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sábado, 8 de novembro de 2014

Estudantes sequestrados foram mortos e queimados no México

Os 43 estudantes normalistas sequestrados em 26 de setembro de 2014 pela polícia de Iguala, no estado de Guerrero, foram entregues a gangues de traficantes de drogas que os mataram e queimaram os corpos, revelou ontem o procurador-geral da República, Jesus Murillo Karam.

As vítimas eram estudantes de um escola normal em Ayotzinapa, um tipo de escola do tempo da Revolução Mexicana que ensinava ideias marxistas e revolucionária. Insatisfeitos com a falta de financiamento, eles iam para uma manifestação de protesto na vizinha cidade de Iguala quando foram sequestrados.

Três pistoleiros detidos pela polícia confessaram ter assassinado um grande número de pessoas. O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, foram presos no início da semana na Cidade do México sob suspeita de serem os mandantes da chacina.

Os restos mortais ficaram tão irreconhecíveis que terão de ser enviados para exames de DNA no exterior. Só assim poderão ser identificados.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ex-prefeito é preso no México por desaparecimento de estudantes

O ex-prefeito de Iguala José Luis Abarca e sua mulher, conhecidos como o casal real, foram presos ontem de manhã na Cidade do México depois de fugir desde setembro, informou hoje a agência de notícias Associated Press citando como fontes funcionários dos serviços de segurança mexicanos.

Eles são acusados pela morte de seis estudantes e o desaparecimento de outros 43 da Escola Normal de Ayotzinapa, em Iguala, no estado de Guerrero. Outras 56 pessoas, inclusive policiais e guardas de segurança, foram detidos no caso. O ex-chefe de polícia de Iguala também está sendo procurado.

Os estudantes eram normalistas. Faziam o curso para se tornarem professores num tipo de escola radical de tendência esquerdista e marxista criado na Revolução Mexicana (1910-20). Acredita-se que tenham sido sequestrados e provavelmente mortos numa aliança de traficantes de drogas com policiais e políticos corruptos.

A tragédia atingiu em cheio o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que preferiu se concentrar em reformas econômicas e abandonar a Guerra contra as Drogas deflagrada por seu antecessor, Felipe Calderón, ignorando a impunidade dos responsáveis por 70 mil mortes.