O partido Fatah (Luta), do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acusou ontem o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de prender iegalmente a torturar seus membros na Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas.
Pelo menos 100 membros da Fatah foram detidos na semana passada simplesmente por participar de manifestações em apoio a Abbas e à ANP, denunciam seus partidários. As manifestações foram em resposta a protestos do Hamas pedindo a queda de Abbas.
A Fatah responsabiliza o Hamas, a Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina e seu ex-dirigente Mohamed Dahlan, crítico de Abbas, pelos protestos contra a ANP. Ossama Kawassmeh, porta-voz da Fatah na Cisjordânia, acusou o Hamas de "sequestrar e torturar brutalmente membros da Fatah de uma maneira que nenhum palestino pode imaginar".
Os presos teriam sido abusados física e verbalmente, jogados em celas frias e escuras, "junto com criminosos e espiões". Alguns tiveram as mãos e os pés acorrentados a cadeiras.Mohamed Labbad foi parar no hospital. Raed Abu al-Hassin, irmão do secretário-geral da Fatah, Hatem Abu al-Hassin, teve as duas pernas quebradas.
A resposta do Hamas foi dizer que as acusações são "fantasiosas".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 3 de março de 2019
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Militar torturado dedurou Ledezma na Venezuela
O prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, foi preso pelo serviço secreto da Venezuela com base numa acusação de conspirar para derrubar o governo feita pelo coronel da reserva José Gustavo Arocha Pérez, preso em maio de 2014, afirma o jornal venezuelano Diario La Verdad.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch consideraram a prisão ilegal, sem provas nem mandado judicial. Ledezma pode ser condenado a até 25 anos de prisão.
Seu advogado, Omar Estacio, pretende recorrer à Justiça para pedir a libertação de Ledezma alegando que a única prova contra ele é uma confissão obtida mediante tortura pelo Serviço Bolivarista de Inteligência.
Depois de seis meses na prisão, Arocha Pérez teria feito um acordo com a procuradoria para delatar vários dirigentes políticos. As outras provas de que o prefeito de Caracas estaria por trás um golpe apoiado pelos EUA são uma declaração do líder estudantil Loreth Saleh reconhecendo a importância política de Ledezma e um documento preparado pela oposição propondo um governo de união nacional numa transição depois da saída do presidente Nicolás Maduro, que se revelou totalmente incapaz de governar o país.
Com uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma crise econômica gerada pela incompetência da revolução chavista em administrar uma economia capitalista. A inflação foi de 68% no ano passado. Faltam produtos básicos como papel higiene, carne, leite, açúcar e farinha de trigo.
O colapso do regime é uma questão de tempo. Em vez de se omitir, o Brasil deveria mediar um acordo com a oposição que necessariamente inclua uma mudança na política econômica. Na Argentina, há uma crise política agravada pela morte suspeita do promotor Alberto Nisman. Uma eleição resolve. Na Venezuela, o risco de derramamento de sangue é cada vez maior.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Anistia Internacional considera ilegal prisão do prefeito de Caracas
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional considerou inaceitável a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, ontem pelo serviço secreto da Venezuela sem ordem judicial, noticia o jornal El Nacional. Em nota, a Anistia qualificou como "inaceitável" prender pessoas sem prova de que tenham cometido algum delito.
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
Sem provas concretas, o presidente Nicolás Maduro o acusou de conspirar com os Estados Unidos para derrubar seu governo.
"No atual contexto venezuelano, nada mais resta se não presumir uma vez mais que às autoridades não interessa dar prioridade à proteção dos direitos, mas, sim, calar vozes críticas", acrescenta a nota.
"Num Estado de Direito, em que se devem defender os direitos de todas as pessoas", prossegue o texto, "é inaceitável que se detenham indivíduos sem prova admissível de que tenham cometido algum delito. No último ano, foram presas arbitrariamente pessoas pelo simples fato de serem opositores ou terem uma visão crítica do governo. A prisão do prefeito de Caracas soma mais uma pessoa à lista de prisões com motivação política.
"Além do mais, na semana passada, a Anistia Internacional teve conhecimento de que foi detido o juiz Alí Fabricio Paredes, supostamente em consequência da sentença que proferiu em um caso de alta repercussão e que não haveria satisfeito os desejos do Executivo. Também foi detido o advogado Tadeu Arriechi como represália pelo desempenho de funções ao trabalhar como advogado de uma empresa acusada de desestabilizar a economia.
"Enquanto as autoridades venezuelanas não tomarem a sério a prioridade aos direitos humanos e entenderam que no Estado de Direito se deve dar espaço à dissidência, o país continuará numa espiral de deterioração que afetará sobretudo as pessoas mais vulneráveis."
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