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terça-feira, 21 de maio de 2019

Suécia pede extradição de Assange por crimes sexuais

A Justiça da Suécia pediu ontem a extradição do anarquista e hacker australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, especializado em vazar informações confidencias de governos e empresas, para processá-lo por supostos crimes sexuais.

Assange está preso no Reino Unido por violar os termos de sua liberdade sob fiança ao se refugiar na Embaixada do Equador em Londres, onde ficou por quase sete anos. Preso no mês passado, quando o Equador revogou o asilo, foi condenado a 50 semanas de prisão.

A subprocuradora-geral Eva Marie Persson declarou que um tribunal sueco decidiu reabrir o caso contra Assange por "suspeita de estupro", que havia sido encerrado em 2017. Ele pode ser condenado a até quatro anos de prisão por ter forçado uma relação sexual com uma mulher que estava dormindo, sem usar camisinha. Pela lei sueca, isto caracteriza um estupro.

O mandato de prisão europeu cria uma disputa entre a Suécia e os Estados Unidos, que querem processá-lo pela acusação de conspiração para piratear computadores do governo americano.

Cabe agora à Justiça britânica decidir para onde vai Assange. A acusação de estupro na Suécia prescreve em agosto de 2020. As outras alegações de crimes sexuais prescreveram em 2017. O australiano proclama inocência, afirmando que o sexo foi consensual e que tudo não passa de uma manobra política para enviá-lo para os EUA.

Diante da Embaixada do Equador, manifestantes protestaram hoje contra a entrega de seus objetos pessoais aos EUA aos gritos de "ladrões" e "vergonha".

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Assange é condenado a 50 semanas de prisão por violar termos da fiança

Um tribunal do Reino Unido condenou hoje o anarquista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, especializado em vazar segredos empresariais e de Estado, a 50 semanas de prisão por violar os termos de sua liberdade mediante fiança, noticiou o jornal inglês The Guardian.

Assange refugiou-se em 2012 na Embaixada do Equador do Londres para evitar uma extradição para a Suécia, onde era suspeito de crimes sexuais. Ele acreditava que tudo não passava de uma manobra para enviá-lo para os Estados Unidos, onde agora é acusado de piratear computadores para roubar documentos sigilosos.

No mês passado, o Equador autorizou a polícia britânica a entrar na embaixada e prender Assange, acusando-o de violar os termos de seu asilo político. A juíza Deborah Taylor entendeu que o australiano se colocou "deliberadamente fora do alcance" das autoridades do Reino Unido e desde 2012 vinha "explorando sua posição privilegiada para burlar a lei e propagandear internacionalmente seu desdém pela lei deste país".

Suas ações, acrescentou a juíza, foram "uma tentativa deliberada de se evadir da ação da Justiça ou retardá-la". Em carta, Assange pediu desculpas, alegando que se encontrava em "circunstâncias terríveis".

Do lado de fora do tribunal, manifestantes pediam sua libertação.

Na próxima semana, Assange vai participar através de vídeo de uma audiência sobre o processo de extradição para os EUA. O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, um radical de esquerda, repudia a extradição.

sábado, 17 de novembro de 2018

Fundador do WikiLeaks deve ser deportado para os EUA

Depois de ficar seis anos refugiado na Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, uma empresa de Internet especializada em piratear e divulgar dados de governos e empresas que considera suspeitos, não deve escapar de uma extradição para os Estados Unidos.

Por engano, um tribunal dos EUA revelou há dois dias que uma assessora do procurador especial Robert Mueller, que investiga a influência indevida da Rússia nas eleições americanas de 2016, denunciou Assange em agosto por divulgar mensagens de correio eletrônico obtidas pelos russos.

A denúncia estava em segredo para não prejudicar o inquérito. Como o atual governo equatoriano o pressiona a sair da embaixada, a expectativa é que ele seja forçado a sair em breve.

O dono do WikiLeaks se refugiou na embaixada do Equador no Reino Unido para escapar de um mandado pan-europeu da Justiça da Suécia, que queria interrogá-lo sobre crimes sexuais. A Procuradoria da Suécia retirou as acusações, mas a Justiça britânica queria prendê-lo por violar os termos de sua liberdade condicional.

Desde o início, Assange, um anarquista australiano, afirma que o objetivo era extraditá-lo para os EUA por ter divulgado mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado americano, além de material sobre crimes cometidos durante a invasão do Iraque, vazadas pelo soldado Bradley Manning, hoje Chelsea Manning, que recebeu indulto do presidente Barack Obama.

Não se sabe quais as acusações contra Assange. Se a denúncia inicial poderia ser rejeitada pela Justiça dos EUA em nome da liberdade de imprensa, a conspiração com a Rússia para interferir no resultado das eleições americanas é muito mais grave.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Evangélico pedófilo aliado de Trump perde eleição no Alabama

O candidato democrata Doug Jones foi eleito para o Senado dos Estados Unidos pelo estado do Alabama, vencendo o ex-juiz evangélico Roy Moore, aliado do presidente Donald Trump, acusado pedofilia por várias mulheres durante a campanha eleitoral.

Foi a primeira vitória democrata para o Senado no Alabama desde 1972 e o senador eleito naquele ano aderiu ao Partido Republicano dois anos depois. A derrota reduz a maioria republicana no Senado para dois votos (51-49), dificultando a aprovação das propostas legislativas do governo Trump. O presidente apoiou outro candidato na eleição primária republicana, mas resolveu ficar com Moore, apesar das denúncias de crimes sexuais.

Como o resultado foi apertado, Moore recusou-se a reconhecer a derrota, argumentando que, quando a diferença é de 1%, os votos devem ser recontados. Na realidade, a lei do Alabama prevê a recontagem quando a diferença for de até 0,5% ou quando um candidato pedir e pagar.

Com 99% da apuração concluída, a diferença é de 1,5% dos votos apurados. A vantagem do democrata é menor do que os 22.783 votos, cerca de 1,7%, preenchidos à mão por republicanos que se recusaram a votar em Moore.

Quando Trump nomeou o então senador Jeff Sessions para secretário da Justiça, ninguém poderia imaginar que os republicanos perderiam uma eleição no estado, um dos mais pobres e conservadores dos EUA. Mas o candidato errado ganhou a eleição prévia e se negou a desistir quando foi desmoralizado.

Durante a campanha, uma mulher revelou ter sido molestada sexualmente por Moore quando ela tinha 14 anos e ele 32, em reportagem publicada no jornal The Washington Post. Várias outras mulheres fizeram acusações semelhantes.

O ex-desembargador, afastado duas vezes do Tribunal de Justiça do Alabama por querer colocar os Dez Mandamentos do cristianismo dentro da corte, negou tudo. Alegou se tratar de uma conspiração esquerdista para desmoralizá-lo.

Mesmo assim, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, outros dirigentes do Partido Republicano e até Ivanka Trump, filha do presidente, declararam que acreditavam nas mulheres. Eles não conseguiram convencer Trump a abandonar Moore, o que o pressionaria a desistir da candidatura.

Trump entrou pessoalmente na campanha e insistiu que a eleição de um republicano era fundamental para manter a maioria do partido no Senado. Foi uma derrota pessoal.

Outro grande perdedor foi o ex-chefe de campanha e ex-estrategista de Trump na Casa Branca, Steve Bannon, um guru do ultranacionalismo e antiglobalismo da ultradireita, que apoiou Moore desde a primária.

Trump é acusado de abuso sexual por pelo menos dez mulheres. Anos atrás, nos bastidores de um programa de televisão, ele fez comentários revelados durante a campanha em que se gabava de apalpar os órgãos sexuais de mulheres que não reagiriam negativamente porque ele é rico e famoso.

Apesar do escândalo, Trump foi eleito. Com a onda de denúncias de crimes sexuais cometidos pelo produtor de cinema Harvey Weinstein, magnatas de Hollywood, jornalistas, chefs de cozinha e outras celebridades caíram do pedestal e estão sendo processados por assédio sexual.

Os políticos foram os últimos. Sob pressão das bancadas femininas, o senador Al Franken renunciou ao mandato na semana passada. E agora as mulheres que acusam Trump voltaram as manchetes e insistem que o presidente seja investigado por crimes sexuais.

sábado, 25 de novembro de 2017

Macron promete fazer da igualdade entre os sexos meta de governo

No Dia Internacional de Luta contra a Violência contra a Mulher, o presidente Emmanuel Macron prometeu fazer da igualdade entre homens e mulheres uma das metas prioritárias de seu governo na França, noticiou o sítio FranceInfo, da televisão francesa.

No ano passado, houve 123 casos de feminicídio na França, mulheres assassinadas por parceiros ou ex-parceiros.

"De modo geral, é toda a sociedade que deve embarcar neste verdadeiro combate cultural", declarou o mais jovem presidente da história da França. "A sociedade deve se engajar. Estamos lançando aqui a primeira campanha nacional contra a violência contra a mulher."

"Essa campanha tem vários objetivos: suscitar uma tomada de consciência coletiva, informar as vítimas sobre os passos necessários para denunciar os agressores, com um número de telefone para ligar, o 3919, um sítio na Internet para consultar Pare com a violência contra a mulher!, sensibilizar a sociedade para a problemática da violência e, finalmente, responsabilizar as testemunhas da violência sexual e sexista, convidando-os a ajudar as vítimas", acrescentou Macron.

Depois das denúncias de crimes sexuais contra Harvey Weinstein, as francesas também estão acusando homens que teriam cometido abusos sexuais, avanços indesejados, violência física ou ameaças como perder o emprego. #Balancetonporc (#Entregueseuporco) é a hashtag para o movimento das mulheres na França.

O presidente francês prometeu criminalizar as ofensas sexistas, penalizando-as com multas pesadas, vigiar as redes sociais e combater a difusão da pornografia na Internet. Ele acredita que a educação é a principal arma para lutar contra a violência sexual: "A escola tem um papel fundamental."

Macron quer ampliar os poderes do Conselho Superior do Audiovisual para fiscalizar os vídeos nas redes sociais. As associações feministas criticaram a campanha, considerando-a irrealista e com orçamento reduzido diante das ambições do presidente.

Nos Estados Unidos, um quarto das mulheres sofreu agressões sexuais. No Egito, 99%.

sábado, 17 de junho de 2017

Júri não chega a veredito sobre caso de abuso sexual de Bill Cosby

BOSTON, EUA - Com o júri dividido depois de 52 horas de deliberações, o processo contra o ator americano Bill Cosby, um dos mais populares da televisão dos Estados Unidos, entrou em colapso hoje na cidade de Norristown, no estado da Pensilvânia. A promotoria vai recorrer para pedir um segundo julgamento dentro de 120 dias.

Neste caso, ele fora denunciado por três acusações de agressão sexual agravada contra a treinadora do time de basquete feminino da Universidade de Temple, Andrea Constand.

Nos últimos anos, 60 mulheres acusaram Cosby, hoje com 79 anos, de abusos sexuais, inclusive com uso de droga para impedir a reação das vítimas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Suécia abandona acusação de crimes sexuais contra Assange

Seis meses depois de entrevistar o anarquista australiano Julian Assange na embaixada do Equador em Londres, onde ele estava refugiado, a Procuradoria da Suécia decidiu arquivar o inquérito sobre crimes sexuais supostamente cometidos por ele. Mas as autoridades britânicas advertem que ele pode ser preso por violar os termos de sua liberdade condicional.

Assange era suspeito desde 2010 de ter cometido estupro e outros crimes sexuais na Suécia. Como fundador do sítio de vazamento de documentos de governos e grandes empresas WikiLeaks, ele divulgou provas de crimes de guerra e centenas de milhares de documentos dos departamentos de Estado e da Defesa dos Estados Unidos.

Como temia ser extraditado para a Suécia e de lá para os EUA, depois de perder vários recursos contra o mandado de prisão pan-europeu emitido pela procuradoria sueca, em maio de 2012, Assange se refugiu na Embaixada do Equador no Reino Unido.

Entre seus múltiplos desafios, Assange declarou que aceitaria ser julgado pela Justiça dos EUA se o soldado Bradley Manning, preso por roubar os arquivos secretos, fosse libertado. No fim de seu governo, o presidente Barack Obama reduziu a pena de Chelsea Manning, seu novo nome depois que mudou de um tratamento para mudar de sexo. Ela foi solta nesta semana.

Recentemente, o WikiLeaks ajudou a divulgar documentos pirateados pela Rússia para prejudicar as candidaturas de Hillary Clinton, nos EUA, e Emmanuel Macron, na França.

Na sacada da embaixada equatoriana, hoje Assange fez pose de vencedor: "A guerra propriamente dita está apenas começando."


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Comitê da ONU considera ilegal a detenção de Assange

O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária das Nações Unidas considerou ilegal a detenção do hacker australiano Julian Assange, exilado há mais de três anos na embaixada do Equador no Reino Unido para escapar de um mandato de prisão europeu a pedido da Suécia, onde ele é acusado de crimes sexuais.

"Só podemos dizer que o grupo chegou a uma conclusão diferente das autoridades judiciais suecas", comentou o Ministério do Exterior da Suécia.

Em Londres, Assange deu entrevista hoje considerando-se perseguido há cinco anos: "Espero que meu passaporte seja devolvido e o fim de tentativas adicionais de prisão."

Ele teme que a extradição para a Suécia seja apenas uma manobra para entregá-lo aos Estados Unidos, onde ele é acusado de roubar segredos de Estado por divulgar documentos sigilosos no WikiLeaks.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Assange será interrogado na embaixada do Equador em Londres

Depois de mais de três anos asilado na Embaixada do Equador no Reino Unido, o australiano Julian Assange, fundador do sítio WikiLeaks, será interrogado, revelou o presidente equatoriano, Rafael Correa. O Equador fez um acordo com a procuradoria da Suécia para ele ser questionado sobre as acusações de abuso sexual.

Correa esclareceu que as autoridades suecas vão encaminhar as perguntas aos funcionários equatorianos, que farão o interrogatório, revelou o jornal britânico The Independent.

Assange vive desde agosto de 2012 na embaixada, situada no bairro londrino de Knightsbridge, onde se refugiou para não ser preso e extraditado para a Suécia com base num mandato de prisão europeu, que foi aceito pelas autoridades britânicas porque em princípio toda pessoa tem direito a um julgamento justo em qualquer país da União Europeia.

Ele é acusado por duas mulheres de abusos sexuais, que nega. Alega que tudo não passa de uma manobra para extraditá-lo para os Estados Unidos, onde é acusado de roubar documentos e revelar segredos de Estado através do WikiLeaks.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conclave para eleger papa pode iniciar em 15 de março

A reunião do Sacro Colégio Cardinalício para eleger o sucessor do papa Bento XVI pode começar em 15 de março, se houver número suficiente de cardeais em Roma, admitiu hoje a Santa Sé, reporta a agência Reuters.

Pelas normas da Igreja Católica, o Conclave deve ser iniciado 15 a 20 dias depois do trono de São Pedro ficar vago, o que acontecerá em 28 de fevereiro. Um novo papa deve ser eleito antes da Páscoa, que neste ano cai em 31 de março.

Bento XVI renunciou surpreendentemente alegando problemas de saúde para continuar exercendo "o ministério de Pedro". Sua decisão abriu uma série de discussões sobre intrigas, fofocas e traições na Cúria Romana, revelando todo o atraso de uma instituição medieval que resiste a qualquer tentativa de modernização.

A maior crise da Igreja Católica Apostólica Romana se deve à falta de padres para realizar sua missão. Enquanto não acabar com o celibato, a proibição dos padres se casarem, e não aceitar a ordenação de mulheres, esse problema fundamental não vai mudar - para não falar no problema da pedofilia, dos escândalos sexuais causados por religiosos que não conseguem controlar seus instintos mais selvagens e do veto ao uso da camisinha para combater a aids.

Quando um papa conservador e debilitado que passou a vida lutando para manter tudo como está, inclusive acobertando crimes sexuais de suas ovelhas-chefes prega uma "verdadeira renovação", só revela quão esclerosada e anacrônica é a instituição que preside.

Talvez a saída seja a eleição de um papa não europeu. Seria um reconhecimento de a Igreja tem pouco peso hoje no continente onde está instalada. Em países como o Reino Unido e a Holanda, apenas 1% frequentam a missa dominical. Muita gente ainda se casa e batiza seus filhos na Igreja como um ritual, uma festa. O número dos que seguem a orientação da Igreja é mínimo.

Sua maior força está em regiões mais atrasadas do planeta como a África e a América Latina, onde a pregação conservadora e moralista está mais de acordo com as visões religiosas. Se o novo papa vier do Terceiro Mundo, será uma esperança de renovação. Mas, para mudar algo, ele terá de enfrentar o atraso, as futricas e traições das lutas internas pelo poder no Vaticano.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Equador concede asilo político a Assange

Sob a alegação de que ele não teria direito a um julgamento justo, o governo do Equador concedeu hoje asilo político ao australiano Julian Assange, fundador do sítio WikiLeaks, que vazou na Internet mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado americano, de outros países e de empresas. Ele é acusado de crimes sexuais na Suécia e teve seu pedido de extradição aceito pela Justiça do Reino Unido.

Como acredita que tudo não passa de uma manobra para que a Suécia o entregue aos Estados Unidos, esgotados todos os recursos jurídicos no Reino Unido, em 19 de junho, Assange entrou na Embaixada do Equador em Londres.

Hoje de manhã, o ministro do Exterior equatoriano, Ricardo Patiño, justificou a concessão de asilo alegando que Assange é um defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão, e é vítima de perseguição política. Se for extraditado para os EUA, Assange não será submetido a um julgamento justo, pode ser levado a uma corte marcial e executado.

O problema para Assange é que agora ele precisa de um salvo-conduto para ir da embaixada até o aeroporto, e o governo britânico ameaça prendê-lo se ele deixar a representação diplomática. Ao pedir asilo, o australiano violou os termos de sua liberdade condicional.

Agora há pouco, o ministro do Exterior britânico, William Hague, deixou claro que ele não terá salvo-conduto para sair da embaixada e deixar o Reino Unido.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Assange pede asilo político ao Equador

Depois que o Supremo Tribunal de Justiça do Reino Unido rejeitou seu último apelo contra o pedido de extradição da Suécia, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pediu asilo à Embaixada do Equador em Londres.

Assange é acusado de crimes sexuais contra duas suecas, mas teme que o pedido seja apenas uma manobra para extraditá-lo para os Estados Unidos, onde ele é acusado de roubar segredos de Estado porque o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Suécia defende pedido de extradição de Assange

Advogados do governo da Suécia defenderam hoje no Supremo Tribunal do Reino Unido o pedido de extradição do australiano Julian Assange, acusado de quatro crimes sexuais por duas mulheres com quem admite ter mantido relações sexuais que afirma terem sido consensuais.

Assange é o fundador do sitio de Internet WikiLeaks, que divulgou mais de 250 mil sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos. Ele alega que o processo na Suécia é apenas pretexto para que seja preso e extraditado para os EUA.

Em nome do governo sueco, a advogada britânica Clare Montgomery argumentou que cabe ao país-membro da União Europeia "identificar quem considera autoridade judicial competente para emitir uma ordem de prisao europeia".

A defesa de Assange entende que só um juiz, e não a promotoria, teria competência para ordenar a prisão. A decisao da Justiça do Reino Unido deve sair em semanas.

Se a Suprema Corte britânica confirmar a extradição, Assange ainda poderá recorrer a Corte Europeia de Direitos Humanos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Assange apela ao Supremo Tribunal britânico

O australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, sítio de internet especializado em vazar documentos sigilosos, recorreu hoje ao Supremo Tribunal do Reino Unido para tentar impedir sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Assange afirma que está sendo perseguido por ter divulgado mais de 250 mil documentos do sigilosos do governo dos Estados Unidos, que pediria sua extradição à Suécia.

A decisão dos sete ministros do Supremo britânico deve ser anunciada em semanas. Se perder, Assange ainda poderá ir à Corte Europeia de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo, na França. Ele é objeto de um mandado de prisão europeu, que em princípio deve ser concedido pelos países-membros da União Europeia, com a suposição de que o réu terá um julgamento justo em qualquer país do bloco.

Em sua defesa, os advogados do australiano vão questionar a competência de uma promotora pública sueca para pedir a extradição. Eles alegam que promotor não é autoridade judicial. Assim, não poderia assinar ordens de prisão.

O processo se arrasta há mais de um ano. Assange chegou a ser preso no fim de 2010, mas teve direito à fiança e desde então vive em prisão domiciliar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Assange pode recorrer ao Supremo Tribunal britânico

O Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido autorizou o anarquista australiano Julian Assange a recorrer ao Supremo Tribunal contra o pedido de extradição feito pela Suécia, onde ele é acusado de crimes sexuais contra duas mulheres.

Assange é o criador da organização não governamental WikiLeaks, que divulgou mais de 250 mil documentos sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos. Ele denuncia o caso na Suécia como uma armação para enviá-lo para os EUA, onde é acusado de roubar os documentos.

A defesa de Assange insiste em que a Justiça britânica examine as alegações apresentadas contra ele na Suécia. Argumenta que sua extradição é ilegal porque se baseia num pedido de um promotor com motivações políticas e que não pode ser chamado de "acusado" porque ainda não há denúncia contra ele, apenas uma investigação, informa a TV pública britânica BBC.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Assange só precisa pagar fiança para ser solto

O Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido rejeitou agora há pouco um recurso da Suécia contra a libertação do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que agora só precisa pagar uma fiança de 240 mil libras, cerca de R$ 640 mil, para responder em liberdade ao processo de extradição.

Assange, responsável pela divulgação de mais de 250 mil documentos secretos da diplomacia dos Estados Unidos, é acusado por duas mulheres suecas de crimes sexuais.

Em princípio, com base na decisão do juiz de primeira instância há dois dias, ele deve usar uma pulseira eletrônica para ser localizado a qualquer momento. Terá de observar um toque de recolher de 22h às 2h e de se apresentar diariamente à polícia no início da noite.

Nos EUA, o jornal The New York Times confirmou que o Departamento da Justiça dos Estados Unidos procura provas de que ele teria ajudado a obter os documentos para denunciá-lo por conspiração.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Suécia recorre e Assange fica preso mais 48 horas

Sob o argumento de que Julian Assange pode fugir, a Suécia conseguiu evitar o fundador da organização não governamental WikiLeaks fosse libertado sob fiança pela Justiça do Reino Unido. Ele fica preso pelo menos mais 48 horas, até o julgamento do recurso sueco.

Assange, de 39 anos, se entregou à polícia britânica, a Scotland Yard, há uma semana. Ele é acusado por duas mulheres de ter cometido crimes sexuais na Suécia e vai enfrentar um processo de extradição.

Antes de chegar ao tribunal hoje em Londres, Assange mandou um recado através da mãe, criticando as empresas financeiras Mastercard, Visa e PayPal, que fecharam as contas pelas quais o WikiLeaks recebia dinheiro.

No tribunal, Assange e seus advogados pediram que ele seja solto mediante fiança. O juiz concordou, mas impôs condições rigorosas.

A fiança de 240 mil libras, mais de R$ 640 mil, precisa ser paga em dinheiro vivo. Ele terá de usar uma pulseira eletrônica para ser encontrado a qualquer momento. Terá de cumprir toque de recolher noturno das 22h às 2h e de se apresentar diariamente à polícia no fim da tarde. Seu passaporte não será devolvido.

Do lado de fora do Fórum Real de Westminster, aliados de Assange, como a ativista Bianca Jagger, o cineasta Ken Loach, o jornalista John Pilger e a socialite Jemima Khan começaram a arrecadar dinheiro para pagar a fiança.

Sua libertação depende agora da decisão judicial sobre o recurso da Suécia, em 48 horas.

O julgamento do pedido de extradição para a Suécia deve ser julgado em oito a dez semanas. Se forem usados todos os recursos até o Supremo Tribunal, pode se estender por um ano A próxima audiência deste processo foi marcada para 11 de janeiro.