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domingo, 22 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 22 de Março

MASSACRE DE JAMESTOWN

    Em 1622, o cacique Opechancanough lidera um ataque-surpresa das tribos da Confederação Powhatan contra Jamestown, capital da colônia da Virgínia, e massacra 347 pessoas, um quarto da população dos colonos.

Jamestown, fundada em 14 de maio de 1607, é o primeiro assentamento inglês na América. É um empreendimento privado da Virginia Company com uma carta régia de Jaime I, da Inglaterra, para criar a empresa. Na época, toda a costa atlântica ao norte da Flórida é chamada de Virgínia, uma homenagem à rainha Elizabeth I, da Inglaterra, a Rainha Virgem, que não teve filhos. Sabia que um marido minaria seu poder.

As relações com os nativos inicialmente variam entre amizade e hostilidade. Na Primeira Guerra Powhatan (1609-14), o cacique Pownhatan tenta expulsar os europeus com a fome. Entre 1609 e 1611, a colônia quase é abandonada.

Com a introdução da cultura do tabaco, a partir de 1613, a colônia começa a prosperar. John Rolfe, o pioneiro da produção de tabaco, casa com a princesa Pocahontas, filha do cacique.

No verão de 1619, a colônia cria o primeiro governo representativo na América, com a eleição de uma Assembleia Geral de 22 burgueses e seis indicados pela companhia. Só os homens com propriedades têm direito de voto.

É em Jamestown que chegam os primeiros escravos africanos ao que hoje é os EUA. Em 20 de agosto de 1619, 20 dos 50 angolanos de um navio negreiro português atacado por dois navios piratas ingleses são vendidos em Jamestown. É o marco do início da escravidão no país.

Em 1620, a expansão da área agrícola para produzir tabaco e a infiltração dos colonos em regiões de caça dos indígenas provocam atritos na região da Baía de Chesapeke que explodem em 1622.

Os powhatans chegam desarmados a Jamestown, com veados, perus, frutas, peixes e outros mantimentos como se fossem para vender. Pegam todas as ferramentas e armas disponíveis e matam todos os colonos europeus, homens, mulheres e crianças de todas as idades. É o início da Segunda Guerra Powhatan (1622-32).

Na Terceira Guerra Powhatan (1644-46), Opechancanough é capturado e morto. Uma linha divisória, uma fronteira, é traçada entre a colônia e as terras indígenas. Exige autorização para ser cruzada.

LEI DO SELO

    Em 1765, o Parlamento Britânico aprova uma lei para recuperar as finanças do Reino Unido, pagar as dívidas e defender os territórios tomados da França na Guerra dos Sete Anos (1756-63).

A Lei do Selo cria um imposto direto sobre todos os materiais impressos para uso legal ou comercial nas colônias britânicas na América do Norte, de jornais e panfletos a cartas de jogar.

Os colonos já pagam tarifas mais altas para importar têxteis, vinho, café e açúcar, por força da Lei do Açúcar (1764). A Lei da Moeda (1764) causa forte queda no valor do papel moeda usado nas colônias. A Lei do Aquartelamento (1765) obriga os colonos a dar casa e comida aos soldados britânicos em caso de necessidade.

Como haviam pago um preço alto em vidas e recursos durante a guerra, os colonos estão convencidos de que já deram sua cota de sacrifício ao Império Britânico. Como não têm direito de voto no Parlamento de Westminster, articulam o movimento "Não à taxação sem representação." 

Em outubro de 1765, nove das 13 colônias mandam delegados para o Congresso da Lei do Selo, que produz a Declaração de Direitos e Reclamações. Sob pressão, o governo revoga a lei no ano seguinte. Mas a semente da rebeldia e da liberdade estava plantada. Em 4 de julho de 1776, os EUA declararam a independência, reconhecida em 1783 pelo Reino Unido e a França.

LIGA ÁRABE

    Em 1945, a Arábia Saudita, o Egito, o Iêmen, o Iraque, o Líbano, a Síria e a Transjordânia (hoje Jordânia) fundam no Cairo a Liga Árabe, a organização regional dos países árabes e do pan-arabismo.

Desde então, entraram a Líbia (1953), o Sudão (1956), o Marrocos e a Tunísia (1958), o Kuwait (1961), a Argélia (1962), o Catar, os Emirados Árabes Unidos e Omã (1971), a Mauritânia (1973), a Somália (1974), a Organização para a Libertação da Palestina (1976), Djibúti (1977) e as Ilhas Comores (1993).

Os objetivos são fortalecer a cooperação em programas econômicos, políticos, sociais e culturais, e mediar conflitos entre os países árabes e com outros países. Cada país-membro tem um voto no Conselho da Liga. As decisões só são obrigatórias para quem vota a favor. 

ISRAEL MATA LÍDER DO HAMAS

    Em 2004, a Força Aérea de Israel mata com um ataque de míssil na Cidade de Gaza o fundador e líder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), xeique Ahmed Yassin.

Ahmed Yassin Hassan Yassin nasce em Al-Jure, na Faixa de Gaza, em 1º de janeiro de 1937, ainda na época do mandato britânico sobre a Palestina. Quando estuda no Cairo, a capital do Egito, entra em contato com a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Bana.

O Hamas é filho da Irmandade Muçulmana. Nasce em 10 de dezembro de 1987, no início da Primeira Intifada, a revolta das pedras contra a ocupação israelense.

RÚSSIA APOIA TRUMP

    Em 2019, o procurador especial Robert Mueller entrega ao procurador-geral e ministro da Justiça dos Estados Unidos, William Barr, seu relatório concluindo que a Rússia "interferiu sistemática e amplamente na eleição presidencial de 2016" para apoiar Donald Trump e declara que, "embora este relatório não conclua que o presidente cometeu crime, também não o exonera."

Mueller, ex-diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal norte-americana, constata a interferência da Rússia, especialmente através de uma fábrica de mentiras do GRU (Departamento Central de Inteligência), o serviço de espionagem militar da Rússia, em São Petersburgo, e descobre contatos de membros da campanha de Trump com funcionários e espiões russos, mas não consegue provar que houve conluio entre a campanha de Trump e a Rússia. 

O Departamento da Justiça divulga uma versão editada do relatório como uma "medida protetiva" com base nos privilégios do presidente.

Durante as investigações, num encontro com o ditador russo, Vladimir Putin, o então presidente Trump declara que acredita nas palavras de Putin de que não houve interferência, contrariando as conclusões dos serviços de inteligência dos EUA.

Trump simpatiza com Putin, ameaça não defender os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a bancada trumpista na Câmara dos Representantes leva seis meses para aprovar um pedido de ajuda militar de US$ 61 bilhões à Ucrânia. 

O primeiro-ministro de extrema direita da Hungria, Viktor Orbán, maior aliado de Putin na União Europeia (UE), sai de um encontro com Trump dizendo que, se for reeleito, Trump não dará um centavo a mais à Ucrânia. Reeleito, o presidente anuncia que pode dar empréstimos a juro zero, mas a Ucrânia terá de pagar pelas armas. 

De volta à Casa Branca, Trump exige o direito de explorar a metade dos recursos minerais da Ucrânia, humilha publicamente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e faz vários concessões ao ditador russo antes do início das negociações. A Rússia rejeita sua proposta de trégua. As negociações não avançam. Mesmo que levem a um cessar-fogo, a paz está muito distante. Nenhum presidente ucraniano, nem de qualquer outro país, pode ceder 20% de seu território a um agressor, a não ser à força.

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sábado, 22 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 22 de Março

 MASSACRE DE JAMESTOWN

    Em 1622, o cacique Opechancanough lidera um ataque-surpresa das tribos da Confederação Powhatan contra Jamestown, capital da colônia da Virgínia, e massacra 347 pessoas, um quarto da população dos colonos.

Jamestown, fundada em 14 de maio de 1607, é o primeiro assentamento inglês na América. É um empreendimento privado da Virginia Company com uma carta régia de Jaime I, da Inglaterra, para criar a empresa. Na época, toda a costa atlântica ao norte da Flórida é chamada de Virgínia, uma homenagem à rainha Elizabeth I, da Inglaterra, a Rainha Virgem, que não teve filhos. Sabia que um marido minaria seu poder.

As relações com os nativos inicialmente variam entre amizade e hostilidade. Na Primeira Guerra Powhatan (1609-14), o cacique Pownhatan tenta expulsar os europeus com a fome. Entre 1609 e 1611, a colônia quase é abandonada.

 Com a introdução da cultura do tabaco, a partir de 1613, a colônia começa a prosperar. John Rolfe, o pioneiro da produção de tabaco, casa com a princesa Pocahontas, filha do cacique.

No verão de 1619, a colônia cria o primeiro governo representativo na América, com a eleição de uma Assembleia Geral de 22 burgueses e seis indicados pela companhia. Só os homens com propriedades têm direito de voto.

É em Jamestown que chegam os primeiros escravos africanos ao que hoje é os EUA. Em 20 de agosto de 1619, 20 dos 50 angolanos de um navio negreiro português atacado por dois navios piratas ingleses são vendidos em Jamestown. É o marco do início da escravidão no país.

Em 1620, a expansão da área agrícola para produzir tabaco e a infiltração dos colonos em regiões de caça dos indígenas provocam atritos na região da Baía de Chesapeke que explodem em 1622.

Os powhatans chegam desarmados a Jamestown, com veados, perus, frutas, peixes e outros mantimentos como se fossem para vender. Pegam todas as ferramentas e armas disponíveis e matam todos os colonos europeus, homens, mulheres e crianças de todas as idades. É o início da Segunda Guerra Powhatan (1622-32).

Na Terceira Guerra Powhatan (1644-46), Opechancanough é capturado e morto. Uma linha divisória, uma fronteira, é traçada entre a colônia e as terras indígenas. Exige autorização para ser cruzada.

LEI DO SELO

    Em 1765, o Parlamento Britânico aprova uma lei para recuperar as finanças do Reino Unido, pagar as dívidas e defender os territórios tomados da França na Guerra dos Sete Anos (1756-63).

A Lei do Selo cria um imposto direto sobre todos os materiais impressos para uso legal ou comercial nas colônias britânicas na América do Norte, de jornais e panfletos a cartas de jogar.

Os colonos já pagam tarifas mais altas para importar têxteis, vinho, café e açúcar, por força da Lei do Açúcar (1764). A Lei da Moeda (1764) causa forte queda no valor do papel moeda usado nas colônias. A Lei do Aquartelamento (1765) obriga os colonos a dar casa e comida aos soldados britânicos em caso de necessidade.

Como haviam pago um preço alto em vidas e recursos durante a guerra, os colonos estão convencidos de que já deram sua cota de sacrifício ao Império Britânico. Como não têm direito de voto no Parlamento de Westminster, articulam o movimento "Não à taxação sem representação." 

Em outubro de 1765, nove das 13 colônias mandam delegados para o Congresso da Lei do Selo, que produz a Declaração de Direitos e Reclamações. Sob pressão, o governo revoga a lei no ano seguinte. Mas a semente da rebeldia e da liberdade estava plantada. Em 4 de julho de 1776, os EUA declararam a independência, reconhecida em 1783 pelo Reino Unido e a França.

LIGA ÁRABE

    Em 1945, a Arábia Saudita, o Egito, o Iêmen, o Iraque, o Líbano, a Síria e a Transjordânia (hoje Jordânia) fundam no Cairo a Liga Árabe, a organização regional dos países árabes e do pan-arabismo.

Desde então, entraram a Líbia (1953), o Sudão (1956), o Marrocos e a Tunísia (1958), o Kuwait (1961), a Argélia (1962), o Catar, os Emirados Árabes Unidos e Omã (1971), a Mauritânia (1973), a Somália (1974), a Organização para a Libertação da Palestina (1976), Djibúti (1977) e as Ilhas Comores (1993).

Os objetivos são fortalecer a cooperação em programas econômicos, políticos, sociais e culturais, e mediar conflitos entre os países árabes e com outros países. Cada país-membro tem um voto no Conselho da Liga. As decisões só são obrigatórias para quem vota a favor. 

ISRAEL MATA LÍDER DO HAMAS

    Em 2004, a Força Aérea de Israel mata com um ataque de míssil na Cidade de Gaza o fundador e líder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), xeique Ahmed Yassin.

Ahmed Yassin Hassan Yassin nasce em Al-Jure, na Faixa de Gaza, em 1º de janeiro de 1937, ainda na época do mandato britânico sobre a Palestina. Quando estuda no Cairo, a capital do Egito, entra em contato com a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Bana.

O Hamas é filho da Irmandade Muçulmana. Nasce em 10 de dezembro de 1987, no início da Primeira Intifada, a revolta das pedras contra a ocupação israelense.

RÚSSIA APOIA TRUMP

    Em 2019, o procurador especial Robert Mueller entrega ao procurador-geral e ministro da Justiça dos Estados Unidos, William Barr, seu relatório concluindo que a Rússia "interferiu sistemática e amplamente na eleição presidencial de 2016" para apoiar Donald Trump e declara que, "embora este relatório não conclua que o presidente cometeu crime, também não o exonera."

Mueller, ex-diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal norte-americana, constata a interferência da Rússia, especialmente através de uma fábrica de mentiras do GRU (Departamento Central de Inteligência), o serviço de espionagem militar da Rússia, em São Petersburgo, e descobre contatos de membros da campanha de Trump com funcionários e espiões russos, mas não consegue provar que houve conluio entre a campanha de Trump e a Rússia. 

O Departamento da Justiça divulga uma versão editada do relatório como uma "medida protetiva" com base nos privilégios do presidente.

Durante as investigações, num encontro com o ditador russo, Vladimir Putin, o então presidente Trump declara que acredita nas palavras de Putin de que não houve interferência, contrariando as conclusões dos serviços de inteligência dos EUA.

Trump simpatiza com Putin, ameaça não defender os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a bancada trumpista na Câmara dos Representantes leva seis meses para aprovar um pedido de ajuda militar de US$ 61 bilhões à Ucrânia. 

O primeiro-ministro de extrema direita da Hungria, Viktor Orbán, maior aliado de Putin na União Europeia (UE), sai de um encontro com Trump dizendo que, se for reeleito, Trump não dará um centavo a mais à Ucrânia. O ex-presidente anuncia que pode dar empréstimos a juro zero, mas a Ucrânia terá de pagar pelas armas. 

De volta à Casa Branca, Trump exige o direito de explorar a metade dos recursos minerais da Ucrânia, humilha publicamente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky e faz vários concessões ao ditador russo antes do início das negociações. A Rússia rejeita sua proposta de trégua. As negociações não avançam. Mesmo que levem a um cessar-fogo, a paz está muito distante. Nenhum presidente ucraniano, nem de qualquer outro país, pode ceder 19% de seu território a um agressor, a não ser à força.

sexta-feira, 22 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 22 de Março

MASSACRE DE JAMESTOWN

    Em 1622, o cacique Opechancanough lidera um ataque-surpresa das tribos da Confederação Powhatan contra Jamestown, capital da colônia da Virgínia, e massacra 347 pessoas, um quarto da população dos colonos.

Jamestown, fundada em 14 de maio de 1607, é o primeiro assentamento inglês na América. É um empreendimento privado da Virginia Company com uma carta régia de Jaime I, da Inglaterra, para criar a empresa. Na época, toda a costa atlântica ao norte da Flórida é chamada de Virgínia, uma homenagem à rainha Elizabeth I, da Inglaterra, a Rainha Virgem, que não teve filhos. Sabia que um marido minaria seu poder.

As relações com os nativos inicialmente variam entre amizade e hostilidade. Na Primeira Guerra Powhatan (1609-14), o cacique Pownhatan tenta expulsar os europeus com a fome. Entre 1609 e 1611, a colônia quase é abandonada.

 Com a introdução da cultura do tabaco, a partir de 1613, a colônia começa a prosperar. John Rolfe, o pioneiro da produção de tabaco, casa com a princesa Pocahontas, filha do cacique.

No verão de 1619, a colônia cria o primeiro governo representativo na América, com a eleição de uma Assembleia Geral de 22 burgueses e seis indicados pela companhia. Só os homens com propriedades têm direito de voto.

É em Jamestown que chegam os primeiros escravos africanos ao que hoje é os EUA. Em 20 de agosto de 1619, 20 dos 50 angolanos de um navio negreiro português atacado por dois navios piratas ingleses são vendidos em Jamestown. É o marco do início da escravidão no país.

Em 1620, a expansão da área agrícola para produzir tabaco e a infiltração dos colonos em regiões de caça dos indígenas provocam atritos na região da Baía de Chesapeke que explodem em 1622.

Os powhatans chegam desarmados a Jamestown, com veados, perus, frutas, peixes e outros mantimentos como se fossem para vender. Pegam todas as ferramentas e armas disponíveis e matam todos os colonos europeus, homens, mulheres e crianças de todas as idades. É o início da Segunda Guerra Powhatan (1622-32).

Na Terceira Guerra Powhatan (1644-46), Opechancanough é capturado e morto. Uma linha divisória, uma fronteira, é traçada entre a colônia e as terras indígenas. Exige autorização para ser cruzada.

LEI DO SELO

    Em 1765, o Parlamento Britânico aprova uma lei para recuperar as finanças do Reino Unido, pagar as dívidas e defender os territórios tomados da França na Guerra dos Sete Anos (1756-63).

A Lei do Selo cria um imposto direto sobre todos os materiais impressos para uso legal ou comercial nas colônias britânicas na América do Norte, de jornais e panfletos a cartas de jogar.

Os colonos já pagam tarifas mais altas para importar têxteis, vinho, café e açúcar, por força da Lei do Açúcar (1764). A Lei da Moeda (1764) causa forte queda no valor do papel moeda usado nas colônias. A Lei do Aquartelamento (1765) obriga os colonos a dar casa e comida aos soldados britânicos em caso de necessidade.

Como haviam pago um preço alto em vidas e recursos durante a guerra, os colonos estão convencidos que já deram sua cota de sacrifício ao Império Britânico. Como não têm direito de voto no Parlamento de Westminster, articulam o movimento "Não à taxação sem representação." 

Em outubro de 1765, nove das 13 colônias mandam delegados para o Congresso da Lei do Selo, que produz a Declaração de Direitos e Reclamações. Sob pressão, o governo revoga a lei no ano seguinte. Mas a semente da rebeldia e da liberdade estava plantada. Em 4 de julho de 1776, os EUA declararam a independência, reconhecida em 1783 pelo Reino Unido e a França.

LIGA ÁRABE

    Em 1945, a Arábia Saudita, o Egito, o Iêmen, o Iraque, o Líbano, a Síria e a Transjordânia (hoje Jordânia) fundam no Cairo a Liga Árabe, a organização regional dos países árabes e do pan-arabismo.

Desde então, entraram a Líbia (1953), o Sudão (1956), o Marrocos e a Tunísia (1958), o Kuwait (1961), a Argélia (1962), o Catar, os Emirados Árabes Unidos e Omã (1971), a Mauritânia (1973), a Somália (1974), a Organização para a Libertação da Palestina (1976), Djibúti (1977) e as Ilhas Comores (1993).

Os objetivos são fortalecer a cooperação em programas econômicos, políticos, sociais e culturais, e mediar conflitos entre os países árabes e com outros países. Cada país-membro tem um voto no Conselho da Liga. As decisões só são obrigatórias para quem vota a favor. 

ISRAEL MATA LÍDER DO HAMAS

    Em 2004, a Força Aérea de Israel mata com um ataque de míssil terra-ar na Cidade de Gaza o fundador e líder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), xeique Ahmed Yassin.

Ahmed Yassin Hassan Yassin nasce em Al-Jure, na Faixa de Gaza, em 1º de janeiro de 1937, ainda na época do mandato britânico sobre a Palestina. Quando estuda no Cairo, a capital do Egito, entra em contato com a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Bana.

O Hamas é filho da Irmandade Muçulmana. Nasce em 10 de dezembro de 1987, no início da Primeira Intifada, a revolta 

RÚSSIA APOIA TRUMP

    Em 2019, o procurador especial Robert Mueller entrega ao procurador-geral e ministro da Justiça dos Estados Unidos, William Barr, seu relatório concluindo que a Rússia "interferiu sistemática e amplamente na eleição presidencial de 2016" para apoiar Donald Trump e declara que, "embora este relatório não conclua que o presidente cometeu crime, também não o exonera."

Mueller, ex-diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal norte-americana, constata a interferência da Rússia, especialmente através de uma fábrica de mentiras do GRU (Departamento Central de Inteligência), o serviço de espionagem militar da Rússia, em São Petersburgo, e descobre contatos de membros da campanha de Trump com funcionários e espiões russos, mas não consegue provar que houve conluio entre a campanha de Trump e a Rússia. 

O Departamento da Justiça divulga uma versão editada do relatório como uma "medida protetiva" com base nos privilégios do presidente.

Durante as investigações, num encontro com o ditador russo, Vladimir Putin, o então presidente Trump declarou que acreditava nas palavras de Putin de que não houve interferência, contrariando as conclusões dos serviços de inteligência dos EUA.

Trump simpatiza com Putin, ameaça não defender países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a bancada trumpista na Câmara dos Representantes não aprova há meses um pedido de ajuda militar de US$ 61 bilhões à Ucrânia. 

O primeiro-ministro de extrema direita da Hungria, Viktor Orbán, maior aliado de Putin na União Europeia (UE), saiu de um encontro com Trump dizendo que, se for reeleito, Trump não dará um centavo a mais à Ucrânia. O ex-presidente já anunciou que pode dar empréstimos a juro zero, mas a Ucrânia terá de pagar pelas armas.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Câmara dos EUA abre inquérito para o impeachment de Trump

Por 232 a 196 votos, uma Câmara de Representantes dividida ao longo de linhas partidárias aprovou hoje a abertura oficial do inquérito sobre possíveis crimes capazes de justificar a abertura de um processo de impeachment do presidente Donald Trump. Todos os republicanos e dois democratas votaram contra.

Dentro de duas semanas, as audiências devem passar a ser televisionadas. A comissão parlamentar de inquérito também poderá divulgar os depoimentos realizados em sessões secretas, motivo de protestos do Partido Republicano. 

Logo depois da votação, o presidente Trump foi para o Twitter alegar que é a maior caça às bruxas da história dos Estados Unidos. A bancada republicana repudiou a decisão, alegando ser uma tentativa de mudar o resultado da eleição de 2016. 

Os deputados governistas chegaram a citar a resistência da presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, em abrir o processo de impeachment. Desde o início do ano, a oposição tem maioria na Câmara dos Estados Unidos e a ala mais radical do partido pedia a abertura do processo.

Tudo mudou quando um oficial de informações revelou que Trump havia pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar os negócios ucranianos de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal adversário de Trump nas eleições do ano que vem. 

O presidente americano segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares à Ucrânia e abusou do poder, usando a política externa dos Estados Unidos para forçar um chefe de Estado estrangeiro a investigar um adversário político, numa interferência direta na eleição presidencial americana. Meu comentário:

domingo, 24 de março de 2019

Relatório Mueller isenta campanha de Trump de conluio com a Rússia

O inquérito do procurador especial Robert Mueller não encontrou provas de que "a campanha do presidente Donald Trump ou qualquer associado conspirou ou se coordenou com a Rússia em seus esforços para influenciar a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos", de acordo com um resumo apresentado hoje pelo Departamento da Justiça a deputados e senadores.

Também não há provas "suficientes" de que Trump tenha obstruído a justiça e tentado dificultar a investigação, afirmou o secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, William Barr, sem exonerar totalmente o presidente.

Trump festejou o resultado da investigação que atacou várias vezes como uma "caça às bruxas", alegando ter sido "total e completamente exonerado", mas o Partido Democrata, de oposição, exige a divulgação pública integral do relatório. "O povo americano tem o direito de saber", insistiram a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

"Depois de uma longa investigação, depois de não olhar para o outro lado - onde aconteceu uma série de coisas ruins, um monte de coisas horríveis para nosso país -, acaba de ser anunciado que não houve conluio com a Rússia", declarou o presidente na Flórida. "É uma vergonha que nosso país tenha passado por isto, para ser honesto é uma vergonha que nosso presidente tenha sido submetido a isso."

Aparentemente, a conclusão do inquérito é uma vitória do presidente e um elemento importante para sua campanha à reeleição em 2020. Os republicanos festejaram: "É um grande dia para o presidente Trump. Uma nuvem que pairava sobre o presidente Trump foi removida", comentou o presidente da Comissão de Justiça do Senado, Lindsay Graham, que jogou golfe com Trump no fim de semana.

Mas seis assessores do presidente foram denunciados criminalmente e há outras investigações, relacionadas a seu ex-advogado Michael Cohen e o pagamento para que duas mulheres que alegam ter tido casos amorosos com Trump ficassem em silêncio durante a campanha eleitoral. Pela lei eleitoral americana, os pagamentos deveriam ter sido registrados como despesa de campanha.

A suspeita de obstrução de justiça era uma questão central da investigação. Mueller, ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, foi nomeado procurador especial depois que Trump demitiu, em maio de 2017 o então diretor-geral do FBI, James Comey, por se negar a suspender o inquérito sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Em um ano e dez meses, o inquérito de Muller fez 199 acusações contra 37 pessoas, sendo seis ligadas a Trump. Doze militares russos foram denunciados por pirataria cibernética e 13 por conspiração para defraudar os EUA. Houve 2,8 mil intimações e 500 operações de busca e apreensão. Cerca de 500 testemunhas foram interrogadas e 13 pedidos foram feitos a governos estrangeiros.

Na carta aos congressistas, o procurador-geral disse que não houve conspiração "apesar dos múltiplos esforços de indivíduos ligados à Rússia para ajudar a campanha de Trump". A suspeita foi reforçada pela negativa do presidente de criticar o presidente Vladimir Putin depois que os serviços secretos dos EUA concluíram que o governo russo tentou manipular o eleitorado americano.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Procurador especial entrega relatório ao Departamento da Justiça

Depois de dois anos, o procurador especial Robert Mueller encaminhou hoje ao secretário da Justiça dos Estados Unidos o relatório do inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição de 2016 e um possível conluio com a campanha do presidente Donald Trump, sem apresentar novas denúncias, noticiou o jornal The Washington Post.

Agora, o secretário da Justiça e procurador-geral, William Barr, vai examinar o relatório e deve apresentar suas principais conclusões ao Congresso. O Partido Democrata está pedindo a divulgação de todo o conteúdo para o público.

Mueller foi designado pelo subprocurador-geral Rod Rosenstein depois que Trump demitiu o diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017. Sua investigação foi motivo de irritação e repetidos protestos do presidente, que acusou Trump e sua equipe de serem "democratas raivosos" e de promoverem uma "caça às bruxas".

Durante a investigação, cinco assessores de Trump confessaram a culpa e colaboraram com a equipe do procurador especial: o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort; o ex-subchefe da campanha Rick Gates; o ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn; o ex-advogado particular de Trump Michael Cohen; e o assessor George Papadopoulos.

O sexto americano denunciando, Roger Stone, amigo do presidente há muitos anos, acusado de mentir sob juramento ao Congresso, pretextou inocência. Também foram incriminados 13 russos.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Trump endossa pedido de prisão para Mueller

No Twitter, o presidente Donald Trump apoiou uma declaração do radialista ultraconservador Rush Limbaugh pedindo a prisão do procurador especial Robert Mueller e de todos os investigadores que examinam possíveis irregularidades de seu governo e de sua campanha eleitoral.

“Estes caras, os investigadores, deveriam estar presos. O que eles fazem, trabalhando com as agências de inteligência de Obama, é simplesmente sem precedentes. Esta é uma das maiores fraudes políticas jamais perpetradas contra o povo deste país e Mueller está acobertando”, afirmou Limbaugh.

Trump é um empresário e presidente sem limites, que não costuma seguir as regras. Ataca sistematicamente juízes e procuradores que o contrariam. Não é um comportamento normal de pessoas inocentes. É uma atitude mafiosa.

Mueller investiga um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin. Vários assessores da campanha foram denunciados por mentir à Justiça sobre contatos com russos. O procurador especial está perto de concluir sua missão. Pode denunciar um filho do presidente, Donald Trump Jr. Em pânico, Trump descreve os inquéritos como uma “caça às bruxas”.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Trump esconde detalhes de encontros com Putin

O presidente Donald Trump foi além dos limites para esconder detalhes de suas conversas com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, a ponto de tomar as notas feitas por seu intérprete numa ocasião e instruindo-o a não comentar o que ouvira, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

Trump ficou com as anotações do intérprete depois do encontro com Putin na reunião do Grupo dos 20 em Hamburgo, na Alemanha, em 2017. Como é praxe do governo dos Estados Unidos registrar os contatos do presidente, altos funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado pediram as notas e ficaram sabendo da atitude inusitada de Trump.

É uma situação constrangedora por causa do inquérito do procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin durante a campanha eleitoral de 2016. O presidente costuma excluir seus encontros com o ditador russo do escrutínio da opinião pública.

Depois da demissão do diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017, o FBI abriu inquérito para saber que Trump estava beneficiando a Rússia, uma inimiga história dos EUA, consciente ou inconscientemente, revelou o jornal The New York Times.

Os serviços de inteligência dos EUA detectaram uma influência sem precedentes da Rússia na última eleição presidencial americana. A dúvida é se o esforço foi coordenado com a campanha de Trump. Pelo menos 14 assessores de Trump mantiveram contatos com russos.

Em entrevista no sábado à Fox News, o canal de notícias que apoia seu governo, Trump negou a intenção de esconder qualquer detalhe das reuniões. Quando a entrevista perguntou se alguma vez ele havia trabalhado para a Rússia, o presidente respondeu que "penso que esta é a coisa mais insultante que já me foi perguntada".

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Trump é implicado pela compra do silêncio de amantes

O procurador especial Robert Mueller encaminhou hoje à Justiça documentos que implicam o presidente Donald Trump na compra do silêncio de ex-amantes e procuradores federais revelaram que o advogado Michael Cohen manteve contato com um russo que ofereceu "sinergia política" para a campanha de Trump à Casa Branca, noticiou o jornal The Washington Post.

Imediatamente Trump declarou que os novos elementos "isentam totalmente o presidente". Mais uma de suas milhares de mentiras. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que os documentos relativos a Cohen "não dizem nada de novo que não soubéssemos".

Cohen confessou haver mantido contato em novembro de 2015 com um cidadão russo que se apresentou como uma "pessoa confiável" que ofereceu "sinergia política" e "sinergia a nível governamental". O agora ex-advogado de Trump rejeitou o convite porque estava trabalhando com outro russo no projeto de construção de uma Trump Tower em Moscou.

O primeiro russo insistiu e propôs a realização de um encontro entre Trump e o ditador da Rússia, Vladimir Putin, sob o argumento de que teria um impacto "fenomenal", "não apenas na política, mas com uma dimensão também nos negócios".

No memorando referente à compra do silêncio das ex-amantes de Trump, os procuradores de Nova York identificam três pessoas que participaram de uma reunião para encobrir os escândalos, em agosto de 2014: Cohen, o Indivíduo 1 e o Diretor-Presidente 1. Trump é o indivíduo. O diretor-presidente é David Pecker, da empresa que edita o jornal sensacionalista National Enquirer.

Em agosto de 2018, Cohen admitiu a culpa por violar a lei de financiamento de campanhas eleitorais quando acertou o pagamento de US$ 130 mil para a atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels. O dinheiro tinha de ser declarado como despesa de campanha.

Com sua delação premiada, Cohen pretendia escapar da prisão. Como mentiu várias vezes, os procuradores querem que pegue uma pena de pelo menos três anos e meio de cadeia.

No documento de 38 páginas encaminhado ao juiz federal William Pauley, os procuradores argumentam: "Ele procura uma leniência extraordinária - uma sentença sem prisão - baseada na sua visão cor-de-rosa da seriedade de seus crimes" e por ter fornecido "certas informações para as autoridades. Mas os crimes cometidos por Cohen são mais sérios do que essa submissão permite e foram marcados por um padrão de falsidade que permeou sua vida profissional."

Para a acusação, Cohen é "um homem cuja perspectiva de vida foi frequentemente trapacear", por isso não merece escapar da cadeia.

"Depois de enganar a Receita Federal durante anos, mentir a bancos e ao Congresso, e procurar influenciar criminalmente a eleição presidencial, a decisão de Cohen de se declarar culpado - em vez de pedir perdão por seus múltiplos crimes - não o torna um herói", diz o memorando dos procuradores federais nova-iorquinos.

O memorando de Mueller, o procurador especial nomeado para investigar um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia, afirma que Cohen "repetiu muitas de suas falsas declarações anteriores", quando foi interrogado por sua equipe em agosto.

Só em 12 de setembro, depois de confessar a culpa por crime eleitoral, Cohen reconheceu que "suas declarações prévias sobre o Projeto Moscou [da Trump Tower] tinham sido deliberadamente falsas e enganosas."

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ex-advogado de Trump confessa que mentiu ao Congresso sobre Rússia

Michael Cohen, ex-advogado particular do presidente Donald Trump admitiu ontem ter mentido quando depôs sob juramento no Congresso a respeito de um projeto para construir uma Trump Tower em Moscou, em 2016, enquanto fazia campanha para chegar à Casa Branca.

Diante da pergunta do juiz federal de primeira instância Andrew Carter, Cohen confessou: "Culpado, excelência!" Como parte da confisão, admitiu ter mentido para beneficiar o "indivíduo", identificado como o atual presidente dos Estados Unidos.

Em um depoimento de nove páginas, a equipe do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha com a Rússia, expuseram uma série de mentiras no depoimento de Cohen.

"Estava consciente das repetidas negativas do indivíduo 1 de lações políticos e comerciais entre ele a e Rússia suas repetidas declarações que as investigações desses laços tinham motivação política e não encontraram provas e que qualquer contato de indivíduos da campanha ou as Organizações Trump tinham sido totalmente encerradas antes da convenção de Iowa, em 1º de fevereiro de 2016", declarou o advogado.

Mesmo sabendo de tudo isso, Cohen reconheceu ter dados respostas falas às comissão de inteligência da Câmara e do Senado, em 2017: "Fiz essas declarações falsas para ser coerente com a mensagem política do indivíduo 1", acrescentou o advogado num tribunal de Manhattan.

Foi sua segunda confissão de culpa em quatro meses, complicando ainda mais o presidente no inquérito do procurador especial. Trump negou tudo mais uma vez, alegando que Cohen é "uma pessoa fraca e pouco inteligente", que teria mentido para fechar um acordo de delação premiada e se livrar de uma condenação.

Em outro caso, a equipe de Mueller acusou o ex-diretor da campanha de Trump Paul Manafort de mentir sob juramento. Isso deve provocar a ruptura do acordo de colaboração com a Justiça. Desde a campanha, Trump insistiu que nunca teve negócios na Rússia nem com a Rússia.

O jornal inglês The Guardian revelou que Manafort esteve pelo menos três o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que está refugiado desde 2012 na embaixada do Equador no Reino Unido. O WikiLeakes divulgou centenas de mensagem da campanha democrata iner

Sem saída jurídica, o presidente tenta desqualificar a investigação, que descreve como uma "caça às bruxas" e uma "perseguição política" de "democratas raivosos". Em entrevista ao jornal popular nova-iorqino The Daily Post, o presidente aventou a possibilidade de dar indulto a Manafort.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Diretor da campanha de Trump esteve com Assange

O lobista Paul Manafort, que foi diretor da campanha presidencial de Donald Trump, se encontrou várias vezes em segredo com o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na Embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado, noticiou hoje o jornal inglês The Guardian.

Manafort esteve com Assange em 2013, 2015 e 2016, quando se tornou diretor da campanha de Trump, afirmou o jornal. Em nota, ele negou tudo: "Nunca encontrei Julian Assange nem ninguém ligado a ele. Nunca estive em contato com ninguém ligado ao WikiLeaks, direta ou indiretamente. Nunca me dirigi a Assange ou ao WikiLeaks sobre qualquer assunto."

Esses encontros são de interesse do procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca.

Durante a campanha, em outubro de 2016, Trump disse: "Amo o WikiLeaks", uma empresa especializada em divulgar documentos e fatos sigilosos de governos e empresas. Em 2010, o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado americano e imagens de ações desastradas dos militares americanos na invasão do Iraque.

Em 2016, o WikiLeaks revelou dezenas de milhares de mensagens de correio eletrônico da campanha de Hillary e do Partido Democrata pirateadas pelo GRU (Departamento de Central de Inteligência), o serviço secreto militar da Rússia, para favorecer Trump.

Ontem, a equipe do procurador especial acusou Manafort de mentir repetidas vezes aos investigadores, violando os termos de seu acordo de delação premiada. Ele perdeu o direito à redução da pena e deve ser sentenciado em breve e pelo menos dez anos de prisão.

Na semana passada, por um erro da equipe de Mueller, vazou a notícia de que há uma denúncia contra Assange, que está sob pressão do atual governo equatoriano para sair da embaixada.

Assange se refugiou na Embaixada do Equador no Reino Unido em 2012 para escapar de um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Suécia. A primeira visita de Manafort aconteceu um ano depois, quando o lobista trabalhava para o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, aliado de Moscou.

A procuradoria sueca retirou as acusações, mas Assange deve ser preso no Reino Unido quando sair da embaixada por violar os termos de sua liberdade condicional. Aí, poderá ser extraditado para os EUA.

Um informe do serviço secreto do Equador visto pelo Guardian confirma que Manafort visitou Assange, assim como russos. Em março de 2016, Manafort esteve com Assange durante 40 minutos. Só mais tarde os equatorianos perceberam a importância das visitas do assessor de Trump.

De acordo com um dossiê do ex-agente secreto britânico Christopher Steele, Manafort estava no centro de uma conspiração da campanha de Trump com o governo Vladimir Putin para derrotar Hillary Clinton, que o ditador russo "odiava e temia".

Meses atrás, Mueller denunciou 12 agentes russos do GRU pela ciberpirataria da campanha democrata, que começou em março de 2016. Em junho daquele ano, Assange enviou mensagem ao GRU pedindo material sobre o diretório nacional do Partido Democrata. Os documentos foram enviados em meados de julho em arquivos anexados criptografados.

O cerco do procurador especial vai fechando, enquanto o presidente americano o acusa de "caça às bruxas" e de de chefiar uma equipe de "democratas raivosos". Ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), como a maioria dos funcionários dos serviços de segurança, Mueller era ligado ao Partido Republicano.

As acusações não passam de mentiras do presidente, o mais desonesto, antiético e imoral da história recente dos EUA.

Chefe da campanha de Trump violou acordo de delação premiada

A equipe do procurador especial Robert Mueller revelou ontem que o diretor da campanha presidencial de Donald Trump, Paul Manafort, mentiu repetidamente no inquérito sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016, violando seu acordo de delação premiada. Em consequência, ele deve ser sentenciado imediatamente, informou o jornal The Washington Post.

"Depois de assinar um acordo de delação premiada, Manafort cometeu crimes federais por mentir ao Federal Bureau of Investigation (FBI) e ao escritório do procurador especial numa variedade de matérias, o que constitui uma violado acordo", declarou a equipe de Mueller. Os procuradores pediram à juíza Any Berman Jackson que marque logo a data para proferir a sentença.

Manafort foi condenado por oito acusações de fraude fiscal e bancária em outro processo. Fez o acordo de cooperação com Mueller em setembro para evitar um segundo processo na Justiça Federal dos Estados Unidos. Agora, pode pegar uma pena de dez anos ou mais.

Como parte do acordo, confessou a culpa em duas acusações relacionadas a suas atividades como lobista no exterior e obstrução de justiça, e concordou em cooperar integralmente com a investigação sobre a interferência da Rússia. Há dois meses e meio, está em contato com a equipe do procurador especial.

Diretor da campanha de Trump durante seis meses, Manafort é considerado uma testemunha essencial para determinar se houve conluio com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata à Casa Branca em 2016.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Trump queria mandar o Departamento da Justiça a processar Hillary e Comey

O presidente Donald Trump pretendia ordenar ao Departamento de Justiça em abril a abertura de processos contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, sua adversária na eleição presidencial de 2016, e o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation) James Comey. Foi advertido pelo advogado-geral da Casa Branca que isso poderia deflagrar um processo de impeachment, noticiou o jornal The New York Times.

A pressão levou o advogado-geral, Donald McGahn, a pedir demissão. Revela claramente a intenção de Trump de usar o Departamento da Justiça, um órgão independente, para perseguir seu adversários políticos como num país ditatorial.

Apesar da advertência, o presidente continuou discutindo a questão em encontros privados. Queria nomear um procurador especial para investigar Comey e Hillary.

Depois das eleições intermediárias de 6 de novembro, demitiu o secretário da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, substituindo-o por um procurador subserviente, Matthew Whitaker, que fez anteriormente várias declarações contra o inquérito do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.

Whitaker foi acusado de participar de uma organização que recebeu uma doação ainda não identificada de US$ 1 milhão, o que compromete sua atuação como supervisor do inquérito sobre a Rússia.

A Casa Branca não comentou.

sábado, 17 de novembro de 2018

Fundador do WikiLeaks deve ser deportado para os EUA

Depois de ficar seis anos refugiado na Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa de Internet especializada em piratear e divulgar dados de governos e empresas que considera suspeitos, não deve escapar de uma extradição para os Estados Unidos.

Por engano, um tribunal dos EUA revelou há dois dias que uma assessora do procurador especial Robert Mueller, que investiga a influência indevida da Rússia nas eleições americanas de 2016, denunciou Assange em agosto por divulgar mensagens de correio eletrônico obtidas pelos russos.

A denúncia estava em segredo para não prejudicar o inquérito. Como o atual governo equatoriano o pressiona a sair da embaixada, a expectativa é que ele seja forçado a sair em breve.

O dono do WikiLeaks se refugiou na embaixada do Equador no Reino Unido para escapar de um mandado pan-europeu da Justiça da Suécia, que queria interrogá-lo sobre crimes sexuais. A Procuradoria da Suécia retirou as acusações, mas a Justiça britânica queria prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional.

Desde o início, Assange, um anarquista australiano, afirma que o objetivo era extraditá-lo para os EUA por ter divulgado mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado americano, além de material sobre crimes cometidos durante a invasão do Iraque, vazadas pelo soldado Bradley Manning, hoje Chelsea Manning, que recebeu indulto do presidente Barack Obama.

Não se sabe quais as acusações contra Assange. Se a denúncia inicial poderia ser rejeitada pela Justiça dos EUA em nome da liberdade de imprensa, a conspiração com a Rússia para interferir no resultado das eleições americanas é muito mais grave.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Juiz manda governo Trump devolver credencial de repórter da CNN

Em uma vitória da liberdade de imprensa, um juiz federal dos Estados Unidos aceitou hoje o pedido da rede de televisão americana CNN para devolver a credencial do setorista da Casa Branca Jim Acosta, cassada depois que ele discutiu com o presidente Donald Trump durante uma entrevista coletiva.

"Quero agradecer a todos os meus colega da imprensa que me apoiaram nesta semana e quero agradecer ao juiz pela decisão de hoje", festejou Acosta diante do tribunal, em Washington, a capital dos EUA. Até a TV Fox News, que apoia Trump, ficou ao lado do repórter neste caso.

No dia seguinte à vitória eleitoral que deu maioria na Câmara dos Representantes ao Partido Democrata, de oposição, Trump se irritou com uma pergunta sobre a caravana de miseráveis da América Central que tentam entrar nos EUA, descrita pela presidente como uma invasão.

Quando Trump pediu a uma estagiária da Casa Branca que tirasse o microfone de Acosta, o repórter perguntou se o presidente temia novas denúncias do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia na eleição presidencial de 2016.

Mais tarde, a assessora de imprensa de Trump declarou em nota: "Hoje, o tribunal deixou claro que não existe um direito absoluto de acesso à Casa Branca com base na Primeira Emenda. Em resposta, vamos temporariamente restituir a credencial. Também vamos estabelecer regras e processos para garantir entrevistas coletivas justas e ordeiras no futuro. Precisa haver decoro na Casa Branca."

A ação da CNN se baseia na Emenda nº 1 à Constituição dos EUA, que garante plena liberdade de imprensa, alegando que a credencial foi cassada por causa do conteúdo das reportagens do jornalista. Trump hostiliza constantemente todo repórter e meio de comunicação que divulga notícias críticas a seu governo, chamando-os de "inimigos do povo" e acusando-os de publicar "notícias falsas".

Sua atitude encoraja ditadores ao redor do mundo a atacar jornalistas, como foi o caso do dissidente saudita Jamal Khashoggi, morto e esquartejado no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro de 2018.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Trump demite ministro da Justiça e abre guerra contra investigações

A onda azul do Partido Democrata reconquistou a maioria na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de ontem. Não fui uma tsuname. O Partido Republicano deve ampliar a maioria no Senado, mas o presidente Donald Trump demitiu hoje o ministro da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions para se proteger do inquérito do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016.

A apuração ainda não terminou. Os democratas elegeram 223 deputados, cinco a mais do que o necessário para ter maioria na Câmara, e os republicanos, 199 deputados. Faltam os resultados de 13 distritos.

No Senado, os republicanos terão 51 cadeiras e os democratas 46, faltando definir três cadeiras.

Foi uma derrota para o presidente, que tinha maioria nas duas casas do Congresso. Por temor de que a maioria democrata investigue seus escândalos, conflitos de interesses e relações com a Rússia, Trump demitiu Sessions, que se negou a supervisionar o inquérito por ter mantido contato com o embaixador russo durante a campanha eleitoral.

Trump nunca engoliu a recusa. O subprocurador-geral, Rod Rosenstein, nomeou o procurador especial depois que o presidente demitiu James Comey, então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, em maio de 2017.

Depois de anunciar que entraria em “guerra” com a oposição se os democratas tentarem investigar ele e a família, Trump afastou Sessions e nomeou como interino Matthew Whitaker, que no ano passado declarou que Mueller não tem autorização para investigar as finanças pessoais do presidente e de sua família.

O presidente reclamou várias vezes de Sessions, insinuando que o procurador-geral deveria protegê-lo e não defender os interesses da Justiça dos EUA. Foi aconselhado a não demiti-lo antes das eleições de ontem para não prejudicar os candidatos republicanos.

Para reconquistar a Câmara, por causa do redesenho dos distritos eleitorais pelos republicanos nos estados que governam, os democratas precisavam de 55% do total de votos. Os republicanos são cada vez mais um partido conservador das pequenas cidades e das zonas rurais do país. Perdem nos grandes centros urbanos.

Apesar do excelente desempenho da economia, que cresce em ritmo de 3,5% ao ano, com desemprego de 3,7%, o menor índice desde 1969, a impopularidade do presidente, hoje na média de 42%, suas posições extremistas e os ataques ao programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde devolveram a maioria na Câmara aos democratas.

Obama perdeu a maioria na Câmara em 2010, no segundo ano de governo, principalmente por causa dos ataques dos republicanos a seu programa de saúde, que obriga os planos de saúde a cobrir doenças preexistentes. Agora, esta questão foi uma das grandes bandeiras dos democratas.

Os EUA têm a medicina mais desenvolvida do mundo, mas é muito cara. Os gastos somam 16% do produto interno bruto da maior economia do mundo, de cerca de US$ 20 trilhões. Uma doença como o câncer pode significar a falência da família e a morte do paciente.

Como a economia aparentemente atingiu o pico e a guerra comercial com a China ameaça provocar uma recessão, Trump pode tentar culpar os democratas. Levando em conta a taxa de desemprego e os preços das ações de empresas cotadas em bolsas de valores, o derrota do presidente em eleições intermediárias foi considerada a pior em 100 anos.

Outro fator importante na vitória democrata foi a expressiva participação das mulheres, irritadas pela misoginia de Trump. Com algumas cadeiras a definir, pelo 113 mulheres foram eleitas para o Congresso.

A líder democrata Nancy Pelosi, primeira mulher a presidir a Câmara, deve reassumir o cargo.

Alexandria Ocasio Cortez, uma socialista de origem porto-riquenha eleita por Nova York de 29 anos, será a mais jovem deputada. Ilhan Omar e Rashida Tlaib, eleitas por Minnesota e Michigan, serão as primeiras muçulmanas, enquanto Sharice Davids, do Kansas, e Debra Haaland, do Novo México, serão as primeiras mulheres indígenas no Congresso. São todas democratas.

A má notícia para os democratas é que venceram eleições locais. Das 29 cadeiras que tomaram dos republicanos para ter maioria, muitas estão em distritos conservadores onde os republicanos costumam ganhar e podem ser perdidas daqui a dois anos, nas próximas eleições.

Os republicanos devem aumentar a maioria no Senado, em eleições estaduais, e elegeram 20 dos 36 governadores estaduais, uma indicação melhor de um possível desempenho do partido na eleição presidencial de 2020. Venceram em estados-chaves como a Flórida e Ohio, decisivos na disputa pela Casa Branca.

Com a maioria na Câmara, os democratas podem denunciar o presidente e abrir um processo de impeachment, mas não têm a maioria de dois terços exigida no Senado para afastar o presidente. Parte da bancada republicana teria teria de abandonar Trump.

Uma acusação de obstrução de justiça, se Trump acabar com o inquérito do procurador especial, pode levar ao impedimento do presidente. Com certeza, os democratas vão aproveitar a maioria para investigar Trump.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Rosenstein defende investigação sobre Rússia como adequada

O subprocurador-geral Rod Rosenstein descreveu como "adequada e independente" a investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, que o presidente Donald Trump chama de "caça às bruxas" e de "manipulada", noticiou o jornal The Wall Street Journal.

Em longa entrevista, Rosenstein reafirmou sua confiança nos resultados do inquérito. Foi ele que nomeou Mueller depois da demissão do diretor-geral James Comey por Trump, em 9 de maio de 2017.

Trump nunca perdoou seu ministro da Justiça, Jeff Sessions, por rejeitar a chefia do inquérito sobre a ingerência russa. Sessions se declarou impedido por ter mantido contato com russos durante a campanha. Há suspeitas do conluio da campanha com o Kremlin, o que o Trump nega.

O presidente acusou e humilhou no Twitter. Sessions respondeu que não aceitaria pressões políticas sobre investigações. Deve sair do governo no fim do ano. Trump não o demite para não ser acusado de obstrução de justiça.

Por presidir o inquérito e ter permitido que o escritório de seu advogado você alvo de uma operação de busca e apreensão. Rosenstein também virou alvo de Trump. Depois que o jornal The New York Times noticiou que teria proposto gravar reuniões internas para acusar o presidente de incapaz e afastá-lo do cargo com base na Emenda Constitucional nº 25, sua demissão era dada como certa.

Na época, em nota, o subprocurador negou ter gravado ou autorizado gravações do presidente. Ele acrescentou que "qualquer sugestão de que defendi a remoção do presidente é absolutamente falsa". Depois disso, os dois tiveram um encontro de trabalho na Casa Branca, Rosenstein sobreviveu.

"Tenho a solene responsabilidade de garantir que casos como este sejam investigados e denunciados, e fico satisfeito que o presidente tenha apoiado isso", declarou o subprocurador-geral. "Meu compromisso é garantir que a investigação seja adequada e independente e chegue ao resultado certo, qualquer que seja."

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Rejeição a Trump passa de 60%

O presidente Donald Trump bateu novo recorde de impopularidade. Em uma nova pesquisa feita para o jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC, 60% desaprovam seu governo. Só 36% o aprovam.

A maioria apoia a investigação do procurador especial Robert Mueller sobre um possível conluio da campanha eleitoral de Trump com o Kremlin e entende que o presidente tenta interferir na investigação.

Quase metade (49%) dos americanos quer que o Congresso dos Estados Unidos abra um processo de impeachment para afastar Trump da Presidência, enquanto 53% veem obstrução de justiça e não querem que o presidente demita o ministro da Justiça e procurador-geral, William Sessions. 

Cerca de 46% são contra o impeachment e 35% não observam nenhuma tentativa de obstruir a justiça.

Na campanha para as eleições intermediárias de 6 de novembro, Trump tenta reivindicar o sucesso pelos resultados da economia para impulsionar o Partido Republicano, ameaçado de perder a maioria na Câmara. Mas 47% dos americanos reprovam sua administração da economia, enquanto 45% aprovam.

Se o Partido Democrata reconquistar a maioria na Câmara, poderá abrir um processo de impeachment. Pela Constituição americana, basta maioria absoluta. Mas a condenação no Senado exige dois terços dos votos. Parte da bancada republicana teria de abandonar o presidente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Ex-diretor da CIA acusa Trump de esconder conluio com Rússia

Um dia depois de ter acesso a informes secretos sobre a segurança nacional dos Estados Unidos cancelado, o ex-diretor-geral da CIA (Agência Central de Inteligência) John Brennan acusou hoje o presidente Donald Trump de tentar acabar com a investigação do procurador especial Robert Mueller para encobrir o conluio de sua campanha com a Rússia, noticiou a agência Associated Press (AP).

Durante a entrevista coletiva diária de ontem à tarde na Casa Branca, a porta-voz de Trump, Sarah Huckabee Sanders, afirmou que o "comportamento errático" do ex-diretor da CIA estaria colocando em risco a segurança nacional dos EUA,

Em artigo publicado no jornal The New York Times, Brennan alega que a defesa do presidente de que "não houve conluio" é uma "bobagem", restando apenas saber se os atos "configuram uma conspiração punível criminalmente".

"Trump está claramente se tornando mais desesperado para proteger a si mesmo e aos que o cercam, por isso tomou a decisão politicamente motivada de revogar minha licença de acesso a documentos secretos numa tentativa de amedrontar e silenciar quem ousa desafiá-lo", escreveu Brennan.

É praxe nos EUA manter o acesso de altos funcionários do setor de inteligência aos informes secretos de segurança nacional para aproveitar sua experiência profissional na troca e análise de informações.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Trump aceita negativa de Putin sobre interferência em eleição

Em seu primeiro encontro de cúpula com o ditador Vladimir Putin, o presidente Donald Trump aceitou hoje, em Helsinque, na Finlândia, sua alegação de que a Rússia não interveio nas últimas eleições nos Estados Unidos, desautorizando as conclusões dos serviços secretos americanos.

Trump é suspeito de conluio com o Kremlin para derrotar a ex-secretária de Estado Hillary Clinton na corrida à Casa Branca em 2016. Mais uma vez, ele preferiu acusar a oposição democrata e os meios de comunicação de não aceitar sua vitória.

“Não vejo qualquer razão” para a interferência russa, afirmou o presidente, chamando de “ridículo o que está acontecendo no inquérito” presidido pelo procurador especial Robert Mueller, que na semana passada denunciou 12 agentes do serviço secreto militar russo GRU por invadir computadores da direção nacional do Partido Democrata e do sistema eleitoral dos EUA.

“Eles dizem que foi a Rússia. Eu tenho aqui o presidente Putin. Ele diz que não foi a Rússia. Não vejo a menor razão por que seria”, afirmou Trump. “Tenho grande confiança em meu pessoal de segurança, mas vou dizer a vocês que o presidente Putin foi extremamente forte e poderoso em sua negativa hoje.”

Para Trump, a investigação de Mueller é “um desastre para nosso país”. Sua calorosa acolhida a um rival histórico que tudo faz para minar o poder dos EUA no mundo contrasta com a postura agressiva com que o presidente tratou aliados americanos em reuniões recentes do Grupo dos Sete, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e durante a visita ao Reino Unido, onde desautorizou a primeira-ministra Theresa May e desrespeitou a rainha Elizabeth II.

Ex-agente da polícia política soviética, o KGB, e diretor de seu sucessor, o Serviço Federal de Segurança (FSB), Putin é mestre da espionagem e da manipulação psicológica dos inimigos políticos