Um ano depois do escândalo que acabou com sua carreira como diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu favoritismo para ser presidente da França, Dominique Strauss-Kahn entrou na Justiça contra a camareira Nafissatou Diallo, que o acusou de agressão social, pedindo US$ 1 milhão de indenização por "difamação" e "acusações falsas".
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 quando estava dentro de um avião que se preparava para decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, rumo a Paris, sob a acusação de forçar a camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado, a manter relações sexuais com ele.
O processo desabou quando a polícia interceptou uma gravação telefônica em que ela comentava com o namorado preso que poderia ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn é rico.
Agora, o ex-ministro das Finanças da França acusa a camareira de "apresentar intencionalmente e com conhecimento de causa uma denúncia falsa às autoridades". Acrescenta que "a acusação falsa, maliciosa e gratuita" arruinou sua reputação e suas "oportunidades profissionais".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Justiça de NY nega pedido de imunidade de Strauss-Kahn
O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn não tem direito a imunidade diplomática na Justiça dos Estados Unidos como alto funcionário de uma instituição internacional porque pediu demissão do cargo, decidiu hoje um juiz de Nova York.
Strauss-Kahn, um notório mulherengo, foi preso em 14 de maio de 2010 dentro de um avião prestes a decolar do aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado.
A imagem de um homem poderoso algemado e humilhado correu o mundo como símbolo ao mesmo tempo de uma justiça implacável e igualitária. Na França, houve reclamações de que não houve a presunção da inocência do réu. De algemas, com roupa de presidiário, ele parecia um condenado.
O processo criminal desabou em poucas semanas por causa de um telefonema da camareira, Nafissatou Diallo, para um namorado traficante que estava preso, revelando uma armação para extorquir dinheiro de Strauss-Kahn.
A ação civil de indenização ainda corre na Justiça. Neste processo, o juiz determinou hoje que o ex-diretor-geral do FMI não tem imunidade.
Strauss-Kahn, um notório mulherengo, foi preso em 14 de maio de 2010 dentro de um avião prestes a decolar do aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira do Hotel Sofitel, onde estava hospedado.
A imagem de um homem poderoso algemado e humilhado correu o mundo como símbolo ao mesmo tempo de uma justiça implacável e igualitária. Na França, houve reclamações de que não houve a presunção da inocência do réu. De algemas, com roupa de presidiário, ele parecia um condenado.
O processo criminal desabou em poucas semanas por causa de um telefonema da camareira, Nafissatou Diallo, para um namorado traficante que estava preso, revelando uma armação para extorquir dinheiro de Strauss-Kahn.
A ação civil de indenização ainda corre na Justiça. Neste processo, o juiz determinou hoje que o ex-diretor-geral do FMI não tem imunidade.
domingo, 29 de abril de 2012
Sarkozy rejeita ideia de complô contra Strauss-Kahn
O ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn era diretor-geral do Fundo Monetário Internacional e favorito nas pesquisas para a eleição presidencial na França quando foi preso, em 14 de maio de 2010, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York, sob a acusação de violentar sexualmente uma camareira de um hotel de luxo de um grupo francês.
A denúncia foi retirada depois que uma ligação telefônica da camareira a um namorado traficante preso nos Estados Unidos revelou a intenção de extorquir dinheiro de Strauss-Kahn e minou a credibilidade da acusação. Mas sua candidatura estava destruída.
A quem interessava o escândalo? Ao presidente Sarkozy. Quando a França indicou Strauss-Kahn para o FMI, comentou-se que Sarkozy mandava para o exterior num alto cargo o líder capaz de modernizar o Partido Socialista francês.
Strauss-Kahn cresceu com o papel de destaque do FMI no combate à crise financeira internacional, tornando-se um oponente ainda mais formidável para o presidente desgastado pela crise. Quando o processo entrou em colapso na Justiça de Nova York, a hipótese de uma conspiração do serviço secreto francês com uma imigrante africana de origem francófona se fortaleceu.
Sarkozy reagiu com indignação ontem: "Respeito a presunção da inocência, mas, quando se é acusado do que ele é acusado e se tem um mínimo de dignidade, deve-se ter o pudor de calar e não aumentar a indignidade", declarou o presidente diante de seus simpatizantes.
"Quando penso em todos os escândalos vergonhosos, em Nova York, em Lille, no Carlton, em Pas-de-Calais, foi uma questão de honra para o centro e a direita republicanas não se aproveitar, tapar o nariz, não comentar, essas indignidades", acrescentou. "Mas, quando, em plena campanha eleitoral, Strauss-Kahn tenta dar lições de moral e dizer que sou o único responsável pelo que aconteceu com ele, é demais!"
O presidente reagiu com a mesma indignação por ser acusado de ter recebido US$ 50 milhões do coronel Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral em 2007.
A denúncia foi retirada depois que uma ligação telefônica da camareira a um namorado traficante preso nos Estados Unidos revelou a intenção de extorquir dinheiro de Strauss-Kahn e minou a credibilidade da acusação. Mas sua candidatura estava destruída.
A quem interessava o escândalo? Ao presidente Sarkozy. Quando a França indicou Strauss-Kahn para o FMI, comentou-se que Sarkozy mandava para o exterior num alto cargo o líder capaz de modernizar o Partido Socialista francês.
Strauss-Kahn cresceu com o papel de destaque do FMI no combate à crise financeira internacional, tornando-se um oponente ainda mais formidável para o presidente desgastado pela crise. Quando o processo entrou em colapso na Justiça de Nova York, a hipótese de uma conspiração do serviço secreto francês com uma imigrante africana de origem francófona se fortaleceu.
Sarkozy reagiu com indignação ontem: "Respeito a presunção da inocência, mas, quando se é acusado do que ele é acusado e se tem um mínimo de dignidade, deve-se ter o pudor de calar e não aumentar a indignidade", declarou o presidente diante de seus simpatizantes.
"Quando penso em todos os escândalos vergonhosos, em Nova York, em Lille, no Carlton, em Pas-de-Calais, foi uma questão de honra para o centro e a direita republicanas não se aproveitar, tapar o nariz, não comentar, essas indignidades", acrescentou. "Mas, quando, em plena campanha eleitoral, Strauss-Kahn tenta dar lições de moral e dizer que sou o único responsável pelo que aconteceu com ele, é demais!"
O presidente reagiu com a mesma indignação por ser acusado de ter recebido US$ 50 milhões do coronel Muamar Kadafi para sua campanha eleitoral em 2007.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
França encerra processo contra Strauss-Kahn
Por falta de provas, a Justiça da França arquivou hoje o processo por tentativa de estupro contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-ministro das Finanças da França Dominique Strauss-Kahn, movido pela jornalista Tristane Banon que o acusa de tê-la atacado sexualmente há oito anos.
A promotoria alegou que não teria como produzir provas a respeito de um fato ocorrido em 2003. Strauss-Kahn admitiu ter feito alguns "avanços" sobre a jovem e bela Tristane, na época com 24 anos.
Na França, o prazo de extinção de punibilidade pela prescrição, quando o caso não vai a julgamento, é de três anos para agressão sexual e de dez anos para tentativa de estupro.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 no aeroporto John Kennedy, em Nova York, dentro de um avião prestes a deixar os Estados Unidos, sob acusação de atacar sexualmente e tentar estuprar Nafissatou Diallo, uma camareira do hotel onde estava hospedado. Perdeu o cargo de diretor do FMI por causa do escândalo, mas o processo foi anulado depois que a polícia gravou uma conversa telefônica da camareira com um namorado traficante confessando que pretendia ganhar dinheiro porque DSK é rico.
A promotoria alegou que não teria como produzir provas a respeito de um fato ocorrido em 2003. Strauss-Kahn admitiu ter feito alguns "avanços" sobre a jovem e bela Tristane, na época com 24 anos.
Na França, o prazo de extinção de punibilidade pela prescrição, quando o caso não vai a julgamento, é de três anos para agressão sexual e de dez anos para tentativa de estupro.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio de 2011 no aeroporto John Kennedy, em Nova York, dentro de um avião prestes a deixar os Estados Unidos, sob acusação de atacar sexualmente e tentar estuprar Nafissatou Diallo, uma camareira do hotel onde estava hospedado. Perdeu o cargo de diretor do FMI por causa do escândalo, mas o processo foi anulado depois que a polícia gravou uma conversa telefônica da camareira com um namorado traficante confessando que pretendia ganhar dinheiro porque DSK é rico.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Juiz encerra processo contra Strauss-Kahn
A pedido do promotor distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr., o Tribunal de Justiça de Nova York acaba de encerrar o processo que derrubou o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn e reduziu suas chances de concorrer à Presidência da França em 2012.
O caso entrou em colapso por causa da falta de credibilidade de Nafissatou Diallo, a camareira de origem africana que o acusou de agressão sexual e tentativa de estupro. Em telefonema a um namorado preso por tráfico de drogas, ela falou em ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn "é um homem rico".
Durante as investigações, a polícia nova-iorquina descobriu que ela mentiu várias vezes, inclusive quando pediu asilo aos Estados Unidos alegando ter sido violentada sexualmente na Guiné.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York.
A divulgação de imagens do ex-diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado causaram protestos na França por ignorar a presunção de inocência até a condenação. Mas assim que o caso entrou em colapso, outras mulheres denunciaram investidas sexuais de Strauss-Kahn, numa tentativa de sepultar definitivamente sua candidatura à Presidência da França.
Ao sair do tribunal, ele prometeu fazer uma declaração quando chegar a Paris.
O caso entrou em colapso por causa da falta de credibilidade de Nafissatou Diallo, a camareira de origem africana que o acusou de agressão sexual e tentativa de estupro. Em telefonema a um namorado preso por tráfico de drogas, ela falou em ganhar muito dinheiro porque Strauss-Kahn "é um homem rico".
Durante as investigações, a polícia nova-iorquina descobriu que ela mentiu várias vezes, inclusive quando pediu asilo aos Estados Unidos alegando ter sido violentada sexualmente na Guiné.
Strauss-Kahn foi preso em 14 de maio, dentro de um avião prestes a decolar do Aeroporto John Kennedy, em Nova York.
A divulgação de imagens do ex-diretor do FMI algemado, barbudo e desgrenhado causaram protestos na França por ignorar a presunção de inocência até a condenação. Mas assim que o caso entrou em colapso, outras mulheres denunciaram investidas sexuais de Strauss-Kahn, numa tentativa de sepultar definitivamente sua candidatura à Presidência da França.
Ao sair do tribunal, ele prometeu fazer uma declaração quando chegar a Paris.
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