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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Número três do Vaticano é condenado por pedofilia na Austrália

O cardeal George Pell, ex-arcebispo de Melbourne, terceiro homem na hierarquia do Vaticano, onde é ministro das Finanças, foi condenado na Austrália por agressão sexual a menores. Pode pegar 50 anos de cadeia. O caso está sob segredo de Justiça, levantado hoje.

Em 1996, o cardeal atacou dois meninos de 12 e 13 anos do coral da Catedral de São Patrício, em Melbourne, na sacristia da igreja, denunciou o Ministério Público australiano. Ele foi condenado em 11 de dezembro, mas a notícia só pode ser divulgada agora.

Na quarta-feira, haverá nova audiência para o juiz estipular o tempo da sentença. Seus advogados anunciaram que vão recorrer. Pell, de 77 anos, está afastado temporariamente da Santa Sé, onde ainda é oficialmente o ministro das Finanças.

Durante a semana passada, o papa Francisco realizou uma reunião no Vaticano para combater a pedofilia na Igreja Católica, mas não tocou na questão central, o celibato dos padres. Cerca de 70% dos padres australianos são acusados de pedofilia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Juiz indicado por Trump para Suprema Corte e mulher que o acusa vão depor

O juiz Brett Kavanaugh, nomeado pelo presidente Donald Trump para a Suprema Corte, e a professora universitária que o acusa de agressão sexual quando ambos eram menores da idade serão ouvidos em audiência pública da Comissão de Justiça do Senado dos Estados Unidos na próxima segunda-feira, noticiou hoje o boletim de notícias The Hill.

A psicóloga Christine Blasey Ford, hoje com 51 anos, professora da Universidade de Palo Alto, na Califórnia enviou uma carta à senadora democrata Dianne Feinstein e contou sua versão da história ao jornal The Washington Post.

Ela acusa Kavanaugh de agressão sexual e "tentativa de estupro" em 1982. Completamente bêbados, numa festa de estudantes secundaristas no estado de Maryland, ele e um colega teriam tentado manter relações sexuais à força com ela, inclusive tapando sua boca para ela não gritar.

"Pensei que ele poderia me matar sem querer", disse a professora. O juiz nega todas as acusações: "Nunca agi assim com mulher alguma."

Na próxima segunda-feira, "haverá uma oportunidade para acusador e acusado serem ouvidos", declarou o senador John Kennedy.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Equador decide amanhã se dá asilo a Assange

O Equador anuncia nesta quinta-feira se aceita o pedido de asilo do australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que teve sua extradição para a Suécia, onde é acusado de agressão sexual, aprovada pela Justiça do Reino Unido.

Assange se considera vítima de uma conspiração para ser levado para os Estados Unidos, onde é procurado por revelar mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado. Em 19 de junho de 2012, esgotados todos os recursos contra a extradição, ele se refugiou na Embaixada do Equador em Londres.

Por força de um mandado de prisão europeu, o Reino Unido tem a obrigação de entregar Assange à Justiça da Suécia, na presunção de que ele terá direito a um julgamento justo em qualquer país da União Europeia.

Mesmo que obtenha asilo no Equador, Assange vai precisar de um salvo-conduto do governo britânico para chegar até o aeroporto. Ele não tem nem como sair da embaixada, que fica num primeiro andar, direto no estacionamento, onde um carro oficial da representação equatoriana teria direito a imunidade diplomática.

Assim, Assange pode ser preso mesmo que seu pedido de asilo político seja aceito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

França encerra processo contra Strauss-Kahn

Por falta de provas, a Justiça da França arquivou hoje o processo por tentativa de estupro contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-ministro das Finanças da França Dominique Strauss-Kahn, movido pela jornalista Tristane Banon que o acusa de tê-la atacado sexualmente há oito anos.

A promotoria alegou que não teria como produzir provas a respeito de um fato ocorrido em 2003. Strauss-Kahn admitiu ter feito alguns "avanços" sobre a jovem e bela Tristane, na época com 24 anos.

Na França, o prazo de extinção de punibilidade pela prescrição, quando o caso não vai a julgamento, é de três anos para agressão sexual e de dez anos para tentativa de estupro.

Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 no aeroporto John Kennedy, em Nova York, dentro de um avião prestes a deixar os Estados Unidos, sob acusação de atacar sexualmente e tentar estuprar Nafissatou Diallo, uma camareira do hotel onde estava hospedado. Perdeu o cargo de diretor do FMI por causa do escândalo, mas o processo foi anulado depois que a polícia gravou uma conversa telefônica da camareira com um namorado traficante confessando que pretendia ganhar dinheiro porque DSK é rico.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Strauss-Kahn é libertado sob fiança milionária

Um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Nova York acaba de aceitar o pedido de libertação feito pelo ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, mediante o pagamento de uma fiança de US$ 1 milhão. Outros US$ 5 milhões serão depositados como caução.

Ele aai da prisão de Rikers Island amanhã. Vai ficar em prisão domiciliar no apartamento da filha, que mora em Nova York. Estará sob a guarda de um policial durante 24 horas por dia, um custo que terá de pagar.

Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças e até agora candidato favorito à Presidência da França, foi denunciado por sete acusações, incluindo agredir sexualmente, sequestrar, manter em cárcere privado e tentar estuprar uma camareira de um hotel onde estava hospedado em Nova York.

A próxima audiência será em 6 de junho, quando ele deverá se declarar culpado ou inocente.