Como uma consolação para o Partido Conservador, derrotado nas eleições municipais de 3 de maio de 2012 na Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales), Boris Johnson foi reeleito prefeito de Londres, vencendo o ex-prefeito trabalhista Ken Livingstone, conhecido como o Vermelho por suas posições esquerdistas.
Depois da segunda derrota consecutiva, desta vez por 51,5% a 48,5% dos votos válidos, Ken, o Vermelho, prometeu não concorrer mais. Ele liderava a Câmara Municipal da Grande Londres quando ela foi extinta pela então primeira-ministra Margaret Thatcher nos anos 80 por considerá-la um foco de oposição a suas reformas conservadoras.
Quando o governo Tony Blair introduziu a eleição direta para prefeito de Londres, Ken estava afastado do partido. Foi eleito como independente em 2000 e reeleito em 2004. Seu governo introduziu a taxa de congestionamento, cobrando pedágio de 5 libras por dia de quem transitar no centro de Londres para financiar a melhoria nos transportes públicos, inclusive a renovação da frota dos famosos ônibus de dois andares.
Em 2008, Livingstone perdeu para Johnson, um jornalista conservador carismático e engraçado, um raro político bem-humorado, com fama de não conseguir organizar nem seu próprio cabelo.
No segundo mandato, Johnson promete cortar impostos com o objetivo de reduzir tarifas de serviços básicos. Como observou a revista The Economist, a competência do prefeito é muito limitada e deveria ser ampliada. Afinal, o prefeito de Londres é o segundo mandato popular mais importante da nação.
Com o desgaste do primeiro-ministro David Cameron por causa dos cortes de gastos de 83 bilhões de libras em quatro anos, Johnson já é visto como uma alternativa por conservadores descontentes.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Prefeitura de Londres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prefeitura de Londres. Mostrar todas as postagens
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 3 de maio de 2008
Boris Johnson é eleito prefeito de Londres
É uma surpresa e uma grande derrota para o Partido Trabalhista e o primeiro-ministro Gordon Brown. O candidato conservador Boris Johnson venceu a eleição para prefeito de Londres, derrotando Ken Livingstone, o Vermelho, da ala mais à esquerda do Partido Trabalhista.
Ken, o Vermelho, era o líder da Câmara da Grande Londres, extinta por Margaret Thatcher em 1986 por ser dominada pela esquerda. Desde que os trabalhistas, sob Tony Blair, introduziram a eleição direta para prefeito de Londres, em 2000, Ken tinha ganho as duas eleições. Era considerado quase imbatível.
Boris é um jovem jornalista conservador com fama de extravagante e trapalhão. Foi diretor da conceituada revista conservadora The Spectator. Já foi cogitado como líder do Partido Conservador, mas parecia tresloucado demais para a função.
É um cara incapaz de arrumar seus cabelos louros. O trânsito de Londres é um pouco mais difícil. Mas é uma figura. Na era do espetáculo, Londres, um dos principais centros desta sociedade do espetáculo, só poderia ter um prefeito midiático, exótico e extravagante.
O jornal conservador britânico Daily Telegraph sugere que, sem cargo, Ken pode se tornar um espinho para o primeiro-ministro Brown. Eles são adversários dentro do Partido Trabalhista desde que ambos eram jovens deputados ambiciosos na Câmara dos Comuns, nos anos 80.
Ken, o Vermelho, era o líder da Câmara da Grande Londres, extinta por Margaret Thatcher em 1986 por ser dominada pela esquerda. Desde que os trabalhistas, sob Tony Blair, introduziram a eleição direta para prefeito de Londres, em 2000, Ken tinha ganho as duas eleições. Era considerado quase imbatível.
Boris é um jovem jornalista conservador com fama de extravagante e trapalhão. Foi diretor da conceituada revista conservadora The Spectator. Já foi cogitado como líder do Partido Conservador, mas parecia tresloucado demais para a função.
É um cara incapaz de arrumar seus cabelos louros. O trânsito de Londres é um pouco mais difícil. Mas é uma figura. Na era do espetáculo, Londres, um dos principais centros desta sociedade do espetáculo, só poderia ter um prefeito midiático, exótico e extravagante.
O jornal conservador britânico Daily Telegraph sugere que, sem cargo, Ken pode se tornar um espinho para o primeiro-ministro Brown. Eles são adversários dentro do Partido Trabalhista desde que ambos eram jovens deputados ambiciosos na Câmara dos Comuns, nos anos 80.
Marcadores:
Boris Johnson,
Câmara da Grande Londres,
Gordon Brown,
Ken Livingstone,
Londres,
Partido Conservador,
Partido Trabalhista,
Prefeitura de Londres,
Thatcher
Assinar:
Postagens (Atom)