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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Ex-primeiro-ministro da Malásia é preso e denunciado por corrupção

Um dia depois de ser preso, o ex-primeiro-ministro Najib Razak foi denunciado ontem por abuso de poder, receber propina de US$ 10,5 milhões e desviar US$ 731 milhões do fundo soberano 1Malaysia Development Berhad, que criou ao chegar ao poder na Malásia, em 2009. Ele pretexta inocência. Pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

O escândalo de corrupção levou à sua queda nas eleições de 9 de maio de 2018 e à derrota da coalizão que governou a Malásia desde a independência, em 1957. Aos 92 anos, o ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamed, responsável pelo milagre econômico malasiano, deixou sua aposentadoria para combater a corrupção e preservar seu legado.

Dentro de dois anos, o veterano líder será substituído pelo seu antigo vice, Anwar Ibrahim, condenado por homossexualismo num processo forjado quando desafiou o chefe e adotou uma linha mais liberal. A pedido do Dr. Mahathir, vai receber um perdão real.

Entre as extravagâncias descobertas por investigadores americanos, está um colar de diamantes cor de rosa no valor de US$ 27,3 milhões usado por Rosmah Mansor, mulher do ex-primeiro-ministro. O porta-voz de Najib declarou que a prisão tinha "motivos políticos, é uma vingança política".

A polícia aprendeu em residências do antigo primeiro casal dinheiro, joias e outros objetos no valor de US$ 273 milhões.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Malásia congela contas em investigação sobre primeiro-ministro

As autoridades da Malásia congelaram hoje seis contas bancárias em meio a um inquérito sobre transferências ilegais de dinheiro público para contas do primeiro-ministro Najib Razak, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Ao examinar as atividades do fundo de desenvolvimento 1MDB, que deve US$ 11 bilhões a bancos e investidores, os investigadores descobriram depósitos de quase US$ 700 milhões em contas pessoais do chefe de governo malasiano.

Em declaração conjunta, o procurador-geral Abdul Gani Patail; o presidente do Banco Central, Zeti Akhtar Aziz; o inspetor-geral da Polícia, Khalid Abu Bakar; e o presidente da Comissão Anticorrupção da Malásia, Abu Kassim Mohamed; revelaram estar investigando 17 contas bancárias. Os bancos e os titulares das contas não foram identificados.

Najib, de 61 anos, primeiro-ministro da Malásia desde 2009, acusou os adversários políticos de quererem manchar seu nome, mas não rebateu as alegações específicas de que recebeu dinheiro ilícito.