Sob suspeita de falsificação de documentos, falsidade ideológica, fraude fiscal, tentativa de encobrir fraude fiscal, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o ex-ministro do Interior francês Claude Guéant foi colocado em investigação ontem pela venda de quadros de pintura flamenga, dentro do inquérito sobre o financiamento da Líbia à campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy em 2007, noticiou o jornal Le Monde.
O ex-ministro, que na época chefiava a campanha de Sarkozy, foi preso para interrogatório na sexta-feira em Nanterre, na Grande Paris, e apresentado hoje a um tribunal na capital da França.
Quando o escândalo veio à tona, em março de 2013, Guéant justificou uma movimentação financeira de 500 mil euros alegando serem "provenientes da venda, em 2008, de dois quadros do pintor Andries van Eertvelt a um amigo advogado. Não têm nada a ver com a Líbia."
Sob pressão da invasão de George Bush ao Iraque em 2003, o então ditador líbio Muamar Kadafi se aproximou do Ocidente. Ofereceu suas instalações para o programa de tortura da CIA (Agência Central de Inteligência, o serviço de espionagem dos Estados Unidos, e deu dinheiro para a campanha de Sarkozy.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 8 de março de 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
Traficante mancha campanha da Frelimo em Moçambique
A presença de Mohamed Bashir Suleiman, acusado de tráfico de drogas pelos Estados Unidos, num banquete de arrecadação de fundos para a campanha da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) constrangeu o candidato do partido que governa o país desde a independência, em 1975.
A Confederação das Associações Econômicas de Moçambique, organizadora do jantar, colocou Bashir na mesa principal, a poucas cadeiras do candidato oficial, Filipe Nyussi. Foi sinal claro de que continua sendo um importante financiador da Frelimo, apesar da denúncia dos EUA de que sua fortuna deriva do tráfico de drogas.
A Confederação das Associações Econômicas de Moçambique, organizadora do jantar, colocou Bashir na mesa principal, a poucas cadeiras do candidato oficial, Filipe Nyussi. Foi sinal claro de que continua sendo um importante financiador da Frelimo, apesar da denúncia dos EUA de que sua fortuna deriva do tráfico de drogas.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Sarkozy tem contas de campanha rejeitadas na Justiça
Depois de ter as contas de suas campanha eleitoral de 2012 rejeitadas, o ex-presidente Nicolas Sarkozy pediu demissão hoje do Conselho Constitucional, o supremo tribunal de justiça da França. Apesar da condenação, estaria preparando sua volta à política.
Com a rejeição, Sarkozy não terá direito a um reembolso previsto pela lei eleitoral no valor de 11 milhões de euros, 47,5% das despesas autorizadas, e terá de devolver 153 mil euros que recebeu antecipadamente do Tesouro, informa o jornal Le Monde.
Sarkozy recorreu ao máximo tribunal francês em 10 de janeiro de 2013, depois de ter as contas rejeitadas pela Comissão Nacional de Contas de Campanha e Financiamentos Políticos.
Desde então, os relatores do caso examinaram 46 caixas com documentos sobre arrecadação e gastos da candidatura à reeleição do ex-presidente, derrotado em maio do ano passado pelo socialista François Hollande. Em várias ocasiões, os advogados de Sarkozy apresentaram novos esclarecimentos e explicações.
Essa auditoria concluiu que a candidatura Sarkozy gastou 23,095 milhões de euros, superando o limite legal de 22,509 milhões de euros para quem chega ao segundo turno da eleição presidencial na França. Por isso o Conselho Constitucional rejeitou as contas.
Com a rejeição, Sarkozy não terá direito a um reembolso previsto pela lei eleitoral no valor de 11 milhões de euros, 47,5% das despesas autorizadas, e terá de devolver 153 mil euros que recebeu antecipadamente do Tesouro, informa o jornal Le Monde.
Sarkozy recorreu ao máximo tribunal francês em 10 de janeiro de 2013, depois de ter as contas rejeitadas pela Comissão Nacional de Contas de Campanha e Financiamentos Políticos.
Desde então, os relatores do caso examinaram 46 caixas com documentos sobre arrecadação e gastos da candidatura à reeleição do ex-presidente, derrotado em maio do ano passado pelo socialista François Hollande. Em várias ocasiões, os advogados de Sarkozy apresentaram novos esclarecimentos e explicações.
Essa auditoria concluiu que a candidatura Sarkozy gastou 23,095 milhões de euros, superando o limite legal de 22,509 milhões de euros para quem chega ao segundo turno da eleição presidencial na França. Por isso o Conselho Constitucional rejeitou as contas.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Justiça da França denuncia Sarkozy no caso L'Oréal
O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi denunciado criminalmente ontem por quebra de confiança agravada e abuso de poder no caso L'Oréal, que investiga se a bilionária Liliane Bettencourt, herdeira da empresa de produtos de beleza, financiou ilegalmente a campanha dele à Presidência da França em 2007.
A suspeita é que Sarkozy teria pressionado a mulher mais rica da França a contribuir para sua campanha com uma quantia muito maior do que permitida pela lei.
O escândalo estourou em julho de 2010, quando uma ex-contadora da magnata declarou à Justiça que Patrick de Meistre, homem de confiança da família Bettencourt, teria dado 150 mil euros a Eric Woerth, tesoureiro da campanha de Sarkozy. Woerth virou ministro da Justiça. Caiu quando o caso veio à tona.
Se for condenado, Sarkozy pode pegar até três anos de prisão, multa de 375 mil euros e ficar inelegível por cinco anos, noticia o jornal Le Monde.
A suspeita é que Sarkozy teria pressionado a mulher mais rica da França a contribuir para sua campanha com uma quantia muito maior do que permitida pela lei.
O escândalo estourou em julho de 2010, quando uma ex-contadora da magnata declarou à Justiça que Patrick de Meistre, homem de confiança da família Bettencourt, teria dado 150 mil euros a Eric Woerth, tesoureiro da campanha de Sarkozy. Woerth virou ministro da Justiça. Caiu quando o caso veio à tona.
Se for condenado, Sarkozy pode pegar até três anos de prisão, multa de 375 mil euros e ficar inelegível por cinco anos, noticia o jornal Le Monde.
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Polícia revista casa e escritório de Sarkozy
Sob a orientação direta de um juiz de instrução, a polícia da França deu uma batida hoje na casa e no escritório do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Ele é suspeito de receber uma contribuição ilegal da dona da L'Óreal, Liliane Bettencourt, a mulher mais rica do país, para a campanha eleitoral de 2007.
Sarkozy perdeu a imunidade ao deixar o poder. Há indícios de que a ex-contadora de Bettencourt, Claire Thibout, deu em 2007 150 mil euros para Eric Woerth, tesoureiro da campanha presidencial de Sarkozy. Woerth virou ministro e caiu com o chamado escândalo da L'Óreal.
O ex-presidente também está sendo processado por obstruir a investigação sobre um atentado contra engenheiros franceses no Paquistão em 2002.
Sarkozy perdeu a imunidade ao deixar o poder. Há indícios de que a ex-contadora de Bettencourt, Claire Thibout, deu em 2007 150 mil euros para Eric Woerth, tesoureiro da campanha presidencial de Sarkozy. Woerth virou ministro e caiu com o chamado escândalo da L'Óreal.
O ex-presidente também está sendo processado por obstruir a investigação sobre um atentado contra engenheiros franceses no Paquistão em 2002.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Magnata dá US$ 10 milhões à campanha de Romney
Depois de ajudar a manter viva a campanha do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, o magnata de cassinos Sheldon Adelson doou agora US$ 10 milhões a um comitê de ação política que apoia a candidatura do ex-governador Mitt Romney à Presidência dos Estados Unidos.
É mais um magnata que abre o cofre para financiar candidatos e causas conservadoras, entre elas evitar que Barack Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, seja reeleito. Adelson também ajudou o governador de Wisconsin, que derrotou uma consulta popular para revogar seu mandato gastando seis vezes mais do que o movimento liderado por sindicatos para derrubá-lo.
Os US$ 10 milhões para o supercomitê de ação política Restaure Nosso Futuro são a maior doação a Romney até agora. Esses comitês, conhecidos pela sigla PAC (political action committee), supostamente formados por cidadãos comuns, são a maneira de fugir dos limites de gastos impostos aos partidos pela lei eleitoral americana.
São magnatas tentando comprar eleições. O referendo revogatório em Wisconsin, estado onde Obama ganhou em 2008, é considerado uma prévia da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 no estado.
É mais um magnata que abre o cofre para financiar candidatos e causas conservadoras, entre elas evitar que Barack Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, seja reeleito. Adelson também ajudou o governador de Wisconsin, que derrotou uma consulta popular para revogar seu mandato gastando seis vezes mais do que o movimento liderado por sindicatos para derrubá-lo.
Os US$ 10 milhões para o supercomitê de ação política Restaure Nosso Futuro são a maior doação a Romney até agora. Esses comitês, conhecidos pela sigla PAC (political action committee), supostamente formados por cidadãos comuns, são a maneira de fugir dos limites de gastos impostos aos partidos pela lei eleitoral americana.
São magnatas tentando comprar eleições. O referendo revogatório em Wisconsin, estado onde Obama ganhou em 2008, é considerado uma prévia da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 no estado.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Ex-primeiro-ministro diz que Kadafi financiou Sarkozy
O ex-primeiro-ministro da Líbia Baghadadi al-Mahmudi afirmou hoje que o ditador Muamar Kadafi ajudou financeiramente a campanha do presidente Nicolas Sarkozy em 2007. Quando a notícia veio a público, no sábado passado, o presidente da França ameaçou processar o sítio de notícias Mediapart, resopnsável pela divulgação.
"Muamar Kadafi e seu regime financiaram a campanha presidencial de Sarkozy em 2007", declarou à imprensa Bachir Essid, um dos advogados de Mahmudi, preso em Túnis, capital da Tunísia. "O acordo teria sido feito pelo chefe do serviço secreto líbio, Mussa Kussa, por ordem de Kadafi. Há documentos para comprová-lo."
"Muamar Kadafi e seu regime financiaram a campanha presidencial de Sarkozy em 2007", declarou à imprensa Bachir Essid, um dos advogados de Mahmudi, preso em Túnis, capital da Tunísia. "O acordo teria sido feito pelo chefe do serviço secreto líbio, Mussa Kussa, por ordem de Kadafi. Há documentos para comprová-lo."
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Escândalo derruba Umberto Bossi na Itália
O líder da Liga Norte, Umberto Bossi, que ficou famoso por tentar dividir a Itália para criar um novo país chamado Padânia, pediu demissão ontem por causa de um escândalo de financiamento eleitoral.
Ao lado dos neofascistas, Bossi foi um importante aliado do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, quando o homem mais rico da Itália resolveu entrar na política no vácuo criado pela dissolução da Democracia Cristã sob o peso de uma série de escândalos de corrupção revelados pela Operação Mãos Limpas no início dos anos 90.
"É o fim de uma era. Depois do fim de Berlusconi, agora sai Bossi", observou o cientista político Roberto D'Alimonte, professor da Universidade Luis Guido Carli, em Roma. "É realmente o fim de um ciclo", acrescentou, referindo-se ao período iniciado com o fim da dominação da política italiana pelos democratas-cristãos.
A Liga Norte faz oposição ao governo tecnocrático do primeiro-ministro Mario Monti, encarregado de resolver a crise da dívida pública italiana, uma das maiores do mundo, estimada em 1,9 trilhão de euros ou 120% de toda a riqueza que o país produz num ano.
Uma declaração divulgada pela Liga Norte declara que a demissão de Bossi é "irrevogável". Seu objetivo seria "defender e proteger melhor o movimento e sua família neste momento delicado".
Bossi, de 70 anos, não é acusado diretamente, mas nesta semana o tesoureiro Francesco Belsito e outros funcionários da Liga começaram a ser investigados por fraude e financiamento ilegal do partido. Belsito deixou o cargo na terça-feira diante de acusações de dinheiro do fundo partidário foi usado em benefício da família Bossi.
Com o terremoto político causado pela Operação Mãos Limpas, a Liga Norte, fundada em 1987, é hoje o mais antigo partido da Itália. O movimento nasceu como protesto contra a corrupção, a imigração ilegal e a criminalidade do Sul da Itália. Sua proposta central era tornar o Norte independente.
Depois do colapso da ordem política criada por democratas-cristãos, socialistas e comunistas, no início dos anos 90, a Liga passou a receber apoio e votos da classe operária na região mais rica do país, lembra o jornal The New York Times.
Ao lado dos neofascistas, Bossi foi um importante aliado do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, quando o homem mais rico da Itália resolveu entrar na política no vácuo criado pela dissolução da Democracia Cristã sob o peso de uma série de escândalos de corrupção revelados pela Operação Mãos Limpas no início dos anos 90.
"É o fim de uma era. Depois do fim de Berlusconi, agora sai Bossi", observou o cientista político Roberto D'Alimonte, professor da Universidade Luis Guido Carli, em Roma. "É realmente o fim de um ciclo", acrescentou, referindo-se ao período iniciado com o fim da dominação da política italiana pelos democratas-cristãos.
A Liga Norte faz oposição ao governo tecnocrático do primeiro-ministro Mario Monti, encarregado de resolver a crise da dívida pública italiana, uma das maiores do mundo, estimada em 1,9 trilhão de euros ou 120% de toda a riqueza que o país produz num ano.
Uma declaração divulgada pela Liga Norte declara que a demissão de Bossi é "irrevogável". Seu objetivo seria "defender e proteger melhor o movimento e sua família neste momento delicado".
Bossi, de 70 anos, não é acusado diretamente, mas nesta semana o tesoureiro Francesco Belsito e outros funcionários da Liga começaram a ser investigados por fraude e financiamento ilegal do partido. Belsito deixou o cargo na terça-feira diante de acusações de dinheiro do fundo partidário foi usado em benefício da família Bossi.
Com o terremoto político causado pela Operação Mãos Limpas, a Liga Norte, fundada em 1987, é hoje o mais antigo partido da Itália. O movimento nasceu como protesto contra a corrupção, a imigração ilegal e a criminalidade do Sul da Itália. Sua proposta central era tornar o Norte independente.
Depois do colapso da ordem política criada por democratas-cristãos, socialistas e comunistas, no início dos anos 90, a Liga passou a receber apoio e votos da classe operária na região mais rica do país, lembra o jornal The New York Times.
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terça-feira, 13 de março de 2012
Pesquisa dá vantagem a Sarkozy no primeiro turno
Pela primeira vez, uma pesquisa de opinião dá vantagem ao presidente Nicolas Sarkozy sobre o principal candidato da oposição à Presidência da França, o socialista François Hollande.
No primeiro turno, a ser realizado em 22 de abril de 2012, a pesquisa Ifop-Fiducial dá 28,5% das preferências ao presidente, que avançou 1,5 ponto percentual, enquanto Hollande caiu um ponto para 27%.
Para o segundo turno, marcado para 6 de maio, Hollande ainda tem uma ampla vantagem de nove pontos, de 54,5% a 45,5%, mas ela já foi de 16 pontos, 58% a 42%.
A pesquisa foi realizada depois de um pronunciamento de Sarkozy, no domingo passado, em que o presidente atacou a imigração, ameaçando abandonar o Acordo de Schengen, que acaba com o controle de passaportes nas fronteiras internas da União Europeia.
Sarkozy negou hoje ter recebido 50 milhões de euros do então ditador líbio Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral para presidente em 2007, como denunciou o sítio Mediapart, citado pelo jornal esquerdistas francês Libération. O Partido Socialista cobrou explicações do presidente da França.
No primeiro turno, a ser realizado em 22 de abril de 2012, a pesquisa Ifop-Fiducial dá 28,5% das preferências ao presidente, que avançou 1,5 ponto percentual, enquanto Hollande caiu um ponto para 27%.
Para o segundo turno, marcado para 6 de maio, Hollande ainda tem uma ampla vantagem de nove pontos, de 54,5% a 45,5%, mas ela já foi de 16 pontos, 58% a 42%.
A pesquisa foi realizada depois de um pronunciamento de Sarkozy, no domingo passado, em que o presidente atacou a imigração, ameaçando abandonar o Acordo de Schengen, que acaba com o controle de passaportes nas fronteiras internas da União Europeia.
Sarkozy negou hoje ter recebido 50 milhões de euros do então ditador líbio Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral para presidente em 2007, como denunciou o sítio Mediapart, citado pelo jornal esquerdistas francês Libération. O Partido Socialista cobrou explicações do presidente da França.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Chirac é condenado a dois anos mas não vai preso
O ex-presidente Jacques Chirac foi condenado hoje a dois anos de prisão pelo Tribunal Correcional de Paris por corrupção quando era prefeito da capital da França (1977-95), mas terá direito a suspensão de pena.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
domingo, 11 de julho de 2010
Sarkozy dá explicações na TV
Sob pressão por causa de um escândalo de corrupção em que é acusado de receber 150 mil euros em dinheiro vivo para a campanha eleitoral de 2007, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, faz um pronunciamento à nação pela TV nesta segunda-feira à noite.
Uma investigação da polícia fazendária francesa isentou o ministro do Trabalho e da Previdência Social, Eric Woerth, de ter interferido em investigações de fraude fiscal envolvendo a mulher mais rica da França. A mulher do ministro deu assessoria financeira à bilionária Liliane Bettencourt, principal acionista da L'Oreal, a maior empresa de produtos de beleza do mundo.
Como tesoureiro do partido União por um Movimento Popular e da campanha de Sarkozy, Woerth teria recebido o dinheiro ilegal de Liliane Bettencourt.
A lei francesa só permite que pessoas físicas doem um máximo de 7,5 mil euros por ano e apenas 150 em dinheiro vivo, para que fique tudo documentado.
Na terça-feira, Woerth deve apresentar a proposta de reforma da Previdência do governo, que prevê o aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos.
Uma investigação da polícia fazendária francesa isentou o ministro do Trabalho e da Previdência Social, Eric Woerth, de ter interferido em investigações de fraude fiscal envolvendo a mulher mais rica da França. A mulher do ministro deu assessoria financeira à bilionária Liliane Bettencourt, principal acionista da L'Oreal, a maior empresa de produtos de beleza do mundo.
Como tesoureiro do partido União por um Movimento Popular e da campanha de Sarkozy, Woerth teria recebido o dinheiro ilegal de Liliane Bettencourt.
A lei francesa só permite que pessoas físicas doem um máximo de 7,5 mil euros por ano e apenas 150 em dinheiro vivo, para que fique tudo documentado.
Na terça-feira, Woerth deve apresentar a proposta de reforma da Previdência do governo, que prevê o aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Maioria nos EUA é contra liberar gasto em campanha
A maioria dos americanos é contra uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que liberou os gastos de corporações como empresas e sindicatos nas campanhas eleitorais, indica uma pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC.
Oito de cada dez americanos se opõe à posição do supremo tribunal americano e 65% se opõe fortemente.
O presidente Barack Obama criticou duramente a medida, que na sua opinião aumenta a influência do poder econômico. Quando Obama falou no assunto durante o discurso sobre o Estado da União, no Congresso, em 27 de janeiro, o juiz conservador da Suprema Corte Samuel Alito sacudiu a cabeça em sinal de reprovação.
Oito de cada dez americanos se opõe à posição do supremo tribunal americano e 65% se opõe fortemente.
O presidente Barack Obama criticou duramente a medida, que na sua opinião aumenta a influência do poder econômico. Quando Obama falou no assunto durante o discurso sobre o Estado da União, no Congresso, em 27 de janeiro, o juiz conservador da Suprema Corte Samuel Alito sacudiu a cabeça em sinal de reprovação.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Obama critica liberação de gastos em campanhas
No seu programa semanal de rádio transmitido via Internet, o presidente Barack Obama criticou hoje a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que acabou com limites para as contribuições de corporações a campanha eleitorais, considerando-a "devastadora".
A partir de agora, empresas e sindicatos podem financiar diretamente campanhas contra e a favor de candidatos. Antes, o dinheiro era entregue aos partidos, que faziam a distribuição.
Obama declarou que não consegue "pensar em nada mais devastador para o interesse público".
"Esta medida abre as comportas para que grupos de interesse gastem quantidade ilimitadas de dinheiro para influenciar nossa democracia", lamentou o presidente. "Dá aos lobistas novos instrumentos para gastar milhões em propaganda para convencer funcionários governamentais eleitos a votar de acordo com seus interesses e a puni-los se não votarem como eles querem."
A partir de agora, empresas e sindicatos podem financiar diretamente campanhas contra e a favor de candidatos. Antes, o dinheiro era entregue aos partidos, que faziam a distribuição.
Obama declarou que não consegue "pensar em nada mais devastador para o interesse público".
"Esta medida abre as comportas para que grupos de interesse gastem quantidade ilimitadas de dinheiro para influenciar nossa democracia", lamentou o presidente. "Dá aos lobistas novos instrumentos para gastar milhões em propaganda para convencer funcionários governamentais eleitos a votar de acordo com seus interesses e a puni-los se não votarem como eles querem."
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