A eleição do deputado estadual socialista e muçulmano Zohan Mamdani, candidato do Partido Democrata a prefeito de Nova York em 4 de novembro, não está garantida. Mas há uma tendência nas democracias do Hemisfério Norte: grandes cidades modernas e avançadas elegem prefeitos progressistas de esquerda em países governados pela direita e a extrema direita.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 3 de julho de 2025
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Sadiq Khan é eleito primeiro prefeito muçulmano de Londres
O advogado Sadiq Khan, de 45 anos, foi eleito primeiro prefeito muçulmano da capital do Reino Unido e de um grande país do Ocidente, anunciou há pouco o Partido Trabalhista britânico. Ele derrotou o judeu conservador Zac Goldsmith e vai substituir o também conservador Boris Johnson.
No fim da contagem, Khan obteve 1.310.143 votos contra 994.614 votos para Goldsmith, acabando com um controle de oito anos do Partido Conservador sobre o governo municipal de Londres. O atual prefeito, Boris Johnson, sai para se dedicar à campanha para o país deixar a Uniao Europeia no referendo convocado para 23 de junho.
Filho de uma família paquistanesa, Sadiq Khan nasceu em Tooting, o bairro de Londres que representa na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Seu pai era motorista de ônibus e a mãe costureira. Eram oito irmãos e uma irmã. A família dividia um apartamento público de três quartos num conjunto habitacional de subúrbio.
Sadiq frequentou escolas públicas, estudou direito e trabalhava defensor dos direitos humanos. A família manda dinheiro para parentes no Paquistão porque "vivemos neste país maravilhoso", disse Khan na campanha.
No discurso da vitória, o novo prefeito afirmou ter uma "ambição ardente" de que cada cidadão de Londres tenha as mesmas oportunidades que ele teve: "A oportunidade não só de sobreviver, mas de prosperar. A oportunidade de acreditar num futuro melhor para você e sua família."
Vereador de Tooting a partir de 1994, ele se elegeu para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico em 2005. Foi ministro das Comunidades e dos Transportes no governo Gordon Brown.
Em 2013, Khan revelou a intenção se candidatar a prefeito. No ano passado, ganhou a eleição prévia do partido. É considerado um social-democrata da ala moderada do partido.
Na emoção da vitória, fez uma homenagem ao pai, o imigrante paquistanês Amanullah Khan: "Ele estaria tão orgulhoso de que a cidade que escolheu para ser sua casa agora escolheu um de seus filhos para ser prefeito."
Com 40% de seus habitantes nascidos no exterior, Londres é considerada hoje a cidade mais cosmopolita do mundo inteiro. Cerca de 12% dos londrinos são muçulmanos.
Se obteve uma grande vitória na capital nas eleições municipais de hoje, na Escócia, o Partido Trabalhista caiu para terceiro lugar, atrás do Partido Nacional Escocês e do Partido Conservador. Desde o plebiscito sobre a independência da Escócia, em 2014, o partido nacionalista, de centro-esquerda, tomou parte do eleitorado trabalhista.
No fim da contagem, Khan obteve 1.310.143 votos contra 994.614 votos para Goldsmith, acabando com um controle de oito anos do Partido Conservador sobre o governo municipal de Londres. O atual prefeito, Boris Johnson, sai para se dedicar à campanha para o país deixar a Uniao Europeia no referendo convocado para 23 de junho.
Filho de uma família paquistanesa, Sadiq Khan nasceu em Tooting, o bairro de Londres que representa na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Seu pai era motorista de ônibus e a mãe costureira. Eram oito irmãos e uma irmã. A família dividia um apartamento público de três quartos num conjunto habitacional de subúrbio.
Sadiq frequentou escolas públicas, estudou direito e trabalhava defensor dos direitos humanos. A família manda dinheiro para parentes no Paquistão porque "vivemos neste país maravilhoso", disse Khan na campanha.
No discurso da vitória, o novo prefeito afirmou ter uma "ambição ardente" de que cada cidadão de Londres tenha as mesmas oportunidades que ele teve: "A oportunidade não só de sobreviver, mas de prosperar. A oportunidade de acreditar num futuro melhor para você e sua família."
Vereador de Tooting a partir de 1994, ele se elegeu para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico em 2005. Foi ministro das Comunidades e dos Transportes no governo Gordon Brown.
Em 2013, Khan revelou a intenção se candidatar a prefeito. No ano passado, ganhou a eleição prévia do partido. É considerado um social-democrata da ala moderada do partido.
Na emoção da vitória, fez uma homenagem ao pai, o imigrante paquistanês Amanullah Khan: "Ele estaria tão orgulhoso de que a cidade que escolheu para ser sua casa agora escolheu um de seus filhos para ser prefeito."
Com 40% de seus habitantes nascidos no exterior, Londres é considerada hoje a cidade mais cosmopolita do mundo inteiro. Cerca de 12% dos londrinos são muçulmanos.
Se obteve uma grande vitória na capital nas eleições municipais de hoje, na Escócia, o Partido Trabalhista caiu para terceiro lugar, atrás do Partido Nacional Escocês e do Partido Conservador. Desde o plebiscito sobre a independência da Escócia, em 2014, o partido nacionalista, de centro-esquerda, tomou parte do eleitorado trabalhista.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Prefeito de Londres adere à campanha do não à União Europeia
O primeiro-ministro conservador David Cameron sofreu um golpe na luta para manter o Reino Unido na União Europeia (UE), com o anúncio ontem do espetaculoso prefeito de Londres, Boris Johnson, de que vai fazer campanha pelo não, informou a televisão pública britânica BBC.
Por trás da decisão, é evidente a intenção de Johnson de disputar com Cameron a liderança do Partido Conservador, que neste momento defende sua posição em debate na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Depois de renegociar as relações do país com a UE na sexta-feira passada, o primeiro-ministro convocou um referendo para o eleitorado decidir a questão em 23 de junho de 2016.
É uma tentativa de acabar com a guerra interna do partido em torno da Europa, que vem desde a queda da primeira-ministro Margaret Thatcher, em 1990. Em seu delírio de grandeza, parte dos conservadores ainda vê o Reino Unido como uma superpotência, apesar do fim do Império Britânico.
Com a declaração de Johnson, a libra esterlina caiu a US$ 1,4058, a menor cotação em sete anos, num sinal claro de que a comunidade empresarial britânica prefere ficar na Europa. A oposição trabalhista apoia a permanência na UE sob o argumento de que a legislação social europeia amplia direitos e garantias sociais aos trabalhadores britânicos.
Os economistas preveem uma queda de até 20% no produto interno bruto britânico, se o país deixar o maior bloco comercial do planeta. Teria de cumprir todas as regras do mercado comum para ter acesso e não teria direito de participar da tomada de decisão.
Mais de um terço das 100 maiores empresas britânicas enviaram carta ao jornal The Times defendendo a permanência na UE. A mídia conservadora, que não quer ser regulamentada pela Europa, deve fazer campanha contra.
O maior império que o mundo já viu, hoje reduzido a Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, pode estar prestes a dar um tiro no pé. Se o país deixar a UE, provavelmente a Escócia fará outro plebiscito sobre a independência para sair do reino e ficar na Europa. O Reino Unido seria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales.
Por trás da decisão, é evidente a intenção de Johnson de disputar com Cameron a liderança do Partido Conservador, que neste momento defende sua posição em debate na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Depois de renegociar as relações do país com a UE na sexta-feira passada, o primeiro-ministro convocou um referendo para o eleitorado decidir a questão em 23 de junho de 2016.
É uma tentativa de acabar com a guerra interna do partido em torno da Europa, que vem desde a queda da primeira-ministro Margaret Thatcher, em 1990. Em seu delírio de grandeza, parte dos conservadores ainda vê o Reino Unido como uma superpotência, apesar do fim do Império Britânico.
Com a declaração de Johnson, a libra esterlina caiu a US$ 1,4058, a menor cotação em sete anos, num sinal claro de que a comunidade empresarial britânica prefere ficar na Europa. A oposição trabalhista apoia a permanência na UE sob o argumento de que a legislação social europeia amplia direitos e garantias sociais aos trabalhadores britânicos.
Os economistas preveem uma queda de até 20% no produto interno bruto britânico, se o país deixar o maior bloco comercial do planeta. Teria de cumprir todas as regras do mercado comum para ter acesso e não teria direito de participar da tomada de decisão.
Mais de um terço das 100 maiores empresas britânicas enviaram carta ao jornal The Times defendendo a permanência na UE. A mídia conservadora, que não quer ser regulamentada pela Europa, deve fazer campanha contra.
O maior império que o mundo já viu, hoje reduzido a Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, pode estar prestes a dar um tiro no pé. Se o país deixar a UE, provavelmente a Escócia fará outro plebiscito sobre a independência para sair do reino e ficar na Europa. O Reino Unido seria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Militar torturado dedurou Ledezma na Venezuela
O prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, foi preso pelo serviço secreto da Venezuela com base numa acusação de conspirar para derrubar o governo feita pelo coronel da reserva José Gustavo Arocha Pérez, preso em maio de 2014, afirma o jornal venezuelano Diario La Verdad.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Anistia Internacional considera ilegal prisão do prefeito de Caracas
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional considerou inaceitável a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, ontem pelo serviço secreto da Venezuela sem ordem judicial, noticia o jornal El Nacional. Em nota, a Anistia qualificou como "inaceitável" prender pessoas sem prova de que tenham cometido algum delito.
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
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sábado, 8 de novembro de 2014
Estudantes sequestrados foram mortos e queimados no México
Os 43 estudantes normalistas sequestrados em 26 de setembro de 2014 pela polícia de Iguala, no estado de Guerrero, foram entregues a gangues de traficantes de drogas que os mataram e queimaram os corpos, revelou ontem o procurador-geral da República, Jesus Murillo Karam.
As vítimas eram estudantes de um escola normal em Ayotzinapa, um tipo de escola do tempo da Revolução Mexicana que ensinava ideias marxistas e revolucionária. Insatisfeitos com a falta de financiamento, eles iam para uma manifestação de protesto na vizinha cidade de Iguala quando foram sequestrados.
Três pistoleiros detidos pela polícia confessaram ter assassinado um grande número de pessoas. O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, foram presos no início da semana na Cidade do México sob suspeita de serem os mandantes da chacina.
Os restos mortais ficaram tão irreconhecíveis que terão de ser enviados para exames de DNA no exterior. Só assim poderão ser identificados.
As vítimas eram estudantes de um escola normal em Ayotzinapa, um tipo de escola do tempo da Revolução Mexicana que ensinava ideias marxistas e revolucionária. Insatisfeitos com a falta de financiamento, eles iam para uma manifestação de protesto na vizinha cidade de Iguala quando foram sequestrados.
Três pistoleiros detidos pela polícia confessaram ter assassinado um grande número de pessoas. O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua mulher, María de los Angeles Piñeda, foram presos no início da semana na Cidade do México sob suspeita de serem os mandantes da chacina.
Os restos mortais ficaram tão irreconhecíveis que terão de ser enviados para exames de DNA no exterior. Só assim poderão ser identificados.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
De Blasio promete luta contra desigualdade em Nova York
Ao tomar posse hoje como o 109º prefeito de Nova York, diante do ex-presidente Bill Clinton e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pré-candidata à Casa Branca em 2016, depois de 20 anos de governos conservadores, o democrata Bill de Blasio prometeu "não perder tempo" na luta contra a desigualdade na cidade mais rica dos Estados Unidos.
Depois de prestar juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt, De Blasio fez um discurso de 20 minutos num palanque armado diante da Prefeitura em que assumiu o compromisso de dar "uma orientação progressista" ao governo municipal de Nova York.
"Vamos fazer desta uma cidade unida", declarou o novo prefeito. "Esta missão - nossa marcha rumo a uma cidade mais justa e progressista, nossa marcha para manter viva a promessa de Nova York para as futuras gerações - começa hoje."
Depois de prestar juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt, De Blasio fez um discurso de 20 minutos num palanque armado diante da Prefeitura em que assumiu o compromisso de dar "uma orientação progressista" ao governo municipal de Nova York.
"Vamos fazer desta uma cidade unida", declarou o novo prefeito. "Esta missão - nossa marcha rumo a uma cidade mais justa e progressista, nossa marcha para manter viva a promessa de Nova York para as futuras gerações - começa hoje."
sábado, 5 de maio de 2012
Boris Johnson é reeleito prefeito de Londres
Como uma consolação para o Partido Conservador, derrotado nas eleições municipais de 3 de maio de 2012 na Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales), Boris Johnson foi reeleito prefeito de Londres, vencendo o ex-prefeito trabalhista Ken Livingstone, conhecido como o Vermelho por suas posições esquerdistas.
Depois da segunda derrota consecutiva, desta vez por 51,5% a 48,5% dos votos válidos, Ken, o Vermelho, prometeu não concorrer mais. Ele liderava a Câmara Municipal da Grande Londres quando ela foi extinta pela então primeira-ministra Margaret Thatcher nos anos 80 por considerá-la um foco de oposição a suas reformas conservadoras.
Quando o governo Tony Blair introduziu a eleição direta para prefeito de Londres, Ken estava afastado do partido. Foi eleito como independente em 2000 e reeleito em 2004. Seu governo introduziu a taxa de congestionamento, cobrando pedágio de 5 libras por dia de quem transitar no centro de Londres para financiar a melhoria nos transportes públicos, inclusive a renovação da frota dos famosos ônibus de dois andares.
Em 2008, Livingstone perdeu para Johnson, um jornalista conservador carismático e engraçado, um raro político bem-humorado, com fama de não conseguir organizar nem seu próprio cabelo.
No segundo mandato, Johnson promete cortar impostos com o objetivo de reduzir tarifas de serviços básicos. Como observou a revista The Economist, a competência do prefeito é muito limitada e deveria ser ampliada. Afinal, o prefeito de Londres é o segundo mandato popular mais importante da nação.
Com o desgaste do primeiro-ministro David Cameron por causa dos cortes de gastos de 83 bilhões de libras em quatro anos, Johnson já é visto como uma alternativa por conservadores descontentes.
Depois da segunda derrota consecutiva, desta vez por 51,5% a 48,5% dos votos válidos, Ken, o Vermelho, prometeu não concorrer mais. Ele liderava a Câmara Municipal da Grande Londres quando ela foi extinta pela então primeira-ministra Margaret Thatcher nos anos 80 por considerá-la um foco de oposição a suas reformas conservadoras.
Quando o governo Tony Blair introduziu a eleição direta para prefeito de Londres, Ken estava afastado do partido. Foi eleito como independente em 2000 e reeleito em 2004. Seu governo introduziu a taxa de congestionamento, cobrando pedágio de 5 libras por dia de quem transitar no centro de Londres para financiar a melhoria nos transportes públicos, inclusive a renovação da frota dos famosos ônibus de dois andares.
Em 2008, Livingstone perdeu para Johnson, um jornalista conservador carismático e engraçado, um raro político bem-humorado, com fama de não conseguir organizar nem seu próprio cabelo.
No segundo mandato, Johnson promete cortar impostos com o objetivo de reduzir tarifas de serviços básicos. Como observou a revista The Economist, a competência do prefeito é muito limitada e deveria ser ampliada. Afinal, o prefeito de Londres é o segundo mandato popular mais importante da nação.
Com o desgaste do primeiro-ministro David Cameron por causa dos cortes de gastos de 83 bilhões de libras em quatro anos, Johnson já é visto como uma alternativa por conservadores descontentes.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Chirac é condenado a dois anos mas não vai preso
O ex-presidente Jacques Chirac foi condenado hoje a dois anos de prisão pelo Tribunal Correcional de Paris por corrupção quando era prefeito da capital da França (1977-95), mas terá direito a suspensão de pena.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
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