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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Desemprego na França caiu para 9,7% em 2016

A taxa de desemprego caiu 0,2 ponto percentual em 2016 na França. Ficou em 97% na França metropolitana e em 10% considerando-se as províncias ultramarinhas, revelou ontem a Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Por causa do desemprego elevado, o presidente socialista François Hollande desistiu de concorrer à reeleição. O candidato escolhido na eleição primária do partido, o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, está em quarto lugar. Dificilmente chega ao segundo turno.

No quarto trimestre, o desemprego cedeu mais um ponto percentual. No fim do ano passado, cerca de 2,78 milhões de pessoas estavam procurando trabalho no Hexágono, como os franceses chamam a França europeia.

Entre os jovens, a queda anual foi de 1,7 ponto percentual, mas o índice de desemprego ainda é muito alto. Ficou em 23,3%.

Com o desgaste dos partidos tradicionais, a impopularidade do governo Hollande e a denúncia de que a mulher do candidato da direita republicana, François Fillon, foi sua funcionária-fantasma durante anos, a favorita hoje as pesquisas é a líder da extrema direita Marine Le Pen, da Frente Nacional, neofascista.

Se Marine Le Pen ganhar, promete convocar um plebiscito para retirar a França da União Europeia. Seria o fim do bloco. Defensora de um nacionalismo antiquado antiglobalização, ela tem apoio dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. Ambos querem enfraquecer o bloco europeu, uma organização supranacional e pós-nacionalista que não se encaixa na visão de mundo autoritária dos atuais chefões do Kremlin e da Casa Branca.

Seu adversário mais provável no segundo turbo no momento é o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, um ex-funcionário do mercado financeiro. Liberal demais para ser o candidato socialista, criou seu própria movimento e se beneficia com o colapso da candidatura Fillon, que ainda ser substituída pelos Republicanos, o maior e mais tradicional partido de centro-direita da França, herdeiro da ideologia política do general Charles de Gaulle, o grande lider da reconstrução do país depois da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

A Rússia já lançou contra Macron a mesma guerra cibernética que ajudou a derrotar Hillary Clinton.

O ex-ministro François Bayrou e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé são cotados para assumir a candidatura republicana.

A eleição presidencial francesa será realizada em 23 de abril e 7 de maio de 2017.

domingo, 27 de novembro de 2016

Fillon será o candidato de centro-direita na França

O ex-primeiro-ministro François Fillon venceu hoje a eleição primária para escolher o candidato do partido Os Republicanos, de centro-direita, à Presidência da França por ampla vantagem. Com 90% das urnas apuradas, tinha 66,5% contra 33,5% para o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.

Vitorioso em apenas dois departamentos, Juppé logo reconheceu a derrota. No primeiro turno, realizado no domingo passado, Fillon obteve 44,1% dos votos (1,89 milhão) contra 28,6% (1,22 milhão) para Juppé e 20,7% (880 mil) para o ex-presidente Nicolas Sarkozy, que apoiou Fillon no segundo turno.

"É uma vitória de fundo baseada nas minhas convicções depois de três anos apresentando meu projeto e meus valores", declarou Fillon, considerado moderado politicamente e ultraliberal em economia, a ponto de ser comparado com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1979-90).

Fillon é desde já o candidato favorito à Presidência da França em 2017. Por causa da impopularidade do presidente François Hollande, as pesquisas indicam que o Partido Socialista não passe do primeiro turno, em 23 de abril. No segundo turno, em 7 de abril, o candidato republicano enfrentaria a líder da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen.

Se for eleito presidente, Fillon pretende dar um choque de liberalismo na economia francesa. O seguro-desemprego, por exemplo, deve se tornar regressivo, diminuindo depois de alguns meses de inatividade. Hoje o trabalhador tem direito pelo período em que esteve no último emprego até um limite de dois anos ou de três anos para maiores de 50 anos.

"A pobreza aumenta com o desemprego, então a chave para a recuperação da França é o pleno emprego", afirmou na campanha o candidato republicano.

Outra proposta de Fillon é acabar com os empregos subsidiados, contratos com ajuda para quem oferecer trabalho a jovens, especialmente o primeiro emprego. "Os ditos do contratos do futuro ou de geração custam 1,4 bilhão de euros por ano. Com que resultado?", questiona o ex-primeiro-ministro. "Eles não garantem a inserção no mercado de trabalho e distorcem a concorrência."

Para a diretora do Centro de Estudos do Emprego, Christine Erhel, a avaliação do candidato é "totalmente irrealista". Os contratos do futuro, criados em 2012 para combater o desemprego entre os jovens e dar oportunidade a quem não tem experiência, beneficiam hoje 300 mil pessoas.

O ex-primeiro-ministro considera o atual salário mínimo, de 1.173,43 euros, adequado, mas é contra reajustes automáticos, a não ser para compensar a inflação.

No setor público, Fillon quer aumentar a jornada semanal de trabalho de 35 para 39 horas, um aumento de 10% no tempo trabalhado, e cortar 500 mil empregos, duas vezes mais do que Juppé prometia.

No setor privado, o aumento da jornada semanal seria ainda maior, passando das atuais 35 horas para o limite estabelecido na legislação da União Europeia, 48 horas por semana.

A idade mínima para a aposentadoria vai mudar de 62 para 65 anos. Os regimes de aposentadoria de empregados públicos e privados será harmonizado.

O imposto sobre grandes fortunas será abolido. Fillon o acusa de "provocar fuga de capitais".

Além de cortes de impostos, o candidato republicano pretende "simplificar drasticamente" a Lei do Trabalho da França, mais longa do que a Bíblia, e "recentrá-la sobre as normais sociais fundamentais". Ele promete fazer 50% das compras governamentais de pequenas e médias empresas. Em 2013, foram apenas 27%.

domingo, 20 de novembro de 2016

Ex-primeiro-ministro Fillon já é considerado favorito na França

O ex-primeiro-ministro François Fillon venceu hoje o primeiro turno da eleição primária para escolher o candidato do partido conservador Os Republicanos à Presidência da França em 2017. É considerado favorito para ser o representante da centro-direita, que levaria os votos da esquerda num provável segundo turno contra a ultranacionalista Marine Le Pen, da neofascista Frente Nacional.

Num resultado surpreendente, a grande derrota foi do ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-12), que sonhava com uma volta ao Palácio do Eliseu. Dois ex-primeiros-ministros vão disputar a candidadura de centro-direita no próximo domingo. O adversário de Fillon será Alain Juppé.

Fillon obteve 44.1% dos votos e Juppé 28,6%. Com apenas 20,6%, Sarkozy está eliminado. O ex-presidente tinha o apoio da ala mais linha dura do partido político herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, que liderou a reconstrução da França depois da Segunda Guerra Mundial e fundou a 5ª República, em 1958.

Os dois ex-primeiros-ministros são considerados moderados politicamente. Em economia, Fillon é visto como ultraliberal e comparado à falecida primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Fugindo da tradição dirigista do gaullismo e da França, promete fazer reformas econômicas liberalizantes para desengessar a economia francesa e tornar o país mais competitivo na economia globalizada.

Juppé e Sarkozy eram os favoritos. Fillon ganhou o debate na televisão e levou o primeiro turno. Terá provavelmente a missão de barrar a ascensão da neofascista Frente Nacional e de sua líder e candidata Marine Le Pen, que festejou a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e a saída do Reino Unido da União Europeia.

Com o desgaste do Partido Socialista e a impopularidade do presidente François Hollande, as pesquisas indicam que a esquerda corre sério risco de ser eliminada no primeiro turno, em 23 de abril. Fillon é claramente o defensor de uma ordem internacional liberal e de uma economia mais aberta, em contraste direto com a pregação ultranacionalista da Frente Nacional.

O ressurgimento do ultranacionalismo é um sintoma da crise do processo de globalização. Com a queda nos padrões de vida da classe média e baixa na Europa e nos EUA, os trabalhadores brancos que um dia trabalharam na indústria e votavam nos partidos socialistas e comunistas agora votam na ultradireita, seduzidos por um discurso fácil de expulsar estrangeiros e repatriar empregos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sarkozy e Juppé estão empatados na luta pela candidatura republicana na França

O ex-presidente Nicolas Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé estão empatados em 37% na disputa pela candidatura à Presidência da França pelo partido de centro-direita Os Republicanos, indica uma pesquisa do instituto Harris Interactive para televisões da França divulgada hoje.

Num terceiro lugar distante, está o ex-primeiro-ministro François Fillon (10%), seguido por Bruno Le Maire (9%), Nathalie Kosciusko-Morizet (3%), Jean-François Copé (2%), Hervé Mariton (1%) e Jean-Frédéric Poisson (1%).

A eleição primária republicana será realizada em 20 e 27 de novembro de 2016. No segundo turno, Juppé lidera por 52% a 48%. O candidato republicano é o favorito para conquistar o Palácio do Eliseu no próximo ano.

Com a impopularidade do presidente socialista François Hollande, que tem aprovação de apenas 12%, é provável que o Partido Socialista seja derrotado no primeiro turno, em 23 de abril. Assim, o candidato de centro-direita enfrentaria no segundo turno, em 7 de maio, a líder da neofascista Frente Nacional, de extrema direita, Marine Le Pen, liderando um grande movimento de união nacional antifascista.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Sarkozy lança candidatura à Presidência da França

O ex-presidente Nicolas Sarkozy nunca aceitou a derrota para o presidente François Hollande na eleição presidencial de 2012 na França. No livro Tudo pela França, a ser lançado em 24 de agosto, oficializa sua ambição de voltar ao Palácio do Eliseu em 2017.

"Eu decidi ser candidato à eleição presidencial de 2017", escreveu Sarkozy. Quem acompanha a política francesa sabia disso há muito tempo. Um repórter da televisão France 2 confirmou hoje.

Sarkozy vai deixar a presidência do partido Os Republicanos, de centro-direita, e terá de disputar a eleição interna do partido com outros 12 aspirantes em 20 e 27 de novembro de 2016. Seu maior adversário é o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.

Entre os desafios que Sarkozy discute no livro, estão como manter a identidade e a competitividade da França no mundo globalizado e como manter a autoridade e preservar a liberdade na luta contra o terrorismo.

Com a baixíssima popularidade do presidente Hollande, em torno de apenas 12%, o Partido Socialista corre sério risco de perder, como em 2002, a vaga no segundo turno para a neofascista Frente Nacional, desta vez sob a liderança de Marine Le Pen. Ela tem a preferência de cerca de 25% do eleitorado francês.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Popularidade de Hollande cai a recorde negativo de 12%

A menos de um ano da eleição presidencial na França, a popularidade do presidente socialista François Hollande caiu a novo recorde negativo. Só 12% confiam no chefe de Estado, indica uma pesquisa do instituto TNS para o jornal Le Figaro.

Hollande insiste em dizer que o país está melhor, com crescimento maior e uma pequena queda no desemprego, deu aumentos a professores e outros funcionários públicos, deixou o ônus da rejeição dos sindicatos à reforma trabalhista com o primeiro-ministro Manuel Valls e se apresenta como o torcedor número da seleção de futebol da França, uma das favoritas da Eurocopa.

O presidente promete anunciar no fim do ano se vai concorrer à reeleição. O Partido Socialista propôs a realização de uma eleição primária com o aval do Palácio do Eliseu. É uma tentativa de legitimar a reeleição.

A ameaça do terrorismo, a estagnação da economia, o desemprego elevado e a onda de greves e manifestações em rejeição à reforma das leis do trabalho contribuem para o que o Figaro chama de "o calvário de Hollande".

No momento, as pesquisas indicam que o PS pode ficar fora do segundo turno da eleição presidencial, como aconteceu em 2002, quando o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, superou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi derrotado pelo então presidente Jacques Chirac.

Agora, Marine Le Pen, filha de Jean-Marie, aparece como favorita nas pesquisas, disputando a ponta com os favoritos do partido Os Republicanos, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, que devem disputar a eleição primária da centro-direita.

sábado, 18 de junho de 2016

Partido Socialista convoca eleição primária na França

Em acordo com o Palácio do Eliseu, o Conselho Nacional do Partido Socialista convocou hoje a realização de uma eleição primária da coalizão Bela Aliança para escolher o candidato à eleição presidencial de 2017. Para o jornal Le Monde, é uma "manobra tática" feita sob medida para legitimar a candidatura à reeleição do presidente François Hollande.

Com apenas 14% de popularidade, Hollande teria assim uma oportunidade de entrar logo na campanha. A Frente de Esquerda já relançou Jean-Luc Mélenchon para tentar galvanizar as forças de esquerda anti-Hollande e anti-PS.

Ao fazer o anúncio, o primeiro-secretário do PS, Jean-Christophe Cambadélis, observou que comunistas e parte dos verdes se recusaram a participar de uma eleição prévia com o presidente da República. A coligação governista Bela Aliança reúne socialistas, o Partido Radical de Esquerda e a União dos Democratas e Ecologistas.

As candidaturas devem ser oficializadas de 1º a 15 de dezembro de 2016. A eleição primária será realizada em dois turnos, em 22 e 29 de janeiro de 2017.

A eleição presidencial está marcada para 23 de abril e 7 de maio. No momento, as pesquisas indicam que o PS ficaria fora do segundo turno, como aconteceu em 21 de abril de 2002, quando o líder da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, superou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno com o então presidente Jacques Chirac.

Agora, a neofascista Marina Le Pen, filha de Jean-Marie, iria para o segundo turno contra o candidato do partido Os Republicanos, de centro-direita, onde os favoritos são o ex-primeiro-ministro Alain Juppé e o ex-presidente Nicolas Sarkozy. Se a líder da Frente Nacional chegar na frente, será mais um choque na política francesa.

Na última pesquisa sobre a eleição primária republicana, marcada para 20 e 27 de novembro de 2016, publicada pela revista Paris Match, Sarkozy liderava com 54% contra 28% para Juppé, 9% para o ex-primeiro-ministro François Fillon e 7% para Bruno Le Maire.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Hollande tem só 14% em pesquisa sobre eleição de 2017 na França

O presidente François Hollande larga mal na luta pela reeleição na França. Em sondagem feita pelo Centro de Pesquisas Políticas da Sciences Po, a faculdade de ciências políticas e sociais de Paris, Hollande tem a preferência de apenas 14% do eleitorado contra 41% para o ex-primeiro-ministro conservador Alain Juppé e 28% para a candidata da extrema direita, Marine Le Pen.

Com estes números, Hollande seria eliminado no primeiro turno da eleição presidencial, em 23 de abril de 2017. Não chegaria ao segundo turno, em 7 de maio, a exemplo do que aconteceu em 21 de abril de 2002, quando o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin teve 16,11% dos votos e perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, que conquistou 16,86% dos votos. O presidente Jacques Chirac foi reeleito no segundo turno.

Só 4% dos franceses estão "muito satisfeitos" com o atual presidente. Apesar de uma aceleração do crescimento para 0,6% no primeiro trimestre do ano e de uma pequena queda no desemprego por dois meses consecutivos, 53% dos franceses não estão "nada satisfeitos" com Hollande.

O fantasma de um novo 21 de abril assombra o Partido Socialista. A pesquisa eleitoral reflete a impopularidade de Hollande. Sua aprovação caiu a 13%, a pior de um presidente francês até hoje.

Se o candidato do partido de centro-direita Os Republicanos for o ex-presidente Nicolas Sarkozy, teria 27%. Poderia ficar atrás de Marine Le Pen, que aparece com 28% sejam quem forem os adversários.

Os atentados terroristas de janeiro e novembro de 2015 em Paris criaram um sentimento de união nacional em torno do presidente. Mas a atual onda de greves contra a reforma trabalhista, que atinge sobretudo os setores de transportes e energia, desgasta ainda mais o PS.

Sob pressão da globalização e do desemprego elevado, a nova lei trabalhista facilita as demissões. Na prática, poucos franceses conseguem hoje um contrato de prazo indeterminado (CDI). As empresas só querem fazer contratos de prazo determinado (CDD) por causa das dificuldades para demitir.

É um sistema que dá muitas garantias a quem está empregado, mas dificulta o acesso ao mercado de trabalho, especialmente dos jovens. Com desemprego acima de 10%, muito acima da Alemanha e do Reino Unido, o governo socialista do primeiro-ministro Manuel Valls decidiu flexibilizar a lei trabalhista.

A maior central sindical, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), e a trotskista Luta Operária (LO) lideram os protestos que paralisaram refinarias, usinas nucleares, ferrovias e aeroportos. A greve ameaça a Euro 2016, a copa europeia de seleções, marcada para começar em 10 de junho.

Hollande prometeu não ceder. Valls admite negociar, mas não os pontos centrais da reforma. A CGT e a LO exigem a retirada do projeto de lei, aprovado por uma manobra constitucional do primeiro-ministro Valls, sem votação na Assembleia Nacional.

Além disso, o governo dos Estados Unidos fez um alerta a cidadãos americanos sobre o risco de atentados terroristas na Europa, especialmente na França durante a Euro 2016.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

França marca eleição presidencial de 2017

A eleição presidencial de 2017 na França será realizada nos dias 23 de abril e 7 de maio, anunciou hoje o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll. As eleições para a Assembleia Nacional serão em 11 e 18 de junho, e para o Senado em 24 de setembro.

Até o fim do ano, o presidente François Hollande deve decidir se será candidato à reeleição pelo Partido Socialista. Suas chances dependem da retomada do crescimento econômico e da queda do desemprego, que deram sinais positivos no início do ano.

Extremamente impopular, Hollande melhorou nas pesquisas com a reação aos atentados terroristas, mas em longo prazo é a direita que ganha com o aumento do medo e a insegurança.

O candidato mais popular do PS é o ministro da Economia, Emmanuel Macron, considerado liberal demais pela velha guarda socialista. Se Hollande não concorrer, o primeiro-ministro Manuel Valls será candidatíssimo.

Na extrema direita, Marine Le Pen lançou sua candidatura pela neofascista Frente Nacional em 8 de fevereiro prometendo tirar a França da Zona do Euro e da União Europeia. Ela confia em repetir os resultados das eleições europeias de 2014 e as regionais de 2015, quando a ultradireita recebeu 25% dos votos.

Em 2012, na última eleição presidencial, Marine obteve 18,5% dos votos no primeiro turno, superando a votação de seu pai e hoje desafeto, Jean-Marie Le Pen, fundador do partido, que com 17,8% derrotou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin em 21 de abril de 2002 e chegou ao segundo turno, quando perdeu para o presidente Jacques Chirac. O PS teme um novo 21 de abril.

Treze aspirantes ao Palácio do Eliseu podem concorrer na eleição prévia de Os Republicanos, o novo partido gaullista de centro-direita, prevista para 20 e 27 de novembro. A lista oficial será anunciada em 21 de setembro.

Os favoritos são o ex-presidente Nicolas Sarkozy, derrotado por Hollande em 2012, os ex-primeiros-ministros Alain Juppé e François Fillon, e o deputado Bruno Le Maire. No momento, o partido lidera das pesquisas de opinião.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sarkozy aceita participar de eleição primária

Durante uma reunião política em Lambersart, o ex-presidente Nicolas Sarkozy aceitou, em princípio, participar de uma eleição primária para escolher o candidato de centro-direita à Presidência da França em 2017, informou há pouco o jornal francês Le Monde.

O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Alain Juppé, do mesmo partido, a União por um Movimento Popular, já manifestou a intenção de concorrer ao Palácio do Eliseu. Sarkozy era alvo de um inquérito judicial sobre abuso de poder e corrupção eleitoral foi arquivada ontem por um tribunal de Paris.

Com a popularidade do presidente socialista François Hollande em apenas 13%, a menor de um chefe de Estado da 5ª República, fundada em 1958, o candidato de centro-direita é desde já o favorito. E sempre existe o fantasma de Marine le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita, que venceu as eleições para o Parlamento Europeu com 25% dos votos em maio de 2014.

domingo, 25 de novembro de 2012

Fillon vai à Justiça para liderar centro-direita na França

Com o fim da tentativa de mediação do ex-primeiro-ministro Alain Juppé, o ex-primeiro-ministro François Fillon promete recorrer à Justiça para resolver o conflito criado pela eleição de Jean-Francois Copé para a presidência da União por um Movimento Popular (UMP), maior partido de direita da França.

Copé ganhou a eleição interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy por apenas 98 votos. Os partidários de Fillon rejeitaram o resultado, alegando que não foram contados votos dados no exterior, nas províncias ultramarinhas francesas.

"Constatando que suas posições não foram aceitas, o prefeito de Bordeaux considera que as condições para uma mediação não estão reunidas. Em consequência, ele considera sua missão concluída", diz a nota divulgada por Juppé, citada no jornal Le Monde.

A centro-direita francesa tem uma longa tradição de divisões internas causadas pelo conflito de seus líderes, como Valéry Giscard d'Estaing contra Jacques Chirac, Edouard Balladur contra Chirac, Nicolas Sarkozy contra Dominique de Villepin.

Quem ganha é o Partido Socialista, que ficou 14 anos no poder com François Mitterrand (1981-95) e inicia um novo quinquênio com o discreto e pouco carismático François Hollande, que se elegeu fundamentalmente como anti-Sarkozy.

domingo, 2 de outubro de 2011

Maioria dos franceses espera derrota de Sarkozy

Mais de dois terços do eleitorado da França acreditam que o presidente Nicolas Sarkozy vai perder a eleição presidencial de abril e maio de 2011, indica uma pesquisa do instituto ViaVoice para o jornal de esquerda Libération.

A sete meses da eleição, os favoritos são o ex-presidente do Partido Socialista François Holland, com 53% de popularidade, e a líder do PS, Martine Aubry, com 46%.

Cerca de 68% prevêem a derrota de Sarkozy, se o presidente se candidatar à reeleição.

Entre os possíveis candidatos da coligação de centro-direita que governa a França, o mais bem cotado hoje é o ministro do Exterior, Alain Juppé. Com 21%.

Sarkozy é o segundo, com 21%, seguido pelo primeiro-ministro François Fillon, com 16%. Em seu momento de maior popularidade, no verão de 2007 no Hemisfério Norte, o presidente tinha a aprovação de 65% dos franceses.

As razões da impopularidade também objeto da pesquisa: 65% citaram a dívida e o déficit públicos; 64% apontam o fraco desempenho nas áreas econômica e social; e 62% mencionaram os escândalos financeiros envolvendo políticos.

sábado, 19 de maio de 2007

Sarkozy apresenta seu governo

O novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, apresentou ontem no Palácio do Eliseu seu governo, reduzido para 15 ministros, sendo oito homens e sete mulheres.

Entre os destaques, estão o ministro do Exterior, Bernard Kouchner, do Partido Socialista, ex-ministro de Ação Humanitária e fundador da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras; o ex-primeiro ministro Alain Juppé, que fica com o superministério do Meio Ambiente, Desenvolvimento e Energia; e a ministra da Justiça, Rachida Dati, de origem marroquina.

O Partido Socialista, o maior da oposição, anunciou a expulsão de Kouchner.