Um avião Airbus 320 da companhia aérea alemã Germanwings caiu hoje nas montanhas dos Alpes na região da Alta Provença, na França, quando ia de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, com 144 passageiros e seis tripulantes. Não há sobreviventes.
A maioria dos mortos (67) era alemã e espanhola (46). Dezesseis passageiros eram jovens estudantes alemães que voltavam de um programa de estudos na Espanha.
O Airbus perdeu altitude a partir das 10h47 (6h47 em Brasília), caiu durante oito minutos, e desapareceu dos radares às 10h53 (6h53 em Brasília), espatifando-se numa região remota, de difícil acesso. Serão necessários dias para recolher os corpos.
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, sobrevoou a área e viu os destroços. As autoridades francesas já recuperaram uma das caixas-pretas com o registro das informações sobre o voo.
A Germanwings, com sede em Colônia, na Alemanha, é uma subsidiária da Lufthansa que oferece voos mais baratos, mas promete a qualidade e eficiência da engenharia e da manutenção da Lufthansa, considerada uma das companhias mais seguras do mundo.
Nenhuma possibilidade está descartada, inclusive a hipótese de terrorismo. A tripulação não enviou nenhum sinal de problemas. Foi o sistema de controle aéreo que deu o alerta sobre o acidente. O governo dos Estados Unidos declarou não haver até o momento nenhum indício de terrorismo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Airbus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Airbus. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 24 de março de 2015
quarta-feira, 21 de março de 2012
Pilotos culpam má formação por queda do voo AF447
Quase três anos depois da queda do voo 447 da Air France (Rio-Paris) com a morte de todas as 228 pessoas a bordo, o Sindicato dos Pilotos de Companhias Aéreas da França culpa a falta de treinamento dos pilotos pelo acidente em documento divulgado ontem em Paris.
"O objetivo deste livro branco é evitar a repetição deste tipo de acidente", declarou o vice-presidente do sindicato, Philippe Vivier, ao apresentar a análise dos pilotos sobre a tragédia. Eles respondem ao terceiro relatório divulgado pelo Escritório de Investigação de Acidentes, que responsabilizou os pilotos. Questionam a relação entre a Airbus, fabricante do avião, e os investigadores.
Em 31 de maio de 2009, ao entrar numa área de turbulência na zona de convergência intertropical, as sondas de controle de velocidade do Airbus A330 foram congeladas. O computador de bordo desligou-se automaticamente, transferindo o controle do voo totalmente para os pilotos.
Como o comandante não estava na cabine quando houve o problema, os co-pilotos tentaram resolver a situação sozinhos. O mais jovem insistiu em empinar o nariz do avião e acelerar, na tentativa de ganhar altura. Acabou subindo para uma área de ar mais rarefeito que não conseguiu sustentar a aeronave, que foi perdendo altitude até mergulhar no Oceano Atlântico.
Para o sindicato, informa o jornal francês Le Monde, a questão se resume a dois grandes problemas: o design (projeto) dos comandos de voo e a falta de treinamento dos pilotos para enfrentar situações como o congelamento das sondas que medem a velocidade do avião.
O sindicato disse que cabe à Justiça decidir quem são os culpados pelo acidente, mas entende que "as responsabilidades hoje são compartilhadas".
"O objetivo deste livro branco é evitar a repetição deste tipo de acidente", declarou o vice-presidente do sindicato, Philippe Vivier, ao apresentar a análise dos pilotos sobre a tragédia. Eles respondem ao terceiro relatório divulgado pelo Escritório de Investigação de Acidentes, que responsabilizou os pilotos. Questionam a relação entre a Airbus, fabricante do avião, e os investigadores.
Em 31 de maio de 2009, ao entrar numa área de turbulência na zona de convergência intertropical, as sondas de controle de velocidade do Airbus A330 foram congeladas. O computador de bordo desligou-se automaticamente, transferindo o controle do voo totalmente para os pilotos.
Como o comandante não estava na cabine quando houve o problema, os co-pilotos tentaram resolver a situação sozinhos. O mais jovem insistiu em empinar o nariz do avião e acelerar, na tentativa de ganhar altura. Acabou subindo para uma área de ar mais rarefeito que não conseguiu sustentar a aeronave, que foi perdendo altitude até mergulhar no Oceano Atlântico.
Para o sindicato, informa o jornal francês Le Monde, a questão se resume a dois grandes problemas: o design (projeto) dos comandos de voo e a falta de treinamento dos pilotos para enfrentar situações como o congelamento das sondas que medem a velocidade do avião.
O sindicato disse que cabe à Justiça decidir quem são os culpados pelo acidente, mas entende que "as responsabilidades hoje são compartilhadas".
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Erro do piloto derrubou voo AF447
Nem o mau tempo nem falhas mecânicas foram responsáveis pela queda do voo 447 (Rio-Paris) da Air France em 31 de maior de 2009, que matou todas as 228 pessoas a bordo, concluíram especialistas que analisaram as gravações das caixas-pretas. O erro fatal teria sido cometido por um jovem co-piloto que insistiu em empinar o nariz do avião para ganhar altura quando o computador de bordo parou de controlar o voo.
A transcrição do diálogo na cabine revela confusão e desorientação dos co-pilotos, que talvez nunca tenham enfrentado antes o desligamento do computador de bordo a uma altitude acima de 10 mil metros. Na ausência do comandante, que estava cochilando, eles não conseguiram entender o que estava acontecendo.
Até a descoberta das caixas-pretas, a versão mais aceita era que o congelamento das sondas medidoras da velocidade durante a travessia de uma tempestade em grande altitude, ou seja, um problema técnico no Airbus A330, teria levado a uma série de erros e à tragédia, observa um artigo publicado na revista americana Popular Mechanics.
Uma análise detalhada, inclusive todo o diálogo dentro da cabine, está no livro Erros de Pilotagem, do piloto francês Jean-Pierre Otelli.
Quando o experiente piloto Marc Dubois, com mais de 11 mil horas de voo saiu da cabine de comando para descansar um pouco, deixou o controle do Airbus com o inexperiente Pierre-Cédric Bonin, de apenas 32 anos. Menos de 15 minutos depois, estariam todos mortos.
Sob o impacto de uma rápida sucessão de fenômenos inesperados, a turbulência, clarões elétricos da tempestade em grande altitude e o desligamento do computador, Bonin reagiu irracionalmente, de uma maneira que os especialistas em aviação não conseguem entender. Tentou ganhar altura e velocidade, mesmo sabendo que a 12 mil metros o ar rarefeito dá menos sustentação ao avião, que praticamente parou no ar.
O sistema de alarme gritou a palavra inglesa "Stall!" 75 vezes, diz o artigo da revista, mas em nenhum momento os pilotos a disseram, sinal de que não perceberam a gravidade da situação.
Durante todo o tempo, Bonin manteve o comando puxado para trás para ganhar altitude, quando deveria ter baixo o nariz do avião para ganhar velocidade e depois estabilizar a aeronave. Esse procedimento-padrão teria permitido aos pilotos controlar o aparelho manualmente.
A transcrição do diálogo na cabine revela confusão e desorientação dos co-pilotos, que talvez nunca tenham enfrentado antes o desligamento do computador de bordo a uma altitude acima de 10 mil metros. Na ausência do comandante, que estava cochilando, eles não conseguiram entender o que estava acontecendo.
Até a descoberta das caixas-pretas, a versão mais aceita era que o congelamento das sondas medidoras da velocidade durante a travessia de uma tempestade em grande altitude, ou seja, um problema técnico no Airbus A330, teria levado a uma série de erros e à tragédia, observa um artigo publicado na revista americana Popular Mechanics.
Uma análise detalhada, inclusive todo o diálogo dentro da cabine, está no livro Erros de Pilotagem, do piloto francês Jean-Pierre Otelli.
Quando o experiente piloto Marc Dubois, com mais de 11 mil horas de voo saiu da cabine de comando para descansar um pouco, deixou o controle do Airbus com o inexperiente Pierre-Cédric Bonin, de apenas 32 anos. Menos de 15 minutos depois, estariam todos mortos.
Sob o impacto de uma rápida sucessão de fenômenos inesperados, a turbulência, clarões elétricos da tempestade em grande altitude e o desligamento do computador, Bonin reagiu irracionalmente, de uma maneira que os especialistas em aviação não conseguem entender. Tentou ganhar altura e velocidade, mesmo sabendo que a 12 mil metros o ar rarefeito dá menos sustentação ao avião, que praticamente parou no ar.
O sistema de alarme gritou a palavra inglesa "Stall!" 75 vezes, diz o artigo da revista, mas em nenhum momento os pilotos a disseram, sinal de que não perceberam a gravidade da situação.
Durante todo o tempo, Bonin manteve o comando puxado para trás para ganhar altitude, quando deveria ter baixo o nariz do avião para ganhar velocidade e depois estabilizar a aeronave. Esse procedimento-padrão teria permitido aos pilotos controlar o aparelho manualmente.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Investigadores franceses negam manipulação
O Escritório de Investigação e Análise de acidentes aéreos da França nega ter manipulado o inquérito sobre a queda do voo 447 da Air France (Rio-Paris) em 31 de maio de 2009.
Depois que o Sindicato dos Pilotos anunciou que não vai mais colaborar com as investigações, o órgão responsável se defendeu, alegando que as conclusões reveladas na última sexta-feira são "provisórias".
"As causas do acidente serão conhecidas com a publicação do relatório final no primeiro semestre de 2012", afirmou o escritório, em nota oficial.
Depois que o Sindicato dos Pilotos anunciou que não vai mais colaborar com as investigações, o órgão responsável se defendeu, alegando que as conclusões reveladas na última sexta-feira são "provisórias".
"As causas do acidente serão conhecidas com a publicação do relatório final no primeiro semestre de 2012", afirmou o escritório, em nota oficial.
Pilotos rejeitam investigação sobre voo AF447
Os pilotos e os parentes dos 228 mortos no voo 447 da Air France, que fazia a rota Rio-Paris em 31 de maio de 2009 quando caiu no Oceano Atlântico, rejeitam as conclusões oficiais do inquérito realizada pela França, que responsabiliza os pilotos pelo acidente, informa o jornal francês Le Monde.
A maior queixa é que o relatório divulgado em 29 de julho não menciona uma possível falha de um alarme destinado a alertar a tripulação sobre o desligamento do piloto automático. O jornal La Tribune afirma que a falha era citada no texto até dois dias antes da publicação.
Diante dessa manipulação, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil da França parou de colaborar com o inquérito e acusou o Escritório de Investigação de Acidentes de fazer um relatório “definitivamente desacreditado” e “muito orientado para a defesa do Airbus”.
O congelamento das sondas Pitot, que medem a velocidade do avião, teria causado o desligamento do piloto automático do Airbus 330, deixando os pilotos desorientados e sem condições de controlar a aeronave.
A investigação conclui que eles não seguiram o procedimento-padrão, que consistiria em baixar o nariz para equilibrar o avião. Ao contrário, eles optaram por empinar o nariz para cima a fim de ganhar altitude.
O Airbus teria chegado a uma altitude onde o ar rarefeito não conseguiu sustentá-lo e perdido altura até mergulhar tragicamente no Atlântico.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
França culpa pilotos pelo acidente da Air France
Os pilotos foram responsabilizados pelo acidente com o voo 447 da Air France que fazia a rota Rio-Paris em 31 de maio de 2009, concluiu o escritório de investigação de acidentes aéreos da França, reportado no jornal Le Monde. Todas as 228 pessoas a bordo morreram quando o Airbus 330 caiu no Oceano Atlântico.
É a primeira manifestação oficial desde que os investigadores examinaram as gravações e outros dados coletados nas caixas-pretas do avião.
A análise revelou que os pilotos cometeram diversos erros e falharam ao não seguir o comportamento-padrão para o tipo de emergência que enfrentavam. Eles deveriam ter baixado o nariz do avião para manter a estabilidade, mas empinaram o aparelho, que subiu e teria chegado a uma altitude onde o ar mais rarefeito não conseguiu sustentá-lo.
O congelamento das sondas que medem a velocidade do Airbus, apontadas anteriormente como causa do acidente por indicar velocidades erradas que levaram ao desligamento do piloto automático, é citado pelos investigadores. Eles culpam os pilotos por não terem seguido as regras básicas para enfrentar uma tempestade em altitude elevada.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Voo AF447 caiu em três minutos e meio
O Airbus A330 da companhia aérea Air France que desapareceu no Oceano Atlântico quando ia do Rio para Paris em 31 de maio de 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo, ficou sem sustentação no ar e caiu 11,582 mil metros em três minutos e meio, mas é possível que nem a tripulação nem os passageiros tenham percebido.
Desde que o computador de bordo desligou o piloto automático por receber informações erradas sobre a velocidade do avião, foram 4min23seg. As conclusões preliminares dos investigadores franceses estão no jornal Le Monde.
É o primeiro resultado da análise dos registros das caixas-pretas do Airbus, encontradas no início do mês. O relatório final sai no fim do ano. Deve apontar responsáveis. Por enquanto, os investigadores tentam reconstituir os fatos.
Diante de informações contraditórias sobre a velocidade do avião no ar e da necessidade de controlar o avião manualmente, o piloto teria tomado uma decisão errada e nunca mais conseguiu retomar o comando da aeronave, indica um relatório preliminar divulgado hoje pelo Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França.
A tripulação não estava preparada para este tipo de pane causada provavelmente pelas sondas que medem a velocidade, cobertas por gelo quando o avião entrou numa nuvem densa a grande altitude. Pouco antes do acidente, um dos três pilotos não escondeu sua perplexidade: "Não estou entendendo nada".
Ao comentar o relatório, a ex-inspetora-geral do Departamento de Transporte dos Estados Unidos Mary Schiavo observou que eles deveriam ter descongelado as sondas que medem a velocidade do avião. Provavelmente a tripulação não tenha se dado conta do que estava acontecendo.
Especialistas ouvidos pela TV pública britânica BBC disseram que diante da tempestade eles levantaram o nariz do avião chegando a uma altitude onde o ar muito rarefeito não teve condições de sustentar o aparelho. O procedimento padrão era baixar o nariz do avião e colocá-lo na posição horizontal.
Então, o Airbus teria caído a uma velocidade de 200 quilômetros por hora até bater no mar, sempre de nariz empinado, o que pode ter ajudado a tripulação a não perceber a iminência da tragédia.
Para o Sindicato de Pilotos da França, que rejeita a responsabilização dos pilotos, o acidente foi resultado de uma cadeia de acontecimentos deflagrada pelo problema nas sondas Pitot.
Desde que o computador de bordo desligou o piloto automático por receber informações erradas sobre a velocidade do avião, foram 4min23seg. As conclusões preliminares dos investigadores franceses estão no jornal Le Monde.
É o primeiro resultado da análise dos registros das caixas-pretas do Airbus, encontradas no início do mês. O relatório final sai no fim do ano. Deve apontar responsáveis. Por enquanto, os investigadores tentam reconstituir os fatos.
Diante de informações contraditórias sobre a velocidade do avião no ar e da necessidade de controlar o avião manualmente, o piloto teria tomado uma decisão errada e nunca mais conseguiu retomar o comando da aeronave, indica um relatório preliminar divulgado hoje pelo Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França.
A tripulação não estava preparada para este tipo de pane causada provavelmente pelas sondas que medem a velocidade, cobertas por gelo quando o avião entrou numa nuvem densa a grande altitude. Pouco antes do acidente, um dos três pilotos não escondeu sua perplexidade: "Não estou entendendo nada".
Ao comentar o relatório, a ex-inspetora-geral do Departamento de Transporte dos Estados Unidos Mary Schiavo observou que eles deveriam ter descongelado as sondas que medem a velocidade do avião. Provavelmente a tripulação não tenha se dado conta do que estava acontecendo.
Especialistas ouvidos pela TV pública britânica BBC disseram que diante da tempestade eles levantaram o nariz do avião chegando a uma altitude onde o ar muito rarefeito não teve condições de sustentar o aparelho. O procedimento padrão era baixar o nariz do avião e colocá-lo na posição horizontal.
Então, o Airbus teria caído a uma velocidade de 200 quilômetros por hora até bater no mar, sempre de nariz empinado, o que pode ter ajudado a tripulação a não perceber a iminência da tragédia.
Para o Sindicato de Pilotos da França, que rejeita a responsabilização dos pilotos, o acidente foi resultado de uma cadeia de acontecimentos deflagrada pelo problema nas sondas Pitot.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Pilotos podem ter errado na queda do voo AF447
Os pilotos do voo AF 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio de 2009 não estavam treinados para enfrentar a emergência causada pelo desligamento do piloto automático. É o que revelam novos vazamentos de informações contidas nas caixas-pretas do Airbus A330, que só foram recuperadas há pouco, depois de ficarem quase dois anos no fundo do mar, revela o jornal The Wall St. Journal.
Diante da emergência, mostram as gravações, a tripulação ficou confusa e sem ação, aparentemente esperando que os sensors de velocidade voltassem a funcionar normalmente.
A tripulação deixou de usar o procedimento padrão para manter ou aumentar a força das turbinas e manter a velocidade do avião.
Ao enfrentar uma tempestade na zona de convergência intertropical a mais de 10 mil metros de altitude, as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião no ar, ficaram congeladas e pararam de dar informações corretas ao computador de bordo, que desligou o piloto automático.
Imediatamente antes, o avião sofreu uma desaceleração perigosa. Quando o computador passou o controle do voo para manual, os pilotos ficaram confusos e não conseguiram controlar o aparelho, que caiu no mar em quatro minutos.
O Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos da França admitiu que a tripulação não estava treinada para enfrentar esse tipo de emergência.
Um relatório de novembro de 2009 informa que a Airbus identificou 32 casos em que a formação de gelo ao redor dos sensores de velocidade do avião levou a “leituras erradas da velocidade”.
Nem a Air France nem a Airbus comentou os resultados preliminaries da investigação, que devem ser anunciados oficialmente na próxima sexta-feira.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
França encontra mais destroços do voo AF447
A França anunciou ter encontrado ontem uma "grande parte" dos destroços do Airbus A330 da companhia aérea Air France, que caiu em 31 de maio de 2009 no Oceano Atlântico, quando fazia o voo AF447 (Rio-Paris), matando todas as 228 pessoas a bordo.
O resgate de restos mortais deve começar em um mês. Será a quarta fase de buscas. Os investigadores esperam que sejam localizadas as caixas-pretas do Airbus para descobrir as causas do acidente.
Estavam a bordo 228 passageiros e tripulantes de 32 nacionalidades, sendo 72 franceses e 59 brasileiros.
Até agora, acredita-se que o problema tenha ocorrido com as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião. Sem dados confiáveis, a tripulação não teria conseguido controlar o aparelho ao atravessar uma tempestade na zona de convergência intertropical.
As partes reencontradas neste fim de semana numa "área relativamente concentrada", na descrição dos investigadores, indicam que o avião estava intacto até se chocar com o oceano.
Os gastos realizados até agora nas operações de busca foram de 21,6 milhões de euros. Esta nova fase vai custar mais 5 a 6 milhões de euros.
No mês passado, a Justiça da França denunciou tanto a Air France quanto a Airbus por "homicídio culposo", sem a intenção de matar, pelas mortes no desastre.
O resgate de restos mortais deve começar em um mês. Será a quarta fase de buscas. Os investigadores esperam que sejam localizadas as caixas-pretas do Airbus para descobrir as causas do acidente.
Estavam a bordo 228 passageiros e tripulantes de 32 nacionalidades, sendo 72 franceses e 59 brasileiros.
Até agora, acredita-se que o problema tenha ocorrido com as sondas Pitot, que medem a velocidade do avião. Sem dados confiáveis, a tripulação não teria conseguido controlar o aparelho ao atravessar uma tempestade na zona de convergência intertropical.
As partes reencontradas neste fim de semana numa "área relativamente concentrada", na descrição dos investigadores, indicam que o avião estava intacto até se chocar com o oceano.
Os gastos realizados até agora nas operações de busca foram de 21,6 milhões de euros. Esta nova fase vai custar mais 5 a 6 milhões de euros.
No mês passado, a Justiça da França denunciou tanto a Air France quanto a Airbus por "homicídio culposo", sem a intenção de matar, pelas mortes no desastre.
quinta-feira, 17 de março de 2011
França processa Airbus por acidente no voo Rio-Paris
A Justiça da França decidiu abrir um processo por homicídio involuntário contra a EADS, empresa fabricante dos aviões Airbus, por causa da queda do voo Rio-Paris da companhia aérea Air France em 31 de maio de 2009, no Oceano Atlântico.
Todas as 228 pessoas a bordo morreram. As caixas-pretas com as gravações de bordo nunca foram encontradas.
Pelas conclusões da investigação, o acidente foi causado por causa do mau funcionamento das sondas que medem a velocidade do avião, uma informação essencial para enfrentar uma tempestade.
Todas as 228 pessoas a bordo morreram. As caixas-pretas com as gravações de bordo nunca foram encontradas.
Pelas conclusões da investigação, o acidente foi causado por causa do mau funcionamento das sondas que medem a velocidade do avião, uma informação essencial para enfrentar uma tempestade.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Air France acusa Airbus por acidente no voo Rio-Paris
A companhia aérea Air France responsabiliza a fabricante do Airbus A330 pelo acidente com o voo AF447, que fazia a rota Rio-Paris em 31 de maio de 2009, revelam documentos secretos publicados hoje pelo jornal francês Libération. Também acusa a empresa Thales, fabricante das sondas Pitot.
Para a Air France, a empresa Airbus, subsidiária da EADS (European Aeronautics Defense and Space Company) ignorou as advertências sobre os riscos de acidentes por problemas nas sondas que medem a velocidade do avião.
Nos memorandos, a empresa declara estar indignada com as "acusações injustas" que viria sofrendo de pilotos e de parentes dos mortos. O advogado da empresa enviou carta à juíza que preside o inquérito reafirmando sua posição.
Na carta, a Air France revela ter feito inúmeras advertências e cobrado providências das duas companhias para os problemas verificados com as sondas Pitot.
O Airbus A330 caiu no Oceano Atlântico, matando todas as 228 pessoas a bordo, durante uma tempestade na zona de convergência intertropical, próxima à linha do Equador. A investigação da Justiça da França deve ser concluída até o fim do ano.
Para a Air France, a empresa Airbus, subsidiária da EADS (European Aeronautics Defense and Space Company) ignorou as advertências sobre os riscos de acidentes por problemas nas sondas que medem a velocidade do avião.
Nos memorandos, a empresa declara estar indignada com as "acusações injustas" que viria sofrendo de pilotos e de parentes dos mortos. O advogado da empresa enviou carta à juíza que preside o inquérito reafirmando sua posição.
Na carta, a Air France revela ter feito inúmeras advertências e cobrado providências das duas companhias para os problemas verificados com as sondas Pitot.
O Airbus A330 caiu no Oceano Atlântico, matando todas as 228 pessoas a bordo, durante uma tempestade na zona de convergência intertropical, próxima à linha do Equador. A investigação da Justiça da França deve ser concluída até o fim do ano.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Singapore Airlines volta a usar Airbus A380
A companhia aérea Singapore Airlines voltou a autorizar o voo de seus aviões Airbus A380, o SuperJumbo, suspensos depois da explosão de uma turbina de um aparelho da empresa australiana Qantas.
Em entrevista agora há pouco, a Qantas declarou que pretende retomar os voos com o A380.
Em entrevista agora há pouco, a Qantas declarou que pretende retomar os voos com o A380.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Maior avião do mundo faz pouso de emergência
A companhia aérea australiana Qantas suspendeu os voos do SuperJumbo Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, depois que uma explosão numa turbina atingiu uma asa e forçou o piloto a fazer um pouso de emergência em Cingapura com 433 passageiros e 26 tripulantes pessoas a bordo.
Outras duas empresas que usam o mesmo motor, a Singapore Airlines e a Lufthansa, também suspenderam os voos.
Foi o problema mais grave com o A380. Em 31 de março, outro SuperJumbo tinha sofrido um estouro de pneus ao aterrisar no aeroporto de Sídnei, na Austrália.
Hoje, o Airbus vinha de Londres. Seis minutos depois de uma escala em Cingapura, um explosão parou uma das quatro turbinas. O piloto jogou fora o combustível e fez um pouso de emergência. Pedaços do avião caíram na ilha de Batam, na Indonésia.
De volta ao aeroporto de Changi, em Cingapura, uma passageira contou ter ouvido duas explosões. Uma asa foi atingida, o que poderia ter causado um desastre.
Outras duas empresas que usam o mesmo motor, a Singapore Airlines e a Lufthansa, também suspenderam os voos.
Foi o problema mais grave com o A380. Em 31 de março, outro SuperJumbo tinha sofrido um estouro de pneus ao aterrisar no aeroporto de Sídnei, na Austrália.
Hoje, o Airbus vinha de Londres. Seis minutos depois de uma escala em Cingapura, um explosão parou uma das quatro turbinas. O piloto jogou fora o combustível e fez um pouso de emergência. Pedaços do avião caíram na ilha de Batam, na Indonésia.
De volta ao aeroporto de Changi, em Cingapura, uma passageira contou ter ouvido duas explosões. Uma asa foi atingida, o que poderia ter causado um desastre.
Há 37 A380s em operação e 234 encomendados. A Qantas tem um dos melhores retrospectos de segurança aérea da aviação civil.
Alguns A380s usam motor GE. O problema aconteceu numa turbina Trent 900, fabricada pela empresa britânica Rolls-Royce, criticado há três meses pela Agência Europeia de Segurança Aérea, que viu falhas no projeto.
Alguns A380s usam motor GE. O problema aconteceu numa turbina Trent 900, fabricada pela empresa britânica Rolls-Royce, criticado há três meses pela Agência Europeia de Segurança Aérea, que viu falhas no projeto.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Emirates encomenda 30 Boeings 777
Em sua estratégica agressiva para ocupar mercado na contramão da crise aérea, a companhia aérea Emirates Airline está comprando 30 aviões Boeing 777-300 para voos de longa duração, no valor de US$ 9,1 bilhões.
A notícia foi divulgada hoje, na abertura da maior feira aeronáutica do mundo, realizada em Farnborough, na Inglaterra.
A mesma empresa já tinha encomendado 32 Airbuses A380 por US$ 11,5 bilhões., apostando na recuperação da aviação comercial.
A notícia foi divulgada hoje, na abertura da maior feira aeronáutica do mundo, realizada em Farnborough, na Inglaterra.
A mesma empresa já tinha encomendado 32 Airbuses A380 por US$ 11,5 bilhões., apostando na recuperação da aviação comercial.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Airbus bate seu recorde mas perde para a Boeing
A indústria aeronáutica européia Airbus recebeu um número recorde de encomendas em 2007. Ainda assim, ficou atrás de sua concorrente americana Boeing pelo segundo ano consecutivo, num sinal do aquecimento do setor.
Ao longo do ano passado, a Airbus teve 1.341 novas encomendas, um aumento de 70% em relação aos 790 aviões de 2006 e de seu recorde anterior, de 1.055, em 2005. Seu valor total chegou a US$ 157,1 bilhões.
Já a Boeing teve um aumento de vendas de 35%, de 1.044 para 1.413.
Em 2007, as duas empresas receberam um total combinado de 2.754 encomendas de aviões a jato para mais de 120 passageiros. A expectativa é de que este ano seja bem pior.
Ao longo do ano passado, a Airbus teve 1.341 novas encomendas, um aumento de 70% em relação aos 790 aviões de 2006 e de seu recorde anterior, de 1.055, em 2005. Seu valor total chegou a US$ 157,1 bilhões.
Já a Boeing teve um aumento de vendas de 35%, de 1.044 para 1.413.
Em 2007, as duas empresas receberam um total combinado de 2.754 encomendas de aviões a jato para mais de 120 passageiros. A expectativa é de que este ano seja bem pior.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Airbus vende 160 aviões à China
O consórcio europeu Airbus, maior concorrente da Boeing americana, anunciou hoje o fechamento de um contrato de US$ 14,8 bilhões para vender 160 aviões à China.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Superjumbo da Airbus decola em Cingapura
O primeiro vôo comercial do superjumbo A380, fabricado pela companhia aeronáutica européia Airbus, decolou há pouco de Cingapura com destino a Sídnei, na Austrália, com 455 passageiros que pagaram até US$ 100 mil pelo privilégio de fazer esta viagem pioneira e 30 tripulantes, entre eles quatro pilotos. A viagem deve durar sete horas e meia.
Este novo avião tem capacidade de transportar até 850 passageiros com maior eficiência energética do que os concorrentes da Boeing americana. Chega ao mercado dois anos depois do previsto, o que deu um prejuízo de bilhões de euros à empresa européia. Com asas que se estendem por 80 metros, o A380 vai exigir reformas nos aeroportos.
A Singapore Airlines promoveu o vôo dizendo que o A380 "cria um novo padrão de luxo e conforto".
Sete horas e meia depois, como previsto, o vôo chegou a seu destino. Pelo depoimento do repórter Richard Quest, da CNN, que estava a bordo, realmente a primeira classe do superjumbo tem um padrão de luxo acima do que se viu até agora na aviação comercial.
Este novo avião tem capacidade de transportar até 850 passageiros com maior eficiência energética do que os concorrentes da Boeing americana. Chega ao mercado dois anos depois do previsto, o que deu um prejuízo de bilhões de euros à empresa européia. Com asas que se estendem por 80 metros, o A380 vai exigir reformas nos aeroportos.
A Singapore Airlines promoveu o vôo dizendo que o A380 "cria um novo padrão de luxo e conforto".
Sete horas e meia depois, como previsto, o vôo chegou a seu destino. Pelo depoimento do repórter Richard Quest, da CNN, que estava a bordo, realmente a primeira classe do superjumbo tem um padrão de luxo acima do que se viu até agora na aviação comercial.
Assinar:
Postagens (Atom)