm até 15 metros de comprimento. "Não vamos nos atrever a afirmar que são destroços do avião", declarou um porta-voz tailandês.
Até agora, nenhum destroço do avião foi recolhido. O mau tempo obrigou a suspender as buscas nesta quinta-feira. A área de busca foi passou a ser algumas centenas de quilômetros ao norte.
A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) não encontrou no simulador de voo recolhido na casa do piloto nenhum indício comprometedor.
segunda-feira, 24 de março de 2014
EUA enviam localizador de caixa-preta ao Índico
O comando militar dos Estados Unidos no Oceano Pacífico ordenou à Frota do Pacífico que leve um equipamento de localização da caixa-preta com os registros de voo para o área do Oceano Índico onde se acredita que o Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Air desaparecido há 16 dias tenha caído no mar com 239 pessoas a bordo.
Com o localizador TPL-25, a Marinha dos EUA acredita poder achar caixas-pretas a profundidades de até 6,5 mil metros. O voo MH370 é um bom teste.
Com o localizador TPL-25, a Marinha dos EUA acredita poder achar caixas-pretas a profundidades de até 6,5 mil metros. O voo MH370 é um bom teste.
Governo da Malásia afirma que avião caiu no mar
Uma nova análise dos dados de satélites indica que o Boeing 777 que saiu da rota quando voava de Kuala Lumpur para Beijim em 8 de março de 2014 caiu no Oceano Índico e não há sobreviventes entre as 239 pessoas a bordo, declarou hoje o primeiro-ministro malasiano, Najib Razak.
Nos últimos dias, equipes de busca procuram localizar objetos vistos por satélites da Austrália, China e França que podem ser destroços do avião.
Hoje, 16 dias depois, a companhia aérea enviou esta mensagem aos parentes dos passageiros: "A Malaysia Airlines lamenta profundamente ter de presumir que o voo MH 370 foi perdido e que nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu. Como você vai ouvir do primeiro-ministro da Malásia, temos de aceitar os indícios de que o avião caiu no Sul do Oceano Índico."
Nos últimos dias, equipes de busca procuram localizar objetos vistos por satélites da Austrália, China e França que podem ser destroços do avião.
Hoje, 16 dias depois, a companhia aérea enviou esta mensagem aos parentes dos passageiros: "A Malaysia Airlines lamenta profundamente ter de presumir que o voo MH 370 foi perdido e que nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu. Como você vai ouvir do primeiro-ministro da Malásia, temos de aceitar os indícios de que o avião caiu no Sul do Oceano Índico."
Avião chinês observa objeto suspeito no Oceano Índico
Uma tripulação da Força Aérea da China enxergou "objetos suspeitos" no Oceano Índico que podem ser destroços do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines desaparecido há 15 dias, quando ia da capital da Malásia, Kuala Lumpur, para a da China, Beijim, com 239 pessoas a bordo, informou a agência oficial de notícias Nova China.
É a primeira vez que algum objeto é visto a olho nu na busca pelo avião. A conferir, se é mesmo do Boeing.
Mais cedo, a França revelara que um de seus satélites também detectou imagens que podem ser do avião sumido.
O desaparecimento do voo MH370 é um desses mistérios que parecem impossíveis na era da informação. Alguém mudou a rota e desligou todos os equipamentos de comunicação de bordo do avião, não se sabe por quê.
A última especulação é que o avião poderia ter descido para baixa altitude, como indicam alguns radares, talvez por causa de um acidente capaz de prejudicar a pressurização da cabine e o fornecimento de oxigênio. Com todos os passageiros e tripulantes dormindo, em estado letárgico, o Boeing teria seguido em voo cego até acabar o combustível e mergulhar no Oceano Índico.
Se for confirmado que o Boeing desapareceu onde está sendo procurado, no Sul do Oceano Índico, seguia em direção à Antártida, onde não teria a menor condição de pousar.
É a primeira vez que algum objeto é visto a olho nu na busca pelo avião. A conferir, se é mesmo do Boeing.
Mais cedo, a França revelara que um de seus satélites também detectou imagens que podem ser do avião sumido.
O desaparecimento do voo MH370 é um desses mistérios que parecem impossíveis na era da informação. Alguém mudou a rota e desligou todos os equipamentos de comunicação de bordo do avião, não se sabe por quê.
A última especulação é que o avião poderia ter descido para baixa altitude, como indicam alguns radares, talvez por causa de um acidente capaz de prejudicar a pressurização da cabine e o fornecimento de oxigênio. Com todos os passageiros e tripulantes dormindo, em estado letárgico, o Boeing teria seguido em voo cego até acabar o combustível e mergulhar no Oceano Índico.
Se for confirmado que o Boeing desapareceu onde está sendo procurado, no Sul do Oceano Índico, seguia em direção à Antártida, onde não teria a menor condição de pousar.
sábado, 22 de março de 2014
Satélite chinês vê imagens que podem ser do avião
A China divulgou neste sábado imagens que podem ser dos destroços do voo MH 370 da companhia aérea Malaysia Airlines, desaparecido há duas semanas com 239 pessoas a bordo. Eles estão a cerca de 120 quilômetros ao sul do local apontado em imagens de satélite australianas divulgadas há dois dias.
O Boeing 777 ia da capital da Malásia, Kuala Lumpur, para a da China, Beijim, há uma semana. Todos os equipamentos de comunicação de bordo foram desligados depois de pouco mais de uma hora de voo, quando o avião sobrevoava o Golfo da Tailândia e se preparava para entrar no espaço aéreo do Vietnã.
O Boeing 777 ia da capital da Malásia, Kuala Lumpur, para a da China, Beijim, há uma semana. Todos os equipamentos de comunicação de bordo foram desligados depois de pouco mais de uma hora de voo, quando o avião sobrevoava o Golfo da Tailândia e se preparava para entrar no espaço aéreo do Vietnã.
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