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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Prefeitos progressistas são contraponto a governos de direita

 A eleição do deputado estadual socialista e muçulmano Zohan Mamdani, candidato do Partido Democrata a prefeito de Nova York em 4 de novembro, não está garantida. Mas há uma tendência nas democracias do Hemisfério Norte: grandes cidades modernas e avançadas elegem prefeitos progressistas de esquerda em países governados pela direita e a extrema direita.

sábado, 20 de outubro de 2018

Britânicos exigem segunda votação sobre saída do Reino Unido da UE

Centenas de milhares de pessoas marcharam hoje no centro de Londres para exigir a realização de um referendo, uma segunda consulta popular sobre a saída do Reino Unido da União Europeia para aprovar o acordo final do divórcio, informou a televisão pública britânica BBC. A primeira-ministra Theresa May rejeita esta possibilidade.

Os organizadores da campanha Voto Popular estimaram o total de manifestantes em 700 mil pessoas. A Polícia Metropolitana da Grande Londres não apresentou estimativa.

A marcha foi liderada pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan, que discursou na Praça do Parlamento, diante do Palácio de Westminster: "O que é realmente importante é que aqueles que dizem que uma votação popular é antidemocrática e antipatriótica percebam que de fato isto é exatamente o oposto da verdade."

Outra manifestação, muito menor, reuniu defensores da Brexit (saída britânica) em Harrogate, sob a liderança do ex-líder do Partido da Independência do Reino Unido, o neofascista Nigel Farage, que afirmou: "Cerca de um terço das pessoas que votaram para ficar hoje diz que somos democratas. Penso que o governo deve ir em frente", afirmou.

"Esta é a nossa mensagem: vão em frente, cumpram as promessas que nos fizeram, disseram que se votássemos para sair sairíamos. Isso precisa acontecer", insistiu Farage, líder da campanha vitoriosa no plebiscito de 23 de junho de 2016.

Os manifestantes contra a Brexit se reuniram numa avenida diante do Hyde Park. Havia famílias jovens, pessoas enroladas na bandeira da UE. Cartazes diziam: "Brexit roubou meu futuro".

Muita gente marchou em grupos, funcionários do Serviço Nacional de Saúde (NHS), membros da comunidade LGBT, militantes do mesmo partido, diferentes setores da sociedade britânica que lutam  para ter a palavra final quando o governador conservador negociar um acordo para a saída definitiva com os outros 27 países da UE.

A data marcada para o Reino Unido deixar a UE é 31 de março de 2019. Em 16 e 17 de outubro, a primeira-ministra Theresa May teve um encontro de cúpula com os líderes da Europa unida. Mais uma vez, não houve acordo.

O prazo está se esgotando e May chefia um governo frágil. A ala mais radical do Partido Conservador quer uma saída dura, que tire o país da UE, enquanto as grandes empresas, especialmente as multinacionais com fábricas no Reino Unido, e o centro financeiro de Londres querem manter acesso ao mercado único europeu.

A proposta de May, o chamado Acordo de Chequers, onde fica a casa de campo oficial da primeira-ministra, não apoio nem da UE nem dos partidários de uma ruptura total com o bloco europeu.

Sem acordo, a retirada será um choque econômico forte. O movimento de hoje reivindica o direito do eleitor de tomar a decisão final num referendo.

sábado, 23 de setembro de 2017

Uber perde licença para operar em Londres

Por razões de "segurança pública", a autoridade de transportes da capital do Reino Unido não renovou a licença da empresa de transporte particular Uber, que vence em 30 de setembro, noticiou a televisão pública britânica BBC. A Uber promete recorrer e terá o direito de manter o serviço enquanto durar o julgamento.

"Longe de estar aberta, Londres está fechada a empresas inovadoras", defendeu-se a Uber ao anunciar a intenção de recorrer. Tem 21 dias para fazer isso. A Uber atua em mais de 600 cidades de 40 países.

Cerca de 3,5 milhões de moradores de Londres usam a Uber, que tem 40 mil motoristas cadastrados na cidade. Entre as preocupações da Transporte para Londres é com a falta de exame pela Uber da vida pregressa dos motoristas e na falta de cooperação diante de crimes graves.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, apoiou plenamente a decisão.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sadiq Khan é eleito primeiro prefeito muçulmano de Londres

O advogado Sadiq Khan, de 45 anos, foi eleito primeiro prefeito muçulmano da capital do Reino Unido e de um grande país do Ocidente, anunciou há pouco o Partido Trabalhista britânico. Ele derrotou o judeu conservador Zac Goldsmith e vai substituir o também conservador Boris Johnson.

No fim da contagem, Khan obteve 1.310.143 votos contra 994.614 votos para Goldsmith, acabando com um controle de oito anos do Partido Conservador sobre o governo municipal de Londres. O atual prefeito, Boris Johnson, sai para se dedicar à campanha para o país deixar a Uniao Europeia no referendo convocado para 23 de junho.

Filho de uma família paquistanesa, Sadiq Khan nasceu em Tooting, o bairro de Londres que representa na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Seu pai era motorista de ônibus e a mãe costureira. Eram oito irmãos e uma irmã. A família dividia um apartamento público de três quartos num conjunto habitacional de subúrbio.

Sadiq frequentou escolas públicas, estudou direito e trabalhava defensor dos direitos humanos. A família manda dinheiro para parentes no Paquistão porque "vivemos neste país maravilhoso", disse Khan na campanha.

No discurso da vitória, o novo prefeito afirmou ter uma "ambição ardente" de que cada cidadão de Londres tenha as mesmas oportunidades que ele teve: "A oportunidade não só de sobreviver, mas de prosperar. A oportunidade de acreditar num futuro melhor para você e sua família."

Vereador de Tooting a partir de 1994, ele se elegeu para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico em 2005. Foi ministro das Comunidades e dos Transportes no governo Gordon Brown.

Em 2013, Khan revelou a intenção se candidatar a prefeito. No ano passado, ganhou a eleição prévia do partido. É considerado um social-democrata da ala moderada do partido.

Na emoção da vitória, fez uma homenagem ao pai, o imigrante paquistanês Amanullah Khan: "Ele estaria tão orgulhoso de que a cidade que escolheu para ser sua casa agora escolheu um de seus filhos para ser prefeito."

Com 40% de seus habitantes nascidos no exterior, Londres é considerada hoje a cidade mais cosmopolita do mundo inteiro. Cerca de 12% dos londrinos são muçulmanos.

Se obteve uma grande vitória na capital nas eleições municipais de hoje, na Escócia, o Partido Trabalhista caiu para terceiro lugar, atrás do Partido Nacional Escocês e do Partido Conservador. Desde o plebiscito sobre a independência da Escócia, em 2014, o partido nacionalista, de centro-esquerda, tomou parte do eleitorado trabalhista.