A Malásia suspendeu três grandes projetos financiados pela China no valor de US$ 22 bilhões e está investigando se parte de um empréstimo de um banco estatal chinês foi usado num negócio relacionado ao fundo soberano 1Malaysia Development Berhad.
Nesta semana, o ex-primeiro-ministro Najib Razak foi preso e denunciado por corrupção, lavagem de dinheiro, abuso de poder e desvio de fundos. É suspeito de desviar US$ 731 milhões do fundo 1MDB, criado por ele em 2009, quando chegou ao poder.
Os projetos cancelados são a Ligação Ferroviária da Costa Leste, que iria da região menos desenvolvida da Malásia, a Costa Leste, até a capital, Kuala Lumpur, e o Sul da Tailândia, e dois oleodutos.
As empresas e órgãos estatais malasianos responsáveis enviaram cartas aos financiadores, a Companhia de Construção e Comunicação da China (CCCC) e o Escritório da China para Oleodutos. O motivo alegado foi o custo muito alto.
Em nota, a CCCC questionou se a suspensão era definitiva e manifestou preocupação com "custos adicionais" e seus 2.250 funcionários na Malásia.
É um sinal claro. O primeiro-ministro Mahathir Mohamed voltou ao poder aos 92 anos para combater a corrupção de Najib e defender seu legado como modernizador responsável pelo milagre econômico malasiano ao transformar um país atrasado num tigre asiático. Quer reduzir a influência chinesa.
O governo Najib recebeu bilhões de dólares da China dentro da Iniciativa um Cinturão, uma Estrada, o megaprojeto do ditador Xi Jinping para investir em obras de infraestrutura ligando a Ásia à Europa.
As obras dos oleodutos estão diretamente ligadas ao fundo 1MDB, de onde sumiram US$ 4,5 bilhões. O Ministério das Finanças da Malásia suspeita que parte do empréstimo obtido pelo Escritório de Oleodutos junto ao Banco de Exportação e Importação da China foi desviada para comprar terras no estado malasiano de Penang. Assim, o fundo soberano pagaria parte de suas dívidas.
Como o dinheiro veio do sistema financeiro chinês, os investigadores da Malásia não conseguiram rastreá-lo. Só 13% dos oleodutos foram construídos até agora. É provável que sejam abandonados.
Será mais difícil abandonar a ferrovia da Costa Leste, um projeto do interesse estratégico da China. O ministro das Finanças malasiano, Lim Guan Eng, exigiu uma "drástica redução de custos" depois de estimar o valor total da obra em US$ 20 bilhões, US$ 3,5 bilhões acima dos cálculos do governo anterior.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 4 de julho de 2018
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Míssil que derrubou Boeing na Ucrânia em 2014 era de unidade militar da Rússia
O míssil que abateu o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines em 17 de julho de 2014 na Ucrânia era de uma unidade militar da Rússia, a 53ª Brigada Antiaérea, com sede em Kursk, revelaram ontem investigadores internacionais.
A equipe de investigação, liderada pela Holanda porque o voo saiu de lá, concluiu que a causa da tragédia que matou as 298 pessoas a bordo foi um míssil russo Buk disparado do território sob controle dos rebeldes que iniciaram uma guerra civil no Leste da Ucrânia com o apoio da Rússia em abril de 2014.
"Todos os veículos do comboio que carregava o míssil eram das Forças Armadas da Rússia", afirmou em Haia Wilbert Paulissen, chefe do esquadrão de combate ao crime da Polícia Nacional da Holanda.
Em contatos de militares russos com rebeldes pirateados na época pelos serviços secretos ocidentais, rebeldes que inspecionaram o local da queda do Boeing 777 ficaram surpresos ao constatar que tinham derrubado um avião de passageiros e furiosos com a presença de aviões civis no meio de uma guerra. Ao que tudo indica, o voo MH17 foi confundido com um avião inimigo.
Como os rebeldes por não tinham força aérea, uma aeronave naquela região só poderia ser inimiga, do governo da Ucrânia, capaz de atacar os rebeldes no solo.
Os investigadores não acusaram os militares russos de disparar o míssil, mas de fornecê-lo aos rebeldes. É o suficiente para a abertura de um processo criminal e para que as vítimas recorram à Justiça. Como a Rússia vetou nas Nações Unidas a criação de um tribunal internacional, os casos serão julgados pela Justiça da Holanda.
A Rússia nega qualquer envolvimento. O Ministério da Defesa negou ontem em Moscou que um sistema de mísseis antiaéreos russo tenha cruzado a fronteira para lançar ataques de território ucraniano.
O inquérito ainda tenta descobrir quem disparou o míssil. O procurador encarregado de chefiar a investigação, Fred Westerbeke, espera denunciar os operadores em breve.
Em Kiev, o presidente Petro Porochenko manifestou o interesse de que também sejam processados na Ucrânia.
A equipe de investigação, liderada pela Holanda porque o voo saiu de lá, concluiu que a causa da tragédia que matou as 298 pessoas a bordo foi um míssil russo Buk disparado do território sob controle dos rebeldes que iniciaram uma guerra civil no Leste da Ucrânia com o apoio da Rússia em abril de 2014.
"Todos os veículos do comboio que carregava o míssil eram das Forças Armadas da Rússia", afirmou em Haia Wilbert Paulissen, chefe do esquadrão de combate ao crime da Polícia Nacional da Holanda.
Em contatos de militares russos com rebeldes pirateados na época pelos serviços secretos ocidentais, rebeldes que inspecionaram o local da queda do Boeing 777 ficaram surpresos ao constatar que tinham derrubado um avião de passageiros e furiosos com a presença de aviões civis no meio de uma guerra. Ao que tudo indica, o voo MH17 foi confundido com um avião inimigo.
Como os rebeldes por não tinham força aérea, uma aeronave naquela região só poderia ser inimiga, do governo da Ucrânia, capaz de atacar os rebeldes no solo.
Os investigadores não acusaram os militares russos de disparar o míssil, mas de fornecê-lo aos rebeldes. É o suficiente para a abertura de um processo criminal e para que as vítimas recorram à Justiça. Como a Rússia vetou nas Nações Unidas a criação de um tribunal internacional, os casos serão julgados pela Justiça da Holanda.
A Rússia nega qualquer envolvimento. O Ministério da Defesa negou ontem em Moscou que um sistema de mísseis antiaéreos russo tenha cruzado a fronteira para lançar ataques de território ucraniano.
O inquérito ainda tenta descobrir quem disparou o míssil. O procurador encarregado de chefiar a investigação, Fred Westerbeke, espera denunciar os operadores em breve.
Em Kiev, o presidente Petro Porochenko manifestou o interesse de que também sejam processados na Ucrânia.
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quarta-feira, 7 de março de 2018
Meio-irmão de Kim Jong Un foi morto por arma química proibida
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, mandou matar seu meio-irmão Kim Jong Nam com o agente neurotóxico VX, uma arma química proibida, acusaram ontem os Estados Unidos. Pela lei americana, isso obriga o governo a impor novas sanções econômicas à ditadura comunista de Pyongyang no momento em que o regime norte-coreano admite negociar a desnuclearização com Washington.
"Os EUA condenam com firmeza o uso de armas químicas para cometer um assassinato", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, com base em investigação dos serviços secretos do país.
Kim Jong Nam esperava um voo para Macau, na China, no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, quando duas mulheres se aproximaram e jogaram a substância em seu rosto com uma seringa de injeção. Ele chegou a ser hospitalizado, mas morrem em seguida. Presas, as duas assassinas alegaram ter sido enganadas. Elas estariam apenas participando de uma gravação inocente de TV.
"Esta demonstração pública de desprezo em relação às normas universais contra o uso de armas químicas é uma prova suplementar da natureza perigosa da Coreia do Norte e sublinha que não podemos permitir e tolerar um programa de armas de destruição em massa norte-coreano, sejam quais forem", acrescentou a nota do Departamento de Estado.
A Coreia do Norte é alvo de uma série de sanções dos EUA e do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seus programas de mísseis e armas nucleares. O impacto de novas sanções seria limitado e poderia atrapalhar as possíveis negociações diretas EUA-Coreia do Norte.
Depois de uma visita a Kim Jong Un, uma delegação liderada pelo conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul anunciou que o regime stalinista norte-coreano marcou uma reunião de cúpula com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, está disposto a negociar um acordo de paz com os EUA e a congelar seus testes de mísseis e armas atômicas durante as negociações.
É uma rara oportunidade, ainda que as exigências de segurança da Coreia do Norte, como a retirada total das forças americanas da Península Coreana, sejam inaceitáveis para os EUA. As bases militares americanas na Ásia, na Coreia do Sul e no Japão, estão lá mais para conter a China do que para proteger os aliados.
"Os EUA condenam com firmeza o uso de armas químicas para cometer um assassinato", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, com base em investigação dos serviços secretos do país.
Kim Jong Nam esperava um voo para Macau, na China, no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, quando duas mulheres se aproximaram e jogaram a substância em seu rosto com uma seringa de injeção. Ele chegou a ser hospitalizado, mas morrem em seguida. Presas, as duas assassinas alegaram ter sido enganadas. Elas estariam apenas participando de uma gravação inocente de TV.
"Esta demonstração pública de desprezo em relação às normas universais contra o uso de armas químicas é uma prova suplementar da natureza perigosa da Coreia do Norte e sublinha que não podemos permitir e tolerar um programa de armas de destruição em massa norte-coreano, sejam quais forem", acrescentou a nota do Departamento de Estado.
A Coreia do Norte é alvo de uma série de sanções dos EUA e do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seus programas de mísseis e armas nucleares. O impacto de novas sanções seria limitado e poderia atrapalhar as possíveis negociações diretas EUA-Coreia do Norte.
Depois de uma visita a Kim Jong Un, uma delegação liderada pelo conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul anunciou que o regime stalinista norte-coreano marcou uma reunião de cúpula com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, está disposto a negociar um acordo de paz com os EUA e a congelar seus testes de mísseis e armas atômicas durante as negociações.
É uma rara oportunidade, ainda que as exigências de segurança da Coreia do Norte, como a retirada total das forças americanas da Península Coreana, sejam inaceitáveis para os EUA. As bases militares americanas na Ásia, na Coreia do Sul e no Japão, estão lá mais para conter a China do que para proteger os aliados.
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Trump declara Coreia do Norte patrocinadora do terrorismo
Em mais uma medida para isolar o regime comunista de Kim Jong Un, o presidente Donald Trump acaba de anunciar que os Estados Unidos vão incluir a Coreia do Norte na lista de países que patrocinam o terrorismo.
Trump havia indicado que faria isso durante a recente visita à Ásia, ao acusar o ditador norte-coreano pela morte do meio-irmão Kim Jong Nam, assassinado com seringas envenenadas no aeroporto de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, em 13 de fevereiro de 2017.
Hoje, também citou o estudante americano Otto Warmbier, que morreu nos EUA depois de ficar preso um ano e cinco meses, ser torturado na Coreia do Norte e devolvido inconsciente.
A medida impede qualquer contato de cidadãos, governo e empresas dos EUA com a ditadura stalinista de Pyongyang até que o regime pare de apoiar atos terroristas. O Departamento do Tesouro está preparando novas sanções.
A Coreia do Norte já esteve na lista de países exportadores de terrorismo feita pelo Departamento de Estado americano.
Em 2008, seis anos depois de colocar a Coreia do Norte num "eixo do mal" ao lado do Irã e do Iraque, o então presidente George W. Bush retirou o país da lista de acusados de patrocinar terroristas, na esperança de retomar as negociações para desarmar o programa nuclear norte-coreano.
Os EUA e a Coreia do Norte iniciaram negociações em 1994, por iniciativa do ex-presidente Jimmy Carter, que foi a Pionguiangue se encontrar com o ditador Kim Il Sung, fundador do país, em 1948, e avô do atual ditador neste bizarro comunismo dinástico.
Trump havia indicado que faria isso durante a recente visita à Ásia, ao acusar o ditador norte-coreano pela morte do meio-irmão Kim Jong Nam, assassinado com seringas envenenadas no aeroporto de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, em 13 de fevereiro de 2017.
Hoje, também citou o estudante americano Otto Warmbier, que morreu nos EUA depois de ficar preso um ano e cinco meses, ser torturado na Coreia do Norte e devolvido inconsciente.
A medida impede qualquer contato de cidadãos, governo e empresas dos EUA com a ditadura stalinista de Pyongyang até que o regime pare de apoiar atos terroristas. O Departamento do Tesouro está preparando novas sanções.
A Coreia do Norte já esteve na lista de países exportadores de terrorismo feita pelo Departamento de Estado americano.
Em 2008, seis anos depois de colocar a Coreia do Norte num "eixo do mal" ao lado do Irã e do Iraque, o então presidente George W. Bush retirou o país da lista de acusados de patrocinar terroristas, na esperança de retomar as negociações para desarmar o programa nuclear norte-coreano.
Os EUA e a Coreia do Norte iniciaram negociações em 1994, por iniciativa do ex-presidente Jimmy Carter, que foi a Pionguiangue se encontrar com o ditador Kim Il Sung, fundador do país, em 1948, e avô do atual ditador neste bizarro comunismo dinástico.
domingo, 4 de maio de 2014
Malásia prende suspeitos de terrorismo por voo MH370
Onze suspeitos de pertencer a um novo grupo extremista muçulmano ligado à rede terrorista Al Caeda foram presos na semana passada em Kuala Lumpur e no estado de Kedá, na Malásia, foram interrogados sobre o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, em 8 de março de 2014, com 239 pessoas a bordo. Nenhum sinal do avião foi encontrado até agora.
Os presos têm entre 22 e 55 anos. Incluem estudantes, trabalhadores sem vínculos empregatício, uma jovem viúva e profissionais universitários. Fazem parte de um novo grupo considerado extremamente violento, noticiou o jornal International Business Times.
"A possibilidade de que o avião tenha sido desviado por militantes está no topo da lista" de hipóteses sobre o desaparecimento, "e os investigadores internacionais pediram um amplo relatório sobre este novo grupo terrorista", disse um oficial da Divisão Antiterrorismo das Forças Especiais da Malásia.
Quando o Boeing 777 sumiu, ia de Kuala Lumpur para Beijim, na China. As primeiras buscas foram realizadas no Golfo da Tailândia e no Mar da China Meridional. Depois, os investigadores concluíram que o avião teria saído da rota.
Um jornal russo chegou a noticiar que tinha sido sequestrado e desviado para o Afeganistão, mas seria difícil fazer isso sem ser detectado por radares militares mesmo com os equipamentos de comunicação de bordo desligados.
A procura passou então para o Sul do Oceano Índico, a oeste da costa da Austrália. No momento, só estão sendo feitas buscas com equipamentos submarinos. A expectativa é de algum resultado dentro de 12 meses.
Os presos têm entre 22 e 55 anos. Incluem estudantes, trabalhadores sem vínculos empregatício, uma jovem viúva e profissionais universitários. Fazem parte de um novo grupo considerado extremamente violento, noticiou o jornal International Business Times.
"A possibilidade de que o avião tenha sido desviado por militantes está no topo da lista" de hipóteses sobre o desaparecimento, "e os investigadores internacionais pediram um amplo relatório sobre este novo grupo terrorista", disse um oficial da Divisão Antiterrorismo das Forças Especiais da Malásia.
Quando o Boeing 777 sumiu, ia de Kuala Lumpur para Beijim, na China. As primeiras buscas foram realizadas no Golfo da Tailândia e no Mar da China Meridional. Depois, os investigadores concluíram que o avião teria saído da rota.
Um jornal russo chegou a noticiar que tinha sido sequestrado e desviado para o Afeganistão, mas seria difícil fazer isso sem ser detectado por radares militares mesmo com os equipamentos de comunicação de bordo desligados.
A procura passou então para o Sul do Oceano Índico, a oeste da costa da Austrália. No momento, só estão sendo feitas buscas com equipamentos submarinos. A expectativa é de algum resultado dentro de 12 meses.
domingo, 9 de março de 2008
Governo vence mas oposição cresce na Malásia
O ex-vice-primeiro-ministro Anwar Ibrahim, deposto e preso pelo ex-ditador Mahathir Mohammed, considerou que o avanço da oposição nas eleições de sábado um "momento decisivo" na História da Malásia para romper com o monopólio de poder do partido oficial.
Foi o pior desempenho da Frente Nacional desde a independência do país do Império Britânico, em 1957. Pela primeira vez desde 1969, o governo não terá maioria de dois terços no Parlamento. Elegeu 138 dos 222 deputados.
Em 2004, já sob a liderança de Abdullah, a frente fizera 90% dos deputados.
A coalizão dos três principais partidos de oposição conquistou cinco governos estaduais, Penang, Selangor, Perak and Kedah, e Kuala Lumpur, e manteve o controle de Kelantan.
Os maiores avanços foram da Ação Democrática, um dos partidos da minoria chinesa, e o Pas, dos muçulmanos malaios conservadores. Eles devem integrar a coligação posicionista liderada pelo partido Justiça Popular, de Anwar, que tem forte apoio entre a classe média urbana. Com 31 cadeiras, será o maior partido de oposição.
"É um momento sem precedentes", declarou Anwar. "O povo votou por uma nova era".
O Dr. Mahathir, líder histórico da Organização Nacional dos Malaios Unidos, maior partido governista, pediu a renúncia do primeiro-ministro.
Esse resultado deve abalar a Bolsa de Valores de Kuala Lumpur, a capital da Malásia. Também levanta dúvidas sobre a política econômica, inclusive a criação de zonas econômicas especiais e um corte nos subsídios aos combustíveis para reduzir o déficit orçamentário.
A campanha foi dominada por problemas como corrupção, inflação e criminalidade em alta, e o aumento da tensão étnica entre a maioria malaia e as minorias chinesa e indiana.
Foi o pior desempenho da Frente Nacional desde a independência do país do Império Britânico, em 1957. Pela primeira vez desde 1969, o governo não terá maioria de dois terços no Parlamento. Elegeu 138 dos 222 deputados.
Em 2004, já sob a liderança de Abdullah, a frente fizera 90% dos deputados.
A coalizão dos três principais partidos de oposição conquistou cinco governos estaduais, Penang, Selangor, Perak and Kedah, e Kuala Lumpur, e manteve o controle de Kelantan.
Os maiores avanços foram da Ação Democrática, um dos partidos da minoria chinesa, e o Pas, dos muçulmanos malaios conservadores. Eles devem integrar a coligação posicionista liderada pelo partido Justiça Popular, de Anwar, que tem forte apoio entre a classe média urbana. Com 31 cadeiras, será o maior partido de oposição.
"É um momento sem precedentes", declarou Anwar. "O povo votou por uma nova era".
O Dr. Mahathir, líder histórico da Organização Nacional dos Malaios Unidos, maior partido governista, pediu a renúncia do primeiro-ministro.
Esse resultado deve abalar a Bolsa de Valores de Kuala Lumpur, a capital da Malásia. Também levanta dúvidas sobre a política econômica, inclusive a criação de zonas econômicas especiais e um corte nos subsídios aos combustíveis para reduzir o déficit orçamentário.
A campanha foi dominada por problemas como corrupção, inflação e criminalidade em alta, e o aumento da tensão étnica entre a maioria malaia e as minorias chinesa e indiana.
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