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terça-feira, 15 de agosto de 2023

Trump é denunciado criminalmente de novo e acumula 91 acusações

 O ex-presidente Donald Trump e 18 co-conspiradores foram denunciados ontem com 41 acusações por formar uma "organização criminosa" para tentar mudar o resultado da eleição presidencial de 3 de novembro de 2020 no estado da Geórgia, vencida pelo presidente Joe Biden. Entre os réus, estão o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani e o ex-chefe da Casa Civil da Casa Branca Mark Meadows. Todos os réus têm 10 dias para se apresentar à Justiça.

Em uma reunião de 10 horas, um tribunal do júri aceitou todas as acusações apresentadas pela promotora do distrito de Fulton, Fani Willis, à Justiça da Geórgia, nos Estados Unidos. Elas incluem pirataria cibernética, declarações falsas e assédio. É o quarto processo criminal aberto contra Trump em menos de seis meses, num total de 91 acusações, 13 neste caso.

A denúncia de 98 páginas cita 161 ações distintas da suposta conspiração criminosa, inclusive o falso testemunho de Giuliani pretextando fraude eleitoral na Assembleia Legislativa da Geórgia, em dezembro de 2020, e o telefonema em que Trump pressionou o secretário de Estado georgiano, Brad Raffensperger, em janeiro de 2021, a "encontrar" 11.780 votos para ele, um a mais do que o necessário para vencer Biden. A conversa foi gravada e desencadeou a investigação.

Ao comentar o novo processo, o ex-presidente reafirmou que foi vítima de fraude eleitoral na Geórgia, o que é mentira. Depois da eleições, advogados de Trump entraram com 61 ações judiciais com alegações de fraude. Todas foram rejeitadas por falta de provas. Sem obter sucesso legalmente, recorreu a ações criminosas.

Três membros do Partido Republicano na Geórgia que tentaram enviar votos falsos ao Colégio Eleitoral fizeram acordos de delação premiada com a promotoria para evitar uma condenação.

Trump foi denunciado à Justiça do Estado de Nova York em 4 de abril deste ano pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, com 34 acusações de fraude empresarial e contábil ao forjar documentos de suas empresas para encobrir um pagamento de US$ 130 mil feito à atriz pornô Stormy Daniels durante a campanha eleitoral de 2016 para comprar o silêncio sobre um caso amoroso entre os dois.

Em 8 de junho, o procurador especial Jack Smith denunciou Trump à Justiça Federal por levar para casa documentos secretos, ultrassecretos e confidencias, e tentar obstruir a investigação, num total de 40 acusações. O julgamento está marcado para maio de 2024 na Justiça Federal de Miami.

A tentativa de golpe de Estado, ao tentar obstruir a certificação da vitória de Biden pelo Congresso em 6 de janeiro de 2021 e mudar o resultado da eleição em sete estados, levou a mais uma denúncia de Smith, com quatro acusações, em 1º de agosto. Este caso está em Washington, onde os democratas são a grande maioria do eleitorado, o que deve pesar na escolha do júri. O julgamento ainda não tem data marcada.

Em todos os casos, o ex-presidente alega inocência e se diz vítima de uma conspiração para interferir na eleição presidencial.

Apesar de ser réu em quatro processos, Trump lidera com ampla vantagem as pesquisas sobre as eleições primárias do Partido Republicano e poderá ser candidato à Presidência dos EUA em 2024. Mas, se for condenado na Geórgia, não poderá dar o perdão presidencial a si mesmo porque não terá autoridade sobre a Justiça estadual.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Trump é denunciado por tentar fraudar a eleição de 2020 nos EUA

 O procurador especial Jack Smith denunciou hoje o ex-presidente Donald Trump com quatro acusações pela tentativa de fraudar o resultado da eleição de novembro de 2020 para permanecer no poder, num "ataque sem precedentes ao centro da democracia nos Estados Unidos." Trump deve se apresentar na quinta-feira numa vara da Justiça Federal de primeira instância em Washington para ouvir as acusações.

É o terceiro processo criminal contra o ex-presidente, que luta pela reeleição para não ser preso. São quatro acusações: conspiração para fraudar o resultado da eleição, duas relacionadas ao ataque ao Congresso em 6 de janeiro de 2021 para impedir a certificação da vitória do presidente Joe Biden e outra por tentar alterar o resultado das eleições em sete estados (Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Novo México, Pensilvânia e Wisconsin). 

O assalto ao Capitólio foi "fomentado por mentiras", dizem os procuradores. "Apesar de ter perdido, o réu estava determinado a ficar no poder. Então, por mais de dois meses espalhou mentiras sobre fraudes eleitorais capazes de alterar o resultado. Estas alegações são falsas e o réu sabe que são." Meu comentário:

domingo, 6 de dezembro de 2020

Média diária de mortes numa semana é a maior desde 11 de outubro

O Brasil registrou neste domingo mais 321 mortes e 26.243 casos novos da doença do coronavírus de 2019, elevando o total de casos confirmados para 6.602.942 e o de mortes para 176.962. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 588. Com alta de 18% em duas semanas, é a maior desde 11 de outubro. Está em alta em 17 estados. A média diária de casos novos ficou 41.327, com alta de 37% em duas semanas. 

Enquanto o Reino Unido se prepara para iniciar a vacinação na terça-feira, o governo Jair Bolsonaro ainda não publicou o edital da concorrência para comprar seringas para aplicar as vacinas. A concorrência pode levar dois meses.

Um terço dos adultos britânicos não pretende tomar vacina. Não será obrigatório, mas o certificado de vacinação pode ser exigido para viajar, assistir a espetáculos e participar de determinados eventos.

O México, governado por um populista de esquerda, ultrapassou 100 mil mortes na semana passada enquanto o presidente Andrés Manuel López fica de autovangloriando pelos supostos sucessos de seu governo. Mas o ministro do Exterior, Marcelo Ebrard, anunciou que o país receberá 250 mil doses de vacina a serem aplicadas ainda neste ano

No mundo, o total de casos confirmados passou de 67 milhões, com 1.535.492 mortes. Mais de 46 milhões de pacientes se recuperaram, pouco menos de 19 milhões têm sintomas leves e 106 mil estão em. estado grave.

Os Estados Unidos somam 14.754.719 casos confirmados e 282.254 mortes. Na Califórnia, 27 dos quase 40 milhões de habitantes estão em confinamento, com ordem de ficar em casa, decretada pelo governador Gavin Newsom nas regiões onde a disponibilidade de leitos se terapia intensiva esteja abaixo de 15% do total.

Nesta semana, as vacinas do consórcio Pfizer-BioNTech e da empresa Moderna devem ser aprovadas para uso emergencial nos EUA.

Pelo Twitter, o presidente Donald Trump revelou que seu advogado particular, Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, testou positivo para a Covid-19. Giuliano tem viajado pelos EUA sem máscaras para encontrar advogados e políticos no Partido Republicano na luta golpista para tentar convencer os americanos de que houve fraude na eleição presidencial de 3 de novembro para dar a vitória ao presidente eleito, Joe Biden.

Com sua tentativa de golpe, Trump já arrecadou US$ 207 milhões, cerca de R$ 1,06 bilhões, a pretexto de bancar as despesas com as ações judiciais para contestar o resultado das urnas. Este dinheiro vai para a campanha do atual presidente e não para o Partido Republicano, que está pagando os custos judiciais. Trump pode fazer o que quiser, como pagar viagens.

O presidente americano, um bilionário com empresas que só dão prejuízo, acumula dívidas de US$ 400 milhões (R$ 2,049 bilhões). Entrou na disputa eleitoral em 2016, ao que tudo indica para salvar suas empresas, sem a expectativa de chegar à Casa Branca. Deste jeito, pequenos doadores sem muito dinheiro vão pagar a conta do cafajeste.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Presidente da Ucrânia ia anunciar abertura de inquérito sobre Biden

Sob pressão de um ultimato do governo Donald Trump, o presidente Volodymyr Zelensky esta prestes a anunciar a abertura de inquérito sobre os negócios de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, na Ucrânia quando estourou o escândalo que pode levar ao impeachment do presidente dos Estados Unidos.

Zelensky faria a revelação bombástica para atingir o favorito para ser o candidato do Partido Democrata à Casa Branca na eleição presidencial de 2020 em entrevista ao jornalista Fareed Zakaria, na rede de televisão CNN.

Para pressionar o novo presidente ucraniano, um comediante sem experiência política, Trump segurou uma ajuda militar de US$ 391 milhões, vital para o país, que enfrenta uma guerra indireta da Rússia nas províncias de Luhansk e Donetsk.

Trump queria que Zelensky anunciasse publicamente a investigação sobre Joe e Hunter Biden e uma suposta interferência da Ucrânia na eleição presidencial de 2016. Trump tenta usar a Ucrânia como contraponto à flagrante interferência da Rússia em apoio à sua candidatura, como comprovou o procurador especial Robert Mueller, sem encontrar provas de conluio da campanha com o Kremlin.

Seria munição para a campanha de 2020, que já começou. Como vice-presidente no governo Barack Obama, Joe Biden participou de um grupo de combate à corrupção na Ucrânia e pressionou para derrubar um procurador-geral leniente com a corrupção.

Numa total inversão da realidade, Trump tenta ligar a queda do procurador-geral corrupto a uma investigação que nunca existiu sobre Hunter Biden. Embora haja um possível conflito de interesses quando o filho do vice-presidente dos EUA sai pelo mundo a fazer negócios, os filhos de Trump fazem isso todo o tempo e não há indícios de irregularidades dos Biden.

Nenhuma Justiça que se preze abre investigação sem um fato com suspeita de crime.

A entrevista estava marcada para 13 de setembro. Pouco antes, a ajuda militar à Ucrânia foi liberada e estourou a notícia de que um soprador de apito, um agente de inteligência dera o alerta de que o presidente havia comprometido a política externa e a segurança nacional dos EUA num telefonema a Zelensky em 25 de julho.

O presidente usou a política externa e a estrutura do governo dos EUA, aliado a uma potência estrangeira, para atacar um adversário político interno. Trump e seus corregilionários querem descobrir a identidade do agente que denunciou o escândalo. Mas já foram revelados trechos da conversa telefônica em que o presidente americano pede "um favor" ao ucraniano.

Há dois dias, no início das audiências públicas na Câmara dos Representantes do processo de impeachment, o embaixador dos EUA na Ucrânia, William Taylor Jr., revelou ter ouvido um telefonema em que Trump perguntou ao embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, sobre as investigações. Ao desligar, Sondland comentou que o presidente estava mais interessado na investigação do que na Ucrânia.

Ontem, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, levantou suspeita de que o presidente tenha subornado o presidente ucraniano ao reter a ajuda militar. É um crime de responsabilidade que pode justificar um processo de impeachment.

Sondland, um contribuinte da campanha de Trump que ganhou a embaixada na UE como recompensa, formou com o advogado particular do presidente, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, um grupo que fazia uma política externa paralela em busca de lama para a campanha eleitoral de Trump.

A Ucrânia era uma das repúblicas onde a União Soviética tinha armas nucleares. Quando todas as armas atômicas soviéticas foram transferidas para a Rússia, os EUA, a Rússia e o Reino Unido assinaram o memorando de Budapeste, dando garantias de segurança à Ucrânia. De 1994 a 1996, a Ucrânia entregou o terceiro maior arsenal nuclear do mundo.

Em 2014, depois da revolta popular que derrubou o presidente Viktor Yanukovic, aliado de Moscou, a Rússia anexou a península da Crimeia e fomentou uma guerra civil dos ucranianos de origem russa no Leste da Ucrânia, violando o Memorando de Budapeste.

O primeiro documento da história da Rússia é uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, adotando o cristianismo como religião oficial. A Rússia Kievana é o primeiro Estado russo. Desta forma, para o nacionalismo russo, se a Rússia nasceu em Kiev, a Ucrânia faz parte da Rússia.

Há outra questão importante. Se os dois países são irmãos, uma Ucrânia democrática e voltada para o Ocidente, para a União Europeia - Yanukovich caiu quando suspendeu um acordo de associação à UE sob pressão do Kremlin - é uma ameaça à ditadura de Vladimir Putin.

A Ucrânia tem seu próprio exemplo, a Polônia. Livre da União Soviética e do comunismo, a Polônia entrou para a UE e se tornou um país próspero e moderno, com uma qualidade de vida invejável para os padrões ucranianos.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Câmara dos EUA abre inquérito para o impeachment de Trump

Por 232 a 196 votos, uma Câmara de Representantes dividida ao longo de linhas partidárias aprovou hoje a abertura oficial do inquérito sobre possíveis crimes capazes de justificar a abertura de um processo de impeachment do presidente Donald Trump. Todos os republicanos e dois democratas votaram contra.

Dentro de duas semanas, as audiências devem passar a ser televisionadas. A comissão parlamentar de inquérito também poderá divulgar os depoimentos realizados em sessões secretas, motivo de protestos do Partido Republicano. 

Logo depois da votação, o presidente Trump foi para o Twitter alegar que é a maior caça às bruxas da história dos Estados Unidos. A bancada republicana repudiou a decisão, alegando ser uma tentativa de mudar o resultado da eleição de 2016. 

Os deputados governistas chegaram a citar a resistência da presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, em abrir o processo de impeachment. Desde o início do ano, a oposição tem maioria na Câmara dos Estados Unidos e a ala mais radical do partido pedia a abertura do processo.

Tudo mudou quando um oficial de informações revelou que Trump havia pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar os negócios ucranianos de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal adversário de Trump nas eleições do ano que vem. 

O presidente americano segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares à Ucrânia e abusou do poder, usando a política externa dos Estados Unidos para forçar um chefe de Estado estrangeiro a investigar um adversário político, numa interferência direta na eleição presidencial americana. Meu comentário: