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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Justiça do Reino Unido rejeita pedido de extradição de Assange

 A juíza britânica Vanessa Baraitser negou hoje num tribunal de primeira instância de Londres o pedido dos Estados Unidos para extraditar o anarquista e ciberpirata australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, considerando que "a extradição seria opressiva pelo dano mental que causaria" o rigoroso regime de isolamento a queria submetido, capaz de levá-lo ao suicídio. Cabe recurso da decisão.

Assange é alvo de 18 acusações nos EUA, a maioria com base na Lei de Espionagem, inclusive por roubo de segredos de Estado, conspiração para invadir computadores do governo americano, espionagem e conspiração para espionar.

Através do WikiLeaks, especializado em divulgar ilegalidades cometidas por governos e grandes empresas, Assange divulgou material pirateado pelo soldado Bradley Manning, que depois mudou de sexo para Chelsea Manning. Ela recebeu indulto no fim do governo Barack Obama (2009-17).

Os arquivos incluíam um bombardeio aéreo dos EUA no Iraque que 12 pessoas, inclusive jornalistas, em 2007, despachos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, e mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado americano, na maior revelação de arquivos confidencias da história.

Em novembro de 2010, a Suécia emitiu uma ordem de prisão pan-europeia para interrogar Assange por alegações de crimes sexuais apresentadas por duas mulheres. Por medo de que a extradição para a Suécia facilitasse uma segunda extradição, para os EUA, em julho de 2012, o australiano se refugiou como "perseguido político" na Embaixada do Equador no Reino Unido, violando os termos de sua liberdade condicional.

O asilo foi cancelado pelo governo equatoriano de Lenín Moreno. Assange teria usado a embaixada para divulgar, durante a campanha eleitoral de 2016 nos EUA, e-mails da candidata democrata, Hillary Clinton, pirateados pela Rússia, violando os termos do asilo.

Em 11 de abril de 2019, a convite do Equador, a polícia britânica entrou na embaixada e prendeu Assange, que foi condenado a 50 semanas de prisão por violar a liberdade condicional. No mês seguinte, os EUA reforçaram as acusações.

A Suécia desistiu do caso de abuso sexual em novembro de 2019. Resta apenas a extradição para os EUA, criticada pelos jornais The New York Times e The Washington Post com base na Emenda nº1 à Constituição americana, que garante irrestrita liberdade de imprensa. Ninguém pode ser processado por divulgar segredos de Estado, a não ser que ameace efetivamente a segurança nacional, e não por revelar crimes de guerra.

Como comentou o jornalista Owen Jones, do jornal inglês The Guardian, foi "a decisão certa pelas razões erradas." A juíza descartou os argumentos de perseguição política e ameaça à liberdade de imprensa.

O caso é semelhante ao dos Papéis do Pentágono, um documento de 14 mil páginas sobre a Guerra do Vietnã  copiado por Daniel Ellsberg, um funcionário do Departamento da Defesa, e entrega ao jornal The New York Times em 1971. The Washington Post também publicou. Por 6 a 3, a Suprema Corte decidiu que o governo não poderia impedir a divulgação. Esta história foi contada no filme The Post, de Steven Spielberg.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Microsoft tenta bloquear ciberpiratas ligados à Coreia do Norte

A empresa de informática americana Microsoft tomou providências legais para bloquear 50 domínios de Internet que fazem parte da "infraestrutura de comando e controle" usada por um grupo da Coreia do Norte para invadir contas de usuários há quase dez anos, noticiou o jornal inglês Financial Times.

Desde 2018, a Microsoft adotou medidas semelhantes para se defender da pirataria cibernética da China, da Rússia e do Irã. Agora, está ampliando a luta para proteger seus usuários.

Há anos, a empresa Thallium ataca uma variada gama de empregados dos setores público e privado e de organizações não governamentais, entre eles, "indivíduos e organizações que trabalham com a não proliferação nuclear, centros de pesquisa e membros de organizações que lutam pela paz mundial", declarou a Microsoft.

Nos últimos anos, aumentou a preocupação com ataques cibernéticos de agentes estatais contra empresas privadas. A investigação da Microsoft revelou que os primeiros sinais da invasão da Thallium são de 2010, de acordo com a ação movida neste mês na Justiça Federal do estado da Virgínia.

Os hackers usam domínios falsos que simulam ser de empresas como Google, Microsoft e Yahoo para atrair usuários, roubar senhas e assumir o controle dos computadores invadidos. Os ciberpiratas chegam a dirigir usuários para sítios legítimos da Microsoft para roubar senhas sem que eles percebam.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

EUA fazem mais 17 acusações a Julian Assange

A Justiça dos Estados Unidos apresentou hoje mais 17 acusações, inclusive por espionagem, contra o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa de Internet especializada em vazar documentos sigilosos de governos e empresas. Ele já havia sido denunciado por conspiração para piratear computadores do Departamento da Defesa e roubar segredos militares.

Assange está preso no Reino Unido. Foi condenado por violar os termos de sua liberdade sob fiança ao se refugiar na Embaixada do Equador em Londres, em 2012, para escapar de um pedido de extradição da Suécia, onde é suspeito de estupro. Os EUA também querem sua extradição. A denúncia de hoje reforça o argumento americano.

As novas acusações aceitas pelo tribunal do júri de Alexandria, no estado da Virgínia, alegam que Assange violou a Lei de Espionagem por fazer vários esforços para obter, receber e divulgar "informações sobre a defesa nacional", das guerras no Iraque e no Afeganistão, e outros segredos de Estado.

Será um teste para a democracia americana, tão atacada pelo presidente Donald Trump. Assange afirma ter feito um trabalho jornalístico ao divulgar as informações obtidas pelo soldado americano Bradley Manning, que é transexual e mudou de sexo para Chelsea Manning.

O processo tem várias implicações sobre o direito à liberdade de imprensa garantido pela Emenda nº 1 à Constituição dos EUA, que diz expressamente que o Congresso não legislará sobre liberdade de imprensa. Piratear computadores e roubar informações secretas são crimes, mas a simples divulgação das notícias assim obtidas está protegida.

A denúncia alega que de 2009 até a prisão de Manning, em maio de 2010, Assange "encorajou Manning a roubar documentos classificados dos EUA e ilegalmente revelou essas informações no WikiLeaks."

Com base em mensagens trocadas entre os dois, a procuradoria cita uma frase o australiano quando Manning disse não ter mais material: "Olhos curiosos nunca ficam secos." Em seguida, argumenta que "Assange pretendia com essa declaração encorajar Manning a continuar roubando documentos classificados dos EUA e a continuar a entregá-los ilegalmente para Assange e o WikiLeaks."

Entre os documentos vazados, estavam por exemplo as regras de engajamento para as tropas de combate dos americanos no Iraque e no Afeganistão, quando reagir, em que circunstâncias atacar, quanta força usar e outras normas dos militares, além dos nomes de informantes e colaboradores dos EUA nesses países. Todos foram expostos.

"Estas ações alegadas revelaram nossas informações classificadas sensíveis de uma maneira que as tornou disponíveis para todo grupo terrorista estrangeiro, serviços de inteligência estrangeiros hostis e militares rivais", declarou o procurador-geral adjunto da divisão de segurança nacional do Departamento da Justiça, John Demers.

"Os documentos relativos a estes vazamentos foram encontrados até mesmo no esconderijo de Ossama ben Laden. Essa publicação tornou nossos adversários mais forte, com mais conhecimento, e os EUA menos seguros", acrescentou Demers para justificar a denúncia.

Pela defesa, o advogado Barry Pollack sustentou que Assange está sendo denunciado por "encorajar fontes para lhe fornecer informações confiáveis e por publicar estas informações". Em 2017, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, chamou o WikiLeaks de "serviço secreto hostil".

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), uma organização não governamental, considerou as acusações "uma escalada extraordinária nos ataques do governo Trump contra o jornalismo e um ataque direto à Primeira Emenda."

O procurador-geral adjunto encarregado do caso defende a tese de que o acusado não é jornalista; "Alguns dizem que Julian Assange é um jornalista, então está imune a processos por essas ações. O departamento leva muito a sério o papel dos jornalistas em nossa democracia. Julian Assange não é jornalista."

A investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência indevida da Rússia nas eleições de 2016 nos EUA descreveu o WikiLeaks como um instrumento da inteligência russa para divulgar milhares de mensagens de correio eletrônico pirateadas por seus agentes do serviço secreto militar russo.

O WikiLeaks ficou famoso em 2010, quando divulgou informações sigilosas das Forças Armadas dos EUA, inclusive um vídeo de um incidente em que um helicóptero Apache atacou civis no Iraque, matando dois jornalistas da agência de notícias Reuters em Bagdá, em 2007.

Uma corte marcial condenou Manning em 2013 a 35 anos de prisão, mas ela recebeu indulto presidencial no fim do governo Barack Obama, em 2017. Foi presa de novo por se negar a depor no processo contra o WikiLeaks.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Assange é condenado a 50 semanas de prisão por violar termos da fiança

Um tribunal do Reino Unido condenou hoje o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, especializado em vazar segredos empresariais e de Estado, a 50 semanas de prisão por violar os termos de sua liberdade mediante fiança, noticiou o jornal inglês The Guardian.

Assange refugiou-se em 2012 na Embaixada do Equador do Londres para evitar uma extradição para a Suécia, onde era suspeito de crimes sexuais. Ele acreditava que tudo não passava de uma manobra para enviá-lo para os Estados Unidos, onde agora é acusado de piratear computadores para roubar documentos sigilosos.

No mês passado, o Equador autorizou a polícia britânica a entrar na embaixada e prender Assange, acusando-o de violar os termos de seu asilo político. A juíza Deborah Taylor entendeu que o australiano se colocou "deliberadamente fora do alcance" das autoridades do Reino Unido e desde 2012 vinha "explorando sua posição privilegiada para burlar a lei e propagandear internacionalmente seu desdém pela lei deste país".

Suas ações, acrescentou a juíza, foram "uma tentativa deliberada de se evadir da ação da Justiça ou retardá-la". Em carta, Assange pediu desculpas, alegando que se encontrava em "circunstâncias terríveis".

Do lado de fora do tribunal, manifestantes pediam sua libertação.

Na próxima semana, Assange vai participar através de vídeo de uma audiência sobre o processo de extradição para os EUA. O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, um radical de esquerda, repudia a extradição.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Fundador do WikiLeaks é preso e pode ser extraditado para os EUA

Depois de sete anos asilado na Embaixada do Equador em Londres, o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa dedicada a piratear segredos de Estado e de grandes empresas, foi preso hoje. Ele pode ser extraditado para os Estados Unidos, onde é acusado de conspiração para invadir computadores e roubar documentos sigilosos.

O Equador suspendeu o asilo e autorizou a polícia britânica a entrar na embaixada e prender Assange, acusado no Reino Unido de violar os termos de sua liberdade condicional. Quando entrou na embaixada, Assange tinha contra si um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Procuradoria-Geral da Suécia, que pretendia interrogá-lo por acusação de crimes sexuais.

Mais tarde, a Suécia retirou as acusações, mas Assange não poderia deixar a embaixada sem ser preso pela polícia britânica por violar os termos de sua liberdade condicional enquanto aguardava o julgamento do pedido de extradição para a Suécia.

Nos EUA, Assange é acusado de conspiração para violar computadores e roubar documentos sigilosos no caso que levou à prisão o soldado Bradley Manning, que mudou de sexo e hoje se chama Chelsea Manning. Mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado foram revelados pelo WikiLeaks.

Durante a campanha eleitoral de 2016, o então candidato Donald Trump pediu publicamente ao WikiLeaks que pirateasse o correio eletrônico da candidata democrata, Hillary Clinton, que usou um servidor privado quando era secretária de Estado.

"Eu amo o WikiLeaks", declarou Trump, que hoje tentou se distanciar de Assange. O WikiLeaks divulgou mensagens de correio eletrônico do Partido Democrata dos EUA pirateados pelo serviço secreto militar da Rússia em suas manobras para favorecer Trump. Assange afirmou que trabalhava contra Hillary para evitar uma nova guerra mundial.

O grande debate é se Assange agiu apenas para divulgar informações. Neste caso, estaria protegido pelo direito à liberdade de expressão garantido pela Constituição americana.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, condenou "energicamente a detenção de Julian Assange e a violação da liberdade de expressão". O australiano se refugiou na embaixada equatoriana quando o país era governado pelo chavista Rafael Correa, aliado de Morales e da ditadura venezuelana. Seu sucessor e ex-aliado Lenin Moreno rompeu com Correa e hoje apoia o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Coreia do Norte mantém programa nuclear e dispersa mísseis

A Coreia do Norte mantém integralmente seus programas de mísseis balísticos e armas atômicas. O regime comunista está dispersando as instalações de montagem e teste dos mísseis para evitar que ataques arrasadores dos Estados Unidos aniquilem sua capacidade nuclear, advertiram especialistas das Nações Unidas em relatório enviado ao Conselho de Segurança.

Enquanto o presidente Donald Trump anuncia um segundo encontro de cúpula com o ditador Kim Jong Un no Vietnã em 27 e 28 de fevereiro, o regime stalinista de Pyongyang continua desafiando as sanções impostas pela ONU, violando o embargo à compra de armas e artigos de luxo e as sanções financeiras.

Houve "um aumento maciço em transferências ilegais de navio a navio de produtos como carvão e petróleo"". Mais do que isso, a ditadura norte-coreana usa uma "pirataria cibernética sofisticada" contra vários países para "evadir-se das sanções financeiras".

Depois do primeiro encontro de cúpula, em 12 de junho do ano passado, em Cingapura, Trump e Kim prometeram a "completa desnuclearização da Península Coreana". Mas como admitiram os diretores das agências de inteligência dos EUA no Congresso, não há sinais de que a Coreia do Norte pretenda realmente cumprir a promessa.

As armas nucleares são considerada a última garantia de sobrevivência do regime comunista da dinastia Kim.

sábado, 17 de novembro de 2018

Fundador do WikiLeaks deve ser deportado para os EUA

Depois de ficar seis anos refugiado na Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa de Internet especializada em piratear e divulgar dados de governos e empresas que considera suspeitos, não deve escapar de uma extradição para os Estados Unidos.

Por engano, um tribunal dos EUA revelou há dois dias que uma assessora do procurador especial Robert Mueller, que investiga a influência indevida da Rússia nas eleições americanas de 2016, denunciou Assange em agosto por divulgar mensagens de correio eletrônico obtidas pelos russos.

A denúncia estava em segredo para não prejudicar o inquérito. Como o atual governo equatoriano o pressiona a sair da embaixada, a expectativa é que ele seja forçado a sair em breve.

O dono do WikiLeaks se refugiou na embaixada do Equador no Reino Unido para escapar de um mandado pan-europeu da Justiça da Suécia, que queria interrogá-lo sobre crimes sexuais. A Procuradoria da Suécia retirou as acusações, mas a Justiça britânica queria prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional.

Desde o início, Assange, um anarquista australiano, afirma que o objetivo era extraditá-lo para os EUA por ter divulgado mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado americano, além de material sobre crimes cometidos durante a invasão do Iraque, vazadas pelo soldado Bradley Manning, hoje Chelsea Manning, que recebeu indulto do presidente Barack Obama.

Não se sabe quais as acusações contra Assange. Se a denúncia inicial poderia ser rejeitada pela Justiça dos EUA em nome da liberdade de imprensa, a conspiração com a Rússia para interferir no resultado das eleições americanas é muito mais grave.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Justiça britânica mantém ordem de prisão de Julian Assange

A Justiça do Reino Unido decidiu nesta terça-feira manter o mandado de prisão contra Julian Assange, fundador do sítio WikiLeaks, especializado em vazar documentos secretos de governos e empresas, por violar os termos da liberdade condicional. Ele está refugiado há mais de cinco anos e meio na Embaixada do Equador em Londres e o governo equatoriano o pressiona a sair, informou o jornal inglês The Guardian.

Assange era alvo de um mandado de prisão europeu a pedido da Suécia, que queria interrogá-lo por crimes sexuais. Em 26 de janeiro, seus advogados pediram à Justiça britânica o relaxamento do mandado sob a alegação de que a Procuradoria da Suécia desistiu de interrogá-lo.

A defesa argumentou que "ele passou cinco anos em condições que, sob qualquer visão, são similares à prisão, sem acesso a tratamento médico adequado ou à luz do sol, em circunstâncias em que sua saúde física e psicológica se deteriorou, e corre sério perigo."

Em sua decisão, a juíza distrital Emma Arbuthnot reconheceu que Assange tem "um problema dentário terrível, ombro congelado e depressão". Mas a Procuradoria da Coroa contra-argumentou que "Assange foi solto em liberdade condicional mediante pagamento de fiança; tinha a obrigação de se render à custódia do tribunal e falhou ao não se entregar na hora marcada para fazer isso."

O ciberpirata australiano teme ser extraditado para os Estados Unidos, onde pode ser condenado à prisão perpétua com base numa denúncia secreta por divulgar documentos secretos do governo americano.

Durante esses anos de asilo político, Assange perdeu sua áurea de libertário e combatente pela liberdade contra governos e empresas poderosas. Associou-se à Rússia para atacar a candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos EUA, beneficiando Donald Trump, que elogiou o WikiLeaks durante a campanha.

Em dezembro do ano passado, a Fundação pela Liberdade de Imprensa decidiu por unanimidade parou de arrecadar dinheiro para o WikiLeaks, como fazia desde Assange se asilou na embaixada.

No Equador, o atual presidente, Lenín Moreno, eleito em abril de 2017, rompeu com seu padrinho político e antecessor Rafael Correa, chavista e antiamericano. Está pressionando Assange a deixar a embaixada em Londres.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Filho de Trump trocou e-mails com WikiLeaks durante a campanha

Durante a campanha eleitoral do ano passado nos Estados Unidos, Donald Trump Jr., filho do atual presidente, trocou mensagens de correio eletrônico com a empresa especializada em vazamentos na Internet WikiLeaks, que divulgou mensagens pirateadas provavelmente pelos serviços secretos da Rússia, revelou ontem a revista The Atlantic.

Em 20 de setembro de 2016, o WikiLeaks avisou o filho do então candidato Donald Trump sobre o lançamento de um novo sítio na Internet sobre o relacionamento de seu pai com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Um comitê de ação política anti-Trump está para lançar um sítio chamado putintrump.org", alertou o WikiLeaks. O sítio de vazamentos criado pelo anarquista australiano Julian Assange alega denunciar abusos de poder de governos e empregos, mas decidiu se associar ao Kremlin e a Putin, que combatem sistematicamente a democracia ocidental.

O WikiLeaks acrescentou ter "adivinhado a senha" do sítio contra Trump e perguntou se Trump Jr. tinha algo a dizer a respeito. No dia seguinte, o filho do presidente prometeu investigar que grupo estaria por trás da jogada.

A mensagem do WikiLeaks foi repassada a altos dirigentes da campanha de Trump, como o então chefe da campanha, Steve Bannon; a gerente e chefe da comunicação social, Kellyanne Conway; o assessor e genro de Trump, Jared Kushner; e o diretor digital, Brad Parscale.

"Vocês conhecem as pessoas mencionadas e o que pode ser esta conspiração?", perguntou Trump Jr.

As mensagens fazem parte de uma série de documentos entregues pelos advogados de Trump Jr. à comissão do Congresso dos EUA que investiga um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin.

Trump chama a investigação de uma "caça às bruxas". Depois de um encontro com Putin durante a reunião de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), na semana passada, no Vietnã, o presidente americano voltou a dizer que acreditava na alegação do líder russo de que não houve interferência nenhuma.

No dia seguinte, Trump mudou de ideia. Sob a orientação de assessores, voltou a agir como presidente. Concordou com os serviços secretos dos EUA, que viram interferência da Rússia e investigam se houve conivência da campanha de Trump.

Antes disso, o verdadeiro Trump desabafou no Twitter: "Quando todos os odiosos e tolos lá fora vão perceber que ter um bom relacionamento com a Rússia é coisa boa, não ruim. Estão sempre fazendo um jogo político - ruim para o país. Quero resolver problemas como Coreia do Norte, Síria, Ucrânia, terrorismo, e a Rússia pode ajudar muito!"

Como de costume, Trump revela um otimismo vazio e grande ignorância das questões internacionais. Se a Rússia interveio militarmente na Ucrânia, anexou ilegalmente a península na Crimeia e iniciou uma guerra civil no Leste do país, certamente não é a solução.

Da Coreia do Norte, que era aliada da União Soviética, a Rússia se reaproximou recentemente para ajudar a sustentar o regime. Faz parte da estratégia de Putin de lutar contra a democracia e tentar erodir o poder dos EUA.

Na Síria, a Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad e o Irã, enquanto Trump tenta isolar o regime dos aiatolás junto com a Arábia Saudita. No terrorismo, os dois países têm um inimigo comum.

Hoje, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, fez um duro ataque à guerra cibernética da Rússia contra as democracias ocidentais. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, denunciou a divulgação de notícias falsas por meios de comunicação teleguiados pelo Kremin, como a televisão Rússia Today e a agência de notícias Sputnik.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Coreia do Sul acusa Coreia do Norte por ciberataque

A Coreia do Norte foi responsável pela pirataria cibernética que paralisou computadores e servidores de bancos e emissoras de televisão da Coreia do Sul no mês passado, acusou hoje o governo sul-coreano.

Uma investigação inicial tinha indicado que os hackers eram de uma agência de espionagem militar.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ciberpiratas chineses também atacaram Wall St. Journal

Depois do jornal The New York Times, The Wall St. Journal também acusou hoje piratas cibernéticos chineses de invadir seus sistemas de computador para espionar a cobertura jornalística do jornal na China.

Há um ano, o FBI (Birô Federal de Investigações), a polícia federal dos Estados Unidos, investiga vários incidentes suspeitos envolvendo meios de comunicação americanos e os considera ameaças à segurança nacional do país.

A invasão do Journal era feita sobretudo através do escritório em Beijim.

China invade computadores do New York Times

Nos últimos quatro meses, desde que denunciou o enriquecimento ilícito de parentes de altos dirigentes do regime comunista da China, o jornal The New York Times é alvo de ataques de piratas cibernéticos que tentam roubar senhas de seus repórteres e outros funcionários. O principal jornal dos Estados Unidos afirma que conseguiu repelir o ataque depois de contratar os serviços de uma empresa de segurança cibernética.

Os métodos usados foram semelhantes aos utilizados no passado por militares chineses para espionar os EUA. O principal alvo foi o chefe do escritório do NY Times em Xangai, a maior cidade e principal centro econômico da China, David Barboza. Ele assinou a reportagem revelando o enriquecimento ilícito de familiares do primeiro-ministro Wen Jiabao, que acumularam uma fortuna de US$ 2,7 bilhões.

"Especialistas em segurança cibernética não encontraram provas de que mensagens de correio eletrônico ou arquivos sensíveis relativos às reportagens sobre a família de Wen foram acessados, baixados ou copiados", declarou Jill Abramson, editora executiva do jornal.

Para tentar encobrir a origem do ataque, os ciberpiratas chineses entraram no sistema de computadores do NY Times através de universidades americanas.

Primeiro, para ter acesso, eles introduziram um vírus semelhante ao usado por hackers chineses no passado. Conseguiram invadir o correio de 53 empregados do jornal. A maioria não trabalha na redação do jornal em Nova York.

Não foram encontradas provas de que os chineses tenham procurado informações não relacionadas com as denúncias contra parentes do primeiro-ministro. Provavelmente quisessem apenas descobrir as fontes chinesas das denúncias contra a família de Wen Jiabao.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Google acusa China de invadir correio eletrônico de altos funcionários dos EUA

A empresa de Internet Google acusou hoje hackers (piratas cibernéticos) chineses de invadir centenas de contas do Gmail, inclusive de altos funcionários dos Estados Unidos, de jornalistas e de dissidentes chineses, revela o jornal The Washington Post.

O Google denuncia “uma campanha para descobrir senhas de usuários, monitorar seus emails e usar as senhas para alterar parâmetros.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

EUA identificam ciberpirata chinês

Investigadores dos Estados Unidos acreditam ter identificado o pirata cibernético chinês que criou um programa usado para desvendar segregos do governo e de empresas americanas, inclusive o Google, onde o correio eletrônico de dissidentes foi violado.

Já havia sido dito que os ataques partiram de duas escolas públicas. Fica cada vez mais difícil para o regime comunista da China negar participação na espionagem industrial.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Hackers chantageiam serviços públicos

Piratas de computador estão invadindo os sistemas de informática de grandes empresas de serviços públicos e fazendo exigências sob ameaças, como, por exemplo, cortar o fornecimento de energia elétrica para várias cidades, revelou nesta semana um analista da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos.

"Não sabemos quem realizou esses ataques, mas temos certeza de que houve invasão via Internet", declarou Tom Donahue, especialista de segurança cibernética da CIA, na quarta-feira, 16 de janeiro, numa conferência em Nova Orleans, no estado da Louisiana.

O especialista acredita que os piratas, que chegaram perto de um terrorismo cibernético, tinham conhecimento prévio dos sistemas que invadiram, provavelmente passado por funcionários das empresas atacadas.

Leia mais no jornal americano The Washington Post.