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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Janeiro

 LUÍS XVI É GUILHOTINADO

    Em 1793, um dia depois de ser condenado à morte pela Convenção Nacional por traição e conspiracão com potências estrangeiras, o rei Luís XVI é executado na Praça da Revolução, em Paris.

É um pouco antes do início do período do terror da Revolução Francesa, em que milhares de pessoas são guilhotinadas, inclusive a rainha e os líderes revolucionários Georges-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre.

Como Maria Antonieta é austríaca, a família real é acusada de conspirar com potências estrangeiras para que invadam a França e acabem com a revolução.

MORTE DE LENIN

    Em 1924, o líder da Revolução Comunista e primeiro líder da União Soviética, Vladimir Ilich Ulianov, mais conhecido como Lenin, morre aos 54 anos, deflagrando uma luta pelo poder entre Leon Trotsky, criador do Exército Vermelho e ministro do Exterior, e o secretário-geral do partido, Josef Stalin, que vence e governa durante três décadas com um regime de terror. 

O corpo de Lenin embalsamado está em exposição num mausoléu na Praça Vermelha. Ele nasce em 22 de abril de 1870 em Ulianovsk numa família de classe média alta e entra na luta pelo socialismo revolucionário depois da execução, em 1887, do irmão mais velho, Alexander, condenado à morte sob acusação de conspirar para matar o czar e derrubar o regime.

Condenado por ativismo comunista, Lenin fica três anos no exílio interno na Sibéria, onde se casa com Nádia Krupskaya, e depois vai para a Europa Ocidental. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se refugia na neutra Suíça.

Contra a guerra, faz campanha para convencer os partidos socialistas e os trabalhadores dos exércitos em luta a se revoltar contra a burguesia e a aristocracia dominantes de seus países. A guerra só interessa às elites. Lenin escreve seu único livro sobre relações internacionais, Imperialismo: a fase superior do capitalismo. 

Depois da queda do czar Nicolau II na Revolução de Fevereiro de 1917, Lenin recebe um salvo-conduto para atravessar a Alemanha e chega a Petrogrado, hoje São Petersburgo, depois de ter sido Leningrado. Ele lança as Teses de Abril e lidera a Revolução de Outubro, quando os comunistas tomam o poder.

Lenin é o chefe de Estado na Rússia Comunista e da URSS de 1917 até sua morte. Em reação à revolução, começa uma guerra civil. Os comunistas vencem em 1922 e criam a URSS para acomodar as diferentes nacionalidades do antigo império czarista. Para justificar a invasão da Ucrânia, o ditador russo, Vladimir Putin, alega que a Ucrânia é uma invenção de Lenin e Stalin.

Um dos líderes mais influentes do século 20, Lenin deixa sua marca em toda uma corrente política, o marxismo-leninismo. É acusado de ter aberto o caminho para o stalinismo com o chamado centralismo democrático e de criar um regime totalitário com execuções em massa, inclusive da família imperial czarista, polícia política e perseguição aos dissidentes.

PRIMEIRO VOO COMERCIAL DO CONCORDE

    Em 1976, o Concorde, o primeiro avião de passageiros supersônico, um projeto financiado pelos governos da França e do Reino Unido, faz seus primeiros voos comerciais. Com a companhia aérea British Airways, vai de Londres ao Bahrein, enquanto pela Air France voa de Paris ao Rio de Janeiro.

O Concorde é o primeiro projeto conjunto de países europeus para construir uma aeronave. Em 29 de novembro de 1962, a França e o Reino Unido assinam um tratado para realizar o projeto. A British Aerospace e a Aérospatiale são encarregadas de fabricar a estrutura metálica, e a Rolls-Royce e a Société Nationale de Étude et de Construction de Moteurs d'Aviation (SNECMA) fazem os motores. 

O primeiro voo é em 2 de março de 1969. O Concorde atinge uma velocidade máxima de 2.179 quilômetros por hora ou Mach 2,04, mais de duas vezes a velocidade do som. A primeira travessia do Oceano Atlântico é em 26 de setembro de 1973. O jato supersônico reduz o tempo de viagem entre Londres e Nova York para três horas.

Em maio de 1976, as duas companhias aéreas passam a voar regularmente para Washington e, em novembro de 1977, para Nova York. Mas o custo operacional é tão grande que o Concorde sempre dá prejuízo. Só 14 Concordes entram em operação. As únicas rotas mantidas são para Nova York.

Em 25 de julho de 2000, o pneu de um Concorde que ia de Paris para Nova York estoura logo após a decolagem, rompe um tanque de combustível e provoca um incêndio que derruba o avião. Todas as 109 pessoas a bordo, 100 passageiros e 9 tripulantes, morrem no acidente, além de quatro pessoas atingidas no solo.

A Air France suspende as operações com o Concorde em maio de 2003 e a British Airways em outubro de 2003.

CARTER PERDOA DESERTORES

    Em 1977, no segundo dia de governo, o presidente Jimmy Carter perdoa centenas de milhares de homens que se negaram a lutar na Guerra do Vietnã (1955-75), uma promessa de campanha.

Cerca de 100 mil norte-americanos saem do país no fim dos anos 1960 e início dos 1970 para não ter de servir no Vietnã. Cerca de 30 mil vão para o Canadá, onde são recebidos como imigrantes. Outros ficam escondidos, vivendo clandestinamente nos Estados Unidos.

Ao todo 209.517 homens são acusados de violar as leis de recrutamento militar, de um total de mais de 300 mil que rejeitam a convocação.

Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Donald Trump, e os ex-vice-presidentes Dan Quayle e Dick Cheney não lutam no Vietnã. Trump consegue cinco adiamentos.

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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Janeiro

LUÍS XVI É GUILHOTINADO

    Em 1793, um dia depois de ser condenado à morte pela Convenção Nacional por traição e conspiracão com potências estrangeiras, o rei Luís XVI é executado na Praça da Revolução, em Paris.

É o período do terror da Revolução Francesa, em que milhares de pessoas são guilhotinadas, inclusive o rei, a rainha e os líderes revolucionários Georges Jacques Danton e Maximiliano Robespierre.

Como Maria Antonieta é austríaco, a família real é acusada de conspirar com potências estrangeiras para que invadam a França e acabem com a revolução.

MORTE DE LENIN

    Em 1924, o líder da Revolução Comunista e primeiro líder da União Soviética, Vladimir Ilich Ulianov, mais conhecido como Lenin, morre aos 54 anos, deflagrando uma luta pelo poder entre Leon Trotsky, criador do Exército Vermelho e ministro do Exterior, e o secretário-geral do partido, Josef Stalin, que vence e governa durante três décadas com um regime de terror. 

O corpo de Lenin embalsamado está em exposição num mausoléu na Praça Vermelha. Ele nasce em 22 de abril de 1870 em Ulianovsk numa família de classe média alta e entra na luta pelo socialismo revolucionário depois da execução, em 1887, do irmão mais velho, Alexander, condenado à morte sob acusação de conspirar para matar o czar e derrubar o regime.

Condenado por ativismo comunista, Lenin fica três anos no exílio interno na Sibéria, onde se casa com Nádia Krupskaya, e depois vai para a Europa Ocidental. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se refugia na neutra Suíça.

Contra a guerra, faz campanha para convencer os partidos socialistas e os trabalhadores dos exércitos em luta a se revoltar contra a burguesia e a aristocracia dominantes de seus países. A guerra só interessa às elites. Lenin escreve seu único livro sobre relações internacionais, Imperialismo: a fase superior do capitalismo. 

Depois da queda do czar Nicolau II na Revolução de Fevereiro de 1917, Lenin recebe um salvo-conduto para atravessar a Alemanha e chega a Petrogrado, hoje São Petersburgo, depois de ter sido Leningrado. Ele lança as Teses de Abril e lidera a Revolução de Outubro, quando os comunistas tomam o poder.

Lenin é o chefe de Estado na Rússia Comunista e da URSS de 1917 até sua morte. Em reação à revolução, começa uma guerra civil. Os comunistas vencem em 1922 e criam a URSS para acomodar as diferentes nacionalidades do antigo império czarista. Para justificar a invasão da Ucrânia, o ditador russo, Vladimir Putin, alega que a Ucrânia é uma invenção de Lenin e Stalin.

Um dos líderes mais influentes do século 20, Lenin deixa sua marca em toda uma corrente política, o marxismo-leninismo. É acusado de ter aberto o caminho para o stalinismo com o chamado centralismo democrático e de criar um regime totalitário com execuções em massa, inclusive da família imperial czarista, política política e perseguição aos dissidentes.

PRIMEIRO VOO COMERCIAL DO CONCORDE

    Em 1976, o Concorde, o primeiro avião de passageiros supersônico, um projeto financiado pelos governos da França e do Reino Unido, faz seus primeiros voos comerciais. Com a companhia aérea British Airways, vai de Londres ao Bahrein, enquanto pela Air France voa de Paris ao Rio de Janeiro.

O Concorde é o primeiro projeto conjunto de países europeus para projetar e construir uma aeronave. Em 29 de novembro de 1962, a França e o Reino Unido assinam um tratado para realizar o projeto. A British Aerospace e a Aérospatiale são encarregadas de fabricar a estrutura metálica, e a Rolls-Royce e a Société Nationale de Étude et de Construction de Moteurs d'Aviation (SNECMA) fazem os motores. 

O primeiro voo é em 2 de março de 1969. O Concorde atinge uma velocidade máxima de 2.179 quilômetros por hora ou Mach 2,04, mais de duas vezes a velocidade do som. A primeira travessia do Oceano Atlântico é em 26 de setembro de 1973. O jato supersônico reduz o tempo de viagem entre Londres e Nova York para três horas.

Em maio de 1976, as duas companhias aéreas passam a voar regularmente para Washington e, em novembro de 1977, para Nova York. Mas o custo operacional é tão grande que o Concorde sempre dá prejuízo. Só 14 Concordes entram em operação. As únicas rotas mantidas são para Nova York.

Em 25 de julho de 2000, o pneu de um Concorde que ia de Paris para Nova York estoura logo após a decolagem, rompe um tanque de combustível e provoca um incêndio que derruba o avião. Todas as 109 pessoas a bordo, 100 passageiros e 9 tripulantes, morrem no acidente, além de quatro pessoas atingidas no solo.

A Air France suspendeu as operações com o Concorde em maio de 2003 e a British Airways em outubro de 2003.

CARTER PERDOA DESERTORES

    Em 1977, no segundo dia de governo, o presidente Jimmy Carter perdoa centenas de milhares de homens que se negaram a lutar na Guerra do Vietnã (1955-75), uma promessa de campanha.

Cerca de 100 mil norte-americanos saem do país no fim dos anos 1960 e início dos 1970 para não ter de servir no Vietnã. Cerca de 30 mil vão para o Canadá, onde são recebidos como imigrantes. Outros ficam escondidos, vivendo clandestinamente nos Estados Unidos.

Ao todo 209.517 homens são acusados de violar as leis de recrutamento militar, de um total de mais de 300 mil que rejeitam a convocação.

Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Donald Trump, e os ex-vice-presidentes Dan Quayle e Dick Cheney não lutam no Vietnã. Trump consegue cinco adiamentos. 

domingo, 21 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 21 de Janeiro

LUÍS XVI É GUILHOTINADO

    Em 1793, um dia depois de ser condenado à morte pela Convenção Nacional por traição e conspiracão com potências estrangeiras, o rei Luís XVI é executado na Praça da Revolução, em Paris.

É o período do terror da Revolução Francesa, em que milhares de pessoas foram guilhotinadas, inclusive o rei, a rainha e os líderes revolucionários Georges Jacques Danton e Maximiliano Robespierre.

MORTE DE LENIN

    Em 1924, o líder da Revolução Comunista e primeiro líder da União Soviética, Vladimir Ilich Ulianov, mais conhecido como Lenin, morre aos 54 anos, deflagrando uma luta pelo poder entre Leon Trotsky, criador do Exército Vermelho e ministro do Exterior, e o secretário-geral do partido, Josef Stalin, que vence e governa durante três décadas com um regime de terror. 

O corpo de Lenin embalsamado está em exposição num mausoléu na Praça Vermelha. Ele nasce numa família de classe média alta e entra na luta pelo socialismo revolucionário depois da execução, em 1887, do irmão mais velho, Alexander, condenado à morte sob acusação de conspirar para matar o czar e derrubar o regime.

Condenado por ativismo comunista, Lenin fica três anos no exílio interno na Sibéria, onde se casa com Nádia Krupskaya, e depois vai para a Europa Ocidental. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial, Lenin se refugia na neutra Suíça.

Contra a guerra, faz campanha para convencer os partidos socialistas e os trabalhadores dos exércitos em luta a se revoltar contra a burguesia e a aristocracia dominantes de seus países. A guerra só interessa às elites. Lenin escreve seu único livro sobre relações internacionais, Imperialismo: a fase superior do capitalismo. 

Depois da queda do czar Nicolau II na Revolução de Fevereiro de 1917, Lenin recebe um salvo-conduto para atravessar a Alemanha e chega a Petrogrado, hoje São Petersburgo, depois de ter sido Leningrado. Ele lança as Teses de Abril e lidera a Revolução de Outubro, quando os comunistas tomam o poder.

Lenin é o chefe de Estado na Rússia Comunista e da URSS de 1917 até sua morte. Em reação à revolução, começa uma guerra civil. Os comunistas vencem em 1922 e criam a URSS para acomodar as diferentes nacionalidades do antigo império czarista. Para justificar a invasão da Ucrânia, o ditador russo, Vladimir Putin, alega que a Ucrânia é uma invenção de Lenin e Stalin.

Um dos líderes mais influentes do século 20, Lenin deixa sua marca em toda uma corrente política, o marxismo-leninismo. É acusado de ter aberto o caminho para o stalinismo com o chamado centralismo democrático e de criar um regime totalitário com execuções em massa, inclusive da família imperial czarista, política política e perseguição aos dissidentes.

PRIMEIRO VOO COMERCIAL DO CONCORDE

    Em 1976, o Concorde, o primeiro avião de passageiros supersônico, um projeto financiado pelos governos da França e do Reino Unido, faz seus primeiros voos comerciais. Com a companhia aérea British Airways, vai de Londres ao Bahrein, enquanto pela Air France voa de Paris ao Rio de Janeiro.

O Concorde é o primeiro projeto conjunto de países europeus para desenhar e construir uma aeronave. Em 29 de novembro de 1962, a França e o Reino Unido assinam um tratado para realizar o projeto. A British Aerospace e a Aérospatiale são encarregadas de fabricar a estrutura metálica, e a Rolls-Royce e a Société Nationale de Étude et de Construction de Moteurs d'Aviation (SNECMA) fazem os motores. 

O primeiro voo é em 2 de março de 1969. O Concorde atinge uma velocidade máxima de 2.179 quilômetros por hora ou Mach 2,04, mais de duas vezes a velocidade do som. A primeira travessia do Oceano Atlântico é em 26 de setembro de 1973. O jato supersônico reduz o tempo de viagem entre Londres e Nova York para três horas.

Em maio de 1976, as duas companhias aéreas passam a voar regularmente para Washington e, em novembro de 1977, para Nova York. Mas o custo operacional é tão grande que o Concorde sempre dá prejuízo. Só 14 Concordes entram em operação. As únicas rotas mantidas são para Nova York.

Em 25 de julho de 2000, o pneu de um Concorde que ia de Paris para Nova York estoura logo após a decolagem, rompe um tanque de combustível e provoca um incêndio que derruba o avião. Todas as 109 pessoas a bordo, 100 passageiros e 9 tripulantes, morrem no acidente, além de quatro pessoas atingidas no solo.

A Air France suspendeu as operações com o Concorde em maio de 2003 e a British Airways em outubro de 2003.

CARTER PERDOA DESERTORES

    Em 1977, no segundo dia de governo, o presidente Jimmy Carter perdoa centenas de milhares de homens que se negaram a lutar na Guerra do Vietnã (1955-75), uma promessa de campanha.

Cerca de 100 mil norte-americanos saem do país no fim dos anos 1960 e início dos 1970 para não ter de servir no Vietnã. Cerca de 30 mil vão para o Canadá, onde são recebidos como imigrantes. Outros ficam escondidos, vivendo clandestinamente nos Estados Unidos.

Ao todo 209.517 homens são acusados de violar as leis de recrutamento militar, de um total de mais de 300 mil que rejeitam a convocação.

Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Donald Trump, e os ex-vice-presidentes Dan Quayle e Dick Cheney não lutam no Vietnã. Trump consegue cinco adiamentos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Polícia da França é recebida a tiros em Saint-Denis

Dois a três suspeitos estão entrincheirados num apartamento em Saint-Denis, na Grande Paris, e trocaram tiros com a polícia, que realizava uma busca atrás dos responsáveis pela onda de terror que deixou 129 mortos na sexta-feira, 13 de novembro, na capital da França.

Dois policiais estariam feridos. Há pouco houve uma pausa nos tiros. Um helicóptero está sobrevoando a área. O prefeito da cidade aconselhou a população a não sair de casa.

Uma fonte policial disse à Agência France Presse (AFP) citada pelo jornal Libération, que os alvos da operação seriam, o belga Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o idealizador e mandante dos atentados em Paris, e o francês Salah Abdeslam, considerado o chefe da operação. Outro terrorista não identificado que também participou dos atentados seria a terceira pessoa no apartamento.

O tiroteio recomeçou pouco depois das cinco da manhã (2h em Brasília). No final duas pessoas morreram, inclusive uma terrorista suicida que se autodetonou. Como ela estava com um colete-bomba, levantou a suspeita de que se preparava para mais um atentado iminente. Três policiais saíram feridos. Sete suspeitos foram presos. Até agora, não se sabe de Abaaoud e Adeslam estão entre eles.

Horas antes dois aviões da companhia aérea Air France que iam dos Estados Unidos para a França fizeram escalas inesperadas por suspeita de bomba a bordo.

O voo 55 (Los Angeles-Paris), com 298 a bordo de um Boeing 777 foi desviado para Salt Lake City, e o voo 65 (Washington-Paris), com 497 passageiros num Airbus A380, parou em Halifax, na província da Nova Escócia, no Canadá. Nada foi encontrado e os aviões seguiram em suas viagens.

domingo, 28 de setembro de 2014

Pilotos anunciam fim da greve na Air France

Apesar do fracasso das negociações que entraram pela madrugada, o Sindicato Nacional dos Pilotos da França anunciou hoje o fim de uma greve de duas semanas na companhia aérea Air France.

"Como as condições para o diálogo social ainda não estão reunidas, nós decidimos assumir nossas responsabilidades e suspender o movimento grevista", declarou o porta-voz do sindicato.

Os pilotos protestam contra os planos da empresa de fortalecer as operações de uma companha aérea de baixo custo, a Transavia, uma parceria com a holandesa KLM. Eles temem o esvaziamento da Air France nos voos de distâncias menores dentro da Europa. Assim, os melhores empregos e salários desapareceriam progressivamente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Greve para metade dos voos da Air France

Por causa de uma greve de pilotos, a metade dos voos da companhia aérea francesa Air Francesa previstos para hoje não decolou, noticiou o jornal francês Le Monde.

Seis voos entre o Brasil e Paris foram cancelados. A empresa sugere aos passageiros com viagens marcadas entre 15 e 22 de setembro de 2014 que as adiem sem custo extra para a semana de 23 a 30 de setembro. Quem não puder mudar será reembolsado.

A greve, com duração prevista para uma semana, deve se intensificar amanhã, quando apenas 40% dos voos da Air France devem decolar. O presidente do Sindicato Nacional de Pilotos, Jean-Louis Barber, acusa a empresa de se recusar a negociar e ameaça parar totalmente as operações a partir de quarta-feira. Deve ser o conflito trabalhista mais difícil para a companhia desde 1998.

Os pilotos reclamam da redução do quadro de pessoal da empresa para tentar voltar a dar lucro. Eram 4.912 em 2009. No fim de 2014, serão 3.750.

Com um prejuízo diário estimado em 10 a 15 milhões de euros por causa da paralisação, a Air France vê seus planos de voltar a ter lucro em 2014 ameaçado.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Continental absolvida pela queda do Concorde

A companhia aérea americana Continental Airlines, dois funcionários seus e um antigo membro da Direção Geral de Aviação Civil da França foram absolvidos por um tribunal de recursos de Versalhes como responsáveis pelo acidente que acabou com a carreira do avião supersônico Concorde, matando 113 pessoas, em 25 de julho de 2000, perto de Paris.

Um pneu do Concorde explodiu no momento da decolagem provocando um incêndio nas turbinas que derrubou o avião, o único supersônico usado até hoje pela aviação comercial.

No julgamento em primeira instância, em 2010, a Continental tinha sido condenada a pagar uma multa de 200 mil euros porque partes de um avião da empresa americana soltos na pista teriam estourado os pneus do jato supersônico, provocando o acidente.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pilotos e falha técnica derrubaram voo Rio-Paris

O congelamentos dos sensores de velocidade, o desligamento automático do computador de bordo e a incapacidade dos copilotos de controlar o Airbus 330 da companhia aérea francesa Air France nestas condições foram responsáveis pela queda do voo 447, que fazia a rota Rio-Paris, em 31 de maio de 2009, concluiu a investigação oficial das autoridades da Franca, anunciada hoje.

Todos os 228 passageiros morreram quando o avião afundou no Oceano Atlântico. A descoberta, no ano passado, das caixas-pretas com os registros sobre o voo levou a finalização do inquérito.

Suas conclusões finais divide a responsabilidade entre os fabricantes do Airbus, que ignoraram advertências sobre problemas anteriores com as sondas medidoras da velocidade do avião, a falta de treinamento dos pilotos pela companhia aérea para enfrentar emergências como o desligamento do computador de bordo, e a incapacidade dos pilotos de entender o que estava acontecendo.

Quando a tripulação não conseguiu mais saber qual a velocidade e a altitude do Airbus, o copiloto mais jovem insistiu em empinar o nariz do voo, elevando-o para uma altitude ainda maior, onde o ar mais rarefeito foi incapaz de consultar o aparelho.

A aeronave foi perdendo a altitude até mergulhar no mar. Só no último momento, o copiloto mais velho se deu conta da tragédia prestes a acontecer. Era tarde demais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pilotos culpam má formação por queda do voo AF447

Quase três anos depois da queda do voo 447 da Air France (Rio-Paris) com a morte de todas as 228 pessoas a bordo, o Sindicato dos Pilotos de Companhias Aéreas da França culpa a falta de treinamento dos pilotos pelo acidente em documento divulgado ontem em Paris.

"O objetivo deste livro branco é evitar a repetição deste tipo de acidente", declarou o vice-presidente do sindicato, Philippe Vivier, ao apresentar a análise dos pilotos sobre a tragédia. Eles respondem ao terceiro relatório divulgado pelo Escritório de Investigação de Acidentes, que responsabilizou os pilotos. Questionam a relação entre a Airbus, fabricante do avião, e os investigadores.

Em 31 de maio de 2009, ao entrar numa área de turbulência na zona de convergência intertropical, as sondas de controle de velocidade do Airbus A330 foram congeladas. O computador de bordo desligou-se automaticamente, transferindo o controle do voo totalmente para os pilotos.

Como o comandante não estava na cabine quando houve o problema, os co-pilotos tentaram resolver a situação sozinhos. O mais jovem insistiu em empinar o nariz do avião e acelerar, na tentativa de ganhar altura. Acabou subindo para uma área de ar mais rarefeito que não conseguiu sustentar a aeronave, que foi perdendo altitude até mergulhar no Oceano Atlântico.

Para o sindicato, informa o jornal francês Le Monde, a questão se resume a dois grandes problemas: o design (projeto) dos comandos de voo e a falta de treinamento dos pilotos para enfrentar situações como o congelamento das sondas que medem a velocidade do avião.

O sindicato disse que cabe à Justiça decidir quem são os culpados pelo acidente, mas entende que "as responsabilidades hoje são compartilhadas".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Erro do piloto derrubou voo AF447

Nem o mau tempo nem falhas mecânicas foram responsáveis pela queda do voo 447 (Rio-Paris) da Air France em 31 de maior de 2009, que matou todas as 228 pessoas a bordo, concluíram especialistas que analisaram as gravações das caixas-pretas. O erro fatal teria sido cometido por um jovem co-piloto que insistiu em empinar o nariz do avião para ganhar altura quando o computador de bordo parou de controlar o voo.

A transcrição do diálogo na cabine revela confusão e desorientação dos co-pilotos, que talvez nunca tenham enfrentado antes o desligamento do computador de bordo a uma altitude acima de 10 mil metros. Na ausência do comandante, que estava cochilando, eles não conseguiram entender o que estava acontecendo.

Até a descoberta das caixas-pretas, a versão mais aceita era que o congelamento das sondas medidoras da velocidade durante a travessia de uma tempestade em grande altitude, ou seja, um problema técnico no Airbus A330, teria levado a uma série de erros e à tragédia, observa um artigo publicado na revista americana Popular Mechanics.

Uma análise detalhada, inclusive todo o diálogo dentro da cabine, está no livro Erros de Pilotagem, do piloto francês Jean-Pierre Otelli.

Quando o experiente piloto Marc Dubois, com mais de 11 mil horas de voo saiu da cabine de comando para descansar um pouco, deixou o controle do Airbus com o inexperiente Pierre-Cédric Bonin, de apenas 32 anos. Menos de 15 minutos depois, estariam todos mortos.

Sob o impacto de uma rápida sucessão de fenômenos inesperados, a turbulência, clarões elétricos da tempestade em grande altitude e o desligamento do computador, Bonin reagiu irracionalmente, de uma maneira que os especialistas em aviação não conseguem entender. Tentou ganhar altura e velocidade, mesmo sabendo que a 12 mil metros o ar rarefeito dá menos sustentação ao avião, que praticamente parou no ar.

O sistema de alarme gritou a palavra inglesa "Stall!" 75 vezes, diz o artigo da revista, mas em nenhum momento os pilotos a disseram, sinal de que não perceberam a gravidade da situação.

Durante todo o tempo, Bonin manteve o comando puxado para trás para ganhar altitude, quando deveria ter baixo o nariz do avião para ganhar velocidade e depois estabilizar a aeronave. Esse procedimento-padrão teria permitido aos pilotos controlar o aparelho manualmente.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Investigadores franceses negam manipulação

O Escritório de Investigação e Análise de acidentes aéreos da França nega ter manipulado o inquérito sobre a queda do voo 447 da Air France (Rio-Paris) em 31 de maio de 2009.

Depois que o Sindicato dos Pilotos anunciou que não vai mais colaborar com as investigações, o órgão responsável se defendeu, alegando que as conclusões reveladas na última sexta-feira são "provisórias".

"As causas do acidente serão conhecidas com a publicação do relatório final no primeiro semestre de 2012", afirmou o escritório, em nota oficial.

Pilotos rejeitam investigação sobre voo AF447

Os pilotos e os parentes dos 228 mortos no voo 447 da Air France, que fazia a rota Rio-Paris em 31 de maio de 2009 quando caiu no Oceano Atlântico, rejeitam as conclusões oficiais do inquérito realizada pela França, que responsabiliza os pilotos pelo acidente, informa o jornal francês Le Monde.

A maior queixa é que o relatório divulgado em 29 de julho não menciona uma possível falha de um alarme destinado a alertar a tripulação sobre o desligamento do piloto automático. O jornal La Tribune afirma que a falha era citada no texto até dois dias antes da publicação.

Diante dessa manipulação, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil da França parou de colaborar com o inquérito e acusou o Escritório de Investigação de Acidentes de fazer um relatório “definitivamente desacreditado” e “muito orientado para a defesa do Airbus”.

O congelamento das sondas Pitot, que medem a velocidade do avião, teria causado o desligamento do piloto automático do Airbus 330, deixando os pilotos desorientados e sem condições de controlar a aeronave.

A investigação conclui que eles não seguiram o procedimento-padrão, que consistiria em baixar o nariz para equilibrar o avião. Ao contrário, eles optaram por empinar o nariz para cima a fim de ganhar altitude.

O Airbus teria chegado a uma altitude onde o ar rarefeito não conseguiu sustentá-lo e perdido altura até mergulhar tragicamente no Atlântico.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

França culpa pilotos pelo acidente da Air France

Os pilotos foram responsabilizados pelo acidente com o voo 447 da Air France que fazia a rota Rio-Paris em 31 de maio de 2009, concluiu o escritório de investigação de acidentes aéreos da França, reportado no jornal Le Monde. Todas as 228 pessoas a bordo morreram quando o Airbus 330 caiu no Oceano Atlântico.

É a primeira manifestação oficial desde que os investigadores examinaram as gravações e outros dados coletados nas caixas-pretas do avião.

A análise revelou que os pilotos cometeram diversos erros e falharam ao não seguir o comportamento-padrão para o tipo de emergência que enfrentavam. Eles deveriam ter baixado o nariz do avião para manter a estabilidade, mas empinaram o aparelho, que subiu e teria chegado a uma altitude onde o ar mais rarefeito não conseguiu sustentá-lo.

O congelamento das sondas que medem a velocidade do Airbus, apontadas anteriormente como causa do acidente por indicar velocidades erradas que levaram ao desligamento do piloto automático, é citado pelos investigadores. Eles culpam os pilotos por não terem seguido as regras básicas para enfrentar uma tempestade em altitude elevada.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Voo AF447 caiu em três minutos e meio

O Airbus A330 da companhia aérea Air France que desapareceu no Oceano Atlântico quando ia do Rio para Paris em 31 de maio de 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo, ficou sem sustentação no ar e caiu 11,582 mil metros em três minutos e meio, mas é possível que nem a tripulação nem os passageiros tenham percebido.


Desde que o computador de bordo desligou o piloto automático por receber informações erradas sobre a velocidade do avião, foram 4min23seg. As conclusões preliminares dos investigadores franceses estão no jornal Le Monde.


É o primeiro resultado da análise dos registros das caixas-pretas do Airbus, encontradas no início do mês. O relatório final sai no fim do ano. Deve apontar responsáveis. Por enquanto, os investigadores tentam reconstituir os fatos.

Diante de informações contraditórias sobre a velocidade do avião no ar e da necessidade de controlar o avião manualmente, o piloto teria tomado uma decisão errada e nunca mais conseguiu retomar o comando da aeronave, indica um relatório preliminar divulgado hoje pelo Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França.


A tripulação não estava preparada para este tipo de pane causada provavelmente pelas sondas que medem a velocidade, cobertas por gelo quando o avião entrou numa nuvem densa a grande altitude. Pouco antes do acidente, um dos três pilotos não escondeu sua perplexidade: "Não estou entendendo nada".

Ao comentar o relatório, a ex-inspetora-geral do Departamento de Transporte dos Estados Unidos Mary Schiavo observou que eles deveriam ter descongelado as sondas que medem a velocidade do avião. Provavelmente a tripulação não tenha se dado conta do que estava acontecendo.

Especialistas ouvidos pela TV pública britânica BBC disseram que diante da tempestade eles levantaram o nariz do avião chegando a uma altitude onde o ar muito rarefeito não teve condições de sustentar o aparelho. O procedimento padrão era baixar o nariz do avião e colocá-lo na posição horizontal.

Então, o Airbus teria caído a uma velocidade de 200 quilômetros por hora até bater no mar, sempre de nariz empinado, o que pode ter ajudado a tripulação a não perceber a iminência da tragédia.

Para o Sindicato de Pilotos da França, que rejeita a responsabilização dos pilotos, o acidente foi resultado de uma cadeia de acontecimentos deflagrada pelo problema nas sondas Pitot.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pilotos podem ter errado na queda do voo AF447

Os pilotos do voo AF 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009 não estavam treinados para enfrentar a emergência causada pelo desligamento do piloto automático. É o que revelam novos vazamentos de informações contidas nas caixas-pretas do Airbus A330, que só foram recuperadas há pouco, depois de ficarem quase dois anos no fundo do mar, revela o jornal The Wall St. Journal.

Diante da emergência, mostram as gravações, a tripulação ficou confusa e sem ação, aparentemente esperando que os sensors de velocidade voltassem a funcionar normalmente.

A tripulação deixou de usar o procedimento padrão para manter ou aumentar a força das turbinas e manter a velocidade do avião.

Ao enfrentar uma tempestade na zona de convergência intertropical a mais de 10 mil metros de altitude, as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião no ar, ficaram congeladas e pararam de dar informações corretas ao computador de bordo, que desligou o piloto automático.

Imediatamente antes, o avião sofreu uma desaceleração perigosa. Quando o computador passou o controle do voo para manual, os pilotos ficaram confusos e não conseguiram controlar o aparelho, que caiu no mar em quatro minutos.

O Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França admitiu que a tripulação não estava treinada para enfrentar esse tipo de emergência.

Um relatório de novembro de 2009 informa que a Airbus identificou 32 casos em que a formação de gelo ao redor dos sensores de velocidade do avião levou a “leituras erradas da velocidade”.

Nem a Air France nem a Airbus comentou os resultados preliminaries da investigação, que devem ser anunciados oficialmente na próxima sexta-feira.

domingo, 22 de maio de 2011

Sondas congeladas derrubaram voo AF447

O congelamento dos sensores que medem a velocidade do avião causou o acidente com o Airbus A330 da Air France que ia do Rio de Janeiro para Paris em 31 de maio de 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo, confirmou o Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França, antecipou hoje a revista alemã Der Spiegel.

As sondas Pitot, fabricadas pela empresa francesa Thales, já tinham sido apontadas como responsáveis por aquele acidente e outros anteriores, como foi revelado nestes últimos dois anos.

Só agora minissubmarinos franceses conseguiram encontrar as caixas-pretas com o registro das operações de voo e das conversas da tripulação. A análise desses dados confirmaria a hipótese de congelamento das sondas medidoras da velocidade do avião quando o Airbus enfrentava uma tempestade na zona de convergência intertropical, na zona do Equador.

Sem informações sobre a velocidade da aeronave, o computador de bordo teria transferido o controle do voo para os pilotos, que não conseguiram dominar o aparelho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dados do voo AF447 são recuperáveis

As informações das caixas-pretas do voo 447 da companhia aérea Air France que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009 quando ia do Rio para Paris estão em bom estado, declarou hoje o Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França.

Com a recuperação dos dados, os investigadores esperam esclarecer definitivamente as causas do acidente, que matou todas as 228 pessoas a bordo do Airbus 330.

Até agora, a principal suspeita é que os sensores de velocidade tenham sido afetados pelo congelamento a 10 mil metros de altitude. Sem conseguir determinar a velocidade do avião, os sistemas de controle automático do voo teriam sido desligados, deixando a tripulação sem condições de evitar a tragédia.

domingo, 1 de maio de 2011

França encontra memória do voo AF447

A França anunciou hoje ter encontrado o conteúdo de uma das duas caixas-pretas com os registros do Airbus A330 da companhia aérea Air France que caiu no Oceano Atlântico quando ia do Rio para Paris em 31 de maio de 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo do voo AF 447.

Se a memória for recuperada, os investigadores poderão chegar a uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente.

Até agora, acredita-se que houve um problema nas sondas que medem a velocidade do avião durante uma forte tempestade na zona de convergência intertropical entre os hemisférios Norte e Sul. Sem informações sobre a velocidade da aeronave, os computadores teriam passado o controle aos pilotos, que teriam ficado sem ação.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

França acha carcaça de caixa preta do Airbus

Um minissubmarino da França achou hoje a carcaça de uma das caixas pretas do Airbus A330 que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo, quando fazia o voo 447 da Air France, na rota Rio-Paris. Mas os registros de voo não foram encontrados.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

França encontra mais destroços do voo AF447

A França anunciou ter encontrado ontem uma "grande parte" dos destroços do Airbus A330 da  companhia aérea Air France, que caiu em 31 de maio de 2009 no Oceano Atlântico, quando fazia o voo AF447 (Rio-Paris), matando todas as 228 pessoas a bordo.

O resgate de restos mortais deve começar em um mês. Será a quarta fase de buscas. Os investigadores esperam que sejam localizadas as caixas-pretas do Airbus para descobrir as causas do acidente.

Estavam a bordo 228 passageiros e tripulantes de 32 nacionalidades, sendo 72 franceses e 59 brasileiros.

Até agora, acredita-se que o problema tenha ocorrido com as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião. Sem dados confiáveis, a tripulação não teria conseguido controlar o aparelho ao atravessar uma tempestade na zona de convergência intertropical.

As partes reencontradas neste fim de semana numa "área relativamente concentrada", na descrição dos investigadores, indicam que o avião estava intacto até se chocar com o oceano.

Os gastos realizados até agora nas operações de busca foram de 21,6 milhões de euros. Esta nova fase vai custar mais 5 a 6 milhões de euros.

No mês passado, a Justiça da França denunciou tanto a Air France quanto a Airbus por "homicídio culposo", sem a intenção de matar, pelas mortes no desastre.