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terça-feira, 24 de abril de 2018

Bilionário francês é preso sob acusação de pagar propina na África

Um dos mais audaciosos empresários da França, o bilionário Vincent Bolloré, que deixou na semana passada a presidência do grupo de mídia Vivendi, foi preso hoje dentro de um inquérito sobre o pagamento de propina a funcionários de governos nacionais na África.

A polícia investiga uma subsidiária do império do bilionário ajudou a manipular eleições na África para conseguir contratos para operar portos no Togo e na Guiné. O Grupo Bolloré se apresenta como o maior operador de logística e transportes do continente.

Bolloré está detido em Nanterre, uma cidade-satélite de Paris, lidera um império industrial que vai da mídia e propaganda à construção civil e navegação. Como acionista majoritário da Vivendi, o Grupo Bolloré controla as empresas Havas, Canal Plus e Universal. A Vivendi tem ainda 23,9% do capital da Telecom Italia.

A suspeita é que a Havas cobrou abaixo do preço de mercado por seus serviços, em 2009 e 2010, para ajudar candidatos a presidente a chegar ao poder para ganhar os contratos de operação dos portos de Conacri, a capital da Guiné, e Lomé, a capital do Togo.

É uma empresa dirigida por Yannick Bolloré, filho de Vincent, que na semana passada assumiu o comando do grupo Vivendi em substituição ao pai.

Em nota, "o Grupo Bolloré nega formalmente que sua companhia subsidiária na África SDV tenha cometido irregularidades. Os serviços relativos a essas faturas foram realizados com toda a transparência."

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Sarkozy enfrenta primeiro escândalo antes da posse

Antes de tomar posse, em 16 de maio, o presidente eleito da França, o conservador Nicolas Sarkozy, enfrenta seu primeiro escândalo, enquanto continuam os protestos contra sua vitória.

No discurso da vitória, ele prometeu "governar para todos os franceses". Tinha dito que iria se retirar para um convento beneditino no Sul do país. Mas, com a mulher, Cécilia, e o filho Louis, tomou um avião particular, do bilionário Vincent Bolloré, um dos empresários mais agressivos da França, e foi para a Ilha de Malta. Lá, embarcou num iate de 60 metros e US$ 10 milhões, pertencente ao mesmo magnata.

Sarkozy defendeu-se dizendo que sua viagem não custou um centavo ao contribuinte francês. Só que ele está prometendo cortar as alíquotas mais altas do imposto de renda para que nenhum francês pague ao leão mais da metade do que ganha. Para os ricos, é sempre uma grande bolada. Então ele está festejando com um beneficiário direto das políticas que pretende aplicar.

Ele também foi advertido pelos ministros das Finanças da zona do euro, que rejeitam suas tentativas de pressionar o Banco Central da Europa a manipular a cotação da moeda comum européia para aumentar a competitividade da economia francesa. Foi acusado de minar o BCE.

O principal comentarista econômico do Financial Times, Martin Wolf, considerou o novo presidente francês uma fonte de conflitos na União Européia: "Se ao mercantilismo colbertiano adicionarmos a sede de poder num país com tradições populistas e bonapartistas intimimamente entrelaçadas, surge um Sarkozy".