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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Empresa de Trump é condenada por fraude fiscal em Nova York

A Organização Trump, a empresa familiar que tornou bilionário o ex-presidente Donald Trump, foi condenada hoje por fraude fiscal e outros crimes pela Justiça do estado de Nova York. Trump não foi denunciado, mas a decisão mancha para sempre a imagem da empresa e seu dono.

Depois de mais de um dia de deliberações, o júri condenou a empresa de Trump em todas as 17 acusações feitas na denúncia, inclusive fraude fiscal, esquema para fraudar, conspiração e falsificação de documentos empresariais. A multa máxima, de US$ 1,62 milhão, é irrisória para um bilionário que ganhou centenas de milhões de dólares durante seu período na Casa Branca. 

Uma das práticas condenadas foi a concessão de benefícios e mordomias para os executivos como apartamentos e carros de luxo, bônus de Natal e serviços como TV a cabo sem pagar impostos. O valor das propriedades da empresa era superestimado para pedir empréstimos a instituições financeiras e subestimado nas declarações de impostos.

A Promotoria da Comarca de Manhattan, que iniciou o processo, tinha obtido uma confissão de culpa do articulador do esquema, o ex-diretor financeiro Allen Weisselberg. Um dos mais leais lugares-tenentes de Trump, foi a principal testemunha de acusação. Revelou a cultura empresarial permissiva da empresa.

"Vimos o funcionamento interno da Organização Trump: a ganância, as mentiras e as trapaças", declarou o promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg. Nas considerações finais, a acusação afirmou que Trump "sancionou explicitamente a fraude fiscal".

Bragg também preside a um inquérito criminal sobre as práticas empresariais de Trump e o dinheiro que o magnata pagou pelo silêncio de uma atriz pornográfica, Stormy Daniels, que revelou ter tido um caso com ele.

Trump acusou Bragg, que é negro, de racismo, disse estar "desapontado com o veredito" e prometeu recorrer. A Organização Trump lamentou ter sido culpada pelos crimes do ex-diretor financeiro: "A noção de que uma companhia seja responsabilizada pelas ações de um empresário em benefício próprio, na sua declaração de impostos, é simplesmente absurdo."

Weisselberg confessou ter omitido ganhos de US$ 1,8 milhões, que o obrigariam a pagar centenas de milhares de dólares em impostos não recolhidos. Em troca da delação premiada, sua pena máxima será de 100 dias de reclusão.

O ex-presidente também é alvo de inquéritos sobre o ataque de seus partidários ao Congresso em 6 de janeiro de 2021 para tentar evitar a certificação da vitória do presidente Joe Biden na Câmara dos Representantes e no Departamento da Justiça, que também investiga o caso dos documentos secretos que Trump levou ilegalmente para sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida.

Depois de lançar a candidatura à Casa Branca, Trump recebeu para jantar na semana passado o rapper Kanye West, que colocou uma suástica nazista dentro de uma estrela de Davi, símbolo do judaísmo, e Nick Fuentes, outro notório antissemita, que nega o Holocausto.

Ao insistir que foi vítima de fraude na eleição de 2020, Trump chegou a propor que a Constituição dos EUA seja revogada para que ele volte à Casa Branca. Depois de três derrotas eleitorais e de perder duas eleições presidenciais no voto popular, o ataque à Constituição é um sinal claro ao Partido Republicano de que precisa de um novo líder.

E Trump perdeu mais uma nesta noite. O senador Raphael Warnock foi reeleito na Geórgia, derrotando o republicano Herschel Walker, apoiado pelo ex-presidente nas eleições primárias do partido, por 51,2% a 48,8%. 

Pela lei da Geórgia, como ninguém obteve mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, em 8 de novembro, houve um segundo turno, realizado hoje.

Com as eleições de meio do mandato de Biden, o Partido Republicano reassume o controle da Câmara, com 221 deputados contra 213 do Partido Democrata, que mantém o controle do Senado, agora com uma maioria de 51-49. Antes, era 50-50. A vice-presidente Kamala Harris, que acumula a Presidência do Senado, precisava dar o voto de minerva.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Ex-chefe da campanha de Trump está condenado a sete anos e meio

Uma juiza federal de Washington sentenciou hoje Paul Manafort, ex-chefe da campanha eleitoral de Donald Trump, a três anos e sete meses de prisão. Somada a outra pena a que ele já estava condenado, Manafort deve ficar sete anos e meio na cadeia, mas pode receber indulto presidencial.

Neste segundo processo, Manafort foi considerado culpado de conspirar contra o governo dos Estados Unidos, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e não revelar atividades como lobista no exterior que lhe renderam dezenas de milhões de dólares.

"É difícil exagerar o número de mentiras e fraudes, e o montante de dinheiro envolvido", declarou a juíza Amy Berman Jackson ao proferir a sentença, citada pelo jornal The New York Times. "Não há dúvida de que o réu sabia muito bem o que estava fazendo.

Manafort terá um abatimento dos nove meses que já passou na cadeia. "Eu lamento o que fiz e todas as atividades que nos trouxeram aqui hoje", disse o ex-assessor de Trump antes de receber a sentença. "Sei que foi minha conduta que me trouxe aqui hoje. Por isso, tenho remorso."

No primeiro processo, um júri do estado da Virgínia condenou-o por oito crimes, cinco acusações de falsa declaração de renda, duas de fraude bancária e outra por não declarar contas bancárias no exterior. Estes crimes foram descobertos pelo inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência indevida da Rússia nas eleições americanas de 2016 e um possível conluio com a candidatura de Trump.

O condenado fez um acordo de delação premiada com Mueller, anulado porque ele concordou em cooperar a investigação. O procurador especial deve concluir seu trabalho em semanas. A grande questão é se vai apontar crimes cometidos pelo presidente.

Minutos depois da segunda sentença condenatória, foi apresentada uma denúncia contra Manafort por fraude imobiliária na Justiça estadual de Nova York. Como não é um processo federal, o presidente não pode lhe dar indulto neste caso.

terça-feira, 5 de março de 2019

Justiça do Japão dá liberdade sob fiança para o executivo brasileiro Carlos Ghosn

Depois de mais de três meses de prisão sob a acusação de fraude financeira, fraude fiscal e enriquecimento ilícito, a Justiça do Japão concedeu hoje liberdade sob fiança ao executivo líbano-brasileiro Carlos Ghosn, ex-diretor-geral das companhias automobilísticas Nissan, Mitsubishi e Renault.

A fiança foi fixada em um bilhão de ienes, cerca de US$ 8,9 milhões ou R$ 33,5 milhões. Ele deve sair da prisão hoje mesmo, mas não pode deixar o Japão, noticiou o canal de notícias France 24. 

Ghosn foi preso em 19 de novembro de 2018 depois de um investigação interna da Nissan, sob a acusação de omitir ganhos de 5 bilhões de ienes, cerca de US$ 89 milhões pelo câmbio da época, hoje o equivalente a R$ 335,96 milhões..

Em dezembro, ele foi considerado suspeito de usar fundos da Nissan para cobrir prejuízos de US$ 16,6 milhões, cerca de R$ 62,66 milhões, com derivativos no mercado financeiro durante a crise internacional de 2008.

Só por esta última acusação, o executivo pode pegar 10 anos de cadeia. Ghosn acusa colegas dentro da Nissan pelas alegações. Os executivos japoneses temeriam um plano de fusão com a companhia francesa Renault capaz de tirar o controle da empresa do Japão.

O executivo ganhou cerca de 13 milhões de euros, cerca de R$ 55,6 milhões pela cotação atual, por ano para administrar as três fabricantes de automóveis.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

"Trump é racista, escroque e trapaceiro", diz seu ex-advogado

Em depoimento de mais de sete horas à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o ex-advogado particular do presidente Donald Trump durante dez anos, Michael Cohen, atacou duramente o antigo patrão, acusando-o de uma série de crimes e mentiras capazes de servir de base para um processo de impeachment.

"Ele é racista, escroque e trapaceiro", afirmou o advogado, reconhecendo ter cometido crimes para defender o presidente. "Não estou mais protegendo o Sr. Trump."

Entre as mentiras do presidente, Cohen citou os pagamentos a ex-amantes para evitar notícias negativas durante a campanha eleitoral, negócios com a Rússia, o aumento de sua riqueza para impressionar bancos e a ocultação para enganar o imposto de renda.

Trump orientou diretamente seu advogado a pagar a atriz pornô Stormy Daniels para que o dinheiro não pudesse ser rastreado. Cohen fez cópia dos cheques. Foi reembolsado pelo presidente já no exercício do cargo.

O magnata teria inflado seu patrimônio para obter empréstimos do Deutsche Bank e deflacionado para não pagar impostos. "Cite um país governado por um negro que não seja um buraco de merda", mencionou o advogado como exemplo do racismo de Trump. "Ele me disse que os negros nunca votariam nele porque são muito estúpidos."

O presidente teria entrado na campanha para salvar seus negócios, acusou Cohen: "Ele não esperava vencer as eleições primárias. Nunca esperava vencer a eleição. A campanha, para ele, foi sempre uma jogada de marketing. Ele não queria tornar os EUA grandes de novo. Queria valorizar sua marca."

Cohen depôs sob o ataque de deputados do Partido Republicano. Os defensores de Trump lembraram que ele confessou ter mentido sob juramento ao depor no Congresso. O advogado foi condenado por perjúrio, fraudes bancária e fiscal. Daqui a dois meses, começa a cumprir uma pena de três anos de cadeia, reduzida por colaborar com o Ministério Público.

Em dez anos, contou o advogado, Trump o pediu para intimidar pessoas e empresas umas 500 vezes. O presidente, acrescentou, também sabia de contatos de assessores de sua campanha com o WikiLeaks, um sítio especializado em vazar informações confidenciais de empresas, políticos e países, para revelar mensagens de correio eletrônico do Partido Democrata e assim prejudicar a campanha presidencial de Hillary Clinton.

Pouco antes da Convenção Nacional do Partido Democrata, o assessor Roger Stone conversou com Trump no telefone para dizer que havia falado com Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, acusado de piratear documentos sigilosos do Departamento de Estado, relatou o advogado.

"Dentro de alguns dias, vai haver uma derrama maciça de e-mails para prejudicar a campanha de Hillary", teria dito Stone. "Não seria ótimo?", festejou Trump, na versão de seu ex-advogado.

"Sentado aqui hoje, parece inacreditável que eu estivesse tão enfeitiçado por Donald Trump que tenha querido fazer por ele coisas que eu sabia serem totalmente erradas", confessou Cohen. Quando conheceu Trump, via o atual presidente como um "ícone" e um "gigante do setor imobiliário".

Hoje e amanhã, Trump está no Vietnã para o segundo encontro de cúpula com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un. Isso suscitou protestos de deputados, parentes e assessores, alegando que o depoimento enfraquecia o presidente dos EUA no momento de uma negociação internacional importante.

"Você queria trabalhar na Casa Branca e não foi convidado para o baile", ironizou o deputado  Jim Jordan, um dos mais exaltados defensores do presidente. "Não queria", respondeu Cohen. "Michael queria ser chefe da Casa Civil. Virou piada na campanha", retrucou o deputado.

"Você é um mentiroso patológico", disparou o deputado Paul Gosar. "Você está falando de mim ou do presidente?", reagiu Cohen, aconselhando os republicanos a não manchar sua honra para defender um presidente que não merece.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Ex-advogado de Trump é sentenciado a três anos de prisão

Apesar de colaborar com a Justiça, Michael Cohen, o antigo advogado particular do presidente Donald Trump recebeu hoje uma sentença de três anos de prisão e multa de US$ 2 milhões por vários crimes cometidos trabalhando para Trump. O presidente também foi implicado, mas enquanto estiver no poder só pode ser processado num impeachment.

Cohen cometeu fraudes fiscal e bancária, mentiu sob juramento em depoimento do Congresso dos Estados Unidos sobre negócios com a Rússia e comprou o silêncio de duas ex-amantes do presidente para abafar os escândalos durante a campanha eleitoral.

Pela lei de financiamento eleitoral dos EUA, o dinheiro teria de ser declarado como despesa de campanha. Trump dirigiu as negociações com as ex-amantes e também foi implicado pelo Departamento da Justiça. Nos EUA, o presidente não pode ser processado pela Justiça no exercício do cargo, somente pelo Congresso num impeachment.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Trump alegou que não pode ser afastado num processo de impeachment porque não fez nada de errado. Considerou o fato de 14 assessores terem mantido contatos com a Rússia insignificante.

O advogado fez um apelo emocional ao juiz federal William Pauley, do distrito de Nova York: "Minha fraqueza pode ser caracterizada como lealdade cega a Donald Trump", declarou Cohen diante de um tribunal lotado.

Ele confessou ter mentido ao Congresso quando afirmou que os contatos de Trump com russos para construir uma Trump Tower em Moscou tinham cessado antes do início das eleições primárias para escolha dos candidatos à Casa Branca, em janeiro de 2016.

Para afastar um presidente, a Câmara dos Representantes deve abrir um processamento de impeachment com votos da maioria absoluta dos deputados, com um mínimo de 217 votos. A condenação depende dos votos de dois terços do Senado, 67 votos.

Como o Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara nas eleições de 6 de novembro, pode iniciar o impeachment, mas não deve fazer isso se não houver chance de condenação no Senado, onde os republicanos têm 53 cadeiras e os democratas, 47. É necessária, portanto, o apoio de 20 senadores republicanos.

Diante das evidências crescentes de conluio da campanha de Trump com o governo da Rússia para derrotar a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, em carta aberta no jornal The Washington Post, 44 ex-senadores dos dois partidos defenderam a necessidade de preservar a Constituição e a democracia nos EUA.

Se não alvo de um impeachment, Trump deve ser processado quando deixar a Casa Branca.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Chefe da campanha de Trump violou acordo de delação premiada

A equipe do procurador especial Robert Mueller revelou ontem que o diretor da campanha presidencial de Donald Trump, Paul Manafort, mentiu repetidamente no inquérito sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016, violando seu acordo de delação premiada. Em consequência, ele deve ser sentenciado imediatamente, informou o jornal The Washington Post.

"Depois de assinar um acordo de delação premiada, Manafort cometeu crimes federais por mentir ao Federal Bureau of Investigation (FBI) e ao escritório do procurador especial numa variedade de matérias, o que constitui uma violado acordo", declarou a equipe de Mueller. Os procuradores pediram à juíza Any Berman Jackson que marque logo a data para proferir a sentença.

Manafort foi condenado por oito acusações de fraude fiscal e bancária em outro processo. Fez o acordo de cooperação com Mueller em setembro para evitar um segundo processo na Justiça Federal dos Estados Unidos. Agora, pode pegar uma pena de dez anos ou mais.

Como parte do acordo, confessou a culpa em duas acusações relacionadas a suas atividades como lobista no exterior e obstrução de justiça, e concordou em cooperar integralmente com a investigação sobre a interferência da Rússia. Há dois meses e meio, está em contato com a equipe do procurador especial.

Diretor da campanha de Trump durante seis meses, Manafort é considerado uma testemunha essencial para determinar se houve conluio com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca em 2016.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ex-chefe da campanha de Trump é preso por conspirar contra os EUA

O ex-chefe de campanha e ex-assessor especial da Casa Branca Paul Manafort e seu sócio, Rick Gates, se apresentaram hoje a um tribunal federal em Washington e negaram ter culpa em 12 acusações, inclusive de fraude fiscal, lavagem de US$ 18 milhões e conspiração contra os Estados Unidos quando trabalhavam para o presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich, deposto numa revolta popular em fevereiro de 2014.

São os dois primeiros denunciados na investigação do procurador especial Robert Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, sobre um possível conluio da campanha de Donald Trump com o Kremlin. Por enquanto, ficam em prisão domiciliar, informou o jornal The New York Times. Só a lavagem de dinheiro pode dar até 20 anos de cadeia.

Em outro processo, o ex-assessor de política externa da campanha de Trump George Papadopoulos reconheceu a culpa por mentir ao FBI sobre um contato com um professor ligado ao governo russo que prometeu revelar informações negativas sobre a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

A denúncia de 31 páginas contra Manafort e Gates não cita o presidente nem o possível conluio com a Rússia. "Manafort usou sua riqueza escondida no exterior para levar uma vida luxuosa nos EUA sem pagar impostos sobre aquela renda", afirma o procurador especial. Gates é acusado de movimentar US$ 3 milhões em paraísos fiscais.

"Como parte do esquema, Manafort e Gates deram informações falsas a contadores, auditores fiscais e conselheiros legais", acrescenta a denúncia.

Yanukovich foi o beneficiário da fraude eleitoral que provocou a Revolução Laranja, na Ucrânia, em dezembro de 2004, afastando a ex-república soviética da Ucrânia da órbita de Moscou para desespero do protoditador russo, Vladimir Putin.

Quando finalmente chegou à Presidência, em 2010, Yanukovich trabalhou ativamente, em aliança com Putin, para evitar o ingresso da Ucrânia na UE e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como exigira a Revolução Laranja. Ao não assinar um acordo de associação com a Europa, em novembro de 2013, sob pressão do Kremlin, Yanukovich deflagrou nova revolução.

Depois de meses de protestos na Praça Maidan, Yanukovich renunciou em fevereiro de 2014. Putin aproveitou a revolução para intervir militarmente na Ucrânia, anexar a Península da Crimeia, sede da Frota do Mar Negro da antiga União Soviética, e fomentar uma rebelião no Leste do país.

Como a OTAN é a aliança militar da Europa e da América do Norte liderada pelos EUA, ao tentar impedir a adesão da Ucrânia, Manafort sabotou os interesses americanos, uma das acusações contra ele.

Por sua vez, Papadopoulos admitiu ter mentido ao FBI em janeiro sobre seus contatos com um professor russo que, de acordo com os autos do processo, tinha "conexões substanciais com funcionários do governo russo".

Na época, ele declarou que o encontro tinha ocorrido antes de trabalhar para a campanha de Trump. Em realidade, aconteceu dias depois do assessor entrar na campanha. O interesse do professor russo era por causa da proximidade com o candidato.

Em mensagens trocadas com os russos, Papadopoulos chegou a dizer que DT não poderia ir. Os entrevistadores acreditam que DT seja Donald Trump.

Manafort é um veterano estrategista do Partido Republicano e lobista. Trabalhou em campanhas presidenciais do partido desde Gerald Ford, em 1976. No século passado, foi assessor de ditadores como Ferdinand Marcos, das Filipinas, e Joseph Mobutu, do Zaire, hoje República Democrática do Congresso. Era editor do boletim de notícias Breitbart, que alavancou várias temas da campanha de Trump: imigração, comércio, antiglobalização.

Ele entrou na campanha de Trump em março de 2016 para tentar impedir a debandada de delegados à convenção nacional para candidatos mais ligados à máquina do partido. De junho e agosto, foi chefe da campanha e principal estrategista de Trump.

Ultranacionalista, Manafort defende políticas como o protecionismo econômico, é contra a globalização e não acredita nas teorias científicas que atribuem o aquecimento global ao homem. Quando o general John Kelly foi nomeado chefe da Casa Civil da Casa Branca para pôr um mínimo de ordem no governo Trump, Manafort caiu fora.

Ao sair do governo, declarou guerra aos atuais líderes do partido, prometendo apoiar nas eleições de 2018 candidatos comprometidos com o programa de Trump. Todos os deputados e senadores que discordarem de suas propostas de extrema direita devem enfrentar uma oposição feroz nas primárias do partido.

O procurador especial Robert Mueller foi nomeado em maio, depois que o presidente demitiu o então diretor-geral do FBI, James Comey, que se negou a encerrar o inquérito sobre as ligações do ex-assessor de Segurança Nacional general Michael Flynn com o Kremlin.

A Casa Branca festejou discretamente a denúncia contra Manafort e Gates porque os fatos que lhes são imputados aconteceram antes deles participarem da campanha de Trump. Mas, se condenados, as penas serão longas. Eles podem fazer delações premiadas.

domingo, 8 de março de 2015

Ex-ministro do Interior da França é investigado por fraude fiscal

Sob suspeita de falsificação de documentos, falsidade ideológica, fraude fiscal, tentativa de encobrir fraude fiscal, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o ex-ministro do Interior francês Claude Guéant foi colocado em investigação ontem pela venda de quadros de pintura flamenga, dentro do inquérito sobre o financiamento da Líbia à campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy em 2007, noticiou o jornal Le Monde.

O ex-ministro, que na época chefiava a campanha de Sarkozy, foi preso para interrogatório na sexta-feira em Nanterre, na Grande Paris, e apresentado hoje a um tribunal na capital da França.

Quando o escândalo veio à tona, em março de 2013, Guéant justificou uma movimentação financeira de 500 mil euros alegando serem "provenientes da venda, em 2008, de dois quadros do pintor Andries van Eertvelt a um amigo advogado. Não têm nada a ver com a Líbia."

Sob pressão da invasão de George Bush ao Iraque em 2003, o então ditador líbio Muamar Kadafi se aproximou do Ocidente. Ofereceu suas instalações para o programa de tortura da CIA (Agência Central de Inteligência, o serviço de espionagem dos Estados Unidos, e deu dinheiro para a campanha de Sarkozy.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Credit Suisse admite conspiração para sonegar impostos

A banco suíço Credit Suisse confessou ontem ser culpado de conspiração para fraudar o sistema de impostos dos Estados Unidos e fez um acordo com o Departamento da Justiça para pagar multas de US$ 2,6 bilhões e encerrar o caso.

É a primeira instituição financeira a admitir que cometeu um crime nos EUA em uma década, observou o jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

Ao oferecer a denúncia, o secretário (ministro) da Justiça e procurador-geral Eric Holder acusou o banco de se engajar num esquema "amplo e de grande alcance" para ajudar americanos a esconder seu dinheiro e seus bens. Transações secretas "deixaram de tomar os passos mais básicos para garantir o cumprimento da legislação fiscal", acrescentou.

"A conspiração durou décadas", declarou o secretário Holder. "O Credit Suisse não apenas sabia dessa atividade bancária ilegal que atravessava fronteiras. Intencionalmente ajudou e se acumpliciou. Centenas de empregados do Credit Suisse, inclusive a nível executivo, conspiraram para ajudar sonegadores a não pagar impostos aos EUA."

O acordo prevê um pagamento de US$ 100 milhões para a Reserva Federal, o banco central dos EUA, mais de US$ 715 milhões do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York e US$ 1,8 bilhão ao Departamento da Justiça.

Para pagar essas multas, o Credit Suisse já reservou US$ 800 milhões. Assim, o lucro do banco neste trimestre será US$ 1,8 bilhão menor.

Foi a maior vitória do Departamento da Justiça contra a evasão fiscal. Em 2009, o banco suíço UBS (União de Bancos Suíços) tinha feito um acordo para pagar multa de US$ 780 milhões para ajudar americanos a fraudar o imposto de renda, sem reconhecer a culpa.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Berlusconi fará trabalho comunitário como pena

Condenado a um ano de prisão por fraude fiscal, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de 77 anos, é muito velho para ir para a cadeia pelas leis da Itália. Hoje um tribunal de Milão decidiu que ele vai trabalho comunitário num asilo para idosos "uma vez por semana durante pelo menos quatro horas consecutivas".

Depois de anos usando seu prestígio político para fugir de inúmeros processos por corrupção, Berlusconi foi condenado há oito meses definitivamente por sonegação de impostos e fraude fiscal. Por este motivo, perdeu o cargo de deputado e foi proibido de se candidatar a cargos públicos.

A Fundação Sagrada Família oferece ajuda e exercícios de reabilitação para pessoas "com deficiências psicofísicas e para idosos não autossuficientes". Os velhinhos não gostaram muito da notícia. Alguns prometeram tomar mais cuidado de suas propriedades diante do líder que virou um dos maiores exemplos de político corrupto.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Messi é investigado por fraude fiscal na Espanha

O argentino Lionel Messi, melhor jogador de futebol do mundo, e seu pai estão sendo investigados por fraudar o imposto de renda da Espanha em 4 milhões de euros (R$ 11,2 milhões), informa a televisão pública britânica BBC.

Messi e seu pai, Jorge Horacio, são acusados de apresentar declarações de renda falsas entre 2007 e 2009. Craque do ano pela quarta vez, Messi nega qualquer irregularidade.

Com salário líquido de 16 milhões de euros por ano (R$ 46 milhões), Messi é um dos jogadores mais bem pagos do mundo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Promotora pede afastamento de Berlusconi da vida pública

A promotora Ilda Boccassini, do Ministério Público de Milão, pediu ontem uma pena de seis anos de prisão e o afastamento definitivo da vida pública do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi no processo em que o líder direitista é acusado de abuso de poder e prostituição de menor.

Na denúncia, a promotora pede "uma pena básica de cinco anos de cadeia" pela acusação mais grave, de que Berlusconi abusou de seu poder como chefe de governo para libertar a prostituta Ruby na noite de 27 para 28 de maio de 2010, alegando que ela era neta do rei do Marrocos. Essa pena deve ser "agravada em um ano" porque Berlusconi pagou para manter relações sexuais com Ruby quando ela era menor de idade.

Ilda Boccassini afirmou que "um sistema de prostituição foi criado para satisfação sexual pessoal do acusado Silvio Berlusconi". Quando descoberto, o ex-primeiro-ministro teria pressionado Ruby a não revelar a verdadeira natureza da relação entre os dois.

"Conjeturas, distorções e mentiras inspiradas por preconceito e raiva, contra as provas, além da imaginação e do ridículo", protestou Berlusconi na época. "Mas tudo autorizado sob o escudo da toga. Pobre Itália!"

O país certamente está mais pobre. Depois de uma década de crescimento praticamente nulo, enfrenta a pior crise econômica de sua história recente.

Na semana passada, Berlusconi foi condenado a quatro anos de prisão por fraude fiscal no caso Mediaset, sua empresa de mídia, mas a pena foi reduzida para um ano por causa de uma anistia e ainda cabe recurso.

O primeiro-ministro Enrico Letta, chefe do primeiro governo a unir direita e esquerda na Itália desde o fim da Segunda Guerra Mundial, considerou "inaceitável" a participação de ministros numa manifestação realizada sábado na cidade de Bréscia para apoiar Berlusconi e denunciar a "politização" do Poder Judiciário.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Berlusconi é condenado por fraude fiscal

O Tribunal de Justiça de Milão confirmou hoje a pena de quatro anos de prisão a que o ex-primeiro-ministro conservador Silvio Berlusconi foi condenado no processo do caso Mediaset, a empresa de mídia de propriedade do líder direitista, que é o homem mais rico da Itália.

Berlusconi ainda pode recorrer da condenação. Ele também responde a processo por corrupção de menores por ter mantido relações sexuais com uma prostituta menor de 18 anos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Hollande cria procuradoria financeira anticorrupção

Sob pressão do escândalo financeiro que derrubou o ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac, o presidente François Hollande anunciou hoje uma série de medidas contra a fraude fiscal e a corrupção na vida pública da França - e pediu o fim dos paraísos fiscais.

As medidas incluem a criação de uma procuradoria especializada em crimes financeiros e uma autoridade independente para controlar as declarações de bens de homens públicos, que estarão sujeitos a novas exigências para aumentar a transparência.

Em declaração ao Conselho de Ministros, o presidente socialista francês defendeu a "erradicação" dos paraísos fiscais "na Europa e no mundo inteiro". Para isso, "os bancos franceses devem publicar a cada ano a lista de suas filiais país por país" e "divulgar a natureza de suas atividades", acrescentou.

"Decidi criar uma procuradoria financeira, ou seja, uma procuradoria especializada com competência nacional que poderá agir nos casos de corrupção e nas grandes fraudes fiscais", revelou Hollande.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Parlamento suíço aprova quebra de sigilo bancário

A Câmara dos Deputados da Suíça aprovou a lei para permitir a quebra do sigilo bancário de contas no banco UBS, a pedido do Departamento da Justiça dos EUA, numa investigação sobre fraudes fiscais.

A proposta ainda pode ser submetida a um referendo, como é da tradição legislativa suíça.