O ex-prefeito de Iguala José Luis Abarca e sua mulher, conhecidos como o casal real, foram presos ontem de manhã na Cidade do México depois de fugir desde setembro, informou hoje a agência de notícias Associated Press citando como fontes funcionários dos serviços de segurança mexicanos.
Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.
Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.
A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Ex-prefeito é preso no México por desaparecimento de estudantes
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