Dois reféns e o terrorista foram mortos quando a polícia do estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, invadiu um café tomado 16 horas antes por um extremista muçulmano no centro de Sídnei, a maior e mais rica cidade do país, confirmaram agora o governador e o chefe de polícia em entrevista coletiva.
Além dos três mortos, seis pessoas saíram feridas. Duas pessoas estão em estado grave, um refém e um policial. As mortes colocam em questão a necessidade de invadir o café, dominado por apenas um sequestrador, em vez de tentar vencê-lo pelo cansaço.
O imigrante iraniano Man Haron Monis, de 50 anos, mais conhecido como o Falso Xeque, um autoproclamado clérigo muçulmano, entrou na manhã de hoje pela hora local no Café Chocolate Lindt e tomou funcionários e consumidores como reféns. Cinco pessoas conseguiram escapar.
A polícia isolou a área e cercou o café com atiradores de elite, enquanto reféns colocaram uma faixa com a regra fundamental do Islã: "Alá é Deus e Maomé seu profeta". Alguns ficaram de mãos para o alto postas na vidraça. As autoridades justificaram a invasão alegando que mais pessoas teriam morrido sem a intervenção policial.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Polícia da Austrália invade café em Sídnei
Depois de mais de 16 horas de sequestro, a polícia da Austrália invadiu na madrugada desta terça-feira pela hora local o Café Chocolate Lindt, no centro financeiro de Sídnei, a maior e mais rica cidade do país. Duas pessoas foram mortas, inclusive o terrorista, e cinco saíram feridas, três em estado grave. O cerco acabou.
O homem invadiu o café pouco depois das 9h40 da manhã desta segunda-feira pela hora local, 20h40 de domingo em Brasília, tomou funcionários e consumidores como reféns e obrigou-os a estender uma bandeira que inicialmente se acreditou que seria da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante na vidraça do estabelecimento. Na verdade, era uma faixa dizendo: "Alá e Deus e Maomé seu profeta".
Uma brasileira de origem libanesa, Márcia Mikhael, estava entre os reféns. A família disse que ela está bem, informou há pouco o telejornal Hoje. Antes, Márcia escreveu no Facebook que tinha sido sequestrada por um militante do Estado Islâmico que queria dizer ao mundo que a Austrália está sob ataque: "Ele tem uma arma e uma bomba".
A polícia de choque cercou o local e o primeiro-ministro Tony Abbott declarou que a situação era "extremamente inquietante". O terrorista era simpatizante da milícia jihadista, está sendo combatida pelos Estados Unidos e aliados, entre eles a Austrália, na Síria e no Iraque. A ação é vista como uma retaliação pela participação australiana na guerra contra o Estado Islâmico.
O terrorista foi identificado como Man Haron Monis, um autoproclamado clérigo muçulmano iraniano que se mudou para a Austrália em 1996. Ele havia sido indiciado criminalmente duas vezes. Foi condenado a fazer trabalho comunitário por causa das cartas, era suspeito da morte da mulher e tinha sido acusado de crimes sexuais.
Monis afirmou ter espalhado bombas por toda a cidade e queria falar pessoalmente com o primeiro-ministro. Não se sabe se ele tem algum contato direto com o Estado Islâmico. É um homem de 50 anos, diferente do perfil dos jovens radicais do Ocidente que aderem ao EI.
O temor das autoridades na América do Norte, na Europa e na Austrália é que exemplos como este se multipliquem, dos chamados "lobos solitários", células terroristas de um homem só motivado e instruído via Internet nas técnicas de fabricar explosivos e realizar atentados. Sem outros contatos, é difícil descobrir suas intenções.
Em comentário na televisão americana CNN, o analista Fareed Zakaria observou que essa é a face do terrorismo nos dias de hoje: "Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, criou-se uma expectativa de que haveria mais ataques espetaculares, mas os ataques são realizados cada vez mais por pequenos grupos ou indivíduos isolados."
O homem invadiu o café pouco depois das 9h40 da manhã desta segunda-feira pela hora local, 20h40 de domingo em Brasília, tomou funcionários e consumidores como reféns e obrigou-os a estender uma bandeira que inicialmente se acreditou que seria da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante na vidraça do estabelecimento. Na verdade, era uma faixa dizendo: "Alá e Deus e Maomé seu profeta".
Uma brasileira de origem libanesa, Márcia Mikhael, estava entre os reféns. A família disse que ela está bem, informou há pouco o telejornal Hoje. Antes, Márcia escreveu no Facebook que tinha sido sequestrada por um militante do Estado Islâmico que queria dizer ao mundo que a Austrália está sob ataque: "Ele tem uma arma e uma bomba".
A polícia de choque cercou o local e o primeiro-ministro Tony Abbott declarou que a situação era "extremamente inquietante". O terrorista era simpatizante da milícia jihadista, está sendo combatida pelos Estados Unidos e aliados, entre eles a Austrália, na Síria e no Iraque. A ação é vista como uma retaliação pela participação australiana na guerra contra o Estado Islâmico.
O terrorista foi identificado como Man Haron Monis, um autoproclamado clérigo muçulmano iraniano que se mudou para a Austrália em 1996. Ele havia sido indiciado criminalmente duas vezes. Foi condenado a fazer trabalho comunitário por causa das cartas, era suspeito da morte da mulher e tinha sido acusado de crimes sexuais.
Monis afirmou ter espalhado bombas por toda a cidade e queria falar pessoalmente com o primeiro-ministro. Não se sabe se ele tem algum contato direto com o Estado Islâmico. É um homem de 50 anos, diferente do perfil dos jovens radicais do Ocidente que aderem ao EI.
O temor das autoridades na América do Norte, na Europa e na Austrália é que exemplos como este se multipliquem, dos chamados "lobos solitários", células terroristas de um homem só motivado e instruído via Internet nas técnicas de fabricar explosivos e realizar atentados. Sem outros contatos, é difícil descobrir suas intenções.
Em comentário na televisão americana CNN, o analista Fareed Zakaria observou que essa é a face do terrorismo nos dias de hoje: "Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, criou-se uma expectativa de que haveria mais ataques espetaculares, mas os ataques são realizados cada vez mais por pequenos grupos ou indivíduos isolados."
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domingo, 14 de dezembro de 2014
Pistoleiro toma 13 reféns em café da maior cidade da Austrália
A polícia está cercando neste momento um café de Sídnei, a maior cidade da Austrália, depois que pelo menos 13 pessoas foram tomadas como reféns por um pistoleiro que colocou uma bandeira que inicialmente se acreditava ser da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informa a televisão americana CNN. A TV pública britânica BBC fala em 50 reféns.
O Café Chocolate Lindt fica em Martin Place, no coração do distrito financeiro da capital econômica australiana e estava cheio na manhã desta segunda-feira. A polícia isolou vários quarteirões ao redor e atiradores de elite estão prontos para entrar em ação.
O primeiro-ministro Tony Abbott descreveu o caso como "um incidente extremamente inquietante" e convocou o Conselho de Segurança Nacional para uma reunião de emergência.
O Café Chocolate Lindt fica em Martin Place, no coração do distrito financeiro da capital econômica australiana e estava cheio na manhã desta segunda-feira. A polícia isolou vários quarteirões ao redor e atiradores de elite estão prontos para entrar em ação.
O primeiro-ministro Tony Abbott descreveu o caso como "um incidente extremamente inquietante" e convocou o Conselho de Segurança Nacional para uma reunião de emergência.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Superjumbo da Airbus decola em Cingapura
O primeiro vôo comercial do superjumbo A380, fabricado pela companhia aeronáutica européia Airbus, decolou há pouco de Cingapura com destino a Sídnei, na Austrália, com 455 passageiros que pagaram até US$ 100 mil pelo privilégio de fazer esta viagem pioneira e 30 tripulantes, entre eles quatro pilotos. A viagem deve durar sete horas e meia.
Este novo avião tem capacidade de transportar até 850 passageiros com maior eficiência energética do que os concorrentes da Boeing americana. Chega ao mercado dois anos depois do previsto, o que deu um prejuízo de bilhões de euros à empresa européia. Com asas que se estendem por 80 metros, o A380 vai exigir reformas nos aeroportos.
A Singapore Airlines promoveu o vôo dizendo que o A380 "cria um novo padrão de luxo e conforto".
Sete horas e meia depois, como previsto, o vôo chegou a seu destino. Pelo depoimento do repórter Richard Quest, da CNN, que estava a bordo, realmente a primeira classe do superjumbo tem um padrão de luxo acima do que se viu até agora na aviação comercial.
Este novo avião tem capacidade de transportar até 850 passageiros com maior eficiência energética do que os concorrentes da Boeing americana. Chega ao mercado dois anos depois do previsto, o que deu um prejuízo de bilhões de euros à empresa européia. Com asas que se estendem por 80 metros, o A380 vai exigir reformas nos aeroportos.
A Singapore Airlines promoveu o vôo dizendo que o A380 "cria um novo padrão de luxo e conforto".
Sete horas e meia depois, como previsto, o vôo chegou a seu destino. Pelo depoimento do repórter Richard Quest, da CNN, que estava a bordo, realmente a primeira classe do superjumbo tem um padrão de luxo acima do que se viu até agora na aviação comercial.
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