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domingo, 7 de julho de 2024

Frente de esquerda e centro barra ascensão da ultradireita na França

A Nova Frente Popular (NFP), de esquerda, e a aliança Juntos, do presidente Emmanuel Macron, venceram o segundo turno das eleições parlamentares na França e conseguiram barrar a ascensão ao poder da Reunião Nacional (RN), de extrema direita, que ficou em terceiro lugar. Há festa nas ruas de Paris e outras cidades.

A NFP elegeu 182 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras. A aliança macronista Juntos terá 168 cadeiras, e a RN e aliados 143 deputados. Esse resultado só foi possível porque 210 candidatos desistiram para deixar o mais votado enfrentar a ultradireita. Todas alianças estão longe da maioria absoluta, de 289 cadeiras. A participação no segundo turno foi de 67,1%, a maior desde 1981.

O primeiro-ministro Gabriel Attal anunciou que vai pedir demissão amanhã para dar ao presidente maior margem de manobra para negociar a formação de um novo governo. A questão agora é que governo será possível.

O líder da França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, declarou que "o presidente tem o dever de convidar a NFP para governar", mas se recusou a formar coalizão com o macronismo "depois de lhe fazer oposição há sete anos".

Dentro da NFP, LFI elegeu pelo menos 71 deputados, o Partido Socialista (PS) 64 deputados, os Ecologistas conquistaram 33 cadeiras e o Partido Comunista Francês 9. Tendo em vista o radicalismo de Mélenchon, se Macron nomear um primeiro-ministro de esquerda, provavelmente será o socialista Raphael Glucksmann. A frente de esquerda promete apresentar um candidato em uma semana.

Sem esconder a frustração, o candidato da extrema direita a primeiro-ministro, Jordan Bardella, afirmou que "a aliança da desonra" vai "privar os franceses de uma política de recuperação". A líder da RN, Marine Le Pen, disse que a derrota "só adia nossa vitória". No momento, ela é a favorita para a eleição presidencial de 2027, mas é a única candidata declarada.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Esquerda sai na frente nas eleições legislativas na França

A união das esquerdas venceu o primeiro turno das eleições parlamentares na França, ameaçando a ampla maioria que o presidente Emmanuel Macron conquistou cinco anos atrás na Assembleia Nacional, de 577 deputados. O segundo turno será realizado no próximo domingo. 

A Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), que reúne a esquerda radical, socialistas comunistas e ecologistas sob a liderança do radical Jean-Luc Mélenchon, recebeu 26,1% dos votos, mais do que a coalizão governista Juntos, liderada pela República em Marcha (LReM), de Macron, que ficou com 25,81%. A abstenção foi recorde: 52,51%.

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domingo, 24 de abril de 2022

Macron é reeleito com vantagem maior do que prevista

 Mais uma vez, a ameaça da extrema direita na França não passou de ameaça. O presidente Emmanuel Macron foi reeleito com 58,5% dos votos válidos contra 41,5% da candidata neofascista Marine Le Pen, que avançou sete pontos percentuais em relação ao segundo turno da eleição presidencial de 2017. A abstenção, de 28,2%, ficou abaixo da expectativa, mas é a maior desde 1969.

Ao reconhecer a derrota, Marine Le Pen, da Reunião Nacional (RN) se felicitou pelo resultado que, nas suas palavras, "representa uma vitória estrondosa". Mas seu adversário na disputa pelos votos da ultradireita no primeiro turno, Eric Zemmour, declarou que é "a oitava vez que a derrota atinge o nome Le Pen", numa referência que inclui Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, fundador da Frente Nacional (FN).

O terceiro colocado no primeiro turno, com surpreendentes 21,95% dos votos, o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, afirmou que "Emmanuel Macron é o presidente mais mal eleito da 5ª República". Ele fez um apelo aos eleitores para votar na esquerda nas eleições parlamentares de 12 e 19 de junho e assim torná-lo primeiro-ministro.

Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Macron vence primeiro turno e recria frente republicana

A esquerda, a direita e o centro prometerem recriar a frente republicana que reelegeu o presidente conservador Jacques Chirac em 2002, depois da surpreendente chegada do neofascista Jean-Marie Le Pen ao segundo turno da eleição presidencial na França, superando o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. A mesma aliança, que também se forma em eleições municipais e regionais, elegeu Emmanuel Macron em 2017, derrotando Marine Le Pen, herdeira política do pai, com folga, por 66% a 34%. 

Vinte anos depois, a extrema direita está mais perto do que nunca de conquistar o Palácio do Eliseu. As pesquisas sobre o segundo turno, a ser realizado em 24 de abril, dão uma vantagem de 51% a 54% para Macron sobre Le Pen, algumas com empate técnico dentro da margem de erro. O atual presidente deixou claro: "Que ninguém se engane. O jogo não terminou.” 

Os exemplos da história recente estão aí. Não se esperava que os britânicos votassem a favor da saída da União Europeia (UE) em 23 de junho de 2016, nem que Donald Trump seria eleito presidente dos Estados Unidos em 8 de novembro do mesmo ano. 

Macron, do partido A República em Marcha (LRM), venceu o primeiro turno com 27,6%, mais do que indicavam as últimas pesquisas, seguido de Le Pen, da Reunião Nacional (RN), com 23,41%. Ambos tiveram mais votos do que no primeiro turno em 2017, quando tiveram, respectivamente, 24% e 21%. 

Le Pen moderou o discurso, desistiu de abandonar o euro, mudou o nome do partido, percorreu o país em campanha, enquanto Macron se concentrava na Guerra da Ucrânia, e calibrou um discurso em torno das questões que mais afligem o cidadão comum: custo de vida, inflação, desemprego, saúde, habitação e aposentadoria, além do discurso ultranacionalista anti-imigrantes da extrema direita. Trocou o antissemitismo do pai pela islamofobia. 

Um ponto fraco é a relação com o ditador russo, Vladimir Putin, que conseguiu um empréstimo de 9 milhões de euros de um banco russo ao partido para as eleições municipais de 2014.

Em terceiro, com 21,95% dos votos, ficou o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa (LFI). Ele moderou o discurso e, com a guerra, passou a atacar o ditador russo Vladimir Putin para captar o voto útil da esquerda – e conseguiu. Faltou pouco para tirar a extrema direita do segundo turno. Para os militantes, foi um terceiro lugar com gosto de vitória.

Juntos, os três primeiros tiveram 73% dos votos válidos, tornando irrelevantes os partidos que dominaram a política francesa na 5ª República. Leia mais em Quarentena News.

quinta-feira, 29 de março de 2018

França marcha contra o antissemitismo

Milhares de pessoas marcharam ontem da Praça da Nação, em Paris, até o edifício onde vivia Mireille Knoll, uma sobrevivente do Holocausto de 85 anos, brutalmente assassinada a facadas na semana passada. Os líderes da extrema direita, Marine Le Pen, e da extrema esquerda, Jean-Luc Mélenchon, foram vaiados e obrigados a deixar a manifestação de protesto contra o antissemitismo.

A morte reabriu o debate sobre o renitente antissemitismo francês, "um antissemitismo que permanece, que se transforma, que reaparece, que é mutante", deplorou o primeiro-ministro Edouard Philippe.

O presidente Emmanuel Macron foi ao enterro e comparou o "terrorista de Trèbes", que matou quatro pessoas, e com quem "assassinou uma mulher inocente e vulnerável porque era judia." Ontem, o policial morto por um muçulmano fanático em Trèbes, Arnaud Beltrame, foi homenageado como herói nacional no Hotel dos Inválidos, onde fica o túmulo de Napoleão Bonaparte.

Mireille escapou por pouco de ir para o Velódromo de Inverno de Paris, para onde foram levadas mais de 13 mil pessoas, em 16 e 17 de julho de 1942, enviadas depois para campos de concentração pelo regime colaboracionista de Vichy, o governo-fantoche da França durante a ocupação pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Marine Le Pen, da Frente Nacional, tentou negar a responsabilidade dos franceses pelo caso do Velódromo de Inverno, botando a culpa nos alemães nazistas. A aliança França Insubmissa, de Mélenchon, apoia o movimento BDS (boicote, desinvestimento e sanções), acusado de ser contra a existência de Israel e não apenas da ocupação de territórios árabes.

Por isso, o Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF) não convidou os dois líderes extremistas para a Marcha Branca, alegando que difundem um discurso de ódio. O pai de Marine, Jean-Marie Le Pen, foi alvo do CRIF no passado, quando tentou negar a importância das câmaras de gás no genocídio dos judeus na guerra

"Ela sobreviveu ao Holocausto no século passado e penso que teve uma vida feliz, mas foi morta dentro de casa em 2018, frágil, sem defesa", contou a acompanhante Leila Dessante. "Que mundo é esse em que estamos vivendo?"

Seu corpo estava parcialmente queimado depois de receber 12 facadas. Os assassinos tentaram tocar fogo no apartamento. Dois suspeitos, Yacine M., de 27 anos, e Alex C., de 21, foram detidos, interrogados e soltos pela polícia. Yacine era um vizinho que frequentava o apartamento de Mireille. Alex, um amigo dele sem teto.

Yacine foi condenado em março de 2017 a dois anos de prisão por agressão sexual contra a filha da acompanhante da vítima. Saiu da cadeia em setembro graças a uma suspensão da pena. Ele estava em liberdade condicional, proibido de se aproximar do edifício de Mireille Knoll.

Alex saiu da cadeia em janeiro depois de ficar quase um ano preso por pequenos furtos e danos a propriedade alheia. O sem-teto declarou que o vizinho teria dito "Alá é grande!" na hora do ataque, num sinal de que seria terrorista muçulmano, mas os depoimentos foram contraditórios.

domingo, 11 de junho de 2017

Macron terá ampla maioria na Assembleia Nacional na França

Com cerca de 32,2% dos votos no primeiro turno das eleições parlamentares na França, a aliança República em Marcha e Movimento Democrático (REM-MoDem) deve eleger entre 390 e 430 deputados, garantindo ampla maioria ao presidente Emmanuel Macron na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras.

A Frente Nacional, de extrema direita, que chegou ao segundo na eleição presidencial, teve apenas 13,9% dos votos. Deve eleger entre 3 e 10 deputados, abaixo do mínimo de 15, necessário para formar um grupo parlamentar.

Em segundo lugar, com 21,5%, ficou o partido conservador Os Republicanos, herdeiro da tradição gaulista, das ideias políticas do general Charles de Gaulle, o grande herói da França na Segunda Guerra Mundial. Devem ter entre 85 e 125 deputados na Assembleia Nacional.

O grande derrotado foi o Partido Socialista, que estava no poder com o presidente François Hollande, mas foi destroçado pela saída de Macron e o sucesso de sua campanha presidencial. Com 13,3%, o pior resultado de sua história, os socialistas devem eleger de 20 a 35 deputados.

A frente de extrema esquerda França Insubmissa bateu o PS, conquistando 14,2% dos votos. Seu líder, Jean-Luc Mélenchon, tentou desqualificar a vitória de Macron, alegando que a abstenção recorde, estimada em 51,2%, "mostra que ele não tem maioria".

O segundo turno será realizado no próximo domingo, de 18 de junho de 2017.

sábado, 29 de abril de 2017

Zidane e Thuram defendem voto em Macron contra a Frente Nacional

Dois símbolos da seleção multiétnica que deu à França seu único título de campeã mundial de futebol, Zinédine Zidane e Lilian Thuram, declararam voto no candidato independente Emmanuel Macron no segundo turno da eleição presidencial, em 7 de maio, anunciou a televisão francesa.

Quando a França foi eliminada da Euro 1996, o então líder da extrema direita e pai da atual candidata, Jean-Marie Le Pen, declarou: "Não tem nenhum francês nesse time." Dois anos depois, a mesma equipe seria consagrada e desfilaria em glória na Avenida dos Campos Elísios, em Paris.

Zidane, de origem árabe e argelina, é o maior jogador da história do futebol francês, capitão e autor de dois gols na vitória de 3-0 sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1998 e vice-campeão do mundo em 2006. Hoje é treinador do Real Madrid.

"A mensagem hoje é a mesma de 2002", falou Zidane ontem em entrevista coletiva em Madri, lembrando a única vez anterior em que a extrema direita chegou ao segundo turno da eleição presidencial francesa. "Sou distante de todas essas ideias da Frente Nacional. Então, é preciso evitar isso ao máximo. Os extremos jamais são bons."

Lilian Thuram, de origem africana, nasceu em Guadalupe, uma colônia francesa no Mar do Caribe. Autor dos dois gols na vitória sobre a Croácia na semifinal da Copa de 1998, é o jogador que mais atuou pela seleção francesa: 142 vezes. Hoje dirige a Fundação Educação contra o Racismo.

"É preciso entender que a Frente Nacional é um partido de extrema direita. A partir do momento em que Marine Le Pen tenta explicar que é legítimo que haja uma hierarquia entre as pessoas na França e que os estrangeiros não tenham os mesmos direitos que os franceses... Isto é extremamente perigoso", afirmou Thuram na TV francesa.

Assim, ele acredita que "deve haver uma mobilização em massa para votar em Emmanuel Macron". O ex-jogador acusou quem pretende votar em branco ou anular o voto porque considera o candidato independente liberal demais em economia de "fazer o jogo da Frente Nacional".

Suas críticas se dirigiram principalmente ao candidato da frente França Insubmissa, de ultraesquerda, Jean-Luc Mélenchon, que teve mais de 7 milhões de votos (19,58%) em 23 de abril e se nega a apoiar Macron no segundo turno. Thuram aconselha seus eleitores a "deixar a emoção a decepção e a cólera para ir a caminho da razão".

As pesquisas dão vantagem a Macron por 60% a 40%.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Mélenchon não apoia Macron mas não quer voto na Frente Nacional

O candidato da ultraesquerda à Presidência da França, Jean-Luc Mélenchon, se nega a apoiar o independente Emmanuel Macron, um defensor da economia de mercado, mas não quer que nenhum de seus mais de 7 milhões de eleitores (19,6%) vote na neofascista Frente Nacional.

Desde domingo, os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial francesa estão sob pressão para definir suas posições para o segundo turno, marcado para 7 de maio. O ex-primeiro-ministro conservador François Fillon e o ex-ministro da Educação socialista Benoît Hamon declararam apoio a Macron.

Mélenchon, uma das surpresas desta eleição, chegou a sonhar com uma vaga no segundo turno. Ganhou com o descontentamento da esquerda com a presidência de François Hollande. No primeiro momento, ele se negou a orientar seus eleitores, alegando não ter mandato para isso.

Agora, seu movimento França Insubmissa desceu parcialmente do muro sem assumir o apoio a Macron: "Nenhum voto deve ir para a Frente Nacional", declarou hoje Alexis Corbière, porta-voz de Mélenchon.

A reação vem porque a ultradireitista Marine Le Pen tenta aproveitar o sentimento antiglobalização dos eleitores de Mélenchon para tentar conquistar seus votos para o segundo turno.

Na sua estratégia de caracterizar Macron como candidato das oligarquias e da "globalização selvavem", Le Pen tenta captar o voto operário. Hoje ela fez uma visita de surpresa à fábrica da empresa Whirlpool em Amiens, enquanto o ex-ministro participava um encontro intersindical na Câmara de Comércio da cidade.

A fábrica está em greve. Os trabalhadores tentam impedir seu fechamento e reabertura na Polônia. Le Pen afirmou que "está no meio dos trabalhadores que resistem à globalização selvagem".

Há uma certa inquietação na França com a possibilidade de uma vitória da extrema direita. Em 21 de abril de 2002, quando Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, todas as outras forças políticas se mobilizaram para apoiar a reeleição do presidente Jacques Chirac, inclusive Mélenchon.

Chirac teve 20% no primeiro turno e 80% no segundo. Agora, Mélenchon é contra a FN, mas não pede voto para Macron. O eleitorado direitista cristão que se mobilizou contra o casamento gay e apoiou Fillon tende a votar em Le Pen. Prefere o antiliberalismo ou casamento gay.

domingo, 23 de abril de 2017

Macron vai para o segundo turno contra Le Pen

O ex-ministro da Economia e candidato independente Emmanuel Macron ficou em primeiro lugar na pesquisa de boca de urna divulgada há pouco pela televisão francesa France2 e venceu o primeiro turno da eleição presidencial. Ele recebeu 23,9% dos votos, à frente da neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, com 21,5%.

Em terceiro lugar, ficou o ex-primeiro-conservador François Fillon com 19,7% pouco à frente do candidato da ultraesquerda, Jean-Luc Mélenchon, com 19,2%.

Pela primeira vez desde que o general Charles de Gaulle fundou a 5ª República Francesa, em 1958, nenhum dos grandes partidos vai para o segundo turno. Mas isso se deve principalmente ao escândalo que envolveu Fillon, que empregou mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado.

O candidato gaulista era o favorito e se negou a abandonar a campanha, abrindo espaço para a migração dos votos mais centristas para Macron. Em pronunciamento minutos atrás, Fillon reconheceu a derrota, declarou ser necessária uma união contra a extrema direita no segundo turno e anunciou o voto em Macron.

Marine Le Pen afirmou que "é hora de uma grande alternância libertar o povo francês das elites arrogantes. Eu sou a candidata do povo." Com 6,9 milhões de votos, ela bateu um novo recorde para a extrema direita francesa.

Todas as pesquisas dão a vitória a Macron no segundo turno, a ser disputado em 7 de maio de 2017. Numa sondagem divulgada pelo jornal Le Monde depois da divulgação do resultado do primeiro turno neste domingo, o candidato independente tem 62% das preferências contra 38% para a ultradireitista Le Pen.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estado Islâmico reivindica ataque a policiais em Paris

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado terrorista que matou um policial e deixou outros dois feridos em estado grave hoje na Avenida dos Campos Elísios, em Paris.

O terrorista foi morto pela polícia. Ele foi identificado como Karim C., de 29 anos. Ao assumir a responsabilidade, o Estado Islâmico o chamou de Abu Youssef al-Belgiki (o Belga), morador de Chelles, a 45 quilômetros a leste da capital francesa.

Ele tinha uma condenação de 15 anos de prisão por tentativa de assassinato e era considerado um terrorista em potencial pelos serviços secretos da França. Chegou a ser preso, mas não estava sob vigilância permanente, informou a televisão France2.

Eram cerca de 21 horas em Paris (16h em Brasília) quando o atirador saiu de um carro com um fuzil de guerra e disparou contra os três policiais, que faziam patrulha estática dentro de uma viatura numa esquina da avenida, considerada pelos franceses a "mais linda do mundo".

É uma avenida ampla, rodeada de bares, cafés e restaurantes que avançam sobre a calçada, lojas e o Palácio do Eliseu, sede da Presidência da França. Vai da Praça da Concórdia, onde ficava a principal guilhotina durante o período do terror da Revolução Francesa de 1789, até o Arco do Triunfo de Napoleão. Está sempre cheia de franceses e turistas. Hoje à noite, estava tomada por policiais.

Em pronunciamento pela TV, o presidente François Hollande confirmou se tratar de um caso de terrorismo.

As autoridades franceses estão em estado de alerta por medo de atentados terroristas no primeiro turno da eleição presidencial, a ser disputado no domingo, 23 de abril de 2017. A polícia conseguiu evitar um atentado terrorista que estava sendo planejado em Marselha, a segunda maior cidade da França, onde há uma grande população muçulmana de origem norte-africana.

O atentado em Paris será explorado pela candidata da Frente Nacional, de extrema direita, Marine Le Pen, que centra a campanha no discurso contra a imigração e contra o terrorismo.

Em pesquisa divulgada hoje, Marine aparece em segundo lugar, com 24% das preferências, logo abaixo e em empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa, com o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, que concorre como independente, com 25%.

Logo atrás, vem o ex-ministro e candidato da ultraesquerda Jean-Luc Mélenchon, com 20%, seguido pelo ex-primeiro-ministro conservador François Fillon, do partido Os Republicanos, com 19%.

Mais de 80% dos eleitores de Marine afirmam que sua decisão de voto está tomada, mas apenas 36% dos eleitores de Macron têm a mesma segurança.

As pesquisas indicam que Macron venceria qualquer oponente no segundo turno. Mas, se o eleitorado flutuante se impressionar com o discurso linha dura da neonazista Marine Le Pen, há o risco de um segundo turno entre ultradireita e ultraesquerda, um fantasma para a União Europeia, já que ambas pretendem deixar o bloco.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Eleição presidencial da França embola na reta final

A oito dias do primeiro turno da eleição presidencial na França, quatro candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro e podem chegar ao segundo turno, indica pesquisa divulgada pelo jornal francês Le Monde.

Os dois favoritos até agora, o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, independente, e a líder da extrema direita, Marine Le Pen, lideravam com 24% das preferências.
Eles perderam dois pontos e caíram para 24%.

Ao mesmo tempo, Jean-Luc Mélenchon, da Aliança França Insubmissa, de ultraesquerda, subiu, 1,5 ponto percentual e chegou a 20%, enquanto o ex-primeiro-ministro François Fillon, ganhou um ponto e tem agora 19% das intenções de voto. O socialista Benoît Hamon caiu para 7,5%.

A pesquisa ouviu 1.509 eleitores inscritos em 12 e 13 de abril. Cerca de dois terços dos eleitores franceses pretendem votar. O segundo turno será realizado em 7 de maio.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Partido Socialista cai para 5º lugar na eleição presidencial da França

Com o avanço de Jean-Luc Mélenchon, candidato da frente de esquerda França Insubmissa, a um mês do primeiro turno da eleição presidencial na França, o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, candidato oficial do Partido Socialista, caiu para quinto lugar numa pesquisa de opinião realizada na terça-feira para a televisão BFMTV e a revista L'Express.

O líder na pesquisa sobre o primeiro turno, marcado para 23 de abril de 2017, é o ex-ministro da Economia do atual governo, Emmanuel Macron, considerado liberal demais dentro do PS, com avanço de 0,5 ponto percentual e 26% das preferências. 

Em segundo lugar, vem a chefe da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, com queda de meio ponto percentual e 24,5%. Ela promete acabar com a "imigração legal e ilegal", e tirar a França da União Europeia.

Marine Le Pen se inspira nas vitórias do plebiscito sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Tem o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Um banco russo emprestou 8 milhões de euros a seu partido de ultradireita. É a maior ameaça nesta eleição.

Todos os partidos devem se unir contra Le Pen no segundo turno. Foi que aconteceu com seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando ele superou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em 21 de abril de 2002, e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, vencedor no final por ampla margem.

De acordo com as pesquisas, Macron e Le Pen devem disputar o segundo turno, em 7 de maio, deixando de fora os grandes partidos que dominaram a 5ª República, o PS e o partido gaulista, herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, grande herói da Segunda Guerra Mundial e principal dirigente do país no pós-guerra, que hoje se chama Os Republicanos.

O candidato gaulista, o ex-primeiro-ministro François Fillon, era o favorito depois de ganhar a eleição primária do partido até a imprensa denunciar que ele empregou a mulher os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Apesar do escândalo e de estar sendo processado, Fillon se recusa a abandonar a candidatura. Está em queda e perdeu mais 0,5 ponto desde a pesquisa anterior. Tem 17%.

Mélenchon é o quarto, com um avanço de meio ponto e 13,5% do total, ultrapassando o socialista Hamon, que caiu 2 pontos para 11,5%, o pior resultado da história do PS.

Por causa de sua impopularidade, o presidente François Hollande desistiu de concorrer e o ex-primeiro-ministro Manuel Valls foi derrotado pela esquerda, que optou por Hamon. Mas cada vez mais os socialistas embarcam na candidatura Macron. O próprio presidente Hollande pediu outro dia a desistência de Fillon, numa clara jogada para beneficiar a candidatura de seu jovem ex-ministro.

domingo, 27 de novembro de 2016

Líder do PS quer Hollande, Valls e Macron na primária da esquerda

O presidente da Assembleia Nacional da França, o deputado socialista Claude Bartolone, defendeu no fim de semana a participação do presidente François Holande, do primeiro-ministro Manuel Valls, do ex-ministro da Economia Emmanuel Macron e do líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, na eleição primária da esquerda, marcada para 22 e 29 de janeiro. O objetivo é ter uma candidatura forte, capaz de chegar ao segundo turno.

Com a impopularidade de Hollande pouco acima de 10%, as pesquisas indicam que o Partido Socialista pode perder a eleição presidencial de 2017 no primeiro turno, marcado para 23 de abril. Marine Le Pen, da neofascista Frente Nacional, disputaria o Palácio Eliseu com o ex-primeiro-ministro François Fillon, consagrado ontem como o candidato de centro-direita.

Em condições normais, não haveria uma eleição primária do PS. O presidente seria candidato natural à reeleição, mas a expectativa de uma derrota esmagadora assusta o partido. Com um debate entre presidente e primeiro-ministro, argumentou Bortolone, haveria um "eletrochoque" numa esquerda que parece aceitar a derrota como inevitável.

"Eu não sei em que votar, mas sei uma coisa: não será uma pequena primária que pode nos salvar", declarou no sábado o presidente da Assembleia Nacional. "Gostaria que Macron participasse da primária, que Valls participasse da primária, que Hollande participasse da primária, que Mélenchon venha exprimir suas diferenças no seio da primária."

Hollande prometeu anunciar sua decisão até 15 de dezembro. Ele apostava numa queda do desemprego para turbinar sua candidatura. O anúncio do primeiro-ministro Valls de que vai participar da primária da esquerda é de certa forma uma traição ao chefe, mas dá um alívio ao partido, que pode assim ter um candidato mais competitivo.

Dificilmente Mélenchon vai se aproximar de um PS que usou um mecanismo excepcional para reformar a lei do trabalho sem votação na Assembleia Nacional, reduzindo direitos, algo inaceitável para a ultraesquerda. No fim de semana, 54% do Partido Comunista Francês (PCF) preferiram apoiar Mélenchon e sua Frente de Esquerda em vez de lançar seu próprio candidato ao Palácio do Eliseu.

sábado, 18 de junho de 2016

Partido Socialista convoca eleição primária na França

Em acordo com o Palácio do Eliseu, o Conselho Nacional do Partido Socialista convocou hoje a realização de uma eleição primária da coalizão Bela Aliança para escolher o candidato à eleição presidencial de 2017. Para o jornal Le Monde, é uma "manobra tática" feita sob medida para legitimar a candidatura à reeleição do presidente François Hollande.

Com apenas 14% de popularidade, Hollande teria assim uma oportunidade de entrar logo na campanha. A Frente de Esquerda já relançou Jean-Luc Mélenchon para tentar galvanizar as forças de esquerda anti-Hollande e anti-PS.

Ao fazer o anúncio, o primeiro-secretário do PS, Jean-Christophe Cambadélis, observou que comunistas e parte dos verdes se recusaram a participar de uma eleição prévia com o presidente da República. A coligação governista Bela Aliança reúne socialistas, o Partido Radical de Esquerda e a União dos Democratas e Ecologistas.

As candidaturas devem ser oficializadas de 1º a 15 de dezembro de 2016. A eleição primária será realizada em dois turnos, em 22 e 29 de janeiro de 2017.

A eleição presidencial está marcada para 23 de abril e 7 de maio. No momento, as pesquisas indicam que o PS ficaria fora do segundo turno, como aconteceu em 21 de abril de 2002, quando o líder da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, superou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno com o então presidente Jacques Chirac.

Agora, a neofascista Marina Le Pen, filha de Jean-Marie, iria para o segundo turno contra o candidato do partido Os Republicanos, de centro-direita, onde os favoritos são o ex-primeiro-ministro Alain Juppé e o ex-presidente Nicolas Sarkozy. Se a líder da Frente Nacional chegar na frente, será mais um choque na política francesa.

Na última pesquisa sobre a eleição primária republicana, marcada para 20 e 27 de novembro de 2016, publicada pela revista Paris Match, Sarkozy liderava com 54% contra 28% para Juppé, 9% para o ex-primeiro-ministro François Fillon e 7% para Bruno Le Maire.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

François Hollande convoca a França à união pela democracia

Em pronunciamento ao vivo pela televisão horas depois de um atentado contra um jornal humorístico que deixou 11 mortos em Paris, o presidente François Hollande convocou os franceses a se unirem em torno dos ideias da democracia e da liberdade de expressão, prometeu uma mobilização do governo contra o terrorismo e decretou um dia de luto nacional amanhã.

A França entrou em estado de alerta total contra o terrorismo. Militares estão patrulhando estações de trem. Entre outras medidas, o estacionamento diante das escolas foi proibido.

Na Dinamarca, a polícia reforçou a proteção ao jornal Jyllands Posten, o primeiro a atrair a ira dos muçulmanos por publicas caricaturas do profeta Maomé.

Todos os líderes de partidos políticos franceses deram apoio ao presidente. O ex-presidente Nicolas Sarkozy, que sonha com uma volta ao poder, exigiu "medidas duras contra o terrorismo", enquanto a líder da Frente Nacional, de extrema direita, adotou um tom moderado pedindo que "não se confundam os muçulmanos que adotaram nossos valores sociais com esses assassinos".

Para Jean-Luc Mélenchon, ex-candidato a presidente da Frente de Esquerda, foi um atentado contra a civilização. Menos exaltado, o centrista François Bayrou, descreveu o ato como "um ataque a nossos valores".

"É uma declaração de guerra à França, onde 5 milhões de muçulmanos vivem e trabalham", lamentou Amar Lasfar, reitor da Mesquita de Lille, na TV France 2, prometendo convocar manifestações de protesto contra o terrorismo.

Além de participar da guerra aérea liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a França enviou soldados à África para combater milícias extremistas muçulmanas no Mali, no Níger e na República Centro-Africana.

sábado, 12 de maio de 2012

Mélenchon vai desafiar Marine Le Pen diretamente

O líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, que obteve 11% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial na França, será candidato à Assembleia Nacional no distrito de Pas-de Calais para enfrentar diretamente a líder da Frente Nacional, neofascista, Marine Le Pen.

Vai tentar assim barrar o acesso de Le Pen ao parlamento nas eleições legislativas de 10 e 17 de junho de 2012.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Resultado final dá pequena vantagem a Hollande

Com 99% dos votos apurados, faltando contar apenas os dos franceses do exterior, a vantagem do candidato socialista François Hollande sobre o presidente Nicolas Sarkozy caiu para apenas 1,55 pontos percentual.

Na extrema direita, Marine Le Pen não chegou aos surpreendentes 20% da estimativa inicial. Mesmo assim, superou o desempenho do pai, Jean-Marie Le Pen, em 2002, quando chegou ao segundo turno contra o então presidente Jacques Chirac.

Confira os percentuais de cada candidato:

François Hollande: 28,63%
Nicolas Sarkozy: 27,08%
Marine Le Pen: 18,01%
Jean-Luc Mélenchon: 11,13%
François Bayrou: 9,11%
Eva Joly: 2,28%
Nicolas Dupont-Aignan: 1,8%
Philippe Poutou: 1,15%
Nathalie Arthaud: 0,57%
Jacques Cheminade: 0,25%

domingo, 22 de abril de 2012

Estimativas confirmam pesquisas na França: Hollande e Sarkozy disputam segundo turno em 6 de maio

O candidato socialista François Hollande ganhou o primeiro turno da eleição presidencial da França, com 28,4% dos votos, estimou agora há pouco a TV5 Monde, que transmite ao vivo. Ele disputa o segundo turno em 6 de maio de 2012 contra o presidente Nicolas Sarkozy, que teve 25,5%.

Outra projeção, divulgada pelo jornal Libération, dá 28,8% ao socialista e 27% ao presidente. É a primeira eleição desde 1958 em que o presidente em exercício não sai na frente no primeiro turno. Hollande conseguiu o segundo melhor resultado do Partido Socialista, informa o jornal Le Monde.

A grande surpresa foi Marine Le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita. Com 20% dos votos, ela supera a votação do pai, Jean-Marie Le Pen, que chegou ao segundo turno em 2002, com 17%. O ministro do Exterior, Alain Juppé, atribuiu essa votação à crise econômica.

Uma decepção foi Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, talvez o candidato que mais tenha empolgado nos comícios, com 11,7%. Alguns analistas chegaram a supor que ele disputaria o terceiro lugar com Marine Le Pen. Em mais um discurso inflamado, ele acaba de pedir a seu eleitorado que ajude a derrotar Sarkozy no segundo turno.

Com a desilusão e a crise de identidade dos franceses diante da crise econômica mundial, os dois principais candidatos extremistas chegaram a obter quase um terço dos votos.

O centrista François Bayrou, ex-ministro de Sarkozy também, decepcionou, com 8,5%. Ao reconhecer a derrota, a ecologista Eva Joly pediu a seu eleitorado de 2% para votar contra Sarkozy no segundo turno.

Entre os outros nanicos, Nicolas Dupont-Aignan, do partido Primeiro a República, que sonhava em ser o primeiro entre os pequenos, teve 1,8%; Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista (NPA), herdeiro de Olivier Besancenot, 1,2%; a trotskista Nathalie Arthaud, 0,7%; e Jacques Cheminade, 0,2%.

As pesquisas sobre o segundo turno dão pelo menos 54% para Hollande e no máximo 46% para Sarkozy. O presidente tem duas semanas para virar o jogo.

Participação eleitoral na França supera 80%

Sob pressão da crise econômica, os franceses foram hoje em massa às urnas votar para presidente. Como ninguém deve obter mais da metade dos votos válidos, vai haver um segundo turno em 6 de maio de 2012.

Até 19 horas pelo horário local (14h em Brasília), o comparecimento às urnas no primeiro turno da eleição presidencial na França passava de 80% dos 45 milhões de eleitores inscritos, superando as expectativas, informa o jornal Le Monde.

A TV5 Monde estimou a abstenção em 19,7%, maior do que em 2007, mas abaixo de 2002, quando o neonazista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, chegou ao segundo turno contra o então presidente Jacques Chirac, derrotando o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.

Hoje, o candidato do Partido Socialista, François Hollande, é o favorito com 29%, seguido pelo presidente conservador Nicolas Sarkozy, da União pelo Movimento Popular (UMP), com 25,5%.

Dois extremistas, Marine Le Pen (16%), da Frente Nacional, de extrema direita, e Jean-Luc Mélenchon (14%), da Frente de Esquerda, disputam o terceiro lugar e o direito de barganhar apoio a quem chegar ao segundo turno. O ex-ministro François Bayrou, de centro, deve receber em torno de 10% dos votos.

Outros cinco candidatos, entre eles a verde Eva Joly, dois trotskistas e o representante do Novo Partido Anticapitalista (NPA) devem ter votações baixíssimas.

O resultado oficial deve ser anunciado dentro de uma hora.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Hollande amplia vantagem para primeiro turno

O candidato socialista François Hollande amplia sua vantagem sobre o presidente conservador Nicolas Sarkozy na última pesquisa antes do primeiro turno da eleição presidencial na França, a ser realizado neste domingo, 22 de abril de 2012. Pela sondagem do instituto Ipsos, Hollande terá 29% dos votos e Sarkozy, 25,5%.

Com o desgaste dos grandes partidos por causa da crise econômica, os candidatos extremistas devem receber 30% dos votos. À direita, Marine Le Pen, da Frente Nacional, deve ter 16%, enquanto Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, ficaria com 14%, e o centrista François Bayrou com 10%.

Nos últimos comícios, realizados ontem, os candidatos tentaram convencer os 11 milhões de indecisos. Como a expectativa é que Hollande e Sarkozy cheguem ao segundo turno sem surpresas, eles terão de disputar no segundo turno os votos dos extremistas, dos centristas e dos indecisos.

Até agora, todas as pesquisas dão vantagem a Hollande no segundo turno, marcado para 6 de maio. Ele recebeu nesta semana o apoio do ex-presidente Jacques Chirac e de outros políticos de centro-direita que estão abandonando a candidatura Sarkozy. Isso sugere um acordo para que um governo socialista não tome medidas radicais capazes de prejudicar a frágil engenharia montada para enfrentar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.

Sarkozy vai apelar, alegando que será ele ou o caos. Hollande já não fala em cobrar 75% de imposto de renda de quem ganha um milhão de euros ou mais por ano. Insiste em renegociar o pacto fiscal aprovado para sustentar o euro. Quer mecanismos para estimular o crescimento, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu o mesmo.