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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Indonésia instala bases militares perto do Mar do Sul da China

As Forças Armadas da Indonésia planejam instalar três bases militares para operações conjuntas nas ilhas Riaus, no Kalimantão do Norte e em Papua, noticiou o jornal Jakarta Post, citando como fonte um oficial não identificado.

A base nas ilhas Riaus fará parte da estratégia da Indonésia para patrulhar o Mar do Sul da China e áreas próximas contra intromissão de navios pesqueiros da China, das Filipinas, da Malásia e do Vietnã.

A prioridade da Indonésia é controlar seu vasto arquipélago de mais de 17 mil ilhas, que se estende por 5 mil quilômetros e o mar territorial entre elas. Mas, ao contrário de Brunei, das Filipinas, da Malásia, de Taiwan e do Vietnã, não tem disputas territoriais com a China, que reivindica a soberania sobre 90% do Mar do Sul da China.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Malásia suspende projetos e investiga negócios da China

A Malásia suspendeu três grandes projetos financiados pela China no valor de US$ 22 bilhões e está investigando se parte de um empréstimo de um banco estatal chinês foi usado num negócio relacionado ao fundo soberano 1Malaysia Development Berhad. 

Nesta semana, o ex-primeiro-ministro Najib Razak foi preso e denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro, abuso de poder e desvio de fundos. É suspeito de desviar US$ 731 milhões do fundo 1MDB, criado por ele em 2009, quando chegou ao poder.

Os projetos cancelados são a Ligação Ferroviária da Costa Leste, que iria da região menos desenvolvida da Malásia, a Costa Leste, até a capital, Kuala Lumpur, e o Sul da Tailândia, e dois oleodutos.

As empresas e órgãos estatais malasianos responsáveis enviaram cartas aos financiadores, a Companhia de Construção e Comunicação da China (CCCC) e o Escritório da China para Oleodutos. O motivo alegado foi o custo muito alto.

Em nota, a CCCC questionou se a suspensão era definitiva e manifestou preocupação com "custos adicionais" e seus 2.250 funcionários na Malásia.

É um sinal claro. O primeiro-ministro Mahathir Mohamed voltou ao poder aos 92 anos para combater a corrupção de Najib e defender seu legado como modernizador responsável pelo milagre econômico malasiano ao transformar um país atrasado num tigre asiático. Quer reduzir a influência chinesa.

O governo Najib recebeu bilhões de dólares da China dentro da Iniciativa um Cinturão, uma Estrada, o megaprojeto do ditador Xi Jinping para investir em obras de infraestrutura ligando a Ásia à Europa.

As obras dos oleodutos estão diretamente ligadas ao fundo 1MDB, de onde sumiram US$ 4,5 bilhões. O Ministério das Finanças da Malásia suspeita que parte do empréstimo obtido pelo Escritório de Oleodutos junto ao Banco de Exportação e Importação da China foi desviada para comprar terras no estado malasiano de Penang. Assim, o fundo soberano pagaria parte de suas dívidas.

Como o dinheiro veio do sistema financeiro chinês, os investigadores da Malásia não conseguiram rastreá-lo. Só 13% dos oleodutos foram construídos até agora. É provável que sejam abandonados.

Será mais difícil abandonar a ferrovia da Costa Leste, um projeto do interesse estratégico da China. O ministro das Finanças malasiano, Lim Guan Eng, exigiu uma "drástica redução de custos" depois de estimar o valor total da obra em US$ 20 bilhões, US$ 3,5 bilhões acima dos cálculos do governo anterior.

Ex-primeiro-ministro da Malásia é preso e denunciado por corrupção

Um dia depois de ser preso, o ex-primeiro-ministro Najib Razak foi denunciado ontem por abuso de poder, receber propina de US$ 10,5 milhões e desviar US$ 731 milhões do fundo soberano 1Malaysia Development Berhad, que criou ao chegar ao poder na Malásia, em 2009. Ele pretexta inocência. Pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

O escândalo de corrupção levou à sua queda nas eleições de 9 de maio de 2018 e à derrota da coalizão que governou a Malásia desde a independência, em 1957. Aos 92 anos, o ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamed, responsável pelo milagre econômico malasiano, deixou sua aposentadoria para combater a corrupção e preservar seu legado.

Dentro de dois anos, o veterano líder será substituído pelo seu antigo vice, Anwar Ibrahim, condenado por homossexualismo num processo forjado quando desafiou o chefe e adotou uma linha mais liberal. A pedido do Dr. Mahathir, vai receber um perdão real.

Entre as extravagâncias descobertas por investigadores americanos, está um colar de diamantes cor de rosa no valor de US$ 27,3 milhões usado por Rosmah Mansor, mulher do ex-primeiro-ministro. O porta-voz de Najib declarou que a prisão tinha "motivos políticos, é uma vingança política".

A polícia aprendeu em residências do antigo primeiro casal dinheiro, joias e outros objetos no valor de US$ 273 milhões.

sábado, 19 de maio de 2018

China leva bombardeiros estratégicos para o Mar do Sul da China

Em mais uma reafirmação de seu crescente poderio militar, pela primeira vez, um bombardeiro estratégico de longo alcance da China pousou numa pista de pouso construída em ilhas artificiais no Mar do Sul da China, que o regime comunista chinês disputa com seis países vizinhos, noticiou o jornal oficial Diário da China. O avião com capacidade nuclear foi participar de uma manobra militar na região disputada.

A China reivindica 90% da superfície do Mar do Sul da China com base num antigo mapa, rejeitado pelo Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas, com sede em Haia, na Holanda, em 12 de julho de 2016, numa questão levantada pelas Filipinas. O governo chinês ignorou a decisão.

O treinamento com o bombardeiro H-6K deixa claro que a ditadura chinesa está pronta para intimidar os países vizinhos, no caso Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Vietnã, e se necessário usar a força para afirmar sua reivindicação de soberania sobre o Mar do Sul da China.

É uma disputa sobre ilhotas, atóis e recifes em águas por onde passam um terço do comércio marítimo mundial e 39% do comércio exterior chinês, com grande potencial pesqueiro, jazidas de petróleo e gás natural.

Os Estados Unidos acusam a China de militarizar a região para se impor pela força. Cruzam o mar com seus navios de guerra para destacar que são águas internacionais abertas à livre navegação. Como os EUA não devem entrar em guerra com a China por causa do Mar do Sul da China, a demonstração de força de Beijim tem como alvo os vizinhos litigantes.

A China está desenvolvendo sua Marinha de guerra para neutralizar a superioridade militar dos EUA na Ásia. Transformou ilhotas, atóis e recifes em sete ilhas artificiais no arquipélago das Ilhas Spratlys, onde instalou portos, aeroportos, quartéis, radares, hangares, búnqueres, equipamentos de telecomunicações e de guerra eletrônica.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Meio-irmão de Kim Jong Un foi morto por arma química proibida

O  ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, mandou matar seu meio-irmão Kim Jong Nam com o agente neurotóxico VX, uma arma química proibida, acusaram ontem os Estados Unidos. Pela lei americana, isso obriga o governo a impor novas sanções econômicas à ditadura comunista de Pyongyang no momento em que o regime norte-coreano admite negociar a desnuclearização com Washington.

"Os EUA condenam com firmeza o uso de armas químicas para cometer um assassinato", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, com base em investigação dos serviços secretos do país.

Kim Jong Nam esperava um voo para Macau, na China, no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia,  quando duas mulheres se aproximaram e jogaram a substância em seu rosto com uma seringa de injeção. Ele chegou a ser hospitalizado, mas morrem em seguida. Presas, as duas assassinas alegaram ter sido enganadas. Elas estariam apenas participando de uma gravação inocente de TV.

"Esta demonstração pública de desprezo em relação às normas universais contra o uso de armas químicas é uma prova suplementar da natureza perigosa da Coreia do Norte e sublinha que não podemos permitir e tolerar um programa de armas de destruição em massa norte-coreano, sejam quais forem", acrescentou a nota do Departamento de Estado.

A Coreia do Norte é alvo de uma série de sanções dos EUA e do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seus programas de mísseis e armas nucleares. O impacto de novas sanções seria limitado e poderia atrapalhar as possíveis negociações diretas EUA-Coreia do Norte.

Depois de uma visita a Kim Jong Un, uma delegação liderada pelo conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul anunciou que o regime stalinista norte-coreano marcou uma reunião de cúpula com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, está disposto a negociar um acordo de paz com os EUA e a congelar seus testes de mísseis e armas atômicas durante as negociações.

É uma rara oportunidade, ainda que as exigências de segurança da Coreia do Norte, como a retirada total das forças americanas da Península Coreana, sejam inaceitáveis para os EUA. As bases militares americanas na Ásia, na Coreia do Sul e no Japão, estão lá mais para conter a China do que para proteger os aliados.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Míssil da Rússia derrubou avião da Malásia na Ucrânia em 2014

Um inquérito internacional concluiu que um míssil da Rússia derrubou o voo MH17 da companhia aérea Malaysia Airlines em território da Ucrânia em julho de 2014, anunciaram os investigadores hoje na Holanda. Todas as 298 pessoas a bordo morreram.

O sistema de lançamento de mísseis BUK foi levado da Rússia para o Leste da Ucrânia e devolvido à Rússia pouco depois da tragédia. Cem suspeitos foram identificados. A Rússia reagiu denunciando a politização do inquérito.

As companhias europeias haviam suspendido seus voos no espaço aéreo ucraniano depois da intervenção militar da Rússia para anexar a península da Crimeia e fomentar uma rebelião de russos étnicos no Leste da Ucrânia.

Quando o avião caiu, foi gravado um diálogo entre rebeldes que foram examinar os destroços e um oficial russo que os orientava. Para sua decepção, não era um avião militar. O chão estava cheio de malas e restos humanos de crianças e civis que voavam de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, a capital da Malásia.

"O que um avião comercial estava fazendo numa zona de guerra?", protestou o oficial russo.

Três horas antes da tragédia, jornalistas da agência de notícias Associated Press (AP) viram um lançador de mísseis BUK M1 na cidade de Snijne com quatro mísseis de 5,5 metros de comprimento.

Na época, o Kremlin alegou que o avião fora abatido pela Força Aérea da Ucrânia ou por mísseis antiaéreos do Exército ucraniano. Como os rebeldes não têm Força Aérea, os mísseis antiaéreos iraquianos só poderiam derrubar aviões russos, o que daria uma chance para a Rússia entrar diretamente na guerra e acabar com a independência da Ucrânia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

EUA e Japão dão ajuda militar a países no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos e o Japão prometeram hoje aumentar a ajuda militar aos países envolvidos em disputas territoriais com a China no Mar do Sul da China (Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã), reportou hoje a Agência France Presse (AFP).

De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.

Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.

Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.

Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Navio-tanque da Malásia é sequestrado na Indonésia

Um navio petroleiro da Malásia com 900 mil litros de óleo diesel foi sequestrado e levado para perto da ilha de Batam, na Indonésia, noticiou a televisão pública britânica BBC citando como fonte a polícia marítima malasiana.

O valor da carga a bordo do do navio-tanque Vier Harmoni foi estimado em US$ 392 mil (R$ 1,257 milhão).

Com o rápido desenvolvimento da Ásia, o Sudeste Asiático tornou-se uma das principais rotas do comércio internacional. O Estreito de Málaca é uma região muito perigosa por causa dos piratas, embora nos últimos anos as regiões mais problemas tenham sido as costas da Nigéria, no Golfo da Guiné, e da Somália, no Oceano Índico.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

China constrói hangares para aviões de guerra em mar disputado

A República Popular da China está construindo hangares reforçados em três ilhas artificiais sob seu controle em áreas disputadas do Mar do Sul da China, revelaram imagens de satélites-espiões dos Estados Unidos obtidas pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington, noticiou o jornal The New York Times.

Nenhum avião de combate aparece nas imagens. O regime comunista chinês afirma que os hangares são para aviões civis. Pela análise do CSIS, a espessura das paredes, muito mais grossas do que necessário para aviões civis, indica a possibilidade de uso militar.

Os maiores hangares seriam capazes de abrigar o bombardeiro H-6, o avião de reabastecimento H-6U, o avião de transporte militar Y-8 e o avião-radar KJ200.

Com os novos radares, a China vai poder estacionar aviões permanentemente nas ilhas artificiais, construções ilegais à luz da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Até agora, a China tinha de fazer uma rotação para evitar o desgaste das aeronaves num ambiente hostil no meio do mar.

A China tem conflitos territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. Em 12 de julho, o Tribunal Permanente de Arbitragem das Nações Unidas deu razão às Filipinas, rejeitando os supostos "direitos históricos" alegados pela China para reivindicar 90% do Mar do Sul da China. O regime comunista chinês ignorou a decisão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Acordo da Parceria Transpacífica é assinado por 12 países

Em cerimônia na Nova Zelândia, 12 países da América, da Ásia e da Oceania assinaram hoje a Parceria Transpacífica (TPP, do inglês), um acordo de liberalização comercial que visa a estabelecer regras de longo prazo para o comércio na região. A China e a Coreia do Sul não fazem parte.

Os países-membros da TPP - Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Chile, México, Peru, Cingapura, Malásia, Vietnã e Brunei - representam hoje 40% da economia global. Cada um terá agora dois anos para ratificar o acordo.

Um objetivo central do acordo é reduzir barreiras comerciais e criar normas para resolver possíveis disputas com base no direito internacional para evitar conflitos.

Este será um dos principais argumentos do presidente Barack Obama para tentar convencer o Congresso de maioria oposicionista: "Se não impusermos as regras, a China o fará."

Obama gostaria de ver a TPP ratificada ainda em seu governo, mas há pouca esperança de que isto aconteça durante a campanha eleitoral deste ano.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Suíça revela desvio de US$ 4 bilhões de estatais da Malásia

A Procuradoria-Geral da Suíça descobriu desvios de cerca de US$ 4 bilhões de empresas estatais da Malásia, noticiou a agência Reuters.

As autoridades suíças investigam a corrupção no fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), com suspeitas de suborno de funcionários estrangeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em 26 de janeiro, o procurador-geral da Malásia concluiu que o primeiro-ministro Najib Razak não é responsável por uma apropriação indébita de US$ 681 milhões do fundo soberano e mandou engavetar o inquérito. A explicação oficial é que ele teria recebido uma "doação" da família real da Arábia Saudita.

A Malásia sofreu dois duros golpes em 2014, com a perda de dois aviões de passageiros. Em março daquele ano, um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu no Oceano Índico com 239 pessoas a bordo depois de um desvio de rota quando ia de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.

Em 14 de julho, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubaram outro Boeing 777 da Malaysia Airlines quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, matando as 298 pessoas a bordo.

A corrupção abala ainda mais a autoimagem deste país do Sudeste Asiático que nas últimas décadas passou por um rápido crescimento, com média de 6,5% ao ano por quase 50 anos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Corrupção nos emergentes inquieta Transparência Internacional

As potências econômicas emergentes, especialmente o Brasil e a Malásia, preocupam a organização não governamental anticorrupção Transparência Internacional, que divulgou hoje seu relatório anual sobre a percepção de corrupção no mundo, informou a Agência France Presse (AFP).

Mais de 6 bilhões de pessoas vivem em países com governos corruptos, 68% do total, que perdem US$ 1 trilhão por ano para a corrupção.

"Todos os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), apontados como novas promessas da economia mundial, são preocupantes, com pontuação abaixo de 50 no nosso ranking", declarou em Berlim a diretora de pesquisas da ONG, Robin Hodess.

O Brasil caiu cinco pontos e sete posições, a maior queda. É o 76º país menos corrupto do mundo. Está atrás da África do Sul (61º), ao lado da Índia e à frente da China (83º) e da Rússia (119º).

A lista dos mais honestos é liderada por três países escandinavos: Dinamarca, Finlândia e Suécia. Os mais corruptos são a Coreia do Norte e a Somália, seguidos pelo Afeganistão e o Sudão.

Como é impossível avaliar a corrupção em termos de recursos públicos desviados, o relatório examina a percepção de corrupção por quem faz negócios nos países.

Assim, os escândalos do Mensalão e do Petrolão aumentaram a percepção de corrupção no Brasil. Tiveram "um impacto fenomenal", admite Hodess. Mas a corrupção se tornou mais visível justamente por estar sendo combatida. A expectativa é que as instituições brasileiras saiam fortalecidas.

O Brasil está na frente do México (95º), onde as instituições estão sob a ameaça da guerra do tráfico. Em várias cidades do interior do país, prefeitos foram assassinados pelo crime organizado. O traficante mais procurado do país, Joaquín El Chapo Guzmán, fugiu da prisão com ajuda de funcionários públicos e foi alvo de uma grande e custosa caçada para ser recapturado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Bombardeiros dos EUA sobrevoam Mar do Sul da China

Dois aviões bombardeiros B-52 dos Estados Unidos sobrevoaram em 8 de novembro ilhas artificiais construídas pelo regime comunista chinês no Mar do Sul da China para reforçar sua reivindicação de soberania, revelou ontem um porta-voz do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

Os B-52 saíram da Base Aérea de Andersen, na ilha de Guam, e voaram sobre o arquipélago das Ilhas Spratly, onde a China construiu sete ilhas artificiais ao redor de recifes em sua disputa territorial com as Filipinas, a Malásia e o Vietnã.

Os controladores chineses do tráfego aéreo advertiram um dos pilotos americanos que os bombardeiros "violaram a segurança do meu recife" e deveriam mudar de rota para evitar "interpretações equivocadas".

A Força Aérea dos EUA não esclareceu se os aviões chegaram a uma distância inferior ao limite territorial de 12 milhas náuticas que, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, deve ser respeitado em caso de ilhas, mas não de recifes. O porta-voz do Comando do Pacífico disse apenas que os aviões estavam longe das ilhas no momento da advertência.

Em 27 de outubro de 2015, um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas de um recife, supostamente para reafirmar o direito de navegação em águas internacionais. Há muito tempo, seus aliados no Sudeste Asiático cobravam uma posição mais firme dos EUA diante das ameaças da China.

Os EUA não têm uma posição oficial na disputa, mas querem que seja resolvida pacífica e diplomaticamente.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

EUA e China discutem alívio de tensão no Mar do Sul da China

Líderes militares dos Estados Unidos e da China vão se reunir em Beijim no início de novembro de 2015 para discutir o relaxamento de tensões no Mar do Leste da China, revelaram fontes diplomáticas citadas pelo jornal japonês Asahi Shimbun.

O chefe da delegação americana será o almirante Harry Harris, comandante do Comando do Pacífico das Forças Armadas dos EUA.

A proposta é discutir a cooperação entre as duas grandes potências tendo em vista especialmente as disputas territoriais da China com os países vizinhos no Mar do Sul da China, onde o regime comunista chinês está aterrando recifes para construir ilhas artificial onde construiu até pistas de pouso para aviões de guerra.

Os EUA não têm posição, mas exigem que as disputas com Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã sejam resolvidas diplomaticamente, com respeito pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Para reforçar sua posição, há dois dias um contratorpedeiro americano passou a menos de 12 milhas náuticas do recife de Subi, que não pode ser considerado uma ilha com base na lei internacional.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

EUA, Japão e 10 países fazem maior acordo regional de comércio

Os Estados Unidos, o Japão e outros dez países da orla do Oceano Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) anunciaram hoje o maior acordo regional de liberalização comercial. 

A Parceria TransPacífica (TTP, do inglês) reduz barreiras para bens e serviços e cria regras comuns sobre investimentos, propriedade intelectual, meio ambiente e trabalho em um novo mercado comum que produz hoje 40% da riqueza mundial.

As negociações duraram cinco anos e foram prejudicadas pela crise econômica mundial. Ao excluir a China, a TTP pretende estabelecer regras para o comércio internacional antes que o regime comunista chinês queira impor as suas.

"Com mais de 95% dos nossos consumidores em potencial vivendo fora de nossas fronteiras, não podemos deixar países como a China definir as regras da economia global. Nós devemos escrever estas regras", afirmou o presidente Barack Obama.

É uma vitória para Obama, que investiu na negociação como uma peça central de seu legado histórico, e para o primeiro-ministro Shinzo Abe, que luta para vencer a deflação e a estagnação da economia japonesa.

"A parceria nivela o campo de jogo para nossos fazendeiros, agricultores e industriais ao eliminar mais de 18 mil impostos que vários países impunham a seus produtos", declarou Obama. "Inclui os compromissos mais fortes com o trabalho e o meio ambiente de qualquer acordo comercial da história."

Durante as negociações, vários problemas vieram à tona, por exemplo, entre as indústrias automobilísticas dos EUA e do Japão. No último momento, o Canadá e o Japão concordaram em ampliar o acesso de laticínios dos EUA a seus mercados. Pela primeira vez, o Vietnã será obrigado a aceitar a criação de sindicatos independentes.

Outra questão difícil foi o prazo de 12 anos de patentes sobre medicamentos de origem biológica exigido pela indústria farmacêutica americana antes que sejam fabricados genéricos com os mesmos fármacos. O acerto final neste ponto foi negociado entre os EUA e a Austrália. O prazo será de cinco anos, podendo ser estendido a oito no caso de medicamentos de origem biológica.

Para entrar em vigor, a TTP precisa ser aprovada pelos parlamentos dos países. A maior dificuldade deve ser no Congresso dos EUA. Também pode haver dificuldades no Canadá, que está em campanha eleitoral, e na Austrália.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Malásia confirma que parte de avião era do voo desaparecido

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, acaba de confirmar que os destroços de um avião encontrados na Ilha da Reunião, uma colônia francesa no Oceano Índico, era parte do Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014 quando fazia o voo MH370 de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.

Todas as 239 pessoas a bordo morreram. O avião sumiu quando deveria entrar no espaço aéreo do Vietnã, no Mar da China Meridicional. Deu meia-volta e seguiu em direção ao Oceano Índico, onde se supõe que tenha voado até mergulhar no mar a leste da costa da Austrália.

A maior suspeita é de uma ação deliberada do piloto, talvez movido por fundamentalismo religioso.

"Agora, temos prova de que o voo MH370 terminou tragicamente no Oceano Índico", declarou o primeiro-ministro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Malásia congela contas em investigação sobre primeiro-ministro

As autoridades da Malásia congelaram hoje seis contas bancárias em meio a um inquérito sobre transferências ilegais de dinheiro público para contas do primeiro-ministro Najib Razak, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Ao examinar as atividades do fundo de desenvolvimento 1MDB, que deve US$ 11 bilhões a bancos e investidores, os investigadores descobriram depósitos de quase US$ 700 milhões em contas pessoais do chefe de governo malasiano.

Em declaração conjunta, o procurador-geral Abdul Gani Patail; o presidente do Banco Central, Zeti Akhtar Aziz; o inspetor-geral da Polícia, Khalid Abu Bakar; e o presidente da Comissão Anticorrupção da Malásia, Abu Kassim Mohamed; revelaram estar investigando 17 contas bancárias. Os bancos e os titulares das contas não foram identificados.

Najib, de 61 anos, primeiro-ministro da Malásia desde 2009, acusou os adversários políticos de quererem manchar seu nome, mas não rebateu as alegações específicas de que recebeu dinheiro ilícito.

domingo, 22 de março de 2015

Fundador de Cingapura e pai do modelo asiático morre aos 91 anos

O fundador de Cingapura e primeiro-ministro de 1959 e 1990, Lee Kuan Yew, morreu hoje aos 91 anos. Ao transformar um pequeno entreposto colonial num dos países mais ricos do mundo, ele criou o modelo sociopolítico asiático. A renda média por habitante passou de US$ 550 nos anos 1950s para US$ 80 mil por ano em 2013. Seu porto é o segundo mais movimentado do mundo.

Sob a inspiração do filósofo chinês Confúcio, o modelo asiático combina autoritarismo, disciplina e valores morais rígidos com desenvolvimento científico e tecnológico, eficiência econômica e administrativa. Há uma renúncia à liberdade individual em troca da prosperidade e da harmonia social. É antidemocrático e antiliberal politicamente, mas a favor da economia de mercado.

Um dos personagens mais importantes do extraordinário desenvolvimento da Ásia nas últimas décadas, Lee Kuan Yew era filho de uma família chinesa rica que se mudou da província de Cantão para Cingapura em 1863, quando a cidade era uma colônia e sede da maior base naval do Império Britânico no Leste da Ásia.

Lee nasceu em 1923 como súdito da coroa britânica. Seus avós perderam a fortuna durante a Grande Depressão (1929-39). O pai virou um pequeno comerciante pobre.

A primeira língua de Lee era o inglês. Só depois de entrar na política, ele aprendeu chinês, malaio e tamil. Primeiro colocado numa espécie de vestibular realizado na Malaia Britânica, ele estava pronto para fazer universidade na Inglaterra em 1939, quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Teve de adiar seus planos.

Em 1942, o Exército Imperial do Japão tomou Cingapura. "Os três anos e meio da ocupação japonesa foram os mais importantes da minha vida", contou Lee em suas memórias. "Eles me deram lições vívidas sobre o comportamento e as sociedades humanas, suas motivações e seus impulsos... Vi todo um sistema social desabar de repente diante de um Exército de ocupação totalmente impiedoso."

Com a guerra, Lee Kuan Yew entendeu que o Império Britânico não continuaria a dominar Cingapura eternamente e sentiu necessidade de entrar na política

Depois da guerra, ele finalmente foi estudar na Grã-Bretanha. Ficou um período curto na London School of Economics e foi para Universidade de Cambridge, onde se tornou socialista, se casou com Kwa Geok Choo se formou em direito com distinção e louvor. Em 1950, tornou-se advogado.

De volta a Cingapura, entrou na política em plena descolonização do pós-guerra e, em 1954, criou o Partido de Ação Popular (PAP). Em 1955, uma nova Constituição ampliou o número de membros eleitos do Conselho Legislativo, que passaram a ser 25 de um total de 32 cadeiras.

Nas eleições, a Frente Trabalhista, dos antigos aliados de Lee, elegeu 13 deputados e o PAP só três. Entre eles, Lee Kuan Yew, vencedor num distrito habitado por chineses pobres.

Em 1956, Lee voltou a Londres com parte de uma delegação interessada em negociar a autonomia da colônia, sem sucesso. As negociações foram retomadas em 1957. No ano seguinte, houve o acordo: Cingapura passava a ser uma cidade-estado dentro da Comunidade Britânica.

Em maio de 1959, com uma plataforma anticolonialista e anticomunista que propunha reformas sociais e uma possível união com a Malásia, o partido de Lee conquistou 43 das 51 cadeiras. Ele se negou a formar o governo até a libertação de esquerdistas de seu partido presos desde 1956.

Aos 35 anos, Lee Kuan Yew foi empossado como primeiro-ministro de Cingapura em 5 de junho de 1959. Dois anos depois, a ala esquerdista saiu do partido para fundar a Frente Socialista e Lee afastou os últimos comunistas.

Um de seus sonhos era formar uma federação ligando a ilha de Cingapura à Malásia por considerar "uma Cingapura independente um absurdo político, econômico e geográfico". Em 31 de agosto de 1963, depois de um referendo realizado no ano anterior, Cingapura formou uma federação com a Malásia. Lee manteve o controle sobre o Parlamento cingapureano.

Em 1964, Lee cometeu o erro de disputar as eleições nacionais da Malásia com seu partido em que 75% eram de origem chinesa, gerando tensão e violência entre chineses e malaios. Estes suspeitavam que Lee quisesse se tornar primeiro-ministro.

Depois de uma votação de 126-0 no Parlamento da Malásia, a federação foi dissolvida. Em 9 de agosto de 1965, a República de Cingapura se tornava um país independente dentro da Comunidade Britânica sob a liderança de Lee Kuan Yew.

Como a Frente Socialista passou a boicotar as eleições a partir de 1966, o PAP elegeu todos os deputados nas eleições de 1968, 1972, 1976 e 1980, dando plenos poderes a Lee para impor seu modelo. Para um pequeno país sobre, precisava de uma economia forte, moderna e industrializada.

O governo incentivou o investimento estrangeiro e acordos entre empresas e sindicatos para garantir a paz social com base nos valores confucionistas de cooperação, disciplina, austeridade e respeito à autoridade e à família.

Lee e o primeiro-ministro ministro malasiano Mahathir Mohamed passaram a chamá-los de "valores da Ásia", apresentando-os como alternativa ao liberalismo e à permissividade do Ocidente.

Cingapura censura, usa punições físicas (um jovem americano que riscou um carro propositalmente foi condenado a chibatadas) e pune o uso de drogas pela simples presença de substâncias proibidas no sangue, sem necessidade de apreensão. É proibido mascar chiclete.

"Por que deveríamos importar este hábito ocidental nojento?", argumentava Lee Kuan Yew para defender a medida.

No fim dos anos 1980s, Cingapura tinha a segunda maior renda per capita do Leste da Ásia, atrás apenas do Japão, e se tornara o maior centro financeiro do Sudeste Asiático. Em novembro de 1990, no mesmo mês de sua admiradora Margaret Thatcher, Lee Kuan Yew renunciou à chefia do governo.

Seu sucessor, Goh Chok Tong nomeou Lee ministro sênior do governo de Cingapura, onde ele continuou a exercer atividades políticas como um grande conselheiro e uma espécie de pai da pátria, um estadista e um oráculo a ser consultado em momentos de crise.

Em 2004, Goh passou o poder para Lee Hsien Loong, filho do grande arquiteto do milagre cingaporeano, que foi "ministro mentor" do governo até novembro de 2011.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Rebeldes entregam caixas-pretas à Malásia

Os rebeldes apoiados pela Rússia suspeitos de abater por engano um Boeing 777 no Leste da Ucrânia matando todas as 298 pessoas a bordo entregaram hoje a autoridades da Malásia as caixas-pretas com a gravação das comunicações de bordo, uma peça fundamental na investigação.

Em Nova York, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas determinou que as equipes de investigação tenham acesso amplo, sem quaisquer restrições, à área de cerca de 20 quilômetros quadrados por onde estão espalhados os destroços do avião.

O voo MH17 fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur quando foi atingido por um míssil ao passar sobre uma região controlada pelos rebeldes étnica e linguisticamente russos.

sábado, 19 de julho de 2014

Holanda acusa Rússia de descaso com mortos

Diante do caos no local onde caiu um Boeing 777 da Malaysia Airlines em território dominado por rebeldes ucranianos aliados à Rússia, o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, afirmou hoje que o presidente Vladimir Putin tem uma última chance de mostrar que está interessado no resgate dos corpos e numa investigação independente. A maioria dos 298 mortos (192) era holandesa.

O avião fazia o voo MH17 entre Amsterdã, a capital de Holanda, e Kuala Lumpur, a capital da Malásia, quando foi abatido a 10 mil metros de altitude por um míssil terra-ar provavelmente disparado por engano pelos rebeldes apoiados pelo Kremlin. Ontem, uma missão de observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) foi hostilizada pelo rebeldes e obrigada a deixar a área.

Como há denúncias de que os corpos estão sendo retirados do local e os pertences da vítimas estão sendo roubados, Rutte não escondeu sua revolta. O avião levava passageiros e tripulantes de 11 países. Não havia nenhum brasileiro a bordo.