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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Polícia francesa explode pacote suspeito perto do Estádio da França

Duas horas antes do jogo entre Irlanda e Suécia pela copa da Europa de seleções nacionais, as forças de segurança da França detonaram hoje um pacote suspeito perto do Estádio da França, informou a agência Reuters.

A Euro 2016 terá um total de 51 partidas realizadas em 10 estádios espalhados pela França. Nos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, pelo menos dois homens-bomba tentaram se infiltrar no meio da torcida no mesmo estádio, onde França e Alemanha disputavam um amistoso com a presença do presidente François Hollande.

Aquela onda de atentados, que deixou 130 mortos, revelou uma coordenação entre células terroristas ligadas à milícia Estado Islâmico do Iraque e do Levante na França e na Bélgica. Desde então, os serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido advertiram para o risco de ataques terroristas durante a Euro 2016.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Reino Unido adverte para risco de terrorismo na Euro 2016

Os estádios e outros locais de concentração de torcedores podem ser alvos de ataques terroristas durante a Euro 2016, a copa europeia de seleções de futebol, que começa na próxima sexta-feira em Saint-Denis, na Grande Paris, e vai até 10 de julho com jogos em várias cidades da França, advertiu hoje o Ministério do Exterior britânico.

A França vai mobilizar 100 mil soldados, policiais e seguranças particulares para patrulhar o evento. Há expectativa de que 2,5 milhões de torcedores assistam aos 51 jogos, a serem realizados em 10 estádios.

A Euro 2016 acontece numa França sob estado de emergência depois dos atentados de 13 de novembro do ano passado, que deixaram 130 mortos, e ainda traumatizada pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015, também em Paris.

Na onda de atentados de novembro, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma barreira ao tentar infiltrar homens-bomba no Estádio da França, onde Alemanha e França disputavam uma partida amistosa com a presença do presidente francês, François Mitterrand.

Antes, grupos terroristas não alvejavam eventos esportivos, embora terroristas palestinos tenham assassinado 11 atletas israelenses na Olimpíada de 1972, em Munique, na Alemanha. Foi um precedente perigoso.

Os Estados Unidos já haviam alertado os americanos para o risco de atentados na Europa, especialmente na França durante a Euro 2016, mas não citaram nenhuma ameaça específica.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Hollande tem só 14% em pesquisa sobre eleição de 2017 na França

O presidente François Hollande larga mal na luta pela reeleição na França. Em sondagem feita pelo Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po, a faculdade de ciências políticas e sociais de Paris, Hollande tem a preferência de apenas 14% do eleitorado contra 41% para o ex-primeiro-ministro conservador Alain Juppé e 28% para a candidata da extrema direita, Marine Le Pen.

Com estes números, Hollande seria eliminado no primeiro turno da eleição presidencial, em 23 de abril de 2017. Não chegaria ao segundo turno, em 7 de maio, a exemplo do que aconteceu em 21 de abril de 2002, quando o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin teve 16,11% dos votos e perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, que conquistou 16,86% dos votos. O presidente Jacques Chirac foi reeleito no segundo turno.

Só 4% dos franceses estão "muito satisfeitos" com o atual presidente. Apesar de uma aceleração do crescimento para 0,6% no primeiro trimestre do ano e de uma pequena queda no desemprego por dois meses consecutivos, 53% dos franceses não estão "nada satisfeitos" com Hollande.

O fantasma de um novo 21 de abril assombra o Partido Socialista. A pesquisa eleitoral reflete a impopularidade de Hollande. Sua aprovação caiu a 13%, a pior de um presidente francês até hoje.

Se o candidato do partido de centro-direita Os Republicanos for o ex-presidente Nicolas Sarkozy, teria 27%. Poderia ficar atrás de Marine Le Pen, que aparece com 28% sejam quem forem os adversários.

Os atentados terroristas de janeiro e novembro de 2015 em Paris criaram um sentimento de união nacional em torno do presidente. Mas a atual onda de greves contra a reforma trabalhista, que atinge sobretudo os setores de transportes e energia, desgasta ainda mais o PS.

Sob pressão da globalização e do desemprego elevado, a nova lei trabalhista facilita as demissões. Na prática, poucos franceses conseguem hoje um contrato de prazo indeterminado (CDI). As empresas só querem fazer contratos de prazo determinado (CDD) por causa das dificuldades para demitir.

É um sistema que dá muitas garantias a quem está empregado, mas dificulta o acesso ao mercado de trabalho, especialmente dos jovens. Com desemprego acima de 10%, muito acima da Alemanha e do Reino Unido, o governo socialista do primeiro-ministro Manuel Valls decidiu flexibilizar a lei trabalhista.

A maior central sindical, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), e a trotskista Luta Operária (LO) lideram os protestos que paralisaram refinarias, usinas nucleares, ferrovias e aeroportos. A greve ameaça a Euro 2016, a copa europeia de seleções, marcada para começar em 10 de junho.

Hollande prometeu não ceder. Valls admite negociar, mas não os pontos centrais da reforma. A CGT e a LO exigem a retirada do projeto de lei, aprovado por uma manobra constitucional do primeiro-ministro Valls, sem votação na Assembleia Nacional.

Além disso, o governo dos Estados Unidos fez um alerta a cidadãos americanos sobre o risco de atentados terroristas na Europa, especialmente na França durante a Euro 2016.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Crescimento da França no início do ano é revisado para cima

A França cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2016, em vez do 0,5% da estimativa inicial, anunciou hoje o Insee (Instituto de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). A maior revisão foi no consumo doméstico, que passou de 0 para 1%.

Outro fator positivo foi a retomada dos investimentos das empresas, que aumentaram 1,6% no trimestre. No setor de energia, a revisão aponta uma aceleração de 0,1% para 1%. O avanço da construção civil passou de 0,4% para 0,5%, enquanto o crescimento da indústria manufatureira se desacelerou de 0,7% para 0,1%.

No momento, a França enfrenta uma onda de greves e protestos lideradas pelas centrais sindicais contra a aprovação da uma reforma trabalhista que facilita demissões e toma outras medidas para flexibilizar o mercado de trabalho e reduzir o desemprego.

O primeiro-ministro socialista Manuel Valls usou um dispositivo excepcional da Constituição da França para aprovar a medida sem passar por uma votação na Assembleia Nacional. Dentro do próprio Partido Socialista, a reforma trabalhista sofre várias críticas.

Com os petroleiros em greve, várias refinarias estão paradas e muitos postos de abastecimento estão sem combustíveis. Os ferroviários e aeroviários também ameaçam entrar em greve a menos de duas semanas do início da Euro 2016, a copa da Europa de futebol.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

França mobiliza 90 mil para segurança da Euro 2016

Mais de 90 mil soldados, policiais e agentes privados da França vão participar da segurança da Euro 2016, a copa da Europa de seleções, que começa em 10 de junho, anunciou hoje o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, noticiou hoje a agência Reuters.

A preocupação aumentou desde os atentados terroristas em Paris e contra o Estádio da França, na cidade-satélite de Saint-Denis, em 13 de novembro de 2015, quando houve explosões ao redor do estádio, onde o presidente François Hollande assistia a um amistoso entre França e Alemanha e foi retirado rapidamente pelo serviço secreto.

Cerca de 2,5 milhões de torcedores devem assistir aos 51 jogos programados para 10 estádios da França, um sério desafio às autoridades do país, que desde novembro está em estado de emergência para combater o terrorismo dos extremistas muçulmanos.

Mais de 10 mil suspeitos estão na lista das autoridades francesas. Com a entrada no país de torcedores estrangeiros, a ameaça é ainda maior. Ao atacar o Estádio de França, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante rompeu uma nova barreira. A rede terrorista Al Caeda, sua predecessora, não atacava eventos esportivos.

Com milhões de pessoas acompanhando os jogos em telões nas chamadas zonas para fãs, a Euro 2016 será uma das competições mais difíceis de policiar, adverte a empresa de consultoria e análise estratégica americana Stratfor.

A ameaça se estende à Olimpíada do Rio de Janeiro. O Brasil não é alvo, mas várias delegações e até mesmo torcidas estrangeiras podem ser. Os terroristas sempre buscam alvos fáceis e multidões são vulneráveis.