A Administração da Aviação Civil da China ordenou a todas as companhias aéreas que suspendam temporariamente os voos do Boeing 737 MAX 8, depois do segundo acidente com aviões novos deste modelo em menos de cinco meses, a partir das 18h desta segunda-feira pela hora de Beijim (7h em Brasília). A Etiópia e a Indonésia tomaram a mesma medida.
Todos os 157 passageiros e tripulantes do voo ET-302 (Adis Abeba-Nairóbi) da Ethiopian Airlines morreram hoje. O acidente aconteceu pouco depois da decolagem.
Em 29 de outubro de 2018, todas as 189 pessoas a bordo do voo JT-610, da companhia indonésia Lion Air, com o mesmo tipo de avião, tiveram o mesmo destino trágico: um acidente sem sobreviventes.
Em nota, o órgão regulador chinês explico as razões da proibição: os aviões eram novos e os problemas aconteceram logo na decolagem. A Air China recebeu seu primeiro Boeing 737 MAX 8 no fim de 2017, pouco que a aeronave entrou em operação. Hoje as companhias aéreas chinesas têm 96 aviões deste modelo.
As caixas-pretas do Boeing da Lion Air indicaram que a tripulação lutou contra o computador de bordo, que mandava baixar o nariz do avião e reduzir a altitude, até o acidente, quando entrou no mar perto da ilha de Java, na Indonésia, a 900 quilômetros por hora.
Há um novo sistema que não havia nas versões anteriores do 737 para prevenir paralisação dos motores da aeronave que seria responsável pelo problema. A tripulação precisa fazer treinamento para enfrentar este tipo de situação.
No Brasil, a Gol usa o Boeing 737 MAX 8. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) declarou ter exigido treinamento específico.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Adis Abeba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adis Abeba. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de março de 2019
domingo, 10 de março de 2019
Boeing da Ethiopian Airlines cai e todas as pessoas a bordo morrem
Um Boeing 737 MAX 8 da companhia aérea Ethiopian Airlines sofreu um acidente pouco depois de sair hoje do aeroporto de Adis Abeba, a capital da Etiópia, com destino a Nairóbi, a capital do Quênia.
Todas as 157 pessoas a bordo morreram, aumentando as dúvidas sobre a segurança do novo modelo de avião, envolvido num acidente na Indonésia em outubro do ano passado.
O voo ET-302 decolou às 8h38 pela horal local (2h39 em Brasília). Seis minutos depois, perdeu o contato com os controladores de voo e caiu perto de Bishoftu. O piloto tinha 8 mil horas de voo. Entre os 49 passageiros e oito tripulantes, havia cidadãos de 35 países, sendo 35 quenianos.
"O piloto mencionou que havia dificuldades e pediu para retornar", declarou o diretor executivo da companhia, Tewolde Gebre Marian, em entrevista coletiva. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, prometeu um amplo inquérito. Uma equipe da empresa americana Boeing viajou para a Etíopia para colaborar com a investigação.
Foi o segundo acidente com o novo modelo do Boeing 737, o avião mais vendido no mundo. Em outubro, um 737 MAX 8 da companhia aérea indonésia Lion Air com apenas três meses de uso caiu pouco depois de deixar o aeroporto de Jacarta, a capital da Indonésia, matando todas as 189 pessoas a bordo.
A investigação do acidente na Indonésia, ainda na fase preliminar, tem foco principal na manutenção do aparelho e em um sistema para prevenir paradas nas turbinas. O sensor e o programa de computador que o controla são diferentes dos modelos anterior dos 737s, e os pilotos não teriam recebido treinamento para operá-los.
A Administração Federal de Aviação, órgão de regulamentação do setor nos Estados Unidos, advertiu que a falta de preparo para lidar com o novo equipamento "poderia fazer com que a tripulação tivesse dificuldade de controlar a aeronave, levando ao rebaixamento excessivo do nariz, perda significativa de altitude e possível impacto com o solo."
No Brasil, onde o 737 MAX 8 é usado pela Gol, a Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) exigiu treinamento dos pilotos e comissários de bordo para evitar problemas. A Boeing vendeu 4,5 mil aviões deste modelo para cerca de 100 companhias aéreas do mundo inteiro.
Com crescimento de 25% ao ano desde 2010, a Ethiopian Airlines se tornou a maior companhia aérea da África. No ano passado, transportou mais de 10 milhões de passageiros e teve um lucro de US$ 232 milhões (R$ 896 milhões).
A segurança da avião africana aumentou consideravelmente nos últimos anos. De 2016 a 2018, não houve nenhum acidente grave, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Em 2015, a África registrou 3,53 grandes acidentes para cada milhão de voos.
Todas as 157 pessoas a bordo morreram, aumentando as dúvidas sobre a segurança do novo modelo de avião, envolvido num acidente na Indonésia em outubro do ano passado.
O voo ET-302 decolou às 8h38 pela horal local (2h39 em Brasília). Seis minutos depois, perdeu o contato com os controladores de voo e caiu perto de Bishoftu. O piloto tinha 8 mil horas de voo. Entre os 49 passageiros e oito tripulantes, havia cidadãos de 35 países, sendo 35 quenianos.
"O piloto mencionou que havia dificuldades e pediu para retornar", declarou o diretor executivo da companhia, Tewolde Gebre Marian, em entrevista coletiva. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, prometeu um amplo inquérito. Uma equipe da empresa americana Boeing viajou para a Etíopia para colaborar com a investigação.
Foi o segundo acidente com o novo modelo do Boeing 737, o avião mais vendido no mundo. Em outubro, um 737 MAX 8 da companhia aérea indonésia Lion Air com apenas três meses de uso caiu pouco depois de deixar o aeroporto de Jacarta, a capital da Indonésia, matando todas as 189 pessoas a bordo.
A investigação do acidente na Indonésia, ainda na fase preliminar, tem foco principal na manutenção do aparelho e em um sistema para prevenir paradas nas turbinas. O sensor e o programa de computador que o controla são diferentes dos modelos anterior dos 737s, e os pilotos não teriam recebido treinamento para operá-los.
A Administração Federal de Aviação, órgão de regulamentação do setor nos Estados Unidos, advertiu que a falta de preparo para lidar com o novo equipamento "poderia fazer com que a tripulação tivesse dificuldade de controlar a aeronave, levando ao rebaixamento excessivo do nariz, perda significativa de altitude e possível impacto com o solo."
No Brasil, onde o 737 MAX 8 é usado pela Gol, a Agência Nacional de Avião Civil (ANAC) exigiu treinamento dos pilotos e comissários de bordo para evitar problemas. A Boeing vendeu 4,5 mil aviões deste modelo para cerca de 100 companhias aéreas do mundo inteiro.
Com crescimento de 25% ao ano desde 2010, a Ethiopian Airlines se tornou a maior companhia aérea da África. No ano passado, transportou mais de 10 milhões de passageiros e teve um lucro de US$ 232 milhões (R$ 896 milhões).
A segurança da avião africana aumentou consideravelmente nos últimos anos. De 2016 a 2018, não houve nenhum acidente grave, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Em 2015, a África registrou 3,53 grandes acidentes para cada milhão de voos.
Marcadores:
Acidente aéreo,
Adis Abeba,
Boeing 737 MAX 8,
ET-302,
Ethiopian Airlines,
Etiópia,
IATA,
Nairóbi,
Quênia,
segurança da aviação
Assinar:
Comentários (Atom)