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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 13 de Outubro

PEDRA FUNDAMENTAL DA CASA BRANCA

    Em 1792, é lançada a pedra fundamental da sede do governo dos Estados Unidos, em Washington, a nova cidade construída especialmente para ser capital do país, substituindo a Filadélfia.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, é o primeiro a ocupar o prédio, que logo começa a ser chamado de Casa Branca, em contraste com os edifícios de tijolos vermelhos.

Os estados de Maryland e da Virgínia cedem os territórios para a fundação do Distrito de Colúmbia. As obras começam em 1791.

Em 1814, durante a Guerra de 1812, os soldados britânicos tocaram fogo na Casa Branca e no Capitólio em retaliação pelo incêndio de prédios do governo colonial no Canadá.

CANADÁ SALVO DE INVASÃO

    Em 1812, durante a Guerra de 1812, em que o Reino Unido tenta recolonizar os Estados Unidos, forças britânicas sob o comando do general Sir Isaac Brock derrotam os norte-americanos na Batalha de Queenstown Heights e impedem a invasão do Canadá.

Brock, o melhor general britânico nesta guerra, morre em combate, assim como cerca de mil soldados. Os EUA desistem de tomar o Canadá.

MILAGRE NOS ANDES

    Em 1972, o voo 571 da Força Aérea do Uruguai começa a descida para o aeroporto de Santiago do Chile antes da hora, bate na Cordilheira dos Andes e os sobreviventes só são resgatados 72 dias mais tarde.

O avião é fretado para levar o time do Old Christian Rugby Club de Montevidéu, a capital do Uruguai, para o Chile. Leva 45 pessoas a bordo, 19 jogadores, além parentes, amigos e tripulantes. 

Em meio às nuvens que escondem as montanhas, o piloto erra a manobra de descida e, de repente, se vê diante de um pico escuro. Tenta passar por cima, mas o avião bate na montanha, se espatifa e desliza pela encosta da montanha até parar numa geleira.

Doze pessoas morrem na hora, entre elas o piloto, e cinco pouco depois, inclusive o copiloto.

Uma hora depois do acidente, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo do Chile inicia a operação de resgate, mas os sobreviventes só são encontrados 72 dias depois.

Logo, eles ficam sem comida. No 11º dia na montanha, os sobreviventes ouvem num rádio que a busca foi suspensa. O sobrevivente Roberto Canessa conta que eles tinham a sensação que os corpos estavam se consumindo para sobreviver: "Sabíamos a resposta, mas era terrível demais."

Depois de rezar, eles decidem que só resta canibalizar os mortos. Provavelmente todos morreriam sem esta medida extrema. 

Uma avalanche no 17º dia matou oito sobreviventes e quase enterrou os outros vivos. Em 15 de novembro, um grupo de quatro decidiu saem atrás de ajuda pensando em chegar a um vale próximo. Eles encontram os destroços da cauda do avião, onde acham remédios, alimentos e livros, mas não conseguem ajuda.

Três sobreviventes, Canessa, Nando Parrado e Antonio Vizintín, fazem nova tentativa. Sobem a montanha durante três dias. Quando chegam ao pico, percebem que estão mais longe do que pensavam. Canessa e Parrado caminham mais nove dias até atingir um rio e um vale onde conseguem ajuda.

Os outros sobreviventes são resgatados por helicópteros da Força Aérea do Chile em 22 e 23 de dezembro.

PALESTINOS SEQUESTRAM AVIÃO ALEMÃO

    Em 1977, quatro militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) sequestram um avião da companhia aérea alemã-ocidental Lufthansa e exigem a libertação de 11 prisioneiros do grupo terrorista Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho. Durante três décadas, o grupo de ultraesquerda aterrorizou a Alemanha Ocidental e matou mais de 30 políticos, militares e empresários.

Depois de passar por seis países, o avião pousa em Mogadíscio, a capital da Somália, em 17 de outubro, depois dos terroristas matarem o piloto. No dia seguinte, um comando de operações especiais do Exército da Alemanha Ocidental ataca o avião, mata três sequestradores e liberta os 86 reféns.

Na manhã seguinte, Andreas Baader é encontrado na cela da prisão de Stammheim morto por um tiro. Gudrun Ensslin está enforcada. Jan-Carl Rasper agoniza depois de levar um tiro e Irmgard Möller tem quatro marcas de facadas no pescoço e no peito. A versão oficial é suicídio coletivo. A única sobrevivente afirma que foram dopados e assassinados. 

RESGATE DE MINEIROS CHILENOS

    Em 2010, depois de 69 dias presos no subsolo a 800 metros da superfície, os últimos de 33 mineiros chilenos são salvos, depois de um tempo recorde de sobrevivência embaixo da terra.

O drama dos mineiros começa em 5 de agosto, quando a mina de ouro e cobre São José, situada a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, desaba. Os mineiros procuram um refúgio seguro dentro de mina e não tem contato com a superfície durante 17 dias.

Quando alguns mineiros já pensavam em suicídio ou canibalismo, em 22 de agosto, uma sonda atinge a área onde estão os mineiros, que enviam uma nota dizendo que todos estão bem. Logo, eles passam a receber água, comida, cartas, outros suprimentos e câmeras de vídeo para monitorar a situação.

Para viabilizar o resgate, os engenheiros cavam um buraco e enfiam um tubo com espaço suficiente para passar uma pessoa. Cada um ficou cerca de 15 minutos dentro da cápsula até chegar à superfície.

domingo, 17 de março de 2019

Acidentes com Boeing 737 MAX 8 têm "semelhanças claras"

Os dados da caixa-preta do avião da Ethiopian Airlines que caiu há uma semana matando as 157 pessoas a bordo mostram "semelhanças claras" com os do acidente com o mesmo modelo da Boeing que caiu no Mar de Java, na Indonésia, em outubro do ano passado, matando 189 pessoas, revelou hoje o ministro dos Transportes da Etiópia.

"Foram notadas semelhanças claras entre o voo 302 da Ethiopian Airlines e o voo 610 da companhia indonésia Lion Air que serão objeto de mais exames durante a investigação", declarou o ministro Dagmawit Moges.

A constatação aumenta a pressão sobre a Boeing. O Boeing 737 é um dos aviões mais bem-sucedidos da história da aviação. Havia mais de 300 737 MAX 800 em operação, de um total de cerca de 5 mil encomendados.

Os dois acidentes fatais com o novo modelo indicam que os pilotos tiveram problemas com o computador de bordo e não conseguiram assumir o controle sobre o aparelho pouco depois da decolagem, um dos momentos mais críticos da aviação porque a aeronave ainda não ganhou altitude que permita fazer manobras.

Um mecanismo para impedir a paralisação dos motores faria o avião baixar o nariz para ganhar velocidade causando o impacto com o solo ou, no caso da Indonésia, com o mar.

Os dados iniciais sobre o voo da Ethiopian Airlines indicam que o Boeing 737 MAX 8 fez um voo errático. Subiu, desceu e subiu de novo, a uma velocidade excessiva para a decolagem. O piloto era experiente. Tinha mais de 8 ml horas de voo.

Nesta era em que cada vez as máquinas fazem o trabalho do homem, a dificuldade em superar o computador mostra os problemas da inteligência artificial. A Boeing insiste que o avião é seguro, mas admitiu fazer mudanças no programa do computador.

Hoje, em Adis Abeba, a capital da Etiópia, de onde o voo saiu, houve uma série de enterros simbólicos com caixões vazios. A maioria das vítimas foi totalmente incinerada pelo incêndio causado pelo acidente. A identificação dos restos mortais podem levar cinco a seis meses.

segunda-feira, 11 de março de 2019

China proíbe temporariamente voos do Boeing 737 MAX 8

A Administração da Aviação Civil da China ordenou a todas as companhias aéreas que suspendam temporariamente os voos do Boeing 737 MAX 8, depois do segundo acidente com aviões novos deste modelo em menos de cinco meses, a partir das 18h desta segunda-feira pela hora de Beijim (7h em Brasília). A Etiópia e a Indonésia tomaram a mesma medida.

Todos os 157 passageiros e tripulantes do voo ET-302 (Adis Abeba-Nairóbi) da Ethiopian Airlines morreram hoje. O acidente aconteceu pouco depois da decolagem.

Em 29 de outubro de 2018, todas as 189 pessoas a bordo do voo JT-610, da companhia indonésia Lion Air, com o mesmo tipo de avião, tiveram o mesmo destino trágico: um acidente sem sobreviventes.

Em nota, o órgão regulador chinês explico as razões da proibição: os aviões eram novos e os problemas aconteceram logo na decolagem. A Air China recebeu seu primeiro Boeing 737 MAX 8 no fim de 2017, pouco que a aeronave entrou em operação. Hoje as companhias aéreas chinesas têm 96 aviões deste modelo.

As caixas-pretas do Boeing da Lion Air indicaram que a tripulação lutou contra o computador de bordo, que mandava baixar o nariz do avião e reduzir a altitude, até o acidente, quando entrou no mar perto da ilha de Java, na Indonésia, a 900 quilômetros por hora.

Há um novo sistema que não havia nas versões anteriores do 737 para prevenir paralisação dos motores da aeronave que seria responsável pelo problema. A tripulação precisa fazer treinamento para enfrentar este tipo de situação.

No Brasil, a Gol usa o Boeing 737 MAX 8. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) declarou ter exigido treinamento específico.

domingo, 10 de março de 2019

Boeing da Ethiopian Airlines cai e todas as pessoas a bordo morrem

Um Boeing 737 MAX 8 da companhia aérea Ethiopian Airlines sofreu um acidente pouco depois de sair hoje do aeroporto de Adis Abeba, a capital da Etiópia, com destino a Nairóbi, a capital do Quênia. 

Todas as 157 pessoas a bordo morreram, aumentando as dúvidas sobre a segurança do novo modelo de avião, envolvido num acidente na Indonésia em outubro do ano passado.

O voo ET-302 decolou às 8h38 pela horal local (2h39 em Brasília). Seis minutos depois, perdeu o contato com os controladores de voo e caiu perto de Bishoftu. O piloto tinha 8 mil horas de voo. Entre os 49 passageiros e oito tripulantes, havia cidadãos de 35 países, sendo 35 quenianos.

"O piloto mencionou que havia dificuldades e pediu para retornar", declarou o diretor executivo da companhia, Tewolde Gebre Marian, em entrevista coletiva. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, prometeu um amplo inquérito. Uma equipe da empresa americana Boeing viajou para a Etíopia para colaborar com a investigação.

Foi o segundo acidente com o novo modelo do Boeing 737, o avião mais vendido no mundo. Em outubro, um 737 MAX 8 da companhia aérea indonésia Lion Air com apenas três meses de uso caiu pouco depois de deixar o aeroporto de Jacarta, a capital da Indonésia, matando todas as 189 pessoas a bordo.

A investigação do acidente na Indonésia, ainda na fase preliminar, tem foco principal na manutenção do aparelho e em um sistema para prevenir paradas nas turbinas. O sensor e o programa de computador que o controla são diferentes dos modelos anterior dos 737s, e os pilotos não teriam recebido treinamento para operá-los.

A Administração Federal de Aviação, órgão de regulamentação do setor nos Estados Unidos, advertiu que a falta de preparo para lidar com o novo equipamento "poderia fazer com que a tripulação tivesse dificuldade de controlar a aeronave, levando ao rebaixamento excessivo do nariz, perda significativa de altitude e possível impacto com o solo."

No Brasil, onde o 737 MAX 8 é usado pela Gol, a Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) exigiu treinamento dos pilotos e comissários de bordo para evitar problemas. A Boeing vendeu 4,5 mil aviões deste modelo para cerca de 100 companhias aéreas do mundo inteiro.

Com crescimento de 25% ao ano desde 2010, a Ethiopian Airlines se tornou a maior companhia aérea da África. No ano passado, transportou mais de 10 milhões de passageiros e teve um lucro de US$ 232 milhões (R$ 896 milhões).

A segurança da avião africana aumentou consideravelmente nos últimos anos. De 2016 a 2018, não houve nenhum acidente grave, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Em 2015, a África registrou 3,53 grandes acidentes para cada milhão de voos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Avião da Chapecoense teve pane elétrica e falta de combustível

Pouco antes do trágico acidente, o piloto do avião que levava a equipe da Chapecoense para Medelim, na Colômbia, declarou em desespero à torre de controle do aeroporto: "O voo LaMia 2933 tem uma pane elétrica total e está sem combustível", revelaram as gravações de voz de uma das caixas-pretas da aeronave, citadas pelo jornal colombiano El Tiempo.

Setenta uma pessoas morreram no acidente, inclusive a delegação da Chapecoense, que disputaria hoje em Medelim o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana e vários jornalistas que cobririam a partida.

Em entrevista à televisão americana CNN, a ex-inspetora-geral do Departamento de Transporte dos Estados Unidos, Mary Schiavo, descreveu o caso como "negligência criminosa".

"As regulamentações internacionais e da maioria dos países exigem que um avião leve combustível suficiente para mais do que sua viagem, para chegar a um aeroporto próximo do destino e fazer um pouso de emergência em caso de necessidade e para mais meia hora de viagem", declarou Schiavo.

Na gravação de 12 minutos, a controladora de voo do aeroporto de Medelim fala com o voo da companhia boliviana LaMia e outro da colombiana Avianca. No primeiro momento, o piloto do avião da Chapecoense não informa a torre sobre a gravidade da situação, tanto que a controladora dá prioridade de pouso para um terceiro avião, da empresa Viva Colombia.

Depois de sete minutos de conversa, o piloto Miguel Quiroga alerta o controle de voo que está em situação de emergência:

- O voo LaMia CP-2933 está em aproximação. Pedimos prioridade para aproximação porque se apresentou um problema com combustível - apelou o piloto.

- Entendo. Solicita prioridade para sua aterrissagem igualmente por problema de combustível, certo? - responde a torre.

- Afirmativo - falou Quiroga.

- Ok. Atento, lhe darei os vetores para proceder ao localizador e efetuar a aproximação. Em aproximadamente sete minutos, iniciarei a confirmação - acrescenta a controladora de voo.

Em seguida, a torre pede ao piloto que notifique o rumo e mantenha o rumo para a descida. Minutos depois, Quiroga volta a pedir os vetores para a aterrissagem, sinal de que não sabia onde estava.

A operadora avisa então que há um avião abaixo do avião da LaMia que iria aterrissar antes, assim que os funcionários do aeroporto examinassem se havia combustível derramado na pista de pouso.

- Que tempo tem para permanecer em aproximação? - quis saber a controladora de voo.

- Com emergência de combustível, senhorita. Por isso, estabelecemos de uma vez um curso final - informou o piloto com a voz embargada pela dramaticidade da situação.

O controle de voo insiste para que o Avro RJ85 da LaMia faça algumas manobras porque há outros aviões nos arredores do aeroporto. Tarde demais.

Quiroga havia iniciado a descida e notificado a torre de controle. Duas aeronaves foram orientadas a sair do caminho.

- O voo tem uma pane elétrica total e está sem combustível - afirmou o piloto em tom dramático.

A torre avisa ao piloto que o voo desapareceu dos radares e pedem que ele dê sua localização. A resposta do piloto é seu último contato:

- A dez mil pés. Vetores, vetores, senhorita, vetores da pista... Estamos a nove mil pés. Vetores, vetores...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Avião egípcio tinha fumaça na cabine antes da queda

Antes da queda do Airbus 320 da Egypt Air na madrugada de ontem no Mar Mediterrâneo, os sistemas de segurança do avião enviaram vários alertas de que haveria fumaça no nariz da aeronave. É o primeiro dado concreto de problemas a bordo antes da tragédia que matou todos os 56 passageiros e os 10 tripulantes.

Os dados do voo MS-804 (Paris-Cairo) indicam detecção de fumaça num banheiro próximo à cabine do piloto 10 minutos antes da aeronave desaparecer dos radares, informou a rede de televisão americana NBC.

De acordo com especialistas americanos, pode ser um sinal de explosão, falha mecânica ou problema elétrico. Não elimina a dúvida sobre a causa da tragédia, se foi acidente ou ação terrorista.

Os investigadores aguardam uma análise detalhada dos destroços do avião para resolver a charada.

Destroços do avião do Egito são encontrados no Mar Mediterrâneo

Destroços do Airbus 320, bagagens de passageiros e pedaços de corpos humanos do voo Paris-Cairo da companhia aérea Egypt Air que caiu ontem foram encontrados hoje no Mar Mediterrâneo a cerca de 288 quilômetros ao norte do porto de Alexandria, informaram as Forças Armadas do Egito.

Todos os 56 passageiros e 10 tripulantes morreram. Ainda não se sabe se foi acidente ou atentado terrorista.

O avião saiu da capital francesa às 23h09 pela hora local (18h09 em Brasília) de 18 de maio de 2016 e desapareceu dos radares por volta das 2h45 (21h45 em Brasília), 16 quilômetros de depois de entrar no espaço aéreo do Egito.

Mais de 8 mil funcionários têm acesso à area de segurança do Aeroporto Charles de Gaulle, o oitavo mais movimentado do mundo. Desde os atentados terroristas do ano passado em Paris, 83 perderam o direito de acesso a áreas internas por suspeita de ligação com extremistas muçulmanos.

Em 31 de outubro de 2015, um avião da companhia aérea russa Metrojet caiu na Península do Sinai, no Egito, quando ia da praia de Charm al-Cheikh, no Mar Mediterrâneo, para São Petersburgo, na Rússia, com 224 pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.

A milícia terrorista Província do Sinai do Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, uma retaliação pela intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a partir de 30 de setembro do ano passado.

A maior suspeita é que algum funcionário do aeroporto de Charm al-Cheikh tenha colocado a bomba no compartimento de bagagens depois delas terem passado pela inspeção de segurança.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Egypt Air desmente encontro de restos do avião desaparecido

A companhia aérea egípcia Egypt Air desmentiu uma declaração anterior de que haviam sido encontrados restos do Airbus 320 que caiu na madrugada de hoje no Mar Mediterrâneo quando fazia a rota Paris-Cairo, noticiou a televisão americana CNN.

Mais cedo, a companhia havia dito que os destroços do avião haviam sido localizados perto da ilha de Karpathos, na Grécia. O ministro da Defesa grego afirmou que o avião deu uma guinada de 90 graus e girou sobre si mesmo antes de desaparecer.

O Egito e os Estados Unidos consideram atentado terrorista a hipótese mais provável para explicar a queda do avião com 66 pessoas a bordo, mas a hipótese de acidente não foi descartada.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Avião cargueiro da Rússia cai no Sudão do Sul

Um avião de carga da Rússia com cinco tripulantes russos e outras sete pessoas a bordo caiu hoje no Sudão do Sul, noticiou a agência Reuters citando fontes locais. Três pessoas sobreviveram. O total de mortos, incluindo pessoas atingidas no solo, está sendo estimado entre 10 a 41.

A tragédia ocorreu logo depois da decolagem. O avião saiu do aeroporto de Juba, a capital sul-sudanesa, e caiu a 800 metros de distância numa das margens do Rio Nilo.

Há quatro dias, um avião de passageiros da Rússia com 224 pessoas a bordo caiu na Península do Sinai no Egito. Hoje o Reino Unido suspendeu todos os voos com origem e destino na estação turística de Charm al-Cheikh, no Egito, por suspeita de terrorismo.

O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pela queda do avião de passageiros, um Airbus 321, em retaliação pela intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria.

sábado, 31 de outubro de 2015

Rússia nega que Estado Islâmico tenha derrubado avião

Um avião de passageiros da Rússia caiu hoje na Península do Sinai, no Egito, com 224 pessoas a abordo. Não há sobreviventes. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante afirmou ter derrubado o avião. O governo russo negou.

Até agora, os Estados Unidos afirmam não ver indícios de ação terrorista.

Na dúvida, várias companhias aéreas do Ocidente desviaram seus voos para evitar a Península do Sinai, onde há vários grupos jihadistas em atividade, a ponto dos EUA examinarem a possibilidade de se retirar da missão que fiscaliza o acordo de paz entre o Egito e Israel.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Malásia confirma que parte de avião era do voo desaparecido

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, acaba de confirmar que os destroços de um avião encontrados na Ilha da Reunião, uma colônia francesa no Oceano Índico, era parte do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014 quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.

Todas as 239 pessoas a bordo morreram. O avião sumiu quando deveria entrar no espaço aéreo do Vietnã, no Mar da China Meridicional. Deu meia-volta e seguiu em direção ao Oceano Índico, onde se supõe que tenha voado até mergulhar no mar a leste da costa da Austrália.

A maior suspeita é de uma ação deliberada do piloto, talvez movido por fundamentalismo religioso.

"Agora, temos prova de que o voo MH370 terminou tragicamente no Oceano Índico", declarou o primeiro-ministro.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Copiloto escondeu doença mental da Lufthansa

A polícia da Alemanha encontrou documentos na casa do copiloto Andreas Lubitz, que derrubou de propósito um avião da companhia aérea alemã Germanwings, subsidiária da Lufthansa, há três dias matando as 150 pessoas a bordo, revelou o promotor encarregado do caso. Ele deveria estar de licença para tratamento de saúde.

Enquanto o mundo se pergunta por que ele decidiu cometer um homicídio em massa ao se suicidar, soube-se que a doença não é depressão. Lubitz, de 28 anos, teria sofrido um surto de depressão quando estava para se formar como piloto, em 2009, revelou o jornal sensacionalista alemão Bild. Agora o problema seria outro.

Entre os documentos, haveria um atestado médico e um formulário para requerer afastamento temporário da função para tratamento rasgado e jogado no lixo. Lubitz não estaria em condições psicológicas para pilotar.

O jornal sensacionalista alemão também revelou que o copiloto tinha cancelado o casamento, sem esclarecer as razões.

Nos Alpes franceses, onde o Airbus 320 caiu durante um voo de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, dez helicópteros continuam resgatando restos humanos e da aeronave. O choque foi tão violento que o avião e as pessoas foram reduzidos a fragmentos.

Quando o piloto saiu da cabine para ir ao banheiro, Lubitz trancou a porta por dentro, ativou o mecanismo para baixar o avião até a altitude mínima, de 30 metros. As montanhas daquela região tem de 2 a 3 mil metros de altura.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Copiloto derrubou deliberadamente o avião da Germanwings

Ao ouvir o registro das gravações de bordo, os investigadores do acidente que matou 150 pessoas há dois dias nos Alpes franceses concluíram que o copiloto derrubou o avião de propósito depois de trancar a porta da cabine quando o piloto saiu. O mais provável é que Andreas Lubitz, de 28 anos, tenha cometido suicídio.

O Airbus 320 da Germanwings, uma subsdiária da Lufthansa, considerada uma das melhores companhias aéreas do mundo, ia de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, com 144 passageiros e seis tripulantes. Pouco mais de meia hora depois da decolagem, o avião perdeu altitude durante oito minutos até desaparecer dos radares e se espatifar nas montanhas.

A caixa-preta com as gravações de bordo revelou que o piloto deixou a cabine, trancada pelo copiloto. Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, os aviões têm mecanismos para trancar a cabine por dentro e impedir que os passageiros a invadam.

Andreas Lubitz se aproveitou disso para dar seu mergulho fatal, desprezando sua própria vida e das passageiros, entre os quais havia dois bebês e 16 estudantes de uma escola secundária alemã. Em princípio, ele não é suspeito de terrorismo.

Os passageiros aparentemente anteviram a tragédia iminente. Houve uma gritaria a bordo antes do choque fatal.

Como o Airbus estava em operação há 24 anos e tinha sido transferido da Lufthansa para a subsidiária que oferece voos mais baratos, inicialmente houve a suspeita de que pudesse ter havido um problema mecânico. Ontem, o diretor-presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, declarou que a companhia nunca tinha perdido um avião em pleno voo.

Várias companhias aéreas anunciaram que vão passar a manter pelo menos duas pessoas dentro da cabine todo o tempo para não dar chance a um piloto desequilibrado de provocar tamanha tragédia.

terça-feira, 24 de março de 2015

Airbus cai na França com 150 pessoas e ninguém sobrevive

Um avião Airbus 320 da companhia aérea alemã Germanwings caiu hoje nas montanhas dos Alpes na região da Alta Provença, na França, quando ia de Barcelona, na Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha, com 144 passageiros e seis tripulantes. Não há sobreviventes.

A maioria dos mortos (67) era alemã e espanhola (46). Dezesseis passageiros eram jovens estudantes alemães que voltavam de um programa de estudos na Espanha.

O Airbus perdeu altitude a partir das 10h47 (6h47 em Brasília), caiu durante oito minutos, e desapareceu dos radares às 10h53 (6h53 em Brasília), espatifando-se numa região remota, de difícil acesso. Serão necessários dias para recolher os corpos.

O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, sobrevoou a área e viu os destroços. As autoridades francesas já recuperaram uma das caixas-pretas com o registro das informações sobre o voo.

A Germanwings, com sede em Colônia, na Alemanha, é uma subsidiária da Lufthansa que oferece voos mais baratos, mas promete a qualidade e eficiência da engenharia e da manutenção da Lufthansa, considerada uma das companhias mais seguras do mundo.

Nenhuma possibilidade está descartada, inclusive a hipótese de terrorismo. A tripulação não enviou nenhum sinal de problemas. Foi o sistema de controle aéreo que deu o alerta sobre o acidente. O governo dos Estados Unidos declarou não haver até o momento nenhum indício de terrorismo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Indonésia localiza 40 corpos de desastre aéreo no Mar de Java

Os destroços do Airbus A320-200 da companhia aérea Air Asia que desapareceu no domingo passado foram encontrados hoje depois de serem avistados por pescadores no Estreito de Karimata, perto da Ilha de Bornéu, no Mar de Java. Cerca de 40 corpos foram localizados pela Marinha da Indonésia e três resgatados.

A aeronave sumiu dos radares durante uma tempestade quando ia de Subaraya, na Indonésia, para Cingapura com 262 pessoas a bordo. A maioria dos passageiros era indonésia.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Avião da Air Asia desaparece entre a Indonésia e Cingapura

O presidente da companhia aérea malasiana Air Asia, Tony Fernandez, foi hoje para Subaraya, na Indonésia, de onde saiu o avião que desapareceu ontem na rota para Cingapura, com 266 pessoas a bordo, noticiou a rede de televisão americana CNN. A maioria dos 155 passageiros era indonésia.

Antes do desaparecimento do Airbus A320-200, o piloto pediu autorização às autoridades da Indonésia para mudar de rota para não passar por uma tempestade. O avião sumiu 42 minutos depois de decolar. Ao que tudo indica, caiu no mar. As buscas foram suspensas durante a noite.

A Air Asia divulgou na Internet um número de telefone para parentes das pessoas a bordo do voo QZ8501 pedirem informações e outro para jornalistas, de modo a não congestionar a linha para as famílias.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Voo da Argélia com 116 pessoas cai no Saara

Um avião da empresa espanhola SwiftAir fretado pela companhia aérea argeliana Air Algérie caiu à 1h55 da madrugada de hoje pelo hora local (22h55 de ontem em Brasília) no Deserto do Saara, na África, quando ia da Uagadugu, capital de Burkina Fasso, para Argel, a capital da Argélia, com 110 passageiros e seis tripulantes a bordo.

No último contato, 50 minutos depois da decolagem, o Boeing MD-83 sobrevoava a cidade de Gao, no Mali. A queda foi em Tilemsi, a cerca de 100 km de Gao.

Há um conflito na região, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda e rebeldes tuaregues do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade lutam contra o governo central do Mali com o apoio da França. Mas os rebeldes não têm armas para abater aviões em alta altitude. As primeiras informações são de que havia uma tempestade de areia na região, o que teria levado o voo 5017 a pedir autorização para mudar de rota poucos antes de desaparecer dos radares.

Cerca de 50 passageiros a bordo eram franceses, 24 burquinenses, oito libaneses, seis argelianos, cinco canadenses, quatro alemães e dois luxemburgueses. Também havia a bordo cidadãos da Bélgica, Camarões, Egito, Níger, Romênia, Suíça e Ucrânia. Os seis tripulantes eram espanhóis da empresa SwiftAir.

Mais tarde, o governo do Mali anunciou que os destroços do avião foram encontrados e não há sobreviventes.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Busca por avião se estende ao Oceano Índico

Com base em "novas informações", a área de busca pelo Boeing 777-200 da companhia aérea Malaysia Airlines, desaparecido desde sábado com 239 pessoas a bordo, foi ampliada para o Oceano Índice, revelou há pouco a Casa Branca.

Hoje as autoridades malasianas afirmaram que os destroços vistos no mar por um satélite chinês não são do Boeing desaparecido. Também desmentiram uma notícia do jornal americano The Wall St. Journal que dizia que o voo MH370 continuou durante pelo menos quatro horas depois que o transponder foi desligado e a aeronave parou de ser detectada pelos radares.

A fonte notícia seria a Rolls-Royce, fabricante dos motores do Boeing, que teria recebido informações enviadas diretamente dos motores como parte do controle permanente da aeronave. Isso foi desmentido. Os dados seriam de um satélite e o avião teria voado mais cinco horas sem ser percebido.

Para fazer isso, o Boeing teria de voar baixo por decisão do piloto ou de possíveis terroristas.

Inicialmente as buscas se concentraram no Golfo da Tailândia e no Mar da China Meridional. Depois de uma notícia atribuída ao comandante da Força Aérea da Malásia, foram estendidas ao Estreito de Malaca, que separa a Malásia da ilha de Sumatra, na Indonésia. Se forem ampliadas ao Oceano Índico, o mistério se aprofunda.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Satélite chinês vê sinais que podem ser do avião sumido

Um satélite artificial da China identificou três grandes objetos brancos flutuando no Mar da China Meridional que podem ser do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines desaparecido no sábado passado quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur para Beijim com 239 pessoas a bordo.

Até agora, nenhuma hipótese foi descartada. Se as manchas brancas forem mesmo destroços do avião, está desmentida a versão atribuída ontem ao comandante da Força Aérea da Malásia de que o voo teria voltado para a Malásia e caído no Estreito de Malaca, a caminho da Indonésia.

Comandante da Malásia nega desvio de rota

O comandante da Força Aérea da Malásia, brigadeiro Rodzali Daud, desmentiu hoje declarações atribuídas a ele por jornais locais de que o voo MH370 da companhia aérea Malaysia Airlines, desaparecido desde sábado com 239 pessoas a bordo, teria se desviado de sua rota Kuala Lumpur-Beijim, voltado para a Malásia, atravessado o país e enviado o último sinal no Estreito de Malaca, informou a rede de televisão americana CBS.

Esse desmentido só aumenta a confusão. Na prática, desde a manhã de ontem, a aérea de buscas pelo Boeing 777-200 foi ampliada para incluir o Estreito de Malaca, que fica entra a península da Malásia e a ilha de Sumatra, na Indonésia.

As hipóteses nesses casos de desaparecimento total de um avião são sabotagem, terrorismo, suicídio do piloto ou uma falha mecânica catastrófica capaz de desintegrar a aeronave em pleno ar. O desvio de rota apontado pelo brigadeiro implicava ação humana, possivelmente terrorismo.

Em casos de depressão e suicídio do piloto, ele aproveita quando o copiloto sai da cabine para ir ao banheiro ou se alongar e assume o controle do voo sozinho. Não há indícios de tal comportamento no misterioso desaparecimento do voo MH370.

O Boeing 777 é considerado um dos aviões mais seguros da história da aviação comercial. Em princípio, não há motivos para duvidar da manutenção da Malaysia Airlines. As companhias aéreas asiáticas cresceram muito nos últimos anos. De modo geral, são conhecidas pela qualidade dos serviços.

Na China, de onde era a maioria dos passageiros, há uma grande revolta das famílias das vítimas contra as autoridades da Malásia e da companhia aérea.