Um francês de origem árabe foi morto hoje no Terminal Sul do Aeroporto de Orly, perto de Paris, depois de tentar tomar a arma de uma militar que participa da Operação Sentinela, deflagrada depois dos atentados de 13 de novembro de 2015 na capital da França. A procuradoria está tratando o caso como terrorismo.
Ziyed Ben Belgacem, de 39 anos, avançou contra um grupo de quatro militares que patrulhava o setor de embarque do aeroporto e atacou a mulher. Ele ameaçou-a com uma pistola e a pegou pelo pescoço enquanto gritava "Alá é grande" antes de ser abatido, por volta das 8h30 (4h30 em Brasília).
Imediatamente, o aeroporto foi evacuado e ficou fechado até o início da tarde. Vários voos foram transferidos para o Aeroporto Charles de Gaulle, em Roissy, o maior que serve Paris.
A caminho do Aeroporto de Orly, pouco antes das sete da manhã, ele tinha furado uma barreira de segurança e ferido um policial com um tiro de pistola em Val-d'Oise, onde vivia no bairro popular de Garges-lès-Gonesse. Era um homem solitário. Os vizinhos não sabiam de suas passagens pela prisão.
Ele tinha ficha criminal por pequenos delitos comuns, como roubo e tráfico de drogas. Em 2001, foi condenado a cinco anos de cadeia por assalto a mão armada. Em 2009 foi condenado duas vezes, a três e cinco anos, por tráfico de drogas. No seu apartamento, a polícia encontrou uma pequena quantidade de cocaína.
Os primeiros sinais de extremismo muçulmano surgiram em 2011 e 2012, declarou o procurador da República em Paris, François Molins. Belgacem não estava na lista dos principais suspeitos de terrorismo, mas sua ficha justificou uma operação de busca depois da decretação do estado de emergência, em novembro de 2015. Ele não foi encontrado.
Hoje, em Orly, acrescentou o procurador de Paris, o terrorista estava "pronto para morrer por Alá" e para "matar". Molins o descreveu como "um indivíduo extremamente violento" com a intenção de cometer atos terroristas, determinado a "ir até o fim" em seu "processo destruidor".
A candidata da neonazista Frente Nacional à Presidência da França, Marine Le Pen, tentou ganhar pontos em cima do novo ato terrorista. Criticou o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, que disse que o estado de emergência pode ser suspenso.
"Nosso governo está ultrapassado, exaurido, paralisado como um coelho diante dos faróis de um carro", vociferou Martine, prometendo "restaurar a ordem no país" com prioridade ao combate ao terrorismo e à delinquência.
Cazeneuve respondeu que não era o momento de fazer política em torno de um episódio tão grave: "Embora um acontecimento grave pudesse ter ocorrido hoje de manhã em Orly, a Srª Le Pen exagerou" num momento de "risco extremamente elevado" em que, na sua opinião, os dirigentes políticos "devem mais do que nunca manter sua dignidade".
O candidato de centro-direta acossado por denúncias de corrupção, François Fillon, também tentou faturar em cima do terrorismo, estimando que a França está "numa situação quase de guerra civil, segundo expressão empregada pelo diretor-geral da segurança interna diante da comissão que investigou os atentados de 13 de novembro."
Le Pen, Fillon e o ex-ministro da Economia do governo socialista Emmanuel Macron lideram as pesquisas sobre o primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 23 de abril. Com as acusações de que Fillon empregou mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado, Macron é o favorito, já que todas as forças democráticas devem se unir contra a Frente Nacional no segundo turno, em 7 de maio.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Bernard Cazeneuve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bernard Cazeneuve. Mostrar todas as postagens
sábado, 18 de março de 2017
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Bernard Cazeneuve é o novo primeiro-ministro da França
Numa reforma ministerial minimalista, o presidente François Hollande nomeou hoje Bernard Cazaneuve para primeiro-ministro da França, em substituição a Manuel Valls, que deixou ontem a chefia do governo para se candidatar à Presidência da República.
Ex-ministro do Interior durante um período de estado de emergência por causa dos atentados terroristas, Cazeneuve foi descrito pelo jornal francês Le Monde como o "homem das missões difíceis.
O novo ministro do Interior Bruno Le Roux. André Vallini será ministro das Relações com o Parlamento e Jean-Marie Le Guen, ministro do Desenvolvimento e da Francofonia.
Ao escolher Cazeneuve, ex-prefeito de Cherbourg, Hollande optou pela estabilidade. É um dos assessores que o acompanham desde o início do governo, em 2012. De acordo com aliados do presidente, ele preenche do requisitos necessários para a chefia do governo: "eficiência, coesão e confiança".
O presidente desistiu na semana passada de tentar a reeleição, abrindo caminho para uma eleição primária disputada do Partido Socialista em 22 e 29 de janeiro.
Com a impopularidade de Hollande, que chegou a apenas 4% de aprovação, no momento as pesquisas indicam que o PS deve ser eliminado no primeiro turno da eleição presidencial de 2017, em 23 de abril. O segundo turno, em 7 de maio, seria disputado pelo ex-primeiro-ministro conservador François Fillon, do partido Os Republicanos, de centro-direita, e pela líder da neofascista Frente Nacional, de extrema direita, Marine Le Pen.
Ex-ministro do Interior durante um período de estado de emergência por causa dos atentados terroristas, Cazeneuve foi descrito pelo jornal francês Le Monde como o "homem das missões difíceis.
O novo ministro do Interior Bruno Le Roux. André Vallini será ministro das Relações com o Parlamento e Jean-Marie Le Guen, ministro do Desenvolvimento e da Francofonia.
Ao escolher Cazeneuve, ex-prefeito de Cherbourg, Hollande optou pela estabilidade. É um dos assessores que o acompanham desde o início do governo, em 2012. De acordo com aliados do presidente, ele preenche do requisitos necessários para a chefia do governo: "eficiência, coesão e confiança".
O presidente desistiu na semana passada de tentar a reeleição, abrindo caminho para uma eleição primária disputada do Partido Socialista em 22 e 29 de janeiro.
Com a impopularidade de Hollande, que chegou a apenas 4% de aprovação, no momento as pesquisas indicam que o PS deve ser eliminado no primeiro turno da eleição presidencial de 2017, em 23 de abril. O segundo turno, em 7 de maio, seria disputado pelo ex-primeiro-ministro conservador François Fillon, do partido Os Republicanos, de centro-direita, e pela líder da neofascista Frente Nacional, de extrema direita, Marine Le Pen.
sábado, 16 de julho de 2016
Estado Islâmico reivindica atentado em Nice
Através de sua agência de notícias Amaq, a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo atentado terrorista que matou 84 pessoas no dia 14 de julho em Nice, no Sul da França, atropelando-as com um caminhão frigorífico.
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, revelou que o terrorista tunisiano virou extremista rapidamente, noticiou o jornal Libération.
"Parece que o terrorista radicalizou suas visões rapidamente", afirmou Cazeneuve, sem revelar muitos detalhes. "Estes são os primeiros resultados de nossa investigação através de entrevistas com seus conhecidos."
Até agora, cinco pessoas foram detidas para interrogatório. Uma falou com o terrorista momentos antes do atentado.
A grande dúvida das autoridades francesas é se Bouhlel agiu sozinho ou em contato direto com a milícia terrorista. Ele morava há seis anos em Nice, um dos focos do extremismo muçulmano na França.
É improvável que o Estado Islâmico tenha organizado o ataque. Mais parece ter inspirado, mas também pode estar apenas fazendo propaganda em cima do atentado.
"Estamos enfrentando agora indivíduos que respondem positivamente às mensagens do Estado Islâmico sem ter acesso a nenhum treinamento especial nem acesso a armas que permitam cometer assassinatos em massa", observou o ministro do Interior.
A agência Amaq afirmou que Bouhlel "era um soldado do Estado Islâmico" citando "fontes internas" da organização. "Ele executou a operação em resposta aos apelos para alvejar cidadãos da coalizão de nações que luta contra o Estado Islâmico", alegou genericamente, sem fornecer qualquer prova.
A rádio oficial do grupo, al-Bayan, exaltou a "nova tática" usada pelo terrorista tunisiano: "Os países cruzados sabem que não importa quanto aplicarem procedimentos e medidas de segurança não vão conseguir impedir os mujahedin de atacar."
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, revelou que o terrorista tunisiano virou extremista rapidamente, noticiou o jornal Libération.
"Parece que o terrorista radicalizou suas visões rapidamente", afirmou Cazeneuve, sem revelar muitos detalhes. "Estes são os primeiros resultados de nossa investigação através de entrevistas com seus conhecidos."
Até agora, cinco pessoas foram detidas para interrogatório. Uma falou com o terrorista momentos antes do atentado.
A grande dúvida das autoridades francesas é se Bouhlel agiu sozinho ou em contato direto com a milícia terrorista. Ele morava há seis anos em Nice, um dos focos do extremismo muçulmano na França.
É improvável que o Estado Islâmico tenha organizado o ataque. Mais parece ter inspirado, mas também pode estar apenas fazendo propaganda em cima do atentado.
"Estamos enfrentando agora indivíduos que respondem positivamente às mensagens do Estado Islâmico sem ter acesso a nenhum treinamento especial nem acesso a armas que permitam cometer assassinatos em massa", observou o ministro do Interior.
A agência Amaq afirmou que Bouhlel "era um soldado do Estado Islâmico" citando "fontes internas" da organização. "Ele executou a operação em resposta aos apelos para alvejar cidadãos da coalizão de nações que luta contra o Estado Islâmico", alegou genericamente, sem fornecer qualquer prova.
A rádio oficial do grupo, al-Bayan, exaltou a "nova tática" usada pelo terrorista tunisiano: "Os países cruzados sabem que não importa quanto aplicarem procedimentos e medidas de segurança não vão conseguir impedir os mujahedin de atacar."
Marcadores:
Amaq,
Bernard Cazeneuve,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
Extremismo muçulmano,
Jihadismo,
Mohamed Lahouaiej Bouhlel,
Nice,
Terrorismo
quarta-feira, 25 de maio de 2016
França mobiliza 90 mil para segurança da Euro 2016
Mais de 90 mil soldados, policiais e agentes privados da França vão participar da segurança da Euro 2016, a copa da Europa de seleções, que começa em 10 de junho, anunciou hoje o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, noticiou hoje a agência Reuters.
A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.
Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.
Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.
Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.
A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.
A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.
Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.
Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.
Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.
A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.
Marcadores:
13 de Novembro,
Bernard Cazeneuve,
estádios,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
Euro 2016,
França,
Olimpíada do Rio de Janeiro,
Paris,
Segurança,
Terrorismo
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Assembleia Nacional da França prorroga estado de emergência
Por 551 a 6 votos, pedido do presidente François Hollande, a Assembleia Nacional da França decidiu hoje prorrogar por três meses o estado de emergência decretado depois da onda de terror em Paris. A medida permite à polícia revistar residências e prender suspeitos sem autorização judicial, dissolver grupos radicais, bloquear sítios de Internet e redes sociais.
Como o jornal americano The Washington Post, citado por este blog, antecipou ontem, o suposto mandante dos atentados na capital francesa, Abdelhamid Abaaoud, foi morto no ataque da polícia e do Exército da França contra um apartamento alugado por terroristas na cidade de Saint-Denis, na Grande Paris. O anúncio oficial foi feito hoje à Assembleia pelo primeiro-ministro Manuel Valls.
Além da onda de terror em Paris, Abaaoud seria responsável por quatro de seis atentados frustrados nos últimos meses, declarou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Em seu discurso, o primeiro-ministro Valls advertiu para o risco de ataques químicos ou biológicos.
Neste momento, a polícia francesa realiza uma operação em Aulnay-sous-Bois, no apartamento da mãe da jovem terrorista suicida que se autodetonou ontem em Saint-Denis depois de tentar atrair policiais para uma cilada alegando ter sido sequestrada.
"Todo o bairro está cercado pela polícia. Eles não deixam entrar nem sair ninguém. A Rua Edgar Degas está totalmente fechada", contou à Agência France Presse (AFP) um morador da cidade de 3 mil habitantes.
A Festa das Luzes, que seria realizada no início de dezembro na cidade francesa de Lyon, foi cancelada. Será transformada numa série de homenagens às vítimas do terrorismo.
Como o jornal americano The Washington Post, citado por este blog, antecipou ontem, o suposto mandante dos atentados na capital francesa, Abdelhamid Abaaoud, foi morto no ataque da polícia e do Exército da França contra um apartamento alugado por terroristas na cidade de Saint-Denis, na Grande Paris. O anúncio oficial foi feito hoje à Assembleia pelo primeiro-ministro Manuel Valls.
Além da onda de terror em Paris, Abaaoud seria responsável por quatro de seis atentados frustrados nos últimos meses, declarou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Em seu discurso, o primeiro-ministro Valls advertiu para o risco de ataques químicos ou biológicos.
Neste momento, a polícia francesa realiza uma operação em Aulnay-sous-Bois, no apartamento da mãe da jovem terrorista suicida que se autodetonou ontem em Saint-Denis depois de tentar atrair policiais para uma cilada alegando ter sido sequestrada.
"Todo o bairro está cercado pela polícia. Eles não deixam entrar nem sair ninguém. A Rua Edgar Degas está totalmente fechada", contou à Agência France Presse (AFP) um morador da cidade de 3 mil habitantes.
A Festa das Luzes, que seria realizada no início de dezembro na cidade francesa de Lyon, foi cancelada. Será transformada numa série de homenagens às vítimas do terrorismo.
terça-feira, 24 de março de 2015
Airbus cai na França com 150 pessoas e ninguém sobrevive
Um avião Airbus 320 da companhia aérea alemã Germanwings caiu hoje nas montanhas dos Alpes na região da Alta Provença, na França, quando ia de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, com 144 passageiros e seis tripulantes. Não há sobreviventes.
A maioria dos mortos (67) era alemã e espanhola (46). Dezesseis passageiros eram jovens estudantes alemães que voltavam de um programa de estudos na Espanha.
O Airbus perdeu altitude a partir das 10h47 (6h47 em Brasília), caiu durante oito minutos, e desapareceu dos radares às 10h53 (6h53 em Brasília), espatifando-se numa região remota, de difícil acesso. Serão necessários dias para recolher os corpos.
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, sobrevoou a área e viu os destroços. As autoridades francesas já recuperaram uma das caixas-pretas com o registro das informações sobre o voo.
A Germanwings, com sede em Colônia, na Alemanha, é uma subsidiária da Lufthansa que oferece voos mais baratos, mas promete a qualidade e eficiência da engenharia e da manutenção da Lufthansa, considerada uma das companhias mais seguras do mundo.
Nenhuma possibilidade está descartada, inclusive a hipótese de terrorismo. A tripulação não enviou nenhum sinal de problemas. Foi o sistema de controle aéreo que deu o alerta sobre o acidente. O governo dos Estados Unidos declarou não haver até o momento nenhum indício de terrorismo.
A maioria dos mortos (67) era alemã e espanhola (46). Dezesseis passageiros eram jovens estudantes alemães que voltavam de um programa de estudos na Espanha.
O Airbus perdeu altitude a partir das 10h47 (6h47 em Brasília), caiu durante oito minutos, e desapareceu dos radares às 10h53 (6h53 em Brasília), espatifando-se numa região remota, de difícil acesso. Serão necessários dias para recolher os corpos.
O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, sobrevoou a área e viu os destroços. As autoridades francesas já recuperaram uma das caixas-pretas com o registro das informações sobre o voo.
A Germanwings, com sede em Colônia, na Alemanha, é uma subsidiária da Lufthansa que oferece voos mais baratos, mas promete a qualidade e eficiência da engenharia e da manutenção da Lufthansa, considerada uma das companhias mais seguras do mundo.
Nenhuma possibilidade está descartada, inclusive a hipótese de terrorismo. A tripulação não enviou nenhum sinal de problemas. Foi o sistema de controle aéreo que deu o alerta sobre o acidente. O governo dos Estados Unidos declarou não haver até o momento nenhum indício de terrorismo.
sexta-feira, 29 de março de 2013
França não cumpre metas de dívida e déficit públicos
O déficit público da França caiu de 5,3% para 4,8% do produto interno bruto em 2012. Ficou acima da meta de 4,5% e não deve chegar em 2013 aos 3% exigidos pelo pacto fiscal adotado para sustentar o euro.
A dívida pública francesa atingiu um novo recorde de 90,2% do PIB ou 1,834 trilhão de euros, superando a previsão governamental de 89,9%. Deve chegar a 93,4% em 2013 e a 95% em 2014. noticia hoje o jornal francês Le Monde. O limite recomendado pela União Europeia é de 60%.
Os ministros das Finanças, Pierre Moscovici, e do orçamento, Bernard Cazeneuve, atribuíram essas derrapagens "à recapitalização do banco Dexia, ao orçamento europeu retificador e a um crescimento econômico mais fraco do que previsto".
Moscovici defendeu a atuação do governo socialista, cada vez mais impopular: "Se não fosse pelas medidas corretivas que tomamos desde o verão, com um crescimento nulo em 2012, o déficit seria superior a 5,5% do PIB".
A dívida pública francesa atingiu um novo recorde de 90,2% do PIB ou 1,834 trilhão de euros, superando a previsão governamental de 89,9%. Deve chegar a 93,4% em 2013 e a 95% em 2014. noticia hoje o jornal francês Le Monde. O limite recomendado pela União Europeia é de 60%.
Os ministros das Finanças, Pierre Moscovici, e do orçamento, Bernard Cazeneuve, atribuíram essas derrapagens "à recapitalização do banco Dexia, ao orçamento europeu retificador e a um crescimento econômico mais fraco do que previsto".
Moscovici defendeu a atuação do governo socialista, cada vez mais impopular: "Se não fosse pelas medidas corretivas que tomamos desde o verão, com um crescimento nulo em 2012, o déficit seria superior a 5,5% do PIB".
Assinar:
Postagens (Atom)