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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Prisão do ex-príncipe Andrew abala a monarquia britânica

No dia de seus 66 anos, o antigo príncipe foi preso ontem por ligações com o pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein, que morreu na cadeia em 2019. Foi solto 12 horas depois, mas a investigação continua. Sua face revela o tamanho da desgraça de sua queda espetacular.

É a maior crise da monarquia britânica desde a abdicação de Eduardo VIII, em 11 de dezembro de 1936, para se casar com uma norte-americana divorciada. Um membro da família real britânica não era preso desde a Guerra Civil Inglesa do século 17, quando o rei Carlos I foi condenado por traição e decapitado, em 30 de janeiro de 1649, pelos republicanos liderados por Oliver Cromwell.

Oficialmente, Andrew Albert Christian Edward Mountbatten Windsor está sendo investigado por "má conduta em cargo público", no caso, por passar a Epstein documentos do governo como enviado comercial para promover os negócios e as empresas do Reino Unido no exterior.

Uma vítima da gangue de Epstein que se matou no ano passado acusa o ex-príncipe de ter mantido relações sexuais quando ela tinha 17 anos. Há suspeitas de que Epstein tenha traficado mulheres para fazer sexo com Andrew no Reino Unido.

No início do mês, Peter Mandelson, o ideólogo do neotrabalhismo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, renunciou a uma cadeira vitalício na Câmara dos Lordes e deixou o partido, depois de perder o cargo de embaixador nos EUA por receber dinheiro de Epstein e ter repassado ao pedófilo documento sigilosos do governo britânico.

Agora, é a família real que está perto do banco dos réus. Como alertou o jornal republicano The Guardian, a velha fórmula de silêncio e exílio discreto, de resolver internamente os problemas da monarquia, não funciona mais. A era da impunidade da realeza chegou ao fim.

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quarta-feira, 14 de junho de 2023

Livro revela escândalos de pedofilia da Igreja Católica no Brasil

Os problemas de abuso sexual na Igreja Católica são tão antigos quanto o catolicismo, mas abalaram a instituição especialmente desde denúncias do jornal norte-americano Boston Globe, em 2002. 

Nas últimas duas décadas, houve revelações escabrosas de casos de pedofilia nos Estados Unidos, na Austrália, na Alemanha, na Espanha, na Irlanda, no Chile, na Argentina, no México, na Bolívia... 

Pouco se ouviu falar no Brasil, maior país católico do mundo. Mas agora os jornalistas Fábio Gusmão e Giampaolo Morgado Braga estão lançando Pedofilia na Igreja – um dossiê inédito sobre casos de abusos envolvendo padres católicos no Brasil.

Durante três anos, os repórteres pesquisaram em mais de 25 mil páginas de documentos em tribunais, ministérios públicos, inquéritos policiais, dossiês, relatórios e bases de dados internacionais. Ouviram vítimas e seus parentes, policiais, promotores, advogados, jornalistas, membros do clero, psicólogos e um padre condenado.

Entre os entrevistados, estão o repórter Michael Rezendes, que revelou o escândalo no Boston Globe, e o advogado Mitchel Garebedian, que defendeu as vítimas de Boston.

Pelo menos 108 clérigos foram acusados, indiciados, denunciados ou condenados pelo abuso sexual de 148 crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental em 96 cidades de 23 estados do Brasil.

O livro investiga causas, consequências e os desafios da Igreja Católica, com destaque para os esforços do papa Francisco, que emitiu 15 documentos sobre esses abusos sexuais e fez do combate à pedofilia uma das marcas de seu pontificado. Hoje toda diocese da Igreja tem uma comissão para receber denúncias de abusos sexuais.

Pedofilia na Igreja será lançado hoje às 19 horas na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, pela editora Máquina de Livros. Já está disponível como livro digital em 20 plataformas. Os editores foram entrevistados ontem por Quarentena News, com transmissão ao vivo no Facebook e no YouTube.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Número três do Vaticano é condenado por pedofilia na Austrália

O cardeal George Pell, ex-arcebispo de Melbourne, terceiro homem na hierarquia do Vaticano, onde é ministro das Finanças, foi condenado na Austrália por agressão sexual a menores. Pode pegar 50 anos de cadeia. O caso está sob segredo de Justiça, levantado hoje.

Em 1996, o cardeal atacou dois meninos de 12 e 13 anos do coral da Catedral de São Patrício, em Melbourne, na sacristia da igreja, denunciou o Ministério Público australiano. Ele foi condenado em 11 de dezembro, mas a notícia só pode ser divulgada agora.

Na quarta-feira, haverá nova audiência para o juiz estipular o tempo da sentença. Seus advogados anunciaram que vão recorrer. Pell, de 77 anos, está afastado temporariamente da Santa Sé, onde ainda é oficialmente o ministro das Finanças.

Durante a semana passada, o papa Francisco realizou uma reunião no Vaticano para combater a pedofilia na Igreja Católica, mas não tocou na questão central, o celibato dos padres. Cerca de 70% dos padres australianos são acusados de pedofilia.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Todos bispos chilenos pedem demissão em escândalo de pedofilia

Em um documento bombástico, o papa Francisco reconheceu o fracasso coletivo da Igreja Católica do Chile no combate à pedofilia, acobertando "númerosas situações de abuso de poder, abuso de autoridade e abusos sexuais". Os "documentos comprometedores" foram destruídos. Toda a cúpula da Igreja Católica chilena foi convocada para dar explicações no Vaticano e pediu demissão.

"Nós, todos os bispos presentes em Roma, entregamos nossos postos nas mãos do Santo Padre para que ele decida livremente" quem vai chefiar a Igreja chilena, declararam porta-vozes da Conferência Nacional dos Bispos do Chile. "Pedimos perdão pela dor causada às vítimas, ao papa, a Deus e a nosso país pelos graves erros e omissões que cometemos."

O texto, revelado ontem pela televisão chilena T13, se baseia num relatório não divulgado de 2,3 mil páginas redigido por dois investigadores nomeados pelo papa. Denuncia "a existência de gravíssimas negligências na proteção de vulneráveis de parte de bispos e superiores religiosos". Religiosos expulsos por "comportamentos imorais" foram acolhidos por outras dioceses, onde mantinham "contatos cotidianos diretos com menores".

As acusações de pedofilia foram consideradas "inverossímeis" quando apresentavam "graves indícios de delitos efetivos", além da "homossexualidade ativa" de religiosos, em flagrante violação às normas da Igreja.

"Seria irresponsável de nossa parte não escavar para encontrar as raízes e as estruturas que permitiram que esses acontecimentos se produzissem e fossem perpetuados", afirmou o papa Francisco.

Durante visita recente ao Chile, o papa atacou quem denunciava a pedofilia na Igreja, mas voltou atrás, reconheceu o erro e decidiu punir os responsáveis com rigor.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Alabama rejeita pedido de recontagem de votos de juiz pedófilo

O estado do Alabama certificou ontem a vitória do candidato democrata Doug Jones na eleição para preencher a vaga aberta no Senado dos Estados Unidos pela nomeação de Jeff Sessions como ministro da Justiça, rejeitando o pedido de recontagem dos votos feito pelo ex-desembargador Roy Moore, acusado de pedofilia durante a campanha eleitoral.

Com o escândalo, Moore perdeu por 22 mil votos e Jones conquistou a primeira vitória de um democrata para representar o Alabama no Senado desde 1992, numa grande derrota para o presidente Donald Trump, que se empenhou diretamente na campanha do pedófilo, ignorando as acusações de crimes sexuais contra menores.

Moore não aceitou o resultado e recorreu às autoridades eleitorais apresentando-se como vítima de "fraude eleitoral sistemática". Seus partidários acusaram o secretário de Estado do Alabama, John Merrill, do Partido Republicano de ignorar provas e destruí-las.

Em resposta, Merrill afirmou que o estado não guarda nenhum registro dos votos eletrônicos, mas guarda as cópias em papel para uma possível recontagem e desafiou qualquer pessoa a apontar indícios consistentes de fraude em qualquer eleição no Alabama.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Evangélico pedófilo aliado de Trump perde eleição no Alabama

O candidato democrata Doug Jones foi eleito para o Senado dos Estados Unidos pelo estado do Alabama, vencendo o ex-juiz evangélico Roy Moore, aliado do presidente Donald Trump, acusado pedofilia por várias mulheres durante a campanha eleitoral.

Foi a primeira vitória democrata para o Senado no Alabama desde 1972 e o senador eleito naquele ano aderiu ao Partido Republicano dois anos depois. A derrota reduz a maioria republicana no Senado para dois votos (51-49), dificultando a aprovação das propostas legislativas do governo Trump. O presidente apoiou outro candidato na eleição primária republicana, mas resolveu ficar com Moore, apesar das denúncias de crimes sexuais.

Como o resultado foi apertado, Moore recusou-se a reconhecer a derrota, argumentando que, quando a diferença é de 1%, os votos devem ser recontados. Na realidade, a lei do Alabama prevê a recontagem quando a diferença for de até 0,5% ou quando um candidato pedir e pagar.

Com 99% da apuração concluída, a diferença é de 1,5% dos votos apurados. A vantagem do democrata é menor do que os 22.783 votos, cerca de 1,7%, preenchidos à mão por republicanos que se recusaram a votar em Moore.

Quando Trump nomeou o então senador Jeff Sessions para secretário da Justiça, ninguém poderia imaginar que os republicanos perderiam uma eleição no estado, um dos mais pobres e conservadores dos EUA. Mas o candidato errado ganhou a eleição prévia e se negou a desistir quando foi desmoralizado.

Durante a campanha, uma mulher revelou ter sido molestada sexualmente por Moore quando ela tinha 14 anos e ele 32, em reportagem publicada no jornal The Washington Post. Várias outras mulheres fizeram acusações semelhantes.

O ex-desembargador, afastado duas vezes do Tribunal de Justiça do Alabama por querer colocar os Dez Mandamentos do cristianismo dentro da corte, negou tudo. Alegou se tratar de uma conspiração esquerdista para desmoralizá-lo.

Mesmo assim, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, outros dirigentes do Partido Republicano e até Ivanka Trump, filha do presidente, declararam que acreditavam nas mulheres. Eles não conseguiram convencer Trump a abandonar Moore, o que o pressionaria a desistir da candidatura.

Trump entrou pessoalmente na campanha e insistiu que a eleição de um republicano era fundamental para manter a maioria do partido no Senado. Foi uma derrota pessoal.

Outro grande perdedor foi o ex-chefe de campanha e ex-estrategista de Trump na Casa Branca, Steve Bannon, um guru do ultranacionalismo e antiglobalismo da ultradireita, que apoiou Moore desde a primária.

Trump é acusado de abuso sexual por pelo menos dez mulheres. Anos atrás, nos bastidores de um programa de televisão, ele fez comentários revelados durante a campanha em que se gabava de apalpar os órgãos sexuais de mulheres que não reagiriam negativamente porque ele é rico e famoso.

Apesar do escândalo, Trump foi eleito. Com a onda de denúncias de crimes sexuais cometidos pelo produtor de cinema Harvey Weinstein, magnatas de Hollywood, jornalistas, chefs de cozinha e outras celebridades caíram do pedestal e estão sendo processados por assédio sexual.

Os políticos foram os últimos. Sob pressão das bancadas femininas, o senador Al Franken renunciou ao mandato na semana passada. E agora as mulheres que acusam Trump voltaram as manchetes e insistem que o presidente seja investigado por crimes sexuais.

sábado, 12 de abril de 2014

Papa Francisco pede desculpas por pedofilia na Igreja

Pela primeira vez, o papa Francisco pediu perdão ontem pelos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica. No mês passado, ele nomeou uma comissão de alto nível para atacar o problema.

"Eu se sinto compelido a atacar pessoalmente o mal cometido por padres, poucos se compararmos com o número total de sacerdotes, e de pedir perdão pessoalmente pelo mal que eles fizeram ao abusar sexualmente de menores", declarou o papa diante do Conselho Católico Internacional para a Criança, noticia a agência Reuters.

Francisco acrescentou: "A Igreja está consciente dos danos pessoais e morais causados por esses agentes da Igreja. Não vamos dar um passo atrás na maneira como lidamos com este problema e nas sanções que devem ser impostas. Ao contrário, temos de ser ainda mais duros."

Nas últimas décadas, o Vaticano foi acusado de conivência, de não tomar imediatamente as medidas necessárias para investigar padres, curas e bispos pedófilos e entregá-los à Justiça. Entre as reformas prometidas por Francisco, está a linha dura contra a pedofilia. Mas não se discute, pelo menos não na cúpula da Igreja, o fim do celibato, que permitiria aos padres e bispos ter uma vida sexual normal.

Francisco é um conservador e reformista moderado. Quer moralizar a Igreja e aproximá-la do homem comum, quer uma Igreja mais franciscana, mas está longe de mexer nos grandes tabus que impedem uma verdadeira modernização do catolicismo, enquanto crescem as igrejas evangélicas pentecostais de inspiração americana.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ONU denuncia conivência da Igreja com pedofilia

Numa grave denúncia contra a conivência da Igreja Católica, o Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança apelou ao Vaticano para que afaste imediatamente todos os religiosos envolvidos em escândalos sexuais e os denuncie à Justiça para que sejam julgados e punidos. A Santa Sé repudiou o que chamou de "tentativa de ingerência" da ONU em seus assuntos internos e nos ensinamentos da Igreja.

No relatório, a ONU declara estar "gravemente preocupada que a Santa Sé não tenha reconhecido a extensão de seus crimes nem haja tomado as medidas necessárias para encarar os casos de pedofilia e proteger os menores, e adotado políticas que dificultaram a investigação desses abusos e levaram à impunidade de seus autores", como a imposição de uma "lei do silêncio" e a transferência de suspeitos para outras paróquias.

A ONU exige que o Vaticano abra seus arquivos sobre investigações de escândalos sexuais, cumpra a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, de 1989, que assinou, e compense as vítimas padres, frei, curas e bispos tarados.

"Há uma violação da convenção até agora porque eles não fizeram tudo o que deveriam", afirmou a presidente do comitê, a diplomata dinamarquesa Kristen Sandberg na entrevista coletiva de lançamento do relatório.

O documento também critica as políticas do Vaticano sobre aborto, homossexualismo e controle da natalidade, o que motivou a reação da Santa Sé falando em ingerência nos ensinamentos da Igreja.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Putin insinua ligação entre gays e pedofilia

Em mais uma de suas tiradas fascistoides, ao afirmar que os homossexuais que forem à Olimpíada de Inverno em Sóchi, na Rússia, em fevereiro de 2014, o presidente Vladimir Putin declarou que os gays não serão discriminados e não terão problemas "desde que deixem os menores em paz".

É uma sugestão sórdida. Os grupos fascistas que perseguem, agridem e matam homossexuais na Rússia se apresentam como movimentos de luta contra a pedofilia.

Diante da uma onda de protestos da sociedade civil e do crescente movimento pela defesa dos direitos dos gays e lésbicas, o Parlamento russo aprovou em 7 de janeiro de 2013 uma lei criminalizando a "propaganda do homossexualismo" sob o pretexto de proteger as crianças. Desde então, quaisquer grupos de defesa dos direitos dos homossexuais pode ser processado criminalmente.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conclave para eleger papa pode iniciar em 15 de março

A reunião do Sacro Colégio Cardinalício para eleger o sucessor do papa Bento XVI pode começar em 15 de março, se houver número suficiente de cardeais em Roma, admitiu hoje a Santa Sé, reporta a agência Reuters.

Pelas normas da Igreja Católica, o Conclave deve ser iniciado 15 a 20 dias depois do trono de São Pedro ficar vago, o que acontecerá em 28 de fevereiro. Um novo papa deve ser eleito antes da Páscoa, que neste ano cai em 31 de março.

Bento XVI renunciou surpreendentemente alegando problemas de saúde para continuar exercendo "o ministério de Pedro". Sua decisão abriu uma série de discussões sobre intrigas, fofocas e traições na Cúria Romana, revelando todo o atraso de uma instituição medieval que resiste a qualquer tentativa de modernização.

A maior crise da Igreja Católica Apostólica Romana se deve à falta de padres para realizar sua missão. Enquanto não acabar com o celibato, a proibição dos padres se casarem, e não aceitar a ordenação de mulheres, esse problema fundamental não vai mudar - para não falar no problema da pedofilia, dos escândalos sexuais causados por religiosos que não conseguem controlar seus instintos mais selvagens e do veto ao uso da camisinha para combater a aids.

Quando um papa conservador e debilitado que passou a vida lutando para manter tudo como está, inclusive acobertando crimes sexuais de suas ovelhas-chefes prega uma "verdadeira renovação", só revela quão esclerosada e anacrônica é a instituição que preside.

Talvez a saída seja a eleição de um papa não europeu. Seria um reconhecimento de a Igreja tem pouco peso hoje no continente onde está instalada. Em países como o Reino Unido e a Holanda, apenas 1% frequentam a missa dominical. Muita gente ainda se casa e batiza seus filhos na Igreja como um ritual, uma festa. O número dos que seguem a orientação da Igreja é mínimo.

Sua maior força está em regiões mais atrasadas do planeta como a África e a América Latina, onde a pregação conservadora e moralista está mais de acordo com as visões religiosas. Se o novo papa vier do Terceiro Mundo, será uma esperança de renovação. Mas, para mudar algo, ele terá de enfrentar o atraso, as futricas e traições das lutas internas pelo poder no Vaticano.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Vaticano não ajudou investigações de pedofilia

A Igreja Católica não cooperou com as investigações sobre pedofilia na Irlanda, revelam hoje novos documentos sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos vazados pela organização não governamental WikiLeaks.

O Vaticano foi descrito como um Estado arcaico por diplomatas americanos. Em Roma, a Secretaria de Imprensa da Santa Sé pediu que os memorandos do Departamento de Estado sejam lidos "com prudência".

Outra revelação é que o papa Bento XVI é contra a entrada da Turquia, um país majoritariamente muçulmano, na União Europeia.

O jornal francês de esquerda Libération aderiu ao movimento para evitar que o WikiLeaks seja sufocado.

Os Anônimos que apoiam Julian Assange, o fundador da ONG, prometem atacar todos os sítios que boicotarem o WikiLeaks.

sábado, 20 de novembro de 2010

Vaticano realiza cúpula antipedofilia

Cerca de 150 cardeais participaram ontem de uma reunião de cúpula do Vaticano sobre os escândalos sexuais e de pedofilia na Igreja Católica.

O encontro foi convocado pelo papa Bento XVI para a véspera de um Consistório, a reunião do Colégio de Cardeais, que será realizado neste fim de semana. Juntos, eles rezaram, refletiram e discutiram a resposta da Igreja às inúmeras denúncias de abusos sexuais cometidos por padres e bispos.

Depois de ignorar as acusações e acobertar os acusados durante décadas, a Santa Sé promete agir com rigor. O bispo britânico Cormac O'Connor afirmou que "a Igreja está fazendo todo o possível para combater esses crimes terríveis e evitar que se repitam.

Um grupo de vítimas de abusos sexuais também se reuniu em Roma. Para Lucy Duckworth, que era uma menina quando foi atacada, "eles não convidaram as vítimas nem autoridades policiais e judiciais, sinal de que não estão interessados em investigações criminais".

No fim de semana, serão sagrados 24 novos bispos. Vinte têm menos de 80 anos. Estariam aptos para votar na eleição do próximo papa.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Papa convoca cúpula contra pedofilia na Igreja

O papa Bento XVI convocou uma reunião dos cardeais do mundo inteiro para discutir a resposta do Vaticano aos escândalos sexuais e de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica.

"Será um encontro de oração e reflexão", anunciou o Vaticano. Está marcado para 19 de novembro, véspera do dia em que Bento XVI vai sagrar 24 novos cardeais, na cerimônia chamada de Consistório.

A reunião mostra a importância que o papa está dando ao problema criado por centenas de denúncias de abuso sexual, inclusive de menores, em paróquias e escolas católicas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Suíça rejeita extradição e liberta Polanski

O Supremo Tribunal da Suíça rejeita o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos e liberta o cineasta Roman Polanski, condenado por abusar sexualmente de uma menor de 13 anos, em 1977.

Aos 76 anos, Polanski é um diretor mundialmente famoso por filmes como O Bebê de Rosemary, Tess e O Pianista. Ele tem dupla nacionalidade, é francês e polonês. Foi detido em 26 de setembro do ano passado, quando foi ao Festival de Zurique receber um prêmio pelo conjunto da obra.

Em 1977, quando estava sendo processado nos EUA por manter relações sexuais com uma menina de 13 anos, ele chegou a confessar a culpa para receber uma pena mais branda, mas fugiu do país antes de receber a sentença condenatória.

Hoje, a ministra da Justiça, Eveline Widmar-Schlumpf, esclareceu que o tribunal da Suíça não entrou no mérito do escândalo sexual. Rejeitou a extradição por problemas técnicos no pedido.

As autoridades americanas não apresentaram os registros da audiência em que Polanski teria confessado a culpa e feito um acordo que o levou inclusive a passar por breve internação psiquiátrica.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Papa: "Crise nasceu de pecados cometidos na Igreja"

No avião, a caminho de Portugal, o papa Bento XVI reconheceu hoje que "a crise na Igreja Católica nasceu de pecados cometidos dentro da própria Igreja", numa referência aos escândalos sexuais envolvendo padres e bispos.

O papa acrescentou que os religiosos culpados devem entender que precisam aceitar a penitência e a purificação. Isso não os exime de responder pelos crimes cometidos.

Ao assumir a responsabilidade da Igreja pelos abuso, Bento XVI falou que o perdão não substitui a Justiça e que todos os casos devem ser julgados fora da Igreja.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ordem denuncia pedofilia na Espanha

A ordem religiosa dos Carmelitas Descalços denunciou hoje à Justiça da Espanha um caso de pedofilia na instituição e se ofereceu para colaborar nas investigações e no processo criminal decorrente.

O crime teria sido cometido em 2007 na cidade de Burriana, que fica a 60 quilômetros de Valência, no Leste do país. Um frade da congregação é suspeitar de ter abusado sexualmente de um coroinha que na época tinha 16 anos.

A família do jovem, que se mudou para o Peru, fez a denúncia na semana passada. É a primeira vez na História da Espanha em que ums próprios membros da Igreja Católica denunciam um abuso sexual.

Esse novo escândalo veio à tona poucos semanas depois do papa Bento XVI manifestar a decisão de apurar os casos de pedofilia na Igreja. O frade suspeito foi enviado para um mosteiro no Norte da Espanha,

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Reino Unido pede desculpas ao papa

O governo britânico pediu ontem desculpas ao Vaticano depois da divulgação de um memorando interno do Ministério do Interior ironizando os escândalos sexuais na igreja Católica com a sugestão de que o papa Bento XVI poderia aproveitar sua próxima visita ao Reino Unido para lançar uma marca de camisinhas ou abençoar o casamento gay.

Por "sérios erros de julgamento", o autor do memorando já teria sido removido para outras funções.

domingo, 18 de abril de 2010

Papa encontra vítimas da pedofilia na Igreja

Durante visita à ilha de Malta, um pequeno país no Mar Mediterrâneo, o papa Bento XVI se reuniu com um grupo de dez vítimas de abusos sexuais cometidos por padres e prometeu combater a pedofilia com "todo o poder da Igreja".

"Foi um encontro com muita emoção. Todo o mundo chorou", contou Lawrence Grech, de 37 anos, casado, pai de dois filhos.

Aos 11 anos, ele foi molestado sexualmente num orfanato em Malta. Agora, está processando três padres e conta com o apoio do Vaticano, como prometeu o papa.

sábado, 10 de abril de 2010

Papa adiou afastamento de padre pedófilo

Quando era prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, adiou o afastamento de um padre pedófilo da Califórnia, nos Estados Unidos, por causa do impacto negativo que teria para a imagem da Igreja Católica.

Duas cartas de 1981 e 1986 divulgadas ontem por advogados das vítimas indicam que o então cardeal Ratzinger adiou o afastamento do padre Stephen Kiesle, que tinha sido preso em 1978 sob a acusação de molestar sexualmente dois menores quando morava em São Francisco da Califórnia.

domingo, 4 de abril de 2010

Primaz da Irlanda admite erros da Igreja

Na homilia da missa de Páscoa deste domingo, o cardel primaz da Irlanda, Sean Brady, reconheceu que "as vidas das vítimas de abusos sexuais, a fé dos membros da Igreja e a credibilidade da liderança da Igreja foram gravemente feridos pelos atos malignos de padres e religiosos que se aproveitaram de sua posição para molestar crianças indefesas".

E acrescentou: "Essas feridas foram agravadas por sérios erros administrativos cometidos por parte de bispos e outros líderes da Igreja", ao tratar dos casos denunciados.