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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Soldados norte-coreanos na Rússia ampliam guerra na Ucrânia

Pelo menos 3 mil soldados da Coreia do Norte estão sendo treinados na Rússia para entrar na guerra contra a Ucrânia, afirmaram hoje os Estados Unidos e a Coreia do Sul, confirmando uma alegação feita há oito dias pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. É uma ampliação do conflito como parte de uma nova guerra fria, com risco de uma Terceira Guerra Mundial.

O secretário da Defesa, Lloyd Austin, declarou que os norte-coreanos seriam alvos para a Força Aérea dos EUA. Se operarem no espaço aéreo da Ucrânia, os aviões norte-americanos podem entrar em choque com os russos.

A jogada do ditador russo, Vladimir Putin, seria usar os norte-coreanos para reconquistar a área invadida pela Ucrânia na província de Kursk, dentro do território russo. Com certeza, os EUA não atacar dentro da Rússia, o que provocaria uma guerra entre as superpotências. Mas há notícias de que norte-coreanos morreram na frente de combate na província de Donetsk, no Leste da Ucrânia.

Sob pressão do Ocidente, que tenta isolar a Rússia desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, Putin comandou nessa semana a reunião do grupo BRICS, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China, depois pela África do Sul, agora ampliado com grande número de parceiros. Não conseguiu impedir que a declaração final fale em paz, sem citar a agressão russa, e a entrada na guerra dos norte-coreanos é mais um golpe na esperança de paz.

O Brasil assume a presidência do BRICS no próximo ano. Interessa ao Brasil o fórum de cooperação econômica para promover o desenvolvimento, não o alinhamento a China e Rússia numa nova guerra fria.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Ucrânia quer zona de segurança contra ataques da Rússia

 Duas semanas depois de uma invasão totalmente inesperada da Rússia, o presidente Volodymyr Zelensky declarou que o objetivo da Ucrânia é criar uma zona-tampão, uma zona de segurança do outro lado da fronteira para impedir que a região seja usada para lançar ataques contra o território ucraniano. A expectativa é que a Rússia retome o território, mas por enquanto não conseguiu.

A área ocupada pelo Exército da Ucrânia é 100 vezes menor do que o território ucraniano tomado pela Rússia desde 2014, incluindo a Crimeia. Estrategicamente, pode provocar uma reação ainda mais violenta da Rússia, que tem mais armas e homens para colocar no campo de batalha. Mas tem um impacto político, simbólico e psicológico importante. É uma humilhação para o ditador Vladimir Putin e dá novo ânimo à resistência ucraniana.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Míssil que derrubou Boeing na Ucrânia em 2014 era de unidade militar da Rússia

O míssil que abateu o voo MH17 (Amsterdã-Kuala Lumpur) da companhia aérea Malaysia Airlines em 17 de julho de 2014 na Ucrânia era de uma unidade militar da Rússia, a 53ª Brigada Antiaérea, com sede em Kursk, revelaram ontem investigadores internacionais.

A equipe de investigação, liderada pela Holanda porque o voo saiu de lá, concluiu que a causa da tragédia que matou as 298 pessoas a bordo foi um míssil russo Buk disparado do território sob controle dos rebeldes que iniciaram uma guerra civil no Leste da Ucrânia com o apoio da Rússia em abril de 2014.

"Todos os veículos do comboio que carregava o míssil eram das Forças Armadas da Rússia", afirmou em Haia Wilbert Paulissen, chefe do esquadrão de combate ao crime da Polícia Nacional da Holanda.

Em contatos de militares russos com rebeldes pirateados na época pelos serviços secretos ocidentais, rebeldes que inspecionaram o local da queda do Boeing 777 ficaram surpresos ao constatar que tinham derrubado um avião de passageiros e furiosos com a presença de aviões civis no meio de uma guerra. Ao que tudo indica, o voo MH17 foi confundido com um avião inimigo.

Como os rebeldes por não tinham força aérea, uma aeronave naquela região só poderia ser inimiga, do governo da Ucrânia, capaz de atacar os rebeldes no solo.

Os investigadores não acusaram os militares russos de disparar o míssil, mas de fornecê-lo aos rebeldes. É o suficiente para a abertura de um processo criminal e para que as vítimas recorram à Justiça. Como a Rússia vetou nas Nações Unidas a criação de um tribunal internacional, os casos serão julgados pela Justiça da Holanda.

A Rússia nega qualquer envolvimento. O Ministério da Defesa negou ontem em Moscou que um sistema de mísseis antiaéreos russo tenha cruzado a fronteira para lançar ataques de território ucraniano.

O inquérito ainda tenta descobrir quem disparou o míssil. O procurador encarregado de chefiar a investigação, Fred Westerbeke, espera denunciar os operadores em breve.

Em Kiev, o presidente Petro Porochenko manifestou o interesse de que também sejam processados na Ucrânia.