Mostrando postagens com marcador propina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador propina. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2018

Bilionário francês é preso sob acusação de pagar propina na África

Um dos mais audaciosos empresários da França, o bilionário Vincent Bolloré, que deixou na semana passada a presidência do grupo de mídia Vivendi, foi preso hoje dentro de um inquérito sobre o pagamento de propina a funcionários de governos nacionais na África.

A polícia investiga uma subsidiária do império do bilionário ajudou a manipular eleições na África para conseguir contratos para operar portos no Togo e na Guiné. O Grupo Bolloré se apresenta como o maior operador de logística e transportes do continente.

Bolloré está detido em Nanterre, uma cidade-satélite de Paris, lidera um império industrial que vai da mídia e propaganda à construção civil e navegação. Como acionista majoritário da Vivendi, o Grupo Bolloré controla as empresas Havas, Canal Plus e Universal. A Vivendi tem ainda 23,9% do capital da Telecom Italia.

A suspeita é que a Havas cobrou abaixo do preço de mercado por seus serviços, em 2009 e 2010, para ajudar candidatos a presidente a chegar ao poder para ganhar os contratos de operação dos portos de Conacri, a capital da Guiné, e Lomé, a capital do Togo.

É uma empresa dirigida por Yannick Bolloré, filho de Vincent, que na semana passada assumiu o comando do grupo Vivendi em substituição ao pai.

Em nota, "o Grupo Bolloré nega formalmente que sua companhia subsidiária na África SDV tenha cometido irregularidades. Os serviços relativos a essas faturas foram realizados com toda a transparência."

sábado, 30 de janeiro de 2016

Suíça revela desvio de US$ 4 bilhões de estatais da Malásia

A Procuradoria-Geral da Suíça descobriu desvios de cerca de US$ 4 bilhões de empresas estatais da Malásia, noticiou a agência Reuters.

As autoridades suíças investigam a corrupção no fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), com suspeitas de suborno de funcionários estrangeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em 26 de janeiro, o procurador-geral da Malásia concluiu que o primeiro-ministro Najib Razak não é responsável por uma apropriação indébita de US$ 681 milhões do fundo soberano e mandou engavetar o inquérito. A explicação oficial é que ele teria recebido uma "doação" da família real da Arábia Saudita.

A Malásia sofreu dois duros golpes em 2014, com a perda de dois aviões de passageiros. Em março daquele ano, um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu no Oceano Índico com 239 pessoas a bordo depois de um desvio de rota quando ia de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.

Em 14 de julho, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubaram outro Boeing 777 da Malaysia Airlines quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, matando as 298 pessoas a bordo.

A corrupção abala ainda mais a autoimagem deste país do Sudeste Asiático que nas últimas décadas passou por um rápido crescimento, com média de 6,5% ao ano por quase 50 anos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ex-primeiro-ministro de Israel pega seis anos por corrupção

O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert foi condenado a seis anos de prisão e multa de US$ 290 mil por receber suborno duas vezes num escândalo de corrupção para favorecer a empresa da construção civil Holyland quando era prefeito de Jerusalém, informou o jornal liberal israelense Haaretz.

"Um servidor público que aceita propina é um traidor", declarou na sentença o juiz David Rozen num tribunal de Telavive. Olmert foi denunciado por aceitar US$ 144 mil numa ocasião e US$ 17 mil noutra.

Antes de anunciar o veredito, o juiz elogiou o ex-chefe de governo, descrevendo-o como "impressionante, caloroso, um homem muito inteligente que sabe convencer os outros. É um homem respeitável que deu uma grande contribuição ao país."

Em seguida, condenou Olmert e o ex-secretário de Obras de Jerusalém Uri Sheetrit por "agirem num espaço fechado, escondido do público". E acrescentou: "Mas a putregação que produziram não ficou confinada àquele espaço. (...) Olmert aproveitou sua posição como funcionário público para aceitar quantidades maciças de dinheiro, como está detalhado no processo. (...) Era um homem no topo do mundo - foi primeiro-ministro e acabou condenado criminalmente."

 Sheetrit foi sentenciado a sete anos de cadeia. Olmert divulgou nota dizendo que "este é um dia triste no qual uma sentença injusta e severa foi dada a um inocente". Ele nega esta e outras denúncias de corrupção que forçaram sua demissão da chefia do governo de Israel em 2008.

Sete dos dez réus foram condenados. Eles devem recorrer da sentença.